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13 dezembro 2011

BNDES deve aprovar financiamento a Belo Monte em 2012

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,bndes-deve-aprovar-financiamento-a-belo-monte-em-2012,95370,0.htm

As condições do empréstimo ainda estão em análise pelo banco de fomento, especialmente após a movimentação societária no consórcio que fará a usina

SÃO PAULO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve aprovar o financiamento da hidrelétrica Belo Monte apenas em 2012, já que o banco de fomento ainda avalia as condições para concessão do empréstimo, informou a chefe do departamento de energia elétrica da instituição financeira, Márcia Leal, à Reuters.

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"O empréstimo-ponte foi aprovado e o de longo prazo está em análise e deve ser para o ano que vem", disse Márcia, ao acrescentar que a movimentação societária no bloco de controle da Norte Energia, empresa responsável pela usina, foi um dado a mais a ser considerado na análise do banco.


No final de outubro, a Cemig e Light fecharam a compra de uma participação de 9,77% no projeto.


O BNDES pode financiar até 85% dos itens financiáveis do projeto, desde que isso não represente mais de 80% do investimento total na usina. "No caso de Belo Monte, talvez a gente não chegue aos 80%", disse a executiva do banco ao acrescentar que os projetos de geração não tem mesmo alcançado o valor máximo de alavancagem.


O BNDES já aprovou um empréstimo-ponte no valor de r$ 1,087 bilhão à Norte Energia, cujo valor total já foi recebido pela companhia.


A executiva disse ainda que o banco pode aprovar de r$ 500 milhões a r$ 1 bilhão em empréstimos para dois projetos hidrelétricos até o fim do ano, os quais não quis mencionar quais seriam.


Desembolsos


O BNDES desembolsou R$ 4,8 bilhões de reais para hidrelétricas em 2011, sem contar as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).


No segmento de transmissão, o banco desembolsou R$ 1,56 bilhão e deve completar o ano com R$ 1,9 bilhão em liberações.


Já em distribuição, o banco liberou cerca de R$ 1,13 bilhão, de um total de R$ 1,68 bilhões que o banco deve desembolsar no ano.

18 novembro 2011

BNDES nega financiamento para Belo Monte



O banco informou que o único valor liberado, até agora, foi um empréstimo-ponte no valor de R$ 1 bilhão

Ilha da Ressaca, na Volta Grande do Rio Xingu; no local, está prevista a construção da hidrelétrica de Belo Monte / Dida Sampaio Fonte/Agência EstadoIlha da Ressaca, na Volta Grande do Rio Xingu; no local, está prevista a construção da hidrelétrica de Belo MonteDida Sampaio Fonte/Agência Estado

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) informou nesta sexta-feira, por meio de sua assessoria, que o único valor liberado, até agora, para a Norte Energia S/A – consórcio formado por empresas públicas e privadas para construir e operar a Usina Hidrelétrica do Belo Monte, no Rio Xingu (PA) – foi um empréstimo-ponte no valor de R$ 1 bilhão.

A informação contradiz denúncia de que o BNDES já teria celebrado dois contratos com a empresa no total de R$ 4,7 bilhões, como consta em pedido do MPF (Ministério Público Federal) para que o Banco Central fiscalize todas as operações de crédito do BNDES em favor da Norte Energia S/A. A requisição, feita no final de outubro, estabelece prazo de 90 dias para que o BC conclua o relatório.

Consultada a respeito, a assessoria do BC informou que ainda não dispõe de elementos que permitam avaliar o caso. Já a assessoria do BNDES antecipou que o projeto de financiamento do empreendimento continua sob análise. O banco público de fomento não pretende se pronunciar, especificamente, sobre a questão levantada pelo MPF.

