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23 fevereiro 2012

Em São Paulo, preço de medicamentos pode subir até 16%

Mais uma maldade do Excelentíssimo Sr Picolé de Chuchu que "curiosamente" não tem destaque na grande Mídia, especialmente Globo, Folha, Estadão etc...

08 dezembro 2011

Senado aprova dedução de trabalhador doméstico que esteja na escola


livro bandeira fernando lopesIvan Richard - Agencia Brasil

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou hoje (6) projeto de lei que permite ao empregador doméstico deduzir em dobro o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao valor da contribuição paga à Previdência Social incidente sobre a remuneração do empregado. Mas a dedução só vale para quem emprega trabalhador doméstico que esteja matriculado em escola de ensino formal.

A proposta do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pretende fazer com que os patrões estimulem os empregados domésticos a frequentar a escola. "No Brasil, o problema da baixa escolaridade dos trabalhadores domésticos mostra-se grave, estando o número médio de anos de estudo dessa categoria bem abaixo da média da população ocupada", alertou Buarque.

O relator do projeto na CAE, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), ressaltou que, atualmente, o incentivo limita o percentual a ser deduzido do Imposto de Renda do empregador ao valor da contribuição patronal calculada sobre um salário mínimo mensal, sobre o décimo terceiro salário e sobre a remuneração adicional de férias.

De acordo com Suplicy, o Artigo 205 da Constituição determina que a educação é um direito de todos e deve ser estimulada pelo Estado e pela família, com a colaboração da sociedade. Segundo o senador paulista, a perda de arrecadação, caso a dedução vire lei, "será pequena" para os cofres públicos, cerca de R$ 150 milhões por ano.

Aprovada em caráter terminativo, ou seja, sem a necessidade de votação pelo plenário, a matéria segue para Câmara dos Deputados.

04 novembro 2011

No G-20, Brasil passa a apoiar 'CPMF' global

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,no-g-20-brasil-passa-a-apoiar-cpmf-global,91023,0.htm

CANNES, FRANÇA - O governo brasileiro manifestou ontem, em Cannes, apoio à proposta defendida por França e Alemanha de criação de um imposto global sobre transações financeiras, em fase de discussões na cúpula do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo). O anúncio foi feito pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, e depois confirmado pela delegação do Brasil. Em contrapartida, porém, o país exige um consenso sobre a adoção do chamado "piso básico de proteção social", projeto da Organização Internacional do Trabalho (OIT).


O apoio ao imposto sobre transações financeiras foi saudado por Sarkozy em seu pronunciamento na tarde de ontem. Segundo o presidente da França, Brasil e Argentina concordam com a taxa, que o anfitrião do G-20 considera "moralmente inadiável" - mas que na prática tem poucas chances de ser aprovado até o final da cúpula, na tarde de hoje, em razão das restrições impostas por países como Estados Unidos e Reino Unido.

"Claro que nem todo mundo concorda nesse tema. Mas nós notamos com grande satisfação que as presidentes de Brasil e Argentina estão juntas a favor da taxa", disse Sarkozy. "Estas discussões continuarão para tentar construir um consenso com o grupo de países líderes na área."

O imposto deverá ser adotado pela União Europeia a partir de 2013. O objetivo de França e Alemanha é transformar a taxa em global, para evitar a perda de competitividade. Quando questionada pelo Estado em Bruxelas, no mês passado, Dilma havia se manifestado contra o imposto. "Não acho que isso (o imposto) resolva. O controle dos fluxos vai ser (baseado) em uma supervisão muito clara, porque tem fluxos de capital sobre os quais ninguém tem controle", afirmou então. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

13 outubro 2011

Rejeitado projeto que destinava 'royalties' do petróleo para Fundo do Exército

Parece que todo mundo quer uma boquinha nesse dinheiro do Pré-Sal. Daqui a pouco não haverá petróleo que chegue para custear essa ânsia tributária.
Em um país sério esse dinheiro seria utilizado integralmente na Educação, Ciência e tecnologia, fomentando o crescimento sustentável da economia. Subsidiar aumentos de custeio com esse dinheiro só irá fazer com que se repita o ciclo do ouro.

http://www.senado.gov.br/noticias/rejeitado-projeto-que-destinava-royalties-do-petroleo-para-fundo-do-exercito.aspx

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) rejeitou nesta terça-feira (11) projeto que destinava receitas da exploração de recursos naturais para o Fundo do Exército, inclusive recursos de Royalties. Royalty é uma palavra inglesa que se refere a uma importância cobrada pelo proprietário de uma patente de produto, processo de produção, marca, entre outros, ou pelo autor de uma obra, para permitir seu uso ou comercialização. No caso do petróleo, os royalties são cobrados das concessionárias que exploram a matéria-prima, de acordo com sua quantidade. O valor arrecadado fica com o poder público. Segundo a atual legislação brasileira, estados e municípios produtores - além da União - têm direito à maioria absoluta dos royalties do petróleo. A divisão atual é de 40% para a União, 22,5% para estados e 30% para os municípios produtores. Os 7,5% restantes são distribuídos para todos os municípios e estados da federação. do petróleo. Em votação por margem estreita, por 9 votos a 6, os senadores optaram por acompanhar Voto em separadoRelatório elaborado por um parlamentar como alternativa ao texto do relator formal de determinada matéria. É apresentado quando um senador discorda do relatório apresentado. Somente é votado quando o relatório oficial é rejeitado. do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), contrário à proposta (PLS 62/2008) de autoria do senador Fernando Collor (PTB-AL).

Pelo projeto, tanto as alíquotas dos royalties como das compensações sobre a exploração de minérios e de recursos hídricos para a geração de energia seriam majoradas. O aumento da receita seria destinado ao Fundo do Exército, para reforçar suas atividades, inclusive a execução do Plano de Segurança Integrada (PSI).

