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23 fevereiro 2012

Governo vai licitar 77 terminais portuários

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) decidiu que os contratos de concessão de 77 terminais, em 15 portos brasileiros, não serão prorrogados. A decisão publicada na quarta-feira, dia 22, no Diário Oficial da União, passa a valer imediatamente e significa que, na prática, as autoridades portuárias terão que abrir licitações neste ano, para que as atividades não coram risco de ser interrompidas.


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02 fevereiro 2012

Leilão de aeroportos recebe onze propostas

O leilão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF) recebeu onze propostas. Dentre os consórcios que se identificaram estão: Fidens Engenharia e ADC&Has (Estados Unidos), Ecorodovias e Fraport (Alemanha); Triunfo e Egis (França); OHL Brasil e Aena (Espanha); Odebrecht e Changi (Cingapura); Engevix e Corporación América (Argentina); Queiroz Galvão e BAA/Ferrovial (Reino Unido); e um grupo liderado pela OAS. Outros três consórcios não se identificaram.

O prazo para a entrega de propostas na sede da BM&FBovespa, no centro de São Paulo, terminou às 16 horas desta quinta-feira e o leilão está marcado para segunda-feira, dia 6. Os consórcios podem apresentar ofertas para todos os aeroportos, mas só poderão ganhar a concessão de um deles. Nenhuma dos inscritos para o leilão, no entanto, informou que concessões pretende disputar.

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http://economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/cinco-consorcios-ja-entregaram-propostas-para-o-leilao-dos-aerop/n1597611076686.html

20 dezembro 2011

Brasil atrai 5% do fluxo global de investimentos produtivos

O Brasil aumentou de forma significativa na última década sua capacidade de atrair investimentos produtivos de empresas estrangeiras, informa reportagem de Érica Fraga e Mariana Schreiber, publicada naFolha desta segunda-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O país deverá receber mais de 5% do total de novos recursos aplicados por multinacionais em todo o mundo, de acordo com projeções da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos e Empresas Transnacionais).

É pouco perto dos mais de 17% que serão destinados à China. Mas é o dobro do que o Brasil conseguiu atrair na década passada, em média.

O bom desempenho da economia brasileira em meio à crise que afeta o mundo desde 2008 ajuda a explicar o salto no valor dos investimentos estrangeiros destinados ao país.

"Houve uma mudança de destino dos investimentos no mundo a favor de países em desenvolvimento nos últimos anos", afirma o economista Luis Afonso Lima, presidente da Sobeet.

Leia mais na edição da Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.

Editoria de Arte/Folhapress

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19 dezembro 2011

Se escolha do plano de previdência for mal feita, investidor pode ter prejuízo

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,se-escolha-do-plano-de-previdencia-for-mal-feita-investidor-pode-ter-prejuizo,96422,0.htm

Nesta época, bancos oferecem planos em grande escala sob o argumento do benefício tributário; especialistas alertam para riscos

SÃO PAULO - Chegado o fim do ano, algumas pessoas aproveitam a época para começar a se planejar financeiramente para o ano seguinte. Um produto muito procurado são os planos de previdência, mas especialistas fazem um alerta. "O produto é bom. A questão é que deve ser bem usado, de acordo com o perfil específico do investidor, o que muitas vezes não acontece", diz o consultor Mauro Calil.

Uma das principais dúvidas se refere ao benefício tributário que os dois principais tipos de planos – PGBL e VGBL – oferecem. "Um dos principais erros é investir em um plano PGBL sem utilizar o benefício", diz o superintendente da HSBC Seguros, Gustavo Lendimuth. O PGB é indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, pois no momento de recolher o IR o investidor pode utilizar os investimentos no plano para reduzir a base de cálculo em até 12% da renda bruta anual.



"Supondo que ele tenha uma renda bruta anual de R$ 100 mil e investiu 12% (R$ 12mil) em um PGBL, ele poderia abater o valor na declaração e pagar IR somente sobre R$ 88 mil", explica a diretora técnica de seguros de pessoas e previdência da SulAmérica, Carolina de Molla. Ao final do investimento, quando o valor da previdência for sacado, o investidor deverá pagar o Imposto de Renda sobre o valor total sacado. "O benefício fiscal não é uma isenção de imposto. É um adiamento que a longo prazo é interessante porque o dinheiro do imposto que ainda não foi cobrado estará rendendo", diz Lendimuth.

Se o valor investido no PGBL for ultrapassar 12% da renda, já vale a pena fazer um segundo plano, VGBL. Para pessoas isentas de IR ou que fazem a declaração simplificada, também é interessante a segunda opção. No VBGL não há redução da base do IR, mas o imposto cobrado na retirada do recurso recai somente sobre os rendimentos do período.

"Nessa época do ano é comum aumentarem as campanhas nos bancos para a venda do produto. No impulso de abater imposto, o investidor pode acabar escolhendo errado", diz Calil. "Não é incomum a inflação deixar o rendimento líquido baixo, menor do que o da poupança, se a escolha for errada."

O produto sempre é indicado para o longo prazo e uma escolha equivocada pode significar perdas financeiras por conta do fator tempo. O prazo que a pessoa pretende ficar no plano é importante para definir o tipo de tabela de IR. "O regime regressivo começa com imposto em 35% e cai até 10%, acima de 10 anos. Só é indicado no longo prazo, preferencialmente acima desses 10 anos para pegar a menor alíquota", afirma o professor do Insper Liao Yu Chieh.

O regime progressivo cobra IR seguinte o modelo de cobrança dos salários, de 15% a 27,5% conforme o valor a ser sacado. "É bom se o investidor espera sacar um volume baixo. Se ele não se enquadrar em nenhum dos dois regimes é preciso fazer a conta na ponta do lápis sobre qual é mais vantajoso", diz Liao.

