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07 março 2012

Desempenho da rede estadual de SP tem melhora tímida

Os resultados do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) de 2011 mostram uma leve melhora no desempenho dos estudantes em relação ao ano anterior, quando as notas haviam caído em quase todos os níveis. Apesar da recuperação tímida, a nota obtida no 9º ano do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio ainda está aquém ou no mesmo patamar dos resultados obtidos em 2009.

No 9º ano do ensino fundamental, a média dos estudantes em matemática ficou 6,3 pontos abaixo do resultado obtido dois anos antes. Em relação há 2010, houve melhora de 1,9 ponto. Já em português, a distância do resultado obtido em 2009 é maior ainda: 6,7 pontos.

MATÉRIA COMPLETA:

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/desempenho-da-rede-estadual-de-sp-tem-melhora-timida/n1597668476532.html

22 fevereiro 2012

São Paulo é a 45.ª melhor cidade do mundo para fazer faculdade, de acordo com levantamento inédito divulgado nesta quarta-feira, 15, pela QS - grupo de pesquisa que publica anualmente um dos mais importantes rankings de universidades do planeta.


Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo - Jonne Roriz/AE-10/8/2007
Jonne Roriz/AE-10/8/2007
Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo

Paris ocupa o topo da lista do novo estudo, seguida por Londres, Boston e Melbourne. Outras seis cidades europeias completam a relação de top 10.

Na América Latina, São Paulo fica atrás de Buenos Aires (24.º lugar), Cidade do México (31.º) e Santiago (41.º).

Segundo o ranking, Cingapura, na 12.ª colocação, é a melhor cidade asiática para estudar. Depois vêm Hong Kong (19.ª) e Tóquio (19.ª).

A Austrália é o único país com duas cidades entre as 10 mais bem avaliadas: além de Melbourne, emplacou Sidney, na 6.ª posição.

MATÉRIA COMPLETA:

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,sao-paulo-e-a-45-melhor-cidade-do-mundo-para-fazer-faculdade-diz-ranking,836246,0.htm

São Paulo é a 45.ª melhor cidade do mundo para fazer faculdade, de acordo com levantamento inédito divulgado nesta quarta-feira, 15, pela QS - grupo de pesquisa que publica anualmente um dos mais importantes rankings de universidades do planeta.


Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo - Jonne Roriz/AE-10/8/2007
Jonne Roriz/AE-10/8/2007
Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo

Paris ocupa o topo da lista do novo estudo, seguida por Londres, Boston e Melbourne. Outras seis cidades europeias completam a relação de top 10.

Na América Latina, São Paulo fica atrás de Buenos Aires (24.º lugar), Cidade do México (31.º) e Santiago (41.º).

Segundo o ranking, Cingapura, na 12.ª colocação, é a melhor cidade asiática para estudar. Depois vêm Hong Kong (19.ª) e Tóquio (19.ª).

A Austrália é o único país com duas cidades entre as 10 mais bem avaliadas: além de Melbourne, emplacou Sidney, na 6.ª posição.

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http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,sao-paulo-e-a-45-melhor-cidade-do-mundo-para-fazer-faculdade-diz-ranking,836246,0.htm

04 fevereiro 2012

Governo contratará 3 mil professores universitários

Arquivo

8. Universidade Salvador (UNIFACS) – MBA em Administração

O ministro da Educação definirá a quantidade de professores para cada instituição

Brasília – O governo federal autorizou a contratação de 3.059 professores para o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), conforme portaria dos ministérios do Planejamento e da Educação, publicadas hoje no Diário Oficial da União.

MATÉRIA COMPLETA:

13 dezembro 2011

Abertas inscrições para 12,5 mil bolsas de estudo no exterior


Presidenta Dilma lançou regras do programa Ciências sem Fronteiras, que vai beneficiar 101 mil pesquisadores e estudantes até 2014

iG Sao Paulo

Começaram nesta terça-feira, dia 13, as inscrições para alunos de graduação interessados em passar um ano fora do País. A presidenta Dilma Rousseff lançou, em Brasília, os editais que vão selecionar 12,5 mil universitários com bolsa de estudo da modalidade sanduíche nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália e França. O prazo para concorrer termina no dia 15 de janeiro. Na solenidade, a presidenta também assinou decreto que regulamenta o programa Ciência sem Fronteiras, que vai conceder ao todo 101 mil bolsas até 2014.