A matéria deve agora ser arquivada, pois chegou à CAE para decisão terminativaDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.. Havia parecer favorável da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Além disso, o texto era defendido pelo relator, senador Roberto Requião (PMDB-PR). Apesar disso, por diferentes motivos, inclusive apontado efeito inflacionário, prevaleceu o relatório de Lindbergh, subscrito e apresentado por Blairo Maggi (PR-MT).


O relatório citava informações do projeto do Orçamento para 2012, atualmente em exame, para afirmar que o aumento de tributos previsto na proposta poderia gerar arrecadação de R$ 1,2 bilhão. Porém, isso iria gerar também repercussão sobre as tarifas de energia elétrica e sobre os preços dos combustíveis e das commodities metálicas.

- Em outras palavras, haveria um impacto direto sobre a inflação, em face da influência dos preços administrados sobre os índices gerais de preços - apontou Blairo Maggi (PR-MT).

Perda nos estados

Outro argumento contrário no relatório é de que também haveria uma redução de R$ 1,5 bilhão nos royalties que seriam distribuídos aos estados em 2012. Os senadores Inácio Arruda (CE) e Vanessa Grazziotin (AM), ambos do PCdoB e favoráveis ao relatório de Requião, contestaram esse efeito. Disseram que os recursos não sairiam dos estados, mas do aumento das alíquotas. Na dúvida, Blairo Maggi (PR-MT) preferiu ficar contra, com a justificativa que estados e municípios já vivem "à míngua". Alvaro Dias (PSDB-PR) disse que seu partido é contra qualquer projeto que implique aumento de impostos.

- Não se trata de retirar ou não recursos de estados e municípios, mas do bolso do cidadão. O governo já arrecada muito - assinalou.

Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmou que o mérito da matéria era indiscutível, mas também se posicionou contra com o argumento de que o destino dos royalties e das compensações deve ser fruto de debate mais amplo - no caso dos royalties, conforme lembrou, uma discussão que já está acontecendo no momento em Plenário.

Bolsa qualificação

Em decorrência de pedido de vista coletivaPedido de vista é a solicitação feita por senador, ou por um grupo de senadores, para examinar melhor determinado projeto, adiando, portanto, sua votação. Quem concede a vista individual ou coletiva é o presidente da comissão onde a matéria está sendo examinada, por prazo improrrogável de até cinco dias. Caso a matéria tramite em regime de urgência, a vista concedida é de 24 horas, mas pode ser somente de meia hora se o projeto examinado envolve perigo para a segurança nacional. , a CAE adiou a decisão sobre proposta destinada a assegurar bolsa qualificação para universitários exercerem suas atividades em administrações estaduais e municipais. Pelo projeto (PLS 9/2010), do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), os estudantes teriam ainda direito a abater parcela da dívida acumulado junto ao Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

Sem discordar do mérito, Aloysio Nunes (PSDB-SP) afirmou que o projeto é inconstitucional porque "a União não carece de autorização do Legislativo para firmar convênios com estados e municípios, como previsto no projeto. Seria 'injurídico' por ser destituído de qualquer conteúdo normativo". O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) também apontou problemas jurídicos, inclusive a vinculação entre a bolsa qualificação e o salário mínimo.

Gorette Brandão e Ricardo Koiti Koshimizu / Agência Senado

13 setembro 2011

Ministério Público Federal faz nova denúncia contra Edir Macedo

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/09/12/ministerio-publico-federal-faz-nova-denuncia-contra-edir-macedo-925338585.asp

Plantão | Publicada em 12/09/2011 às 17h17m


BRASÍLIA - O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) denunciou o bispo Edir Macedo e três pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) por evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. A Justiça estadual de São Paulo já tinha aceitado denúncia contra o fundador e líder da igreja neopentecostal em 2009, mas o processo foi encaminhado à Justiça Federal devido à natureza dos crimes.

A nova denúncia do MPF usa elementos da acusação do Ministério Público paulista e inclui informações novas, como a participação de doleiros no esquema criminoso. Outra diferença entre as denúncias é a redução do número de acusados, de dez para quatro. De acordo com a assessoria do MPF-SP, os seis suspeitos que ficaram fora da acusação do MPF continuam sendo investigados pela Polícia Federal.

Além de Edir Macedo, foram denunciados o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva (que foi detido com R$ 10 milhões no Aeroporto de Brasília, em 2005), o bispo da Iurd Paulo Roberto Gomes da Conceição e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa. Eles responderão por lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica, evasão de dividas e formação de quadrilha.

De acordo com o procurador Sílvio de Oliveira, o grupo cometia estelionato contra os fiéis da Iurd, oferecendo "falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria àqueles que se sacrificassem economicamente pela igreja".

O procurador somente denuncia crimes ocorridos entre 1999 e 2005, uma vez que foi em 1998 que o crime de lavagem de dinheiro passou a integrar o ordenamento jurídico brasileiro. No entanto, ele cita vários episódios anteriores a esse período para explicar a estruturação do grupo e como o esquema foi montado.

(Agência Brasil)



Impostômetro chega a R$ 1 trilhão 35 dias antes que em 2010


ACSP irá elaborar documento que defende a aprovação do projeto que ordena a discriminação dos tributos pagos nas notas fiscais

Agência Estado

SÃO PAULO - Na próxima terça-feira, 13, por volta das 11 horas, o painel do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) vai mostrar o número 1 seguido de 12 zeros. A marca de R$ 1 trilhão de tributos pagos pelos brasileiros neste ano será atingida 35 dias antes se comparada com 2010, quando a quantia foi alcançada no dia 18 de outubro.

