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27 março 2012

Cinquenta anos de Renato Russo são lembrados em homenagens

Renato Russo ganha especiais na TV, livro e CD: 50 anos

Se Renato Manfredini Jr., o Renato Russo, estivesse vivo, completaria hoje 50 anos. Para os fãs, a data não vai passar em branco. Várias homenagens estão sendo preparadas para marcar o aniversário do líder da extinta Legião Urbana, que vai de lançamento de livro e CD a especiais na TV.

- Meu irmão deixou um trabalho importante no cenário musical brasileiro. As homenagens só confirmam isso. E, para a família, é uma data de muita saudade - diz Carmem Manfredini, irmã do músico, que já sabe como será a comemoração em família: - Giuliano (filho do cantor) faz aniversário dia 29, mas vai festejar hoje, com muito rock, seus 21 anos. É uma forma de também celebrar o pai.

Logo mais, o "Altas horas" homenageia Renato reunindo no palco Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, seus parceiros na Legião. Eles falarão da banda e tocarão sucessos do grupo com Rogério Flausino (Jota Quest), Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), André Gonzáles (Móveis Coloniais de Acaju), Fernando Catatau (Cidadão Instigado) e Toni Platão.



Leia mais: http://extra.globo.com/tv-e-lazer/cinquenta-anos-de-renato-russo-sao-lembrados-em-homenagens-376499.html#ixzz1qK151NMM

16 março 2012

Cinemas de rua: realidade ou ficção?

Se você detesta a ideia de precisar ir a um shopping center para ver um filme e morre de saudade dos cinemas de rua, saiba duas coisas: 1. Há milhares de pessoas como você, portanto, não se ache um louco solitário saudosista; 2. Há movimentos fortes em várias cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, que já têm conquistado a preservação e o retorno ao funcionamento de vários cinemas de rua que entraram em decadência a partir dos anos 1980, sucumbindo ao modelo do cinema de shopping.

Em São Paulo, por exemplo, no próximo sábado (17) — data que marca um ano do fechamento do Cine Belas Artes, na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista — será realizado um ato pela reabertura do cinema, às 16h, seguido de uma bicicletada, às 18h. É importante lembrar que a luta pela preservação dos cinemas de rua em São Paulo não é de hoje: em 2004 a cidade aprovou uma lei que concedia uma série de incentivos fiscais à manutenção das salas de rua, mas esta lei foi revogada em 2007. Em 2009, o Cine Marabá, uma das salas que fazia parte da chamada "cinelândia" paulistana, foi reaberto após um processo de restauro .

MATÉRIA COMPLETA:

http://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/cinemas-rua-realidade-ou-fic%C3%A7%C3%A3o-002146411.html

01 março 2012

1977 Aborto Elétrico Punk Nacional 1a Geração

"Todos os dias quando acordo de manhã
Não tenho mais o tempo do dia que passou
Mas tenho muito tempo"
[Renato Russo, Aborto Elétrico]

Lembra uma certa música, não?! Rs... É isso aí, mesmo os grandes versos merecem ser reciclados. Até porque o autor de ambos é o mesmo...

22 fevereiro 2012

Livros brotam no sertão

O povoado de São José do Paiaiá, no sertão baiano, tem 500 moradores, igreja, escola, praça e duas ruas. “Na de cima, mora a elite; na de baixo, a classe trabalhadora”, descreveu o historiador Geraldo Moreira Prado, 71 anos, o filho mais ilustre e ilustrado da terra. De cada dez habitantes de Paiaiá, três são analfabetos. Metade da população vive na pobreza, com renda de pouco mais de 200 reais por família a cada mês. Quatro famílias formam a elite local.

Numa região de casas geminadas, ruas de pedra e terra, poucos empregos e quase nenhum saneamento, a soberba taxa de 200 livros por habitante – a média nacional não chega a cinco – é a obra local mais frondosa, graças à Biblioteca Comunitária Maria das Neves Prado. Está sediada em um rudemente majestoso prédio de três andares, o único daquela área da caatinga. Já foi apelidado de “Empire State of Paiaiá”, reunindo os quase 100 mil livros, segundo a contagem oficial, da autodeclarada “maior biblioteca rural do mundo”.

