08 novembro 2011
Parentes de governador do PR concentram 25% dos investimentos
ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA
As secretarias de Estado chefiadas pela mulher e pelo irmão do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), serão responsáveis por quase 25% dos investimentos programados pelo governo estadual em 2012, de acordo com a Lei Orçamentária Anual.
Juntas, as "superpastas" da Família e da Infraestrutura, criadas no início deste ano a partir da fusão de outras secretarias, investirão R$ 634 milhões, mais do que pastas estratégicas como Saúde, Educação e Segurança Pública investem sozinhas.
Na mão dos Richa, estão todas as obras de infraestrutura do Paraná, sob o comando de José Richa Filho (secretário de Infraestrutura e Logística), e todas as ações de assistência social, que ficam com Fernanda Richa (secretária da Família e Desenvolvimento Social) --ambas áreas de grande apelo eleitoral.
Richa Filho tem um perfil mais técnico, sem aspirações eleitorais. Já Fernanda é cogitada como candidata à Prefeitura de Curitiba no futuro. Ambos são filiados ao PSDB.
O governo justifica o volume de recursos concentrado nas "superpastas" afirmando que ambas são áreas prioritárias para o Estado e que, portanto, o aumento das despesas é "estratégico".
Na pasta de Infraestrutura, os investimentos estão concentrados em obras em portos, rodovias e ferrovias. A secretaria deve investir, sozinha, R$ 504 milhões --é a pasta que mais tem investimentos previstos no Estado.
Já a pasta da mulher de Beto, que investirá R$ 130 milhões, teve um aumento de 60% no orçamento de sua área e de 230% nos investimentos programados, de acordo com a Secretaria do Planejamento.
Os investimentos correspondem aos gastos do governo estadual em obras, programas especiais, instalações e equipamentos, e não incluem despesas com custeio ou folha de pagamento.
Sobre a pasta de Richa Filho, o governo tucano afirmou que o montante é necessário para recuperar a infraestrutura e aumentar a competitividade do Estado, já que os investimentos recentes no setor foram "insuficientes".
Ainda segundo o governo do Paraná, a redução das desigualdades regionais do Estado foi uma das prioridades elencadas por Beto Richa quando eleito, o que justifica o aumento do orçamento.
A Secretaria da Família afirmou também que o aumento não foi só quantitativo como qualitativo, já que a pasta coordena programas de segurança alimentar, gerencia os centros de socioeducação do Estado (para adolescentes em conflito com a lei) e repassa verbas a prefeituras e ONGs que realizam ações de assistência social, entre outras ações.
06 novembro 2011
PSDB revê ideais para tentar voltar ao poder em 2015
Há mais de oito anos fora da Presidência, o PSDB inicia amanhã as discussões para tentar quebrar a hegemonia do PT e voltar ao poder.
O pontapé será dado no seminário "A Nova Agenda", promovido pelo ITV (Instituto Teotonio Vilela).
Embora a tentativa seja de renovar o ideário tucano, o evento terá uma cara de reencontro, ao reunir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e alguns dos chamados "pais do Real", um time de economistas e acadêmicos que atuou no plano de estabilização da moeda.
A coordenação do seminário coube aos economistas Elena Landau e Edmar Bacha, ambos egressos do chamado "grupo da PUC-RJ", que deu as cartas na política econômica nos anos FHC.
O evento também terá participações de outros expoentes da era tucana, como os ex-presidentes do Banco Central Persio Arida, Armínio Fraga e Gustavo Franco, que atuam no mercado financeiro.
Para tentar aliar o resgate do legado de FHC a novas propostas, o partido chamou também nomes com atuação nas áreas sociais.
Segundo o presidente do ITV, o ex-senador Tasso Jereissati, a ideia do seminário é ser o embrião da revisão programática do partido.
"A agenda que se tem hoje é a que o partido formulou e implementou há quase 20 anos. Depois disso não se pensou mais o país. O PT se apropriou da nossa agenda e não avançou", disse à Folha.
O ex-senador faz um mea culpa pelo fato de o PSDB não ter defendido o que foi feito por FHC, sobretudo na economia. "Existe um erro que é entregar as campanhas políticas a marqueteiros".
Até sexta-feira a cúpula do PSDB não contava com a presença do ex-presidenciável José Serra. Preterido para o comando do ITV, Serra trava, desde então, embates por espaço na legenda. Aliados disseram que o seminário foi montado para alavancar a pré-candidatura de Aécio Neves à Presidência.
