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26 janeiro 2012

Cobrar mais por vaga do Prouni é pratica comum de faculdades

Parece que no Brasil os espertalhões sempre escolhem uma forma de levar vantagem em tudo e estragar uma boa idéia.

Após o iG mostrar o caso da Facet, na Bahia, que cobra para o Programa Universidade para Todos (Prouni) o dobro do que a mensalidade comum, candidatos de outras instituições relatam casos parecidos em diversas partes do País. Em São Paulo, um estudante conta que o custo mensal de um curso na Anhanguera com bolsa de 50% pelo Prouni é ainda maior do que o valor cobrado de quem entra pelo vestibular tradicional.

Diego Sena Pinheiro, de 23 anos, conhecia o valor regular das mensalidades na Anhanguera de Taboão da Serra, cidade onde vive, porque a namorada se formou na instituição. “Todo mundo pagava uns R$ 300 por mês e eu pensei que, se conseguisse a bolsa de 50% do Prouni pagaria metade. Mas não é o que acontece”, conta.

Segundo ele, o curso tecnólogo em Gestão Financeira custa R$ 329. Ao procurar a instituição para fazer a matrícula pelo Prouni, no entanto, o valor informado foi de R$ 752 e, com a bolsa de 50% do governo, cairia para R$ 376. Diego questionou sobre o valor cobrado de quem entra pelo processo seletivo normal e a resposta foi que os R$ 329 incluíam um “incentivo” de 56% para que as pessoas estudem.Pelo site da instituição, os candidatos tem a opção de marcar com ou sem incentivo.

MATÉRIA COMPLETA:

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/cobrar-mais-por-vaga-do-prouni-e-pratica-comum-de-faculdades/n1597600447632.html

14 outubro 2011

Foxconn busca parceiros locais para investir

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,foxconn-busca-parceiros-locais-para-investir--,785200,0.htm

Presidente da companhia taiwanesa condicionou planos de fábricas no País, anunciados pelo governo em abril, às parcerias

O Estado de S.Paulo

O investimento de US$ 12 bilhões da Foxconn, gigante taiwanesa que fabrica o iPad da Apple e outros aparelhos, vai depender da capacidade brasileira de receber a transferência de tecnologia e produzir localmente alguns dos componentes eletrônicos. A informação foi dada ontem pelo presidente executivo da empresa, Terry Gou, após reunião de mais de duas horas com a presidente Dilma Rousseff.



"Estamos dispostos a investir US$ 12 bilhões em certo número de anos, em quatro ou seis anos, vai depender da capacidade da engenharia local de receber a transferência de tecnologia e produzir conteúdo nacional", disse Gou após o encontro, antecipado pela coluna de Sonia Racy. "A presidente Dilma deu a direção: transferência de tecnologia é chave, sem transferência de tecnologia não somos autorizados a investir."


A Foxconn negocia com empresas brasileiras como transferir a tecnologia. Gou evitou fornecer detalhes sobre a negociação e não soube dizer, por exemplo, se mantém conversas com empresas privadas e públicas. "Vamos trabalhar para fazer parcerias com departamentos de pesquisa e desenvolvimento."


Telas. A empresa negocia com o governo brasileiro a instalação de duas fábricas no Brasil, para a produção de telas sensíveis ao toque, o elemento de maior conteúdo tecnológico dos tablets, celulares inteligentes e outros equipamentos, segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Uma equipe da empresa discute a localização das fábricas com os governos de seis diferentes Estados.


A participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é "indispensável" para a concretização do negócio, afirmou o ministro, sem informar os Estados que disputam as fábricas ou o volume de dinheiro que o banco público vai colocar no negócio.


Tanto Mercadante quanto o dirigente da Foxconn mencionaram "avanços" nas negociações nos últimos seis meses, sem dar informações específicas a respeito deles.


O governo vai exigir altas doses de conteúdo nacional nos produtos que a Foxconn montar no País, segundo Mercadante. "Esse é um esforço que o governo vem fazendo com as montadoras e vai fazer também em outros setores."


Segundo Mercadante, Gou adiou a visita originalmente prevista para a semana passada por causa da morte de Steve Jobs e da viagem de Dilma à Europa.