MATÉRIA COMPLETA:

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-65/esquina/livros-brotam-no-sertao

18 janeiro 2012

Impacto da morte de Elis Regina ainda não foi totalmente avaliado


Já se vão 30 anos sem Elis Regina, e ela permanece sendo um assunto apaixonante, delicado, perturbador para o Brasil. Sua morte precoce, em janeiro de 1982, foi um divisor de águas que traumatizou todo um país, de impacto até hoje apenas parcialmente avaliado.

Em termos mais amplos, o trauma antecipou em alguns anos a derrocada oficial da ditadura militar, num arco esquisito que se fecharia em 1989, com as primeiras eleições presidenciais diretas desde 1960 e a morte de Nara Leão, outra cantora-símbolo do Brasil que deixava vagarosamente de existir. Para a chamada música popular brasileira, a morte de Elis significaria a extinção de um paradigma heroico que não se renovaria mais, mas de que muitos sentem até hoje saudades algo mórbidas.

Ouça músicas de Elis Regina

Foto: AE

A cantora Elis Regina durante o Festival de Música Popular Brasileira da TV Record de 1967

Não é que de lá para cá não tenham despontado cantoras brilhantes, dentro do paradigma triplo Elis Regina/ Gal Costa/ Maria Bethânia – é possível citar Marisa Monte, Cássia Eller, Maria Rita, Ana Carolina ou Vanessa da Mata, apenas para ficar em algumas das mais evidentes. O que não se renovou após Elis foi a disposição de artistas (de quaisquer sexos) para ocupar o papel épico e um tanto masoquista que a intérprete gaúcha, voluntária e involuntariamente, desempenhou nos poucos e intensos anos em que esteve na boca da cena musical local.

Frequentemente tomamos essa ausência como saudade, nostalgia e vazio, mas não deixa de ser positivo que esteja vago há tanto tempo o trono de Elis ou, antes dela, Carmen Miranda – aquele lugar do palco no qual alguém sofre, se dilacera e sangra diante de nós para purgar nossas próprias e ocultas dores.

Foto: AEAmpliar

Elis Regina em 1981

Carne dilacerada em forma de música é o legado maior de Elis, como comprovam gravações atemporais fulminantes como “20 Anos Blue” (1972), “Na Batucada da Vida” (1974), “Como Nossos Pais” (1976), “Romaria” (1977), “O Bêbado e a Equilibrista” (1979). O vazio deixado por ela dá conta do talento da artista, mas também do fato de que não devia ser fácil carregar tanta dor na voz.

A nostalgia dita de esquerda provocada pelo fantasma de Elis engloba o mito da artista participante, politizada, que sangrava por si e por “tanta gente que partiu num rabo de foguete”. Foi outro dos caminhos doloridos para ela, que veio de origem despolitizada, cantou para o Exército, foi cobrada por isso e penou para conquistar prestígio junto a patrulhas MPB que não admitiam nada além do pensamento único (ainda que pretensamente progressista).

Entre a Elis de “Viva a Brotolândia” (1961) e a reinvenção como porta-voz da anistia, financiadora da aurora do PT (como conta André Midani, seu diretor nas gravadoras Philips e Warner), se encontrava a morte.

Saudades à direita também emanam, talvez daqueles mesmos que há décadas celebram o fato de os artistas contemporâneos não serem “panfletários”, não misturarem música e política – mais patrulhas, embora no vetor oposto. Sentem saudade de Elis à mesma medida que deploram, nos artistas de hoje, atributos que Elis suou frio para possuir. Paradoxalmente, não é difícil imaginar saudades mortais à direita e à esquerda brotando dos mesmos peitos, digam-se eles “progressistas” ou “conservadores”.