O Ciência sem Fronteiras vai beneficiar estudantes e pesquisadores das áreas de ciências básicas, engenharia e tecnologia, nas modalidades graduação-sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação (doutorado-sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado). Segundo a presidenta, o desafio lançado há 140 dias foi transformado em realidade. Do total de bolsas a serem concedidas, 75 mil serão financiadas pelo governo e 26 mil pela iniciativa privada, conforme Dilma havia pedido no lançamento do programa em julho. Colaborarão com o projeto instituições como Febraban, CNI, Petrobras, Vale entre outras.

Nesta terça-feira, foram anunciados os nomes dos primeiros 1.500 alunos de graduação beneficiados com bolsas para os EUA. A chamada pública coordenada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em caráter experimental recebeu 7.007 inscrições. Os primeiros 841 embarcam em janeiro de 2012 e os demais seguirão em julho para curso de idioma.

Foto: DivulgaçãoAmpliar

Dilma anuncia regras para bolsas de estudo do Ciência sem Fronteiras: boas notas no Enem serão privilegiadas

Os critérios para seleção para as bolsas diferem em cada edital, mas têm pontos em comum. Os candidatos de graduação devem ter no mínimo 600 pontos no Enem e ter bom desempenho acadêmico. Prêmios em olimpíadas escolares e participação em projetos de iniciação científica também contam pontos. Para Dilma, o programa valoriza o mérito, mas vai garantir também que estudantes que não são de classes abastadas não sejam prejudicados. Para isso, uma série de ações serão realizadas para auxiliar estudantes a superarem a barreira da língua estrangeira, como cursos em universidades federais e, para os selecionados, aulas no exterior.

“Esse é um programa que tem na base critérios essenciais. Primeiro, o mérito. E segundo, para aqueles que têm mérito, vamos dar oportunidades para dar acesso à segunda língua”, explicou.

Áreas prioritárias
Para o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Luiz Martins, os universitários estão animados com o programa. Desde julho, segundo ele, as federais têm recebido pedidos dos estudantes para aderirem ao projeto. Ele lamenta, no entanto, que não haja oportunidades para os alunos das áreas de ciências humanas.

“Entendemos que as áreas para as bolsas foram definidas de acordo com a urgência do País, mas será necessário ampliar as oportunidades também para as áreas de humanas. Teremos de criar alternativas”, defende.

Dilma, em seu discurso, falou sobre os motivos que levaram o governo a eleger as áreas exatas como prioridade do programa. Segundo ela, o Brasil precisa produzir ciência e tecnologia para “garantir a elevação da competitividade da nossa economia”.

“Sei também da importância das áreas humanas na formação de um pensamento generoso e da constituição da nossa própria nação. Nós, agora, estamos fazendo aquele esforço nas áreas em que precisamos, com urgência, mais, que são as áreas das ciências exatas, das ciências da informação, das ciências médicas, enfim, das áreas que aqui no Brasil nós chamamos de ciências exatas”, diz.

Atração de cientistas
Além de enviar estudantes brasileiros para o exterior, o Ciências Sem Fronteiras também vai trazer estrangeiros ou brasileiros que atuam em outros países para o Brasil através de dois programas. O primeiro, o projeto chamado Atração de Jovens Talentos, pretende atrair e fixar jovens pesquisadores residentes no exterior, preferencialmente brasileiros, que tenham destacada produção científica e tecnológica. A partir desta sexta-feira, os interessados poderão apresentar projetos de pesquisas (ligados a programas de pós-graduação ou órgãos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação) para disputar as bolsas de R$ 7 mil mensais (durante um a três anos).

O outro, Pesquisador Visitante Especial, prevê a oferta de bolsas de intercâmbio para pesquisadores de alto nível que tenham destaque nas áreas que atuam. A proposta é mantê-los no País por, no máximo três anos, oferecendo auxílios mensais de R$ 14 mil e ajuda de custo para a pesquisa de até R$ 50 mil por ano de projeto. As propostas também poderão ser apresentadas a partir de sexta-feira e vão até 15 de fevereiro.

