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16 março 2012

Cinemas de rua: realidade ou ficção?

Se você detesta a ideia de precisar ir a um shopping center para ver um filme e morre de saudade dos cinemas de rua, saiba duas coisas: 1. Há milhares de pessoas como você, portanto, não se ache um louco solitário saudosista; 2. Há movimentos fortes em várias cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, que já têm conquistado a preservação e o retorno ao funcionamento de vários cinemas de rua que entraram em decadência a partir dos anos 1980, sucumbindo ao modelo do cinema de shopping.

Em São Paulo, por exemplo, no próximo sábado (17) — data que marca um ano do fechamento do Cine Belas Artes, na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista — será realizado um ato pela reabertura do cinema, às 16h, seguido de uma bicicletada, às 18h. É importante lembrar que a luta pela preservação dos cinemas de rua em São Paulo não é de hoje: em 2004 a cidade aprovou uma lei que concedia uma série de incentivos fiscais à manutenção das salas de rua, mas esta lei foi revogada em 2007. Em 2009, o Cine Marabá, uma das salas que fazia parte da chamada "cinelândia" paulistana, foi reaberto após um processo de restauro .

MATÉRIA COMPLETA:

http://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/cinemas-rua-realidade-ou-fic%C3%A7%C3%A3o-002146411.html

15 dezembro 2011

Manifesto em defesa do Cine Belas Artes

MANIFESTO EM DEFESA DO CINE BELAS ARTES, PATRIMÔNIO CULTURAL, ARTÍSTICO E AFETIVO DE SÃO PAULO E DO BRASIL

Disponível em: http://links.causes.com/s/clzd4Z

Amparados na Constituição Federal, que inclui as “edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais” entre os bens que “constituem o patrimônio cultural brasileiro” (inciso IV do Artigo 126), defendemos o imediato tombamento do prédio da Rua da Consolação, 2.423, esquina com a avenida Paulista, onde funcionava o mítico Cine Belas Artes. Também demandamos das autoridades que lancem mão de todos os instrumentos necessários para reabrir o cinema, inaugurado em 1967 pela Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC) e Companhia Serrador no mesmo prédio que antes abrigara o Cine Trianon, aberto em 1952.

Desde sua inauguração, o Cine Belas Artes manteve as características que demarcaram sua singularidade no circuito exibidor e tornaram-no fundamental para a cultura cinematográfica no Brasil. Ao longo de 44 anos, operou mais como um centro cultural formador de público do que mera sala exibidora, como atestam dois de seus aclamados projetos, o Cineclube e o Noitão, que, diferentemente das salas de shopping, promoviam uma atmosfera propícia à interação. Contou para isso com a preciosa contribuição de Ancona López, reconhecido internacionalmente como um dos melhores programadores de cinema e que teve Leon Cakoff como seu assistente. Soube, também, adaptar-se à nova tendência de complexos com salas pequenas e médias ao transformar seu espaço no mais significativo multiplex de rua do país.

O Cine Belas Artes promovia a diversidade cultural e a reflexão sobre dramas humanos, história, política e arte por meio de uma programação com filmes de alto padrão, brasileiros e estrangeiros, inclusive com elevado número de obras-primas procedentes de países pouco presentes no nosso mercado exibidor. Desempenhava papel fundamental no circuito cultural das ruas da Consolação e Augusta e Avenida Paulista. Nos fins de semana e feriados, recebia, em média, 1.800 frequentadores por dia. As filas se repetiam e lotavam suas salas também às segundas e quartas-feiras nas tradicionais promoções com ingressos mais baratos. Esse sucesso era favorecido igualmente pela facilidade de acesso a pé e por transporte público.

Entretanto, pressões do mercado imobiliário provocaram a suspensão das atividades do cinema em março deste ano. O fato recebeu ampla divulgação na mídia. Frequentadores realizaram protestos na internet e na rua contra o fechamento e organizaram o Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA). Centenas de depoimentos pró-Belas Artes, um abaixo-assinado com cerca de 20 mil assinaturas e adesões de quase 90 mil pessoas no aplicativo Causes no Facebook são apenas alguns exemplos do que é visto como uma das maiores mobilizações em defesa de um patrimônio cultural no Brasil. Destacamos que este uníssono de vozes em São Paulo coincide com o movimento de resgate histórico dos cinemas de rua em curso no Rio de Janeiro, que contempla a reabertura do igualmente mítico Cine Paissandú (tombado em 2008), anunciada para julho de 2012.

Garantir o cinema de rua é valorizar um modo de vivenciar a cidade com seus bares, restaurantes, livrarias, as pipocas e as pizzas e os encontros com amores, amigos e conhecidos. É, acima de tudo, um exercício de cidadania – lugar de comunhão entre memória, cultura e afeto – que deve ser protegido e fomentado pelo Poder Público.

Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA)

LISTA PRELIMINAR DE APOIOS AO MANIFESTO PELO CINE BELAS ARTES

Alberto Bandone - cineasta
Alexandre Stockler - cineasta
André F.G. Neves - cineasta
André Fischer - jornalista
Anna Marcondes - presidente da Via Cultural - Instituto de Pesquisa e Ação pela Cultura
Antônio Moura Reis - jornalista
Antunes Filho - diretor do Centro de Pesquisa Teatral (CPT) do Sesc
Benjamin Seroussi - curador e produtor
Caio Plessmann - cineasta
Cândido Malta Campos Filho - arquiteto e urbanista e professor da FAU/USP
Cao Hamburger - cineasta
Carlos Guilherme Mota - historiador e professor emérito da FFLCH/USP
Caru Alves de Souza - cineasta
Célia Marcondes - presidente da Sociedade Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César (Sammorc)
Celso Antonio Bandeira de Mello - jurista
Celso Gonçalves - cineasta e presidente da seção paulista da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD)
Celso Luiz Lasarim - jornalista
Cleo de Paris - atriz do grupo "Os Satyros"
Cunha Júnior - apresentador de TV
Daniela Thomas - cenógrafa e cineasta
Danilo Miranda - diretor do Sesc/SP
Debora Duboc - atriz
Denise Carreira - coordenadora de educação da Ação Educativa e Relatora Nacional para o Direito Humano à Educação
Edgard Carvalho - professor titular do departamento de antropologia da PUC/SP e representante no Brasil da cátedra itinerante Unesco Edgard Morin
Eduardo Suplicy - senador (PT/SP)
Eliseu Gabriel - vereador (PSB/São Paulo capital)
Evaldo Mocarzel - cineasta e dramaturgo
Eva Wilma - atriz
Fábio Yamaji - diretor de animação
Fernando Alves Pinto - ator
Fred Ghedini - ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e diretor da Associação de Proteção dos Direitos Autorais dos Jornalistas Brasileiros (Apijor)
Gerardo Fontenelle - cineasta
Gero Camilo - ator e dramaturgo
Gina Rizpah Besen - psicóloga, consultoria ambiental e doutora em saúde pública
Hélio Goldstejn - diretor de TV
Jeferson De - cineasta
João Federici - produtor
João Signorelli - ator
Jorge Rubies - presidente da Associação Preserva São Paulo
Jorge Mautner - cantor e compositor
José Osório de Azevedo - desembargador
Junia Sirqueira Soares - assistente de audio-visual
Kiko Goifman - cineasta
Laerte - cartunista
Laerte Késsimos - ator
Laís Bodanzky - cineasta
Laura Wie - apresentadora de TV
Leandro Marques - radialista e cineasta
Lee Taylor - ator
Lucia Helena Vitalli Rangel - diretora adjunta da Faculdade de Ciências Sociais da PUC/SP
Lucila Lacreta - diretora do Movimento Defenda São Paulo
Luiz Carlos Merten - jornalista
Márcio Debellian - documentarista
Maria Margarida Cavalcanti Limena - diretora da Faculdade de Ciências Sociais da PUC/SP
Mouzar Benedito - escritor e jornalista
Nabil Bonduki - arquiteto e urbanista e professor da FAU/USP
Newton Moreno - dramaturgo
Olgária Matos - professora do Departamento de Filosofia da FFLCH/USP
Paula C. Ferraz - assessora de imprensa
Paulo Cannabrava - Associação de Proteção dos Direitos Autorais dos Jornalistas Brasileiros (Apijor)
Paulo de Tarso Chamon Schmidt - publicitário e jornalista
Pedro Roberto Jacobi - sociólogo e presidente do Procam/USP
Raquel Rolnik - arquiteta e urbanista, professora da FAU/USP e relatora da ONU para o direito à moradia
Raul Teixeira - sonoplasta e coordenador do curso de Sonoplastia da SP Escola de Teatro
Regina Drummond - escritora
Regina Porto - sonoplasta, produtora e curadora de música contemporânea
Ricardo Ohtake - arquiteto
Rubens Rewald - cineasta e vice-presidente da Associação Paulista de Cineastas (Apaci)
Sara Silveira - produtora de cinema
Sebastião Milaré - escritor
Sérgio Haddad - diretor-presidente do Fundo Brasil Direitos Humanos e socio-fundador da organização Ação Educativa
Sonia Barros - escritora infanto-juvenil
Soninha Francine, apresentadora e ex-vereadora em São Paulo capital
Tadeu Jungle - cineasta
Toni Venturi - cineasta
Vera Masagão - coordenadora geral da Ação Educativa e integrante da coordenação executiva da Abong - Associação Brasileira de ONGs
Vinícius Romanini - jornalista e professor de semiótica da ECA e FAU/USP
Zé Celso Martinez Corrêa - ator, autor, diretor e líder do Teatro Oficina
Zuenir Ventura - jornalista

28 novembro 2011

Como a poluição pode alterar nosso cérebro


estadão.com.br

SÃO PAULO - O documentário ‘Ser Campeão é Detalhe: Democracia Corinthians’ conta um pouco do que é o Corinthians, abordando feitos dentro e fora de campo por meio de depoimentos de jogadores que já vestiram a camisa do time, membros de comissão técnica e pessoas que, de certa forma, fizeram parte da história do clube.