31 outubro 2011
Investigação termina em pizza
Redação Carta Capital
Deputado Bruno Covas (PSDB) relatou tentativa de subordo, mas depois se negou a dar nomes.
Sem sequer ter aprovado um relatório e tendo ouvido apenas um deputado, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo decidiu, na quinta-feira 27, encerrar as investigações sobre um suposto esquema de venda de emendas parlamentares.
Por 5 votos a 2, um requerimento proposto por Campos Machado (PTB) foi aprovado e o material colhido deve ser encaminhado em até 15 dias ao Ministério Público Estadual. O resultado dos trabalhos da Comissão é ínfimo: apenas três requerimento foram aprovados convidando os deputados Major Olímpio (PDT), Roque Barbiere (PTB) e o secretário estadual do Meio Ambiente Bruno Covas (PSDB) a depor.
Dos três, apenas Olímpio depôs. Os outros dois limitaram-se a enviar uma resposta escrita à comissão. Barbiere, o pivô das denúncias, disse em entrevista a um jornal regional que até 30% dos parlamentares da casa exigiam contrapartidas para aprovarem emendas. Covas, por sua vez, relatou a uma rádio uma situação em que teriam tentado corrompê-lo. Criticado por não ter denunciado o caso à época, o secretário do Meio Ambiente voltou atrás e disse ter se referido a uma situação hipotética. A oposição criticou a aprovação do requerimento.
O deputado João Paulo Rillo (PT) afirmou que uma grande pizza será enviada ao MP paulista. Os petistas tentam agora emplacar uma CPI para apurar as denúncias. Até agora, eles contam com 30 assinaturas das 32 necessárias. O 30º deputado a apoiar a apertura de uma comissão de inquérito foi o próprio Barbiere.
24 outubro 2011
Alckmin diz ser legal obra tocada por ex-assessor
RODRIGO VIZEU
RAPHAEL SASSAKI
DE SÃO PAULO
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu ontem o processo que resultou na destinação de verbas do Estado para empresa de um ex-assessor do secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido (PSDB).
A Folha revelou que um galpão erguido na cidade de Lourdes (noroeste paulista) é tocado pela empresa do tucano Luiz Antonio Pereira de Carvalho, exonerado anteontem do cargo de assessor parlamentar de Aparecido, braço direito e um dos articuladores políticos de Alckmin.
Estado deu verba para empresa de assessor de secretário de Alckmin
O governador disse ontem não ver problema pois, apesar de a verba ser estadual, a contratação é da prefeitura.
Apu Gomes -21.out.2011/Folhapress
Geraldo Alckmin viaja em um dos novos trens da Linha Vermelha do metrô, que recebeu novas composições
"Qual é o fato irregular? A prefeitura faz uma licitação, alguém ganha a licitação."
Ao todo, o governo liberou R$ 150 mil para a obra, valor que permitiu à prefeitura contratar a empresa pelo modelo mais simples de licitação --o envio de convite a pelo menos três empresas.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, o ex-assessor de Aparecido pediu exoneração para disputar as eleições.
Alckmin, porém, afirmou que houve demissão, apenas por "cuidado". "Não havia nenhuma necessidade, inclusive, de demitir", disse.
O governador também declarou que a empresa não pertence ao ex-assessor, mas a "pessoa da família". Carvalho, de fato, transferiu a sociedade à mãe e à mulher em 2009. Mas sua mãe confirmou à Folha que Carvalho é o dono de fato da empresa.
Apesar da defesa do procedimento, Alckmin assegurou que o governo vai "cuidadosamente verificar" se houve algum problema na licitação. "Não acredito que tenha."
O prefeito de Lourdes, Franklin Querino (DEM), disse que não sabia que o empresário tinha cargo no governo do Estado. Carvalho não foi localizado ontem.
22 setembro 2011
Alckmin e Haddad encampam ideia de diretório do PT
A ideia de transformar o antigo Juqueri em um campus de universidade federal em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, foi levada ao ministro Fernando Haddad (Educação) pelo PT de Franco da Rocha.
Só depois, diante do interesse de Haddad, a ideia foi apresentada ao governador Geraldo Alckmin. O projeto foi vendido como mais um exemplo da parceria entre os governos Dilma Rousseff e Alckmin, tendo desta vez Haddad como protagonista.
