09 julho 2011

Dilma recusa proposta de Estados sobre royalties

DE SÃO PAULO

O governo Dilma Rousseff não concorda com proposta feita pelos governadores de elevar o valor dos tributos cobrados das empresas de petróleo para resolver a disputa entre Estados sobre a distribuição dos royalties, informa reportagem de Valdo Cruz, Mariana Carneiro e Daniela Lima, publicada na Folha desta sexta-feira (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Estados pressionam governo por divisão de royalties do petróleo
Governadores sinalizam acordo sobre royalties do petróleo
Estados tentam acordo sobre royalties do pré-sal

"Essa proposta arrebenta a Petrobras, que teria seus custos elevados. Não é possível adotá-la, porque poderia ter impacto sobre os preços dos combustíveis", disse o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).

Os governadores sugeriram que a União eleve o valor da participação especial, tributo adicional cobrado das empresas que exploram os campos mais rentáveis.

Antes em pé-de-guerra, governadores fizeram um acordo na terça-feira (5) para cobrar do governo federal uma fórmula que contemple produtores e não produtores na distribuição dos royalties do petróleo.

Uma comissão de seis governadores se reuniu com Lobão e o ministro da Fazenda em exercício, Nelson Barbosa, para lembrar que a União terá todo o processo de concessão suspenso --sem poder receber pelos contratos de exploração-- caso os Estados recorram ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Os governadores apresentaram um pacote de medidas que, além da criação de um fundo que abasteça a partilha de recursos, beneficia Estados e municípios.

A mudança dos critérios de correção da dívida dos Estados com a União também estaria no pacote de bondades.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/940667-dilma-recusa-proposta-de-estados-sobre-royalties.shtml

Dilma recusa proposta de Estados sobre royalties

DE SÃO PAULO

O governo Dilma Rousseff não concorda com proposta feita pelos governadores de elevar o valor dos tributos cobrados das empresas de petróleo para resolver a disputa entre Estados sobre a distribuição dos royalties, informa reportagem de Valdo Cruz, Mariana Carneiro e Daniela Lima, publicada na Folha desta sexta-feira (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Estados pressionam governo por divisão de royalties do petróleo
Governadores sinalizam acordo sobre royalties do petróleo
Estados tentam acordo sobre royalties do pré-sal

"Essa proposta arrebenta a Petrobras, que teria seus custos elevados. Não é possível adotá-la, porque poderia ter impacto sobre os preços dos combustíveis", disse o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).

Os governadores sugeriram que a União eleve o valor da participação especial, tributo adicional cobrado das empresas que exploram os campos mais rentáveis.

Antes em pé-de-guerra, governadores fizeram um acordo na terça-feira (5) para cobrar do governo federal uma fórmula que contemple produtores e não produtores na distribuição dos royalties do petróleo.

Uma comissão de seis governadores se reuniu com Lobão e o ministro da Fazenda em exercício, Nelson Barbosa, para lembrar que a União terá todo o processo de concessão suspenso --sem poder receber pelos contratos de exploração-- caso os Estados recorram ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Os governadores apresentaram um pacote de medidas que, além da criação de um fundo que abasteça a partilha de recursos, beneficia Estados e municípios.

A mudança dos critérios de correção da dívida dos Estados com a União também estaria no pacote de bondades.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/940667-dilma-recusa-proposta-de-estados-sobre-royalties.shtml

Escolas campeãs no Piauí têm prova toda semana e alta reprovação

Índice da Educação Básica (Ideb) de Cocal dos Alves é bom, mas seria bem maior se não fosse a alta taxa de repetência

Cinthia Rodrigues, enviada a Cocal dos Alves (PI) | 01/07/2011 07:00

Fenômeno em concursos educacionais, o município de Cocal dos Alves, no interior do Piauí, adota posturas polêmicas no sistema de ensino. As principais são repetência e provas todas as semanas. Os educadores implantaram um sistema de recuperação paralela, mas mantêm a postura rígida. “Damos várias chances, se o aluno não tiver condição, tem que reprovar”, diz Elizete Costa do Amaral, diretora da unidade escolar Teotônio Ferreira Brandão.

Foto: Cinthia Rodrigues

Refeitório improvisado na escola de ensino médio

A escola com 390 alunos tem Índice de Educação Básica (Ideb) de 4,5, acima da média geral do Estado, de 3,8, e do País, de 4 pontos. Pelo nota da Prova Brasil, no entanto, o conceito poderia ser de até 6,6 – acima das particulares que chegam a 5,9 – se não fosse a taxa de fluxo escolar (que considera repetências e evasão) ser de apenas 67%.

A maior parte das repetências ocorre logo na 5ª série, quando a instituição, única do município para esta etapa, recebe alunos que fizeram a 1ª a 4ª série em unidades rurais. “Metade da minha turma está fazendo a 5ª pela segunda vez”, conta uma jovem de 14 anos, que já havia sido reprovado uma vez antes na unidade rural em que fez o primeiro ciclo. “É ruim porque as aulas são as mesmas que já vimos.”

Foto: Cinthia Rodrigues Ampliar

Quadra municipal, equipamento não existe dentro das escolas

O professor hexa formador de medalhista da Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), Antonio Cardoso do Amaral, afirma que a equipe se preocupa com a situação. “Implantamos até uma aula paralela para quem tem dificuldade uma vez por mês, mas ainda não é suficiente.”

Uma das dificuldades para recuperar as turmas é a falta de espaço físico e pessoal. Os professores dão, em média, 50 aulas por semana e as quatro salas são usadas para aulas em todos os períodos. O calor constante é enfrentado com ventiladores barulhentos. “A gente ainda tem muitas necessidades por aqui, esses prêmios todos fazem parecer que a educação está ótima, mas somos carentes de tudo”, explica Elizete.

Falta quadra, laboratórios e até espaço de convivência. Na hora do intervalo, as crianças comem em pé ou sentadas no chão. O mesmo ocorre na unidade de ensino médio, a Augustinho Brandão – que teve todos os alunos inscritos aprovados no vestibular da Universidade Federal do Piauí no último ano. A única diferença é que com apenas 148 alunos, foi possível instalar algumas mesas no corredor para servir de refeitório.

“Temos um dos melhores resultados do Brasil, com uma das piores condições”, diz o coordenador pedagógico Darkson Vieira Machado. Neste caso, parte da solução está a caminho.

Por conta dos títulos, os educadores conseguiram repercussão suficiente para convencer políticos a construir uma nova escola. A unidade modelo do Ministério da Educação com um prédio administrativo, outro de serviços e o pavilhão de salas de aula está quase pronta e deve ser entregue no próximo semestre. Só faltava ter incluído uma quadra no projeto.


Em Cocal dos Alves nada é mais importante que competições educacionais

iG visitou cidade campeã em matemática no interior do Piauí e descobriu que também há prêmios em química, português, geografia...

Cinthia Rodrigues, enviada a Cocal dos Alves (PI) | 01/07/2011 07:00

Em apenas três meses, a pequena cidade de Cocal dos Alves, de 5,6 mil habitantes no interior do Piauí, ganhou espaço nobre no noticiário brasileiro duas vezes. Em março, por ser a cidade onde nasceu e vive o vencedor do concurso Soletrando, programa de Luciano Huck, e na semana passada por receber quatro medalhas de ouro, três de prata e cinco de bronze nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Em visita à cidade, o iG descobriu que o cocalalvense não é bom só nessas áreas. Há títulos em competições de outras disciplinas e todos os 16 alunos que se candidataram a vagas na Universidade Federal do Piauí no ano passado foram aprovados.

Nos últimos dois anos, foram três medalhas nas olimpíadas estaduais de química e uma na brasileira de língua portuguesa, além de trófeus de equipe. Em 2008, a cidade participou de um campeonato de história e geografia em comemoração aos 250 anos do Estado. Sagrou-se campeã. No ano seguinte, repetiram o campeonato e a cidade chegou à final sem errar nenhuma pergunta, assim como os rivais de Teresina. Para desempatar, foi feito um esquema em que a mesma pergunta era feita para as duas equipes e respondia quem batesse primeiro em um botão, mas aí os cocalalvenses ficaram apenas com o vice.



(Izael Francisco de Araújo, campeão do Soletrando, fala da motivação dos alunos em Cocal dos Alves)

Porcos e cajueiros
Quanto mais se enumeram as vitórias, maior é o contraste com o tamanho da cidade a 300 quilômetros de Teresina. De perto, Cocal dos Alves parece menor ainda do que revela o tamanho de sua população. Muitas famílias moram em casas afastadas em meio a grandes plantações de cajueiros, a principal fonte de renda da cidade. A maior parte das ruas é de terra ou areia e frequentada por galinhas, cabras e porcos que vivem fora da cerca.

Na época de chuva, alunos como Clara Mariane Silva de Oliveira, de 13 anos – uma das que recebeu pessoalmente os cumprimentos da presidenta Dilma Rousseff pelo ouro em cerimônia no Rio de Janeiro – atravessam um rio com água até os joelhos para pegar o transporte escolar. “O carro atola ali, eu puxo a calça e passo.”