Trata-se de um curta que começou a ser produzido em 2008, como parte da disciplina de conclusão de curso na Unicamp. O filme começou de maneira independente, quando ainda todos da equipe eram recém-formados, e acabou com produção da DNA Filmes.

O TEMA
Em meio a uma estrutura falida e conservadora, um clube brasileiro consegue alterar as regras do jogo. Não objetiva títulos, mas condições dignas de trabalho baseadas no diálogo e no respeito. Tem direção de Gustavo Forti Leitão e Caetano Biasi, com produção de Rubens Passaro e Rogério Porto.

O lançamento do ‘Ser Campeão é detalhe’ está marcado para 8 de dezembro, no Museu do Futebol, em sessão aberta ao público. Depois da exibição haverá um debate com personalidades do documentário.

No dia 9, o filme será liberado na internet e redes sociais. O filme tem depoimentos de Sócrates, Wladimir, Zenon, Biro-Biro, Washington Olliveto, Juca Kfouri, Adilson Monteiro Alves, Waldemar Pires, Sérgio Scarpelli, Mário Travaglini, professor José Paulo Florenzano e Plínio Labriola.


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14 outubro 2011

Os 10 filmes mais pirateados da história

Baixado 21 milhões de vezes, Avatar, de James Cameron, é o filme mais pirateado

Tatiana de Mello Dias do, estadao.com.br

Avatar, de James Cameron, é o filme mais pirateado da história. Mesmo assim, o longa não deixou de render - seus lucros ultrapassam US$ 2 bilhões em todo mundo. Ele foi baixado 21 milhões de vezes.


Lucros de Avatar ultrapassaram US$ 2 bilhõesDivulgaçãoO segundo colocado é Batman: O Cavaleiro das Trevas, com 19 milhões de downloads e US$ 1 bilhão de lucro.

A lista foi feita pelo TorrentFreak com base nas estatísticas do BitTorrent desde 2006. Detalhe: nenhum desses filmes está no catálogo do Netflix.


Confira a lista completa:

1. Avatar (2009) - 21 milhões de downloads

2. Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) - 19 milhões de downloads

3. Transformers (2007) - 19 milhões de downloads

4. A Origem (2010) - 18 milhões de downloads

5. Se Beber, Não Case (2009) - 17 milhões de downloads

6. Star Trek (2008) - 16 milhões de downloads

7. Kick Ass (2010) - 15 milhões de downloads

8. Os Infiltrados (2006) - 14 milhões de downloads

9. O Incrível Hulk (2008) - 14 milhões de downloads

10. Piratas do Caribe: no fim do mundo (2007) - 14 milhões de downloads

22 setembro 2011

Filme mostra o que mudou no Rio depois das UPPs

Agência Estado

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,filme-mostra-o-que-mudou-no-rio-depois-das-upps,775715,0.htm


Morador da Cidade de Deus há 32 anos, o cineasta Rodrigo Felha sentiu um frio na espinha ao se ver diante de centenas de policiais militares no centro de treinamento da corporação, durante as filmagens do documentário "5 x UPP ", no fim de 2010.

Quatro meses antes, ele havia passado por uma revista que considerou humilhante: foi obrigado a baixar as calças, se recusou e foi parar na delegacia.

"Eu sempre tive o policial como inimigo, e eu sabia que aquele homem que fez uma abordagem errada comigo tinha saído daquela escola", conta o diretor. "Eu me perguntava se algum daqueles policiais poderia me agredir ou agredir um amigo meu no futuro."

Mergulhados no cotidiano das comunidades há décadas, Rodrigo Felha, Cadu Barcellos, Luciano Vidigal e Wagner Novais - todos moradores de favelas cariocas - mostram por dentro o que mudou na cidade após a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).

No documentário, que será lançado no Festival do Rio, a partir de 6 de outubro, eles narram as transformações em curso nas vidas de moradores do morro, nos bairros vizinhos, na polícia e no comportamento dos traficantes.

O projeto é uma reedição da parceria dos quatro diretores com os produtores Cacá Diegues e Renata Magalhães, que trabalharam juntos no longa de ficção "5x Favela - Agora por nós mesmos". Na tela, os cineastas pretendem mostrar uma visão crítica do projeto, sem contaminações sociais ou políticas.