No mesmo dia que o Impostômetro chegar a R$ 1 trilhão, a ACSP irá elaborar um documento oficial em nome dos empresários paulistas pela aprovação do Projeto de Lei 1472/2007, que ordena a discriminação do valor dos tributos pagos nas notas fiscais. O texto já foi aprovado pelo Senado e agora aguarda votação na Câmara dos Deputados. Como uma amostra dessa medida, será realizado no Pátio do Colégio, no centro da capital paulista, o "Feirão do Imposto", onde o público poderá conferir o quanto de tributo está embutido no preço de produtos do dia a dia, como arroz, feijão e xampu.

A ACSP também vai aproveitar a terça-feira para lançar o Movimento Hora de Agir, contra a atual carga tributária do País. No hotsite da campanha, o contribuinte poderá dar sua opinião ou relatar, em vídeo, suas experiências com os impostos. Além disso, as associações comerciais de todo o Estado irão apresentar o novo Portal do Impostômetro.

05 setembro 2011

Grupo de governadores defende nova fonte para financiar saúde

http://www1.folha.uol.com.br/poder/970271-grupo-de-governadores-defende-nova-fonte-para-financiar-saude.shtml

ANA FLOR
DE BRASÍLIA

Governadores lançam nesta semana uma nota em que pedem "maior aporte de recursos" para a saúde e apoiam o pleito da presidente Dilma Rousseff para que o Congresso aponte novas fontes de recursos para a área.

Na prática, eles decidiram encampar o discurso do governo sobre a necessidade de um novo imposto, nos moldes da extinta CPMF, ou aumentar a taxação de produtos como cigarros e bebidas para custear a saúde.

Será sobre os cofres estatuais o maior golpe caso a emenda constitucional 29, que aumenta as verbas para a saúde, seja regulamentada conforme o texto atual, sem nova fonte de verbas.

A carta, à qual a Folha teve acesso, tinha até ontem 12 assinaturas --os governadores do Nordeste e os do PT. Outros sete já haviam se comprometido a assiná-la.

Na última semana, com a pressão crescente no Congresso para votar a regulamentação da emenda 29, o Planalto cobrou dos Estados uma posição. Segundo um ministro, os governadores estavam de "braços cruzados" nessa discussão.

Para mostrar a boa fase dos Estados com o Planalto, a resposta veio na sexta-feira, um dia depois de a presidente defender, em Minas, uma nova fonte de financiamento para a saúde.

Os governadores começaram a se movimentar para lançar uma nota em apoio. Tomaram a frente Cid Gomes (Ceará) e Ricardo Coutinho (Paraíba), ambos do PSB.

O Planalto queria que a articulação partisse de governadores que não fossem do PT. Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o tema da saúde "não pode ser uma questão partidária".

HERANÇA BENDITA

Segundo Cid Gomes, já há assinaturas de governadores da oposição. "O problema do financiamento da saúde não é só do governo federal, é de todos os Estados", disse ele.

Em uma sinalização para os governadores de oposição, a nota enfatiza "os avanços obtidos pelo SUS ao longo das últimas duas décadas" --o que engloba governos anteriores ao do PT.

O texto fala da convicção de que os problemas da saúde não se resolvem apenas com gestão dos recursos existentes e cita o "baixo investimento per capita" --ponto ressaltado por Dilma na sexta à noite, em discurso no Congresso do PT.

Até o dia 28, data em que foi marcada a votação da emenda 29 na Câmara, os governadores irão se reunir com o presidente da Câmara, Marco Maia, e do Senado, José Sarney.

Como dão como certa a aprovação, na Câmara, da regulamentação da emenda 29, preparam para, em conjunto com o Planalto, trabalhar para modificar o texto no Senado, de forma que se inclua a fonte de recursos.

24 agosto 2011

Cigarro irá aumentar 20% ainda esse ano, diz Receita Federal

ANA CAROLINA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA

O preço do cigarro deve ter um aumento de 20% a partir de dezembro deste ano. O aumento será resultado do repasse ao consumidor das novas alíquotas de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para as empresas fabricantes, que começam a entrar em vigor no fim de 2011.

Essa elevação será feita de forma escalonada e o maior aumento será em janeiro de 2015, quando o valor do cigarro subirá 55%. A informação foi dada nesta segunda-feira (22) pela Receita Federal.

Governo eleva IPI do cigarro para compensar perda com incentivo

No inicio do mês, a Receita divulgou a criação de duas novas formas de tributação para os fabricantes de cigarro: o regime geral ou o regime especial. Os fabricantes terão de optar por um dos dois sistemas.

Na época, foi anunciado que, no primeiro caso, cada maço de cigarro terá recolhimento de 45% de IPI sobre seu preço. Com isso, a carga tributária sobre o produto poderá subir dos atuais 60% para 81%.

Já no regime especial, o IPI terá um aumento que variável entre 6% e 9% até 2015, somado a um recolhimento que irá de R$ 0,90 a R$ 1,30 por maço e de R$ 1,20 a R$ 1,30 por carteira. Nesse sistema, o aumento médio da carga tributária será de 72%.

Segundo Marcelo Fisch Menezes, auditor da Receita Federal, a empresa que não optar pelo regime especial irá entrar automaticamente no regime geral, sistema que tem uma carga tributária mais elevada.

O governo instituiu ainda preços mínimos para a comercialização de cigarro no varejo. Essa elevação vai variar de R$ 3 a R$ 4,50 e será feita ano a ano até 2015.

POLÍTICA INDUSTRIAL

A decisão de elevar o tributo sobre o cigarro foi tomada para compensar parte da perda de receita provocada pelos novos benefícios concedidos à indústria. O impacto final nas contas públicas com as desonerações será de R$ 24,5 bilhões em 2011 e 2012 com a nova política industrial.