A proposta é que o campus use o prédio onde funcionava o Hospital Psiquiátrico do Juqueri, que pertence ao governo do Estado.
O projeto foi apresentado pelo presidente do PT de Franco da Rocha, Francisco Celeguim, o Kiko, a Haddad no mês passado, depois do lançamento do Pronatec.
O ministro adorou a ideia e pediu que o PT de Franco da Rocha tentasse marcar uma audiência com o governo de São Paulo.
Com a ajuda do deputado estadual Vicente Candido, o PT marcou a audiência de Haddad com o secretário Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano), que aconteceu na segunda-feira.
Enquanto Haddad expunha a ideia, Alckmin telefonou para o secretário Edson Aparecido, que colocou os dois para conversar. E ali selou-se o protocolo de intenções.
A fase "só love" entre Dilma e Alckmin preocupa os tucanos, que ainda patinam para escolher um candidato em São Paulo. Quando essa parceria tem o efeito colateral de aumentar a exposição do pré-candidato petista, o desconforto é maior.
Já no PT, as investidas de Dilma em solo paulista são vistas como uma oportunidade de o partido se cacifar para 2012. "O crédito a gente disputa depois", diz um dirigente petista.
Escrito por Vera Magalhaes às 15h19
20 setembro 2011
Chalita janta com Maluf por apoio na eleição à Prefeitura de SP
A conversa girou em torno de uma possível aliança em São Paulo --Chalita é candidato à sucessão de Gilberto Kassab pelo PMDB. Maluf foi recebido também pelo vice-presidente Michel Temer.
| Felix Lima/Marcelo Camargo/Folhapress |
| Chalita quer o apoio de Maluf à eleição municipal de 2012 |
O apoio de Maluf está sendo disputado para as eleição municipal de 2012. Além do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), também o PMDB tenta atrair Maluf para uma aliança. O partido quer que ele apoie Chalita a prefeito, trazendo junto os cerca de dois minutos a que seu partido, o PP, terá direito nos programas de TV.
Ontem, a Folha publicou que a presidente Dilma Rousseff tem dito a interlocutores próximos que cogita convidar Chalita(PMDB-SP) para integrar a Esplanada em sua primeira reforma ministerial, prevista para o final de dezembro ou início do próximo ano. A jogada interessa sobretudo ao PT, ávido por atrair o apoio do PMDB e tirar o aliado da disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2012.
Na última pesquisa Datafolha, Marta apareceu na liderança em todos os cenários, com uma média de 30%. Fernando Haddad oscilou entre 1% e 2%, mas conta com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
PP pode apoiar PSDB para Prefeitura de SP, diz Maluf
O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) afirmou nesta terça-feira, na criação do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, que seu partido pode apoiar o PSDB, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na eleição para a Prefeitura da capital do Estado em 2012.
"O PP discute hoje ter candidatura própria ou fazer coligação com o candidato do PSDB", afirmou o ex-prefeito, que disputou o cargo nas últimas três eleições.
"Mas a decisão, com certeza, não sairá antes de abril", disse o parlamentar, que não descarta concorrer de novo. Dentro do PP, também há interesse do ex-deputado federal Celso Russomanno, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, de concorrer ao cargo, mas ele enfrenta resistência de Maluf.
Antes adversário do PSDB, Maluf passou a apoiar o partido com o convite de Alckmin para assumir a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) este ano, com a nomeação do economista Antônio Carlos do Amaral, ex-presidente da Fundação Milton Campos, ligada o PP.
02 maio 2011
Serra em busca de público e temas novos
O tema do debate é a reforma política, e Serra deve insistir na mudança de regras para escolha de vereadores. A proposta, que já defendeu e na qual pretende insistir, é criar distritos em cidades com mais de 200 mil habitantes e usar esse critério para a escolha de vereadores.
Aliados do ex-governador defendem que ele deve priorizar aparições públicas como essa _falando a um público jovem e expressando ideiais novas e específicas em temas genéricos, como a reforma política.
Serra tem evitado se manifestar sobre a crise no PSDB e na oposição, agravada com a debandada de seis vereadores e de outros tucanos históricos, como o ex-deputado Walter Feldman.
