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16 março 2012

Cinemas de rua: realidade ou ficção?

Se você detesta a ideia de precisar ir a um shopping center para ver um filme e morre de saudade dos cinemas de rua, saiba duas coisas: 1. Há milhares de pessoas como você, portanto, não se ache um louco solitário saudosista; 2. Há movimentos fortes em várias cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, que já têm conquistado a preservação e o retorno ao funcionamento de vários cinemas de rua que entraram em decadência a partir dos anos 1980, sucumbindo ao modelo do cinema de shopping.

Em São Paulo, por exemplo, no próximo sábado (17) — data que marca um ano do fechamento do Cine Belas Artes, na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista — será realizado um ato pela reabertura do cinema, às 16h, seguido de uma bicicletada, às 18h. É importante lembrar que a luta pela preservação dos cinemas de rua em São Paulo não é de hoje: em 2004 a cidade aprovou uma lei que concedia uma série de incentivos fiscais à manutenção das salas de rua, mas esta lei foi revogada em 2007. Em 2009, o Cine Marabá, uma das salas que fazia parte da chamada "cinelândia" paulistana, foi reaberto após um processo de restauro .

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http://br.noticias.yahoo.com/blogs/habitat/cinemas-rua-realidade-ou-fic%C3%A7%C3%A3o-002146411.html

12 março 2012

Projeto prevê via exclusiva para bicicleta na avenida Paulista

Cartão postal de São Paulo, a avenida Paulista, que recebe cerca de mil ciclistas por dia, comporta uma ciclovia?

A discussão ganhou fôlego após a morte da bióloga Juliana Dias, 33, atropelada por um ônibus enquanto pedalava na via semana passada.

Responsável por projetos como a ciclorrota de Santo Amaro (zona sul) --o trecho do Brooklin já foi inaugurado-- a empresa TCUrbes propõe uma ciclovia ali. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), porém, afirma não ter esse plano.

O órgão diz que a via oferece risco às bicicletas e sugere caminhos alternativos, como as paralelas rua São Carlos do Pinhal e alameda Santos.

Já para a TCUrbes, a Paulista poderia ter a velocidade máxima reduzida de 60 km/h para 40 km/h. Com isso, diz, as pistas para carros poderiam ficar mais estreitas, abrindo espaço para a ciclovia.

Além disso, os ônibus ficariam no centro da avenida.

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http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1059483-projeto-preve-via-exclusiva-para-bicicleta-na-avenida-paulista.shtml


02 fevereiro 2012

Projeto Urbanístico

O Projeto Urbanístico Específico para a Nova Luz tem como missão definir as bases para a requalificação da região e a implementação de equipamentos e serviços que reforcem suas características comerciais, sociais e culturais. Entre os aspectos avaliados pela equipe do Consórcio estão sendo consideradas as mudanças climáticas e econômicas futuras, de forma a propor um redesenho urbano sustentável que sirva como exemplo para outros projetos no Brasil e no exterior.

Os estudos preliminares desenvolvidos até o momento já estão à disposição para que a população conheça, avalie e contribua com sugestões para a construção de um plano urbanístico que atenda verdadeiramente às necessidades e anseios de moradores, comerciantes e visitantes, e da comunidade paulistana como um todo.

O resultado final deste esforço conjunto entre o Consórcio Nova Luz, a Prefeitura de São Paulo e a população será entregue à cidade em 2011. Ele garantirá as bases para que este novo traçado proposto para a Nova Luz seja implantado a partir de um processo licitatório que selecionará a empresa ou o grupo de empresas responsáveis por sua execução.

MATÉRIA COMPLETA:

01 fevereiro 2012

Urbanistas veem processo de 'higienização' no projeto Nova Luz

Desde o dia 3 de janeiro a região da Cracolândia, localizada no centro de São Paulo, é palco da Operação Integrada Centro Legal. O objetivo, de acordo com a prefeitura da capital paulista, é combater o tráfico de drogas na região, diminuir a criminalidade e recuperar as áreas degradadas da Nova Luz. Em contrapartida, organizações sociais e especialistas alegam que a ação é uma “higienização” social que favorece a especulação imobiliária com o Projeto Urbanístico para a Nova Luz, que pretende “requalificar” a região com empreendimentos imobiliários.