Segundo a Receita Federal, essa elevação no IPI irá fazer com que a arrecadação desse tributo sobre cigarro passe dos R$ 3,6 bilhões para R$ 7,7 bilhões em 2015, um aumento de 105%.

No ano passado, o cigarro gerou uma arrecadação de R$ 6 bilhões para a Receita Federal.

Cigarro irá aumentar 20% ainda esse ano, diz Receita Federal

ANA CAROLINA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA

O preço do cigarro deve ter um aumento de 20% a partir de dezembro deste ano. O aumento será resultado do repasse ao consumidor das novas alíquotas de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para as empresas fabricantes, que começam a entrar em vigor no fim de 2011.

Essa elevação será feita de forma escalonada e o maior aumento será em janeiro de 2015, quando o valor do cigarro subirá 55%. A informação foi dada nesta segunda-feira (22) pela Receita Federal.

Governo eleva IPI do cigarro para compensar perda com incentivo

No inicio do mês, a Receita divulgou a criação de duas novas formas de tributação para os fabricantes de cigarro: o regime geral ou o regime especial. Os fabricantes terão de optar por um dos dois sistemas.

Na época, foi anunciado que, no primeiro caso, cada maço de cigarro terá recolhimento de 45% de IPI sobre seu preço. Com isso, a carga tributária sobre o produto poderá subir dos atuais 60% para 81%.

Já no regime especial, o IPI terá um aumento que variável entre 6% e 9% até 2015, somado a um recolhimento que irá de R$ 0,90 a R$ 1,30 por maço e de R$ 1,20 a R$ 1,30 por carteira. Nesse sistema, o aumento médio da carga tributária será de 72%.

Segundo Marcelo Fisch Menezes, auditor da Receita Federal, a empresa que não optar pelo regime especial irá entrar automaticamente no regime geral, sistema que tem uma carga tributária mais elevada.

O governo instituiu ainda preços mínimos para a comercialização de cigarro no varejo. Essa elevação vai variar de R$ 3 a R$ 4,50 e será feita ano a ano até 2015.

POLÍTICA INDUSTRIAL

A decisão de elevar o tributo sobre o cigarro foi tomada para compensar parte da perda de receita provocada pelos novos benefícios concedidos à indústria. O impacto final nas contas públicas com as desonerações será de R$ 24,5 bilhões em 2011 e 2012 com a nova política industrial.

Segundo a Receita Federal, essa elevação no IPI irá fazer com que a arrecadação desse tributo sobre cigarro passe dos R$ 3,6 bilhões para R$ 7,7 bilhões em 2015, um aumento de 105%.

No ano passado, o cigarro gerou uma arrecadação de R$ 6 bilhões para a Receita Federal.

Previdência para jovens é produto em alta no mercado

Segmento avançou 20% no primeiro semestre deste ano com relação ao mesmo período do ano passado


Marília Almeida, do Jornal da Tarde
SÃO PAULO - Cada vez mais, pais interessados em fazer um ‘pé de meia’ para os filhos têm aderido aos planos de previdência privada. Essa modalidade de investimento registrou no primeiro semestre deste ano avanço de 21,4% ante o mesmo período de 2010, aumento maior do que o do segmento empresarial (21,26%), por exemplo. E o custo para garantir recursos para o futuro dos pequenos parte de R$ 25 por mês.

Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), nos primeiros seis meses deste ano, o valor total das parcelas pagas passou de R$ 663 milhões para R$ 805 milhões no período, ou 3,23% do total do mercado. Dinheiro esse que os pais aplicam para assegurarem o pagamento da faculdade dos filhos, para ajudar na compra de um imóvel ou até fazer intercâmbio cultural.

São dois tipos de planos existentes no mercado: o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). A escolha por um ou outro vai depender se quem contrata faz a declaração do Imposto de Renda no modelo completo ou simplificado.

"No PGBL, é possível abater o Imposto de Renda, limitado a 12% da renda", diz Osvaldo Nascimento, vice-presidente da Fenaprevi.

Caso quem contrata já tenha obtido essa vantagem tributária no seu próprio plano de previdência privada e utilizado o limite de dedução de 12% ou faça a declaração de modo simplificado, deve preferir o VGBL, cujo imposto incide apenas sobre o ganho no momento do resgate.

Quanto mais cedo os pais começarem a investir, melhor. "Caso deixe os recursos aplicados durante 20 anos, ele pode se beneficiar de vantagens tributárias, como a tabela regressiva do Imposto de Renda. Quanto mais tempo deixar o dinheiro aplicado, menos imposto vai pagar. Em dez anos, por exemplo, passará a pagar 10% de IR", explica Álvaro Modernell, educador financeiro e sócio-fundador da Mais Ativos.

A outra forma de tributação - a tabela progressiva - é indicada apenas para quem vai resgatar o dinheiro aplicado no curto prazo.

Na hora de escolher o plano, é possível também escolher se seu rendimento será baseado apenas em aplicações em renda fixa ou também se irá incluir renda variável, que pode representar até 49% do total. O ideal é que seja composto de 30% a 40% de aplicações em renda variável.

"Essa porcentagem (de 30% a 40%) permite ganhos maiores. Caso o plano tenha apenas como base a renda fixa, pode render em torno de 10% ao ano, com a taxa básica de juros (Selic) em 12%. Caso agregue renda variável, em um período de dez anos esse rendimento pode dobrar. Deve-se olhar no longo prazo, pois em determinado ano a renda variável pode significar um rendimento negativo ", diz Nascimento, numa referência ao momento atual da Bolsa de Valores, que acumula perdas este ano.