Foto: Cinthia Rodrigues Ampliar

Fachada da escola de ensino médio que teve 16 aprovados na Federal do Piauí

No pequeno centro de meia dúzia de ruas de paralelepípedo e casas sem recuo, nada remete às recentes glórias educacionais. A única faixa, esticada na Praça da Igreja, diz “Bem-vindos aos festejos de São João Batista”. Mesmo nas duas escolas campeãs, a Unidade Escolar Teotônio Ferreira Brandão, de ensino fundamental, e a Augustinho Brandão, de ensino médio, não há troféus expostos, por falta de estrutura – todas as salas são usadas para aulas, não há espaço de convivência, quadra ou laboratórios e biblioteca é um luxo que existe em apenas uma delas.

Sonho possível
Para os alunos e professores envolvidos nas competições, no entanto, nada é mais importante. Além das aulas regulares, há treinamentos aos sábados e, quase todos os dias, cada um estuda em sua casa, por prazer e pelo sonho, comprovadamente possível, de se destacar. Na zona rural, a energia elétrica vem sendo instalada nos últimos dois anos e a referência para crianças e adolescentes não é nenhum astro da música ou do futebol, mas os colegas medalhistas.

“Desde pequena, meu sonho é ganhar medalha”, diz Ana Carla de Brito Amaral, de 11 anos. Os pais e professores chegaram a temer uma frustração. “No ano passado, ela disputou pela primeira vez e a gente conversou que na 5ª série o máximo que alguém tinha ganhado era um bronze, então, uma menção honrosa estaria ótimo”, lembra a mãe, Edna de Brito.

Ana Carla conquistou a prata. Estabeleceu um novo recorde a ser perseguido pelos amigos, enquanto ela mesma já tem outros planos: “Quero o ouro na matemática e, quando tiver idade, vou disputar o Soletrando”, avisa, com um sorriso tímido, mas confiante.

Para o coordenador estadual das olimpíadas, João Xavier da Cruz Neto, professor de Matemática da Universidade Federal do Piauí, o que faz os alunos de Cocal dos Alves terem mais paixão pelos livros do que pela bola são os professores. “A diferença entre o futebol e a matemática é que no esporte qualquer um reconhece e estimula um talento. Já na matemática, a maioria não enxerga e muitos vêem alunos desafiadores como problema.”

Professores nascidos e criados na terra
O desempenho do professor de matemática Antonio Cardoso do Amaral se traduz em números. Desde que a OBMEP começou em 2005, ele teve alunos premiados em todas as edições: 2 pratas e 1 bronze no primeiro ano; 1 ouro, 3 pratas e 2 bronzes em 2006; 2 ouros, 1 prata e 5 bronzes em 2007; 6 bronzes em 2008; 1 ouro, 1 prata e 8 bronzes em 2009; e o resultado recorde do ano passado, cuja premiação ocorreu neste mês.

Por causa disso, foi convidado a falar ao Senado, fazer uma reunião com o ministro da Educação Fernando Haddad e dar informações à assessoria de Dilma Rousseff, que vai comentar o assunto no seu programa de rádio Café com a Presidenta. “Só dá certo porque os alunos querem aprender”, garante.

Para comprovar a tese, conta que se inscreveu em um concurso para uma vaga de mestrado em que havia 40 vagas e 800 inscritos. Ficou em 53º lugar. “Não estou entre os melhores. O que faço é me esforçar para apresentar a matemática como ela é. Nunca dou uma fórmula pronta, volto lá na história, resolvo do jeito difícil, mostro o caminho penoso e como alguém saiu dali para uma fórmula que tornou mais fácil resolver tal questão.”

Amaral nasceu em Cocal dos Alves, antes da emancipação do município, que ocorreu há apenas 15 anos. Fez o primário ali e o restante na vizinha que já foi sede, Cocal – sem "dos Alves" e sem medalhas. Nos primeiros anos em que deu aula, enfrentou resistência dos familiares dos alunos. “Ele era rígido, os pais vinham todos reclamar comigo”, conta João de Brito Cardoso, primeiro prefeito da cidade, analfabeto – como quase toda a população acima de 50 anos – e avô de uma medalhista. Para Amaral, a olimpíada foi o que o salvou.

Foto: Cinthia Rodrigues Ampliar

João Francisco em frente sua casa. Bolsa de R$ 100 por mês foi usada para comprar geladeira

Futuro promissor
Os resultados educacionais começam a mudar a vida dos cocalalvenses. A primeira transformação ocorre nas próprias escolas. Todos os oito computadores e o datashow utilizados foram prêmios pelos resultados nas competições. Desde o campeonato pelo aniversário do Estado, também há a promessa da construção de uma quadra, luxo que nenhuma das unidades possui até agora.

A própria escola de ensino médio vai mudar de prédio no próximo semestre. O governo federal construiu uma instituição modelo com prédios arejados e espaço de jardinagem que, por enquanto, destoa. “Lá vamos poder montar laboratórios, coisa que nunca se viu por aqui”, diz o coordenador pedagógico, Darkson Vieira Machado.

Nas casas dos premiados, também já se vê mudança. Algumas competições os premiaram com netbooks, e as medalhas nas olimpíadas brasileiras dão direito a bolsa de R$ 100 por mês durante um ano. No casebre sem reboco e com fogão à lenha de João Francisco Rocha, de 17 anos – medalha de bronze em 2008, o dinheiro se transformou na geladeira, que a família ainda não tinha.

O professor Amaral confia que vem muito mais por aí: “Se você voltar aqui em 10 anos, essa família vai ter uma condição de vida totalmente diferente, proporcionada pelo profissional bem formado e pago que este menino vai se tornar. Garanto.”

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/em+cocal+dos+alves+nada+e+mais+importante+que+competicoes+educacionais/n1597057185707.html

Economia brasileira é 'bicicleta difícil de pedalar,' diz 'FT'

DA BBC BRASIL

A forte valorização do real e o aumento da disponibilidade de crédito como consequência do grande fluxo de capitais para o Brasil ameaçam interromper o ciclo de crescimento econômico do país, segundo adverte um editorial do jornal britânico "Financial Times" publicado nesta sexta-feira (8).

Em um texto intitulado "Feridas brasileiras", o jornal compara a economia brasileira a uma bicicleta. "Ela funciona enquanto estiver em movimento", diz o editorial. "Agora, porém, está ficando mais difícil pedalar."

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/940763-economia-brasileira-e-bicicleta-dificil-de-pedalar-diz-ft.shtml

O jornal observa que o real se valorizou 40% em termos reais desde 2006 e que no mesmo período as importações brasileiras quase dobraram, enquanto as exportações cresceram apenas 5%.

"A única razão pela qual o deficit em conta corrente brasileiro não explodiu são os altos preços das commodities. Mas esse boom pode não durar para sempre", alerta o jornal.

CRÉDITO

O editorial comenta ainda que a liquidez em abundância também ajudou a impulsionar o crédito doméstico, mas que os consumidores brasileiros agora parecem estar sobrecarregados, gastando mais que um quarto de suas rendas para o pagamento de empréstimos --nível superior ao verificado nos Estados Unidos no período anterior à crise de 2008.

Para o jornal, o crescimento do crédito no Brasil somente pode ocorrer se a renda também continuar a crescer.

"É aí que a bicicleta econômica se depara com a trincheira da guerra cambial", afirma o jornal, observando que o aumento da renda eleva a demanda e a pressão inflacionária, exigindo o aumento dos juros, que atraem mais capital externo, elevando ainda mais a cotação da moeda, aumentando com isso a atração das importações e prejudicando a competitividade das exportações.

"O resultado é um déficit em conta corrente mais amplo, e um limite no crescimento exigido nos salários para manter o crédito doméstico crescendo com segurança", diz o jornal.

SOLUÇÕES

O editorial afirma que uma das maneiras de contornar o problema seria conter a valorização da moeda, mas observa que o governo brasileiro já tentou medidas como controles parciais de capitais e grandes intervenções no mercado cambial, mas sem sucesso.

Outra possibilidade seria o corte de gastos públicos, dificultados pelo Congresso.

Um terceiro caminho seria a elevação dos impostos sobre o setor de commodities, mas o texto observa que mesmo outras economias ricas em commodities e com melhor administração, como o Chile e a Austrália, estão sofrendo com problemas semelhantes e que os problemas no Brasil são mais agudos por causa do tamanho da economia do país.

O editorial conclui dizendo que "a bicicleta brasileira ainda não está arriscada a parar". "Mas está balançando", finaliza o texto.

Rodrigo Vianna: Brasil vai virar uma fazenda chinesa?

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

A China resolveu reclamar do Brasil. Uma autoridade diplomática do país asiático diz que Lula prometeu reconhecer a China como “economia de mercado”, mas que na prática isso não correu (o que atrapalha o ingreso chinês na OMC – Organização Mundial do Comércio).