Inscrições pela internet
As informações sobre as bolsas e as exigências para concorrer estão no site do programa Ciência sem Fronteiras. No mesmo endereço, interessados em se candidatar devem preencher formulários e enviar documentação em formato PDF.

*Colaborou Priscilla Borges, iG Brasília

Tiririca preside sessão da Comissão de Educação

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tiririca-preside-sessao-da-comissao-de-educacao,808447,0.htm

Nove meses depois de chegar à Câmara como o deputado mais votado do País, Francisco Everardo Oliveira e Silva (PR-SP), vulgo palhaço Tiririca, fez hoje sua "estreia" no Congresso. Alternando expressões como "beleza pura", "maravilha, garoto" e "legal", Tiririca presidiu por quase três horas sessão da Comissão de Educação e Cultura que fez audiência pública para discutir a concessão de alvarás para instalação de circos nas cidades.



E leu em público sua maior frase: "Ignácio Kornowski, coordenador da área técnica de desenvolvimento da cultura da Confederação Nacional dos Municípios", balbuciou tropegamente Tiririca, que aproveitou para fazer graça com o sobrenome do convidado. "Kornowski, Kornowski", repetiu, entre risos, brincando com a pronúncia abrasileirada "cornóvisque".


Durante a fala dos convidados, o deputado aproveitou para folhear papeis que simulava ler baixinho, deixando perceptível o abrir e fechar dos lábios, como escandindo sílabas. A performance de Tiririca à frente da Comissão contou com a ajuda de um discreto funcionário da Câmara que, a todo instante, soprava nomes de convidados e de artistas presentes à sessão. Depois de fazer um stand up comedy com os melhores momentos de sua vida, o ex-dono de circo leu um papel com os nomes dos convidados para integrar a mesa de debates da Comissão.


Por meia hora, Tiririca contou para uma plateia de artistas circenses passagens de sua vida, como na época em que fazia animação na casa de "meninos ricos" e aproveitava para dar "uns cascudos" na criançada . Entre gracejos e piadas, ele confessou que decidiu disputar uma cadeira na Câmara para ganhar uma publicidade gratuita. Afirmou esperar ter "uns cinco mil votos" nas eleições. "Me surpreendi com a votação que tive", reconheceu o autor do hit brega Florentina de Jesus.


Ele admitiu que cogitou desistir de assumir a cadeira na Câmara diante da pressão para provar que sabia ler e escrever. "Mas fui para o teste e graças a Deus, tudo deu certo", comemorou. Tiririca revelou que, nos primeiros três meses de mandato, se sentia um peixe fora d''água na Câmara. "Mas hoje estou tranquilo. Dou um baile aqui", garantiu.


No fim da sessão, Tiririca defendeu a regras diferenciadas para a matrícula de filhos de artistas circenses nas escolas. E fez questão de dizer que, quando pequeno, teve professora particular no circo que era de propriedade de sua mãe. "Eu estudei assim. Como a minha família tinha posses, a minha mãe contratou uma professora particular que acompanhava o circo e dava aula para a gente", disse.

12 dezembro 2011

Escolas poderão ficar fechadas durante a Copa

Esse é um país que sabe escolher suas prioridades...


Brasília (AE) - As escolas públicas e particulares de todo o Brasil deverão ficar fechadas durante a Copa do Mundo de 2014. A proposta de dar férias escolares no período do evento foi acatada pelo relator do projeto da Lei Geral da Copa, Vicente Cândido (PT-SP), e será votada amanhã à tarde pela comissão da Câmara que discute o tema. A medida visa melhorar o trânsito nas cidades-sede nos dias de jogo, preocupação da Fifa devido ao ritmo lento das obras de mobilidade urbana. Para minimizar possíveis problemas, o governo já tinha proposto decretar feriado em dias de jogos.