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http://br.noticias.yahoo.com/projeto-urban%c3%adstico-da-nova-luz-e-a-especula%c3%a7%c3%a3o-imobili%c3%a1ria.html

Kassab oferece a Lula terreno da Cracolândia para memorial

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou na tarde desta quarta-feira que a prefeitura deve conceder ao Instituto Lula um terreno na Nova Luz, área conhecida como Cracolândia, para a construção de um "memorial da democracia". Segundo a prefeitura, a área é de 4,4 mil m² e deve ser cedida por 99 anos mediante contrapartidas ao instituto do ex-presidente.

"Procurei Lula há 6 meses e ofereci o terreno. É importante para a cidade e importante para o memorial", disse o prefeito. De acordo com o instituto, o local abrigará o acervo de Lula e da Presidência da República. O museu terá como tema os movimentos sociais e, de acordo com o prefeito, deve contribuir para o desenvolvimento econômico da área onde até o início deste ano servia como ponto de encontro de dependentes químicos.

MATÉRIA COMPLETA:

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5589078-EI7896,00-Kassab+oferece+a+Lula+terreno+da+Cracolandia+para+memorial.html

19 janeiro 2012

Arquiteto propõe 'edifício de vida selvagem' contra poluição em áreas urbanas

Em vez de usar o espaço urbano para construir estruturas apenas para os seres humanos, um arquiteto holandês resolveu pensar em projetos urbanísticos também para a vida selvagem.

"Quanto mais construímos, mais deslocamos a flora e a fauna", justificou o arquiteto J. Koen Olthuis. Daí a ideia de construir algo destinado apenas a animais e plantas. "Há pouco espaço nas cidades grandes, mas ainda podemos aproveitar a água", disse à BBC Brasil.

Assim surgiu a Sea Tree ("árvore marinha", em tradução livre), uma construção de cerca de 30 metros de altura (mais cerca de 6 a 8 metros sob a superfície) que tem como objetivo servir de refúgio para plantas, animais marinhos e pássaros, por exemplo.

MATÉRIA COMPLETA:

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/arquiteto-propoe-edificio-de-vida-selvagem-contra-poluicao-em-ar/n1597585601945.html

23 dezembro 2011

Projeto quer devolver o glamour ao pq. D. Pedro;

MARIO CESAR CARVALHO
EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO

Parque bucólico afrancesado, Ilha do Amores, um pedacinho de Paris no centro de São Paulo --o parque Dom Pedro, de 1922, já foi tudo isso, até virar uma barafunda que nem parque é.

É esse nó que o projeto do escritório Una, feito em conjunto com os urbanistas Regina Meyer, Marta Gronstein e José Borelli, quer desatar.

A ideia central é reconectar o centro da cidade com a zona leste, organizar o caos de transporte e criar uma paisagem que tem até uma lagoa, segundo a arquiteto Fábio Valentim, do Una.

REPORTAGEM COMPLETA:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1025345-projeto-quer-devolver-o-glamour-ao-pq-d-pedro-veja-detalhes.shtml

16 dezembro 2011

Lei aprovada na Câmara de SP autoriza mais prédios na Faria Lima

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1022148-lei-aprovada-na-camara-de-sp-autoriza-mais-predios-na-faria-lima.shtml

EVANDRO SPINELLI
VANESSA CORREA
DE SÃO PAULO

A Câmara de São Paulo aprovou nesta quinta-feira projeto de lei que autoriza a prefeitura a vender títulos imobiliários estimados em até R$ 1,5 bilhão para novos empreendimentos na região da Faria Lima.

Com a venda dos títulos, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) vai abrir brecha para a construção de novos prédios na área e, com isso, conseguir dinheiro para cumprir a promessa de campanha de investir R$ 1 bilhão no metrô.

Especialistas defendem o adensamento da região, que tem trânsito intenso, com a ressalva de que precisam ser construídos prédios residenciais e que parte do dinheiro seja usada para investimentos em transporte coletivo.

O projeto prevê a construção de uma nova linha de metrô no eixo da av. Faria Lima --a construção da linha 20-rosa, que ligará Lapa a Moema.