Em entrevista a Eleonora de Lucena na Folha desta segunda, o cientista político Leôncio Martins Rodrigues, 76, disse estranhar o silêncio de Serra sobre o assunto e opinou que o partido corre risco de se transformar em "legenda maldita" pela falta de um líder capaz de unir todos os grupos e conduzir o partido de volta ao poder.
Escrito por Vera Magalhaes às 09h27
http://presidente40.folha.blog.uol.com.br/
11 abril 2011
Após pedido do governador do PR, blog de jornalista sai do ar
ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA
O blog do jornalista paranaense Esmael Morais saiu do ar pela quarta vez na última quinta-feira (7) por decisão da Justiça Estadual, após pedido da defesa do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).
O tucano processa o blogueiro por danos morais desde as eleições do ano passado, quando Morais postou um vídeo que comparou Richa a Adolf Hitler.
Na época, a Justiça ordenou que o jornalista retirasse do ar as postagens ofensivas a Beto Richa e sua família e, dias depois, devido à "reiteração da conduta" ofensiva, ordenou a retirada completa do site do ar.
Desde então, o blogueiro, que afirma ter retirado as postagens apontadas como ofensivas pela Justiça, vem alterando o provedor do site para tentar mantê-lo no ar.
Ele nega que seus textos tenham o objetivo de ofender o governador. "As coisas que eu escrevi foram sobre questões de domínio público. Quem exerce cargo público está sujeito a críticas", afirma.
Para a defesa de Beto Richa, porém, a maioria dos posts de Morais tem como objetivo difamar e injuriar o governador.
O blogueiro afirma que está sendo submetido a "censura" e "perseguição". O advogado do jornalista, Guilherme Gonçalves, afirma que os fatos que motivaram a primeira liminar, em agosto do ano passado, não existem mais e que, por isso, vai pedir a revisão da decisão.
Desde que o processo foi instaurado, em agosto do ano passado, o site já saiu do ar por quatro vezes após pedidos da defesa de Richa. Um dos pedidos, no mês passado, foi feito diretamente à Justiça dos Estados Unidos, já que o servidor do blog era norte-americano.
Morais é filiado ao PC do B, partido de oposição a Beto Richa, mas nega interesse político. "Meu blog discute políticas públicas, cidadania. Eu não tenho interesse em ofender ninguém, e o que eles diziam que era ofensivo, eu já retirei", afirma.
09 abril 2011
Sede bilionária do governo de MG faz 1 ano já em reforma
A Cidade Administrativa, nova sede do governo de Minas Gerais, completou um ano no mês passado já submetida a reformas, revela reportagem de Raphael Veleda e Rodrigo Vizeu, publicada na edição de hoje da Folha.
Principal obra da gestão do hoje senador Aécio Neves (PSDB), o conjunto de prédios projetado por Oscar Niemeyer custou mais de R$ 1 bilhão, mas tem rachaduras em pisos e é alvo de 4 investigações do Ministério Público.
| AndreFossati - 24.mar.2011/Folhapress | ||
| Com rachaduras, Cidade Administrativa de MG foi a principal obra de Aécio |
Leia reportagem completa na edição de hoje da Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
Sede bilionária do governo de MG faz 1 ano já em reforma
A Cidade Administrativa, nova sede do governo de Minas Gerais, completou um ano no mês passado já submetida a reformas, revela reportagem de Raphael Veleda e Rodrigo Vizeu, publicada na edição de hoje da Folha.
Principal obra da gestão do hoje senador Aécio Neves (PSDB), o conjunto de prédios projetado por Oscar Niemeyer custou mais de R$ 1 bilhão, mas tem rachaduras em pisos e é alvo de 4 investigações do Ministério Público.
| AndreFossati - 24.mar.2011/Folhapress | ||
| Com rachaduras, Cidade Administrativa de MG foi a principal obra de Aécio |
Leia reportagem completa na edição de hoje da Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
07 abril 2011
Reportagem da revista britânica diz que, sem um líder definido e atravessando uma crise de identidade, o PSDB corre o risco de rachar se não repensar
Agência Brasil
Da esquerda para a direita, Serra, Aécio e Alckmin: enquanto nenhum tucano fala mais alto, indefinição compromete estabilidade do PSDB, segundo a Economist
São Paulo - O início de uma das reportagens da edição revista britânica The Economist que chega às bancas nesta quinta-feira (7) lembra um documentário sobre a vida animal. "Os tucanos, segundo os brasileiros dizem, simplesmente não conseguem ficar juntos: aqueles bicos grandes ficam no caminho." Longe de ser uma piada infame, o parágrafo remete a duas crises que ameaçam o PSDB, atual partido protagonista da oposição no Brasil.
