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10 dezembro 2011

PM, o Partido de Marina

(FOTO: Evelson de Freitas/Agência Estado)

A ex-presidenciável Marina Silva nega, mas está, sim, tentando organizar um novo partido. Nas últimas semanas, conversou com três parlamentares sobre o assunto: o senador Pedro Taques (PDT-MT) e os deputados Alessandro Molon (PT-RJ) e José Antônio Reguffe (PDT-DF).

Para organizar sua nova agremiação, a ex-verde Marina resolveu rodar o Brasil durante as eleições municipais. Em sua caravana, emprestará apoio aos candidatos que acredita que podem se encaixar em seu conceito de “nova política”. Se der certo, lançará sua nova legenda em 2013, levantando as bandeiras da ecologia e da ética.

Felipe Patury

09 julho 2011

Marina Silva busca fórmula para não submergir

BERNARDO MELLO FRANCO
ITALO NOGUEIRA
DE SÃO PAULO

Sem partido e sem mandato pela primeira vez em 30 anos, a ex-senadora Marina Silva afirma ter deixado o PV sem uma fórmula para não submergir na cena política.

Ela reconhece que deve perder visibilidade, mas diz não estar "ansiosa" para se manter em evidência.

O problema preocupa aliados da ex-presidenciável, que planeja fundar uma sigla para concorrer novamente ao Planalto em 2014.

"Temos que abaixar a ansiedade com essa coisa de ser visto. Não vou ficar com uma melancia no pescoço, fazendo cambalhota para ser vista", disse Marina à Folha.

Marlene Bergamo/Folhapress
Marina Silva durante anúncio oficial de sua saída do Partido Verde
Marina Silva em anúnciou oficial de sua saída do PV na quinta

Ela deixou claro que continuará a militar na área ambiental em Brasília, mesmo após romper com o PV.

"Vou entrar nas causas que são importantes e justas, mesmo que sejam causas perdidas", disse, citando a luta contra as mudanças no Código Florestal. "Estou nessa agenda há muito tempo e jamais deixaria de estar por não ter a certeza do sucesso."

Sem gabinete, Marina quer usar órgãos ainda incipientes, como o IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade) e o fórum de ex-ministros do Meio Ambiente, para dar respaldo institucional às suas aparições públicas.

O Instituto Marina Silva, que segundo ela será dedicado a ações de educação ambiental, ainda não tem sequer uma sede própria.

"É algo pequeno, como uma tenda. As pessoas não conseguem entender isso. Depois de ter 20 milhões de votos, acham que você deve ir para uma torre, um palácio. Eu estou indo para uma tenda, uma coisa modesta."

MESSIANISMO

Após criticar todos os partidos no ato que marcou sua saída do PV, anteontem, Marina demonstrou incômodo com as críticas contra uma suposta tendência messiânica --que ela descreve como um "rótulo" a evitar.

Mas afirmou ter dificuldade em "administrar o carisma" com os seguidores.

"A coisa mais difícil que tem é administrar o carisma. Porque as lideranças carismáticas podem pensar que podem tudo. E isso é uma ilusão, não podem. A melhor forma é saber que o carisma não deve ser usado de qualquer forma", disse. "As lideranças carismáticas, messiânicas, talvez tenham cumprido um papel na História."

Em outro momento da entrevista, Marina, que foi a única presidenciável evangélica em 2010, citou lição de Jesus Cristo sobre o tema.

"Jesus nunca se deixou aprisionar pelas armadilhas nem do seu carisma nem do seu poder", afirmou.

A ex-senadora sugeriu que seu "sofrimento" por abandonar o PV foi menor do que o da saída do PT, em 2009. "Seria hipocrisia dizer que foi maior agora. São sofrimentos diferentes", disse.

Ao ser questionada sobre os novos capítulos do processo do mensalão, ela ficou com os olhos marejados e disse estar "triste" com o pedido de prisão para ex-colegas de sigla como o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil).

http://www1.folha.uol.com.br/poder/941192-marina-silva-busca-formula-para-nao-submergir.shtml

Marina Silva busca fórmula para não submergir

BERNARDO MELLO FRANCO
ITALO NOGUEIRA
DE SÃO PAULO

Sem partido e sem mandato pela primeira vez em 30 anos, a ex-senadora Marina Silva afirma ter deixado o PV sem uma fórmula para não submergir na cena política.