MATÉRIA COMPLETA:

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/impacto-da-morte-de-elis-regina-ainda-nao-foi-totalmente-avaliad/n1597580145908.html

17 janeiro 2012

Recife vai se transformar em galeria de arte a céu aberto

Foto: Divulgação/Prefeitura do RecifeAmpliar

Obra que o artista Zé Cláudio criou para enfeitar o Recife

Recife, que já é conhecida por seu mega carnaval, anunciou em coletiva na sede da prefeitura, no centro, que a decoração da festa este ano vai transformar as ruas da cidade em galeria de arte a céu aberto. A novidade é que a cenografia fica a cargo de um dos homenageados, o artista plástico José Cláudio, que divide a homenagem com o cantor Alceu Valença.

Foto: DivulgaçãoAmpliar

No gabinete do prefeito, o artista José Cláudio e o prefeito, João da Costa, anunciam as novidades


MATÉRIA COMPLETA:

http://carnaval.ig.com.br/recife-vai-se-transformar-em-galeria-de-arte-a-ceu-aberto/n1597574108036.html

O prefeito João da Costa disse que a cidade terá pontes e ruas ornamentadas com a arte de um dos homenageados. “A obra de Zé Cláudio tem tudo a ver com o povo do Recife e o carnaval será uma porta aberta para que a população tenha acesso a ela”, afirmou o prefeito.

Foto: Divulgação/Prefeitura do RecifeAmpliar

Uma das obras que o artista José Cláudio criou para a decoração do carnaval 2012

Alceu Valença também será retratado na decoração. As mulheres cantadas por ele em “Morena Tropicana”, “Diabo Louro” e “Belle de Jour” estarão ilustradas com passarinhos e frutas tropicais nos desenhos de Zé Cláudio, entusiasmado com a visibilidade que sua arte vai alcançar. “Estou feliz por mostrar ao público minhas obras na rua, de onde eu vim.”

04 janeiro 2012

China adota medidas para conter 'invasão cultural' do Ocidente

O regime chinês vai tomar precauções para conter a disseminação da cultura ocidental no país e tentar, nas palavras do presidente chinês, Hu Jintao, salvaguardar a cultura chinesa das ameaças do exterior.

Em um artigo publicado na revista Seeking the Truth ("Buscando a verdade"), Hu Jintao afirma que as chamadas "forças hostis internacionais estão intensificando seus golpes estratégicos de ocidentalizar a China e separar o país".

Para o líder político, "os campos ideológicos e culturais são o foco da infiltração de longo prazo deles". O pronunciamento é consoante com a reforma cultural aprovada por unanimidade em outubro passado pelos membros do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC), durante seu 17º Congresso Anual.

Dentre as medidas citadas no plano de reforma estão a revitalização da indústria cultural do país por meio de investimentos, a expansão dos Institutos Confúcio no exterior e o controle da entrada de manifestações culturais ocidentais.

"A força da indústria cultural do país não é proporcional a sua influência internacional", alegou Hu Jintao no texto. "A cultura ocidental é forte, enquanto ainda nos mostramos fracos", acrescentou.

Ecos da revolução
Como uma das primeiras publicações legais de 2012 acerca da reforma, a Administração Estatal para Rádio, Filme e Televisão (Sarft, na sigla em inglês) anunciou no dia 1º o fim de 2/3 dos programas de entretenimento veiculados pela televisão chinesa em canais fechados.

As atrações vetadas, programas de namoro, concurso de calouros e talk shows, emulam programas ocidentais. Antes mesmo da reforma, em setembro do ano passado, o programa Super Girl, um show de calouros que contava com o voto dos telespectadores, foi cancelado. Na época, muitos acreditaram que as autoridades não viam com bons olhos o tímido exercício de democracia de escolher os vencedores.

A atração existia desde 2004 e chegou a ter uma audiência de 400 milhões de pessoas. Desde que posta em prática, a nova diretriz cultural já cortou 88 horas de programação de entretenimento da televisão a cabo - de 126 horas para 38 horas semanais.

Conforme a agência oficial de notícias, Xinhua, a Sarft comandou as emissoras a substituírem a programação "de mau gosto" por atrações que "promovam virtudes tradicionais e valores socialistas".