A composição de renda fixa ou mista torna seu rendimento semelhante a fundos desse tipo no mercado, e maior do que o da caderneta de poupança, cujo ganho médio é de 6% ao ano.

Como a aplicação geralmente é de longo prazo, na hora de escolher é recomendável optar por uma instituição financeira sólida e que cobre taxas menores. Apesar dos produtos disponíveis no mercado oferecerem a possibilidade de pagamento em parcelas menores, Nascimento recomenda que ela seja de R$ 100 por mês. "Com este montante, é possível formar poupança significativa."

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,previdencia-para-jovens-e-produto-em-alta-no-mercado,81373,0.htm

10 agosto 2011

Governo discute pagar bolsa para nova classe média

Incentivo federal seria dado a quem ganhar até dois salários mínimos e poderia ser de até 20% da remuneração

A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) colocou em discussão no governo federal a possibilidade de converter o abono salarial do PIS-Pasep e o salário família em espécie de bolsa-trabalhador, que poderia incrementar em até 20% a renda de quem ganha até dois salários mínimos.

Nas contas do secretário-executivo da SAE, Ricardo Paes de Barros, se uma pessoa recebe hoje R$ 600, com a bolsa, poderá receber R$ 720 ao mês.

O governo discute ainda se o pagamento dessa bolsa teria alguma condição específica, por exemplo, condicionando sua entrega a investimentos em estudo do trabalhador. Nesse caso, a preocupação seria em como controlar os gastos de cada pessoa.

Isso não vai requerer mais gasto público, afirmou Paes de Barros na segunda-feira, durante o seminário “Desafios da Nova Classe Média”, promovido pela SAE. “O abono salarial e o salário família, em certo sentido são isso.”

O abono é equivalente a um salário mínimo e pago a quem tem cadastro no PIS-Pasep há mais de cinco anos, recebeu até dois salários mínimos por mês e trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias no ano anterior ao do pagamento. Pela complexidade dos critérios, muitos trabalhadores com direito ao abono acabam não o sacando, por falta de informação.

O salário família tem sido pago para auxílio no sustento de filhos com até 14 anos aos trabalhadores que recebem até R$ 862,60 por mês. O valor atual do benefício é de R$ 29,43 por filho.
Segundo Paes de Barros, há necessidade de se criar um sistema de proteção social maior para essa nova classe média. “(São) coisas que já temos e podemos reorganizar. Não é inventar muito.”

Uma "Argentina" na nova classe média

Paes de Barros contou que vários países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) possuem esse modelo de “imposto negativo” para os trabalhadores de menor renda. “São maneiras de aumentar o incentivo do trabalhador que não onera folha de pagamento e não reduz demanda do trabalho.”

O governo quer, na verdade, evitar que a nova classe média, ou a classe C, que conseguiu conquistar renda per capita acima de R$ 1 mil nos últimos anos, tenha algum retrocesso diante da crise internacional.

Ontem, em discurso no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que é meta do governo preservar os ganhos recentes da classe média:

- Nós elevamos à classe média 39,5 milhões de pessoas. Considerando que a população argentina agora, em julho, é em torno de 40 a 41 milhões, nós elevamos à classe média uma “Argentina”. E é esse mercado que nós queremos preservar. Preservar para quem? Para nós.

Porém, como a discussão sobre o novo abono para os trabalhadores passa por ministérios do Trabalho (responsável pelo PIS-Pasep) e da Previdência Social (que faz a gestão do salário-família), além da Fazenda, o tema ainda pode passar um longo tempo em maturação na Esplanada dos Ministérios. Até hoje, apenas uma reunião sobre o assunto ocorreu.

http://economia.ig.com.br/governo+discute+pagar+bolsa+para+nova+classe+media/n1597127263440.html

28 junho 2011

Lucro Brasil faz consumidor pagar o carro mais caro do mundo


"Por que baixar o preço se o consumidor paga?", pergunta um executivo de montadora

Texto: Joel Leite/AutoInforme

Fotos: sxc.hu

(27-06-11) - O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o alto valor da mão de obra, mas os fabricantes não revelam quanto os salários - e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.

A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor.

A indústria culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção: os gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.

Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.

Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?

Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.

A carga tributária caiu

O imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100hp recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool.

Hoje - com os critérios alterados - o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.

Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.

Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento.

Isso sem contar as ações do governo, que baixou o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora de estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais e para choque saliente. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.

A margem de lucro é três vezes maior que em outros países

O Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.

O Palio Adventure (que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil (motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò (que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais.

O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.

O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.

Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o Lucro Brasil (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.

Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv.

Será possível que a montadora tem um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa não fala sobre o assunto.

Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600), segundo o Auto Blog.

Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.

Porque o mesmo carro é mais barato na Argentina e no Chile?

A ACARA, Associacion de Concessionários de Automotores De La Republica Argentina, divulgou em fevereiro, no congresso dos distribuidores dos Estados Unidos (N.A.D.A), em São Francisco, os valores comercializados do Corolla nos três países. No Brasil o carro custa U$ 37.636,00, na Argentina U$ 21.658,00 e nos EUA U$ 15.450,00.

O consumidor paraguaio paga pelo Kia Soul U$ 18 mil, metade do preço do mesmo carro vendido no Brasil. Ambos vêm da Coreia. Não há imposto que justifique tamanha diferença de preço.

Outro exemplo de causar revolta: o Jetta é vendido no México por R$ 32,5 mil. No Brasil esse carro custa R$ 65,7 mil.

Quer mais? O Gol I-Motion com airbags e ABS fabricado no Brasil é vendido no Chile por R$ 29 mil. Aqui custa R$ 46 mil.