A requisição, assinada pelos procuradores Bruno Alexandre Gütschow e Cláudio Terre do Amaral, de Altamira (PA), determina que o relatório de fiscalização do BC deve conter análise sobre o nível de risco e apresentar conclusão sobre a viabilidade econômico-financeira das operações de crédito do BNDES para a Norte Energia S/A, de acordo com normas do CMN (Conselho Monetário Nacional) e do próprio BC.

09 novembro 2011

BNDES impulsiona maior presença brasileira na América Latina

Especialistas acreditam que papel do banco vai muito além do mero aspecto comercial ou econômico.

Há algo em comum em vários projetos de infraestrutura da América do Sul. Projetos que vão da ampliação do metrô de Caracas à construção da uma estrada na Bolívia, passando pela criação de uma hidroelétrica no Peru. Os três têm financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Ampliando o crédito a empresas brasileiras, o banco vem permitindo uma expansão nunca vista das multinacionais do Brasil na região.

Segundo cifras do BNDES, seus empréstimos para financiar obras de companhias brasileiras na América Latina e Caribe cresceram 1.082% entre 2001 e 2010.

A instituição prevê que este ano seus investimentos na região cheguem a cerca de US$ 860 milhões (um novo aumento em relação ao ano prévio), boa parte deles concentrados na América do Sul.

Além disso, o papel do banco estatal também parece despertar questionamentos. Para alguns, esse papel vai muito além do aspecto comercial ou econômico.

"O BNDES é claramente um instrumento brasileiros para ganhar poder e influência na região", afirmou o especialista em América Latina Thiago de Aragão, do centro de análises Arko Advide, com sede em Brasília.

Internacionalização

Uma pergunta essencial é sobre a exata estratégia internacional do BNDES.

A questão ganhou relevância diante de polêmicas recentes em torno de alguns projetos regionais de empresas brasileiras financiadas pelo banco.

Um deles foi a construção de uma estrada na Bolívia, executada pela empreiteira OAS. O projeto foi interrompido pelo governo de Evo Morales após uma onda de protestos de grupos indígenas, descontentes com o fato de a via passar por uma reserva ambiental.

"Não é um empréstimo direto para os países. Os empréstimos são oferecidos para as empresas brasileiras que se instalam ou têm projetos em outros países", explicou o embaixador Rubens Barbosa, que preside o conselho do comércio exterior da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo).

A superintendente de Comércio Exterior do BNDES, Luciane Machado, disse que o objetivo é "apoiar a estratégia de internacionalização das empresas brasileiras na região."

Em entrevista à BBC, ela afirmou que os negócios que sustentam o banco são feitos respeitando "as soberanias locais e os processos eleitorais dos respectivos governos".

Mas ela admitiu que a maior inserção das empresas brasileiras em outros países pode dar ao Brasil "mais visibilidade e uma interlocução melhor na região".

"Agora, não estou de acordo com a ideia de que façamos essas operações para conquistar esse tipo de resultado."

Chineses

O financiamento do BNDES para exportar bens e serviços brasileiros se realiza a taxas de interesse que muitos vêm como diferenciadas, para dar competitividade às empresas brasileiras.

No entanto, a superintendente da instituição também rechaça essa afirmação, argumentando que "os interesses que cobra o banco se baseiam na taxa Libor" e são ajustados de acordo com o risco da operação.

"Em alguns casos podem chegar a 7% e em outros podem ser mais, não é uma taxa fixa."

Um argumento do BNDES é que seu apoio permite às empresas brasileiras competir em licitações com outras multinacionais que também têm respaldo de seus respectivos países.

"Se o Brasil não for capaz de financiar por meio do BNDES as exportações de bens e serviços, os chineses certamente vão fazer isso. Os espanhóis fizeram isso por muito tempo" e "os americanos tradicionalmente com o banco Ex-im", disse Machado.

O apoio do banco brasileiro costuma significar uma vantagem comparativa para as companhias nacionais frente a outras de países latinoamericanos que precisam de instrumentos similares.