A ideia de fechar as escolas do País durante os jogos foi apresentada pelo deputado Cleber Verde (PRB-MA) na forma de projeto de lei. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, já tinha manifestado simpatia pela proposta quando esteve no mês passado em audiência na Câmara e, agora, Vicente Cândido decidiu aderir à tese. "Vou incorporar a ideia desse projeto. Com as férias escolares você ajudaria o trânsito e liberaria os estudantes para ver os jogos", disse ele à reportagem.

De acordo com Cândido, a determinação das férias dos estudantes coincidirem com o evento de 2014 constará da nova versão de seu relatório, que será apresentada amanhã. Se aprovada, a medida valeria para as escolas de todo o País. "A molecada de outras cidades também quer ver os jogos", justifica o petista.

A Fifa prevê a abertura do evento no dia 12 de junho e a final no dia 13 de julho. O projeto, porém, não trará datas. "É pouco provável, mas a Fifa pode alterar as datas da Copa. Então vamos colocar que as férias escolares deverão compreender o período do evento".

A preocupação com o acesso aos estádios nos dias de jogo tem sido uma constante na discussão do projeto. O governo federal já tinha colocado no texto inicial da Lei Geral da Copa a previsão de que as cidades-sede poderiam decretar feriado. Segundo a ministra Miriam Belchior (Planejamento), esta ideia visava reduzir eventuais problemas de mobilidade urbana. Ao incluir a proposta das férias escolares, o Congresso dá mais um passo para tentar resolver o problema mesmo se as obras de mobilidade urbana prometidas não saírem a tempo.

Venda de bebidas

O relator pretende insistir na proposta de permitir o comércio de bebidas alcoólicas durante os jogos de futebol. Ele adiantou que fará algumas alterações determinando regras para a venda, como a de que a bebida seja servida em copo de papelão. Cândido manterá, porém, a ideia de que a permissão vá além da Copa do Mundo e valha também para os jogos de campeonatos nacionais e regionais.

A permissão da venda em todos os jogos tem gerado questionamentos na comissão. Na semana passada alguns deputados manifestaram o desejo de que a concessão fosse feita apenas para a Copa do Mundo, atendendo assim ao anseio da Fifa, que tem uma cervejaria como patrocinadora. O relator, porém, promete insistir na tese de uma regra única e disputar no voto.

A comissão deve votar o projeto amanhã à tarde e a expectativa do governo é conseguir um acordo para levá-lo a apreciação do plenário da Casa ainda nesta semana. A proposta suspende o direito a meia-entrada durante a Copa criando uma categoria extra para a venda de bilhetes a preço mais baixo para idosos, estudantes, indígenas e beneficiários de programas de transferência de renda como o Bolsa Família.

Dá ainda um prêmio aos jogadores campeões das copas de 1958, 1962 e 1970, além de usar diversos mecanismos legais para garantir a Fifa o direito sobre as marcas do evento.


As mulheres com poder sobre entidades em prol da educação


Em um ano marcado pela liderança feminina, conheça as que decidem a pauta de importantes instituições não governamentais do setor

iG São Paulo

Uma fez magistério, outra, sociologia, uma terceira, psicologia e duas, administração. A mais velha tem mais que o dobro de idade da mais nova. Tem uma que tem certeza que a solução para a educação no País é a formação dos professores enquanto outra acha que a receita é o apoio a líderes multiplicadores. As diferenças nas histórias de vida e atuação também são enormes, mas as cinco chegaram a um ponto em comum: são mulheres à frente de algumas das instituições em prol da educação mais importantes no País.

A prioridade delas tende a entrar na pauta da área como prioridade para o Brasil. Wanda Engel é superintendente-executiva do Instituto Unibanco, que tenta reformar o precário ensino médio brasileiro. A diretora-geral acadêmica do Instituto Singularidades, Gisela Wajskop, quer mudar o currículo dos professores a partir das experiências que desenvolve. Priscila Cruz dirige o Todos Pela Educação, que monitora indicadores para o Brasil atingir cinco metas consideradas essenciais pela sociedade civil. Viviane Sena preside o instituto com o mesmo sobrenome que trabalha em parceria com governos para dar melhores condições de aprendizado a 2 milhões de estudantes por ano. E Thais Junqueira aposta na mudança do Brasil com o apoio para que jovens talentos se desenvolvam.

