Mostrando postagens com marcador Vale. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vale. Mostrar todas as postagens

13 dezembro 2011

Governo quer que Vale incorpore despesa em obra do PA

http://economia.estadao.com.br/noticias/negócios,governo-quer-que-vale-incorpore-despesa-em-obra-do-pa,95380,0.htm

BRASÍLIA - O governo federal quer empurrar para a Vale uma fatura de R$ 500 milhões visando garantir a navegabilidade do Rio Tocantins, no Pará, entre os municípios de Marabá e Tucuruí - durante os 12 meses do ano. Atualmente, apesar da construção da hidrovia e das eclusas de Tucuruí, o rio é utilizado por apenas oito meses devido à necessidade de retirada de pedras (derrocamento) do que ficou conhecido como Pedral do Lourenço.


Como o derrocamento foi excluído do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Ministério do Planejamento negocia a possibilidade de a Vale incorporar o custo em seus investimentos. "Nós achamos que essa obra é muito importante para o desenvolvimento daquela região do País e estamos refazendo o projeto do derrocamento do Pedral do Lourenço. Estamos discutindo com a Vale a possibilidade de ela incorporar isso nos seus investimentos", afirmou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, após apresentar o balanço do PAC na Comissão de Infraestrutura do Senado. Procurada, a Vale não se posicionou sobre as afirmações.

A empresa vai construir a siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), em Marabá. Porém, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, já considera a hipótese de utilizar a logística ferroviária para viabilizar o complexo siderúrgico como alternativa à hidrovia. A empresa já tem uma ferrovia pronta, próxima à cidade de Marabá.

Preocupada, a bancada do Pará pressiona o governo para a realização do derrocamento, o que tornaria viável a hidrovia Araguaia-Tocantins. Na Comissão de Infraestrutura, o senador Flexa Ribeiro (PSDB) solicitou à ministra a reinclusão desse projeto no PAC. Segundo Ribeiro, uma licitação chegou a ser feita para selecionar uma empresa que prestaria o serviço pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O processo, porém, foi suspenso devido a irregularidades.

"Foi um balde de água fria saber que ao invés de fazer uma nova licitação a obra foi excluída da lista do PAC", afirmou o senador. Ribeiro informou que está marcada para a próxima semana uma reunião com a ministra Miriam Belchior para tratar do assunto. Além da bancada do Pará, estará presente o governador Simão Jatene (PSDB). "Muitas empresas estão suspendendo investimentos, aguardando a retirada do Pedral do Lourenço", destacou o senador tucano.

26 novembro 2011

Investimento da Vale 2012 será inferior ao previsto


MÔNICA CIARELLI E FERNANDA GUIMARÃES - Agencia Estado

RIO E SÃO PAULO - Sem conseguir cumprir o orçamento de US$ 24 bilhões previsto para este ano, a Vale se prepara para anunciar na próxima segunda-feira um investimento para 2012 mais em linha com o atual cenário de incertezas na economia mundial e de dificuldades na obtenção de licenças ambientais no País.

De acordo com uma fonte do setor, a expectativa é que a cifra para 2012 fique próxima do investimento realizado pela companhia este ano, que deve fechar, no máximo, em US$ 19 bilhões. Até setembro, a companhia havia desembolsado US$ 11,308 bilhões, menos da metade da meta inicial.

O orçamento mais modesto será apresentado aos investidores nos Estados Unidos, durante o evento Vale Day, na Bolsa de Valores de Nova York. Em outubro, quando comentou o desempenho da companhia no terceiro trimestre, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, anunciou mudanças no modelo de divulgação do orçamento da companhia. Na época, o executivo também descartou a possibilidade de a Vale desembolsar integralmente os US$ 24 bilhões previstos para este ano.

Pelo novo modelo, a empresa informará ao mercado apenas os projetos já aprovados, com os devidos licenciamentos ambientais obtidos. Essa medida, segundo a empresa, evitará o não cumprimento do orçamento divulgado, exatamente como aconteceu em 2011. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

28 outubro 2011

Vale vai investir 20% menos que o previsto

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,vale-vai-investir-20-menos-que-o-previsto,90108,0.htm

MÔNICA CIARELLI E FERNANDA GUIMARÃES - Agencia Estado
SÃO PAULO - O orçamento recorde de US$ 24 bilhões programado pela Vale para este ano saiu do radar da mineradora. Hoje, o presidente da companhia, Murilo Ferreira, admitiu que os investimentos vão somar, no máximo, US$ 19 bilhões.


Mas, diferentemente do que ocorreu em 2009, quando a Vale cortou investimentos para se ajustar à queda na demanda por insumos, desta vez o executivo atribui a revisão a atrasos no processo de licenciamento ambiental de alguns projetos.

A crise, porém, apesar de não ser responsável pela alteração do cronograma de investimentos, alterou a estratégia comercial do grupo. "O mercado europeu está mais fraco. Já tivemos alguns cancelamentos (de contratos na Europa). Nada muito significativo", revelou o diretor de marketing, vendas e estratégia da Vale, José Carlos Martins.

Para driblar essa retração de demanda, a companhia tem desviado para a China parte das vendas inicialmente programadas para a Europa.