'Imagem expansionista'

"É lamentável que outros países não tenham um instituto como o BNDES, que é uma importante maneira de alavancar as empresas brasileiras", afirmou o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso em entrevista à BBC.

"Institucionalmente, o Brasil se programou melhor que os outros países para isso.'

Além disso, alguns questionam o fato de o Estado brasileiro promover empresas privadas do país no exterior.

O ex-presidente boliviano Carlos Mesa disse, em julho, que esse "casamento" privado-estatal brasileiro "é perigoso e cria uma imagem expansionista", de acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico.

O BNDES foi criado em 1952 para apoiar o desenvolvimento do Brasil, mas seus financiamentos a obras de infraestrutura da região são bastante recentes.

Trampolim

O aumento desses empréstimos ocorreu principalmente durante os governos do PT, primeiro com Lula e agora com Dilma Rousseff.

O BNDES possui hoje uma carteira de US$ 17,2 milhões para o financiamento de obras de infraestrutura na América Latina.

Essa capacidade financeira tem servido como trampolim para o crescimento no exterior de empresas nacionais como a Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão e Odebrecht.

O banco financia projetos em toda a América Latina, desde gasodutos na Argentina até portos no Pacífico. Além de apoiar empresas brasileiras em Cuba e na República Dominicana e até no continente africano.

Aragão, da Arko Advice, afirma que um requisito básico do BNDES para apoiar projetos é a viabilidade financeira dos mesmos, mas a estratégia por trás é sobre tudo geopolítica.

"O interesse número um do Brasil é se colocar como o país mais influente da região e fazer com que os vizinhos reconheçam o Brasil com um instrumento de desenvolvimento regional. E o BNDES é o instrumento perfeito para isso." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

31 outubro 2011

Corinthians espera receber dinheiro do BNDES só em abril

http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2011/10/corinthians-espera-receber-dinheiro-do-bndes-so-em-abril/

Corinthians e Odebrecht seguem sem fazer o pedido de financiamento no BNDES para a construção do Itaquerão. O plano inicial era conseguir o dinheiro até dezembro. A nova previsão da diretoria é de que a verba seja liberada só em abril de 2012.

O clube considera normal que demore mais para ser estruturado o pedido de financiamento para um estádio privado em relação a um público. Apesar disso, os corintianos afirmam que não haverá atrasos na obra.

Enquanto não recorre ao BNDES, a Odebrecht pegará empréstimo em outro banco, sem as vantagens concedidas especialmente pelo órgão governamental para obras do Mundial. Mesmo assim, os cartolas calculam que a diferença de taxas será pequena.

De acordo com os corintianos, o empréstimo a ser feito pela Odebrecht terá um custo pouco maior em relação ao financiamento do BNDES. Pelas contas feitas no Parque São Jorge, se a Odebrecht pegar R$ 100 milhões emprestados por três meses agora para ganhar um novo fôlego, gastará cerca de R$ 200 mil a mais do que desembolsaria para pagar o mesmo empréstimo ao BNDES. Mas, por outro lado, o início da quitação com o banco governamental seria adiado em três meses.

A dificuldade atual dos representantes do clube é acomodar seus interesses, os da construtora e o do novo banco parceiro no mesmo contrato de empréstimo.

Ainda sem dinheiro do BNDES, Odebrecht pede R$ 200 milhões no mercado para tocar Itaquerão



Festa pela confirmação do Itaquerão como abertura da Copa, mas dinheiro está curto

Festa pela confirmação do Itaquerão como abertura da Copa, mas dinheiro está curto

http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/10/20/ainda-sem-dinheiro-do-bndes-odebrecht-pede-r-200-milhoes-no-mercado-para-tocar-itaquerao.htm

Roberto Pereira de Souza

Em São PauloApesar dos primeiros fogos que ecoaram no Itaquerão nesta quinta-feira, após o anúncio de que a arena abrirá a Copa do Mundo 2014, nem tudo é motivo de festa para a construtora Odebrecht. O núcleo financeiro que cuida da arena precisou ir ao mercado financeiro para conseguir um empréstimo de R$ 200 milhões.