As carreiras e ideias inspiradoras de cada uma delas podem ser acessadas no quadro abaixo:


09 dezembro 2011

Plano Nacional prevê 8% de investimento do PIB para educação

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/plano-nacional-preve-8-de-investimento-do-pib-para-educacao/n1597397601753.html

Comissão Especial da Câmara propõe porcentual abaixo do solicitado por entidades e acima do proposto pelo governo

iG São Paulo 05/12/2011
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados protocolou nesta segunda-feira o relatório final do Plano Nacional de Educação que deve ser lido na terça-feira às 14h30. O documento define as estratégias para o setor para a década entre 2011 e 2020. O porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) do País destinado à Educação, que era o ponto mais polêmico, ficou fixado em 8% até o fim da década. O projeto original do governo previa 7% e as entidades de defesa da área pediam 10%.

Após a leitura, abre-se o prazo de cinco sessões para apresentação de novas emendas ao texto. Desde a semana passada, vários parlamentares que são membros da comissão especial criada para avaliar o plano previam que caso a meta definida pelo relator fosse inferior a 10% do PIB seriam apresentadas mais emendas para tentar aumentar o patamar de investimento. Caso seja feito algum pedido de vista ao relatório, a aprovação do projeto pode ficar para 2012 já que o recesso parlamentar começa em 22 de dezembro.

A versão original do relatório recebeu quase 3 mil propostas de emendas, um recorde do Congresso Nacional.

Principais mudanças

Entre as principais alterações está a garantia de atendimento educacional especializado para estudantes com deficiência que preferirem uma escola especializada. O ponto é polêmico, pois educadores defendem que cabe inclusão em todos os casos, mas instituições especializadas defendem que alguns estudantes perdem tempo em salas comuns.

A proposta do governo tratava somente da universalização do atendimento dos alunos com deficiência de quatro a 17 anos de idade na rede regular de ensino. O relatório de Vanhoni manteve a universalização, mas criou uma ressalva: caso não seja possível integrar esse aluno em classe comum, ele terá assegurado atendimento especial.

Outra demanda dos professores foi atendida no relatório. O projeto original trazia como meta a aproximação do rendimento dos professores àquele de profissionais de mesmo nível de escolaridade com equiparação até o fim da década. Pelo relatório, o governo terá seis anos para garantir que a renda do magistério some 80% da média dos outros profissionais. Ao final de dez anos, deverá atingir 100%.

O relatório também amplia a meta de expansão do ensino profissional técnico de nível médio. O governo propôs a duplicação dessas matrículas em dez anos. De acordo com o parecer, contudo, as matrículas serão triplicadas no mesmo período. Para o ensino superior, além de manter o aumento da matrícula no ensino superior para 33% da população de 18 a 24, o relatório acrescenta que 40% desses estudantes deverão estar nas instituições públicas de ensino superior. Hoje o segmento privado responde por 75% das matrículas desse nível de ensino.

Já no caso do ensino em tempo integral, em que os estudantes têm aulas nos dois períodos do dia, o parâmetro de avaliação de cumprimento da meta também mudou. Pela proposta original, até 2021 deveriam ser oferecidas classes integrais em pelo menos 50% das escolas de todo o País. Segundo o documento apresentado hoje, em dez anos esse tipo de atendimento deverá beneficiar pelo menos 25% de todos os alunos da rede pública de educação básica.

Campanha comemora e critica

A Campanha Nacional pela Educação, que congrega ONGs e entidades representativas, como a União Nacional dos Dirigentes Municipais, em uma primeira análise, avalia que o projeto apresentado avança em relação ao original do governo, mas precisa de revisões. Em nota, a campanha comemora dois pontos e critica outros três.

Para o movimento, o principal avanço foi a melhoria no Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQ). O indicador foi incorporado pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) em maio do ano passado a partir de estudos feitos pela campanha com insumos como remuneração condigna dos profissionais da educação, formação continuada dos educadores, número adequado de alunos por turma, equipamentos e materiais didáticos, transporte e alimentação escolar, entre outros.