13 dezembro 2011

Plano da Prefeitura de construir prédios deve dobrar trânsito na Faria Lima

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,plano-da-prefeitura-de-construir-predios-deve-dobrar-transito-na-faria-lima,808500,0.htm

Urbanistas alertam para consequências da liberação de construção de 410 mil m², já aprovada
08 de dezembro de 2011 23h 43
Notícia
A+ A- Assine a Newsletter Tiago Dantas - Jornal da Tarde
SÃO PAULO - O volume de tráfego na já congestionada região das Avenidas Brigadeiro Faria Lima e Presidente Juscelino Kubitschek, entre Pinheiros e Vila Olímpia, na zona oeste da capital, deve dobrar nos próximos anos. Segundos urbanistas, esse é um dos efeitos da construção de mais 410 mil m² em prédios residenciais e comerciais, aprovada em primeira votação pela Câmara na quinta-feira passada - a segunda votação pode ocorrer ainda neste ano.


Filipe Araújo/AETrânsito deve ficar ainda pior na Faria Lima e adjacênciasSe o projeto proposto pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) for aceito, o perímetro da Operação Urbana Faria Lima pode receber 24 arranha-céus iguais ao Edifício Altino Arantes, a Torre do Banespa, que fica no centro de São Paulo. Com base na média de uma vaga de estacionamento a cada 35 m² de construção - parâmetro utilizado por arquitetos e técnicos da própria administração municipal -, os novos empreendimentos da área absorveriam 11.700 veículos.

A quantidade é maior que os atuais 9.600 carros que passam pela Juscelino na hora de maior movimento de manhã e os 7 mil automóveis que entopem a Faria Lima no horário de pico da tarde. "É só passar às 18h perto do Shopping Iguatemi para ver que a região não suporta mais carros. Como vai ficar com os prédios novos?", pergunta o advogado Heitor Marzagão Tomassini, integrante do Conselho Gestor da Operação Urbana Faria Lima e presidente do Movimento Defenda São Paulo.

Para técnicos da Prefeitura e dirigentes de imobiliárias, a construção de novos edifícios não significa, necessariamente, mais trânsito. "A região recebeu duas estações de Metrô (Pinheiros e Faria Lima), o que reduz o trânsito. Além disso, acho que a área, que até agora foi ocupada por prédios comerciais, vai receber mais empreendimentos residenciais e as pessoas vão ficar perto do trabalho", avalia o diretor de legislação urbana do Sindicato da Habitação (Secovi), Eduardo Della Manna.

"A questão da mobilidade é constante, um problema difícil de se resolver. Tornar a cidade mais compacta, com emprego perto de residência, é positivo. Mas qualquer projeto de adensamento tem de ser acompanhado de um estudo consistente", argumenta o arquiteto Valter Caldana, diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie. A falta de um levantamento como esse é um dos questionamentos de Tomassini.

A Prefeitura, por sua vez, diz que não está criando um novo teto de verticalização, mas apenas possibilitando que se construa a quantidade de prédios prevista para a área desde 1995, quando a Operação Urbana Faria Lima foi lançada por Paulo Maluf. De um total de 1,3 milhão de m² que poderiam ser construídos no bairro, cerca de 890 mil m² foram utilizados.

Para levantar seus edifícios, as imobiliárias precisam comprar títulos chamados de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac)."Mesmo que isso já estivesse previsto, acho importante fazer uma análise para saber o impacto que os novos prédios terão, principalmente no sistema viário", afirma o dirigente do Defenda São Paulo.

‘Não dá para andar’. Quem trabalha na região, um dos maiores polos econômicos da cidade, tem opiniões divergentes. "O trânsito vai ficar ainda pior. Não é à toa que todo prédio tem heliponto. Não dá mais para andar aqui", diz o consultor financeiro Alécio Ramos de Souza, de 28 anos.

Já a gerente executiva Clarissa Ferraz, de 32, acredita que novos edifícios podem deixar a paisagem mais agradável. "As pessoas acham solução para o trânsito: táxi, metrô, bicicleta. Mas acho que prédios são o que fazem daqui um lugar bonito."

20 novembro 2011

Arquitetos reinventam urbanização de favelas em São Paulo

Escritórios de primeiro time da arquitetura paulistana estão trabalhando na reurbanização de favelas, criando parques em áreas mananciais ocupadas irregularmente e criando 17 mil apartamentos em conjuntos habitacionais no lugar dos barracos.

