22 setembro 2011
Alckmin e Haddad encampam ideia de diretório do PT
A ideia de transformar o antigo Juqueri em um campus de universidade federal em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, foi levada ao ministro Fernando Haddad (Educação) pelo PT de Franco da Rocha.
Só depois, diante do interesse de Haddad, a ideia foi apresentada ao governador Geraldo Alckmin. O projeto foi vendido como mais um exemplo da parceria entre os governos Dilma Rousseff e Alckmin, tendo desta vez Haddad como protagonista.
A proposta é que o campus use o prédio onde funcionava o Hospital Psiquiátrico do Juqueri, que pertence ao governo do Estado.
O projeto foi apresentado pelo presidente do PT de Franco da Rocha, Francisco Celeguim, o Kiko, a Haddad no mês passado, depois do lançamento do Pronatec.
O ministro adorou a ideia e pediu que o PT de Franco da Rocha tentasse marcar uma audiência com o governo de São Paulo.
Com a ajuda do deputado estadual Vicente Candido, o PT marcou a audiência de Haddad com o secretário Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano), que aconteceu na segunda-feira.
Enquanto Haddad expunha a ideia, Alckmin telefonou para o secretário Edson Aparecido, que colocou os dois para conversar. E ali selou-se o protocolo de intenções.
A fase "só love" entre Dilma e Alckmin preocupa os tucanos, que ainda patinam para escolher um candidato em São Paulo. Quando essa parceria tem o efeito colateral de aumentar a exposição do pré-candidato petista, o desconforto é maior.
Já no PT, as investidas de Dilma em solo paulista são vistas como uma oportunidade de o partido se cacifar para 2012. "O crédito a gente disputa depois", diz um dirigente petista.
Escrito por Vera Magalhaes às 15h19
16 agosto 2011
Bahia, Ceará e Pará ganharão novas universidades federais
iG São Paulo | 16/08/2011 11:28 - Atualizada às 15:03
O governo federal vai criar quatro novas universidades federais: duas na Bahia, uma no Ceará e outra no Pará. O anúncio oficial da terceira fase do programa de expansão da Rede Federal de Educação Superior foi realizado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e pela presidenta Dilma Rousseff, nesta terça-feira, dia 16, em Brasília. Além das universidades, foi prometida a abertura de 47 campi universitários e 208 unidades dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
O MAPA DA EXPANSÃO (MEC)
No Pará, a nova instituição, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), terá sede na cidade de Marabá, onde hoje funciona o campus Marabá da Universidade Federal do Pará (UFPA). A Universidade Federal da Região do Cariri (UFRC), no Ceará, terá sede em Juazeiro do Norte. Ela será instalada na atual estrutura do campus Cariri, que pertence à Universidade Federal do Ceará (UFCE).
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No Estado baiano, a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba) será em Barreiras, onde atualmente funciona o campus Barreiras da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), terá sede em Itabuna.
Segundo o ministro Haddad, os locais para as novas universidades e institutos federais foram definidos de acordo com as necessidades das regiões e a expansão faz parte de um esforço de vários ministérios para erradicação da miséria. "Vamos promover a interiorização da educação profissional e da educação superior", disse. "Nós sabemos a diferença que um campus de um instituto federal ou de uma universidade faz nos municípios", acrescentou a presidenta Dilma.
Dentro do programa de expansão, outras 12 universidades federais, de 11 Estados, ganharão 15 campi. No Pará, a UFPA ganha um campus; na Bahia, a UFBA e a UFRB, um campus cada uma; no Ceará, a UFCE (2); em Pernambuco, a UFRPE (1); em Goiás, a UFG (2); no Maranhão, a UFMA (1); no Mato Grosso, a UFMT (1); em Minas Gerais, a UFVJM (2); em São Paulo, a Unifesp (1); em Santa Catarina, a UFSC (1); no Rio Grande do Sul, a UFSM (1).
Gleisi Hoffmann, Sarney, Temer e Marco Maia prestigiam anúncio do projeto de expansão das universidades federais
Cronograma
De acordo com o MEC, até 2012, serão implementados 20 campi universitários em oito Estados e 88 unidades de institutos federaisem 25 Estados, que começaram a ser construídas ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Prefeitos assinarão termos de compromisso para a construção de 120 unidades de institutos federais em municípios dos 26 Estados e no Distrito Federal. Esses locais foram selecionados a partir de critérios como o percentual da população em extrema pobreza. Foram privilegiadas cidades muito populosas e com baixa renda per capita, além daquelas que apresentaram resultados ruins em avaliações como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e têm um percentual maior de jovens atrasados na escola. A previsão é de que todas as unidades estejam em funcionamento nos próximos três anos.
Das obras das etapas anteriores do projeto de expansão, o ministro admitiu que 5% delas estãoatrasadas. Segundo ele, por problemas dos empresários da construção civil que não cumpriram o exigido pelos editais.
Greve nas federais
No momento em que o governo anuncia a expansão da rede federal de ensino, tanto asuniversidades como os institutos federais enfrentam greves. Os servidores técnico administrativos das universidades federais estão paralisados desde o dia 6 de junho. Já nos institutos federais, que oferecem ensino médio técnico e cursos de nível superior, professores e funcionários declararam greve no dia 1º de agosto.
* Com informações da Agência Brasil
09 agosto 2011
"País quer brasileiros nas melhores universidades do mundo"
Presidente Dilma Rousseff cobra a participação de empresários em programa que concede bolsas de estudo no exterior
Agência Brasil | 08/08/2011 09:38
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (8) que, por meio do programa Ciência sem Fronteiras, quer que estudantes brasileiros tenham acesso às melhores universidades do mundo. Em seu programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que, até 2014, o governo pretende conceder75 mil bolsas de graduação e pós-doutorado no exterior.