Para os críticos, as palavras reacendem os fantasmas da Revolução Cultural, política iniciada em 1966 por Mao Tsé-tung e que tirou 70 milhões de vidas durante os dez anos em que vigorou.

Durante a Revolução Cultural, aos chineses só se permitia estudar os trabalhos marxistas e os de Mao Tsé-tung, publicados no Livro Vermelho. Intelectuais e cidadãos da classe alta eram mandados para o campo de trabalho forçado.

Han Han, o mais famoso blogueiro do país, publicou no final de 2011 um post em que criticava as determinações da reforma cultural. Sob o título "Da liberdade", o escritor avaliou que, "mais do que impulsionar economicamente a indústria cultural chinesa, a reforma promoverá apenas artistas e ações que estejam de acordo com os ideais do Partido Comunista, aumentando a censura no país".

MATÉRIA COMPLETA:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5542579-EI8143,00-China+adota+medidas+para+conter+invasao+cultural+do+Ocidente.html

Bilionário chinês pode ter morrido por comer gato envenenado

A morte de um bilionário está causando controvérsia na Província de Guangdong, na China. A família diz que o empresário morreu envenenado ao comer carne de gato. Grupos de proteção aos animais, por outro lado, estão furiosos com o uso do bichano como comida.

A acusação foi feita pelo irmão de Long Liyuan, segundo o jornal China Daily. O presidente de uma empresa de reflorestamento passou mal após comer em um restaurante da cidade de Gaozhou, onde teria se servido de uma refeição à base de carne de gato.

Dois amigo de Long que o acompanharam ao restaurante também passaram mal e um deles chegou a ser internado na UTI, mas agora passa bem. O resultado da autópsia deve sair em um mês, segundo a polícia. O dono do restaurante chegou a ser preso por "vender comida sem condições sanitárias.

O irmão de Long disse acreditar que ele foi envenenado. Segundo a família, o empresário tinha inimigos nos negócios que poderiam querer o bilionário morto. De acordo com a reportagem do China Daily, o empresário teria investido pesadamente na empresa especializada em reflorestamento.

MATÉRIA COMPLETA:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5542589-EI8143,00-Bilionario+chines+pode+ter+morrido+por+comer+gato+envenenado.html

21 dezembro 2011

Instituto Moreira Salles terá sua sede na Avenida Paulista

Novo projeto que deve revitalizar ambientes para as artes na região é apresentado

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,instituto-moreira-salles-tera-sua-sede-na-avenida-paulista,813580,0.htm

Jotabê Medeiros - O Estado de S.Paulo
A oferta cultural da financista Avenida Paulista deve melhorar consideravelmente em breve. Suprida por espaços esparsos (como o Centro Cultural da Fiesp, o complexo Reserva Cultural da Gazeta, o Itaú Cultural, o Masp e a Casa das Rosas), o maior centro capitalista do País deve receber agora os 1,2 mil m² do novo museu do Instituto Moreira Salles (IMS), entre as ruas Bela Cintra e Consolação.


ReproduçãoÍcone novo. Entre a Rua Bela Cintra e a Consolação
O projeto, resultado de um concurso aberto em setembro, foi apresentado nesta segunda-feira pelo IMS. O vencedor é o escritório Andrade Morettin Arquitetos, que bateu cinco entre os melhores escritórios do País: Bernardes Jacobsen Arquitetura, SPBR Arquitetos, Una Arquitetos, Studio MK 27 (de Marcio Kogan) e Arquitetos Associados.

Serão três andares com cinema e auditório para 200 pessoas, uma biblioteca de fotografia, salas de aula para cursos, cafeteria, loja e administração. O edifício será acessível diretamente a partir da calçada da Paulista, já que haverá uma espécie de praça sob o edifício, um vão livre, aberto ao público. A construção, de aço e com fachada de vidro (uma "pele" dupla, que inclui u-glass, um vidro industrial) se inicia a 15 metros de altura do térreo. "Remete um pouco ao metrô, àquela coisa veloz. O visitante entra e de repente é lançado no edifício, quando vê já está dentro", diz o arquiteto Marcelo Morettin.