Ações


Como o investimento é indicado para o longo prazo, especialistas costumam recomendar planos com uma parcela, por menor que seja, em ações. "O investidor só não pode esquecer de analisar seu portfólio como um todo. Se fora do plano de previdência ele já possui uma carteira de ações, por exemplo, não deve correr muito risco na previdência", diz o diretor-executivo do Itaú Unibanco , Osvaldo Nascimento. "A previdência não pode estar desconectada do patrimônio", recomenda. Por regra, os fundos de previdência podem aplicar no máximo 49% da carteira em ações.

Outro cuidado deve ser com a taxa de administração cobrada. Calil calcula que há cinco anos a rentabilidade líquida girava em torno de 18%, com taxa de administração média de 1%. Segundo ele, a taxa não caiu, mas o retorno está em aproximadamente 9%. "O pequeno investidor deve buscar planos com administração de até 1,5% e taxa de carregamento nula", diz Liao.

07 dezembro 2011

TCU eleva valor mínimo para concessão de aeroportos em até 907%


Maior aumento foi o do aeroporto de Brasília, que subiu de R$ 75 milhões para R$ 761 milhões; editais saem na semana que vem

Valor Online

O Tribunal de Contas da União (TCU) elevou em até 907% o valor mínimo de outorga das concessões à iniciativa privada dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. O maior aumento foi o do aeroporto de Brasília, que subiu de R$ 75 milhões para R$ 761 milhões.

Ganham os leilões quem oferecer maior outorga. O preço mínimo de Guarulhos subiu de R$ 2,292 bilhões para R$ 3,811 bilhões - alta de 66,3%. No caso de Viracopos, a outorga mínima aumentou de R$ 521 milhões para R$ 1,739 bilhão - 234% a mais.

Segundo técnicos do tribunal, houve superestimativa dos investimentos previstos nos contratos de concessão, já que o índice de remuneração das obras - conhecido no jargão do setor como BDI - havia sido fixado pelo governo em 34%. Com a redução dos investimentos, subiu o valor mínimo das outorgas.

A Secretaria de Aviação Civil (SAC) informou que deverá publicar os editais de concessão dos três aeroportos até o início da semana que vem. Depois da publicação os leilões poderão ser realizados em um prazo de 45 dias. O TCU ainda precisará avaliar os editais. O que foi aprovado nesta quarta-feira são os estudos econômico-financeiros que embasam o processo de concessão.

26 novembro 2011

Investimento da Vale 2012 será inferior ao previsto


MÔNICA CIARELLI E FERNANDA GUIMARÃES - Agencia Estado

RIO E SÃO PAULO - Sem conseguir cumprir o orçamento de US$ 24 bilhões previsto para este ano, a Vale se prepara para anunciar na próxima segunda-feira um investimento para 2012 mais em linha com o atual cenário de incertezas na economia mundial e de dificuldades na obtenção de licenças ambientais no País.

De acordo com uma fonte do setor, a expectativa é que a cifra para 2012 fique próxima do investimento realizado pela companhia este ano, que deve fechar, no máximo, em US$ 19 bilhões. Até setembro, a companhia havia desembolsado US$ 11,308 bilhões, menos da metade da meta inicial.

O orçamento mais modesto será apresentado aos investidores nos Estados Unidos, durante o evento Vale Day, na Bolsa de Valores de Nova York. Em outubro, quando comentou o desempenho da companhia no terceiro trimestre, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, anunciou mudanças no modelo de divulgação do orçamento da companhia. Na época, o executivo também descartou a possibilidade de a Vale desembolsar integralmente os US$ 24 bilhões previstos para este ano.

Pelo novo modelo, a empresa informará ao mercado apenas os projetos já aprovados, com os devidos licenciamentos ambientais obtidos. Essa medida, segundo a empresa, evitará o não cumprimento do orçamento divulgado, exatamente como aconteceu em 2011. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

31 outubro 2011

Governo só investe 9% do aumento de impostos

http://www1.folha.uol.com.br/poder/999243-governo-so-investe-9-do-aumento-de-impostos.shtml

DE SÃO PAULO

Uma fatia pequena do aumento expressivo da carga tributária ocorrido desde meados da década de 90 se traduziu em novos investimentos públicos no Brasil, informa reportagem de Érica Fraga, publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

De acordo com cálculo feito pelo economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, de cada R$ 100 a mais em impostos arrecadados entre 1995 e 2010, apenas R$ 8,6 foram direcionados para elevar investimentos feitos pelo governo.

Entre os investimentos estão construção de escolas e hospitais, ampliação de portos e aeroportos e melhorias em estradas.

Segundo especialistas, a estrutura do gasto público brasileiro limita o crescimento econômico do país.






28 outubro 2011

PDVSA negocia refinaria com Roseana

http://economia.estadao.com.br/noticias/negócios,pdvsa-negocia-refinaria-com-roseana,90094,0.htm

Estatal venezuelana busca alternativas para se instalar no Brasil, já que tem desavenças com a Petrobrás na sociedade em Pernambuco
27 de outubro de 2011 23h 08


As desavenças com a Petrobrás quanto à participação na sociedade empresarial que constrói em Pernambuco a Refinaria Abreu e Lima já levam a petroleira PDVSA, da Venezuela, a buscar alternativas para se instalar no Brasil. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, conversou anteontem com a governadora Roseana Sarney sobre a possibilidade de construir uma refinaria no Maranhão, sem a Petrobrás.