29 agosto 2011

Comerciantes ainda sofrem impacto do fim do Cine Belas Artes; veja como está o espaço


Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo
  • Fachada do Cine Belas Artes em 4 de janeiro... e em 29 de julho deste ano; arraste a imagem para ver como era e como está a sala de cinema na região central de São Paulo


Quase cinco meses após o encerramento das atividades do Cine Belas Artes, os comerciantes da rua da Consolação, região central de São Paulo, ainda lamentam o fim do antigo "point" da classe média “cult” paulistana. Inaugurado em 1952, o cinema cerrou as portas em 17 de março deste ano, após o proprietário não renovar o contrato com os administradores.

Dono da tradicional pizzaria Micheluccio, que funciona na região desde 1957, Edimir Lopes, 51, teve que começar a vender pastéis durante o dia para suprir a queda no faturamento após o fechamento do cinema. O restaurante fica exatamente em frente ao Belas Artes, e grande parte dos clientes da noite eram frequentadores do local.

“Aqui abria só às 18h, mas o fim do cinema me obrigou a vender os pastéis durante o dia. Perdemos clientes antigos, que vinham aqui depois de ver o filme”, diz. Lopes afirma ainda que a proibição de estacionar o carro ao longo da Consolação --em vigor desde 2004, quando o corredor de ônibus foi inaugurado na via-- também prejudicou o movimento no seu estabelecimento.

IMAGENS DO CINE BELAS ARTES

  • Carlos Goldgrub/Folhapress

    O Belas Artes foi aberto em abril de 1990, quando era administrado pela produtora francesa Gaumont

  • Zanone Fraissat/Folhapress

    Última sessão do Cine Belas Artes antes do fechamento, em 17 de março deste ano

  • Willians Valente/UOL

    Depois de fechado, as paredes do Cine Belas Artes foram alvo de pichadores e grafiteiros

Cláudio Bezerra, 38, funcionário da Micheluccio, estima que a pizzaria perdeu um terço dos clientes desde o fim do Belas Artes. “Se é para ajudar a reabrir o cinema, pode dizer na reportagem que afetou muito. Perdemos pelo menos 30% dos fregueses. Outros bares que tinham história, como o Burger Beer, o Bar do Guedes, tiveram que fechar as portas.”

Os estacionamentos próximos ao Belas Artes também foram afetados. Alguns, que funcionavam até a madrugada, passaram a fechar às 21h. Clei Alves dos Santos, 27, manobrista, diz que o estacionamento em que trabalha parou de funcionar aos domingos. “Todo domingo aqui ficava lotado. Agora eu acho que o movimento caiu uns 40%”, diz.

Para Odete Machado, dona de uma das cinco bancas de livros que funcionam na passagem subterrânea cultural que fica ao lado do cinema, o problema maior do fim do Belas Artes é de ordem emocional. “O público continua vindo na galeria, mas o fim do cinema foi uma grande perda. Fiz muitas amizades com frequentadores de lá. Era uma boa opção de lazer. Não tenho grana para ir ao Reserva Cultural ou ao cinema da Livraria Cultura.”

Abrigo para moradores de rua

Alguns dias após o fechamento, pichadores e grafiteiros deixaram suas marcas nas vitrines e paredes do Belas Artes, colorindo as paredes vermelhas do espaço. Além de "painel" para os artistas do spray, o espaço ganhou outra função social: à noite e, eventualmente, de dia, moradores de rua descansam sob as marquises do local.

“Eu e mais quatro dormimos aqui. Antes, com o cinema aberto, não dava. Era muito movimento. Agora é sossegado, ninguém vem perturbar”, afirma Jaílson Ferreira, 40, que mora na rua.

Para evitar invasões e depredações, o proprietário do imóvel contratou quatro seguranças para vigiar o espaço dia e noite, que se revezam em dois turnos de 12h. Um deles é Antonio Pereira, 50: “Agora está tudo pacífico. O cinema está vazio. Tiraram tudo que tinha dentro”, diz.

Tombamento e futuro

O fechamento do Belas Artes mobilizou os frequentadores do local que, por meio das redes sociais, organizaram atos na rua e no próprio cinema. Na época, o antigo administrador da sala, André Sturm, tentou negociar com o proprietário Flávio Maluf a renovação do contrato, mas as partes não chegaram a um acordo quanto ao valor.

Mesmo sem o patrocínio do banco HSBC há quase um ano, os inquilinos chegaram a oferecer cerca de R$ 80 mil pelo aluguel, mas o dono queria quase o dobro (R$ 150 mil), o que inviabilizou o negócio.

  • Fachada do Cine Belas Artes em 16 de março... e em 29 de julho deste ano; arraste a imagem para ver como era e como está a sala de cinema na região central de São Paulo

Sturm, atualmente diretor do MIS (Museu da Imagem e do Som), diz que todos os equipamentos do cinema já foram doados. “Nos desfizemos. Não dava para guardar todo o equipamento, mais de mil cadeiras...”, afirma.

