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22 fevereiro 2012

Livros brotam no sertão

O povoado de São José do Paiaiá, no sertão baiano, tem 500 moradores, igreja, escola, praça e duas ruas. “Na de cima, mora a elite; na de baixo, a classe trabalhadora”, descreveu o historiador Geraldo Moreira Prado, 71 anos, o filho mais ilustre e ilustrado da terra. De cada dez habitantes de Paiaiá, três são analfabetos. Metade da população vive na pobreza, com renda de pouco mais de 200 reais por família a cada mês. Quatro famílias formam a elite local.

Numa região de casas geminadas, ruas de pedra e terra, poucos empregos e quase nenhum saneamento, a soberba taxa de 200 livros por habitante – a média nacional não chega a cinco – é a obra local mais frondosa, graças à Biblioteca Comunitária Maria das Neves Prado. Está sediada em um rudemente majestoso prédio de três andares, o único daquela área da caatinga. Já foi apelidado de “Empire State of Paiaiá”, reunindo os quase 100 mil livros, segundo a contagem oficial, da autodeclarada “maior biblioteca rural do mundo”.

MATÉRIA COMPLETA:

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-65/esquina/livros-brotam-no-sertao

20 novembro 2011

Analfabetismo ainda atinge 28% da população com mais de 15 anos em pequenas cidades do Nordeste


Embora a taxa de analfabetismo na população com 15 anos ou mais de idade tenha caído de 13,63% em 2000 para 9,6% em 2010 na média do país, nas menores cidades do Nordeste, com até 50 mil habitantes, ela ainda atinge 28% das pessoas nessa faixa etária. Além disso, nesses municípios a proporção de idosos que não sabiam ler e escrever chegava a 60%.

Segundo dados dos Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgado hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no caso do analfabetismo de jovens, a situação da Região Nordeste também é preocupante. Enquanto na média do país a proporção de adolescentes e jovens que não sabiam ler e escrever atingia 2,5%, no Nordeste era quase o dobro (4,9%), com pouco mais de 500 mil pessoas nessa faixa etária. Na Região Sul o percentual era de 1,1% e na Sudeste, de 1,5%.

Entre jovens e adultos, o levantamento revela que em 1.304 municípios a taxa de analfabetismo era igual ou superior a 25%. Entre eles, 32 não contavam com o programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). A maioria está localizada no Nordeste, tendo sido a pior situação observada em João Dias (RN), onde 38,9% das pessoas com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever. Em seguida, aparecem Monte Santo (BA), com 35,6%, e São Brás (AL), com 34,7%. No Norte, três municípios aparecem na lista, todos em Tocantins: Ponte Alta do Bom Jesus (25,2%), Mateiros (26,4%) e Centenário (28,6%). O Sudeste concentrava quatro deles, localizados em Minas Gerais. São eles: Miravânia (26,0%), Frei Gaspar (28,5%), Bertópolis (29,6%) e Santa Helena de Minas (31,7%).

O levantamento também evidenciou as diferenças em termos de alfabetização nos resultados segundo cor ou raça. Enquanto entre os brancos, o percentual de analfabetos para pessoas com 15 anos ou mais era de 5,9%, entre os pretos atingiu 14,4% e entre os pardos, 13%.

02 abril 2011

Acesso à água ancora plano antimiséria de Dilma

‘Água para Todos’ prevê a construção de 800 mil cisternas para atender 5 milhões de famílias e será destaque da presidente na área social

Vera Rosa, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - O governo vai lançar o programa Água para Todos, voltado para o semiárido nordestino, como uma das âncoras do plano de erradicação da miséria. Apesar do corte de R$ 50 bilhões no Orçamento, a presidente Dilma Rousseff garantiu aos ministros da área social que o governo investirá na construção de 800 mil cisternas, além de adutoras e pequenos reservatórios para atender 5 milhões de famílias até 2014.

"Depois do Luz para Todos, vamos ter o Água para Todos", afirmou a presidente, numa referência ao programa de energia elétrica lançado em novembro de 2003, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia também foi exposta por Dilma em conversa com dirigentes de seis centrais sindicais, no último dia 11, no Palácio do Planalto.

Com lançamento previsto para maio, o Água para Todos é inspirado no programa de mesmo nome, adotado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). "É uma coisa fantástica. Conseguimos levar água para mais de 2 milhões de pessoas", disse Wagner. "A presidente conversou comigo sobre o projeto e nossos técnicos estão trabalhando com o Ministério da Integração Nacional."

Atualmente, diversas organizações não governamentais (ONGs) já investem na construção de cisternas no Brasil, principalmente na Região Nordeste, mas Dilma quer ampliar o trabalho. O projeto Um Milhão de Cisternas, por exemplo, é uma iniciativa adotada pela Articulação do Semiárido (ASA), ONG que reúne 700 entidades da sociedade civil. "Não podemos depender apenas da iniciativa dessas entidades", insistiu Dilma, segundo relato de um ministro. "O governo precisa entrar nisso."