A reunião com Chávez ocorreu em Caracas e foi intermediada pelo ex-ministro José Dirceu, entusiasta da parceria entre a Petrobrás e a estatal PDVSA. Participaram também o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arveláin, o presidente da PDVSA e ministro de Energia e Petróleo local, Rafael Ramirez, e o diretor executivo da petroleira no Brasil, Sérgio Tovar.

O motivo da nova insatisfação da PDVSA com a Petrobrás é a conta apresentada pela companhia brasileira, que quer ser ressarcida em 40% dos gastos que teve até agora na construção da refinaria. Além disso, a estatal venezuelana assumira R$ 4 bilhões do empréstimo de R$ 10 bilhões aprovado pelo BNDES para a obra. Com previsão de ser inaugurada no primeiro semestre de 2013, a Abreu e Lima está 40% pronta, de acordo com a Petrobrás.

Nem a Petrobrás nem a PDVSA divulgam os valores que estão sendo negociados. Representantes das empresas vêm se reunindo desde o último dia 14, sem chegar a um acordo. A PDVSA não aceita pagar o dinheiro cobrado pela empresa brasileira, sob o argumento de que, em comparação com o mercado internacional, os preços da Petrobrás estão muito elevados. A Petrobrás estipulou o prazo de 30 de novembro para receber os 40%.

Estudos

Como insiste em colocar seus produtos no mercado brasileiro, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, a PDVSA começou a estudar, a partir do impasse com a Petrobrás, a hipótese de deixar a parceria na Abreu e Lima, desde que consiga terreno e dinheiro para construir outra refinaria.

O problema é que a Petrobrás também já está construindo uma refinaria no Maranhão, com o apoio do governo estadual.
Talvez por isso a viagem de Roseana a Caracas estava sendo mantida em sigilo. Ela embarcou na terça-feira. Voltou anteontem, após o encontro com Chávez. O secretário de Comunicação do Maranhão, Sérgio Macedo, negou a viagem. Segundo ele, Roseana não sai do Brasil há três meses.

Dirceu também viajou para Caracas na terça-feira. Voltaria ontem da Venezuela, segundo sua assessoria. Ele negou, por meio da assessoria, que tenha estado com Roseana.

O diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, disse desconhecer o assunto. Em tese, afirmou considerar não haver "sentido algum" em se construir duas refinarias no Maranhão.

Vale vai investir 20% menos que o previsto

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,vale-vai-investir-20-menos-que-o-previsto,90108,0.htm

MÔNICA CIARELLI E FERNANDA GUIMARÃES - Agencia Estado
SÃO PAULO - O orçamento recorde de US$ 24 bilhões programado pela Vale para este ano saiu do radar da mineradora. Hoje, o presidente da companhia, Murilo Ferreira, admitiu que os investimentos vão somar, no máximo, US$ 19 bilhões.


Mas, diferentemente do que ocorreu em 2009, quando a Vale cortou investimentos para se ajustar à queda na demanda por insumos, desta vez o executivo atribui a revisão a atrasos no processo de licenciamento ambiental de alguns projetos.

A crise, porém, apesar de não ser responsável pela alteração do cronograma de investimentos, alterou a estratégia comercial do grupo. "O mercado europeu está mais fraco. Já tivemos alguns cancelamentos (de contratos na Europa). Nada muito significativo", revelou o diretor de marketing, vendas e estratégia da Vale, José Carlos Martins.

Para driblar essa retração de demanda, a companhia tem desviado para a China parte das vendas inicialmente programadas para a Europa.

"São dois ou três navios (embarcados com minério de ferro) a mais por mês", contou. Além da Europa, a companhia sentiu um arrefecimento de demanda por minério de ferro também no Brasil. A estratégia de focar mais na China segue o modelo adotado durante a crise de 2009, quando o país asiático chegou a representar cerca de 60% do faturamento da mineradora. Atualmente, a fatia chinesa gira em torno de 35%.

"Essa é destinação natural toda vez que se tem uma queda de mercado nas áreas onde a Vale tem participação grande, como no Brasil e na Europa", explicou Martins. A calibragem na área comercial não tirou o otimismo dos executivos da Vale. Tanto que Ferreira é categórico ao descartar corte de produção e ainda garante que a sobra do orçamento de 2012 será gasta já no primeiro trimestre de 2012.

Apesar da retração na Europa, o executivo pondera que a situação hoje é bem diferente da vivida em 2009, quando a companhia promoveu demissões e reduziu produção no Brasil e no exterior. Tanto que a companhia trabalha com uma recuperação no preço do minério de ferro no curto prazo.

Durante a teleconferência, Ferreira informou que o orçamento da companhia para 2012 será divulgado no dia 28 de novembro, durante o Vale Day, em Nova York. Para agilizar a obtenção de licenças ambientais, processo que vem atrasando os projetos do grupo, a Vale criou um comitê executivo para tratar do assunto. O grupo vai se reunir semanalmente e já elaborou um guia de procedimentos para obtenção dessas licenças.

Além disso, revelou, a mineradora pretende fazer uma análise de risco em 20 projetos considerados mais críticos para a companhia. Segundo ele, o objetivo de passar uma lupa por esses projetos é diminuir as incertezas em torno de prazos ou custos que influenciem no cronograma e orçamento.

Ferreira explicou ainda que a análise de risco deve incluir até uma comparação com os custos de produção de outras concorrentes. Entre os projetos que serão analisados estão projetos como o de Serra Sul, em Carajás, no Pará, Apolo, em Minas Gerais, e também na Indonésia. Além disso, o presidente adiantou que, no próximo ano, a Vale vai alterar a sua metodologia e divulgará os números apenas dos projetos cujas licenças ambientais já foram aprovadas.