A medida não é vista como emergencial dentro da construtora, mas o fato é que o trabalho no Itaquerão consumiu R$ 24 milhões em cinco meses e as negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não foram tão simples como se imaginava em um primeiro momento. Sem caixa para o Itaquerão, a construtora pediu um empréstimo em nome próprio para alavancar as obras nos próximos meses.

Oficialmente, o BNDES abriu uma carteira de crédito para construção ou reformas de estádios para a Copa 2014, no limite máximo de R$ 400 milhões/sede. Três sedes ainda não entraram em contato com o banco estatal: São Paulo, Porto Alegre e Brasília (os dois primeiros são particulares).

A assessoria do BNDES confirmou ontem que o dinheiro “reservado” ao Corinthians ainda não foi pedido. Tecnicamente, o banco poderia ter feito um empréstimo-ponte à Odebrecht que seria deduzido do valor limite (R$ 400 milhões).

“Mas essa operação não foi feita pelo BNDES. Já fizemos isso com o consórcio que toca a obra da arena pernambucana (a Odebrecht faz parte do consórcio). Para a arena corintiana, nada foi pedido, nem uma carta-consulta foi enviada”, explicou a assessoria do banco.

O prazo final para a retirada desse dinheiro junto ao banco estatal é 31 de dezembro de 2011.

Junto com a terraplenagem da área de 200 mil metros quadrados, teve início também a construção de outro projeto de engenharia: a financeira.

Técnicos da Odebrecht sairam a campo para conseguir parceiros de múltiplas tarefas. Tarefa 1: um banco que faça a intermediação do empréstimo junto ao BNDES, cobrando taxas mais baratas. Tarefa 2: que esse banco aceite as garantias reais oferecidas pela Odebrecht para fechar a operação de emprésitmo de R$ 400 milhões. Tarefa 3: que o Corinthians aceite ser sócio minoritário nessa complexa operação até quitar toda a dívida junto ao banco. O clube deverá ter receita para pagar juro e o principal da dívida, totalizando cerca de R$ 740 milhões em 14 anos.

Pela engenharia financeira construída para retirar o dinheiro do BNDES e comercializar os títulos municipais da Prefeitura no valor máximo de R$ 320 milhões, a construtora e o banco intermediário seriam os responsáveis pelo estádio. O prazo para o fechamento da operação expira em 71 dias.

13 setembro 2011

Após firmar contrato, empréstimo, dutos de óleo e selo verde são os desafios do Itaquerão

Vinícius Segalla
Em São Paulo
http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/09/04/apos-firmar-contrato-emprestimo-dutos-de-oleo-e-selo-verde-sao-os-desafios-do-itaquerao.htm


Após ter assinado no último sábado o contrato com a empreiteira Odebrecht para a construção de seu estádio, o Corinthians ainda tem três desafios para viabilizar em definitivo o Itaquerão como a arena que receberá a partida de abertura da Copa do Mundo de 2014.

É preciso, ainda, obter o financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), fazer a transposição dos dutos de óleo combustível da Petrobras que passam pelo terreno e contratar uma empresa certificadora que forneça o "selo verde à construção", obrigatório para receber o dinheiro do banco estatal.

O empréstimo junto ao BNDES não será feito pelo Corinthians. Segundo exigência da instituição pública, o financiamento será direcionado a um outro banco, que assumirá a responsabilidade de pagamento junto ao BNDES e fará um contrato próprio com o Corinthians. O clube paulista ainda busca este banco. "Estamos em negociação com mais de uma instituição. É um contrato delicado, nossa relação com esta instituição vai durar 12 anos, mas até o final do ano tudo estará resolvido", afirma Luis Paulo Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians.