A Volkswagen não explica a diferença de preço entre os dois países. Solicitada pela reportagem, enviou o seguinte comunicado:

As principais razões para a diferença de preços do veículo no Chile e no Brasil podem ser atribuídas à diferença tributária e tarifária entre os dois países e também à variação cambial.

Questionada, a empresa enviou nova explicação:

As condições relacionadas aos contratos de exportação são temas estratégicos e abordados exclusivamente entre as partes envolvidas.

Nenhum dirigente contesta o fato de o carro brasileiro ser caro, mesmo considerando o preço FOB: o custo de produção, sem a carga tributária.

Mas o assunto é tão evitado que até mesmo consultores independentes não arriscam falar, como o nosso entrevistado, um ex-executivo de uma grande montadora, hoje sócio de uma consultoria, e que pediu para não ser identificado.

Ele explicou que no segmento B do mercado, onde estão os carros de entrada, Corsa, Palio, Fiesta, Gol, a margem de lucro não é tão grande, porque as fábricas ganham no volume de venda e na lealdade à marca. Mas nos segmentos superiores o lucro é bem maior.

O que faz a fábrica ter um lucro maior no Brasil do que no México, segundo consultor, é o fato do México ter um mercado mais competitivo.

City é mais barato no México do que no Brasil por causa do drawback

Um dirigente da Honda, ouvido em off, responsabilizou o drawback, para explicar a diferença de preço do City vendido no Brasil e no México. O drawback é a devolução do imposto cobrado pelo Brasil na importação de peças e componentes importados para a produção do carro. Quando esse carro é exportado, o imposto que incidiu sobre esses componentes é devolvido, de forma que o valor base de exportação é menor do que o custo industrial, isto é: o City é exportado para o México por um valor menor do que os R$ 20,3 mil. Mas quanto é o valor dos impostos das peças importadas usadas no City feito em Sumaré? A fonte da Honda não responde, assim como outros dirigentes da indústria se negam a falar do assunto.

Ora, quanto poderá ser o custo dos equipamentos importados no City? Com certeza é menor do que a diferença de preço entre o carro vendido no Brasil e no México (R$ 15 mil).

A propósito, não se deve considerar que o dólar baixo em relação ao real barateou esses componentes?

A conta não bate e as montadoras não ajudam a resolver a equação. O que acontece com o Honda City é apenas um exemplo do que se passa na indústria automobilística. Apesar da grande concorrência, nenhuma das montadoras ousa baixar os preços dos seus produtos. Uma vez estabelecido, ninguém quer abrir mão do apetitoso Lucro Brasil.

Ouvido pela AutoInforme, quando esteve em visita a Manaus, o presidente mundial da Honda, Takanobu Ito, respondeu que, retirando os impostos, o preço do carro do Brasil é mais caro que em outros países porque aqui se pratica um preço mais próximo da realidade. Lá fora é mais sacrificado vender automóveis.

Ele disse que o fator câmbio pesa na composição do preço do carro Brasil, mas lembrou que o que conta é o valor percebido. O que vale é o preço que o mercado paga.

E por que o consumidor brasileiro paga mais do que os outros?

Eu também queria entender - respondeu Takanobu Ito - a verdade é que o Brasil tem um custo de vida muito alto. Até o McDonald aqui é o mais caro do mundo.

Se a moeda for o Big Mac -
confirmou Sérgio Habib, que foi presidente da Citroën e hoje é importador da chinesa JAC - o custo de vida do brasileiro é o mais caro do mundo. O sanduíche custa U$ 3,60 lá e R$ 14,00 aqui. Sérgio Habib investigou o mercado chinês durante um ano e meio à procura por uma marca que pudesse representar no Brasil. E descobriu que o governo chinês não dá subsídio à indústria automobilística; que o salário dos engenheiros e dos operários chineses não é menor do que o dos brasileiros.

Tem muita coisa torta no Brasil - concluiu o empresário, não é o carro. Um galpão na China custa R$ 400,00 o metro quadrado, no Brasil custa R$ 1,2 mil. O frete de Xangai e Pequim custa U$ 160,00 e de São Paulo a Salvador R$ 1,8 mil.

Para o presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes, os preços dos carros no Brasil são determinados pela Fiat e pela Volkswagen. As demais montadoras seguem o patamar traçado pelas líderes, donas dos maiores volumes de venda e referência do mercado, disse.

Fazendo uma comparação grosseira, ele citou o mercado da moda, talvez o que mais dita preço e o que mais distorce a relação custo e preço:

Me diga, por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços das suas bolsas?, questionou.

Ele se refere ao valor percebido pelo cliente. É isso que vale. O preço não tem nada a ver com o custo do produto. Quem define o preço é o mercado, disse um executivo da Mercedes-Benz, para explicar porque o brasileiro paga R$ 265.00,00 por uma ML 350, que nos Estados Unidos custa o equivalente a R$ 75 mil.

Por que baixar o preço se o consumidor paga?,
explicou o executivo.

Em 2003, quando foi lançado, o EcoEsport, da Ford, não tinha concorrente. Era um carro diferente, inusitado. A Ford cobrou caro a exclusividade: segundo informações de uma fonte que tinha grande ligação com a empresa na época, e conhecia os custos do produto, o carro tinha uma margem líquida de US$ 5 mil.

A montadora põe o preço lá em cima. Se colar, colou

Quando um carro não tem concorrente direto, a montadora joga o preço lá pra cima, disse um dirigente do setor. É usual, até, a fábrica lançar o carro a um preço acima do pretendido, para tentar posicionar o produto num patamar mais alto. Se colar, colou. Caso contrário, passa a dar bônus à concessionárias até reposicionar o modelo num preço que o consumidor está disposto a pagar.