Outro ponto enaltecido é o reforço do controle social. "Em primeiro lugar, para boa parte das metas, foram estabelecidas submetas ou metas intermediárias. Depois, foi determinada a inclusão das informações advindas das pesquisas e censos demográficos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no escopo dos dados a serem utilizados para o monitoramento do novo plano. Por último e complementarmente, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) ficará obrigado a produzir análises bienais para subsidiar a avaliação do novo PNE, que vigorará pelos dez anos imediatamente seguintes à sua aprovação", diz a nota.

A Campanha, no entanto, avalia que há necessidade de mudanças essenciais no texto proposto pelo deputado. "A falha mais grave se dá na indeterminação de responsabilidades financeiras entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Em termos práticos, isso inviabiliza a expansão de matrículas com base em padrões de qualidade e coloca em risco a valorização dos profissionais da educação."

Também há críticas em relação a concepções pedagógicas como a questão da alfabetização até os 7 anos de idade, considerada precoce e em relação ao porcentual de investimento considerado baixo.

*Com informações da Agência Brasil e Agência Câmara

Comissão aprova 50% de fundo do Pré-sal para educação e ciência

Olha esse tal de Wellington Dias, senador e ex-governador do PI pelo PT, querendo garfar o pouco que está sobrando da fatia do pré-sal para a Educação! Olho nele!

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/comissao-aprova-50-de-fundo-do-presal-para-educacao-e-ciencia/n1597399044447.html

Com a presença de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (6), por unanimidade, o projeto de lei que destina às áreas de educação e de ciência e tecnologia metade dos recursos do Fundo Social. Criado no final do ano passado, o Fundo Social tem entre as suas principais fontes de receita os recursos do petróleo retirado da camada pré-sal.

Texto que havia sido aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura determina um mínimo de 50% dos recursos do Fundo Social para programas e projetos de desenvolvimento da educação pública (básica e superior). Mas emenda apresentada pelo relator na CE, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), incluiu ainda a área de ciência e tecnologia. Na versão aprovada nesta terça-feira, desses 50%, no mínimo 70% terão de ser destinados à educação básica; 20% para a educação superior; e 10% para ciência e tecnologia.

Segundo Antonio Carlos Valadares, a destinação de recursos mais expressivos para a educação é coerente com as metas fixadas pelo Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, cujo texto do relatório para aprovação na Câmara foi protocolado na segunda-feira em comissão especial. Dentre elas estão: ampliar o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do País e universalizar o acesso à educação.

O autor do projeto, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), lembra que a destinação de metade do Fundo Social à educação já estava prevista na lei que o criou, mas acabou vetada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Toda inspiração da criação da do Fundo Social do Pré-sal estava vinculado quase que unicamente à educação. Se conseguirmos 50% para educação e ciência e tecnologia nós ajudamos todas as outras áreas", disse Inácio Arruda.

Já o senador Wellington Dias elogiou a iniciativa e se posicionou favorável à proposta, mas alegou que os percentuais sugeridos talvez sejam revistos pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde o projeto será votado em decisão terminativa.

"Estamos falando aqui de metade de US$ 1,5 trilhão para a educação. Não precisa desses recursos, por maiores que sejam as despesas, só para a educação. É um montante considerado muito elevado", disse o parlamentar.

08 dezembro 2011

Senado aprova dedução de trabalhador doméstico que esteja na escola


livro bandeira fernando lopesIvan Richard - Agencia Brasil

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou hoje (6) projeto de lei que permite ao empregador doméstico deduzir em dobro o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao valor da contribuição paga à Previdência Social incidente sobre a remuneração do empregado. Mas a dedução só vale para quem emprega trabalhador doméstico que esteja matriculado em escola de ensino formal.

A proposta do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pretende fazer com que os patrões estimulem os empregados domésticos a frequentar a escola. "No Brasil, o problema da baixa escolaridade dos trabalhadores domésticos mostra-se grave, estando o número médio de anos de estudo dessa categoria bem abaixo da média da população ocupada", alertou Buarque.