O taiwanês viajou ontem para os Estados Unidos, onde participará de uma cerimônia fúnebre em memória do fundador da Apple.


Produção. A fábrica da Foxconn em Jundiaí começará a produzir iPhones e iPads, da Apple, até o final deste ano, informou o presidente da empresa. Com isso, os aparelhos devem chegar mais baratos aos consumidores, pois o governo federal cortou alguns impostos dos tablets fabricados no País.

27 setembro 2011

Cristovam defende uso de recursos dos 'royalties' em educação e tecnologia

http://www.cristovam.org.br/portal2/index.php?option=com_content&view=article&id=4473:cristovam-defende-uso-de-recursos-dos-royalties-em-educacao-e-tecnologia&catid=27&Itemid=100072

Agência Senado

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu em Plenário nesta segunda-feira (26) a proposta (PLS 594/11) de sua autoria e do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) de destinar a rentabilidade de um fundo a ser criado com os royalties da exploração do petróleo do pré-sal para aplicar recursos em educação e ciência e tecnologia.

- Nossa proposta é que ele [o fundo com recursos do pré-sal] fique preso, concentrado, investido em letras do tesouro com rentabilidade fixa, e não possa ser utilizado em obras imediatas, e seja aplicado em educação e inovação. A rentabilidade seria concentrada na educação de base, e na inovação, em universidades. Não conforme o estado onde está o petróleo, mas conforme a população de crianças na escola que tenha cada município brasileiro - explicou o senador.

Comparando os recursos do pré-sal ao ciclo do ouro, entre os séculos 17 e 18, Cristovam disse que o Brasil não pode desperdiçar essa nova oportunidade de utilizar uma riqueza finita para torná-la infinita, ao investir em educação. Ele lembrou que os recursos gerados pela exploração do ouro não ficaram nem com o Brasil, que então era uma colônia, nem com a coroa portuguesa, tendo sido utilizados para a industrialização da Inglaterra.

- Não temos direito de errar uma segunda vez - advertiu o senador.

Entorno de Brasília

Cristovam comparou a questão dos royalties do petróleo a dos recursos do Fundo Constitucional destinado ao Distrito Federal. E elogiou projeto do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), segundo o qual o Distrito Federal abriria mão de parte do Fundo Constitucional que recebe para o estado de Goiás.

Para ele, este é um exemplo para o Brasil, já que esses recursos seriam como os royalties pagos para os estados produtores de petróleo. Cristovam informou que apresentará emenda para que uma fração dos terrenos doados pela União a Brasília - da ordem de R$ 40 bilhões - também seja doada ao estado vizinho.

- Esse bem [os terrenos doados pela União] tem que ser usado na educação, na ciência e tecnologia e, por que não, também, na educação das crianças do Entorno de Brasília? Porque essas crianças do entorno vão trazer soluções para o Distrito Federal ou vão trazer problemas para o Distrito Federal. A diferença está em como nós aplicarmos agora o dinheiro que nós temos - declarou.

Da Redação / Agência Senado

20 setembro 2011

Cientistas pedem 7% dos royalties do pré-sal

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/975335-cientistas-pedem-7-dos-royalties-do-pre-sal.shtml


As duas principais instituições que representam os cientistas no Brasil estão fazendo um abaixo-assinado pedindo 7% dos royalties do pré-sal para ciência, tecnologia e inovação.

As regras da divisão dos lucros gerados pela exploração de petróleo na camada do pré-sal, descritas no projeto de lei 8.051/2010 e apresentadas pelo deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ), devem ser votadas ainda neste mês pela Câmara dos Deputados.

A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) querem pelo menos 7% desse montante revertido no orçamento da ciência nacional.

"Estamos pedindo um percentual que é extremamente viável", disse à Folha a biomédica Helena Nader, presidente da SBPC.

A instituição está organizando o abaixo-assinado junto com a ABC (Academia Brasileira de Ciências).

O link do documento, que pode ser assinado pela internet, foi enviado para mais de cem sociedades científicas. "Queremos que cientistas e os apaixonados pela ciência assinem", disse Nader.