01 setembro 2011

Marcha pela Educação deve reunir cerca de 20 mil estudantes em Brasília

Objetivo dos estudantes é pedir investimento de 10% do PIB em educação e assistência estudantil no País
Agência Brasil 31/08/2011 11:11

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/marcha+pela+educacao+deve+reunir+cerca+de+20+mil+estudantes+em+brasilia/n1597186900377.html

Marcha pela Educação deve reunir cerca de 20 mil estudantes em BrasíliaObjetivo dos estudantes é pedir investimento de 10% do PIB em educação e assistência estudantil

A União Nacional dos Estudantes (UNE) promove nesta quarta-feira uma manifestação em Brasília para defender, entre outros pontos, investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação, mais assistência estudantil e a melhoria das escolas e de todos os níveis de ensino.

A concentração começou às 9h no Banco Central, com a lavagem simbólica da entrada. Depois, os estudantes seguiriam em passeata até o Congresso Nacional, onde pretendem se reunir com lideranças partidárias. A Marcha dos Estudantes deve reunir cerca de 20 mil universitários. Eles também reivindicam 50% do fundo social do pré-sal somente para o setor e a redução imediata dos juros.

A convite da UNE, a presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECh), Camila Vallejo, participará da manifestação. Após a marcha, haverá sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara em solidariedade à luta dos estudantes chilenos. A UNE participará também de uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado sobre o Plano Nacional de Educação.

Às 14h, os presidentes da UNE, Daniel Iliescu, e da Federação dos Estudantes do Chile darão entrevista coletiva no hall do Congresso. Eles vão lançar a Jornada Continental de Lutas da Juventude Latino-Americana. Camilla falará também sobre os recentes protestos de estudantes em Santiago, a capital chilena.

15 agosto 2011

Estações República e Luz vão aliviar Sé

segunda-feira, 15 de agosto de 2011 9:50

Agência Estado

Estação da Sé, 18 horas. Mesmo quem não frequenta o lugar regularmente sabe o que vai encontrar lá nesse horário: multidão, filas, empurrões, trombadas e vagões lotados. O Metrô acredita, porém, que os passageiros sentirão menos desconforto no próximo mês. A inauguração das Estações Luz e República, da Linha 4-Amarela, deve fazer o número de pessoas que passam pela Sé cair até 20%.

Na prática, é como se um a cada cinco passageiros que hoje utilizam o terminal deixasse de passar por lá e migrasse para a Linha 4. A mesma redução deve ser notada nas Estações Paraíso e Ana Rosa, que permitem baldeação entre as Linhas 1-Azul e 2-Verde. Já na Consolação, que liga as Linhas Verde e Amarela, o movimentopode cair 33%, segundo o Metrô. A quantidade de passageiros da Linha 4, por outro lado, deve subir quase quatro vezes - de 190 mil pessoas por dia para cerca de 700 mil.

"A sobrecarga no metrô de hoje se origina na falta de outras linhas. A abertura de novos trechos, como a Linha Amarela, vai reduzindo a concentração de pessoas nos ramais já existentes, principalmente onde há baldeação, pois as pessoas encontram outros caminhos para seus trajetos", avalia o professor de Engenharia Creso de Franco Peixoto, da Fundação Educacional Inaciana (FEI). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Alckmin promete entregar 30 km de metrô até o fim da sua gestão

Governador afirmou que investimentos na área de 2012 a 2014 serão de R$ 30 bilhões
Do R7

alckmin ppaAndré Lessa/Agência Estado

O governador, durante o lançamento do PPA 2012-2015 nesta segunda-feira (15)




O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (15) que vai entregar 30 quilômetros de metrô e monotrilho até 2014, último ano de sua atual gestão. Ele prometeu ainda que outros 95 quilômetros serão deixados em construção.

De acordo com o governador, que divulgou hoje o PPA (Plano Plurianual) 2012-2015, o investimento em trem e metrô nesse período será de R$ 30 bilhões – em transportes, afirmou, será um total de R$ 45 bilhões.

Segundo o governador, o novo ritmo de construção de metrô deixado pela sua gestão vai configurar uma “mudança de paradigma”.

- Você sai de 2 quilômetros por ano para praticamente 7, 8 quilômetros por ano, e perspectiva de 12 km por ano mais para frente.

O ritmo, entretanto, não será suficiente para cumprir a promessa feita em 1999 pelo ex-governador Mário Covas, do mesmo partido de Alckmin, o PSDB, de atingir uma malha metroviária de 284 quilômetros até 2020.

Mesmo se até o fim da década fiquem prontos os 30 quilômetros que Alckmin anunciou que entregará até o fim da sua gestão, mais os 95 quilômetros que anunciou que deixará em construção, somados à malha atual (de 70km) o total atingiria 195 quilômetros – longe da promessa de 284 quilômetros de 1999.

O PPA 2012-2015 anunciado nesta segunda prevê o total de investimentos de R$ 118 bilhões – R$ 85 bilhões orçamentários e R$ 33 bilhões de estatais e parcerias público-privadas.

Ainda sobre o metrô, Alckmin afirmou que as próximas estações a serem entregues, após República e Luz da linha 4 no mês que vem, serão outras da mesma linha, como Vila Sônia, Fradique Coutinho, Higienópolis, Oscar Freire, Morumbi e Francisco Morato. Já na linha 5, a próxima a ser entregue será Adolfo Pinheiro.

09 maio 2011

Enquanto isso, a China vai avançando

Paulo Daniel

7 de maio de 2011 às 12:25h

Mesmo sendo a segunda maior economia do mundo e o maior exportador do planeta, somente nos últimos anos a China vai ampliando o investimento de suas empresas em outras economias, principalmente na América Latina, pelo menos é o que nos mostra o último relatório elaborado pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe – ONU) sobre investimento direto externo na região.