Ela reconhece que deve perder visibilidade, mas diz não estar "ansiosa" para se manter em evidência.

O problema preocupa aliados da ex-presidenciável, que planeja fundar uma sigla para concorrer novamente ao Planalto em 2014.

"Temos que abaixar a ansiedade com essa coisa de ser visto. Não vou ficar com uma melancia no pescoço, fazendo cambalhota para ser vista", disse Marina à Folha.

Marlene Bergamo/Folhapress
Marina Silva durante anúncio oficial de sua saída do Partido Verde
Marina Silva em anúnciou oficial de sua saída do PV na quinta

Ela deixou claro que continuará a militar na área ambiental em Brasília, mesmo após romper com o PV.

"Vou entrar nas causas que são importantes e justas, mesmo que sejam causas perdidas", disse, citando a luta contra as mudanças no Código Florestal. "Estou nessa agenda há muito tempo e jamais deixaria de estar por não ter a certeza do sucesso."

Sem gabinete, Marina quer usar órgãos ainda incipientes, como o IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade) e o fórum de ex-ministros do Meio Ambiente, para dar respaldo institucional às suas aparições públicas.

O Instituto Marina Silva, que segundo ela será dedicado a ações de educação ambiental, ainda não tem sequer uma sede própria.

"É algo pequeno, como uma tenda. As pessoas não conseguem entender isso. Depois de ter 20 milhões de votos, acham que você deve ir para uma torre, um palácio. Eu estou indo para uma tenda, uma coisa modesta."

MESSIANISMO

Após criticar todos os partidos no ato que marcou sua saída do PV, anteontem, Marina demonstrou incômodo com as críticas contra uma suposta tendência messiânica --que ela descreve como um "rótulo" a evitar.

Mas afirmou ter dificuldade em "administrar o carisma" com os seguidores.

"A coisa mais difícil que tem é administrar o carisma. Porque as lideranças carismáticas podem pensar que podem tudo. E isso é uma ilusão, não podem. A melhor forma é saber que o carisma não deve ser usado de qualquer forma", disse. "As lideranças carismáticas, messiânicas, talvez tenham cumprido um papel na História."

Em outro momento da entrevista, Marina, que foi a única presidenciável evangélica em 2010, citou lição de Jesus Cristo sobre o tema.

"Jesus nunca se deixou aprisionar pelas armadilhas nem do seu carisma nem do seu poder", afirmou.

A ex-senadora sugeriu que seu "sofrimento" por abandonar o PV foi menor do que o da saída do PT, em 2009. "Seria hipocrisia dizer que foi maior agora. São sofrimentos diferentes", disse.

Ao ser questionada sobre os novos capítulos do processo do mensalão, ela ficou com os olhos marejados e disse estar "triste" com o pedido de prisão para ex-colegas de sigla como o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil).

http://www1.folha.uol.com.br/poder/941192-marina-silva-busca-formula-para-nao-submergir.shtml

30 junho 2011

Filme sobre vida de Marina será lançado em 2013

Sandra Werneck (Foto: Divulgação)

O filme sobre a vida de Marina Silva começa a ser rodado em maio do ano que vem. A diretora Sandra Werneck embarca em agosto para o Acre para definir as locações das filmagens. O plano é que o longa seja lançado no começo de 2013.

A cineasta, que demorou três meses para convencer Marina sobre o projeto, está trabalhando na primeira versão do roteiro, adaptado do livro Marina: a vida por uma causa, da jornalista Marília de Camargo César.

Sandra dedicará 80% do filme à ligação da ex-senadora com o meio ambiente. A campanha de Marina à Presidência da República e sua saída do PV, por enquanto, não estão no roteiro.

