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26 dezembro 2011

China testa ferrovia que pode alcançar velocidades superiores a 500 km/h


A construtora de ferrovias chinesa CSR começou os primeiras testes de um trem que poderá alcançar velocidades superiores a 500 km/h, o que o transformará em um dos mais rápidos do mundo, informou a agência oficial "Xinhua".

O trem experimental, com seis vagões e o mais novo da série de trens bala chineses CHR, tem uma potência de 22.800 quilowatts, mais do dobro dos que atualmente cobrem a linha de alta velocidade entre Pequim e Xangai, destacaram os engenheiros.

Ding Sansan, engenheiro chefe da companhia, detalhou que o modelo do novo trem é inspirado em uma espada antiga chinesa, e que a carroceria plástica do veículo será reforçada com fibra de carbono.

A China é um dos países que mais está desenvolvendo a alta velocidade ferroviária, até o ponto de já ter a maior rede mundial (9.600 quilômetros) em apenas quatro anos desde a abertura da primeira linha deste tipo.

05 setembro 2011

Odebrecht ganha a área do terminal do trem-bala



DE BRASÍLIA


Hoje na FolhaA Odebrecht ganhou do governo do Rio de Janeiro, sem custos, o direito de administrar até 2048 toda a área da Estação Barão de Mauá, onde está previsto o terminal do trem-bala na cidade, informa reportagem de Dimmi Amorapara a Folha.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O prazo pelo qual a Odebrecht tem o direito de explorar comercialmente um prédio da estação e seu entorno, que somam quase 200 mil metros quadrados, é quase o mesmo da concessão do trem de alta velocidade.

O projeto, orçado em R$ 38 bilhões, é a maior obra pública em gestação no país.

Quem vencer o leilão do trem-bala terá que negociar com a Odebrecht para utilizar a área.

A Secretaria de Transportes do Rio informou que, ao devolver os imóveis para a Supervia, tinha a "intenção de atender questões relacionadas ao equilíbrio econômico-financeiro" do contrato.

A Supervia, operadora de trens urbanos controlada pela Odebrecht, deixou de usar a Estação Barão de Mauá como terminal de trens em 2004. A partir de então, a estação ficou fechada.

A Odebrecht não se pronunciou.

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress


11 julho 2011

Sem interessados, leilão do trem-bala fracassa

Esse trem-bala da forma que está previsto é um furo n'água. As empreiteiras querem rios de dinheiro em subsídios o que vai acabar fazendo com que o Poder Público acabe por financiar toda a obra.
Convenhamos, o Brasil tem prioridades maiores para gastar R$ 60 bilhões.

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AGNALDO BRITO
DE SÃO PAULO

O leilão do trem da alta velocidade fracassou. Nenhum grupo se apresentou na concorrência nesta segunda-feira, data marcada para as empresas entregarem seus envelopes com suas propostas.

O evento ocorreu na Bolsa de Valores de São Paulo. As propostas deveriam ter sido entregues até as 14h desta segunda-feira.

Empreiteira quer mais subsídio a trem-bala
Agência reguladora descarta adiamento do leilão do trem-bala
TCU manda mudar edital do trem-bala e inviabiliza leilão

Entretanto, apenas grupos que detêm tecnologia --e que estavam interessadas em atuar como fornecedoras-- estiveram na Bovespa para verificar se havia ou não interessados no empreendimento --entre os quais estavam franceses da Alstom, japoneses da Mitsui e sul-coreanos, além de dois outros grupos que não quiseram se identificar.

Uma comissão iria receber os documentos, em envelopes lacrados, que seriam encaminhados nesta tarde à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e abertos no dia 29, data marcada para o leilão.

A ANTT confirmou hoje que nenhuma empresa entregou proposta. O governo decidiu manter a data dele, mesmo com novas exigências do TCU (Tribunal de Contas da União) e três pedidos oficiais de adiamento.

Venceria o leilão quem oferecesse a menor tarifa para os serviços, a partir de uma tarifa-teto fixada em R$ 199,73.


Editoria de Arte/Folhapress

Reportagem da Folha do dia 7 mostrou que as cinco grandes empreiteiras do país só aceitavam entrar com R$ 3 bilhões de capital próprio no trem-bala. O valor é próximo de 5% do custo calculado por elas para o projeto.

O governo calculou que o custo do projeto estaria hoje em R$ 38 bilhões. O governo se compromete a ser sócio com cerca de R$ 4 bilhões, emprestaria outros R$ 22 bilhões via BNDES (com possibilidade de subsídio de R$ 5 bilhões) e colocaria ainda recursos estimados no mercado entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões, via fundos de pensão e empresas públicas.

O projeto do trem-bala prevê a ligação das cidades de Campinas, São Paulo e do Rio de Janeiro. Com cerca de 500 quilômetros (km) de extensão, vai passar por aproximadamente 40 municípios.

Na última sexta-feira, o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, garantiu que o certame não seria adiado e que não haverá mudanças no edital.

"A decisão é de não mudar nada", disse Figueiredo.