Os cientistas querem evitar o que aconteceu com a aprovação da Lei de Exploração do Petróleo (12.351/2010), que destinou parte dos royalties do petróleo aos Estados e Municípios.

Com isso, afirmam, o fundo setorial CT-Petro, principal fonte de financiamento de pesquisa na área de petróleo e gás natural, perdeu cerca de R$ 1,3 bilhão neste ano.

MOBILIZAÇÃO

A SBPC já havia enviado uma carta à presidente Dilma Rousseff, a vários ministérios e aos deputados pedindo atenção à distribuição dos royalties do Pré-Sal.

De acordo com Nader, "alguns deputados" se mostraram favoráveis ao pedido -- que também tem sido uma bandeira do ministro Aloizio Mercadante (Ciência) desde o início da sua gestão.

Nesse ano, o orçamento do MCTI (Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação) teve um corte de 23% em relação ao ano passado.

A SBPC e a ABC também defendem um percentual de 30% para educação, ciência, tecnologia e inovação do total de recursos dos royalties de partilha destinados aos Estados, Municípios e Distrito Federal. Isso geraria cerca de R$ 3,97 bilhões.

13 setembro 2011

Ministro diz que fábrica de iPad está pronta; tablet deve chegar ao mercado em dezembro






  • Aloizio Mercadante afirma que a fábrica da Apple em Jundiaí (SP) está pronta para ser inaugurada e já produz iPads

    Aloizio Mercadante afirma que a fábrica da Apple em Jundiaí (SP) está pronta para ser inaugurada e já produz iPads






O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, informou nesta terça-feira (13) que a fábrica da Apple em Jundiaí (SP) está pronta para ser inaugurada e produzir iPads que chegarão ao mercado até dezembro, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.


"No início muitos duvidaram, mas será a primeira vez que a empresa produzirá iPads fora do território chinês. Estamos dando um grande passo para a inclusão digital no país", afirmou. Mercadante informou ainda que o governo federal anunciará nos próximos dias o investimento em uma grande fábrica de games na Zona Franca de Manaus.


"A indústria de games tem faturamento maior e emprega cinco vezes mais que a de hardware, por exemplo. É uma fábrica de ponta que abrirá um mercado promissor para o Brasil'', resumiu, sem revelar o nome da empresa e mais detalhes do negócio.


A aposta em tecnologia e inovação é uma das metas previstas no Plano Brasil Maior, detalhada pelo ministro aos senadores na manhã desta terça-feira. Para ele, o país terá que investir nestas áreas se não quiser ser um mero exportador de commodities, como a soja e o suco de laranja.


Segundo números apresentados pelo ministro, o déficit comercial brasileiro no setor de tecnologias da informação e comunicação foi de R$ 18,9 milhões em 2010. Para reverter o quadro, ele anunciou medidas para fortalecer a indústria nacional e a cadeia produtiva, como a ampliação de linhas de financiamento do BNDES e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e o investimento no Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), empresa pública, com sede em Porto Alegre, especializada na produção de chips.







Made in Brazil

















MERCADANTE QUER 30% DOS RECURSOS DO PRÉ-SAL PARA A EDUCAÇÃO


O Ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira que o Congresso Nacional reveja as receitas do fundo setorial CT-Petro retirados pela Lei nº 12.351/2010, sancionada por Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2010. O ministro é favorável que 30% deste dinheiro seja investido em educação. Ele também quer que 7% dos recursos sejam destinados para ciência, tecnologia e inovação.

A proposta do ministro contraria interesse de prefeitos e governadores que querem os recursos do pré-sal para custear gastos ordinários. "O dia a dia tem que ser resolvido com o crescimento do País, com a geração de renda", disse. "O pré-sal é uma riqueza provisória, temporária. O prefeito de amanhã não vai ter o pré-sal. Talvez a geração dos nossos netos não terá. O que nós vamos deixar para eles?".

Demanda dos cientistas
A posição de Mercadante coincide com a demanda da comunidade científica. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC) recolheram assinaturas em um abaixo-assinado e o enviou à presidenta Dilma Rousseff. O documento defendendo a partilha dos royalties para educação, ciência, tecnologia e inovação. O ministro levou uma cópia do abaixo-assinado para os senadores.