Matéria completa: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,acesso-a-agua-ancora-plano-antimiseria-de-dilma,700610,0.htm

17 dezembro 2010

Direto do IG: Atrações imperdíveis no sertão nordestino

Atrações imperdíveis no sertão nordestino
Cânions, cavernas, sítios arqueológicos e formações rochosas imponentes: Nordeste tem atrações que vão além das praias paradisíacas

Camila Sayuri, especial para o iG

- VEJA FOTOS DO SERTÃO NORDESTINO

AE

Área do Parque Nacional Serra da Capivara, na região de São Raimundo Nonato

Para grande parte dos turistas brasileiros, o Nordeste se resume a praias paradisíacas e águas claras. É uma pena. Distante do litoral, no sertão quente da região, os turistas encontram paisagens inigualáveis.

São cânions gigantescos, cavernas, sítios arqueológicos e formações rochosas imponentes, um cenário diferente dos habituais destinos praianos de mar azul e areia branca. Conheça algumas das belezas escondidas na Paraíba, Sergipe, Piauí, Bahia e Ceará.

PARAÍBA

Lajedo de Pai Mateus e a Roliúde Nordestina
Em Cabaceiras

Vinícius de Oliveira

Pedras de granito do Lajeto de Pai Mateus impressionam por sua forma arredondada

Ao chegar a Cabaceiras, distante 180 quilômetros de João Pessoa, o letreiro na entrada da cidade avisa: você está entrando na “Roliúde Nordestina”. Não estranhe o título irreverente. Aqui foram gravados mais de 20 filmes, documentários e minisséries, como “O Auto da Compadecida” e “Cinema, Aspirinas e Urubus”.

Passeando pelo município de cinco mil habitantes, dá para reconhecer a igreja matriz Nossa Senhora da Conceição, casas e praças que serviram de cenário para as produções. Mas, se quiser saber mais sobre os filmes rodados ali, vale à pena fazer uma visita ao acervo de fotos do Memorial Cinematográfico.

Um dos principais atrativos turístico da região, no entanto, é o Lajedo de Pai Mateus, um platô de 1,5 quilômetros quadrados, sobre o qual estão dezenas de grandes pedras arredondadas de granito. Em algumas destas rochas, são encontradas pinturas rupestres atribuídas aos índios cariris, que viveram na região entre 10 e 12 mil anos atrás. Para visitar o Lajedo é preciso pagar uma taxa de visitação de R$ 10 ao Hotel Pai Mateus.

A poucos quilômetros do Lajedo, vale também conferir outra formação rochosa curiosa, a Saca de Lã. Com cerca de 30 metros de altura, ela é formada por vários blocos de granito empilhados. Quem se arrisca a subir até o topo da última pedra, pode apreciar uma bela vista da paisagem.

Como chegar:

De carro: Para quem sai de João Pessoa, o acesso até Cabaceiras é pela BR-412, passando pelas cidades de Campina Grande, Queimadas e Boqueirão.
De ônibus: saindo da capital paraibana, o transporte até Campina Grande é feito pela Empresa Real. De lá, pode-se pegar um ônibus até Cabaceiras com a empresa Rio Doce.

SERGIPE

Cânion do Xingó
Em Canindé de São Francisco

AE

Barcos navegam pelas águas calmas do Velho Chico, em meio a paredões rochosos

A quilômetros do litoral do Sergipe, os turistas encontram uma das mais belas paisagens do estado: o Cânion do Xingó. Neste vale profundo, os paredões de granito avermelhado circundam as águas esverdeadas do Rio São Francisco, que foram represadas para a construção da barragem da Usina Hidroelétrica do Xingó.

É um dos cinco maiores cânions navegáveis do mundo, com 65 quilômetros de extensão e altura que chega a 50 metros. Completam a paisagem a vegetação da caatinga e as muitas espécies de animais que habitam a região, como calangos e corujas.

O ponto de partida para quem quiser conhecer esta maravilha da natureza é o município de Canindé de São Francisco, localizado a 213 quilômetros de Aracaju. De lá, partem passeios de catamarãs, lanchas ou escunas pelas águas calmas do Velho Chico. O tour feito até a Gruta do Talhado dura cerca de três horas, com uma hora de parada para mergulho.

Outra opção de passeio percorre a chamada Rota do Cangaço. O trajeto com cerca de quatro horas leva até a Grota de Angicos, nome dado ao local onde Lampião e Maria Bonita foram assassinados. No caminho, é feito uma parada no Museu do Cangaço, na cidade histórica de Piranhas, que tem em seu acervo objetos e fotografias dos cangaceiros.