OBRAS A TODO VAPOR

Enquanto são definidos os pontos finais para viabilizar a abertura da Copa no Itaquerão, as obras seguem sem interrupção. Objetivo do clube paulista é entregar o estádio até o início de 2014
A obra da nova arena corintiana custará R$ 820 milhões e terá capacidade fixa de 45 mil lugares. Outros 20 mil lugares removíveis serão patrocinados pelo Governo do Estado a um custo aproximado de R$ 70 milhões, e isso deixaria o estádio em condição de abrir a Copa 2014. O financiamento do BNDES deverá colocar R$ 400 milhões no caixa da empresa SPE, formada pela Odebrecht e o clube para gerenciar todo o processo financeiro. Mas o prazo para pedir esse dinheiro ao banco de fomento expira em 31 de dezembro.

Já a questão dos dutos da Petrobras é mais política do que técnica. A estatal brasileira tem dois oleodutos passando no terreno do Itaquerão que precisam ser removidos para a obra ser concluída. Odebrecht e Corinthians vêm evitando se comprometer com o pagamento da transposição.

Em nota oficial, a Petrobras, por sua vez, informa que já obteve todas as licenças necessárias para viabilizar o reposicionamento dos dutos e aguarda uma definição dos empreendedores do estádio a respeito do investimento necessário para as obras. O custo estimado pela empresa na operação é de R$ 30 milhões. A empresa estatal diz ainda que é possível realizar a remoção dos dutos durante a construção do estádio. Ou seja, não é necessário que se remova primeiro esses equipamentos para só então começar a erguer o Itaquerão.

Por fim, a questão do "selo verde". Para que o BNDES comece a liberar as parcelas do financiamento, é preciso que o Corinthians tenha entrado com um pedido de certificação de sustentabilidade e responsabilidade ambiental da obra junto a uma entidade certificadora.



Dos dez estádios que planejam contar com a linha de financiamento do banco estatal, apenas o do time paulista ainda não deu entrada com este pedido. Para Felipe Faria, gerente de relações institucionais do Green Building Council Brasil (GBC), grupo procurado pelas outras nove arenas para gerir o processo de certificação, a demora do Corinthians em dar início ao processo é preocupante. "O problema é que uma das condições para se obter o selo é a criação de um sistema de controle de proteção contra sedimentação e erosão do terreno, que deve ser implantado na fase de terraplenagem da obra", alerta.

Já para o diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosemberg, "esta é uma questão meramente burocrática. Nossa obra tem preocupações ambientais e ecológicas desde o início, não teremos dificuldades para obter o selo".

11 agosto 2011

Igreja faz hotel para romeiros em Aparecida com dinheiro do BNDES para a Copa


Hotel está sendo construído para receber visitantes da Basílica de Aparecida

Hotel está sendo construído para receber visitantes da Basílica de Aparecida

11/08/2011 - 07h01
Vinícius Segalla Em São PauloO Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida, instituição ligada à Igreja Católica que administra a basílica da cidade de Aparecida (168km da capital), no interior de São Paulo, vai receber R$ 32,5 milhões de empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção do hotel popular "Cidade dos Romeiros", que deverá ser inaugurado em setembro do ano que vem. O dinheiro virá do programa "BNDES ProCopa Turismo", linha de financiamento de R$ 1 bilhão com condições especiais de juros e pagamento para projetos hoteleiros a serem construídos para atender à demanda turística gerada pela Copa do Mundo de 2014.

OBRAS A TODO VAPOR EM APARECIDA

  • CDM/Santuário Nacional

    O hotel "Cidade dos Romeiros", da Igreja Católica, está com 35% da construção concluída

O hotel, voltado para os visitantes do templo católico (o segundo maior do mundo), é um empreendimento voltado para as classes C e D, público em nada parecido com o tradicional turista da Copa.