A pressão dos chineses talvez seja uma boa chance para o Brasil rever a maneira de se relacionar com a potência asiática. Até porque descobrimos recentemente – graças aos Wikileaks, divulgados pela agência de notícias “Pública” – o que a China pensa do Brasil: depois de prometer apoiar o pleito brasileiro de ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, os chineses saíram dizendo aos EUA que o Brasil ”não tem ´capacidade e influência´ para ser líder e que as ambições do país excedem seu verdadeiro peso no cenário internacional”.

A parceria comercial com a China, é fato, ajudou o Brasil a resistir bem à crise de 2008. Mas tem uma consequência perversa a médio prazo: desindustrialização!

Meses atrás, escrevi um texto sobre isso: “A fama de Pochmann e o pernil de Delfim”. Aqui, um pequeno trecho: “o Brasil corre o risco de se perder na fórmula fácil da “fa-ma”. Não se trata do Big Brother Brasil. Mas de algo mais sério. A “fa-ma”, diz Marcio Pochmann (presidente do IPEA), é a mistura de fazenda com indústrias maquiladoras (como as existentes no México).O Brasil tem um parque industrial sofisticado – construído a duras penas, desde a era Vargas. Nossa indústria parece ter resistido às ondas de abertura recentes. Mas tudo tem limite.”

O Brasil não consegue concorrer com os chineses. Uma pessoa amiga, que vive de exportar calçados e roupas brasileiras, disse-me essa semana: “estou no limite, não temos mais preço, estamos perdendo mercado; estou pensando em vender o imóvel em que funciona a empresa e aplicar o dinheiro no banco”.

Vamos proteger nosso mercado, ou fechar nossas fábricas?

Se esse é o quadro entre os exportadores, imagine o que não acontece com as indústrias brasileiras. A Azaléia, por exemplo, anuncia que pode fechar a fábrica na Bahia, para reabri-la em Nova Délhi, na Índia.

É gravíssimo.

O blogueiro Eduardo Guimarães – que sobrevive da venda de autopeças brasileiras para outros países da América latina – é outro a martelar: o quadro é dramático para a indústria brasileira. Não conseguimos mais competir.

O que podemos fazer? Centralizar o câmbio.

O que é isso? Controlar a entrada e saída de divisas. Economistas liberais têm coceira quando ouvem falar nisso. Mas é a saída.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/rodrigo-vianna-brasil-vai-virar-uma-fazenda-chinesa.html

Rodrigo Vianna: Brasil vai virar uma fazenda chinesa?

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

A China resolveu reclamar do Brasil. Uma autoridade diplomática do país asiático diz que Lula prometeu reconhecer a China como “economia de mercado”, mas que na prática isso não correu (o que atrapalha o ingreso chinês na OMC – Organização Mundial do Comércio).

A pressão dos chineses talvez seja uma boa chance para o Brasil rever a maneira de se relacionar com a potência asiática. Até porque descobrimos recentemente – graças aos Wikileaks, divulgados pela agência de notícias “Pública” – o que a China pensa do Brasil: depois de prometer apoiar o pleito brasileiro de ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, os chineses saíram dizendo aos EUA que o Brasil ”não tem ´capacidade e influência´ para ser líder e que as ambições do país excedem seu verdadeiro peso no cenário internacional”.

A parceria comercial com a China, é fato, ajudou o Brasil a resistir bem à crise de 2008. Mas tem uma consequência perversa a médio prazo: desindustrialização!

Meses atrás, escrevi um texto sobre isso: “A fama de Pochmann e o pernil de Delfim”. Aqui, um pequeno trecho: “o Brasil corre o risco de se perder na fórmula fácil da “fa-ma”. Não se trata do Big Brother Brasil. Mas de algo mais sério. A “fa-ma”, diz Marcio Pochmann (presidente do IPEA), é a mistura de fazenda com indústrias maquiladoras (como as existentes no México).O Brasil tem um parque industrial sofisticado – construído a duras penas, desde a era Vargas. Nossa indústria parece ter resistido às ondas de abertura recentes. Mas tudo tem limite.”

O Brasil não consegue concorrer com os chineses. Uma pessoa amiga, que vive de exportar calçados e roupas brasileiras, disse-me essa semana: “estou no limite, não temos mais preço, estamos perdendo mercado; estou pensando em vender o imóvel em que funciona a empresa e aplicar o dinheiro no banco”.

Vamos proteger nosso mercado, ou fechar nossas fábricas?

Se esse é o quadro entre os exportadores, imagine o que não acontece com as indústrias brasileiras. A Azaléia, por exemplo, anuncia que pode fechar a fábrica na Bahia, para reabri-la em Nova Délhi, na Índia.

É gravíssimo.

O blogueiro Eduardo Guimarães – que sobrevive da venda de autopeças brasileiras para outros países da América latina – é outro a martelar: o quadro é dramático para a indústria brasileira. Não conseguimos mais competir.

O que podemos fazer? Centralizar o câmbio.

O que é isso? Controlar a entrada e saída de divisas. Economistas liberais têm coceira quando ouvem falar nisso. Mas é a saída.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/rodrigo-vianna-brasil-vai-virar-uma-fazenda-chinesa.html

Marina Silva busca fórmula para não submergir

BERNARDO MELLO FRANCO
ITALO NOGUEIRA
DE SÃO PAULO

Sem partido e sem mandato pela primeira vez em 30 anos, a ex-senadora Marina Silva afirma ter deixado o PV sem uma fórmula para não submergir na cena política.

Ela reconhece que deve perder visibilidade, mas diz não estar "ansiosa" para se manter em evidência.

O problema preocupa aliados da ex-presidenciável, que planeja fundar uma sigla para concorrer novamente ao Planalto em 2014.

"Temos que abaixar a ansiedade com essa coisa de ser visto. Não vou ficar com uma melancia no pescoço, fazendo cambalhota para ser vista", disse Marina à Folha.

Marlene Bergamo/Folhapress
Marina Silva durante anúncio oficial de sua saída do Partido Verde
Marina Silva em anúnciou oficial de sua saída do PV na quinta

Ela deixou claro que continuará a militar na área ambiental em Brasília, mesmo após romper com o PV.

"Vou entrar nas causas que são importantes e justas, mesmo que sejam causas perdidas", disse, citando a luta contra as mudanças no Código Florestal. "Estou nessa agenda há muito tempo e jamais deixaria de estar por não ter a certeza do sucesso."

Sem gabinete, Marina quer usar órgãos ainda incipientes, como o IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade) e o fórum de ex-ministros do Meio Ambiente, para dar respaldo institucional às suas aparições públicas.

O Instituto Marina Silva, que segundo ela será dedicado a ações de educação ambiental, ainda não tem sequer uma sede própria.

"É algo pequeno, como uma tenda. As pessoas não conseguem entender isso. Depois de ter 20 milhões de votos, acham que você deve ir para uma torre, um palácio. Eu estou indo para uma tenda, uma coisa modesta."

MESSIANISMO

Após criticar todos os partidos no ato que marcou sua saída do PV, anteontem, Marina demonstrou incômodo com as críticas contra uma suposta tendência messiânica --que ela descreve como um "rótulo" a evitar.

Mas afirmou ter dificuldade em "administrar o carisma" com os seguidores.

"A coisa mais difícil que tem é administrar o carisma. Porque as lideranças carismáticas podem pensar que podem tudo. E isso é uma ilusão, não podem. A melhor forma é saber que o carisma não deve ser usado de qualquer forma", disse. "As lideranças carismáticas, messiânicas, talvez tenham cumprido um papel na História."

Em outro momento da entrevista, Marina, que foi a única presidenciável evangélica em 2010, citou lição de Jesus Cristo sobre o tema.

"Jesus nunca se deixou aprisionar pelas armadilhas nem do seu carisma nem do seu poder", afirmou.

A ex-senadora sugeriu que seu "sofrimento" por abandonar o PV foi menor do que o da saída do PT, em 2009. "Seria hipocrisia dizer que foi maior agora. São sofrimentos diferentes", disse.

Ao ser questionada sobre os novos capítulos do processo do mensalão, ela ficou com os olhos marejados e disse estar "triste" com o pedido de prisão para ex-colegas de sigla como o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil).

http://www1.folha.uol.com.br/poder/941192-marina-silva-busca-formula-para-nao-submergir.shtml

Marina Silva busca fórmula para não submergir

BERNARDO MELLO FRANCO
ITALO NOGUEIRA
DE SÃO PAULO

Sem partido e sem mandato pela primeira vez em 30 anos, a ex-senadora Marina Silva afirma ter deixado o PV sem uma fórmula para não submergir na cena política.

Ela reconhece que deve perder visibilidade, mas diz não estar "ansiosa" para se manter em evidência.

O problema preocupa aliados da ex-presidenciável, que planeja fundar uma sigla para concorrer novamente ao Planalto em 2014.