De acordo com cálculo feito pelas entidades científicas, só o percentual de 30% dos valores destinados a estados e municípios pode gerar R$ 3,97 bilhões anuais, "quantia que possibilitaria dar um salto na qualidade do ensino, especialmente na educação básica", diz o documento.

"O Brasil precisa se preparar para a economia do conhecimento, para a economia verde e sustentável. O pré-sal é o grande passaporte para a gente dar esse salto. Essa visão imediatista é um erro. É só olhar para os países grandes produtores de petróleo. A Venezuela aqui do lado descobriu os grandes reservatórios de petróleo em 1974, mas não conseguiu se desenvolver. Outros países, como a Noruega, conseguiram. Vamos seguir os bons exemplos", declarou Mercadante.

Partilha dos recursos
A liderança do governo no Congresso trabalha para que criar uma nova forma de partilha dos royalties, evitando a derrubada do veto do então presidente Lula à chamada Emenda Ibsen, referência ao deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que determinava a divisão igualitária dos royalties do pré-sal entre todos os estados e municípios.

Após o veto, Lula ainda encaminhou ao parlamento um projeto de lei estabelecendo uma parcela maior aos estados produtores; e criando um fundo social para educação, ciência, tecnologia e inovação, combate à pobreza, meio ambiente e esporte.

MERCADANTE QUER 30% DOS RECURSOS DO PRÉ-SAL PARA A EDUCAÇÃO

O Ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira que o Congresso Nacional reveja as receitas do fundo setorial CT-Petro retirados pela Lei nº 12.351/2010, sancionada por Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2010. O ministro é favorável que 30% deste dinheiro seja investido em educação. Ele também quer que 7% dos recursos sejam destinados para ciência, tecnologia e inovação.

A proposta do ministro contraria interesse de prefeitos e governadores que querem os recursos do pré-sal para custear gastos ordinários. "O dia a dia tem que ser resolvido com o crescimento do País, com a geração de renda", disse. "O pré-sal é uma riqueza provisória, temporária. O prefeito de amanhã não vai ter o pré-sal. Talvez a geração dos nossos netos não terá. O que nós vamos deixar para eles?".

Demanda dos cientistas
A posição de Mercadante coincide com a demanda da comunidade científica. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC) recolheram assinaturas em um abaixo-assinado e o enviou à presidenta Dilma Rousseff. O documento defendendo a partilha dos royalties para educação, ciência, tecnologia e inovação. O ministro levou uma cópia do abaixo-assinado para os senadores.

De acordo com cálculo feito pelas entidades científicas, só o percentual de 30% dos valores destinados a estados e municípios pode gerar R$ 3,97 bilhões anuais, "quantia que possibilitaria dar um salto na qualidade do ensino, especialmente na educação básica", diz o documento.

"O Brasil precisa se preparar para a economia do conhecimento, para a economia verde e sustentável. O pré-sal é o grande passaporte para a gente dar esse salto. Essa visão imediatista é um erro. É só olhar para os países grandes produtores de petróleo. A Venezuela aqui do lado descobriu os grandes reservatórios de petróleo em 1974, mas não conseguiu se desenvolver. Outros países, como a Noruega, conseguiram. Vamos seguir os bons exemplos", declarou Mercadante.

Partilha dos recursos
A liderança do governo no Congresso trabalha para que criar uma nova forma de partilha dos royalties, evitando a derrubada do veto do então presidente Lula à chamada Emenda Ibsen, referência ao deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que determinava a divisão igualitária dos royalties do pré-sal entre todos os estados e municípios.

Após o veto, Lula ainda encaminhou ao parlamento um projeto de lei estabelecendo uma parcela maior aos estados produtores; e criando um fundo social para educação, ciência, tecnologia e inovação, combate à pobreza, meio ambiente e esporte.

28 julho 2011

Aluno com mais de 600 pontos no Enem poderá disputar bolsa fora

Dilma anunciou investimentos públicos de R$ 3,1 milhões em programa para enviar 100 mil estudantes para intercâmbio


Estudantes e pesquisadores brasileiros das áreas de engenharia, tecnologias, ciências exatas, informática e biologia poderão disputar, em breve, bolsas de intercâmbio oferecidas pelo governo. Em abril, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que criaria um projeto para distribuir 75 mil bolsas de intercâmbio até 2014. Nesta terça-feira, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, apresentou as linhas gerais do Programa Ciência sem Fronteiras.