"São dois ou três navios (embarcados com minério de ferro) a mais por mês", contou. Além da Europa, a companhia sentiu um arrefecimento de demanda por minério de ferro também no Brasil. A estratégia de focar mais na China segue o modelo adotado durante a crise de 2009, quando o país asiático chegou a representar cerca de 60% do faturamento da mineradora. Atualmente, a fatia chinesa gira em torno de 35%.

"Essa é destinação natural toda vez que se tem uma queda de mercado nas áreas onde a Vale tem participação grande, como no Brasil e na Europa", explicou Martins. A calibragem na área comercial não tirou o otimismo dos executivos da Vale. Tanto que Ferreira é categórico ao descartar corte de produção e ainda garante que a sobra do orçamento de 2012 será gasta já no primeiro trimestre de 2012.

Apesar da retração na Europa, o executivo pondera que a situação hoje é bem diferente da vivida em 2009, quando a companhia promoveu demissões e reduziu produção no Brasil e no exterior. Tanto que a companhia trabalha com uma recuperação no preço do minério de ferro no curto prazo.

Durante a teleconferência, Ferreira informou que o orçamento da companhia para 2012 será divulgado no dia 28 de novembro, durante o Vale Day, em Nova York. Para agilizar a obtenção de licenças ambientais, processo que vem atrasando os projetos do grupo, a Vale criou um comitê executivo para tratar do assunto. O grupo vai se reunir semanalmente e já elaborou um guia de procedimentos para obtenção dessas licenças.

Além disso, revelou, a mineradora pretende fazer uma análise de risco em 20 projetos considerados mais críticos para a companhia. Segundo ele, o objetivo de passar uma lupa por esses projetos é diminuir as incertezas em torno de prazos ou custos que influenciem no cronograma e orçamento.

Ferreira explicou ainda que a análise de risco deve incluir até uma comparação com os custos de produção de outras concorrentes. Entre os projetos que serão analisados estão projetos como o de Serra Sul, em Carajás, no Pará, Apolo, em Minas Gerais, e também na Indonésia. Além disso, o presidente adiantou que, no próximo ano, a Vale vai alterar a sua metodologia e divulgará os números apenas dos projetos cujas licenças ambientais já foram aprovadas.

05 abril 2011

SAIBA MAIS-Vale virou 2a maior mineradora global em 10 anos

Vale a lembrança: a empresa foi "privatidada" por pouco mais de USD 3,5 bilhões DENISE LUNA - REUTERS A Vale inicia na gestão de Tito Botelho Martins uma nova fase, ainda não revelada oficialmente, mas evidenciada pelos fatos que levaram à demissão de Roger Agnelli, que comandava a empresa desde 2001 seguindo uma via de crescimento não comprometida com as ações de governo. A partir de agora, avaliam analistas e autoridades do próprio governo , a relação entre as duas partes deverá ter mais sintonia. O que se espera é que em um primeiro momento a companhia tenha que acelerar os projetos siderúrgicos que estão em andamento. O ritmo lento do projeto do Pará, por exemplo, foi um dos motivos que agravaram a já então abalada relação de Agnelli com o governo, que considerou pequeno o empenho do executivo em uma obra que, se acelerada, poderia trazer ganhos políticos para o governo petista no Estado (o PSDB acabou ganhando a última eleição para o governo). O projeto siderúrgico do Espírito Santo, conhecido como Ubu, recebeu em março licença ambiental e poderá ter um ganho em velocidade de implementação nas mãos de Martins, acreditam analistas, mesmo que a Vale não encontre nenhum sócio. A companhia também está desenvolvendo, junto com as coreanas Posco e Dongkuk, uma usina no Ceará. Contratado durante um governo neoliberal, Agnelli fez a Vale virar uma gigante do setor e está a um passo da liderança entre rivais do porte de BHP e Rio Tinto. Segundo dados do site da Vale, entre 2001 e 2010 a empresa criou 154,5 bilhões de dólares de valor aos acionistas e distribuiu 17,4 bilhões de dólares em dividendos e juros sobre o capital próprio. O retorno total aos acionistas foi de 38,2 por cento ao ano entre 2001 e 2010, "o mais elevado entre as maiores empresas de mineração", segundo o site. Nos últimos 10 anos a empresa abandonou áreas como navegação (Docenave), alumínio e siderurgia, mas abriu outras frentes como níquel, cobre e fertilizantes. Veja a seguir a evolução dos números da empresa nos últimos 10 anos durante a gestão de Agnelli: VALE 2001 VALE 2010 -------------------------------------------------------------------------------- RECEITA: R$ 11 bi R$ 85 bi PESO SIDERURGIA: 10% - LUCRO: R$ 3 bi R$ 30 bi EXPORTAÇÕES: US$ 3,2 bi US$ 29 bi SALDO COMERCIAL: US$ 2,8 US$ 27,6 bi VENDA DE MINÉRIO DE FERRO: 110 mi t 247 mi t VALOR DE MERCADO US$ 9,2 bi US$ 176,3 bi -------------------------------------------------------------------------------- Fontes: Vale e mercado (Por Denise Luna)