Veja fotos de novos projetos de reurbanização

As informações são de reportagem de Raul Juste Lores, publicada na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

De acordo com a superintendente de Habitação Popular da Prefeitura de São Paulo, Elisabete França, os novos projetos trouxeram janelas maiores, ventilação cruzada e chuveiro econômico como as principais mudanças.

O xodó da Sehab (Secretaria de Habitação) é a reurbanização de área no Grajaú, às margens da represa Billings, onde 40 mil pessoas vivem, pouco mais que a população de Higienópolis.

Chamado de Cantinho do Céu o projeto substitui barracos sem esgoto por casas, pavimenta ruas e cria um parque linear de 7 km (2 km já concluídos). Foram instalados ainda pista de skate, campinhos de futebol, deques de madeira, lixeiras para material reciclável, playgrounds e aparelhos de ginástica para idosos.

Adriano Vizoni/Folhapress
Região revitalizada do Cantinho do Céu, no Grajaú, zona sul de São Paulo
Região revitalizada do Cantinho do Céu, no Grajaú, zona sul de São Paulo

FOTOS:

18 novembro 2011

Projeto São Paulo 2022, com propostas para a cidade, será lançado na quarta



Gestão Pública Notícias Rede Nossa São Paulo

A Rede Nossa São Paulo, a Escola da Cidade, o Instituto Ethos, o Instituto Arapyaú e o Instituto Socioambiental convidam para o lançamento do conjunto de diretrizes, indicadores e metas
Airton Goes airton@isps.org.br

Na próxima quarta-feira (23/11), São Paulo ganha um conjunto de diretrizes, indicadores e metas que visa contribuir com o desenvolvimento justo e sustentável da cidade na próxima década.

Trata-se do Projeto São Paulo 2022, que será lançado pelas organizações Rede Nossa São Paulo, Escola da Cidade, Instituto Ethos, Instituto Arapyaú e Instituto Socioambiental.

O projeto oferecerá à sociedade civil e ao setor público propostas para solucionar problemas estruturais da cidade, com foco na melhoria urbanística, mobilidade urbana e no planejamento geral das políticas públicas.

De acordo com as organizações responsáveis pelo projeto, o nome “São Paulo 2022” foi escolhido porque o ano marcará o bicentenário da Independência do Brasil, o centenário da Semana de Arte Moderna e o cinquentenário da 1ª Conferência de Meio Ambiente, realizada em Estocolmo. Além disso, 2022 será o último ano de validade prevista para o próximo Plano Diretor Estratégico – instrumento de planejamento urbano que norteará o futuro da capital paulista para os próximos 10 anos.

No lançamento, serão apresentados o histórico do projeto, as duas versões da publicação (integral e resumida) e o site que reunirá todo o conteúdo pesquisado.

A exposição inicial do São Paulo 2022 ficará a cargo do economista Cícero Yagi e os comentários serão do professor Ladislau Dowbor.

O evento contatará, ainda, com um debate que terá as participações de Nabil Bonduki, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Antônio Marchioni, o Padre Ticão, da Paróquia São Francisco de Assis e do Movimento Nossa Zona Leste, José Police Neto, presidente da Câmara Municipal de São Paulo e João Crestana, presidente do Secovi/SP.

Serviço:

Lançamento do Projeto São Paulo 2022
Data: próxima quarta-feira, dia 23 de novembro
Horário: das 10h às 12h30
Local: Teatro do Sesc Vila Mariana
Endereço: Rua Pelotas, 141 – perto da Estação Ana Rosa do Metrô
Inscrições gratuitas.
Importante: confirmar presença pelo e-mail andrea@isps.org.br

17 novembro 2011

Nova York em torno do High Line Park

Região do Meatpacking concentra grifes de luxo, restaurantes e hotéis descolados




Guilherme Manechini, especial para o iG, de Nova York

Foto: Getty Images

O High Line Park surgiu em uma ferrovia suspensa desativada, no sul de Manhattan

Menos de uma dezena de quarteirões e muitas histórias ajudam a entender a transformação que a cidade de Nova York passou nas últimas duas décadas. Batizada de Meatpacking, justamente por concentrar abatedouros e frigoríficos desde o começo do século 20, a região é hoje o maior símbolo da revitalização da zona portuária do rio Hudson, e, por consequência, das antigas áreas degradadas da cidade. A badalação recente decorre pela criação do High Line Park, um parque suspenso instalado na antiga via férrea do bairro.