Morettin e seu sócio, Vinicius Andrade, buscaram valorizar, com seu projeto vencedor, a interface do prédio com o ambiente urbano. O arquiteto Vinicius Andrade considera que o edifício é também uma reação ao discurso de que o solo da Avenida Paulista só pode se valorizar enquanto mercadoria - discurso exacerbado recentemente pelo fechamento do Cine Belas Artes, um xodó da cidade.

"(O museu) é um mirante, mas ao mesmo tempo é um espaço urbano", diz Andrade. Os dois fundaram o escritório há 14 anos e, entre seus feitos, contam-se um centro cultural da Petrobrás em Itaboraí, o Instituto de Pesquisa HPV e o Edifício Comercial Box 298 (São Paulo), além de projetos temporários em instituições americanas, como o Bronx Museum, em Nova York, e o Museum of Contemporary Art, de Chicago.

15 dezembro 2011

Manifesto em defesa do Cine Belas Artes

MANIFESTO EM DEFESA DO CINE BELAS ARTES, PATRIMÔNIO CULTURAL, ARTÍSTICO E AFETIVO DE SÃO PAULO E DO BRASIL

Disponível em: http://links.causes.com/s/clzd4Z

Amparados na Constituição Federal, que inclui as “edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais” entre os bens que “constituem o patrimônio cultural brasileiro” (inciso IV do Artigo 126), defendemos o imediato tombamento do prédio da Rua da Consolação, 2.423, esquina com a avenida Paulista, onde funcionava o mítico Cine Belas Artes. Também demandamos das autoridades que lancem mão de todos os instrumentos necessários para reabrir o cinema, inaugurado em 1967 pela Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC) e Companhia Serrador no mesmo prédio que antes abrigara o Cine Trianon, aberto em 1952.

Desde sua inauguração, o Cine Belas Artes manteve as características que demarcaram sua singularidade no circuito exibidor e tornaram-no fundamental para a cultura cinematográfica no Brasil. Ao longo de 44 anos, operou mais como um centro cultural formador de público do que mera sala exibidora, como atestam dois de seus aclamados projetos, o Cineclube e o Noitão, que, diferentemente das salas de shopping, promoviam uma atmosfera propícia à interação. Contou para isso com a preciosa contribuição de Ancona López, reconhecido internacionalmente como um dos melhores programadores de cinema e que teve Leon Cakoff como seu assistente. Soube, também, adaptar-se à nova tendência de complexos com salas pequenas e médias ao transformar seu espaço no mais significativo multiplex de rua do país.

O Cine Belas Artes promovia a diversidade cultural e a reflexão sobre dramas humanos, história, política e arte por meio de uma programação com filmes de alto padrão, brasileiros e estrangeiros, inclusive com elevado número de obras-primas procedentes de países pouco presentes no nosso mercado exibidor. Desempenhava papel fundamental no circuito cultural das ruas da Consolação e Augusta e Avenida Paulista. Nos fins de semana e feriados, recebia, em média, 1.800 frequentadores por dia. As filas se repetiam e lotavam suas salas também às segundas e quartas-feiras nas tradicionais promoções com ingressos mais baratos. Esse sucesso era favorecido igualmente pela facilidade de acesso a pé e por transporte público.

Entretanto, pressões do mercado imobiliário provocaram a suspensão das atividades do cinema em março deste ano. O fato recebeu ampla divulgação na mídia. Frequentadores realizaram protestos na internet e na rua contra o fechamento e organizaram o Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA). Centenas de depoimentos pró-Belas Artes, um abaixo-assinado com cerca de 20 mil assinaturas e adesões de quase 90 mil pessoas no aplicativo Causes no Facebook são apenas alguns exemplos do que é visto como uma das maiores mobilizações em defesa de um patrimônio cultural no Brasil. Destacamos que este uníssono de vozes em São Paulo coincide com o movimento de resgate histórico dos cinemas de rua em curso no Rio de Janeiro, que contempla a reabertura do igualmente mítico Cine Paissandú (tombado em 2008), anunciada para julho de 2012.