"Temos que abaixar a ansiedade com essa coisa de ser visto. Não vou ficar com uma melancia no pescoço, fazendo cambalhota para ser vista", disse Marina à Folha.

Marlene Bergamo/Folhapress
Marina Silva durante anúncio oficial de sua saída do Partido Verde
Marina Silva em anúnciou oficial de sua saída do PV na quinta

Ela deixou claro que continuará a militar na área ambiental em Brasília, mesmo após romper com o PV.

"Vou entrar nas causas que são importantes e justas, mesmo que sejam causas perdidas", disse, citando a luta contra as mudanças no Código Florestal. "Estou nessa agenda há muito tempo e jamais deixaria de estar por não ter a certeza do sucesso."

Sem gabinete, Marina quer usar órgãos ainda incipientes, como o IDS (Instituto Democracia e Sustentabilidade) e o fórum de ex-ministros do Meio Ambiente, para dar respaldo institucional às suas aparições públicas.

O Instituto Marina Silva, que segundo ela será dedicado a ações de educação ambiental, ainda não tem sequer uma sede própria.

"É algo pequeno, como uma tenda. As pessoas não conseguem entender isso. Depois de ter 20 milhões de votos, acham que você deve ir para uma torre, um palácio. Eu estou indo para uma tenda, uma coisa modesta."

MESSIANISMO

Após criticar todos os partidos no ato que marcou sua saída do PV, anteontem, Marina demonstrou incômodo com as críticas contra uma suposta tendência messiânica --que ela descreve como um "rótulo" a evitar.

Mas afirmou ter dificuldade em "administrar o carisma" com os seguidores.

"A coisa mais difícil que tem é administrar o carisma. Porque as lideranças carismáticas podem pensar que podem tudo. E isso é uma ilusão, não podem. A melhor forma é saber que o carisma não deve ser usado de qualquer forma", disse. "As lideranças carismáticas, messiânicas, talvez tenham cumprido um papel na História."

Em outro momento da entrevista, Marina, que foi a única presidenciável evangélica em 2010, citou lição de Jesus Cristo sobre o tema.

"Jesus nunca se deixou aprisionar pelas armadilhas nem do seu carisma nem do seu poder", afirmou.

A ex-senadora sugeriu que seu "sofrimento" por abandonar o PV foi menor do que o da saída do PT, em 2009. "Seria hipocrisia dizer que foi maior agora. São sofrimentos diferentes", disse.

Ao ser questionada sobre os novos capítulos do processo do mensalão, ela ficou com os olhos marejados e disse estar "triste" com o pedido de prisão para ex-colegas de sigla como o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil).

http://www1.folha.uol.com.br/poder/941192-marina-silva-busca-formula-para-nao-submergir.shtml

07 julho 2011

Os 10 países mais promíscuos do mundo

Talvez surpreenda, mas o Brasil, país do carnaval, das praias e da mulher pelada, não está entre eles. A gente dá as caras no 18º lugar entre as nações cujos habitantes têm mais parceiros sexuais ao longo da vida, acima de países como Austrália (20º) e Estados Unidos (22º), mas numa posição mais contida do que as do pessoal da Alemanha (12º) e da Suíça (15º), por exemplo.

O ranking é da Universidade de Bradley, nos EUA, e levou em conta o comportamento de cerca de 15 mil pessoas de 48 países ao redor do globo. Durante a pesquisa, os especialistas confirmaram, ainda, crenças populares como a de que os homens são mais saidinhos do que as mulheres na hora de se relacionar com muita gente em pouco tempo. São mesmo.

Olha o top 10 aí. O estudo, na íntegra, você encontra aqui.

1. Finlândia
2. Nova Zelândia
3. Eslovênia
4. Lituânia
5. Áustria
6. Letônia
7. Croácia
8. Israel
9. Bolívia
10. Argentina

E aí, já começou a planejar a viagem?

06 julho 2011

Entidade analisa e cria sistema de classificação das quase 3 mil propostas feitas por deputados para o Plano Nacional da Educação

Defesa do caráter laico nas escolas é emenda ao PNE mais repetida

Agência Brasil | 28/06/2011 15:42

Das quase 3 mil emendas que o projeto de lei do novo Plano Nacional de Educação (PNE) recebeu na Câmara, a proposta para incluir no documento uma determinação que reforce o caráter laico das escolas públicas e a promoção da diversidades nos espaços de aprendizado é uma das mais fortes e aparece 17 vezes entre as alterações apresentadas pelos deputados. É a proposta campeã ao lado da expansão da rede federal de educação profissional e do aumento do financiamento a partir do estabelecimento de um valor mínimo a ser investido por aluno, o chamado custo aluno qualidade (CAQ).

“Não cabe a nós fazer juízo de valor, mas entendemos que é um ganho haver um maior número de emendas nessa direção. Quanto mais conseguirmos garantir a questão da laicidade, mais respeito vamos ter de todas as religiões. Não se pode enquadrar crianças, jovens e adultos na escola dentro de um modelo A ou B”, avaliou a presidenta da União Nacional das Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho.

A entidade fez um levantamento sobre as emendas apresentadas por 87 deputados – 17% do total da Casa - e criou um sistema para classificação das propostas. No total são 1.408 emendas únicas, o que significa que quase 1,5 mil delas eram repetidas. Parte foi formulada por entidades da área como a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, da qual fazem parte cerca de 200 organizações, entre elas a Undime.

“Essa emenda que inclui no plano a questão da laicidade foi a que mais discutimos se deveríamos ou não apresentar. A partir de uma análise dos membros que fazem parte da comissão especial que analisa o plano e do próprio Congresso Nacional acreditamos que a questão da laicidade dificilmente teria adesão. Mas, surpreendentemente, vários deputados que são da bancada católica apresentaram a emenda”, explicou o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.

Foto: Agência Brasil

A presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, apresenta o banco de dados do PNE em Brasília

O deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), relator da proposta na Câmara, prevê que o relatório seja concluído até início de outubro deste ano para ser votado. Como ele é terminativo, será avaliado apenas pela comissão especial criada para esse fim e a princípio não vai a plenário. “Até outubro espero ter condições técnicas para apresentar o relatório. Mas precisamos ter condições políticas para votar um texto dessa envergadura que envolve um conjunto de atores e uma política que é para o país como um todo”, disse o deputado.

Cleuza ressaltou que o ponto mais sensível do plano é a ampliação do financiamento. O texto enviado ao Congresso Nacional pelo Ministério da Educação prevê que seja ampliado para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) o investimento na área – hoje esse patamar está em 5%. Mas segundo os cálculos da Campanha Nacional pela Educação e de outras entidades da área, seria necessário ampliar esse percentual para 10% até o fim da década para garantir que as metas do PNE sejam cumpridas.

“Apenas 20% dos municípios tem arrecadação própria então a gente tem que levar isso em consideração já que muitas metas pressupõem a ampliação do atendimento nas escolas. E, na lógica que temos hoje de financiamento, temos um problema sério para a expansão”, defendeu Cleuza.

A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, ressaltou que no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o orçamento da pasta triplicou e que o ministério já presta apoio aos municípios mais “fragilizados” economicamente. “É evidente que o MEC sempre lutará por mais recursos”, afirma. Segundo ela, o número recorde de emendas que o plano recebeu surpreendeu positivamente o ministério.

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/defesa+do+carater+laico+nas+escolas+e+emenda+ao+pne+mais+repetida/n1597051524578.html

ONU diz que 67 milhões de crianças não têm acesso à educação

Conflitos armados estão entre os principais fatores que prejudicam o ensino pelo mundo

EFE | 04/07/2011 11:13

Ao menos 67 milhões de crianças no mundo não têm acesso à educação, especialmente em países com taxa de natalidade elevada e alvos de conflitos armados. A informação consta no relatório "A crise oculta: Conflitos Armados e Educação", do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc), que realiza nesta segunda-feira em Genebra o encontro anual com a educação como tema central.

Durante a sessão inaugural, o presidente da Assembleia Geral da ONU, Joseph Deiss, insistiu na importância da educação para alcançar a felicidade individual e a prosperidade econômica, além de melhorias sociais como a autonomia das mulheres e a redução da pobreza.

Pelo relatório do Ecosoc, entre 1999 e 2008, ao menos 52 milhões de crianças foram matriculadas na educação primária, o que representou aumento de um terço com relação à década anterior. No entanto, apesar do avanço, em regiões como a África Subsaariana, 10 milhões de crianças abandonaram o colégio por ano, por isso que em 2008 havia ainda 67 milhões de crianças no mundo sem acesso à educação básica. A isso soma-se que, nos países menos desenvolvidos, 195 milhões de crianças com menos de cinco anos – uma em cada três – sofre de desnutrição, o que causa danos irreversíveis ao desenvolvimento cognitivo.