- A princípio, minha ideia é que o filme vá até ela se tornar ministra do Meio Ambiente. Quero mostrar a Marina como uma pessoa que acredita que o meio ambiente está ligado à questão social e que é uma das principais discussões atuais do Brasil – contou Sandra ao Poder Online.

Em busca de recursos por meio da Lei Rouanet, Sandra diz que não pretende financiar o filme “com editais de dinheiro público, como Petrobras, BNDES e Eletrobras”.

- Quero levantar os recursos com empresas privadas.

http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/06/30/filme-sobre-vida-de-marina-sera-lancado-em-2013/

16 abril 2011

Tucanos precisam de mudança de geração e discurso para sobreviver, diz 'Economist'

José Serra

Derrota de Serra em eleição presidencial foi a terceira seguida do PSDB

O PSDB precisa resolver suas disputas internas e descobrir um novo discurso que o diferencie mais do PT se quiser se manter como a principal força de oposição e reconquistar um dia a Presidência do Brasil, afirma artigo publicado na edição desta semana da revista britânica The Economist.

“(O PSDB) ainda é o maior partido de oposição do Brasil, mas nas últimas três eleições perdeu assentos de maneira constante em ambas as casas do Congresso”, comenta o artigo.

A revista observa que a próxima eleição presidencial ocorre apenas em 2014, mas que “já há três grandes bicos brigando sobre quem deveria ser o candidato”.

“Muitos acreditam que o partido se dividirá ao menos se conseguir se unir suavemente atrás de um deles”, afirma a revista, citando o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo José Serra, o atual governador paulista, Geraldo Alckmin, e o ex-governador de Minas Gerais e senador Aécio Neves.

A revista comenta que simpatizantes de Serra, candidato presidencial derrotado em 2002 e 2010, e de Alckmin, derrotado em 2006, observam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) só foi eleito em sua quarta tentativa. A publicação afirma que o PT “construiu uma organização poderosa enquanto estava na oposição, mas o PSDB, em contraste, está se enfraquecendo”.

O artigo comenta que o PSDB sempre foi visto como um partido de tecnocratas brilhantes, que construíram sua carreira na oposição a ditadura militar entre 1964 e 1985, mas que não vem conseguindo apresentar rostos novos.

A revista afirma ainda que nas últimas eleições jovens brasileiros votaram em peso na ex-ministra de Lula Marina Silva, do PV, e que o PSDB está sob ameaça também de perder o apoio dos eleitores da classe média, entre os quais a popularidade da presidente Dilma Rousseff parece ser ainda maior do que a de Lula.

Programa

Para a revista, além da falta de uma liderança clara, os tucanos vêm sofrendo com uma falta de um programa diferenciado.

“Quando Lula tomou posse, adotou as políticas econômicas tucanas. Agora há pouca distância ideológica entre o PT, cujas bases estão no movimento trabalhista, e o PSDB”, afirma o artigo.

A revista observa que, durante o governo Lula, o PSDB tentava se vender como “o partido da boa administração”, mas que esse discurso é mais difícil agora contra Dilma, cuja imagem é a de uma boa administradora.

Até mesmo na questão das privatizações, promovidas durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e criticadas pelos petistas, já não há tantas diferenças, observa a Economist, já que Dilma já afirmou que pretende abrir os aeroportos a investimentos privados.

Para a revista, os tucanos têm agora de enfrentar o dilema de se manter no campo do centro-esquerda e esperar que a maré se volte contra o PT por conta de algum eventual escândalo ou mudanças no panorama econômico ou mover-se à direita para ocupar um campo político quase vazio atualmente na política brasileira.

O artigo sugere um possível caminho para o partido: adotar o discurso da redução da carga tributária.

Para a revista, apesar da crença de que os eleitores brasileiros preferem os gastos públicos em programas sociais, como o Bolsa Família, a cortes de impostos, pesquisas mostrariam que os brasileiros, incluindo os mais pobres, estariam começando a tomar consciência de que pagam muitos impostos.