O antigo administrador do Belas Artes, contudo, ainda mantém a esperança de reabrir o cinema. Para tanto, espera que o Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental), órgão da Secretaria Municipal de Cultura, decida favoravelmente ao tombamento do prédio.

O Departamento de Patrimônio Histórico, da mesma secretaria, já se manifestou a favor. Agora, o Conpresp aguarda um parecer da Secretaria de Negócios Jurídicos da prefeitura.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a Secretaria de Negócios Jurídicos foi envolvida no processo porque o Belas Artes não se enquadra exatamente em nenhuma das áreas de tombamento. “Precisamos saber se o cinema pode ou não ser considerado patrimônio imaterial como o folclore, por exemplo. Como patrimônio material é complicado, porque a estrutura do prédio já passou por várias reformas”, diz a assessoria.

Se for tombado, o proprietário terá que acatar uma série de limitações no funcionamento do cinema, que restringiriam o aluguel para determinados clientes comerciais, o que pode favorecer a locação para os antigos administradores do Belas Artes . “Eu imagino que, com o tombamento, alugar para nós possa ser um bom negócio [ao proprietário], disse Sturm.

De acordo com Fábio Luchesi Filho, advogado de Flávio Maluf, o dono do imóvel só irá decidir o futuro do espaço após a decisão sobre o tombamento.

Cine Belas Artes e arredores

Foto 17 de 42 - 30.jul.2011 - Quase cinco meses após o encerramento das atividades do Cine Belas Artes, os comerciantes da rua da Consolação, região central de São Paulo, ainda lamentam o fim do antigo point da classe média "cult" paulistana Willians Valente/UOL

30 junho 2011

Filme sobre vida de Marina será lançado em 2013

Sandra Werneck (Foto: Divulgação)

O filme sobre a vida de Marina Silva começa a ser rodado em maio do ano que vem. A diretora Sandra Werneck embarca em agosto para o Acre para definir as locações das filmagens. O plano é que o longa seja lançado no começo de 2013.

A cineasta, que demorou três meses para convencer Marina sobre o projeto, está trabalhando na primeira versão do roteiro, adaptado do livro Marina: a vida por uma causa, da jornalista Marília de Camargo César.

Sandra dedicará 80% do filme à ligação da ex-senadora com o meio ambiente. A campanha de Marina à Presidência da República e sua saída do PV, por enquanto, não estão no roteiro.

- A princípio, minha ideia é que o filme vá até ela se tornar ministra do Meio Ambiente. Quero mostrar a Marina como uma pessoa que acredita que o meio ambiente está ligado à questão social e que é uma das principais discussões atuais do Brasil – contou Sandra ao Poder Online.

Em busca de recursos por meio da Lei Rouanet, Sandra diz que não pretende financiar o filme “com editais de dinheiro público, como Petrobras, BNDES e Eletrobras”.

- Quero levantar os recursos com empresas privadas.

http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/06/30/filme-sobre-vida-de-marina-sera-lancado-em-2013/

07 junho 2011

Começam filmagens da juventude de Renato Russo

Rodado em Brasília, "Somos Tão Jovens" foca ascensão do vocalista da Legião Urbana, que também inspira outros dois filmes

iG São Paulo | 07/06/2011 15:02

Foto: AgNews Ampliar

Thiago Mendonça: Renato Russo nos cinemas

Depois de "Cazuza - O Tempo Não Para", outra lenda do rock nacional terá sua trajetória contada nas telas. Começaram na semana passada, em Brasília, as filmagens de "Somos Tão Jovens", cinebiografia da juventude de Renato Russo, antigo líder da Legião Urbana.

O filme vai mostrar os anos anteriores à criação da banda no início da década de 1980, em meio à efervescente cena roqueira da capital federal. Thiago Mendonça, conhecido por "Dois Filhos de Francisco" e trabalhos na televisão, vai interpretar Renato Manfredini Jr., nome real do cantor.

A direção é de Antonio Carlos da Fontoura ("Gatão de Meia Idade") e o roteiro foi escrito pelo experiente Marcos Bernstein ("Central do Brasil", "Chico Xavier", "Do Outro Lado da Rua"). A equipe fica em Brasília até o final de junho e depois se muda para Paulínia, no interior de São Paulo, por mais um mês.

Ainda no elenco, estão Sandra Corveloni (premiada em Cannes por "Linha de Passe"), Marcos Breda, Laila Zaid, Bianca Comparato e Olívia Torres. A estreia está prevista para o segundo semestre de 2012.