Mulheres menos escolarizadas
As crianças não são as únicas afetadas pelos problemas de acesso à educação, já que cerca de 796 milhões de pessoas, 17% dos adultos de todo o mundo, são analfabetas, e deste percentual dois terços são mulheres. Essa diferença de gênero é ainda notada na atualidade entre as crianças. Conforme o Ecosoc, se a paridade de gênero tivesse sido alcançada em 2008, 3,6 milhões de meninas mais teriam ido à escola.

Deiss destacou a importância de atingir a meta da educação universal para cinco anos, como indicam os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, pelo qual são necessários mais de 1,9 milhão de professores. O cumprimento deste objetivo foi afetado pela crise, especialmente nos países mais pobres, já que sete dos 18 países de baixas receitas analisados pelo Ecosoc cortaram seus orçamentos para educação e juntos somaram 3,7 milhões de crianças sem escolarizar.

Conflitos atrapalham educação
No entanto, os países mais pobres aumentaram em conjunto a despesa em educação, passando de 2,9% de seus orçamentos em 1999 para 3,8% em 2008. O relatório analisa a maneira na qual as guerras afetam à escolarização das crianças, já que na última década 35 países sofreram com conflitos armados com duração média – nos países mais pobres – de 12 anos. Nesse período, 28 milhões de crianças – 42% do total – foram obrigadas a abandonar a escola primária por causa dos conflitos, responsáveis pela destruição das instituições de ensino e que transformam em muito perigosos os caminhos até elas.

Por exemplo, no Afeganistão foram registrados ao menos 613 ataques a escolas em 2009; na Tailândia 63 estudantes e 24 professores foram assassinados ou feridos entre 2008 e 2009, e, na República Democrática do Congo, um terço das violações ocorreu contra meninas, das quais 13% são menores de dez anos. Além disso, nestes países afetados por conflitos armados, 79% dos jovens são analfabetos, explica o relatório.

O Ecosoc lembra a responsabilidade dos países ricos, já que no conjunto das 21 economias mais desenvolvidas investem mais recursos em armamento do que na construção das escolas. Se 10% dessa despesa militar se desviasse a educação, haveria 9,5 milhões mais de crianças escolarizadas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/onu+diz+que+67+milhoes+de+criancas+nao+tem+acesso+a+educacao/n1597063080181.html

Cristovam defende federalização da educação básica

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O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propôs como saída para o imbróglio federativo em torno do sistema de educação pública uma medida que defende há algum tempo: federalizar a educação básica, que reúne educação infantil e ensinos fundamental e médio. Um dos trunfos dessa política seria a criação de uma carreira nacional de magistério, com salários iniciais para novos professores girando em torno de R$ 9 mil.

Segundo explicou, a idéia seria selecionar cerca de 100 mil professores por ano, que teriam condições de cobrir a demanda dos 5.564 municípios brasileiros ao fim de duas décadas. Os integrantes dessa nova carreira não teriam estabilidade absoluta, mas responsável, e seriam submetidos a avaliação sistemática, com desempenho ratificado ainda pela comunidade escolar.

- Vamos espalhar colégios Pedro II, de Aplicação e Militares pelo país afora - comentou.

A proposta do senador pelo Distrito Federal foi recebida com simpatia pelos participantes da oitava audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE), nesta quarta-feira (6).

O professor José Marcelino Rezende Pinto, da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, cobrou a injeção de mais verbas federais no fundo da educação básica (Fundeb). Por sua vez, o representante do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, defendeu a oportunidade de melhor remuneração e capacitação para os professores já inseridos na rede pública.

Autora do requerimento de debate na CE, junto com Cristovam e os senadores Paulo Paim (PT-RS) e Marisa Serrano (PSDB-MS), a senadora Marinor Brito (PSOL-PA) reclamou do fato de o governo federal ainda não ter enviado o balanço dos dez anos do último PNE. Também protestou contra a recusa do coordenador-geral do Fundeb, Vander Oliveira Borges, em analisar a planilha de metas inseridas pelo Poder Executivo no projeto do novo PNE.

O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) concordou com a observação dos expositores quanto ao mau uso de recursos da educação, mas observou que o setor recebe pouco dinheiro relativamente a outros. Após comentar que, em 2007, a média de gasto mensal por aluno do ensino fundamental era de R$ 180, contra mais de R$ 1 mil despendidos com a manutenção mensal de um presidiário, indagou se não seria melhor prevenir a criminalidade investindo na melhoria do sistema educacional.

Simone Franco / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

05 julho 2011

Comprimento de dedo pode estar ligado a tamanho do pênis, diz estudo

HONG KONG (Reuters Life!) - As mãos podem revelar mais sobre seus donos do que se costuma pensar, especialmente no caso dos homens. Homens cujos dedos indicadores são mais curtos que os dedos anelares podem ter pênis mais compridos, segundo um estudo sul-coreano publicado no "Asian Journal of Andrology".


“Quanto mais curto é o dedo indicador em comparação com o anelar, maior será o comprimento de seu pênis estendido -
- Tae Beom Kim, Universidade Gachon"De acordo com nossos dados ... quanto mais curto é o dedo indicador (segundo) em comparação com o anelar (quarto), maior será o comprimento de seu pênis estendido", escreveu Tae Beom Kim, do departamento de urologia do Hospital Gil da Universidade Gachon, em Incheon, Coreia do Sul, respondendo a perguntas da Reuters.
Estudos anteriores mostraram evidências fortes de que a testosterona pré-natal pode determinar o desenvolvimento dos dedos e também o comprimento do pênis. Kim e seus colegas estudaram a relação entre esses dois fatores. O estudo envolveu 144 homens com problemas urológicos que não afetaram o comprimento de seus pênis, que foram medidos sob anestesia.

Mais tarde, as medidas foram comparadas à diferença entre os dedos indicadores e anelares de suas mãos direitas. Estudos anteriores revelaram que a mão direita pode ser mais sensível à influência da testosterona.

A chamada "razão entre dígitos" revelada neste estudo refere-se ao comprimento do dedo indicador dividido pelo comprimento do dedo anelar. Quanto mais baixa é a razão, sugere o estudo, mais longo pode ser o pênis.

As descobertas proporcionaram "evidências circunstanciais de que a testosterona pré-natal é responsável pelas duas características (comprimento do pênis e formação dos dígitos)", disse Denise McQuade, do Skidmore College, de Nova York, que não participou do estudo.

"A razão entre os dedos é algo fácil de medir, de maneira não invasiva, mas pode fornecer pistas sobre a história pré-natal dos indivíduos. Assim, combinada com outras informações, a razão entre os dígitos tem potencial utilidade clínica", escreve McQuade em resposta a perguntas da Reuters.

Os dedos indicador e anelar das mulheres tendem a ter comprimento aproximadamente igual, disse ela. Um estudo do ano passado concluiu que homens com dedos indicadores mais longos apresentam risco mais baixo de sofrer câncer de próstata.

Pesquisadores da universidade britânica Warwick e do Instituto de Pesquisas sobre Câncer constataram que homens cujo dedo indicador é mais longo que o dedo anelar têm probabilidade um terço mais baixa de apresentar a doença do que os homens com o padrão inverso de comprimento de dedos.

04 julho 2011

Do ensino público na periferia à disputa por Harvard, Yale e MIT


Nada menos do que sete, em cada dez brasileiros que trabalham, estão melhorando de vida e subindo de classe social. É o que mostra a pesquisa do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj): o percentual, de exatos 67,8% da população economicamente ativa em ascensão, é o mais alto desde que o indicador de estratificação social foi criado, na década de 1970.

Parece exagero? Pois há dez anos, Dejanir Henrique Silva, à época com 17 anos, tinha cerca de 12 vezes menos chances de vir a tornar-se um profissional com boa formação e subir na vida, quando comparado a estudantes das classes A e B. Filho de pais que não haviam sequer concluído o ensino médio, Dejanir nasceu na região do Vale do Paraíba, interior de São Paulo, e foi criado em Mauá, cidade operária na grande São Paulo. Cursou ensino médio e fundamental em escolas públicas de Mauá e Santo André mas, ao invés de completar sua formação numa faculdade privada de segunda linha, acabou sendo aprovado em nada menos que nove ícones do ensino mundial como as universidades americanas de Yale, Columbia, Chicago, Stanford, Harvard e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Depois de conhecer os campi, com recursos das próprias universidades que se reuniram num pool para bancar a viagem, ele se decidiu. No fim do mês, Dejanir se muda para Boston, nos Estados Unidos, e dá inicio a um novo capítulo em sua vida, cursando o programa de doutorado de cinco anos do MIT, um dos mais respeitados centros mundiais de educação e desenvolvimento de pesquisas em várias áreas do conhecimento.

Foto: Greg Salibian/iG

O mestre em Economia, Dejanir Henrique Silva, de 27 anos: da escola pública em Mauá, na grande São Paulo, para o doutorado no MIT, nos Estados Unidos

Ao contrário do que pode parecer, no entanto, Dejanir não é um gênio, daqueles que nascem abençoados por uma inteligência muitíssimo superior à média. Ele chegou a tirar zero numa prova de matemática e foi reprovado no vestibular. Mas sabia que sua chance de mudar de vida estava na educação. E insistiu.

