14 julho 2011

Brasil vai trazer cientistas do exterior

Ministro da Ciência e Tecnologia quer "atrair cérebros" para aprimorar institutos de pesquisa no país
AE 14/07/2011 16:58
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O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, informou hoje que o governo pretende trazer cientistas da Europa e dos Estados Unidos para desenvolver os institutos de pesquisa do País. Em entrevista no Palácio do Planalto, ele observou que o momento é ideal, destacando que enquanto o Brasil investe no setor, os países industrializados estão demitindo cientistas. Mercadante disse que ainda está sendo estudada a meta de quantos cientistas poderão vir, por meio de uma programa de "trabalhadores temporários".

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Mercadante na SBPC: empresas privadas precisam investir mais em ciência

"Houve uma diáspora de cérebros no passado e agora queremos atrair cérebros", afirmou o ministro. Mercadante observou que é necessário repor os cientistas que se aposentaram nos últimos anos, tanto em universidades como em institutos de pesquisa. Ele disse que concursos recentes de contratação de pesquisadores internacionais na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) mostraram que há grande interesse de pesquisadores estrangeiros em trabalhar no Brasil e citou o caso da agência espacial norte-americana, que teria demitido 4 mil funcionários.

Mercadante disse, ainda, que ao mesmo tempo que o governo tentará atrair cientistas no exterior, também serão realizados investimentos na formação de profissionais brasileiros. Ele lembrou que o governo enviará 75 mil estudantes para fazer cursos de graduação e pós-graduação no exterior, nos próximos anos.

Copa
O ministro de Ciência e Tecnologia esteve no Palácio do Planalto para acompanhar uma visita do neurocientista Miguel Nicolelis, do Centro de Neuroengenharia Duke University, dos Estados Unidos. Nicolelis apresentou à presidente Dilma Rousseff um projeto de instalação de 12 escolas bilíngues voltadas para crianças de até 15 anos, na região de fronteira. Ele também falou sobre uma proposta de fazer com que uma criança tetraplégica dê o pontapé inicial na Copa do Mundo de 2014, com a ação do cérebro, por meio de uma veste robótica. Nicolelis relatou que Dilma gostou da proposta. "Ela gostou da ideia e do sentido de ousadia", afirmou o cientista.

13 julho 2011

Modelo lulista de crescimento pode estar chegando ao limite, diz 'FT'

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O modelo de crescimento econômico brasileiro estabelecido no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) pode estar chegando ao seu limite, segundo adverte reportagem publicada nesta quarta-feira pelo diário econômico britânico Financial Times.

"Mesmo com o Lulismo sendo enaltecido pela América Latina como uma possível solução para os problemas centenários de desigualdade e crescimento atrofiado no continente, há temores de que ele está chegando ao seu limite no Brasil", afirma o jornal.

O 'lulismo' é definido pela reportagem como o modelo que combinou a concessão de benefícios sociais, aumentos salariais generosos, fácil acesso ao crédito e a manutenção de uma economia estável. "É um modelo ao qual se atribui a retirada de 33 milhões da pobreza durante seus oito anos de governo", diz a reportagem.

O jornal observa que, assim como a China e a Índia, o Brasil cresceu na última década para se tornar uma importante força global, mas assim como os dois países asiáticos, "também mostra sinais de superaquecimento".

A reportagem lista sinais de alerta levantados por analistas, como o risco de uma bolha de crédito, a baixa taxa de investimentos, o fortalecimento do real ou a forte dependência da exportação de commodities a cotações elevadas, mas comenta que há também "vozes mais otimistas que rejeitam tais previsões".

Sucesso inquestionável
Para o jornal, "ninguém questiona o sucesso de Lula", que também contou com a sorte durante seu governo para entregar o país crescendo a 7,5% à sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff.

A reportagem comenta, porém, que "Lula também entregou a Dilma uma economia fragilizada por desequilíbrios", como o crescimento acelerado das importações, financiadas pelo fluxo de divisas gerado pela venda de commodities ao exterior a preços inflados.

Outro problema apontado é o risco de inflação, controlado por meio do aumento das taxas de juros, que por sua vez ajudam a pressionar pela valorização da moeda brasileira, reduzindo a competitividade da indústria nacional.

O jornal observa que "parte da inflação vem do crescimento rápido do crédito, particularmente empréstimos ao consumidor" e comenta que há análises divergentes sobre o risco do estouro de uma bolha de crédito no Brasil.

Segundo a reportagem, economistas sugerem que para compensar a perda de ímpeto do crescimento do crédito ao consumidor, o Brasil "deve aumentar os investimentos em infraestrutura e em educação para aliviar os gargalos em logística e aumentar a produtividade".

Apesar da previsão de investimentos da ordem de bilhões de dólares em infraestrutura por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o jornal diz que "os progressos até agora têm sido lentos".

A reportagem comenta ainda que a melhor maneira de financiar os investimentos é aumentando a eficiência do setor público, que se expandiu durante os dois governos Lula para chegar a um tamanho equivalente ao verificado nas economias avançadas, mas sem o mesmo nível de produtividade.

A necessidade de reformas no sistema de previdência e nas leis trabalhistas, porém, parecem pouco prováveis, segundo o jornal, por causa das dificuldades políticas em controlar uma coalizão governista com dez partidos.

'Milagre intacto'
Apesar de todos os sinais de alerta, o jornal observa que "o milagre econômico brasileiro parece intacto por ora".

"Espera-se um crescimento a respeitáveis 4% neste ano, igualando a média durante os governos de Lula", comenta o jornal.

Para a reportagem, com a perspectiva de receber a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil "raramente teve uma chance melhor de se livrar do clichê de ser 'o país do futuro que será sempre o país do futuro'".

"Mas o governo de Dilma terá antes que mostrar como planeja aumentar o investimento e ao mesmo tempo reduzir a dependência da economia dos preços voláteis das commodities e de consumidores sobrecarregados", diz.