Tucanos precisam de mudança de geração e discurso para sobreviver, diz 'Economist'

José Serra

Derrota de Serra em eleição presidencial foi a terceira seguida do PSDB

O PSDB precisa resolver suas disputas internas e descobrir um novo discurso que o diferencie mais do PT se quiser se manter como a principal força de oposição e reconquistar um dia a Presidência do Brasil, afirma artigo publicado na edição desta semana da revista britânica The Economist.

“(O PSDB) ainda é o maior partido de oposição do Brasil, mas nas últimas três eleições perdeu assentos de maneira constante em ambas as casas do Congresso”, comenta o artigo.

A revista observa que a próxima eleição presidencial ocorre apenas em 2014, mas que “já há três grandes bicos brigando sobre quem deveria ser o candidato”.

“Muitos acreditam que o partido se dividirá ao menos se conseguir se unir suavemente atrás de um deles”, afirma a revista, citando o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo José Serra, o atual governador paulista, Geraldo Alckmin, e o ex-governador de Minas Gerais e senador Aécio Neves.

A revista comenta que simpatizantes de Serra, candidato presidencial derrotado em 2002 e 2010, e de Alckmin, derrotado em 2006, observam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) só foi eleito em sua quarta tentativa. A publicação afirma que o PT “construiu uma organização poderosa enquanto estava na oposição, mas o PSDB, em contraste, está se enfraquecendo”.

O artigo comenta que o PSDB sempre foi visto como um partido de tecnocratas brilhantes, que construíram sua carreira na oposição a ditadura militar entre 1964 e 1985, mas que não vem conseguindo apresentar rostos novos.

A revista afirma ainda que nas últimas eleições jovens brasileiros votaram em peso na ex-ministra de Lula Marina Silva, do PV, e que o PSDB está sob ameaça também de perder o apoio dos eleitores da classe média, entre os quais a popularidade da presidente Dilma Rousseff parece ser ainda maior do que a de Lula.

Programa

Para a revista, além da falta de uma liderança clara, os tucanos vêm sofrendo com uma falta de um programa diferenciado.

“Quando Lula tomou posse, adotou as políticas econômicas tucanas. Agora há pouca distância ideológica entre o PT, cujas bases estão no movimento trabalhista, e o PSDB”, afirma o artigo.

A revista observa que, durante o governo Lula, o PSDB tentava se vender como “o partido da boa administração”, mas que esse discurso é mais difícil agora contra Dilma, cuja imagem é a de uma boa administradora.

Até mesmo na questão das privatizações, promovidas durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e criticadas pelos petistas, já não há tantas diferenças, observa a Economist, já que Dilma já afirmou que pretende abrir os aeroportos a investimentos privados.

Para a revista, os tucanos têm agora de enfrentar o dilema de se manter no campo do centro-esquerda e esperar que a maré se volte contra o PT por conta de algum eventual escândalo ou mudanças no panorama econômico ou mover-se à direita para ocupar um campo político quase vazio atualmente na política brasileira.

O artigo sugere um possível caminho para o partido: adotar o discurso da redução da carga tributária.

Para a revista, apesar da crença de que os eleitores brasileiros preferem os gastos públicos em programas sociais, como o Bolsa Família, a cortes de impostos, pesquisas mostrariam que os brasileiros, incluindo os mais pobres, estariam começando a tomar consciência de que pagam muitos impostos.