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“O Ciência sem Fronteiras é um programa que dá aos estudantes e pesquisadores brasileiros a oportunidade de aperfeiçoar seu conhecimento fora do país, de pesquisar e de criar, além de estudar lá fora”, disse. Dilma cobrou a participação de empresários brasileiros na tentativa de alcançar a meta de 100 mil bolsas de estudo.
De acordo com a presidenta, serão priorizadas áreas ligadas às ciências exatas, como engenharias, matemática, física, biologia, ciência da computação, ciências médicas e todas as áreas tecnológicas. Segundo ela, tais áreas são consideradas fundamentais para a economia do país e para dar maior competitividade à indústria brasileira.
Dilma explicou que a seleção dos bolsistas vai ser feita levando em consideração o desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – quem atingir o mínimo de 600 pontos poderá concorrer às bolsas de estudo no exterior. Atualmente, 124 mil alunos alcançaram essa pontuação.
Também poderão ser selecionados estudantes premiados em olimpíadas científicas como a Olimpíada da Matemática, além de alunos envolvidos em iniciação científica. “O importante é que, nesse programa de bolsas de estudo no exterior, os estudantes que não teriam recursos para estudar no exterior estarão entre os selecionados para frequentar as melhores universidades do mundo”, afirmou.
03 agosto 2011
Faculdades americanas se unem para criar redes de alta velocidade
Universidade do Arizona é uma das 28 que formam coalizão por redes rápidas
O projeto, chamado GigU, foi anunciado oficialmente na quarta-feira, dia 27, e tem por objetivo atrair novas empresas de alta tecnologia em áreas como saúde, energia e telecomunicações para as regiões perto das universidades, muitas das quais ficam no Centro-Oeste ou fora das grandes cidades. Essas zonas funcionariam como pólos para a construção de uma nova geração de redes mais rápidas que poderiam tornar os Estados Unidos mais competitivos internacionalmente.
Por enquanto, o plano ainda está em andamento, com as universidades oferecendo negócios e pedindo soluções a empresas de telecomunicações, corporações e organizações sem fins lucrativos. As instituições envolvidas incluem a Universidade do Estado de Arizona, a Universidade Case Western Reserve, a Universidade Howard, a Universidade Duke, a Universidade de Michigan, a Universidade de Washington e a Universidade de Chicago.
''Nós não estamos pedindo dinheiro do governo'', disse Blair Levin, do Instituto Aspen, que está dirigindo o projeto. "Acreditamos que a abordagem correta é obter fundo para as redes no setor privado".
Através da oferta de conexões de um Gigabit de rede – velocidade suficiente para baixar filmes em alta definição em menos de um minuto – não apenas para pesquisadores científicos e engenheiros, mas para as casas e os negócios em torno das universidades, o grupo pretende criar um ecossistema digital que irá atrair novas empresas, ideias e modelos educacionais.
"Seria um celeiro criativo para a comunidade de pesquisa e também para os moradores", disse Lev Gonick, CIO da Case Western, em Cleveland.
No ano passado, a Case Western implementou um programa piloto em uma área de vários quarteirões perto do campus, disse ele. A Zona Case Connected oferece um gigabite de rede de fibra óptica para 104 casas ao lado da universidade. Em três meses de sua inauguração, disse Gonick, três startups se mudaram para o bairro.
"Acreditamos que uma pequena quantidade de investimento pode render grandes lucros para a economia americana e para a nossa sociedade", disse ele.
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As instituições membro da GigU vêm principalmente da região central – de Estados como Indiana, Kentucky, Missouri, Montana e Virgínia – onde podem potencialmente ter um grande impacto sobre as comunidades de médio porte do país. As maiores universidades já têm acesso a redes de maior velocidade.
As faculdades estão se preparando para falar com grandes empresas de telecomunicações sobre maneiras de atrair novos empreendimentos para seus bairros através de uma computação super rápida. Depois, elas vão buscar propostas de negócios para a construção das redes, “não daqui a décadas, mas nos próximos anos", disse o grupo em um comunicado.
Embora os Estados Unidos tenham sido pioneiros nas redes de computadores da década de 1960 até os anos 1990, nos últimos anos o país tem ficado para trás na implantação e aperfeiçoamento da tecnologia de rede. Um estudo recente feito pelo Fórum Econômico Mundial concluiu que, embora os Estados Unidos fiquem em quinto lugar na “prontidão” de sua rede – um índice adotado para comparar o acesso dos países na era digital – ele fica em 30 na largura de banda disponível para a população.
Em 2010, antes de ingressar no Instituto Aspen, um think-tank de política (instituto de pesquisa e estratégia), Levin foi diretor de pessoal do Plano de Banda Larga Nacional da Comissão Federal de Comunicações, que visa a tornar a internet de alta velocidade disponível em todos os Estados Unidos. Depois de deixar a agência e conversar com pesquisadores de universidades de todo o país, ele passou a acreditar que os Estados Unidos precisavam encontrar uma estratégia para melhorar continuamente a qualidade de sua tecnologia de internet.
"É a diferença entre vê-la como uma corrida versus a criação de um ecossistema em constante evolução que melhore as nossas redes", disse Levin.
A comunidade de pesquisa deve ainda combater o ceticismo sobre o que alguns técnicos chamam de mentalidade "construa e eles virão". Alguns técnicos dizem que assim que redes mais rápidas sejam implementadas, novos usos vão surgir para elas que não podem ser previstos hoje. Outros argumentam que a alta resolução de vídeo é a única aplicação atual para as redes de velocidade mais alta.
"O conceito é louvável, mas precisamos saber qual é o propósito", disse Michael Kleeman, um designer de rede de computadores e estrategista de política de telecomunicações da Universidade da Califórnia, em San Diego.
* Por John Markoff