12 julho 2011

Brasil amarga sétimo lugar em ‘Copa América do IDH’

Se o Brasil não anda bem das pernas na Copa América de Futebol, pior seria se a competição levasse em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano. Nesse quesito, o País desperdiça as oportunidades e amarga a sétima posição entre os doze concorrentes da competição que está sendo realizada na Argentina.


Nem o cabelo de Neymar nem as defesas de Júlio César ou as táticas de Mano segurariam a goleada que o Brasil (0,699) sofre quando o assunto é educação, expectativa de vida e renda. A rival Argentina (0,775) sai melhor nessa briga: fica atrás apenas do campeão Chile. O Uruguai fica com a última vaga do pódio, com 0,765.

O lanterninha desse campeonato – o do IDH – é o Paraguai (0,640) de Larissa Riquelme.

Veja a classificação da Copa América do IDH:
1. Chile – 0,783 (45º)
2. Argentina – 0,775 (46º)
3. Uruguai – 0,765 (52º)
4. México – 0,750 (56º)
5. Costa Rica – 0,725 (62º)
6. Peru – 0,723 (63º)
7. Brasil – 0,699 (73º)
8. Venezuela – 0,696 (75º)
9. Equador – 0,695 (77º)
10. Colômbia – 0,689 (79º)
11. Bolívia – 0,643 (95º)
12. Paraguai – 0,640 (96º)

Índice de Desenvolvimento Humano calculado com dados relativos a 2010.

http://br.noticias.yahoo.com/brasil-amargaria-s%C3%A9timo-lugar-em-%E2%80%98copa-am%C3%A9rica-do-idh%E2%80%99.html

Animais de estimação fazem bem a saúde, revela estudo

Washington, 11 jul (EFE).- Os animais domésticos proporcionam apoio social e emocional às pessoas, revelou uma pesquisa da Associação Psicológica dos Estados Unidos.

O estudo indicou que donos de cachorros, gatos e outros bichos de estimação mantêm uma relação tão estreita com as pessoas próximas como a que têm com seus animais, o que aponta que este tipo de interação não é desenvolvida em função das relações humanas.

Os psicólogos da Universidade de Miami e da Universidade de St Louis realizaram três experimentos que examinaram os possíveis benefícios de se conviver com um mascote.

Segundo o artigo publicado na internet da revista "Journal of Personality and Social Psychology", o estudioso Allen McConnel, da Universidade de Miami, disse que, em termos gerais, essas pessoas "têm mais qualidade de vida e conseguem resolver melhor diferenças individuais que as que não têm animal de estimação".

"Especificamente os donos de mascotes têm mais autoestima e estão em melhores condições físicas, além disso, tendem a ser menos solitários, são mais conscientes do que ocorre a sua volta, são mais extrovertidos, tendem a ser menos receosos e menos preocupados", acrescentou.

Para realizar o artigo, os pesquisadores questionaram 217 pessoas (79% mulheres, idade média - 31 anos, renda familiar de cerca de US$ 77 mil).

"Os estudos revelam provas consideráveis de que os animais de estimação beneficiam a vida de seus donos tanto no âmbito psicológico como no físico, já que representam uma importante fonte de apoio social", concluiu. EFE


http://br.noticias.yahoo.com/animais-estima%C3%A7%C3%A3o-fazem-bem-sa%C3%BAde-revela-estudo-224407729.html

Chifre pode resolver o mistério da extinção dos dinossauros

Datação de fóssil encontrado nos Estados Unidos reforça teoria que dinossauros teriam sido extintos pela queda de um asteroide

AFP | 12/07/2011 20:38

Foto: Mark Hallett/Yale Ampliar

Ilustração mostra pequenos mamíferos andam por esqueleto de Triceratops: reforço na teoria do asteroide

Um pequeno chifre fossilizado, descoberto em um local incomum, pode acabar com a polêmica sobre a causa do desaparecimento dos dinossauros há 65 milhões de anos, que há 30 anos divide os partidários de diversas teorias.

Segundo um estudo publicado nesta terça-feira (12) na revista Biology Letters da Royal Society britânica, a presença deste chifre de dinossauro em uma camada das colinas de Montana nos Estados Unidos sugere uma brusca mudança climática provocada pela queda de um asteróide na Terra.

Durante muito tempo, o desaparecimento dos dinossauros foi um mistério que deu lugar a todo tipo de especulações.

Em 1980, vários cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, liderados por Luis Alvarez e seu filho Walter, descobriram que uma camada de argila de 65 milhões de anos continha uma forte taxa de irídio, um metal muito raro e quase ausente da superfície da Terra... mas não nos meteoritos.

Para os pesquisadores, era um sinal de um impacto da colisão com a Terra de um grande objeto vindo do espaço, que teria provocado uma catástrofe ecológica que apagou bruscamente os dinossauros do planeta, assim como diversas espécies animais e vegetais.

Em março de 2010, 41 pesquisadores apontaram como causa um asteróide de 15 km de diâmetro que caiu em Chicxulub, na província mexicana de Yucatán, atingindo a Terra com uma potência fenomenal.

A teoria da extinção do Cretáceo-Terciário ("KT"), muito polêmica no início, foi alimentada mais tarde por diversos estudos, que não convenceram os defensores da principal teoria adversa.

Embora estes especialistas não neguem a queda do asteróide na época do KT, consideram que esta extinção maciça está vinculada a fenômenos vulcânicos muito mais antigos, cuja origem encontra-se na atual Índia. Após 1,5 milhão de anos, estas erupções teriam desembocado no mesmo resultado que o asteróide: um lento esfriamento e depósitos de irídio ou de outros minerais raros.