"Somos Tão Jovens" não é o único projeto da Legião Urbana em produção. Atualmente, outros dois filmes ligados à banda estão sendo filmados: o curta "Eduardo e Mônica", de Nando Olival, e o longa "Faroeste Caboclo", de René Sampaio, ambos inspirados na trama das músicas de mesmo nome. "Faroeste Caboclo", aliás, também tem Bernstein entre seus roteiristas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/comecam+filmagens+da+juventude+de+renato+russo/n1597011904327.html

Começam filmagens da juventude de Renato Russo

Rodado em Brasília, "Somos Tão Jovens" foca ascensão do vocalista da Legião Urbana, que também inspira outros dois filmes

iG São Paulo | 07/06/2011 15:02

Foto: AgNews Ampliar

Thiago Mendonça: Renato Russo nos cinemas

Depois de "Cazuza - O Tempo Não Para", outra lenda do rock nacional terá sua trajetória contada nas telas. Começaram na semana passada, em Brasília, as filmagens de "Somos Tão Jovens", cinebiografia da juventude de Renato Russo, antigo líder da Legião Urbana.

O filme vai mostrar os anos anteriores à criação da banda no início da década de 1980, em meio à efervescente cena roqueira da capital federal. Thiago Mendonça, conhecido por "Dois Filhos de Francisco" e trabalhos na televisão, vai interpretar Renato Manfredini Jr., nome real do cantor.

A direção é de Antonio Carlos da Fontoura ("Gatão de Meia Idade") e o roteiro foi escrito pelo experiente Marcos Bernstein ("Central do Brasil", "Chico Xavier", "Do Outro Lado da Rua"). A equipe fica em Brasília até o final de junho e depois se muda para Paulínia, no interior de São Paulo, por mais um mês.

Ainda no elenco, estão Sandra Corveloni (premiada em Cannes por "Linha de Passe"), Marcos Breda, Laila Zaid, Bianca Comparato e Olívia Torres. A estreia está prevista para o segundo semestre de 2012.

"Somos Tão Jovens" não é o único projeto da Legião Urbana em produção. Atualmente, outros dois filmes ligados à banda estão sendo filmados: o curta "Eduardo e Mônica", de Nando Olival, e o longa "Faroeste Caboclo", de René Sampaio, ambos inspirados na trama das músicas de mesmo nome. "Faroeste Caboclo", aliás, também tem Bernstein entre seus roteiristas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/comecam+filmagens+da+juventude+de+renato+russo/n1597011904327.html

25 maio 2011

José Padilha e roteirista de "Gran Torino" preparam filme sobre crime em fronteiras latino-americanas


  • José Padilha participa do Festival de Berlim com Tropa de Elite 2, que está na Mostra Panorama. O primeiro Tropa de Elite conquistou o Urso de Ouro em 2008 (11/02/2011)

    José Padilha participa do Festival de Berlim com "Tropa de Elite 2", que está na Mostra Panorama. O primeiro "Tropa de Elite" conquistou o Urso de Ouro em 2008 (11/02/2011)

O diretor José Padilha, responsável pelos filmes "Tropa de Elite", vai se juntar ao roteirista de "Gran Torino", Nick Schenk, para seu próximo projeto.

Atualmente trabalhando no remake de "Robocop", Padilha vai dirigir em seguida "Tri-Border", filme em inglês que deve explorar as organizações criminosas entre as fronteiras de Brasil, Paraguai e Argentina, sob a ótica de um agente norte-americano da Força Administrativa de Narcóticos.
Em entrevistra ao site Hollywood Reporter, o diretor diz considerar a história de "Tri-Border" mais internacional do que a de "Tropa de Elite". "É uma realidade diferente, em um ambiente totalmente diferente: a fronteira entre os três países, onde é possível encontrar tipos distintos operando", afirma.
O roteiro deve ficar pronto até agosto de 2011.

http://cinema.uol.com.br/ultnot/2011/05/25/jose-padilha-e-roteirista-de-gran-torino-preparam-filme-sobre-crime-em-fronteiras-latino-americanas.jhtm

"Apostamos todas as nossas fichas no tombamento", diz dono do Cine Belas Artes






  • Movimentação na noite do último dia de funcionamento do Cine Belas Artes, em 17 de março

    Movimentação na noite do último dia de funcionamento do Cine Belas Artes, em 17 de março


Mesmo após o segundo adiamento da votação do tombamento do Cine Belas Artes, o sócio-proprietário do cinema, André Sturm, está otimista: "Apostamos todas as nossas fichas no tombamento", diz.


O processo entrou em pauta na reunião de hoje (24) no Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico de São Paulo), mas não foi votado. A abertura do processo ocorreu em janeiro.


"Já que não foi possível continuar de outro jeito, se for possível desse, é melhor do que nada", explica o proprietário. Apesar de não haver garantia de que o Belas Artes volte a operar no prédio em que funcionava, na rua da Consolação, Sturm acredita que eles têm grande possibilidade de continuar, pois são competitivos financeiramente, em relação aos demais cinemas do chamado "circuito de cinemas de arte".