01 abril 2011

Trajetória de Marina Silva vai virar filme dirigido por Sandra Werneck

Marina Silva participa de evento na Abrinq Rio de Janeiro - A vida de Marina Silva, líder ecologista do Brasil e defensora da Amazônia, vai virar filme pelas mãos da diretora Sandra Werneck, que mostrará a dura infância da ambientalista e sua trajetória para alcançar a Presidência do país, informou a editora que publicou sua biografia. A ideia do projeto cinematográfico surgiu no livro "Marina: a Vida Por uma Causa", escrito pela jornalista Marília de Camargo César e publicado no ano passado durante a campanha eleitoral de Marina Silva, que recebeu quase um quinto dos votos, atrás de Dilma Rousseff e de José Serra. A obra relata parte da vida da ecologista, cuja biografia é marcada em parte por sua atípica infância e por sua imagem de política honrada e coerente. Marina, com 53 anos, foi criada em um remoto povoado do estado do Acre e lançou sua candidatura à Presidência no ano passado pelo Partido Verde (PV). Marina, formada em História e ex-ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008 no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, aprendeu a ler e a escrever com 16 anos após uma infância dedicada à extração da borracha e marcada por diversas doenças provocadas pelo mercúrio usado pelos garimpeiros nos rios amazônicos. Na adolescência entrou para um convento de Rio Branco, onde se preparou durante vários anos para ser freira. Pouco depois, Marina mudou os planos e iniciou sua carreira universitária, época na qual deu seus primeiros passos na política seguindo o líder sindicalista e ecologista Chico Mendes, assassinado em 1988 e que herdou a luta pela defesa da Amazônia. http://cinema.uol.com.br/ultnot/efe/2011/03/30/trajetoria-de-marina-silva-vai-virar-filme-dirigido-por-sandra-werneck.jhtm

29 março 2011

Twitter de Marina Silva vence "Oscar" do microblog

Atualizado às 17h17.

O Twitter @silva_marina foi o vencedor na categoria "Políticos" da terceira edição anual do Shorty Awards, considerado o Oscar dos Twitters pelo jornal "The New York Times" --que também participa do júri da votação.

Trata-se da única brasileira a ganhar o prêmio que, no ano passado, também coroou o apresentador de telejornal William Bonner e a cantora Ivete Sangalo.

O microblog de Marina Silva surgiu durante a pré-campanha eleitoral de 2010, quando a então senadora se lançou à disputa pela Presidência da República. A candidatura de Marina pelo PV conquistou 19,6 milhões de votos.

Marina tem mais de 418 mil seguidores.

Ao saber da premiação, a ex-presidenciável tomou a iniciativa de agradecer a todos os internautas que votaram no @silva_marina. "Esse gesto é estímulo para ficarmos cada vez mais ligados", disse.

Marina também fez questão de ressaltar que o conteúdo do microblog é "fruto de ação coletiva e não de um indivíduo".

"O Shorty Awards é o reconhecimento desse trabalho coletivo, que envolve a militância socioambiental, os profissionais de suporte e todos os que aportam o seu saber e suas reflexões para a formulação do conteúdo político", afirmou a ex-senadora.

28 março 2011

Grupo de Marina Silva rebate ironia de presidente do PV

DE SÃO PAULO

O Movimento Transição Democrática, grupo do PV ligado a ex-candidata à Presidência Marina Silva, rebateu em nota as declarações do presidente do partido, José Luiz Penna.

Em bate-papo com internautas, Penna voltou a ironizar as criticas dos "marineiros". Ele disse que a atividade de dirigente partidário é "um saco", mas sugeriu que o grupo de Marina tem pouco tempo de filiação para cobiçar o comando da legenda.

Na internet, Penna ironiza novatos no PV

"Se os atuais dirigentes do partido realmente não têm apego a cargos, não há motivos para não atender a demanda de antecipar a convocação da convenção nacional", afirma o movimento, em texto distribuído pela assessoria de imprensa de Marina. A nota foi divulgada por causa de reportagem da Folha de hoje.

No vídeo, o presidente do diretório do PV em Osasco (SP), Carlos Marx Alves, diz a Penna que verdes recém-chegados pensam que vão levar a sigla "de bandeja".

"Entrou no ônibus e já quer ir para a janela, né?", responde Penna, rindo.

O Movimento Transição Democrática afirma lamentar as falas do dirigente. Ele lembra que Marina se filiou ao partido em 2009 com a promessa de que haveria uma revisão da "estrutura partidária".

"Infelizmente, Penna e seus seguidores tratam como uma mera disputa do poder pelo poder aquilo que deveria ser um processo de diálogo, capitaneado pela própria direção nacional do partido, que leve o PV a assumir seu protagonismo transformador na política brasileira", responde o grupo da ex-senadora na nota.

A nota diz que Marina tem dois importantes aliados no PV --Alfredo Sirkis e Fernando Gabeira-- e outros 100 dirigentes.