Segundo alguns cientistas, a população de dinossauros já teria desaparecido antes da queda deste asteróide no Yucatán. A prova seria a existência de uma camada de três metros nos sedimentos geológicos situados abaixo dos do KT, e, portanto, anteriores a este período, no qual jamais foram descobertos fósseis de dinossauros.

Isto foi até uma equipe dirigida por Tyler Lyson, da Universidade de Yale, encontrar o chifre frontal de um ceratops 13 cm abaixo do limite geológico que marca o início do episódio KT.

"A localização deste dinossauro demonstra que não existe um 'vazio de três metros' no Cretáceo e é incompatível com a hipótese segundo a qual os dinossauros (...) desapareceram antes do impacto" do asteróide, conclui o estudo do professor Lyson.

No entanto, a polêmica não está definitivamente enterrada.

Os geólogos que descobriram este chifre reconhecem que não podem explicar a ausência total de fósseis em uma camada de sedimentos de 125 cm depositada imediatamente após a queda do asteróide.

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/chifre+pode+resolver+o+misterio+da+extincao+dos+dinossauros/n1597077386065.html

Dilma anuncia Brasil Maior, novo plano de política industrial, no dia 21

Dilma anuncia Brasil Maior, novo plano de política industrial, no dia 21

Dilma Rousseff (Foto Greg Salibian/iG)

A presidenta Dilma Rousseff vai anunciar no próximo dia 21 o novo Plano de Política Industrial do governo.

O programa deve chamar Brasil Maior.

Há outros dois nomes que também estão em análise: Brasil Inovador e Brasil Competitivo.

Mas Brasil Maior tem mais chances de vingar. O nome já foi comentado, inclusive, entre empresários.

Dilma deve bater o martelo nos próximos dias.

O programa prevê desoneração de impostos para vários setores, com o objetivo de recuperar a competitividade, principalmente, da indústria.

O foco do plano será o desenvolvimento à inovação.

O BNDES vai ter uma participação no programa, com linhas de incentivo.

Na parte de incentivo tecnológico, o programa deve incluir o Plano Nacional de Banda Larga.

Outra parte importante do plano é que o governo vai privilegiar a indústria nacional nas compras governamentais de bens de capital.

A única coisa que ainda não está decidido é se o plano vai incluir a desoneração da folha de pagamento, que está no Ministério da Fazenda para ser analisada.

http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2011/07/11/dilma-anuncia-brasil-maior-novo-plano-de-politica-industrial-no-dia-21/

11 julho 2011

Custo da ampliação da Marginal do Tietê já é 75% maior do que o previsto

E o pior é que o trânsito na Marginal continua uma porcaria!
A História novamente se repete. Investir em transporte individual em demérito do transporte coletivo dá nisso: desperdício!


Gastos chegaram a R$ 1,75 bilhão, com mais R$ 200 milhões para ponte estaiada e outras obras; em 2008, estimativa era de R$ 1 bi

10 de julho de 2011 | 21h 35

Paulo Saldana e Rodrigo Burgarelli – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Apesar de as novas pistas da Marginal do Tietê terem sido abertas há quase um ano e meio, as obras de ampliação continuam consumindo dinheiro dos cofres públicos. Uma nova atualização no valor do convênio firmado entre Prefeitura de São Paulo e governo do Estado colocou mais R$ 200 milhões na obra no fim de junho. O custo da Nova Marginal chega a R$ 1,75 bilhão – 75% acima do estimado no primeiro orçamento, de 2008.

No total, seria possível construir 300 escolas ou 7 hospitais de 200 leitos cada com os R$ 750 milhões extras que já foram gastos com a avenida. O aumento de custos é resultado da inclusão de serviços que não estavam previstos pela Desenvolvimento Rodoviário S. A. (Dersa), empresa responsável pela obra.

Em fevereiro deste ano, só faltava terminar a ponte estaiada do Complexo Bandeiras, que vai facilitar a entrada dos veículos na Avenida do Estado a partir da Marginal – prevista no projeto inicial, em 2008.

A nova injeção de recursos não será dirigida apenas para a nova ponte. Segundo a Dersa, os R$ 200 milhões são necessários para obras secundárias, como travessias subterrâneas para passagens de cabos para iluminação, complementos de barreiras de concreto e o alargamento da pista local para implantação da 4.ª faixa entre as Pontes do Limão e Casa Verde. Esta última ainda não foi concluída, e não foi informado prazo para o término dos trabalhos. A Dersa não revelou a lista completa de ajustes ainda por fazer.

Já a ponte estaiada, prometida para dezembro de 2010, teve sua inauguração postergada para junho deste ano e, agora, a promessa é que ela seja aberta parcialmente ao tráfego até o final de julho. O custo total da estrutura foi de R$ 85 milhões, sem incluir a iluminação e a alça de acesso ao Bom Retiro, na região central, que não será inaugurada este ano.

As novas lâmpadas para a ponte também estão incluídas na atualização do convênio entre Prefeitura e Dersa feita no mês passado. Com a inauguração da ponte, cerca de 20 mil veículos por dia que vêm da Avenida do Estado poderão entrar diretamente nas pistas central e local da Marginal do Tietê no sentido Castelo Branco. Atualmente, é necessário virar à direita na continuação da Avenida Tiradentes, atravessar a Marginal, contornar a Praça Campo de Bagatelle e seguir pela Avenida Olavo Fontoura, que passa ao lado do Sambódromo do Anhembi.

Explicações

Os convênios são instrumentos jurídicos que viabilizam o repasse de recursos para a execução da obra. No caso da Marginal, o primeiro foi assinado em 25 de fevereiro de 2008, no valor de R$ 1 bilhão, quando se deu o pontapé inicial para os trabalhos. Progressivamente, novas atualizações foram feitas para que a Dersa pagasse os serviços considerados necessários para a continuação da obra.