O relator do projeto na CAE, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), ressaltou que, atualmente, o incentivo limita o percentual a ser deduzido do Imposto de Renda do empregador ao valor da contribuição patronal calculada sobre um salário mínimo mensal, sobre o décimo terceiro salário e sobre a remuneração adicional de férias.

De acordo com Suplicy, o Artigo 205 da Constituição determina que a educação é um direito de todos e deve ser estimulada pelo Estado e pela família, com a colaboração da sociedade. Segundo o senador paulista, a perda de arrecadação, caso a dedução vire lei, "será pequena" para os cofres públicos, cerca de R$ 150 milhões por ano.

Aprovada em caráter terminativo, ou seja, sem a necessidade de votação pelo plenário, a matéria segue para Câmara dos Deputados.

20 novembro 2011

Analfabetismo ainda atinge 28% da população com mais de 15 anos em pequenas cidades do Nordeste


Embora a taxa de analfabetismo na população com 15 anos ou mais de idade tenha caído de 13,63% em 2000 para 9,6% em 2010 na média do país, nas menores cidades do Nordeste, com até 50 mil habitantes, ela ainda atinge 28% das pessoas nessa faixa etária. Além disso, nesses municípios a proporção de idosos que não sabiam ler e escrever chegava a 60%.

Segundo dados dos Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgado hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no caso do analfabetismo de jovens, a situação da Região Nordeste também é preocupante. Enquanto na média do país a proporção de adolescentes e jovens que não sabiam ler e escrever atingia 2,5%, no Nordeste era quase o dobro (4,9%), com pouco mais de 500 mil pessoas nessa faixa etária. Na Região Sul o percentual era de 1,1% e na Sudeste, de 1,5%.

Entre jovens e adultos, o levantamento revela que em 1.304 municípios a taxa de analfabetismo era igual ou superior a 25%. Entre eles, 32 não contavam com o programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). A maioria está localizada no Nordeste, tendo sido a pior situação observada em João Dias (RN), onde 38,9% das pessoas com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever. Em seguida, aparecem Monte Santo (BA), com 35,6%, e São Brás (AL), com 34,7%. No Norte, três municípios aparecem na lista, todos em Tocantins: Ponte Alta do Bom Jesus (25,2%), Mateiros (26,4%) e Centenário (28,6%). O Sudeste concentrava quatro deles, localizados em Minas Gerais. São eles: Miravânia (26,0%), Frei Gaspar (28,5%), Bertópolis (29,6%) e Santa Helena de Minas (31,7%).

O levantamento também evidenciou as diferenças em termos de alfabetização nos resultados segundo cor ou raça. Enquanto entre os brancos, o percentual de analfabetos para pessoas com 15 anos ou mais era de 5,9%, entre os pretos atingiu 14,4% e entre os pardos, 13%.

19 novembro 2011

Procura por Engenharia Civil acompanha crescimento do País


Curso é o mais concorrido da Fuvest pela 1ª vez. Profissionais não se formam na velocidade que o mercado exige

Marina Morena Costa, iG São Paulo

Engenharia Civil tornou-se nos últimos anos um dos cursos mais procurados nas principais universidades do Brasil. A carreira, que há cinco anos atraía no máximo 20 candidatos por vaga, hoje tem cerca de 50 na disputa nos vestibulares mais concorridos. As universidades públicas do estado de São Paulo – USP, Unesp e Unicamp – tiveram neste ano crescimento entre 40% e 48% no número de inscritos para a graduação em comparação com o vestibular do ano anterior.

A procura por Engenharia Civil é reflexo do momento econômico que o País atravessa. Muitos investimentos em infraestrutura, mercado imobiliário superaquecido nas principais regiões metropolitanas e a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 são fatores que influenciam o fenômeno nas universidades. “O mercado está muito bom, há grandes obras e construções em diversas áreas”, aponta Antônio Alves Dias, coordenador do curso de Engenharia Civil do câmpus de São Carlos, da USP.

Segundo Dias, a procura por pós-graduação e pela docência em engenharia civil também caiu como reflexo do bom momento do mercado de trabalho. Já na graduação, a procura só aumenta: desde 2007, quando o curso contava com 636 inscritos na disputa pelas 60 vagas, a procura cresceu quase 400%. Hoje, 3.136 candidatos disputam o mesmo número de vagas em uma concorrência de 52,27, a maior da universidade.