Caso o tombamento não seja aprovado, o dono do Belas Artes diz que irá procurar outro lugar para o cinema.


Há duas semanas, o documento já havia entrado em pauta, mas o conselho não chegou a votá-lo e solicitou que um parecer da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano sobre o pedido fosse mandado à PGM (Procuradoria Geral do Município). O projeto pode voltar para o Conpresp para ser votado na próxima reunião do conselho, em junho.


Histórico


Localizado na esquina da rua da Consolação com a avenida Paulista, o imóvel abriga cinemas desde 1943. Com o nome Belas Artes existe desde 1967. No dia 30 de dezembro do ano passado, André Sturm recebeu uma notificação judicial para que entregasse o imóvel até fevereiro. Segundo Sturm, "o proprietário [do prédio, Flávio Maluf] disse que queria o imóvel de volta porque ia abrir uma loja" no local. O fechamento da sala foi então marcado para dia 27 de janeiro deste ano, mas o cinema operou até o dia 17 de março.


Após a notícia do fim do tradicional cinema ocorreram manifestações via web e passeatas, e o pedido de tombamento foi protocolado pela organização social Via Cultural, pela Associação Paulista de Cineastas (Apaci) e pelo vereador Gilberto Natalini (PDSB).


*Com Agência Estado


http://cinema.uol.com.br/ultnot/2011/05/24/apostamos-todas-as-nossas-fichas-no-tombamento-diz-dono-do-cine-belas-artes.jhtm

11 abril 2011

Filme sobre Tancredo corta cena de doações de Maluf

O filme "Tancredo - A Travessia", cinebiografia de Tancredo Neves dirigida por Silvio Tendler, chegou aos cinemas sem cenas que afirmam que o mineiro, que morreu antes de tomar posse como presidente, em 1985, recebeu doações para a campanha do hoje deputado federal Paulo Maluf (PP-SP). O filme foi exibido na semana passada no festival de documentários "É Tudo Verdade", em São Paulo. Segundo a produção do filme, o neto de Tancredo, senador Aécio Neves (PSDB-MG), acompanhou a produção do filme de perto. Tendler negou motivação política para os cortes ou interferência de Aécio. O tucano também negou ingerência. Em dezembro do ano passado, reportagem da Folha mostrou, após ter acesso a uma versão não finalizada do filme, que as doações foram reveladas pelo sobrinho de Tancredo e hoje senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Dornelles afirma que recorreu a Maluf após Tancredo lhe relatar uma situação financeira "caótica" em sua campanha para governador de Minas em 1982. Maluf, em depoimento à versão não finalizada do filme, confirma: "Dei-lhe uma ajuda dentro da lei". Em 1985, Tancredo e Maluf eram adversários quando o mineiro foi eleito o primeiro presidente após a ditadura. Tancredo era do oposicionista MDB e Maluf, do PDS. Tendler disse acreditar que Maluf fez a doação para derrotar o adversário de Tancredo em Minas, Eliseu Resende. Assim, ele enfraqueceria Mário Andreazza, aliado de Resende, que disputava com Maluf a candidatura do PDS a presidente. Questionado em 2010, Aécio disse que, se houve a doação, foi "nada que tenha sido significativo". A Folha apurou que houve autocensura na equipe de Tendler para não incomodar a família. A doação era um dos pontos que mostravam contradições do mineiro. Tendler rechaça a avaliação: "[A cena] não revelaria contraditório, mas sutilezas da política". OUTRO LADO O cineasta Silvio Tendler atribuiu os cortes das cenas que falam das doações de Paulo Maluf a Tancredo Neves à necessidade de reduzir a duração do filme e de não desviar o foco. Tendler disse que, quando montou a versão anterior, considerava essas cenas importantes. "Com o tempo, compreendi que se tratava mais de ruído que de informação." A Folha não conseguiu localizar Paulo Maluf e Francisco Dornelles. http://www1.folha.uol.com.br/poder/900987-filme-sobre-tancredo-corta-cena-de-doacoes-de-maluf.shtml

02 abril 2011

Câmara negocia uso de prédio onde moram deputados para locação de filme sobre Renato Russo

Poderia haver cenário melhor para tocar "Que País é Esse?"

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em Brasília
  • Renato Russo durante show da banda Legião Urbana em São Paulo (16/06/1994)

    Renato Russo durante show da banda Legião Urbana em São Paulo (16/06/1994)

Um prédio onde vivem 24 deputados federais pode se tornar local de filmagens de “Somos Tão Jovens”, longa sobre a vida do cantor e compositor Renato Russo (1960-1996). Para negociar, a Câmara já recebeu a produtora do filme, que, no entanto, diz ainda não ter escolhido a região da capital federal em que fará as gravações para retratar a trajetória do astro da Legião Urbana.