Em relação aos motivos dos aumentos, a empresa afirmou que, como o projeto de engenharia e o licenciamento ambiental foram concluídos após a assinatura do convênio, somente com a finalização desses trabalhos é que foi possível obter uma “estimativa mais realista sobre o custo do empreendimento”. Outra justificativa para os aditamentos foi a inflação, já que o convênio não possui cláusulas para reajuste automático da correção monetária.

A empresa disse também que há a possibilidade de não usar todo o valor das atualizações, mas não informou quanto dos R$ 200 milhões será usado ou economizado.

Viomundo

Mesmo com PPP, verba pública banca estádios da Copa

O dinheiro público está bancando mais de 60% das obras de estádios da Copa-2014 erguidos com as PPPs (parcerias público-privadas), informa reportagem de Fernanda Odilla, publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O grupo do Ministério Público Federal que acompanha a preparação do evento diz que isso desvirtua o modelo, no qual o setor privado financia e executa determinada obra ou serviço em troca do direito de concessão.

No caso mais grave, o setor público se comprometeu com 80% do orçamento da reconstrução do estádio da Fonte Nova, em Salvador. Os procuradores têm recomendado ajustes nos contratos para minimizar riscos às sedes do Mundial.

Mesmo tendo optado pela PPP, os governos de Bahia, Ceará e Pernambuco receberam um financiamento total de R$ 1 bilhão do BNDES para erguer arenas que vão custar, juntas, R$ 1,76 bilhão. Nos três casos, a verba pública ultrapassa 60% do orçamento dos estádios.

O banco de fomento da União ainda analisa pedidos para as arenas de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte. Bahia e Ceará contraíram empréstimos para repassar o dinheiro às parceiras privadas. Pernambuco vai usar a maior parte da verba para ressarcir o que foi investido.

OUTRO LADO

Responsáveis pela Copa-2014 na Bahia, no Ceará e em Pernambuco dizem cumprir a legislação com rigor.

Os governos informam que o modelo de parceria (público-privada) foi aprovado pelo BNDES, que criou um financiamento específico para o Mundial no Brasil.

Leia a reportagem completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.


Editoria de Arte/Folhapress

Mesmo com PPP, verba pública banca estádios da Copa

O dinheiro público está bancando mais de 60% das obras de estádios da Copa-2014 erguidos com as PPPs (parcerias público-privadas), informa reportagem de Fernanda Odilla, publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O grupo do Ministério Público Federal que acompanha a preparação do evento diz que isso desvirtua o modelo, no qual o setor privado financia e executa determinada obra ou serviço em troca do direito de concessão.

No caso mais grave, o setor público se comprometeu com 80% do orçamento da reconstrução do estádio da Fonte Nova, em Salvador. Os procuradores têm recomendado ajustes nos contratos para minimizar riscos às sedes do Mundial.

Mesmo tendo optado pela PPP, os governos de Bahia, Ceará e Pernambuco receberam um financiamento total de R$ 1 bilhão do BNDES para erguer arenas que vão custar, juntas, R$ 1,76 bilhão. Nos três casos, a verba pública ultrapassa 60% do orçamento dos estádios.

O banco de fomento da União ainda analisa pedidos para as arenas de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte. Bahia e Ceará contraíram empréstimos para repassar o dinheiro às parceiras privadas. Pernambuco vai usar a maior parte da verba para ressarcir o que foi investido.

OUTRO LADO

Responsáveis pela Copa-2014 na Bahia, no Ceará e em Pernambuco dizem cumprir a legislação com rigor.

Os governos informam que o modelo de parceria (público-privada) foi aprovado pelo BNDES, que criou um financiamento específico para o Mundial no Brasil.

Leia a reportagem completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.


Editoria de Arte/Folhapress

Risco de bolha no Brasil já preocupa investidores

PATRÍCIA CAMPOS MELLO

DE SÃO PAULO

O possível superaquecimento da economia brasileira e a suposta bolha de crédito no país tomaram conta do noticiário internacional nas últimas duas semanas e já inquietam investidores estrangeiros. O sentimento em relação ao Brasil está mudando, avaliam analistas.

"A lua de mel dos investidores com o governo Dilma acabou", diz Paulo Vieira da Cunha, economista e sócio da Tandem Global Partners e ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central.

Editoria de Arte/Folhapress

"Existia uma expectativa de que Dilma iria acabar com alguns dos abusos do fim do governo Lula, em política econômica, mas não houve correção", reclama.

O jornal britânico "Financial Times" publicou pelo menos 12 reportagens, textos em blog e artigos sobre o perigo da "bolha de crédito" nos últimos dez dias. Um artigo falava até em "crise de subprime" no Brasil.

No editorial de sexta-feira, o jornal britânico afirmava que a economia brasileira "é como uma bicicleta: funciona enquanto continuar andando". "Mas agora [a bicicleta] está bamba", advertia.

A revista britânica "The Economist" disse que o Brasil está entre os sete países com maior risco de superaquecimento, junto com Argentina, Hong Kong, Índia, Indonésia, Turquia e Vietnã.

E a nova diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, disse após a posse: "Quando olhamos os emergentes vemos riscos de superaquecimento e inflação".

Um administrador de um hedge fund no Brasil que tem muitos clientes estrangeiros diz que os investidores estão comprando a história de bolha de crédito e reduzindo sua exposição ao Brasil. Um sintoma seria a queda de ações de bancos brasileiros.

Após a crise de 2008, o Brasil se tornou um "superqueridinho" dos investidores por sua recuperação rápida, enquanto outros países ainda tentam retomar o crescimento. Naquela época, lembra o administrador, ninguém via ponto fraco do Brasil nem fazia muita conta para por o dinheiro no país.

A virada, o fenômeno de "vender Brasil", começou no início do ano, e se reforça agora. Não há sinais de consenso entre os bancos em dizer que os papéis do país estão baratos e é hora de voltar a recompor sua exposição.

