A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) decidiu que os contratos de concessão de 77 terminais, em 15 portos brasileiros, não serão prorrogados. A decisão publicada na quarta-feira, dia 22, no Diário Oficial da União, passa a valer imediatamente e significa que, na prática, as autoridades portuárias terão que abrir licitações neste ano, para que as atividades não coram risco de ser interrompidas.
No ranking, São Paulo está atrás de Pequim e à frente de Nova York
Um estudo divulgado nesta sexta-feira em Paris aponta que os investimentos internacionais em São Paulo mais que dobraram em 2010 em relação ao ano anterior, o que faz da capital paulista a metrópole que maior aumento registrou nesse quesito entre as 22 metrópoles analisadas.
O crescimento foi de 107%, e a cidade passou de 12º para 7º lugar no ranking mundial desse tipo de investimento, de acordo com o levantamento Observatório dos Investimentos Mundiais nas Principais Metrópoles do Mundo.
Realizado pela consultoria KPMG e pela agência Paris Ile-de-France Capital Econômica (ligada à Câmara de Comércio e Indústria da capital francesa), o estudo mostra que São Paulo é a metrópole que mais subiu no ranking.
A pesquisa, em sua segunda edição, classifica as metrópoles de acordo com a quantidade de investimentos internacionais que elas atraem, baseada em dados do jornal britânico Financial Times, que faz um levantamento mundial dos projetos de investimentos que criam empregos e têm valor agregado.
As três primeiras posições continuam sendo ocupadas por Londres (308 investimentos internacionais no ano passado), Xangai (290) e Hong Kong (225).
Com 126 investimentos internacionais no ano passado, São Paulo está logo atrás de Pequim e à frente de Nova York, Madri e Barcelona.
“A grande novidade é a presença de São Paulo na lista das dez principais cidades que atraíram investimentos internacionais”, disse à BBC Brasil Nicolas Beaudouin, diretor da KPMG em Paris e responsável pelo estudo.
Novo cenário
Segundo Beaudouin, “o estudo mostra claramente que há uma redistribuição das cartas após a crise econômica”.
“Há cidades afetadas pela crise econômica que desaparecem ou perdem posições no top ten deste ano”, afirma o diretor, se referindo a Tóquio, que não integra a lista das dez principais metrópoles em termos de investimentos, ou ainda a Madri e Barcelona, que recuaram na classificação.
Ranking de cidades por investimento internacional, 2010
1. Londres
2. Xangai
3. Hong Kong
4. Moscou
5. Paris
6. Pequim
7. São Paulo
Fonte: levantamento Observatório dos Investimentos Mundiais nas Principais Metrópoles do Mundo
Entre as cinco primeiras colocadas no ranking, três estão em países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul): Xangai, Hong Kong e Moscou.
A capital russa também registrou grande aumento, de 80%, no número de investimentos, e subiu do 6º para o 4º lugar no ranking.
Xangai, em 2º lugar, teve um aumento de apenas 20%, mas continua tendo posição de destaque nos chamados projetos de funções estratégicas.
Paris, que ocupava o 4º lugar em 2009, passou para 5º no ano passado, com 170 investimentos.
No total, o número de investimentos internacionais caiu 3% no mundo, mas aumentou 14% nas 22 primeiras metrópoles do ranking, diz o estudo.
Pesquisas
A mudança em relação a São Paulo não diz respeito apenas a posições no ranking geral de investimentos internacionais. A cidade registrou avanços também em termos de investimentos em funções estratégicas das empresas, como centros de pesquisas e criações de sedes, de acordo com Beaudouin.
“Há cidades que podem ter uma boa classificação, mas receber investimentos apenas voltados para a produção ou com baixo valor agregado. Esse não é o caso de São Paulo, que está em um processo de dinamismo de uma grande metrópole”, afirma o diretor da KPMG.
De acordo com a pesquisa, São Paulo teve um aumento de 76% nos investimentos em “funções estratégicas” das empresas.
Com 51 investimentos desse tipo, a capital paulistana passou do 11º lugar para 6º nesse quesito. Houve também um aumento de 40% nos investimentos para a criação de sedes de empresas na cidade.
São Paulo também passou do 6º para o 4º lugar em relação aos investimentos para centros de pesquisas.