De acordo com o administrador do Santuário Nacional, padre Luiz Cláudio Alves de Macedo, o empreendimento, que tem custo total de R$ 56,6 milhões, terá 330 quartos, sendo 18 para portadores de necessidades especiais, com duas camas em cada um, e 312 habitações com capacidade para três camas. Assim, ao todo, o hotel terá vaga para 972 viajantes, em quartos duplos e triplos.

O financiamento junto ao banco estatal está aprovado e a 1ª parcela será liberada ainda neste mês. Toda estrutura de concreto será finalizada em 30 dias, de acordo com padre Macedo. Estão em execução as alvenarias, instalações elétricas, hidráulicas e de ar condicionado. Atualmente a obra encontra-se com uma evolução física de 35%.

Questionado a respeito da conveniência de receber um financiamento em condições especiais que deveria ser voltado a empreendimentos turísticos ligados à Copa do Mundo, o padre afirma que "o programa de financiamento para a Copa 2014 foi posterior à entrada do processo do Santuário Nacional junto ao BNDES. O financiamento para o hotel foi aprovado na linha 'Programa de Incentivo ao Turismo', produto regular do banco".

A informação é confirmada pelo BNDES. O banco estatal, que divulgou o financiamento desde o momento em que fechou o negócio, em abril deste ano, afirma que transferiu o contrato de "sua linha de prateleira" para o ProCopa Turismo porque isso reduziria o custo para o cliente, que teria um projeto que se enquadra no que o BNDES entender ser um investimento que tem ligação com a Copa do Mundo.

Pelo entendimento da instituição estatal, a construção de um hotel entre as duas maiores cidades do país (Aparecida localiza-se às margens da Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro), próximo a um dos santuários religiosos mais conhecidos do mundo, pode muito bem ser utilizado por turistas nacionais ou estrangeiros que estejam em trânsito pela região.

O banco lembra, ainda, que a linha ProCopa Turismo prevê investimentos em cidades que sejam próximas às sedes da Copa, desde que haja potencial turístico na localidade, como seria o caso de Aparecida, e que ampliar o conhecimento e a infraestrutura de destinos turísticos variados do Brasil é um dos objetivos não só do BNDES, mas do governo brasileiro. Finalmente, o BNDES afirma que a linha ProCopa Turismo tem R$ 1 bilhão disponível para empréstimos, dos quais, até agora, apenas R$ 438 milhões estão contratados. Assim, o hotel da Igreja não estaria disputando verbas com outros empreendimentos com maior afinidade com a Copa do Mundo.

http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/08/11/igreja-faz-hotel-para-romeiros-em-aparecida-com-dinheiro-do-bndes-para-a-copa.htm

12 julho 2011

Dilma anuncia Brasil Maior, novo plano de política industrial, no dia 21

Dilma anuncia Brasil Maior, novo plano de política industrial, no dia 21

Dilma Rousseff (Foto Greg Salibian/iG)

A presidenta Dilma Rousseff vai anunciar no próximo dia 21 o novo Plano de Política Industrial do governo.

O programa deve chamar Brasil Maior.

Há outros dois nomes que também estão em análise: Brasil Inovador e Brasil Competitivo.

Mas Brasil Maior tem mais chances de vingar. O nome já foi comentado, inclusive, entre empresários.

Dilma deve bater o martelo nos próximos dias.

O programa prevê desoneração de impostos para vários setores, com o objetivo de recuperar a competitividade, principalmente, da indústria.

O foco do plano será o desenvolvimento à inovação.

O BNDES vai ter uma participação no programa, com linhas de incentivo.

Na parte de incentivo tecnológico, o programa deve incluir o Plano Nacional de Banda Larga.

Outra parte importante do plano é que o governo vai privilegiar a indústria nacional nas compras governamentais de bens de capital.

A única coisa que ainda não está decidido é se o plano vai incluir a desoneração da folha de pagamento, que está no Ministério da Fazenda para ser analisada.

http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2011/07/11/dilma-anuncia-brasil-maior-novo-plano-de-politica-industrial-no-dia-21/