A evolução do investimento chinês em outras economias deve-se ao fato da política adotada pelo governo desde o ano 2000, tendo como principal instrumento o financiamento que os bancos estatais prestam às empresas para seus projetos de investimento no exterior.

Neste sentido, é importante destacar também que as maiores empresas transnacionais chinesas são, com raríssimas exceções, de propriedade estatal, entretanto, mesmo no caso das empresas estatais, o investimento direto da China no exterior não pode ser explicado somente como uma resposta às diretrizes do governo.

O Estado impulsionava e impulsiona a expansão internacional, as empresas chinesas viram como o seu próprio crescimento, suas estratégias de diversificação e o seu desenvolvimento tecnológico as levavam a investir no exterior.

O forte crescimento da economia chinesa, com uma altíssima taxa de poupança, o grande desempenho exportador e os avanços em ciência, tecnologia e inovação geraram capacidades em muitas empresas que têm sido exploradas mediante o investimento externo.

Em muitos casos, as empresas chinesas adquiriram companhias no exterior com o objetivo de munirem-se de ativos estratégicos, como tecnologia ou marcas em economias avançadas, e terem acesso a recursos naturais em países em desenvolvimento.

No que diz respeito aos investimentos diretos chineses realizados na América Latina, há um grande destaque em 2010 quando suas empresas transnacionais investiram mais de US$ 15 bilhões na região, em sua grande maioria na extração de recursos naturais.

A China converteu-se assim no terceiro país investidor na região, depois dos Estados Unidos e dos Países Baixos. Em médio prazo, espera-se que as empresas chinesas continuem chegando à região e que diversifiquem sua presença em direção ao desenvolvimento de infraestruturas e manufaturas.

A influência que a China exerce na América Latina mediante o comércio estende-se a três âmbitos: como exportador de manufaturas a quase todos os países da região, como demandante de matérias-primas, sobretudo dos países da América do Sul, e como forte competidor nos mercados de exportação, em particular do México e da América Central.

A maioria dos investimentos da China na América Latina foi motivado pela necessidade de muitas empresas de reduzir sua exposição às altas de preços das matérias-primas.

Esta lógica comercial combinou-se com a pressão do próprio governo chinês no sentido de assegurar a provisão de energia e de matérias-primas, o que se traduziu em importantes apoios da banca pública a estas operações. Assim, mais de 90% dos investimentos de empresas chinesas confirmados na América Latina dirigiram-se à extração de recursos naturais.

Portanto, a médio e longo prazo nos interessará manter essa relação e os termos de troca? Ou iremos preferir a ampliação da industrialização de nossos países? É evidente, que precisaremos ter um câmbio favorável à exportação e intensificar o acesso à educação, pesquisa e desenvolvimento. Para isso, vontade política, econômica e incentivo do Estado, como a China está nos mostrando, são essenciais nesse processo.

http://www.cartacapital.com.br/economia/enquanto-isso-a-china-vai-avancando

16 abril 2011

Estagnado, PAC 2 só recebe 0,25% do total de recursos

Governo

Grande vitrine da campanha de Dilma, programa ainda não andou em 2011

Dilma Rousseff em lançamento do PAC2 – programa é conhecida 'peça de ficção'

Dilma Rousseff em lançamento do PAC2 – programa é conhecida 'peça de ficção' (Ricardo Stuckert/Presidência)

Uma das principais bandeiras da vitoriosa campanha de Dilma Rousseff à Presidência, a segunda versão do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2) tem se mantido estagnada desde que a presidente assumiu o mandado. Segundo um levantamento da ONG Contas Abertas, as obras do programa que avançam só o fazem porque se utilizam de contratos firmados ainda na gestão anterior.

Dados da ONG mostram que, dos 40,01 bilhões de reais de gastos autorizados para as versões 1 e 2 do PAC, apenas 102 milhões de reais (0,25%) foram pagos até a última terça-feira. Por causa disso, o governo avalia fundir os programas em uma única rubrica, com o nome genérico de PAC.

Propalada durante a campanha eleitoral, a implantação de centenas de unidades de pronto-atendimento (UPAs) não saiu do papel. Na mesma situação, encontram-se também a construção de unidades básicas de saúde e a implantação de postos de polícia comunitária e de espaços integrados de esporte, cultura, lazer e serviços públicos, as chamadas "praças" do PAC.

Entre os gastos autorizados pela lei orçamentária para 2011, há quase 1,3 bilhão de reais destinados a esses projetos, voltados às populações das regiões metropolitanas. Mas, passados os primeiros cem dias de governo Dilma Rousseff, nenhum deles passou pela primeira etapa do processo de gasto público, o chamado empenho.

15 abril 2011

Investimentos internacionais em São Paulo dobraram em 2010, diz estudo

No ranking, São Paulo está atrás de Pequim e à frente de Nova York

Um estudo divulgado nesta sexta-feira em Paris aponta que os investimentos internacionais em São Paulo mais que dobraram em 2010 em relação ao ano anterior, o que faz da capital paulista a metrópole que maior aumento registrou nesse quesito entre as 22 metrópoles analisadas.

O crescimento foi de 107%, e a cidade passou de 12º para 7º lugar no ranking mundial desse tipo de investimento, de acordo com o levantamento Observatório dos Investimentos Mundiais nas Principais Metrópoles do Mundo.

Realizado pela consultoria KPMG e pela agência Paris Ile-de-France Capital Econômica (ligada à Câmara de Comércio e Indústria da capital francesa), o estudo mostra que São Paulo é a metrópole que mais subiu no ranking.