Um exemplo recente revela esse comportamento do mercado. A Kia fez um pedido à matriz coreana de dois mil Sportage por mês, um volume que, segundo seus dirigentes, o mercado brasileiro poderia absorver. E já tinha fixado o preço: R$ 75 mil. Às vésperas do lançamento soube que a cota para o Brasil tinha sido limitada a mil unidades. A importadora, então, reposicionou o carro num patamar superior, para R$ 86 mil. E, como já foi dito aqui: pra que vender por R$ 75 mil se tem fila de espera pra comprar por R$ 86 mil? A versão com câmbio automático, vendida a R$ 93 mil, tem fila de espera e seu preço sobe para R$ 100 mil no mercado paralelo.

Cledorvino Belini, que também é presidente da Fiat Automóveis e membro do Conselho Mundial do Grupo Fiat, responsabiliza os custos dos insumos pelo alto preço do carro feito no Brasil. Disse que o aço custa 50% mais caro no Brasil em relação a outros países e que a energia no País é uma das mais caras do mundo.

A Anfavea está fazendo um Estudo de Competitividade para mostrar ao governo o que considera uma injusta concorrência da indústria instalada no Brasil em relação aos importadores.

Os fabricantes consideram que o custo dos insumos encarece e prejudica a competitividade da indústria nacional. O aço comprado no Brasil é 40% mais caro do que o importado da China, que usa minério de ferro brasileiro para a produção, revelou Belini. Ele apontou também os custos com a logística como um problema da indústria nacional e criticou a oneração do capital. É preciso que o governo desonere o capital nos três setores: cadeia produtiva, na infraestrutura e na exportação de tributos, disse.

Com a crise, o setor mostrou que tem (muita) gordura pra queimar. O preço de alguns carros baixou de R$ 100 mil para R$ 80 mil. Carros mais caros tiveram descontos ainda maiores.

São comuns descontos de R$ 5 mil, 10 mil. Como isso é possível se não há uma margem tão elástica pra trabalhar?

A GM vendeu um lote do Corsa Classic com desconto de 35% para uma locadora paulista, segundo um executivo da locadora em questão. O preço unitário foi de R$ 19 mil!

As montadoras tradicionais tentam evitar o óbvio, que é a perda de participação para as novas montadoras, disse José Carlos Gandini, presidente da Kia e da Abeiva, a associação dos importadores de veículos. O dólar é o mesmo pra todo mundo. As montadoras também compram componentes lá fora, e muito. Além disso, os importados já pagam uma alíquota de 35%, por isso não se trata de uma concorrência desleal, ao contrário, as grandes montadoras não querem é abrir mão da margem de lucro.

Mini no tamanho, big no preço

Mini, Fiat 500, Smart são conceitos diferentes de um carro comum: embora menores do que os carros da categoria dos pequenos, eles proporcionam mais conforto, sem contar o cuidado e o requinte com que são construídos. São carros chiques, equipados, destinados a um público que quer se exibir, que quer estar na moda. Que paga R$ 60 mil por um carro menor do que o Celta que custa R$ 30 mil e já é caro.

Onde estão os R$ 30 mil que o consumidor está pagando a mais pelo Smart e o Cinquecento e os R$ 70 mil a mais pelo Mini Cooper?

A Mercedes-Benz, importadora do Smart, fez as contas a nosso pedido dos acessórios do minicarro. Ele tem quatro airbags, ar-condicionado digital, freios ABS com EBD, controle de tração e controle de estabilidade. Segundo a empresa, o custo desse pacote seria em torno de R$ 20 mil, considerando os preços de equipamentos para a linha Mercedes, uma vez que o Smart já vem completo e não dispõe dos preços desses equipamentos separados.

Mesmo considerando esses preços ainda não se justifica os R$ 62 mil para um carro que leva apenas duas pessoas.

A Fiat vende o Cinquencento por R$ 62 mil, exatamente, e não por acaso, o mesmo preço do Smart. O carro tem sete airbags, banco de couro, ar-condicionado digital, teto solar, controle de tração, mas é menor que o Celta. Esse pacote custaria, somando os valores dos equipamentos, conforme preços divulgados pela Fiat, R$ 24 mil. Portanto, no preço cobrado, de R$ 62 mil, tem uma margem de lucro muito maior do que a de um carro comum.

E quem comprar o minúsculo Mini Cooper vai pagar a pequena fortuna de R$ 105 mil.

Claro que tamanho não é documento, especialmente quando se fala de carro. Você poderia dizer que o Ferrari é do tamanho de uma Kombi. Mas o fato é que as montadoras posicionam seus produtos num determinado patamar sem levar em conta o tamanho, o tipo de uso ou o custo do produto, mas apenas o preço que o mercado paga, optando por vender mais caro em vez de priorizar o volume, ganhando na margem de lucro.

Essa política pode ser válida para uma bolsa da Louis Vuitton, um produto supérfluo destinado a uma pequena parcela da elite da sociedade, ou mesmo para uma Ferrari, pra não sair do mundo do automóvel. Mas não deveria ser para um carro comum.

Além disso, existem exemplos de carro muito bem equipado a preços bem mais baixos. O chinês QQ, da Chery, vem a preço de popular mesmo recheado de equipamentos, alguns deles inexistentes mesmo em carros de categoria superior, como airbag duplo e ABS, além de CD Player, sensor de estacionamento. O carro custa R$ 22.990,00, isso porque o importador sofreu pressão das concessionárias para não baixar o preço ainda mais. A ideia original - disse o presidente da Chery no Brasil, Luiz Curi - era vender o QQ por R$ 19,9 mil. Segundo Curi, o preço do QQ poderá chegar a menos de R$ 20 mil na versão 1.0 flex, que chega no ano que vem. Hoje o carro tem motor 1.1 litro e por isso recolhe o dobro do IPI do 1000cc, ou 13%, isso além dos 35% de Imposto Importação.