Uma delas é a crise de relacionamento entre seus membros mais influentes, a qual compromete a estabilidade do partido. A outra é uma crise de identidade. Longe de mostrar uma postura definida, segundo a revista, o partido tucano precisa mudar seu discurso atual e rever seus focos caso queira continuar sendo relevante na política nacional. Sem isso, corre o risco de se perder pelo caminho rumo às eleições presidenciais de 2014.
Os motivos da primeira crise, de acordo com a Economist, têm nome e sobrenome. José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves. Todos continuam sendo vistos como potenciais candidatos à presidência daqui a quatro anos - mesmo José Serra, considerado por muitos como fora do páreo depois da derrota para Dilma Rousseff no ano passado.
Enquanto o PSDB não define seu nome forte para a disputa de 2014, muitos temem que o partido rache se não se apressar a escolher entre um dos três. "Alckmin está tentando empurrar Serra para a candidatura à prefeitura de São Paulo em 2012. O atual prefeito, Gilberto Kassab, um amigo, está criando um novo partido que, segundo alguns pensam, poderia acomodar José Serra caso o PSDB não se curve à sua vontade. Se for deixado de lado novamente, Aécio Neves também poderia sair. Com ele, iriam as melhores chances do partido conquistar a presidência", diz o texto.
05 abril 2011
Oposição tenta evitar prescrição do processo do mensalão
O projeto, já aprovado no Senado em 2010, espera por votação na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara desde julho do ano passado.
Vicentinho diz que aceitou ajuda sem saber que agência era de Valério
Relatório da PF confirma denúncia do mensalão
Os oposicionistas vão pressionar a Câmara para aprovar o projeto nos próximos meses, uma vez que o prazo previsto atualmente pela legislação é de cinco anos. Como o mensalão teria ocorrido em 2005, a prescrição ocorreria em agosto --no que diz respeito ao crime de improbidade administrativa.
DEM e PSDB decidiram agir depois que relatório da Polícia Federal em um dos inquéritos do escândalo confirma em detalhes que existiu um esquema de desvio de dinheiro público para o PT e partidos aliados do governo no Congresso.
"Não conheço nenhuma medida judicial que possa ser adotada agora pela oposição. Agora, cabe à oposição convocar a opinião pública para a aprovação desse projeto", disse o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).
Para os oposicionistas, o relatório da PF desconstrói o argumento de vários petistas sobre a não-existência do mensalão.
"É o maior esquema de corrupção na história do país. Todo mundo sabia das investigações. Várias chicanas jurídicas, tudo aconteceu nesses seis anos para provar que não havia mensalão, que era invenção da oposição. É a Polícia Federal que está dizendo que existiu", disse a senadora Marisa Serrano (PSD B-MS).
Em defesa do governo, o senador Wellington Dias afirmou que o ex-presidente defendeu as investigações ao lembrar que o esquema também envolveu a oposição --numa referência ao mensalão mineiro na gestão do tucano Eduardo Azeredo (1995-1998).
"Nossa posição é no sentido de doa a quem doer, que a gente tenha as investigações. Que a gente não faça condenação antecipada. Qualquer um dos indiciados tem direito à legítima defesa", disse o petista.
Alvaro Dias saiu em defesa de Azeredo ao afirmar que o PT tenta "tirar o foco" do que chama de "mensalão oficial". "Ficam desenterrando outros esqueletos para tirar o foco de um complexo esquema de corrupção urdido no Palácio do Planalto."
03 abril 2011
Deputado quer 13º para beneficiários do Bolsa Família
De repente, o programa taxado de "populista" e "de compra de votos" se torna bandeira política daquele que mais o criticaram.
Na verdade, o PSDB tem um comportamento bipolar em relação a esse programa, hora reinvidicam (indevidamente) sua paternidade, hora o criticam ferozmente. O fato é que não existe qualquer justificativa plausível para o pagamento adicional desse benefício, sim benefício, não salário. A única explicação para isso é o bom e velho neo-populismo tucano.
do Folha.com - Poder - Principal