Muitos investidores querem ver resultados concretos do combate à inflação, ver até onde vai a inadimplência e responsabilidade fiscal efetiva para se empolgar de novo com Brasil.

"Os investidores estão revendo suas apostas por causa dessa narrativa de bolha de consumo", diz Richard Hamilton, chefe de análise de América Latina na Business Monitor International. "As ações de empresas de consumo foram atingidas duramente na Bovespa."

Mas, para muitos analistas que acompanham de perto a economia brasileira, há visões equivocadas nas matérias e relatórios de bancos sobre o mercado de crédito brasileiro.

Tony Volpon, chefe de pesquisas de emergentes da Nomura Securities, acha que é absurdo comparar o crescimento do crédito brasileiro à bolha do subprime. "Para ter uma bolha de crédito semelhante à dos EUA, uma condição essencial é ter juros muito baixos, para que as pessoas continuem fazendo mais e mais dívidas", diz Volpon.

"Aqui, o consumidor já tem 18% de sua renda disponível comprometida com serviço da dívida. Os estrangeiros muitas vezes não têm ideia de que crédito ao consumidor no Brasil cobra juros médios de 46% ao ano, então é muito caro para as pessoas continuarem se endividando. O consumidor brasileiro chegando no teto de seu endividamento."

Na sexta-feira (8), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a dizer que não há excesso de crédito no Brasil. A expansão do crédito está em 15% este ano, disse Mantega. "Quando os juros sobem, como agora, aumenta um pouquinho a inadimplência. Mas não há bolha de crédito no Brasil, os bancos brasileiros estão muito sólidos, perto dos bancos internacionais."

O crédito no Brasil está crescendo de forma muito acelerada, o que preocupa economistas --como proporção do PIB era 24,7% em janeiro de 2005 e chegou a 46,6% em abril deste ano. Mesmo assim, em comparação com outros países, ainda é muito baixo. Na China e na África do Sul, o crédito doméstico ao setor privado ultrapassa 120% do PIB.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/941627-risco-de-bolha-no-brasil-ja-preocupa-investidores.shtml

Risco de bolha no Brasil já preocupa investidores

PATRÍCIA CAMPOS MELLO

DE SÃO PAULO

O possível superaquecimento da economia brasileira e a suposta bolha de crédito no país tomaram conta do noticiário internacional nas últimas duas semanas e já inquietam investidores estrangeiros. O sentimento em relação ao Brasil está mudando, avaliam analistas.

"A lua de mel dos investidores com o governo Dilma acabou", diz Paulo Vieira da Cunha, economista e sócio da Tandem Global Partners e ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central.

Editoria de Arte/Folhapress

"Existia uma expectativa de que Dilma iria acabar com alguns dos abusos do fim do governo Lula, em política econômica, mas não houve correção", reclama.

O jornal britânico "Financial Times" publicou pelo menos 12 reportagens, textos em blog e artigos sobre o perigo da "bolha de crédito" nos últimos dez dias. Um artigo falava até em "crise de subprime" no Brasil.

No editorial de sexta-feira, o jornal britânico afirmava que a economia brasileira "é como uma bicicleta: funciona enquanto continuar andando". "Mas agora [a bicicleta] está bamba", advertia.

A revista britânica "The Economist" disse que o Brasil está entre os sete países com maior risco de superaquecimento, junto com Argentina, Hong Kong, Índia, Indonésia, Turquia e Vietnã.

E a nova diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, disse após a posse: "Quando olhamos os emergentes vemos riscos de superaquecimento e inflação".

Um administrador de um hedge fund no Brasil que tem muitos clientes estrangeiros diz que os investidores estão comprando a história de bolha de crédito e reduzindo sua exposição ao Brasil. Um sintoma seria a queda de ações de bancos brasileiros.

Após a crise de 2008, o Brasil se tornou um "superqueridinho" dos investidores por sua recuperação rápida, enquanto outros países ainda tentam retomar o crescimento. Naquela época, lembra o administrador, ninguém via ponto fraco do Brasil nem fazia muita conta para por o dinheiro no país.

A virada, o fenômeno de "vender Brasil", começou no início do ano, e se reforça agora. Não há sinais de consenso entre os bancos em dizer que os papéis do país estão baratos e é hora de voltar a recompor sua exposição.

Muitos investidores querem ver resultados concretos do combate à inflação, ver até onde vai a inadimplência e responsabilidade fiscal efetiva para se empolgar de novo com Brasil.

"Os investidores estão revendo suas apostas por causa dessa narrativa de bolha de consumo", diz Richard Hamilton, chefe de análise de América Latina na Business Monitor International. "As ações de empresas de consumo foram atingidas duramente na Bovespa."

Mas, para muitos analistas que acompanham de perto a economia brasileira, há visões equivocadas nas matérias e relatórios de bancos sobre o mercado de crédito brasileiro.

Tony Volpon, chefe de pesquisas de emergentes da Nomura Securities, acha que é absurdo comparar o crescimento do crédito brasileiro à bolha do subprime. "Para ter uma bolha de crédito semelhante à dos EUA, uma condição essencial é ter juros muito baixos, para que as pessoas continuem fazendo mais e mais dívidas", diz Volpon.

"Aqui, o consumidor já tem 18% de sua renda disponível comprometida com serviço da dívida. Os estrangeiros muitas vezes não têm ideia de que crédito ao consumidor no Brasil cobra juros médios de 46% ao ano, então é muito caro para as pessoas continuarem se endividando. O consumidor brasileiro chegando no teto de seu endividamento."

Na sexta-feira (8), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a dizer que não há excesso de crédito no Brasil. A expansão do crédito está em 15% este ano, disse Mantega. "Quando os juros sobem, como agora, aumenta um pouquinho a inadimplência. Mas não há bolha de crédito no Brasil, os bancos brasileiros estão muito sólidos, perto dos bancos internacionais."