As fábricas reduzem os custos com o aumento da produção, espremem os fornecedores, que reclamam das margens limitadas, o governo reduz imposto, como fez durante a crise, as vendas explodem e o Brasil se torna o quarto maior mercado do mundo.

E o Lucro Brasil permanece inalterado, obrigando o consumidor a comprar o carro mais caro do mundo.

Joel Leite - email: joelleite@autoinforme.com.br

Colaboraram: Ademir Gonçalves e Luiz Cipolli

http://www.webmotors.com.br/wmpublicador/yahooNoticiaConteudo.vxlpub?hnid=45643

24 junho 2011

U2 pode sofrer protestos na estreia em Glastonbury

Inglaterra (Reuters) - A banda de rock irlandesa U2 enfrenta a perspectiva de pequenos protestos enquanto se prepara para fazer sua estreia nesta sexta-feira em Glastonbury, um dos maiores festivais de música do mundo.

Dezenas de milhares de fãs já chegaram ao local do evento, uma fazenda leiteira no pitoresco sudoeste da Inglaterra, enfrentando campos recobertos de lama devido às chuvas recentes para terem um encontro com seus artistas favoritos em dezenas de palcos.

O foco principal da atenção na sexta-feira será a apresentação do U2 no palco Pyramid, construído na parte inferior de uma encosta gramada com lugar para mais de 100 mil pessoas em pé, dançando, cantando ou vaiando.

A banda se encontra na metade de uma turnê mundial que vem quebrando recordes, mas tem pouca experiência de tocar em festivais nos quais o público vem para assistir não apenas a ela.

O baterista Larry Mullen Jr. admitiu que a banda estará fora de sua zona de conforto.

"Apesar de tudo, temos algo a provar, e diz respeito às canções", disse ele em entrevista recente. "Diz respeito a uma banda poder se apresentar e tocar sua música, mesmo que não haja necessariamente efeitos especiais. Esse é um desafio para nós, e temos algo a provar."

O U2 estava previsto para apresentar-se em Glastonbury em 2010, mas teve que cancelar o show quando seu vocalista, Bono, machucou as costas.

Protestos previstos devido a impostos

A banda talvez tenha consciência também de uma campanha lançada por um pequeno grupo de pressão chamado Art Uncut que quer chamar a atenção para a decisão tomada pelo U2 alguns atrás de transferir algumas de suas operações da Irlanda para a Holanda, para finalidades de impostos.

Críticos dizem que Bono, importante ativista contra a pobreza no mundo, deveria se dispor a pagar impostos plenos em seu próprio país, principalmente agora, quando a Irlanda enfrenta sérias dificuldades financeiras.

Em fóruns online, outros argumentam que a banda tem o direito de pagar impostos legalmente onde quiser e que Bono trabalha mais que a maioria dos roqueiros para chamar a atenção para problemas globais importantes como a pobreza e as doenças.

Antes da apresentação do U2, esta noite, o legendário bluesman B.B.King e o cantor Morrissey, de Manchester, vão se apresentar no palco Pyramid.

As outras atrações principais do festival serão o Coldplay, no sábado, e Beyonce, que fará o show de encerramento, no domingo, seguindo o caminho trilhado por seu marido, jay-Z, que conquistou fãs em Glastonbury com uma apresentação instigante em 2008.

Os visitantes dispõem de inúmeras opções de entretenimento, com centenas de bandas se apresentando em vários palcos espalhados pelo local de 364 hectares. (Mike Collett-White)

20 maio 2011

Cálculo da GASOLINA

Combustíveis: aumentaram o preço da gasolina pra R$ 3,19. Vejam abaixo a composição do preço da gasolina e tirem suas próprias conclusões.


Beleza dePaís!
Composição do preço gasolina ( em reais) :

Gasolina ("A") 800ml (pura, vendida pela Petrobrás) = R$ 0,80
Álcool Anidro 200 ml (os 20% misturados à gasolina) = R$ 0,24


TOTAL = R$ 1,04 / Litro

+
CIDE - PIS/COFINS (Imposto Federal) = R$ 0,44
ICMS (Imposto Estadual) = R$ 0,64
TOTAL DE IMPOSTOS (104% do Preço Bruto) = R$ 1,08


TOTAL (CUSTO + IMPOSTOS) = R$ 2,12

+
LUCRO DA DISTRIBUIDORA (Média por Litro) = R$ 0,08
FRETE (Média por Litro) = R$ 0,02
LUCRO DO POSTO (Média por Litro) = R$ 0,25

FINALIZANDO:
VALOR NA BOMBA COM IMPOSTOS = R$ 2,47
VALOR NA BOMBA SEM IMPOSTOS = R$ 1,39


Portanto, se você consome 200 litros de gasolina por mês, o bolo
fica dividido assim:

DONO DO CARRO (otário 01- Você, no caso....) GASTA: R$ 494,00

DONO DO POSTO (otário 02) GANHA: R$ 50,00

DONO DO CAMINHÃO (otário 03) GANHA: R$ 4,00

PETROBRÁS (gente que rala...) GANHA: R$ 16,00

GOVERNO (nem um pouco otário....gente de lobby....gente da corte..... gente picareta...
gente privilégio reforma não...gente auto-salário) GANHA: R$ 216,00

Deveríamos comemorar a "auto-suficiência" em roubo também.
Nós produzimos nossos próprios corruptos...

VAMOS FAZER CIRCULAR ESTA MENSAGEM...