13 dezembro 2011
Pará faz separatistas de outros Estados reverem estratégia
Os deputados federais autores de projetos de plebiscitos que propõem a divisão de Estados preparam estratégias para evitar a repetição do resultado de anteontem sobre o desmembramento do Pará, informa reportagem de Maria Clara Cabral, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Gonzaga Patriota (PSB-PE), autor da proposta que cria o Estado do Rio São Francisco a partir da Bahia, diz que a "curta campanha" em Belém atrapalhou os planos dos separatistas do Pará.
O deputado Paes Landim (PTB-PI), autor do projeto que cria a Gurgueia a partir da divisão do Piauí, afirma que propor a criação de dois novos Estados de uma única vez também pesou para o resultado no Pará.
A divisão do Pará foi rejeitada em plebiscito no último domingo (11), quando toda a população do Estado foi às urnas opinar sobre a criação dos Estados do Carajás e do Tapajós.
Leia mais na edição da Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.
28 outubro 2011
PDVSA negocia refinaria com Roseana
Estatal venezuelana busca alternativas para se instalar no Brasil, já que tem desavenças com a Petrobrás na sociedade em Pernambuco
27 de outubro de 2011 23h 08
As desavenças com a Petrobrás quanto à participação na sociedade empresarial que constrói em Pernambuco a Refinaria Abreu e Lima já levam a petroleira PDVSA, da Venezuela, a buscar alternativas para se instalar no Brasil. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, conversou anteontem com a governadora Roseana Sarney sobre a possibilidade de construir uma refinaria no Maranhão, sem a Petrobrás.
A reunião com Chávez ocorreu em Caracas e foi intermediada pelo ex-ministro José Dirceu, entusiasta da parceria entre a Petrobrás e a estatal PDVSA. Participaram também o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arveláin, o presidente da PDVSA e ministro de Energia e Petróleo local, Rafael Ramirez, e o diretor executivo da petroleira no Brasil, Sérgio Tovar.
O motivo da nova insatisfação da PDVSA com a Petrobrás é a conta apresentada pela companhia brasileira, que quer ser ressarcida em 40% dos gastos que teve até agora na construção da refinaria. Além disso, a estatal venezuelana assumira R$ 4 bilhões do empréstimo de R$ 10 bilhões aprovado pelo BNDES para a obra. Com previsão de ser inaugurada no primeiro semestre de 2013, a Abreu e Lima está 40% pronta, de acordo com a Petrobrás.
Nem a Petrobrás nem a PDVSA divulgam os valores que estão sendo negociados. Representantes das empresas vêm se reunindo desde o último dia 14, sem chegar a um acordo. A PDVSA não aceita pagar o dinheiro cobrado pela empresa brasileira, sob o argumento de que, em comparação com o mercado internacional, os preços da Petrobrás estão muito elevados. A Petrobrás estipulou o prazo de 30 de novembro para receber os 40%.
Estudos
Como insiste em colocar seus produtos no mercado brasileiro, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, a PDVSA começou a estudar, a partir do impasse com a Petrobrás, a hipótese de deixar a parceria na Abreu e Lima, desde que consiga terreno e dinheiro para construir outra refinaria.
O problema é que a Petrobrás também já está construindo uma refinaria no Maranhão, com o apoio do governo estadual.
Talvez por isso a viagem de Roseana a Caracas estava sendo mantida em sigilo. Ela embarcou na terça-feira. Voltou anteontem, após o encontro com Chávez. O secretário de Comunicação do Maranhão, Sérgio Macedo, negou a viagem. Segundo ele, Roseana não sai do Brasil há três meses.
Dirceu também viajou para Caracas na terça-feira. Voltaria ontem da Venezuela, segundo sua assessoria. Ele negou, por meio da assessoria, que tenha estado com Roseana.
O diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, disse desconhecer o assunto. Em tese, afirmou considerar não haver "sentido algum" em se construir duas refinarias no Maranhão.