João Paulo Chaim, de 20 anos, ingressou no curso de Engenharia Civil da USP-São Carlos em 2009, logo quando a procura começou a crescer. No vestibular daquele ano, a concorrência saltou de 11,1 candidatos por vaga para 20,52. “Tenho certeza que fiz uma boa escolha e não me arrependo nem um pouco”, diz o estudante. Ele considera o curso “excelente”, elogia os professores, a infraestrutura dos laboratórios e sabe que tem grandes chances de terminar o curso bem empregado.

Mais vagas

Muitos especialistas alertam para o déficit de engenheiros que o Brasil pode enfrentar nos próximos anos. Segundo um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), se a economia do País apresentar um crescimento médio de 3,5% ao ano, o estoque de profissionais não será suficiente para atender a demanda por engenheiros já em 2015.

Apesar do crescimento na procura, o curso da USP-São Carlos não aumentou o número de vagas nos últimos anos. “Estamos tendo um aumento da demanda, mas não da oferta”, destaca o coordenador. Dias afirma que a unidade tem um projeto em andamento para ampliar o número de vagas, mas isso será possível só em 2014.

Já nas instituições particulares, o aumento de vagas sai mais rápido. Na Pontifícia Universidade de Minas Gerais (PUC-Minas), Engenharia Civil foi o curso mais concorrido nas últimas seis edições do vestibular – o processo seletivo é semestral. A instituição passou a oferecer o curso no câmpus de Barreiro, em 2010, com 130 vagas, e no próximo semestre irá oferecer também em São Gabriel, na Grande Belo Horizonte, com 70 vagas. No total, a PUC-Minas abre semestralmente 440 vagas, em quatro câmpus.

“Tentamos repor o número de profissionais que o mercado exige, mas não conseguimos fazer na velocidade que ele demanda. Engenharia não é um curso de curta duração e apenas 30% conseguem se formar no tempo mínimo de cinco anos”, destaca João Batista Santos de Assis, coordenador de Engenharia Civil no câmpus Coração Eucarístico. Segundo dados do Censo da Educação Superior, em 2010, Engenharia Civil tinha 108.202 estudantes matriculados, mas apenas 7.213 se formaram.

Foto: Divulgação

Câmpus da USP de São Carlos. Engenharia Civil na unidade é o curso mais concorrido da universidade

Evasão

A evasão é um problema enfrentado nos cursos de engenharia de instituições públicas e particulares. Hoje, apenas metade dos estudantes (em média, 55%) que ingressam nas graduações em engenharia conclui o curso. Para combater a evasão, o governo traçou um plano nacional para alavancar a área, com estratégias traçadas que incluem bolsas de estudo, parcerias com empresas privadas, capacitação de professores, atualização de currículos e projetos para atrair jovens talentos para a carreira.

Na USP e na PUC-Minas a desistência não tem sido comum em Engenharia. Quando aparecem vagas, são preenchidas pelos processos de transferência. “Estamos até recusando alunos, porque não existem vagas ociosas. No último processo de transferência, tivemos mais de 200 inscritos para apenas 12 vagas”, destaca Assis.

Veja a concorrência por Engenharia Civil nas universidades públicas de São Paulo:

USP – São Carlos

2012 – 1º curso mais concorrido do vestibular
Inscritos: 3.136
Concorrência: 52,27
2011 – 5º curso mais concorrido do vestibular
Inscritos: 2.191
Concorrência: 36,52

Unesp - Bauru

2012 – 3º curso mais concorrido do vestibular
Inscritos: 3.138 inscritos
Concorrência: 52,3
2011 – 4 º curso mais concorrido do vestibular
Inscritos: 2.112 inscritos
Concorrência: 35,2 cv

Unicamp

2012 – 3º curso mais concorrido do vestibular
Inscritos: 3.791
Concorrência: 47,4
2011 – 4 º curso mais concorrido do vestibular
Inscritos: 2.910
Concorrência: 36,4