Segundo ele, sua mãe, Zuleide da Silva, de 52 anos, sempre o incentivou a ler, o que despertou a curiosidade para adquirir mais conhecimento. Hábito de leitura adquirido, Dejanir se interessou por publicações de ficção científica. “Foi o primeiro passo para eu gostar da área de Ciências e, consequentemente, por Física”, lembra.

Para seguir um caminho profissional e ter algum futuro nessa área, entretanto, ele sabia que teria de dominar a matemática. Depois de tirar algumas notas baixas, incluindo um zero, no fim do ensino médio, Dejanir aprofundou sozinho seu conhecimento em matemática pelo método japonês Kumon, no qual o aluno exercita o raciocínio lógico.

Prestou vestibular pela primeira vez para Física em três universidades públicas: Unicamp, Unesp e USP. Não conseguiu ser aprovado em Física, mas sim na segunda opção, Matemática, na Unicamp. Mas não fez o curso. “Não tinha como me sustentar em Campinas e já estava com interesse em Economia", diz. "Gosto muito de exatas, mas também de história, filosofia e estudos relacionados mais com a sociedade.”

Passou o ano seguinte conciliando o trabalho como escriturário em um banco com os estudos nas horas vagas e prestou novamente vestibular em Economia, na USP. Foi, então, aprovado. “Nunca pensei em chegar onde estou agora. Mas já no ensino médio comecei a ver que se quisesse fazer um curso superior teria que tentar algo em universidades públicas”, diz Dejanir, futuro PhD em Economia. “Era a única chance. Coloquei na minha cabeça: ou dou uma virada na vida, ou não vou chegar a lugar algum.”

Disciplina para romper o determinismo

O adolescente que começou a trabalhar com o pai aos 14 anos numa pequena empresa que prestava serviços na área de telefonia e internet conciliava a necessidade de trabalhar, com a falta de tempo para se atualizar. Dejanir estudava na hora do almoço e nos longos períodos que passava em trens e ônibus entre sua casa, em Mauá, o trabalho em São Paulo, e o campus da USP no bairro do Butantã, na capital paulista. “Era difícil conciliar tudo”, diz.

Foto: Greg Salibian/iG

Após tirar zero em matemática, no fim do ensino médio, Dejanir Silva fazia exercícios de reforço com o método japonês Kumon para atingir seu objetivo

No início da graduação surgiu um desafio a mais na rotina já apertada de trabalho e estudos. “No segundo semestre da faculdade recebemos uma lista com livros em inglês e fiquei em pânico porque não sabia absolutamente nada", afirma. "Logo em seguida, as editoras lançaram algumas das obras em português, para meu alívio.” Dejanir, no entanto, preferiu não contar com o destino para sempre. “Sabia que a sorte não se repetiria e comecei a estudar inglês por conta própria", afirma. "Lia livros emprestados e comprados em sebos. Entrava em sites de universidades americanas, como Yale, e baixava as aulas e palestras em inglês no computador. Fui lendo, ouvindo, treinando e aprendendo.”

Após concluir a graduação e o mestrado, Dejanir se inscreveu em 14 instituições no exterior para tentar fazer um doutorado em economia e foi aprovado em nove. Para escolher a melhor, Dejanir recebeu uma ajuda de custo e, em sua primeira viagem ao exterior, visitou as universidades de Harvard, Stanford e o MIT. Mesmo tendo sido cortejado pelas demais instituições onde havia obtido aprovação, acabou optando pela última. “Levei muito em consideração a proposta de pesquisa e estudo e os meus interesses”, diz. “O MIT atualmente é o melhor lugar no mundo para estudar e desenvolver trabalhos na área de Macroeconomia. Me senti à vontade naquele espaço onde terei condições para desenvolver um bom trabalho.”

Avanços sociais

Na avaliação do pesquisador Carlos Costa Ribeiro, um dos coordenadores do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj), instituição que dá continuidade aos trabalhos do antigo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), nos dez anos em que Dejanir viveu uma profunda transformação em sua vida, o País também mudou. “Houve um conjunto de mudanças, mas a educação é um dos atores principais dessa transformação”, diz.

Segundo Ribeiro, a posição social dos pais determina de forma muito forte a posição que os filhos terão na sociedade. Mas essa relação vem diminuindo. Dados da pesquisa “A Dimensão Social das Desigualdades”, da qual Ribeiro é um dos coordenadores, mostram que em 1973 filhos de profissionais com mais qualificação tinham 15,6 vezes mais chances de se tornar profissionais qualificados do que filhos de trabalhadores menos qualificados tinham de se tornar profissionais com boa educação e qualificação. Em 2008, essa proporção diminuiu para 9,6 vezes mais chances. “Ainda não é o ideal, mas representa uma mudança significativa na medida de desigualdade de oportunidades”, diz.

Desigualdade de oportunidade

Chances que um filho de profissional mais qualificado tem de se tornar também um profissional qualificado em comparação com um filho de trabalhador com pouca qualificação

Fonte: Pesquisa "A Dimensão Social das Desigualdades"

Os dados da pesquisa mostram ainda os ganhos na mobilidade social da população. O índice de mobilidade intergeracional total, que mede o percentual de pessoas em uma classe de destino diferente da sua classe de origem, era de 51,8% da população economicamente ativa em 1973 e saltou para 67,8% em 2008.

Luciana Aguiar, antropóloga e diretora executiva da consultoria Plano CDE, especializada na análise do cenário social das classes menos favorecidas, afirma que fatores como a recuperação do salário mínimo acima da inflação e os efeitos do bônus demográfico, como a redução da taxa de natalidade, ampliam o potencial de renda para o consumo, com uma maior parte do orçamento das famílias sendo direcionada para o consumo de alguns serviços, como a educação.

“Os segmentos mais jovens estão mais escolarizados. Na classe C, os jovens com 25 anos têm cerca de 3,4 anos a mais de estudo do que as pessoas com 50 anos”, destaca Luciana. “Na classe A, para a mesma base de comparação, a diferença é de apenas 1 ano. Melhorou o acesso nas classes mais baixas e foi ampliado o tempo de permanência na escola. Mais tempo na escola melhora a inserção no mercado de trabalho”, diz.

Foto: Greg Salibian/iG Ampliar

Dejanir Silva: “Acreditei no papel transformador que a educação tem e fiz disso um objetivo de vida”

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), em 2009, pela primeira vez a massa de renda da classe C, os que têm entre R$ 1.200 e R$ 3.000 de renda familiar, atingiu 31%. Em 1995, esse percentual era de 26%. No mesmo período, a classe A caiu de 36% para 30%, a classe B foi de 22% para 23%, a D de 11% para 12% da massa salarial e a E foi de 5% para 4%.

Vida nova

Dejanir vai morar com a mulher, Luciene, em Boston, em um apartamento do próprio MIT, em frente ao prédio do departamento de economia, com aluguel subsidiado e terá direito a uma bolsa anual de US$ 37 mil (cerca de R$ 58 mil) oferecida pela universidade.

“O que está acontecendo comigo era uma realidade muito distante, quase impossível de acontecer, tanto que foi difícil de explicar isso para a família e os amigos", diz Dejanir. "É difícil para eles entender a dimensão da coisa e como isso ocorreu com uma pessoa que teve uma realidade mais humilde.” Na hora de tirar o visto no consulado, o pai de Dejanir fez questão de acompanhá-lo e contar para todo mundo que encontrava - do balconista do bar ao segurança da fila - que o filho dele ia estudar no MIT, mesmo não sabendo explicar muito bem o que é o instituto.

Ele a mulher Luciene, pedagoga de 28 anos, também de origem humilde e que concluiu o ensino superior graças a uma bolsa de estudos integral do Programa Universidade para Todos (Prouni), do Governo Federal, também sonham em ter filhos.

Para ele, após quebrar o círculo vicioso da sociedade, o caminho para atingir uma melhor condição social pode ser mais fácil para seus futuros herdeiros. “Acreditei no papel transformador que a educação tem e fiz disso um objetivo de vida”, afirma. “Quando tiver meus filhos quero ensinar a eles os valores que aprendi e preservei ao longo de todo este processo, ressaltando que a disciplina e força de vontade é fundamental para se atingir os objetivos na vida.”

http://economia.ig.com.br/do+ensino+publico+na+periferia+a+disputa+por+harvard+yale+e+mit/n1597058594479.html


Estado do São Francisco nascerá falido, diz governo Jaques Wagner

Com a confirmação, para dezembro deste ano, do plebiscito sobre a divisão do Pará, o governo da Bahia se movimenta para evitar o avanço da onda separatista no Estado. Setores do oeste da Bahia defendem a criação do Estado do São Francisco. Separada pelo rio de mesmo nome, a nova unidade da Federação teria 35 municípios e 173 mil km2 de área, quase o equivalente aos territórios de Portugal e Áustria juntos. A população seria de 908,6 mil habitantes, cerca de 6,5% do total da Bahia.