Perguntado sobre o risco de uma licitação vazia, caso nenhum concorrente entregue propostas nesta segunda-feira, Bernardo afirmou que não havia sinalização de que um adiamento melhore as condições do leilão.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/941882-sem-interessados-leilao-do-trem-bala-fracassa.shtml

22 maio 2011

Trem de carga entre Rio e SP tem ociosidade de 66%

DE SÃO PAULO

Enquanto o governo tenta emplacar o trem-bala entre Rio e São Paulo, a linha ferroviária existente entre os dois centros mais importantes do país trabalha com uma ociosidade de 66,2% no transporte de carga, informa Dimmi Amora, em reportagem na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Se fosse utilizado em sua plenitude, evitaria cerca de 5.000 viagens diárias de caminhão de carga (27 toneladas) pela via Dutra, que acompanha seu traçado, o que representa 36% do movimento de caminhões do último trecho de São Paulo.

O modelo da concessão é apontado por especialistas como um dos fatores para essa realidade.

O presidente da MRS Logística, Eduardo Parente, disse que os problemas logísticos e de compartilhamento da linha com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) impedem um melhor uso da ferrovia.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/918872-trem-de-carga-entre-rio-e-sp-tem-ociosidade-de-66.shtml

Trem de carga entre Rio e SP tem ociosidade de 66%

DE SÃO PAULO

Enquanto o governo tenta emplacar o trem-bala entre Rio e São Paulo, a linha ferroviária existente entre os dois centros mais importantes do país trabalha com uma ociosidade de 66,2% no transporte de carga, informa Dimmi Amora, em reportagem na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Se fosse utilizado em sua plenitude, evitaria cerca de 5.000 viagens diárias de caminhão de carga (27 toneladas) pela via Dutra, que acompanha seu traçado, o que representa 36% do movimento de caminhões do último trecho de São Paulo.

O modelo da concessão é apontado por especialistas como um dos fatores para essa realidade.

O presidente da MRS Logística, Eduardo Parente, disse que os problemas logísticos e de compartilhamento da linha com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) impedem um melhor uso da ferrovia.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/918872-trem-de-carga-entre-rio-e-sp-tem-ociosidade-de-66.shtml

01 abril 2011

Governo chinês se oferece para financiar 85% do trem-bala

Governo chinês se oferece para financiar 85% do trem-bala
Após indicação de adiamento do edital, adiantada pelo iG ontem, grupo de empresários abre proposta chinesa de empréstimo para obra

Danilo Fariello, iG Brasília | 01/04/2011 16:50

Leia também:

* Dilma decidirá nova data de leilão do trem-bala na próxima semana

Um dia após o governo federal indicar um novo adiamento do leilão do trem-bala, conforme antecipou o iG, a Associação Paulista das Empresários de Obras Públicas (Apeop) resolveu trazer à tona uma proposta do governo chinês de financiar até 85% do valor real do empreendimento, independentemente de ele superar a quantia prevista, de R$ 33 bilhões. Atualmente, o projeto, o maior do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), prevê garantias de até R$ 20 bilhões do BNDES para o financiamento da obra.

Segundo Luciano Amadio, presidente da Apeop, a China Communications Construction Company (CCCC), empresa privada com receita anual de dezenas de bilhões de dólares que tem interesse em fornecer a tecnologia ao Brasil, entregou ao BNDES e à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) carta em que assegura a possibilidade de o governo chinês fazer esse empréstimo, desde que com garantias do BNDES. A proposta prevê, obviamente, uso da tecnologia da CCCC.

A Apeop é um grupo de 19 empresas que querem participar do consórcio do Trem de Alta Velocidade (TAV). Para eles, porém, o valor real da obra não é de R$ 33 bilhões, mas 60% mais, de R$ 53 bilhões, por isso a necessidade fundamental de mais fontes de financiamento, com volume ligado ao custo real do empreendimento. "Com o novo adiamento, surge a possibilidade de se retomar essa discussão", diz Amadio.

Ele lembra que, neste mês, a presidenta Dilma Rousseff parte em viagem oficial para a China, com missão empresarial. Essa visita poderia aumentar a pressão chinesa sobre o edital.

Edital previa vantagem a bom financiador

No fim do ano passado, porém, a ANTT retirou do edital de concessão do trem-bala uma previsão que justamente dava vantagens ao país que oferecesse maior apoio em crédito à obra. Naquela época, não apenas o valor da tarifa, mas também o quanto a empresa detentora de tecnologia trazia de financiamento de seu país, pesavam sobre o resultado do leilão.

Por pressão de diversos concorrentes, que viam na cláusula uma vantagem aos construtores chineses, a previsão foi retirada do edital. Dessa forma, o edital passou a considerar o vencedor do leilão aquele que apresentasse a menor tarifa na viagem entre Rio e São Paulo, com valor máximo de R$ 0,49 por quilômetro.

Para Amadio, porém, o potencial de empréstimo chinês não deve ser ignoradopelo governo brasileiro. "Se usarmos esses recursos será possível atender melhor à demanda de crédito outros projetos de infraestrutura no país." Em sua tese, portanto, sobraria mais dinheiro do BNDES para outras obras.