O crédito no Brasil está crescendo de forma muito acelerada, o que preocupa economistas --como proporção do PIB era 24,7% em janeiro de 2005 e chegou a 46,6% em abril deste ano. Mesmo assim, em comparação com outros países, ainda é muito baixo. Na China e na África do Sul, o crédito doméstico ao setor privado ultrapassa 120% do PIB.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/941627-risco-de-bolha-no-brasil-ja-preocupa-investidores.shtml

Sem interessados, leilão do trem-bala fracassa

Esse trem-bala da forma que está previsto é um furo n'água. As empreiteiras querem rios de dinheiro em subsídios o que vai acabar fazendo com que o Poder Público acabe por financiar toda a obra.
Convenhamos, o Brasil tem prioridades maiores para gastar R$ 60 bilhões.

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AGNALDO BRITO
DE SÃO PAULO

O leilão do trem da alta velocidade fracassou. Nenhum grupo se apresentou na concorrência nesta segunda-feira, data marcada para as empresas entregarem seus envelopes com suas propostas.

O evento ocorreu na Bolsa de Valores de São Paulo. As propostas deveriam ter sido entregues até as 14h desta segunda-feira.

Empreiteira quer mais subsídio a trem-bala
Agência reguladora descarta adiamento do leilão do trem-bala
TCU manda mudar edital do trem-bala e inviabiliza leilão

Entretanto, apenas grupos que detêm tecnologia --e que estavam interessadas em atuar como fornecedoras-- estiveram na Bovespa para verificar se havia ou não interessados no empreendimento --entre os quais estavam franceses da Alstom, japoneses da Mitsui e sul-coreanos, além de dois outros grupos que não quiseram se identificar.

Uma comissão iria receber os documentos, em envelopes lacrados, que seriam encaminhados nesta tarde à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e abertos no dia 29, data marcada para o leilão.

A ANTT confirmou hoje que nenhuma empresa entregou proposta. O governo decidiu manter a data dele, mesmo com novas exigências do TCU (Tribunal de Contas da União) e três pedidos oficiais de adiamento.

Venceria o leilão quem oferecesse a menor tarifa para os serviços, a partir de uma tarifa-teto fixada em R$ 199,73.


Editoria de Arte/Folhapress

Reportagem da Folha do dia 7 mostrou que as cinco grandes empreiteiras do país só aceitavam entrar com R$ 3 bilhões de capital próprio no trem-bala. O valor é próximo de 5% do custo calculado por elas para o projeto.

O governo calculou que o custo do projeto estaria hoje em R$ 38 bilhões. O governo se compromete a ser sócio com cerca de R$ 4 bilhões, emprestaria outros R$ 22 bilhões via BNDES (com possibilidade de subsídio de R$ 5 bilhões) e colocaria ainda recursos estimados no mercado entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões, via fundos de pensão e empresas públicas.

O projeto do trem-bala prevê a ligação das cidades de Campinas, São Paulo e do Rio de Janeiro. Com cerca de 500 quilômetros (km) de extensão, vai passar por aproximadamente 40 municípios.

Na última sexta-feira, o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, garantiu que o certame não seria adiado e que não haverá mudanças no edital.

"A decisão é de não mudar nada", disse Figueiredo.

Perguntado sobre o risco de uma licitação vazia, caso nenhum concorrente entregue propostas nesta segunda-feira, Bernardo afirmou que não havia sinalização de que um adiamento melhore as condições do leilão.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/941882-sem-interessados-leilao-do-trem-bala-fracassa.shtml

Governo quer começar a distribuir bolsas no exterior em 2012

Projeto para beneficiar 75 mil estudantes brasileiros será apresentado na próxima semana à presidenta Dilma



Agência Brasil 07/06/2011 16:48




Foto: Divulgação


Haddad e Mercadante apresentam esboço do programa Ciência sem Fronteira a reitores de instituições federais


As primeiras das 75 mil bolsas de estudo no exterior que a presidenta Dilma Rousseff pretende oferecer a alunos brasileiros até 2014 serão distribuídas no primeiro semestre do ano que vem. O projeto final será apresentado na próxima semana à presidenta pelos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. O esboço do programa que se chamará Ciência sem Fronteira foi apresentado nesta terça-feira, dia 7, a reitores de instituições federais de ensino superior.

Do total de bolsas, 45 mil serão ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia do Ministério da Educação (MEC). O restante, 30 mil, será de responsabilidade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). De acordo com o MEC, a estimativa de investimento ao longo dos quatro anos será de US$ 936 milhões. Em 2010 foram distribuídas 5,3 mil bolsas de estudos no exterior pelo governo. A meta do programa é aumentar esse patamar em 15 vezes.

Será dada prioridade à formação de alunos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do País como as engenharias e tecnologia. As bolsas serão para estudantes de pós-doutorado, doutorado, mestrado, graduação e cursos técnicos em nível médio.


Segundo o plano apresentado pela Capes, 65% das vagas oferecidas pela autarquia serão para graduação e doutorado “sanduíche”, modalidade em que o aluno faz parte do curso no Brasil e parte em instituições estrangeiras. A previsão da Capes é oferecer 8 mil bolsas em 2011, 13 mil em 2012, 17 mil em 2013 e 21 mil em 2014.

Os ministérios buscarão firmar parcerias com novas instituições de ensino estrangeiras interessadas em receber alunos estrangeiros. Um dos países onde as negociações já foram iniciadas é os Estados Unidos. Segundo o MEC, das 97 instituições contatadas, 95% demonstraram interesse na parceria.


http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/governo+quer+comecar+a+distribuir+bolsas+no+exterior+em+2012/n1597012235787.html

Ensino técnico em SP terá mais 30 mil vagas no próximo semestre

Governador Geraldo Alckmin lançou nesta segunda projeto de integração com técnico para melhorar ensino médio

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta segunda-feira, o programa Rede Ensino Médio Técnico, que articulará a rede estadual ao ensino técnico. Para o segundo semestre, já haverá 30 mil vagas para alunos de 2º ano da rede comum.