A pesquisa, em sua segunda edição, classifica as metrópoles de acordo com a quantidade de investimentos internacionais que elas atraem, baseada em dados do jornal britânico Financial Times, que faz um levantamento mundial dos projetos de investimentos que criam empregos e têm valor agregado.

As três primeiras posições continuam sendo ocupadas por Londres (308 investimentos internacionais no ano passado), Xangai (290) e Hong Kong (225).

Com 126 investimentos internacionais no ano passado, São Paulo está logo atrás de Pequim e à frente de Nova York, Madri e Barcelona.

“A grande novidade é a presença de São Paulo na lista das dez principais cidades que atraíram investimentos internacionais”, disse à BBC Brasil Nicolas Beaudouin, diretor da KPMG em Paris e responsável pelo estudo.

Novo cenário

Segundo Beaudouin, “o estudo mostra claramente que há uma redistribuição das cartas após a crise econômica”.

“Há cidades afetadas pela crise econômica que desaparecem ou perdem posições no top ten deste ano”, afirma o diretor, se referindo a Tóquio, que não integra a lista das dez principais metrópoles em termos de investimentos, ou ainda a Madri e Barcelona, que recuaram na classificação.

Ranking de cidades por investimento internacional, 2010

1. Londres

2. Xangai

3. Hong Kong

4. Moscou

5. Paris

6. Pequim

7. São Paulo

Fonte: levantamento Observatório dos Investimentos Mundiais nas Principais Metrópoles do Mundo

Entre as cinco primeiras colocadas no ranking, três estão em países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul): Xangai, Hong Kong e Moscou.

A capital russa também registrou grande aumento, de 80%, no número de investimentos, e subiu do 6º para o 4º lugar no ranking.

Xangai, em 2º lugar, teve um aumento de apenas 20%, mas continua tendo posição de destaque nos chamados projetos de funções estratégicas.

Paris, que ocupava o 4º lugar em 2009, passou para 5º no ano passado, com 170 investimentos.

No total, o número de investimentos internacionais caiu 3% no mundo, mas aumentou 14% nas 22 primeiras metrópoles do ranking, diz o estudo.

Pesquisas

A mudança em relação a São Paulo não diz respeito apenas a posições no ranking geral de investimentos internacionais. A cidade registrou avanços também em termos de investimentos em funções estratégicas das empresas, como centros de pesquisas e criações de sedes, de acordo com Beaudouin.

“Há cidades que podem ter uma boa classificação, mas receber investimentos apenas voltados para a produção ou com baixo valor agregado. Esse não é o caso de São Paulo, que está em um processo de dinamismo de uma grande metrópole”, afirma o diretor da KPMG.

De acordo com a pesquisa, São Paulo teve um aumento de 76% nos investimentos em “funções estratégicas” das empresas.

Com 51 investimentos desse tipo, a capital paulistana passou do 11º lugar para 6º nesse quesito. Houve também um aumento de 40% nos investimentos para a criação de sedes de empresas na cidade.

São Paulo também passou do 6º para o 4º lugar em relação aos investimentos para centros de pesquisas.

11 abril 2011

Brasil forma três vezes menos engenheiros que países ricos

As áreas preferidas de formação dos estudantes brasileiros no ensino superior são ciências sociais, negócios, direitos e serviços (37,1%) e humanidades, artes e educação (29,3%).

É o que mostra levantamento feito pelo especialista em análise de dados educacionais, Ernesto Faria, do portal Estudando Educação, a partir de relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os números apontam que o Brasil forma quase três vezes menos engenheiros do que os países desenvolvidos que fazem parte do grupo.

O estudo reuniu dados sobre 36 países. Entre todos eles, o Brasil tem o menor percentual de formandos em engenharia, indústria e construção: 4,6% do total, enquanto entre os países da OCDE a média é de 12%. Na Coreia do Sul e no Japão, por exemplo, os formandos nessas áreas respondem por 23,2% e 19% do total, respectivamente. O outro país latino-americano incluído na pesquisa, o Chile, tem 13,7% de titulados nessa área do total de concluintes.

O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, afirma que a pasta já trabalha para mudar esse quadro. Uma “sala de situação” está mapeando - junto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e outros órgãos do governo - quais áreas do conhecimento, inclusive as engenharias, precisarão ter um aumento no número de profissionais formados para atender as demandas do país nas próximas décadas.

“Com a expansão do Reuni [Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, lançado em 2007], dobramos a matrícula nos cursos de engenharia. Então, no horizonte de uns cinco anos, já teremos uma mudança porque os concluintes vão aumentar muito. Mas, independentemente disso, temos que avançar mais. Estamos levantando a demanda estado por estado e as necessidades de cada especialidade”, explica Costa.

Segundo o secretário, o diagnóstico deve ficar pronto nos próximos dois meses. Preliminarmente, ele aponta a engenharia naval como uma das áreas em que será necessário grande esforço. O plano será apresentado às instituições, mas elas têm autonomia para decidir onde preferem investir.

“Estamos fazendo uma projeção até 2050 porque precisamos ter uma visão estratégica do que o país precisa. O Estado vai agir como um tutor, respeitando a autonomia das universidades. Será um trabalho de convencimento, mostrando esses resultados. Em alguns casos, se for do interesse do governo, podemos propor editais”, afirma.