Na internet, Penna ironiza novatos no PV

Na internet, Penna ironiza novatos no PV

DE SÃO PAULO

Em bate-papo com internautas, o presidente do PV, José Luiz Penna, voltou a ironizar as críticas do grupo de Marina Silva, que entrou no partido em 2009.

Ele disse que a atividade de dirigente partidário é "um saco", mas sugeriu que os "marineiros" têm pouco tempo de filiação para cobiçar o comando da legenda.

No vídeo, o presidente do diretório do PV em Osasco (SP), Carlos Marx Alves, diz a Penna que verdes recém-chegados pensam que vão levar a sigla "de bandeja".

"Entrou no ônibus e já quer ir para a janela, né?", responde Penna, rindo.

Ao comentar a crise no partido, ele diz não ter apego ao cargo, mas avisa que é preciso ter "maioria consistente" para substituí-lo.

Apesar das provocações, diz desejar um "casamento profundo" com Marina, "com juras de amor eterno".

O vídeo foi ao ar quinta-feira passada. Num cenário de fundo psicodélico, o deputado chama um internauta de "bicho" e se confunde ao explicar que está no cargo desde 1999: "São dez anos incompletos".

Ele ainda critica a Folha: "A Folha nunca gostou nem do PV nem de mim pessoalmente." Alves diz que o jornal "gosta da elite". Penna concorda: "É lógico."

26 março 2011

Marina volta a criticar dirigentes do PV

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BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Em novo recado à direção do PV, a ex-presidenciável Marina Silva afirmou ontem que não teria se filiado ao partido sem a promessa de renovação em seu comando.

Ela disse que recusaria o convite se os dirigentes verdes tivessem demonstrado a intenção de barrar mudanças na sigla, presidida por José Luiz Penna desde 1999.

"Se alguém tivesse me dito, eu não teria entrado", afirmou à Folha. "O que foi dito é que havia problemas, mas que estava em curso um processo de mudança."

Marina reclamou de "dirigentes que querem manter suas posições no partido" e, segundo ela, recusam-se a cumprir o compromisso de "modernizar" a legenda.

Ela também rebateu críticas de aliados de Penna que, nos bastidores, a acusam de tentar derrubá-lo para assumir o controle da sigla.

"Só estou buscando ser coerente com as razões pelas quais eu me filiei", disse a ex-senadora. "Não dá para continuar falando em nova forma de fazer política se acharmos que está bom assim."

Desde a semana passada, verdes próximos a Marina falam abertamente na hipótese de sair do PV e criar um novo partido para abrigá-la se Penna continuar no poder.

Ela nega o plano em declarações públicas, mas fez uma ameaça velada anteontem, ao liderar ato pela "democratização" do PV em São Paulo.

Diante de uma plateia de "marineiros", a ex-presidenciável lembrou sua saída do Ministério do Meio Ambiente, em 2008, e a desfiliação do PT, no ano seguinte.

"Quando achei que não estava mais coerente com o que pensava e fazia o governo, pedi para sair. Quando senti que não estava mais coerente com o que pensava e fazia o partido [PT], saí do partido."

Ontem, Marina voltou a negar a ideia de mudar de sigla. "Não estou cogitando essa história de sair do PV ou criar outro partido."

ESTRATÉGIA

Depois de receber o apoio público de verdes históricos, como Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis, a ex-senadora dedicou o dia de ontem a uma série de entrevistas aos principais veículos do país, marcadas por sua iniciativa.

Em minoria na Executiva Nacional do PV, que prorrogou o mandato da direção por mais um ano, ela busca apoio da opinião pública para forçar o rival a recuar.

Integrantes das duas alas voltaram a trocar farpas ontem. Sirkis criticou o presidente da sigla por ter declarado à Folha que ficará no cargo enquanto tiver maioria: "Ele parece lutar pela presidência vitalícia."

Aliado de Penna, o líder do PV na Câmara, deputado Sarney Filho (MA), divulgou nota em que protesta contra supostas tentativas de "intrigá-lo" com Marina. "Sempre fui seu admirador", disse.