O programa será executado pela Secretaria da Educação em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e com o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, além de outras instituições de ensino técnico que serão credenciadas mediante chamada pública a ser iniciada nesta semana.

Somente para este ano, a iniciativa terá o investimento da ordem de R$ 60 milhões. "Tudo isso para estimular os alunos a fazerem o ensino médio. Aquele aluno que terminou o 9º ano do ensino fundamental não parar de estudar", afirmou o governador.

Duas modalidades

A educação técnica profissional será oferecida em duas modalidades, uma, de forma concomitante, e outra, integrada ao ensino médio. Na modalidade concomitante, que terá início a partir de outubro deste ano, o aluno cursará o ensino médio na rede estadual e o técnico à parte, em uma das instituições de educação profissional que serão credenciadas pela Secretaria da Educação mediante chamada pública.

Esse modelo será implantado nos 155 municípios paulistas com mais de 40 mil habitantes, que juntos somam 1,3 milhão de estudantes matriculados nesta etapa de ensino na rede estadual.

Já neste segundo semestre, serão ofertadas 30 mil vagas. Os alunos matriculados na 2ª série do ensino médio das escolas estaduais deverão se inscrever em uma das instituições credenciadas, entre os dias 23 de agosto e 4 de setembro. Caso o número de inscritos supere o de vagas, os estudantes serão selecionados por sorteio.

Na modalidade integrada, que terá início no próximo ano, a formação básica e o ensino técnico serão oferecidos em um único curso estruturado por uma equipe técnica formada por representantes da Secretaria, do Instituto Federal e do Centro Paula Souza. Poderão concorrer às vagas alunos matriculados na 1ª série do ensino médio do das escolas estaduais selecionadas.

Em 2012, somando as duas modalidades, serão oferecidas cerca de 100 mil vagas. A meta, até 2014, é alcançar 30% das matrículas no ensino médio articulado à educação profissional técnica de nível médio, beneficiando aproximadamente 450 mil estudantes.


10 julho 2011

Senado quer ouvir UnB sobre 'perseguição ideológica'

Segundo reportagem de revista, acadêmicos e juristas foram vaiados na universidade por serem contra o sistema de cotas raciais

AE | 06/07/2011 16:45

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira requerimento do líder do DEM, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), convidando para depor o reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo Sousa, o sociólogo Demétrio Magnoli, a procuradora de Justiça do Distrito Federal, Roberta Kaufmann, e professores da universidade para falar sobre o que ele chama de "perseguição ideológica" contra profissionais.

Demóstenes respalda sua iniciativa em reportagem da revista Veja que mostra o "cerco" da direção e de professores da esquerda contra colegas de posição política diferente e "em que a doutrinação substituiu as atividades acadêmicas essenciais". A revista ouviu acadêmicos e juristas que foram vaiados na UnB por não apoiarem o sistema de cotas raciais na distribuição de vagas da universidade.

No início da tarde, em discurso na tribuna, o senador tachou de "preocupante" o fato de a universidade adotar uma posição ideológica". Segundo ele, a UnB vive o processo típico de uma instituição que se tornou "um aparelho em prol de uma causa". "Não pode haver causa numa universidade, a não ser a do desenvolvimento intelectual, da pesquisa, da valorização do bom professor e aluno", alegou o senador.

O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), apoiou a votação do requerimento hoje, dia em que foi apresentado, e não na próxima reunião, como ocorre quando não há acordo entre governo e oposição.


Brasília pode ser primeira capital do País a não ter analfabeto

Brasília pode ser primeira capital do País a não ter analfabeto

Em evento para assinatura de convênios com governo federal, governador prometeu "buscar analfabetos onde quer que estejam"

Agência Brasil | 07/07/2011 20:58 - Atualizada em 08/07/2011 20:51

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, disse nesta quinta que Brasília será a primeira capital a não ter pessoas analfabetas. Segundo ele, a meta é zerar, até 2014, o índice que hoje está abaixo de 4%. O governo do DF assinou uma série de convênios com o Ministério da Educação (MEC) para construção de creches e escolas técnicas, compra de bicicletas para transporte escolar e ampliação do ensino para tempo integral.

No Brasil, 9,6% da população com mais de 15 anos não sabem ler e escrever. Nos estados, a taxa de analfabetismo varia de 24,6% em Alagoas a 2,8% no Amapá. Os números são da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) de 2009.

Segundo Agnelo, já foi feito um mapeamento que mostra onde estão os analfabetos da cidade. “Sabemos onde ele estão e vamos buscá-los, onde quer que eles estejam”, disse. O governador também confirmou o início da construção de 50 creches, em parceria com o MEC, e de 14 escolas técnicas para alunos do ensino médio.

(Atualizada em 8 de julho de 2011 com a seguinte correção: O estado com a maior taxa de analfabetismo é Alagoas (24,6%) e não o Acre (15,4%), como o texto informava)


Brasília pode ser primeira capital do País a não ter analfabeto

Em evento para assinatura de convênios com governo federal, governador prometeu "buscar analfabetos onde quer que estejam"

Agência Brasil | 07/07/2011 20:58 - Atualizada em 08/07/2011 20:51

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, disse nesta quinta que Brasília será a primeira capital a não ter pessoas analfabetas. Segundo ele, a meta é zerar, até 2014, o índice que hoje está abaixo de 4%. O governo do DF assinou uma série de convênios com o Ministério da Educação (MEC) para construção de creches e escolas técnicas, compra de bicicletas para transporte escolar e ampliação do ensino para tempo integral.

No Brasil, 9,6% da população com mais de 15 anos não sabem ler e escrever. Nos estados, a taxa de analfabetismo varia de 24,6% em Alagoas a 2,8% no Amapá. Os números são da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/IBGE) de 2009.