Mas aumentar o número de vagas e estimular a matrícula dos alunos em cursos específicos não será suficiente para melhorar o quadro. Outro problema que precisa ser atacado é a alta evasão das engenharias. “Dos mais de 100 mil que entram, saem 35 mil”, aponta o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Pinheiro. A entidade tem um projeto para estimular a entrada dos estudantes do ensino médio nos cursos e melhorar a qualidade da formação. Ele avalia que o cenário está evoluindo. A previsão é que 50 mil se formem em 2011 e o ideal, segundo ele, seria chegar a 80 mil titulados anualmente.

“Havia muita evasão porque o curso é difícil e as oportunidades de trabalho eram pequenas, os alunos não tinham estímulo para terminar. Hoje a gente começar a ter uma outra visão porque os estudantes começam a trabalhar ainda na faculdade e já saem empregados em função do crescimento do país”, avalia.

Para reduzir o abandono, é importante ainda melhorar a qualidade do ensino médio para que os alunos consigam acompanhar o curso sem dificuldade. Pinheiro conta que algumas instituições têm gastado algum tempo, no início da graduação, para reforçar os conteúdos que os alunos deveriam ter aprendido na educação básica em áreas como matemática. Costa admite que é preciso otimizar o fluxo. “O problema precisa ser trabalhado internamente nas universidades”, diz.

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/brasil+forma+tres+vezes+menos+engenheiros+que+paises+ricos/n1300042747352.html

China promete a Dilma abrir um centro de pesquisa em Campinas

No primeiro encontro de Dilma Rousseff em Pequim, o presidente da empresa de telecomunicações da Huawei, Ren Zhengfei, informou que a empresa quer abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento de até US$ 350 milhões na região de Campinas (SP). Ren disse ainda que fará a doação de equipamentos de computação avaliados em US$ 50 milhões para universidades brasileiras e presenteou Dilma com um quadro de pandas. "Ele disse para a presidenta com muita firmeza que a operação deles no Brasil vai se expandir e que o próximo passo é um centro de pesquisa e desenvolvimento", disse hoje o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Segundo ele, a empresa está interessada em participar do plano do governo para expansão da banda larga. Dilma aterrissou em Pequim por volta das 10h30 (11 horas a mais do que Brasília) desta segunda-feira e não saiu do hotel durante todo o dia. Além de Ren, ela apenas se reuniu com assessores. Amanhã, Dilma se reúne com dirigente máximo da China, Hu Jintao. A viagem de seis dias inclui a ainda a participação na cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) e uma visita aos guerreiros de Xian, no centro do país. Em paralelo à visita presidencial, começou ontem um fórum com a presença de mais de 300 executivos brasileiros, numa tentativa de aproximar empresas do país ao mercado chinês. "A posição do governo é ter uma relação cada vez melhor com a China. A China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil. É uma grande compradora de commodities brasileiras, nos interessa que ela continue sendo uma grande compradora. Mas nos interessa abrir também uma nova etapa, em que a gente seja parceiro na área de ciência e tecnologia, na área de pesquisa. O objetivo dessa visita da presidenta Dilma é inaugurar essa nova etapa", afirmou Pimentel. http://www1.folha.uol.com.br/mundo/900965-china-promete-a-dilma-abrir-um-centro-de-pesquisa-em-campinas.shtml

China promete a Dilma abrir um centro de pesquisa em Campinas

No primeiro encontro de Dilma Rousseff em Pequim, o presidente da empresa de telecomunicações da Huawei, Ren Zhengfei, informou que a empresa quer abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento de até US$ 350 milhões na região de Campinas (SP). Ren disse ainda que fará a doação de equipamentos de computação avaliados em US$ 50 milhões para universidades brasileiras e presenteou Dilma com um quadro de pandas. "Ele disse para a presidenta com muita firmeza que a operação deles no Brasil vai se expandir e que o próximo passo é um centro de pesquisa e desenvolvimento", disse hoje o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. Segundo ele, a empresa está interessada em participar do plano do governo para expansão da banda larga. Dilma aterrissou em Pequim por volta das 10h30 (11 horas a mais do que Brasília) desta segunda-feira e não saiu do hotel durante todo o dia. Além de Ren, ela apenas se reuniu com assessores. Amanhã, Dilma se reúne com dirigente máximo da China, Hu Jintao. A viagem de seis dias inclui a ainda a participação na cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) e uma visita aos guerreiros de Xian, no centro do país. Em paralelo à visita presidencial, começou ontem um fórum com a presença de mais de 300 executivos brasileiros, numa tentativa de aproximar empresas do país ao mercado chinês. "A posição do governo é ter uma relação cada vez melhor com a China. A China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil. É uma grande compradora de commodities brasileiras, nos interessa que ela continue sendo uma grande compradora. Mas nos interessa abrir também uma nova etapa, em que a gente seja parceiro na área de ciência e tecnologia, na área de pesquisa. O objetivo dessa visita da presidenta Dilma é inaugurar essa nova etapa", afirmou Pimentel. http://www1.folha.uol.com.br/mundo/900965-china-promete-a-dilma-abrir-um-centro-de-pesquisa-em-campinas.shtml

02 abril 2011

Para os fundos de hedge, o momento é do Brasil

Administradores de recursos estão usando o País como porta de entrada para o restante da América Latina

Azam Ahmed, do The New York Times - O Estado de S.Paulo

Dez anos atrás, o Goldman Sachs proclamou que o Brasil estava entre as novas potências econômicas. Agora, ele é a próxima fronteira de fundos hedge.

Procurando capitalizar o rápido crescimento da região, gestores de fundos de hedge globais aportam no Brasil. Os maiores players do setor estão atraindo talentos, abrindo escritórios e comprando empresas locais - tudo parte de um esforço mais amplo para expandir o alcance de seus investimentos.