Como chegar:

De carro: Saindo de Aracaju, segue-se pela BR-235. Atravessa os municípios de Areia Branca, Itabaiana até Rebeirópolis. De lá, continue pela SE-106 até Nossa Senhora da Glória. Siga pela rodovia SE-206, passando por Poço Redondo, até Canindé de São Francisco.

PIAUÍ

Parque Nacional da Serra da Capivara
Na Serra da Capivara

AE

Pintura no sítio arqueológico do Boqueirão da Pedra Furada, na Serra da Capivara

Ainda pouco visitado e conhecido dos brasileiros, o Parque Nacional Serra da Capivara é um dos maiores museus a céu aberto do mundo. Localizado em pleno sertão nordestino, o seu acervo é composto por mais de 30 mil pinturas rupestres, com idades entre 6 e 12 mil anos. São ilustrações que reproduzem cenas do dia a dia do homem primitivo, dos cerimoniais e dos animais, em meio a paredões de granito e formações rochosas diversas.

Declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, o Parque guarda a maior concentração de sítios arqueológicos do mundo. São quase 700, sendo que apenas 138 destes estão abertos à visitação.

O passeio é feito por trilhas demarcadas e passarelas, conduzido por guias que explicam um pouco da arte do homem pré-histórico. As atrações estão reunidas em diferentes circuitos. É aconselhável um dia para visitar cada um deles. O mais famoso é o circuito do Baixão da Pedra Furada, composto por vários sítios arqueológicos, sendo o principal o Boqueirão da Pedra Furada. Lá, há uma enorme formação rochosa de 60 metros de altura, com uma abertura de 15 metros de diâmetro. É o cartão-postal do Parque.

A base para quem quer visitar a Serra da Capivara é a cidade de São Raimundo Nonato, distante 502 km de Teresina e 355 km de Petrolina. No município de 30 mil habitantes, pode-se visitar ainda o Museu do Homem Americano, que expõe alguns dos achados do Parque Nacional da Serra da Capivara.

Como chegar:

Saindo de Teresina, o acesso é pelas rodovias BR-316, BR-343 e BR-230 até Floriano. De lá, continue pela PI-140 até São Raimundo Nonato.

BAHIA

Esportes radicais e Raso da Catarina
Em Paulo Afonso

AE

Aventureiros fazem saltos de bungee jumping de ponte metálica, em Paulo Afonso

Na Bahia, não faltam cobiçados destinos turísticos: Salvador, Porto Seguro, Arraial d’Ajuda, Ilhéus, Itacaré e mais, mais e mais. Ainda assim, há sempre espaço para mais um. Para conquistar os viajantes, o município de Paulo Afonso, a 460 quilômetros de Salvador, resolveu apostar no turismo de aventura.

A cidade, cuja paisagem foi transformada radicalmente com a construção das usinas hidrelétricas, tem um cenário propício para a prática de esportes radicais. Os paredões rochosos cercam as águas esverdeadas do Rio São Francisco, formando um vale. Neste cânion imponente, foi construída uma passarela metálica que cruza o vão de 85 metros. De lá, aventureiros se arriscam em incríveis saltos de bungee jumping.

O cenário também é perfeito para a prática do rapel - descida dos paredões com corda -, e da tirolesa, na qual o participante desliza por uma corda esticada de uma ponta à outra do cânion. Nas cachoeiras da cidade, é possível ainda praticar o canyoning. Nas águas do Velho Chico, muitos moradores e turistas também se divertem com jet-ski, kitesurfe, windsurfe e passeios de barco.

Além dos esportes radicais, outra atração imperdível é conhecer o Raso da Catarina, uma reserva biológica e indígena recoberta por vegetação da caatinga. O clima é semelhante a dos desertos, com temperaturas que podem chegar a 40oC durante o dia e 10oC à noite. Por aqui, já se refugiaram o cangaceiro Lampião, sua mulher, Maria Bonita, e o restante do bando.

Passeios pela reserva devem ser agendados com um guia local. Entre as atrações, pode-se observar formações rochosas esculpidas pelo vento, a fauna e a flora típicas do sertão.

Como chegar:

De carro: Saindo de Salvador, siga pela BR-110. O município localizado no ponto de encontro dos estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe tem acessos pelas rodovias BR-210 e BR-423.
De avião: O aeroporto da cidade está localizado a 6 quilômetros do centro. As companhias aéreas que fazem voo direto são: BRA (saindo de São Paulo), Correta (saindo de Salvador) e ATA (saindo de Recife).
De ônibus: Há saídas rodoviárias partindo de todas as principais cidades do Nordeste.