Leia também

A expectativa é aumentar o número de bolsistas para 100 mil com o apoio de empresários. O mérito será o critério básico para concessão dos benefícios, de acordo com o ministro. No caso das bolsas de graduação, por exemplo, os candidatos terão de apresentar pontuação superior a 600 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os destaques em programas de iniciação científica e olimpíadas de conhecimento serão valorizados. As instituições com boas notas nas avaliações do Ministério da Educação também receberão cotas adicionais de bolsas.

O benefício para os jovens inclui a manutenção no exterior, passagens aéreas, seguro-saúde e até taxas escolares, dependendo da instituição. A duração dos programas varia: há bolsas de um ano e até quatro anos.

Apoio dos empresários
O governo brasileiro espera que empresas interessadas na formação de novos talentos ou aperfeiçoamento dos próprios funcionários apoiem o projeto. Pelo programa apresentado por Mercadante, os empresários poderiam pagar taxas escolares (valores que variam entre 20 mil e 40 mil dólares ao ano por cada aluno), bolsas de manutenção (entre R$ 30 mil e R$ 50 mil) ou oferecer estágios nos próprios centros de pesquisa e desenvolvimento internacionais.

Dos cofres públicos, sairão cerca de R$ 3,1 milhões para financiar o programa. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) será responsável por distribuir 40 mil bolsas até o fim do mandato de Dilma, investindo R$ 1,7 milhão. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concederá, no mesmo período, outras 35 mil bolsas com R$ 1,4 milhão de investimentos.

As 75 mil bolsas custeadas pelo governo serão divididas entre estudantes do ensino médio, de ensino superior, especialistas e jovens cientistas. Aos alunos de graduação, que poderão estudar um período do curso em universidades estrangeiras, serão destinadas 27,1 mil bolsas. Os cursos de doutorado-sanduíche – com duração de um ano – receberão outras 24,6 mil bolsas e outras 9,7 mil vão para doutorados integrais – com duração de quatro anos. O programa pretende oferecer 700 bolsas para treinamento de especialistas de empresas no exterior e 860 para jovens cientistas.

Prioridades
Inicialmente, áreas como engenharia, ciências exatas, biológicas e da saúde serão priorizadas (veja lista abaixo). “Enquanto a Coreia [do Sul] tem um engenheiro para cada quatro formandos, o Brasil tem uma proporção de um para cada 50 formandos”, explicou Mercadante. Segundo o ministro, o total de bolsas concedidas para a área de humanas aumentou 66% entre 2001 e 2009, enquanto nas engenharias cresceu apenas 1% no período. As bolsas para a área de ciências exatas e da terra diminuiram 16%.

Durante a apresentação, o ministro afirmou que o governo está assinando contratos com 238 universidades no exterior. A seleção será feita de acordo com os rankings da Times Higher Education e da QS World University.

Áreas prioritárias do programa:
- Engenharias e demais áreas tecnológicas;
- Ciências exatas e da terra: física, química e geociências;
- Biologia, ciências biomédicas e da saúde;
- Computação e tecnologias da informação;
- Tecnologia aeroespacial;
- Fármacos;
- Produção agrícola sustentável;
- Petróleo, gás e carvão mineral;
- Energias renováveis;
- Tecnologia mineral;
- Tecnologia nuclear;
- Biotecnologia;
- Nanotecnologia e novos materiais;
- Tecnologia de prevenção e migração de desastres naturais;
- Tecnologias de transição para a economia verde;
- Biodiversidade e bioprospecção;
- Ciências do mar;
- Indústria criativa;
- Formação de tecnólogos.