Estudo divulgado pelo governo Jaques Wagner (PT) aponta que o hipotético Estado do São Francisco nasceria pobre, com um déficit fiscal anual de R$ 800 milhões. O cálculo da SEI (Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais) leva em conta o custo estimado de manutenção da nova unidade (R$ 2,5 bilhões) e a previsão de receita (R$ 1,7 bilhão).

A maior parte das cidades do eventual Estado do São Francisco fica na chamada “nova fronteira agrícola” da Bahia, de regiões produtoras de soja e algodão e pólos de fruticultura.

O desmembramento, proposta em circulação desde o século 19, é defendido por políticos como o deputado federal Oziel Oliveira (PDT-BA), que foi prefeito de Luís Eduardo Magalhães, um dos principais municípios da região, de 2001 a 2008. "É um desejo da população de muitos anos, para alavancar o desenvolvimento social e econômico”, afirma.

O governador Jaques Wagner já se manifestou contrário à divisão e cita ações de sua gestão para o oeste baiano, como a construção da ferrovia Oeste-Leste. “Não se divide a Bahia. Criar um novo Estado é criar despesa, e não receita”, disse em entrevista recente.

O estudo do governo baiano diz ainda que a estimativa de déficit anual ainda não considerou custos de investimento em obras de infraestrutura, como construção de edifícios governamentais e instalação de serviços. “Os resultados do estudo apontam claramente para a inviabilidade da sustentação econômico-financeira desse hipotético Estado”, afirmou Geraldo Reis, diretor da SEI.

Autor de um projeto de lei para criação do novo Estado, o deputado Oliveira afirma discordar da avaliação do governo. “A Bahia ia ganhar muito com a criação da nova unidade. Não estaríamos dividindo recursos da Bahia, mas da União. Vão sobrar recursos para ser aplicados na Bahia”, diz.

“ Em linhas gerais, nossa conclusão é de que o Estado do São Francisco seria pobre, concentrador de riquezas e com dificuldades de geração de investimentos para os municípios menores”
Com a divisão, a Bahia perderia 6,4% do seu PIB, estimado em R$ 121,5 bilhões, indica a avaliação do governo. O novo Estado nasceria com um PIB de R$ 7,7 bilhões. A pesquisa também aponta que a riqueza da nova unidade ficaria concentrada em apenas quatro municípios: Barreiras, Correntina, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério, que somariam 83,6% da arrecadação, 60,84% do PIB e 54% dos empregos formais.

“Em linhas gerais, nossa conclusão é de que o Estado do São Francisco seria pobre, concentrador de riquezas e com dificuldades de geração de investimentos para os municípios menores”, afirmou o diretor da SEI, Geraldo Reis.

Alheio às afirmações da gestão Wagner, o deputado Oliveira diz que a criação do novo Estado trará soluções para os municípios pequenos. Ele afirmou que começará a coletar assinaturas para o projeto em breve. “Em 30 dias teremos as adesões necessárias”, estima.

01 julho 2011

Contra 'lado negro' da Volks, ambientalistas fazem vídeos bem-humorados

Contra 'lado negro' da Volks, ambientalistas fazem vídeos bem-humorados
Da Redação

Rebeldes mirins enfrentam o vilão Volks Vader em vídeo divulgado pela ONG Greenpeace

Rebeldes mirins enfrentam o vilão "Volks Vader" em vídeo divulgado pela ONG Greenpeace

A ONG internacional Greenpeace, famosa pelos seus atos radicais pela causa ambiental, escolheu um novo alvo: a Volkswagen. Segundo os ambientalistas, a Volks ajuda a financiar lobbies contra a aprovação de leis que restringem as emissões de gás carbônico (CO2, causador do efeito estufa) na Europa. Para o Greenpeace, apesar de a companhia tentar passar uma imagem de amiga do meio-ambiente, na verdade ela não apóia causas como a redução do consumo de petróleo e a proteção de regiões sensíveis, como o Ártico.

A campanha publicitária de lançamento da sétima geração do VW Passat, veiculada este ano durante o intervalo do Super Bowl, a grande final do campeonato norte-americano de futebol americano, mostra uma criança vestida de Darth Vader, o vilão da série de filmes "Guerra nas Estrelas", demonstrando seus "poderes" diante do sedã. O Greenpeace decidiu utilizar essa propaganda como base para propor uma "aliança rebelde" (novamente em alusão à série de filmes) contra a Volks.
ONG propõe ação contra a vilã VW

A ONG afirma em um manifesto que "vê um lado bom na VW, pois ela possui engenheiros capazes de fazer alguns dos carros mais eficientes do mundo. Mas para cada carro eficiente que a companhia vende, ela comercializa outros 15 que emitem muito mais gás carbônico". O Volkswagen Group inclui marcas como Porsche, Lamborghini e Bugatti, cujos bólidos consomem muito combustível. Por outro lado, possui linhas "ecológicas", como a gama Bluemotion, que na Europa possui modelos que fazem mais de 20 km/litro de diesel.

Atualmente, políticos europeus discutem uma restrição ainda maior às emissões de gás carbônico. A meta é, considerando os níveis permitidos em 1990, propor uma redução de 20% a 30%, a qual entraria em vigor em 2020. O Greenpeace salienta que companhias como o Google, a Sony e a Unilever (nenhuma delas fabricante de carros) apóiam a causa, e que isso deveria servir de exemplo para a Volkswagen.

Por fim, os ambientalistas propõem uma postura para a fabricante alemã de veículos: estipular uma meta para que, em 2040, todos os carros fabricados pela companhia sejam totalmente independentes do uso de petróleo. A Volkswagen, que tem como meta ser a maior fabricante de carros do mundo em 2018, ainda não se manifestou a respeito das acusações.

http://carros.uol.com.br/ultnot/2011/07/01/contra-lado-negro-da-vw-ambientalistas-fazem-campanha-bem-humorada-na-web.jhtm

Educação e renda

Pesquisador do Ipea explica como o investimento em educação se torna um dos principais motores do desenvolvimento da economia do país, alavanca a produção de bens e serviços e melhora a distribuição de renda

por Patrícia Pereira | fotos Paulino Menezes
O pesquisador lembra que o impacto da educação na economia está relacionado aos dois milhões de empregos diretos ao consumo de matériais e infra-estrutura

Entre todos os gastos sociais feitos pelo governo, investir em educação é o que mais faz o país crescer. Além dos conhecidos efeitos de longo prazo, como combater o analfabetismo e formar uma população mais instruída e produtiva, o dinheiro aplicado em educação no curto prazo movimenta a economia interna, estimulando o consumo e a produção de bens e serviços. O estudo Gastos com a Política Social: Alavanca para o crescimento com distribuição de renda, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), mostra que quando o governo gasta R$ 1,00 em educação pública, o PIB aumenta em R$ 1,85 e a renda das famílias aumenta em R$ 1,67.

O incremento do PIB e da renda é maior do que promovem investimentos em outros programas sociais, como os ligados à saúde e os de transferência de renda, como o Bolsa Família. Para chegar a esses multiplicadores, os pesquisadores cruzaram dados do Sistema de Contas Nacionais do IBGE, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) e avaliaram o quanto o incremento de 1% do PIB em cada programa social do governo aumentaria o próprio PIB e elevaria a renda das famílias. Quem explica os resultados da pesquisa é o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão.

Ensino Superior: De que maneira uma política social, como investir em educação, pode levar ao aumento do PIB e à melhor distribuição da renda?
Jorge Abrahão: Em geral, as pessoas olham a política social apenas como prestadora de serviços, fornecedora de bens e transferidora de recursos. Mas para colocar a política social em prática é preciso fazer um gasto público, ou seja, contratar professores, médicos, enfermeiros, psicólogos. Mais ou menos 4,7 milhões de trabalhadores são absorvidos - grande parte para a área de Educação. Quando se fazem essas contratações, quando se constroem escolas, postos de saúde etc. e, ao mesmo tempo, compram-se equipamentos e outros materiais para tal atividade, então esse movimento contribui para o crescimento do PIB.

ES: De que forma?
Esse gasto público vai para um conjunto da população que, em geral, são as classes médias ou médias baixas, que incrementam o consumo dentro do país, sendo importante para o fortalecimento do mercado interno. E aí vira um ciclo econômico. O professor, que vai receber seu salário, vai comprar no supermercado, na padaria, no açougue; todos vão para o mercado brasileiro fazer compras. Como a maioria desses produtos é nacional, isso gera um outro montante de emprego e de renda para outros setores, o que estimula a produção de novos bens, o comércio e os serviços. O gasto na política social alavanca uma série de outros vetores produtivos. É uma cadeia que move a economia e gera multiplicadores. Assim, a política social, além daquilo que promove em longo prazo, também gera no curto prazo um processo de crescimento econômico.