CEARÁ

Padre Cícero e Chapada do Araripe
Em Juazeiro do Norte

Getty Images

Estátua do Padre Cícero tem 25 metros de altura

Juazeiro do Norte, a 563 km de Fortaleza, poderia ser mais um pequeno povoado do sertão nordestino, não fosse a vinda de Padre Cícero Romão Batista, o “Padim Cícero”, à cidade. Natural do município vizinho de Crato, o religioso fixou residência em Juazeiro em 1872, mudando o destino do local e de seus moradores.

De vilarejo, passou a maior cidade do sertão cearense e meca de romeiros vindos de todo o Brasil. Ela recebe anualmente milhares e milhares de romeiros que chegam a pé, de carro, caminhão, ônibus, cavalo, jegue, charrete e bicicleta. Nos dias de romaria, ou no dia do aniversário do padre (20 de julho), a cidade fica lotada e é difícil encontrar vagas em hotéis.

Quem chega a Juazeiro, visita logo a Colina do Horto, onde está localizada a estátua de 25 metros do Padre Cícero. Com altura equivalente a um prédio de oito andares, mesmo quem não é devoto deve conhecê-la. A vista do alto é linda e, no local, tem ainda um pequeno museu e uma capela.

Durante a estada em Juazeiro, vale fazer uma visita a Crato, localizada a apenas 10 km dali. A cidade natal de Padre Cícero está aos pés da Chapada do Araripe, um gigantesco altiplano que abriga fósseis de animais pré-históricos, uma exuberante floresta, grutas e cachoeiras. Aproveite para conhecer o Museu Paleontológico de Santana do Cariri, que guarda em seu acervo fósseis encontrados em escavações nas redondezas.

Como chegar:

De carro: Saindo de Fortaleza, chega-se a Juazeiro pela BR-116, passando pelas BR-230 e BR-122, além das estradas estaduais CE-138, CE-371, CE-269 e CE-385.
De avião: O aeroporto de Juazeiro do Norte está localizado a 5km do centro. Recebe voos de São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife e Brasília.
De ônibus: Saindo de Fortaleza, as empresas Expresso Guanabara e Rápido Juazeiro levam até Juazeiro do Norte.

10 abril 2010

Viver, um exercício de tolerância

Costumo me esquivar de frases de (pretenso) efeito, citações etc. Mas de um tempo para cá essa idéia tem sido recorrente na minha cabeça.
Digo isso porque historicamente já vimos guerras e genocídios motivados por ela e a cada dia a intolerância ganha mais força, seja ela cultural, religiosa, social etc. Estou me convencendo a cada dia que teremos de conviver com ela ainda por muito tempo.
Mas por que, logo no primeiro texto que escrevo nesse blog, estou com esse papo pseudo-filosófico?!
Ontem estava em um bar em Recife (onde moro há alguns meses) com alguns amigos (todos não-pernambucanos). Entre uma cerveja e outra, me assustei com a afirmação de um de meus colegas de que, se eventualmente viesse a ter um filho pernambucano, o proibiria de chamá-lo de "painho". Logo pensei que fosse brincadeira, quem nunca fez uma do gênero? Mas a feição dele não deixava dúvidas: estava falando sério (e muito). Disse que não admitiria que um filho seu falasse daquele jeito "errado" (sic).
Ora, se meu amigo estivesse certo, deveríamos proibir nossos filhos de chamar-nos de papai ou mamãe pois essas formas seriam tão "erradas" quanto as que ele critica.
Ou seja, não se trata de certo ou errado. O que eu ouvi ontem foi simplesmente um reflexo de uma pretensão de superioridade que alimenta a intolerância. Não que meu colega seja má pessoa, longe disso, mas acho ele é mais um integrande de uma sociedade multicultural localizada em um país de proporções continentais que não aprendeu a conviver com as diferenças. Pior: até aprendeu a conviver, mas não a respeitar.
Essa distinção é importante porque, quando mudamos de escala, encontro algumas explicações do porquê de sermos um país com tantas feridas abertas: somos racistas, mas não admitimos. Jovens se matam pelos motivos mai torpes como torcer para times diferentes. Negros, gays e nordestinos são mortos por neo-nazistas que, por ironia ou mera ignorância, se julgam arianos se esquecendo da pluralidade étnica de seus DNAs. Sem contar os índios que são queimados e mendigos surrados até a morte por filhos de castas "respeitáveis" da nossa sociedade.
Escrever tanto só porque alguém não gosta do sotaque e expressões nordestinas pode parecer exagerado. Será que era para tanto? Eu acho que sim. Tenho compulsão de querer entender o mundo através de pequenos atos. Muita gente acaba se magoando, mas não consigo (e talvez nem queira) ser diferente.
Também não me eximo da chaga da intolerância. Com meu temperamento forte e paixão pelo debate de idéias, vejo muitas vezes pequenas discordâncias terminarem em grandes discussões. O homem é produto do meio e comigo não poderia ser diferente.

PS: a foto do posto é de um monumento em Sevilha em homenagem justamente à Tolerância.