Garantir o cinema de rua é valorizar um modo de vivenciar a cidade com seus bares, restaurantes, livrarias, as pipocas e as pizzas e os encontros com amores, amigos e conhecidos. É, acima de tudo, um exercício de cidadania – lugar de comunhão entre memória, cultura e afeto – que deve ser protegido e fomentado pelo Poder Público.

Movimento pelo Cine Belas Artes (MBA)

LISTA PRELIMINAR DE APOIOS AO MANIFESTO PELO CINE BELAS ARTES

Alberto Bandone - cineasta
Alexandre Stockler - cineasta
André F.G. Neves - cineasta
André Fischer - jornalista
Anna Marcondes - presidente da Via Cultural - Instituto de Pesquisa e Ação pela Cultura
Antônio Moura Reis - jornalista
Antunes Filho - diretor do Centro de Pesquisa Teatral (CPT) do Sesc
Benjamin Seroussi - curador e produtor
Caio Plessmann - cineasta
Cândido Malta Campos Filho - arquiteto e urbanista e professor da FAU/USP
Cao Hamburger - cineasta
Carlos Guilherme Mota - historiador e professor emérito da FFLCH/USP
Caru Alves de Souza - cineasta
Célia Marcondes - presidente da Sociedade Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César (Sammorc)
Celso Antonio Bandeira de Mello - jurista
Celso Gonçalves - cineasta e presidente da seção paulista da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas (ABD)
Celso Luiz Lasarim - jornalista
Cleo de Paris - atriz do grupo "Os Satyros"
Cunha Júnior - apresentador de TV
Daniela Thomas - cenógrafa e cineasta
Danilo Miranda - diretor do Sesc/SP
Debora Duboc - atriz
Denise Carreira - coordenadora de educação da Ação Educativa e Relatora Nacional para o Direito Humano à Educação
Edgard Carvalho - professor titular do departamento de antropologia da PUC/SP e representante no Brasil da cátedra itinerante Unesco Edgard Morin
Eduardo Suplicy - senador (PT/SP)
Eliseu Gabriel - vereador (PSB/São Paulo capital)
Evaldo Mocarzel - cineasta e dramaturgo
Eva Wilma - atriz
Fábio Yamaji - diretor de animação
Fernando Alves Pinto - ator
Fred Ghedini - ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e diretor da Associação de Proteção dos Direitos Autorais dos Jornalistas Brasileiros (Apijor)
Gerardo Fontenelle - cineasta
Gero Camilo - ator e dramaturgo
Gina Rizpah Besen - psicóloga, consultoria ambiental e doutora em saúde pública
Hélio Goldstejn - diretor de TV
Jeferson De - cineasta
João Federici - produtor
João Signorelli - ator
Jorge Rubies - presidente da Associação Preserva São Paulo
Jorge Mautner - cantor e compositor
José Osório de Azevedo - desembargador
Junia Sirqueira Soares - assistente de audio-visual
Kiko Goifman - cineasta
Laerte - cartunista
Laerte Késsimos - ator
Laís Bodanzky - cineasta
Laura Wie - apresentadora de TV
Leandro Marques - radialista e cineasta
Lee Taylor - ator
Lucia Helena Vitalli Rangel - diretora adjunta da Faculdade de Ciências Sociais da PUC/SP
Lucila Lacreta - diretora do Movimento Defenda São Paulo
Luiz Carlos Merten - jornalista
Márcio Debellian - documentarista
Maria Margarida Cavalcanti Limena - diretora da Faculdade de Ciências Sociais da PUC/SP
Mouzar Benedito - escritor e jornalista
Nabil Bonduki - arquiteto e urbanista e professor da FAU/USP
Newton Moreno - dramaturgo
Olgária Matos - professora do Departamento de Filosofia da FFLCH/USP
Paula C. Ferraz - assessora de imprensa
Paulo Cannabrava - Associação de Proteção dos Direitos Autorais dos Jornalistas Brasileiros (Apijor)
Paulo de Tarso Chamon Schmidt - publicitário e jornalista
Pedro Roberto Jacobi - sociólogo e presidente do Procam/USP
Raquel Rolnik - arquiteta e urbanista, professora da FAU/USP e relatora da ONU para o direito à moradia
Raul Teixeira - sonoplasta e coordenador do curso de Sonoplastia da SP Escola de Teatro
Regina Drummond - escritora
Regina Porto - sonoplasta, produtora e curadora de música contemporânea
Ricardo Ohtake - arquiteto
Rubens Rewald - cineasta e vice-presidente da Associação Paulista de Cineastas (Apaci)
Sara Silveira - produtora de cinema
Sebastião Milaré - escritor
Sérgio Haddad - diretor-presidente do Fundo Brasil Direitos Humanos e socio-fundador da organização Ação Educativa
Sonia Barros - escritora infanto-juvenil
Soninha Francine, apresentadora e ex-vereadora em São Paulo capital
Tadeu Jungle - cineasta
Toni Venturi - cineasta
Vera Masagão - coordenadora geral da Ação Educativa e integrante da coordenação executiva da Abong - Associação Brasileira de ONGs
Vinícius Romanini - jornalista e professor de semiótica da ECA e FAU/USP
Zé Celso Martinez Corrêa - ator, autor, diretor e líder do Teatro Oficina
Zuenir Ventura - jornalista