Segundo Agnelo, já foi feito um mapeamento que mostra onde estão os analfabetos da cidade. “Sabemos onde ele estão e vamos buscá-los, onde quer que eles estejam”, disse. O governador também confirmou o início da construção de 50 creches, em parceria com o MEC, e de 14 escolas técnicas para alunos do ensino médio.

(Atualizada em 8 de julho de 2011 com a seguinte correção: O estado com a maior taxa de analfabetismo é Alagoas (24,6%) e não o Acre (15,4%), como o texto informava)


USP ganha novo campus em Santos

Engenharia de Petróleo, especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola e mestrado em Sistemas Logísticos ocuparão a sede

iG São Paulo | 10/07/2011 09:01

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Texto:

A cidade de Santos terá, já a partir de 2012, um novo campus da Universidade de São Paulo. A sede será instalada no bairro Vila Mathias, na área que abriga o imóvel onde funcionava a escola estadual Cesário Bastos e o galpão da garagem municipal, cedido pela prefeitura da cidade. A adaptação dos imóveis deverá ser feita pela própria universidade.

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A previsão é de que já em 2012 o campus seja utilizado para abrigar as aulas do curso de Engenharia de Petróleo, que vai ser transferido da sede Cidade Universitária, em São Paulo, para Santos. O objetivo é atender à demanda por profissionais especializados em petróleo e gás gerada pelas instalações da Petrobras para a exploração do petróleo da camada pré-sal na Bacia de Santos. Além da implantação do novo campus universitário, o acordo prevê a integração da USP ao Parque Tecnológico e a implementação do Instituto Oceanográfico no Porto de Santos.

Também vão funcionar no local a nova especialização semipresencial em Ética, Valores e Cidadania na Escola, direcionada a professores com curso superior, coordenadores pedagógicos e gestores de ensino, e o e o mestrado em Sistemas Logísticos.

Meta da ONU exige que País alfabetize 3,5 milhões de adultos

Brasil terá de dobrar ritmo de queda do analfabetismo para cumprir a meta assumida perante a ONU de chegar à taxa de 6,7% em 2015

Com 13,9 milhões de jovens, adultos e idosos que não sabem ler nem escrever - ou 9,6% da população de 15 anos ou mais, segundo o Censo 2010 -, o Brasil terá de dobrar o ritmo de queda do analfabetismo para cumprir a meta assumida perante a Organização das Nações Unidas (ONU) de chegar à taxa de 6,7% em 2015.

Levada em conta a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que a população nessa faixa etária será de 154,9 milhões, o País deveria chegar a 2015 com 10,4 milhões de analfabetos. Em números absolutos, seria uma redução de 3,5 milhões em apenas cinco anos. Entre 2000 e 2010, no entanto, o total de analfabetos caiu 2,3 milhões.

Se o País repetir esse desempenho, a meta prometida pelo governo há 11 anos, durante conferência da Unesco, só será alcançada em 2020.

Uma das principais dificuldades na redução das taxas é que os piores índices de analfabetismo entre adultos estão concentrados na população idosa, de 60 anos ou mais, que tem grande dificuldade de aprendizado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/meta+da+onu+exige+que+pais+alfabetize+35+milhoes+de+adultos/n1597073395779.html

Rio vai premiar estudantes com boas notas

Por Vladimir Platonow, da Agência Brasil*

Jovens de famílias em condição de extrema pobreza que terminarem o ensino médio com boas notas poderão receber um prêmio de R$ 3 mil ao final dos três anos de estudo. A iniciativa lançada neste sábado 9 no município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, faz parte do Programa Renda Melhor, do governo do Rio de Janeiro, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Além de premiar os estudantes, o programa pretende complementar de R$ 30 a R$ 300 a renda de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, do governo federal.

O valor será depositado em uma caderneta de poupança do jovem, que receberá R$ 700 no primeiro ano, R$ 900 no segundo ano e R$ 1 mil no terceiro, além de uma complementação adicional se tiver boa avaliação em um teste final aplicado pelo governo estadual, totalizando R$ 3,1 mil.

O secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, destacou que o objetivo é garantir a permanência e o esforço dos estudantes na escola. “O Renda Melhor Jovem é uma poupança-escola que será depositada a cada ano concluído no ensino médio. É um incentivo não só à frequência, mas também ao desempenho ao estudante de 15 a 17 anos dessas famílias extremamente pobres, que são geralmente os que mais se evadem [da escola] e contribuem com as taxas de repetência”, disse Neves.

O programa segue a linha do Plano Brasil sem Miséria, do governo federal, e pretende atender a 50 mil famílias nos municípios de Belford Roxo, São Gonçalo e Japeri – considerados os mais pobres na região metropolitana.

A secretária extraordinária de Superação da Pobreza Extrema do MDS, Ana Fonseca, participou do lançamento e destacou a iniciativa fluminense de atender os estudantes. “O que há de inovador aqui na experiência do Rio de Janeiro é o programa para o jovem, para estimular a permanência no ensino médio”, ressaltou Ana Fonseca.

A secretária do MDS informou que existem 800 mil famílias no país ainda fora de programas de transferência de renda e que estão sendo localizadas pelo governo federal. Segundo ela, ainda é grande o número de brasileiros considerados abaixo da linha da pobreza. “Pelo censo do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] de 2010, nós encontramos 16 milhões de brasileiros com renda familiar por pessoa igual ou abaixo de R$ 70. Desses, 9,6 milhões moram na Região Nordeste do país”, disse. No estado do Rio, segundo o MDS, 700 mil famílias são atendidas pelo Programa Bolsa Família.

http://www.cartacapital.com.br/politica/rio-vai-premiar-estudantes-que-terminarem-ensino-medio-com-boas-notas