Mas, as ruas do Meatpacking têm muito mais a oferecer para os turistas. Para quem vem à cidade com o objetivo de fazer compras, a região é tão atraente quanto a 5ª Avenida. Nomes como Diane von Furstenberg, Hugo Boss, Alexander McQueen, Christian Louboutin, Stella McCartney, Apple, entre tantos outros, compõem uma lista de mais de 60 grifes instaladas nas onze ruas que formam a área.

Foto: Getty Images

A área abandonada da cidade foi transformada em um charmoso e concorrido parque urbano

Uma das marcas presentes por ali é bastante conhecida do público brasileiro, a do estilista Carlos Miele. Inaugurada em 2003, a unidade foi a primeira de Miele fora do Brasil. O estilista, que tem Sarah Jessica Parker, Angélica e Rihanna entre as celebridades que usam seus vestidos, diz que quando decidiu abrir sua loja em NY buscava por um novo lugar na cidade. “No Meatpacking District, encontrei isso e uma bela vista do Rio Hudson", afirmou Miele, antes de ressaltar que a região ainda não contava com a badalação que hoje a coloca entre as principais atrações turísticas da cidade.

A percepção de Miele vai de encontro ao boom imobiliário iniciado no fim dos anos 90. Com apoio de investidores, designers renomados migraram para o Meatpacking e deram o pontapé inicial para a grande transformação da região.

Foto: Guilherme Manechini

Região ao redor do High Line Park conta com boas opções de compras

A partir da transformação dos espaços industriais em comerciais, começou-se a repensar o uso da linha de trem suspensa, há muito desativada. Com o apoio dos comerciantes e moradores locais, Robert Hammond e Joshua David lançaram a ideia de transformá-la em um parque, ou jardim suspenso. Hoje, passados pouco mais de dez anos do lançamento do projeto piloto, oHigh Line Park bate recorde de visitantes: mais de 300 mil pessoas nas duas primeiras semanas do verão deste ano.

“O parque virou realmente uma área de escape da cidade. As pessoas vêm em busca de tranquilidade”, afirma Hammond, após apresentação da terceira fase do projeto, agora em discussão pela prefeitura. A seu ver, o impacto econômico na região do High Line Park, que compreende também o bairro do Chelsea, foi superior a US$ 3 bilhões.

Com tal transformação urbanística, o tour pelas ruas do Meatpacking fica ainda mais interessante. Há prédios de alto padrão, lojas de grife, parque e restaurantes contrastando com os antigos e mal conservados galpões, alguns ainda funcionando como frigoríficos.

Onde ir

Foto: Guilherme Manechini

Hotel Standard tem danceteria e chopperia no vão do High Line Park

Em um destes galpões, aliás, está o Cielo Club, perfeito para quem busca diversão com muita música eletrônica e gente descolada. Outra dica para os baladeiros é o Standard Hotel: conta com chopperia e restaurante no vão do High Line Park, além de uma das boas danceterias da cidade, a Le Bain, na cobertura do prédio, com vista para o rio Hudson. O mesmo acontece há duas quadras dali, no Hotel Gansevoort. Alguns pubs e bares com áreas ao ar livre também completam o leque de opções noturnas do Meatpacking.

Para comer, os visitantes podem escolher um entre os mais de 50 restaurantes da região. Pastis, Chelsea Market, La Gazzetta, Fig & Olive e STK são alguns nomes com garantia de ótima gastronomia. De quebra você ainda pode fazer a digestão com uma caminhada pelo High Line Park.

Como chegar

Para chegar até lá, o visitante que estiver em Nova York conta com diversas opções de transporte, com linhas de metrô e ônibus. Quem optar por um táxi não precisa se preocupar, pois todos saberão chegar ao destino. Basta ir para o lado Oeste de Manhattan, na altura da rua 14, entre a oitava e nona avenida.