De acordo com a Quarta Secretaria da Câmara, responsável pelas moradias dos parlamentares, a produção já visitou apartamentos no Bloco I da Quadra 111, na Asa Sul de Brasília, por considerar as habitações dali semelhantes às da época em que o roqueiro vivia na cidade. Há prédios com deputados em outras áreas da capital, mas esse é um dos mais antigos.

A proposta inicial é de que as gravações sejam feitas das 8 às 21h nos dias em que os deputados não estiverem em casa – a semana deles vai de terça a quinta-feira. Seriam utilizados o hall de entrada do prédio e o estacionamento, que ficariam interditados para os moradores do edifício, que é de propriedade da Câmara.

Renato Russo e Legião Urbana

Foto 16 de 17 - Marcelo Bonfá (esq.), Renato Russo e Dado Villa-Lobos, da banda Legião Urbana Mais Divulgação

“Não queremos causar constrangimento aos parlamentares nem somar mais um problema, porque ainda temos ex-deputados que não deixam os apartamentos funcionais, apartamentos com problemas de água e esgoto”, disse ao UOL Notícias o quarto-secretário da Câmara, Júlio Delgado (PSB-MG). “Se pudermos ajudar, sem problema. Mas criar mais dificuldade, não.”

Produtor-executivo da Canto Claro produções, Marcelo Torres informou que o local das gravações não foi escolhido. “Ainda estamos avaliando uma série de lugares, não tem nada maduro sobre esse assunto”, afirmou. “O Renato realmente teve uma vivência naquela região, mas nós podemos filmar em qualquer lugar da cidade, não é uma obrigação ser ali.”

A Quarta Secretaria não quis informar quais deputados vivem no prédio cujo uso está sendo negociado, mas informou que a produção do filme poderia ter de arcar com o custo de hotel de deputados e outros moradores que não queiram ficar ali durante as filmagens. A produtora prevê o início das gravações para maio.

Nem a Câmara nem a produção do filme informaram qual é o custo do aluguel das dependências do prédio onde vivem os parlamentares.

Filme

O diretor do filme sobre Renato Russo é Antônio Carlos da Fontoura, que em 2006 trabalhou com “Gatão de Meia Idade”. O protagonista será o ator Thiago Mendonça, que fez sucesso ao interpretar o cantor Luciano, em “Dois Filhos de Francisco”, em 2004. Brasília será o cenário principal do filme, para mostrar a cena rock na qual o astro despontou. Os outros membros da Legião Urbana, Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá, serão interpretados por seus filhos.

A expectativa é de que o filme chegue aos cinemas em 2012, assim como acontecerá com outra produção inspirada na obra de Renato Russo, “Faroeste Caboclo”. No caso de “Somos Tão Jovens”, os grandes financiadores também têm vínculo com o governo: Petrobras e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O orçamento da película foi estimado em cerca de R$ 6 milhões e já está quase totalmente garantido.

01 abril 2011

Trajetória de Marina Silva vai virar filme dirigido por Sandra Werneck

Marina Silva participa de evento na Abrinq Rio de Janeiro - A vida de Marina Silva, líder ecologista do Brasil e defensora da Amazônia, vai virar filme pelas mãos da diretora Sandra Werneck, que mostrará a dura infância da ambientalista e sua trajetória para alcançar a Presidência do país, informou a editora que publicou sua biografia. A ideia do projeto cinematográfico surgiu no livro "Marina: a Vida Por uma Causa", escrito pela jornalista Marília de Camargo César e publicado no ano passado durante a campanha eleitoral de Marina Silva, que recebeu quase um quinto dos votos, atrás de Dilma Rousseff e de José Serra. A obra relata parte da vida da ecologista, cuja biografia é marcada em parte por sua atípica infância e por sua imagem de política honrada e coerente. Marina, com 53 anos, foi criada em um remoto povoado do estado do Acre e lançou sua candidatura à Presidência no ano passado pelo Partido Verde (PV). Marina, formada em História e ex-ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008 no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, aprendeu a ler e a escrever com 16 anos após uma infância dedicada à extração da borracha e marcada por diversas doenças provocadas pelo mercúrio usado pelos garimpeiros nos rios amazônicos. Na adolescência entrou para um convento de Rio Branco, onde se preparou durante vários anos para ser freira. Pouco depois, Marina mudou os planos e iniciou sua carreira universitária, época na qual deu seus primeiros passos na política seguindo o líder sindicalista e ecologista Chico Mendes, assassinado em 1988 e que herdou a luta pela defesa da Amazônia. http://cinema.uol.com.br/ultnot/efe/2011/03/30/trajetoria-de-marina-silva-vai-virar-filme-dirigido-por-sandra-werneck.jhtm