14 dezembro 2011

Especial de Natal de "Os Simpsons" tem Bart divorciado e Lisa em namoro lésbico


  • Reprodução

    Lisa (à direita) posa para foto de família ao lado de namorada

O especial de Natal de "Os Simpsons" avançará 30 anos no tempo e mostrará o que aconteceu com Bart e Lisa, os filhos mais velhos de Homer e Marge.

No episódio, intitulado "Holidays of Future Passed", Bart e Lisa têm filhos, mas nem tudo saiu como planejado. Divorciado, Bart é apresentado como um pai ausente, caloteiro e que vive dentro da escola.

Já Lisa tem uma filha rebelde e está casada com o nerd Milhouse, que sempre foi apaixonado por ela. Antes da união, no entanto, a filha certinha de Homer teve um relacionamento lésbico durante a faculdade e, como mostra uma foto na casa dos Simpsons, Lisa chegou a levar a parceira na casa da família.

O episódio, exibido nos Estados Unidos no último domingo (11), faz parte da 23ª temporada da série, que ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

13 dezembro 2011

Shows de Chico Buarque têm 30 mil ingressos vendidos


AE - Agência Estado
Em apenas dois dias, Chico Buarque vendeu 30 mil ingressos para seus shows que serão realizados no Rio (em janeiro) e em São Paulo (em março). O público reclamou dos preços nas redes sociais (de R$ 120 a R$ 320), mas correu à internet e às bilheterias e pontos de venda no fim de semana. A venda antecipada também foi bastante procurada. Alguns setores já estão esgotados em determinados dias. Para São Paulo, é possível comprar na internet nos sites www.hsbcbrasil.com.br e www.ingressorapido.com.br; no Rio, neste último e no www.vivorio.com.br. São quatro semanas em cada cidade, de quinta-feira a domingo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

28 novembro 2011

Como a poluição pode alterar nosso cérebro


estadão.com.br

SÃO PAULO - O documentário ‘Ser Campeão é Detalhe: Democracia Corinthians’ conta um pouco do que é o Corinthians, abordando feitos dentro e fora de campo por meio de depoimentos de jogadores que já vestiram a camisa do time, membros de comissão técnica e pessoas que, de certa forma, fizeram parte da história do clube.

Trata-se de um curta que começou a ser produzido em 2008, como parte da disciplina de conclusão de curso na Unicamp. O filme começou de maneira independente, quando ainda todos da equipe eram recém-formados, e acabou com produção da DNA Filmes.