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/governo+quer+100+mil+brasileiros+em+intercambios+ate+2014/n1597101604624.html

14 julho 2011

Brasil vai trazer cientistas do exterior

Ministro da Ciência e Tecnologia quer "atrair cérebros" para aprimorar institutos de pesquisa no país
AE 14/07/2011 16:58
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selo
O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, informou hoje que o governo pretende trazer cientistas da Europa e dos Estados Unidos para desenvolver os institutos de pesquisa do País. Em entrevista no Palácio do Planalto, ele observou que o momento é ideal, destacando que enquanto o Brasil investe no setor, os países industrializados estão demitindo cientistas. Mercadante disse que ainda está sendo estudada a meta de quantos cientistas poderão vir, por meio de uma programa de "trabalhadores temporários".

Leia também:
Mercadante na SBPC: empresas privadas precisam investir mais em ciência

"Houve uma diáspora de cérebros no passado e agora queremos atrair cérebros", afirmou o ministro. Mercadante observou que é necessário repor os cientistas que se aposentaram nos últimos anos, tanto em universidades como em institutos de pesquisa. Ele disse que concursos recentes de contratação de pesquisadores internacionais na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) mostraram que há grande interesse de pesquisadores estrangeiros em trabalhar no Brasil e citou o caso da agência espacial norte-americana, que teria demitido 4 mil funcionários.

Mercadante disse, ainda, que ao mesmo tempo que o governo tentará atrair cientistas no exterior, também serão realizados investimentos na formação de profissionais brasileiros. Ele lembrou que o governo enviará 75 mil estudantes para fazer cursos de graduação e pós-graduação no exterior, nos próximos anos.

Copa
O ministro de Ciência e Tecnologia esteve no Palácio do Planalto para acompanhar uma visita do neurocientista Miguel Nicolelis, do Centro de Neuroengenharia Duke University, dos Estados Unidos. Nicolelis apresentou à presidente Dilma Rousseff um projeto de instalação de 12 escolas bilíngues voltadas para crianças de até 15 anos, na região de fronteira. Ele também falou sobre uma proposta de fazer com que uma criança tetraplégica dê o pontapé inicial na Copa do Mundo de 2014, com a ação do cérebro, por meio de uma veste robótica. Nicolelis relatou que Dilma gostou da proposta. "Ela gostou da ideia e do sentido de ousadia", afirmou o cientista.

11 julho 2011

Governo quer começar a distribuir bolsas no exterior em 2012

Projeto para beneficiar 75 mil estudantes brasileiros será apresentado na próxima semana à presidenta Dilma



Agência Brasil 07/06/2011 16:48




Foto: Divulgação


Haddad e Mercadante apresentam esboço do programa Ciência sem Fronteira a reitores de instituições federais


As primeiras das 75 mil bolsas de estudo no exterior que a presidenta Dilma Rousseff pretende oferecer a alunos brasileiros até 2014 serão distribuídas no primeiro semestre do ano que vem. O projeto final será apresentado na próxima semana à presidenta pelos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. O esboço do programa que se chamará Ciência sem Fronteira foi apresentado nesta terça-feira, dia 7, a reitores de instituições federais de ensino superior.

Do total de bolsas, 45 mil serão ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia do Ministério da Educação (MEC). O restante, 30 mil, será de responsabilidade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). De acordo com o MEC, a estimativa de investimento ao longo dos quatro anos será de US$ 936 milhões. Em 2010 foram distribuídas 5,3 mil bolsas de estudos no exterior pelo governo. A meta do programa é aumentar esse patamar em 15 vezes.

Será dada prioridade à formação de alunos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do País como as engenharias e tecnologia. As bolsas serão para estudantes de pós-doutorado, doutorado, mestrado, graduação e cursos técnicos em nível médio.


Segundo o plano apresentado pela Capes, 65% das vagas oferecidas pela autarquia serão para graduação e doutorado “sanduíche”, modalidade em que o aluno faz parte do curso no Brasil e parte em instituições estrangeiras. A previsão da Capes é oferecer 8 mil bolsas em 2011, 13 mil em 2012, 17 mil em 2013 e 21 mil em 2014.

Os ministérios buscarão firmar parcerias com novas instituições de ensino estrangeiras interessadas em receber alunos estrangeiros. Um dos países onde as negociações já foram iniciadas é os Estados Unidos. Segundo o MEC, das 97 instituições contatadas, 95% demonstraram interesse na parceria.


http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/governo+quer+comecar+a+distribuir+bolsas+no+exterior+em+2012/n1597012235787.html