09 novembro 2011

Arquitetos renomados da Europa assinam obras no Brasil

Com a crise, arquitetos estrangeiros premiados abrem escritórios no Brasil, onde vão construir museus e projetos de revitalização

Claudia Facchini, iG São Paulo


Foto: DivulgaçãoAmpliar

Arquiteto espanhol Fermin Vázquez, que assina revitalização do porto em Porto Alegre: novo escritório em São Paulo

Com a crise no velho continente, arquitetos de renome na Europa estão desembarcando no Brasil, onde assinam projetos de novos museus, complexos culturais, edifícios e revitalização de áreas degradadas.

Leia também: Arquitetura brasileira na década de 1930

Um passeio pela arquitetura de 1930

“Temos dois novos projetos importantes no Brasil, mas eles ainda são confidenciais”, afirma Fermín Vázquez, arquiteto de Barcelona, na Espanha, e fundador do escritório b720, que acaba de inaugurar um escritório na cidade São Paulo, seu segundo endereço no País.

Vázquez não revela quais serão suas futuras obras no mercado brasileiro, mas a localização do novo escritório dá uma pista.

O primeiro projeto assinado pelo arquiteto catalão está sendo construído em Porto Alegre. Vázquez assina o projeto para revitalização do Cais Mauá, na capital gaúcha, no qual serão investidos R$ 450 milhões. As obras devem estar concluídas para a Copa do Mundo.

O Brasil receberá nos próximos anos projetos assinados por famosos arquitetos europeus.

Leia ainda: Os ícones da arquitetura em um clique

O escritório suíço Herzog & de Meuron, dos arquitetos Jacques Herzog e Pierre de Meuron, ganhadores do prêmio Pritzker de 2001, foi escolhido pelo governo de São Paulo para construir o Complexo Cultural – Teatro de Dança. O complexo, orçado em R$ 300 milhões, fica ao lado da Sala São Paulo, em uma região degrada do centro de São Paulo, e tem a pretensão de ser um dos maiores centros culturais da América Latina.

Herzog e de Meuron colecionam obras importantes em seu currículo, como os estádios Ninho de Pássaro, em Pequim, e Allianz Arena, em Munique, e a Tate Modern, em Londres, projeto que recuperou uma abandonada estação de energia na capital inglesa e transformou-a em um museu de arte moderna.

Saiba mais: Rio terá museu voltado à Ciência e Tecnologia, com projeto de arquiteto espanhol

Outro espanhol, Santiago Calatrava, foi contratado para projetar o Museu do Amanhã, na Praça Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro. O complexo, que deve ser inaugurado no primeiro semestre de 2014, está orçado em R$ 215 milhões e será financiado, em parte, pela Fundação Roberto Marinho e pelo Banco Santander.

Foto: DivulgaçãoAmpliar

Projeto de revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre, assinado por Fermín Vázquez

Calatrava possui em seu portfólio projetos como o centro Ciutat de les Arts i les Ciències (Cidade das Artes e das Ciências), em Valência, na Espanha, que abriga, entre outras atrações, um planetário (L'Hemisfèric), o maior aquário oceanográfico da Europa (L'Oceanogràfic) e uma casa de ópera (El Palau de les Arts Reina Sofía). O arquiteto espanhol também projetou a Ponte della Costituzione (Ponte da Constituição), em Veneza, na Itália, e a Torre de telecomunicaciones de Montjuïc, em Barcelona.

Bagagem

Na babagem, Vázques traz a experiência de Barcelona, que passou por grandes transformações nos anos 90, quando a cidade sediou os Jogos Olímpicos (1992). Barcelona é considerada um modelo para o Brasil, que se prepara para dois eventos esportivos mundiais, a Copa e a Olimpíada. “Barcelona vivia de costas para o mar”, diz o arquiteto espanhol. Os novos projetos restabeleceram a relação da cidade com a água.

A revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre, segue o mesmo caminho. Mas Vázquez afirma que procurou utilizar o “repertório arquitetônico” brasileiro em seu projeto, como o legado deixado pelos grandes nomes do movimento moderno, entre eles Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy e Paulo Mendes da Rocha, entre outros.

Entre os projetos assinados pelo escritório b720 em Barcelona estão o edifício da Torre Agbar, em Barcelona, que abriga a Companhia de Águas da cidade, o Mercat de Encats, uma espécie de mercado das pulgas, e o Hotel Porta Fira.

Veja projetos assinados por arquitetos de renome que chegam ao Brasil:

Projeto de revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre, do arquiteto Fermín Vázquez - Foto: Divulgação