O TEMA
Em meio a uma estrutura falida e conservadora, um clube brasileiro consegue alterar as regras do jogo. Não objetiva títulos, mas condições dignas de trabalho baseadas no diálogo e no respeito. Tem direção de Gustavo Forti Leitão e Caetano Biasi, com produção de Rubens Passaro e Rogério Porto.

O lançamento do ‘Ser Campeão é detalhe’ está marcado para 8 de dezembro, no Museu do Futebol, em sessão aberta ao público. Depois da exibição haverá um debate com personalidades do documentário.

No dia 9, o filme será liberado na internet e redes sociais. O filme tem depoimentos de Sócrates, Wladimir, Zenon, Biro-Biro, Washington Olliveto, Juca Kfouri, Adilson Monteiro Alves, Waldemar Pires, Sérgio Scarpelli, Mário Travaglini, professor José Paulo Florenzano e Plínio Labriola.


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Senado deve voltar a debater acordo ortográfico




[A senadora Ana Amélia (PP-RS) com o professor Ernani Pimentel, que questiona o Acordo Ortográfico.]

A senadora Ana Amélia (PP-RS) solicitará que a Comissão de Educação do Senado (CE) promova no início do ano que vem uma audiência pública sobre o novo acordo ortográfico. Enquanto o Brasil deve concluir a implementação do acordo em 2013, outros países de língua portuguesa enfrentam resistências - inclusive Portugal. Uma das providências que podem ser estudadas pelo Senado é a criação de um grupo de trabalho sobre o assunto.

Ana Amélia anunciou a audiência logo após se reunir, nesta segunda-feira (28), com o professor Ernani Pimentel. Autor de diversas críticas ao novo acordo ortográfico, o professor criou o Movimento Acordar Melhor para divulgar suas ideias.

Simplificação

Pimentel defende a simplificação das regras, porque, segundo ele, o novo acordo contém "incoerências, incongruências e muitas exceções". Um dos vários exemplos que citou foi a dificuldade para se compreender quando se deve usar ou não usar o hífen.

- Por que 'mandachuva' se escreve sem hífen e 'guarda-chuva' se escreve com hífen? É ilógico. E há muitos outros exemplos - afirmou ele.

De acordo com Pimentel, "nenhum professor de português de nenhum país signatário é capaz de escrever totalmente de acordo com as novas regras e, como os professores não têm condições de compreender, os países não terão condições de implantá-las".

Pimentel apoia a criação de um grupo de trabalho, no âmbito da Comissão de Educação do Senado (CE), para discutir o acordo. Ele também sugeriu que os países signatários criem uma espécie de órgão similar à Real Academia Espanhola, que seria responsável pela uniformização da ortografia nos países de língua portuguesa.

Mercado e soberania

Ao comentar as resistências externas ao acordo, ele lembrou que alguns países alegam - "com razão", observou - que as novas regras foram pensadas somente a partir de Brasil e Portugal, ignorando especificidades culturais de outras nações de língua portuguesa. Ele também disse que há uma divisão em Portugal, entre os que defendem o acordo e os que preferem adiá-lo devido aos interesses do mercado editorial português (que, dessa forma, não enfrenta a concorrência de livros brasileiros em seu próprio país e também nos países africanos de língua portuguesa).

Sobre a atuação do Ministério das Relações Exteriores, Pimentel declarou que "o Itamaraty está correto ao querer a unificação, mas está errado ao permitir que o interesse político desconsidere as questões educacionais, pedagógicas e culturais".

- Ao forçar o acordo, o Brasil está sendo visto como impositor. É importante que haja discussão entre os países - avaliou ele.

Ações judiciais

Segundo Pimentel, o acordo ortográfico que vem sendo implantado no Brasil contém alterações feitas posteriormente - e sem a aprovação do Congresso Nacional - pela Academia Brasileira de Letras. Ele afirma que isso é ilegal e, por isso, entrou com uma ação judicial para exigir que o Congresso ratifique (ou não) tais mudanças. Além disso, o professor solicitou na Justiça que o Brasil tenha mais tempo para discutir e implementar o acordo ortográfico.

Ricardo Koiti Koshimizu / Agência Senado