14 maio 2011
Maranhão concentra mais miseráveis; SC é o Estado que tem menos
O Maranhão é o Estado que tem proporcionalmente a maior concentração de pessoas em condições extremas de pobreza. Da população de 6,5 milhões de habitantes, 1,7 milhão está abaixo da linha de miséria (ganham até R$ 70 por mês). Isso representa 25,7% dos habitantes -mais que o triplo da média do país, que é de 8,5%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE.
O conceito de miséria foi estabelecido oficialmente na semana passada pelo governo federal, que resolveu considerar em estado de pobreza extrema quem ganha até R$ 70 por mês.
A POBREZA EXTREMA NO BRASIl
População que recebe até R$ 70 por mês
| LOCAL | GANHAM ATÉ R$ 70/MÊS | % DA POPULAÇÃO TOTAL |
| Maranhão | 1.691.183 | 25,7 |
| Piauí | 665.732 | 21,3 |
| Alagoas | 633.650 | 20,3 |
| Pará | 1.432.188 | 18,9 |
| Amazonas | 648.694 | 18,6 |
| Acre | 133.410 | 18,2 |
| Ceará | 1.502.924 | 17,8 |
| Bahia | 2.407.990 | 17,2 |
| Roraima | 76.358 | 17,0 |
| Paraíba | 613.781 | 16,3 |
| Pernambuco | 1.377.569 | 15,7 |
| Sergipe | 311.162 | 15,0 |
| Rio Grande do Norte | 405.812 | 12,8 |
| Amapá | 82.924 | 12,4 |
| Tocantins | 163.588 | 11,8 |
| Rondônia | 121.290 | 7,8 |
| Mato Grosso | 174.783 | 5,8 |
| Mato Grosso do Sul | 120.103 | 4,9 |
| Minas Gerais | 909.660 | 4,6 |
| Espírito Santo | 144.885 | 4,1 |
| Rio de Janeiro | 586.585 | 3,7 |
| Goiás | 215.975 | 3,6 |
| Paraná | 306.638 | 2,9 |
| Rio Grande do Sul | 306.651 | 2,9 |
| São Paulo | 1.084.402 | 2,6 |
| Distrito Federal | 46.588 | 1,8 |
| Santa Catarina | 102.672 | 1,6 |
| Brasil | 16.267.197 | 8,5 |
O segundo pior Estado é o Piauí, com 21,3% dos moradores ganhando até R$ 70 mensais. Em terceiro, vem Alagoas, com 20,3%.
Na outra ponta, o Estado com menor nível de miseráveis é Santa Catarina. De seus 6,2 milhões de habitantes, 103 mil estão na linha da pobreza extrema, o que representa 1,6% da população.
Em segundo lugar, vem o Distrito Federal, com 1,8% de miseráveis. São Paulo está em terceiro, com 2,6%. O Rio de Janeiro tem um índice de 3,7% de pessoas vivendo com até R$ 70 por mês.
País tem 16,2 milhões vivendo com menos de R$ 70
O Brasil tem 16,2 milhões de pessoas vivendo em condições extremas de pobreza. Isso representa 8,5% dos 191 milhões de habitantes do país. Na terça-feira da semana passada, o Ministério do Desenvolvimento Social estabeleceu o valor de R$ 70 per capita ao mês como referência para definir quem são os brasileiros mais carentes.
Por essa medida, a região Nordeste é a que conta com mais pessoas em extrema pobreza. São 18,1% da população, em comparação com os 8,5% nacionais. Em seguida aparecem o Norte (16,8), Centro-Oeste (4), Sudeste (3,4) e Sul (2,6).
Os números, baseados em dados do Censo 2010, ajudarão a formular o plano Brasil Sem Miséria, uma das principais bandeiras eleitorais da presidente Dilma Rousseff.
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/05/10/maranhao-concentra-mais-miseraveis-sc-e-o-estado-que-tem-menos.jhtm