ES: O investimento em educação é o que aparece na pesquisa como sendo o que mais eleva o crescimento do país (PIB) e a distribuição de renda. Por quê?
A educação recebe mais ou menos 5% do PIB e tem um impacto muito grande na economia. É um dos setores mais gastadores, maior do que ela só a Previdência. A educação é responsável por dois milhões de empregos diretos, fora o consumo de materiais e da infraestrutura, ou seja, é uma cadeia grande de consumo. A importância de seu gasto é que a faz ter um maior multiplicador do PIB, o tamanho que ela representa.

ES: Quando se fala em educação, estão incluídos todos os níveis de ensino. Qual é o impacto nos investimentos ligados especificamente ao nível superior?
Nós não detalhamos isso na pesquisa, mas nesse caso o impacto pode ser menor. Ao supor que, dentro da cadeia da educação, o professor universitário é o que tem melhor remuneração e sendo seu padrão de consumo diferente daquele do professor do ensino básico, que acaba consumindo quase tudo o que ganha, o docente da educação superior tem uma estrutura que lhe permite poupar e também consumir bens mais sofisticados, muitas vezes importados. Então há vazamento de receita para o exterior. Quando acontece isso, o gasto deste professor é menos relevante para a economia nacional. Por isso, o gasto do professor da educação básica é o principal responsável pelo giro da economia interna.

ES: Mas programas sociais que investem no ensino superior também levam a aumento do PIB e da distribuição de renda?
Lógico, tudo o que é investido na educação leva ao aumento do PIB. Mesmo com um impacto mais sensível para a distribuição de renda e para a economia do país, estamos pensando apenas em um crescimento momentâneo. Mas a longo prazo precisamos olhar para outros vetores desencadeados pelo ensino superior, como desenvolvimento científico, tecnológico e inovação. É um outro lado positivo deste investimento não abarcado por esta pesquisa.

ES: Há áreas da educação superior mais propícias a afetar a economia?
O que importa é quanto o professor ganha e o padrão de consumo dele. E também o que se está gastando para que o ensino ocorra, os insumos que precisam ser comprados para fazer com que os cursos funcionem. Quanto mais necessita de produtos e equipamentos vindos do exterior, menos contribui para o crescimento do PIB. O curso que depende de menos insumos vindos do exterior tende a ter um maior multiplicador. Mas é preciso ter cuidado: a universidade gera pesquisa, desenvolvimento e inovação, por isso há também uma justificativa de investimento não pelo lado do consumo atual, mas pelo que se está gerando para o futuro. Na realidade, sabe-se que está gastando em um setor que não é tão bom para o consumo nacional e a produção nacional, mas que pode dar independência ao país no futuro.

ES: Em países mais desenvolvidos do que o Brasil, com maior PIB e melhor distribuição de renda, o investimento no ensino superior tenderia a ter um multiplicador maior ou menor do que o nosso?
Nos países desenvolvidos, os gastos por aluno que se tem com ensino superior e com ensino básico são muito próximos. Nas escolas de educação básica, o professor tem uma boa remuneração. O diferencial entre o professor da educação básica e o da superior é muito pequeno. O multiplicador é quase idêntico porque os padrões de consumo são muito parecidos.

ES: Mas e numa comparação entre o multiplicador que existe no Brasil e dos países desenvolvidos?
A educação é um vetor de crescimento em qualquer país, vai ter sempre um bom multiplicador. O nosso multiplicador da educação básica vai ser maior do que o deles porque lá há mais homogeneidade entre os setores educacionais. Na educação superior irá depender do país. Em um país muito aberto, quando há incentivo ao consumo dos professores, eles podem comprar só bens externos. Mas os países desenvolvidos não costumam ser muito abertos. Como a educação, em geral, tem um peso de mais de 5% do PIB em quase todos os países, o efeito multiplicador é muito bom, próximo ao nosso ou até melhor.

ES: Há elementos que a pesquisa desconsidera? A que fatores esse índice é vulnerável?
Esta pesquisa lê o mundo em determinado momento, mas não tem uma dinâmica. O setor da educação é muito grande. Para alterar positiva ou negativamente o multiplicador teria, como hipótese, que alterar significativamente o padrão de consumo dos professores. Se todos se transformassem em consumidores de bens estrangeiros, por exemplo, isso traria uma diminuição no multiplicador. Já uma crise econômica impactaria todos os multiplicadores, não só o da educação, porque as pessoas mudariam o padrão de consumo. Outra coisa que altera tudo isso é o câmbio. Se ele torna o consumo externo mais caro, o multiplicador dos setores que consomem muito do exterior pode aumentar ao se importar menos. Toda vez que subirem os salários, principalmente o dos mais pobres, esse multiplicador também aumenta, porque as pessoas passam a consumir mais.

ES: A demanda crescente por mão de obra qualificada faz com que, de alguma forma, o retorno que o investimento no ensino superior traz atualmente aumente ainda mais?
O ensino superior hoje é um fator central para a ampliação da melhoria da renda. Hoje não basta ter apenas o ensino médio, isso já não diferencia tanto quanto no passado. Estamos vivendo um momento interessante, em que o emprego formal no Brasil está sendo ampliado e alguns setores estão se ressentindo da falta de mão de obra. Mas isso não é algo que ocorre em todo o país. Esse é um dilema bom: falta de mão de obra por conta do crescimento. Ainda podemos corrigir isso de forma setorial e espacial. Fora o fato de que vai haver toda uma estrutura de incentivo para promover mais gente qualificada.

http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=12775

Facebook e Skype juntos?

Segundo blogs de tecnologia, a grande surpresa que o Facebook estaria preparando para julho seria parceria com Skype para conversas em vídeo
Redação ÉPOCA

O Facebook anunciou ontem que teria uma grande surpresa para apresentar a seus usuários no mês de julho. Segundo os blogs de tecnologia Mashable e TechCrunch, a grande surpresa vazou: Trata-se de um serviço de chat usando vídeo, e será apresentado ao mundo já na semana que vem.

O serviço só seria possível porque o Facebook teria fechado uma parceria com a Skype, especialista na tecnologia de conversas com vídeo. A parceria também teria uma contrapartida, e os usuários do Skype poderiam usar os dados do Facebook.

Os rumores sobre essa parceria são antigos, e no ano passado o assunto começou a ser comentado em blogs e nas redes sociais. Os blogs que deram a notícia ainda não têm muitos detalhes da possível parceria, e nem como ela funcionaria. Não se sabe se o usuário precisaria fazer download de um software para usar o serviço, por exemplo, ou mesmo se será possível conversar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

Se a notícia se confirmar, esta será a maior funcionalidade incluída na plataforma Facebook desde a popularização da rede social. O recém lançado Google+, a resposta da gigante Google à popularização do Facebook, já tem a função de chat em grupo com vídeo, chamada Google+ Hangouts.

O Facebook, considerada a maior rede social do mundo, tem hoje 750 milhões de usuários ativos. O serviço de chat em vídeo Skype tem 170 milhões de usuários. A parceria significaria uma aproximação do Facebook com a Microsoft, já que a empresa fundada por Bill Gates tem participação no Facebook e recentemente adquiriu o Skype – esta última transação ainda não foi concluída.

(RP)

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI245735-15224,00-FACEBOOK+E+SKYPE+JUNTOS.html

Facebook e Skype juntos?

Segundo blogs de tecnologia, a grande surpresa que o Facebook estaria preparando para julho seria parceria com Skype para conversas em vídeo
Redação ÉPOCA

O Facebook anunciou ontem que teria uma grande surpresa para apresentar a seus usuários no mês de julho. Segundo os blogs de tecnologia Mashable e TechCrunch, a grande surpresa vazou: Trata-se de um serviço de chat usando vídeo, e será apresentado ao mundo já na semana que vem.

O serviço só seria possível porque o Facebook teria fechado uma parceria com a Skype, especialista na tecnologia de conversas com vídeo. A parceria também teria uma contrapartida, e os usuários do Skype poderiam usar os dados do Facebook.

Os rumores sobre essa parceria são antigos, e no ano passado o assunto começou a ser comentado em blogs e nas redes sociais. Os blogs que deram a notícia ainda não têm muitos detalhes da possível parceria, e nem como ela funcionaria. Não se sabe se o usuário precisaria fazer download de um software para usar o serviço, por exemplo, ou mesmo se será possível conversar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo.

Se a notícia se confirmar, esta será a maior funcionalidade incluída na plataforma Facebook desde a popularização da rede social. O recém lançado Google+, a resposta da gigante Google à popularização do Facebook, já tem a função de chat em grupo com vídeo, chamada Google+ Hangouts.

O Facebook, considerada a maior rede social do mundo, tem hoje 750 milhões de usuários ativos. O serviço de chat em vídeo Skype tem 170 milhões de usuários. A parceria significaria uma aproximação do Facebook com a Microsoft, já que a empresa fundada por Bill Gates tem participação no Facebook e recentemente adquiriu o Skype – esta última transação ainda não foi concluída.

(RP)

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI245735-15224,00-FACEBOOK+E+SKYPE+JUNTOS.html