Marko Dimitrijevic, fundador do Everest Capital, um fundo de hedge de mercados emergentes baseado na Flórida que supervisiona US$ 2 bilhões, diz que "tudo indica que o futuro é agora para o Brasil." No final do ano passado, o Highbridge Capital do JPMorgan Chase comprou participação majoritária no Gávea Investimentos, fundo de hedge brasileiro. Brevan Howard, um dos maiores fundos de hedge europeu abriu escritório no País.

O primeiro Hedge Fund Brasil Forum, conferência setorial realizada no Hotel Copacabana no Rio de Janeiro, atraiu centenas de participantes, incluindo representantes de empresas de primeira linha como Paulson & Co. e SAC Capital Advisors.

Ao todo, os ativos de fundos de hedge destinados à região cresceram 75%, para US$ 21,4 bilhões, em 2010, segundo dados do Hedge Fund Research.

É o velho receituário para fundos de hedge. Assim como empresas se instalaram em Hong Kong para entrar no lucrativo mercado chinês há uma década, elas estão usando o Brasil como cabeça de ponte para o resto da América Latina. A Hedge Fund Association fincou bandeira oficial do setor, estabelecendo um capítulo regional com um posto avançado no Brasil.

O apelo é óbvio. Enquanto muitos países desenvolvidos rateavam em meio a um crescimento econômico fraco, o Brasil prosperou, dadas sua rica reserva de recursos naturais e crescente classe média. No ano passado, o Produto Interno Bruto do País cresceu 7,5%. "Nos últimos cinco anos, cerca de 34 milhões de brasileiros entraram na classe média", disse Oscar Decotelli, sócio da Vision Brazil Investments. Isso para uma população de 200 milhões é significativo. O Brasil não é apenas uma economia de commodities, mas uma economia doméstica forte.

Ênfase. O País pode se beneficiar de uma mudança de ênfase em países em desenvolvimento. Choveu dinheiro para a China e o restante da sua região nos últimos anos, provocando temores de que a região fosse uma bolha pronta para estourar. A Ásia, tirante o Japão, responde pela metade dos ativos de fundos de hedge dedicados a mercados emergentes. Por comparação, a América Latina representa 11%.

"As pessoas estavam mais otimistas com os mercados asiáticos nos últimos dois a três anos porque tudo parecia estar indo no mesmo caminho", disse Anurag Bhardwaj, diretor de consultoria estratégica no Barclays Capital . "Os investidores estão procurando outros mercados menos correlacionados, mas com bons fundamentos, e o Brasil se encaixa nessa categoria."

Mesmo assim, a região enfrenta ventos contrários. Apesar de a América Latina ter saído relativamente bem da crise econômica global, analistas estão ficando cada vez mais preocupados com a inflação. O banco de investimento Goldman Sachs reduziu suas projeções de crescimento para o Brasil para 2011 e 2012.

Os investidores estão preocupados de que a torrente de dinheiro novo que inunda o mercado possa acarretar retornos menores. Nos últimos cinco anos, o índice MSCI Latin America avançou anualizados 13% - o melhor desempenho de qualquer região de mercados emergentes.

"Como diz aquela máxima famosa? Se o motorista de táxi está falando de um investimento, você sabe que é hora de vender", disse Decotelli, da Vision Brazil. Mas Decotelli acha que o Brasil e o restante da América Latina ainda estão no começo de uma história de crescimento. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

29 março 2011

Petrobras tem US$ 35 bi em caixa e estuda captação

29 de março de 2011 | 18h 15


RICARDO LEOPOLDO - Agencia Estado

SÃO PAULO - O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, disse hoje que a estatal tem em caixa US$ 35 bilhões. Segundo ele, este é o valor próximo à média anual de US$ 31 bilhões relativos à geração de caixa nos últimos cinco anos. Barbassa afirmou que, dos US$ 55 bilhões projetados para investimentos em 2011, de 10% a 15% não devem ser executados. De acordo com ele, esta é uma prática normal adotada pela estatal na gestão anual de seus investimentos. No ano passado, a Petrobras investiu cerca de US$ 45 bilhões.

Barbassa ressaltou que para a produção dos cinco bilhões de barris de petróleo relativos à cessão onerosa do pré-sal devem ser investidos US$ 8 bilhões até 2014. Contudo, como a previsão é de que o início da produção do pré-sal ocorra em 2015, "mais US$ 2 bilhões poderiam ser agregados a esses investimentos, totalizando US$ 10 bilhões, o que seria factível", disse o executivo.

Barbassa afirmou que a estatal pode voltar ao mercado de títulos de dívida internacionais neste ano. "Podemos captar em iene ou euro ou libra esterlina. Mas não há nenhuma definição de volume, data ou moeda", disse. "Mas certamente não vamos captar mais em dólares neste ano, pois obtivemos recentemente US$ 6 bilhões (em janeiro) em bonds", afirmou.

De acordo com Barbassa, a eventual decisão de fazer mais captações externas neste ano, que exclui obter recursos em dólares, faz parte de uma política de diversificação da empresa que não está relacionada com o enfraquecimento da moeda norte-americana em relação a divisas de países desenvolvidos.

Barbassa também afirmou hoje que, após o fim dos conflitos no Norte da África e Oriente Médio, o preço do barril do petróleo deverá oscilar entre US$ 80 e US$ 100 ainda este ano. Isso significa, na prática, uma redução do preço do petróleo. Barbassa disse que apesar dessa expectativa, a tendência é de apreciação dos preços do petróleo nos próximos anos, especialmente em função do aquecimento da economia mundial, inclusive com a evolução da economia dos países emergentes. O executivo participou hoje do Brazil Economic Summit, promovido pela Bloomberg.