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06 novembro 2011

Em um jogo, Corinthians dará a América a renda que não teve em 16

http://esporte.ig.com.br/futebol/em-um-jogo-corinthians-dara-a-america-a-renda-que-nao-teve-em-16/n1597354431246.html

Jogo em Uberlândia tem 53 mil lugares. Em 16 rodadas, América teve público total de 47 mil

Bruno Winckler, iG São Paulo


O interesse em faturar um bom valor de bilheteria com a torcida do Corinthians deve dar ao América-MG seu maior público neste Campeonato Brasileiro. O mais inusitado, contudo, é que neste jogo, marcado para as 17h de domingo em Uberlândia, o América pode superar todo o público que conseguiu levar aos 16 jogos que fez como mandante até aqui no Brasileirão.

Foto: Divulgação

Parque do Sabiá, em Uberlândia, receberá cerca de 50 mil torcedores

De acordo com números do Footstats, o América teve público total de 47.889 pagantes nas 14 partidas que disputou em Sete Lagoas mais um jogo contra o Santos, em Uberlândia, e outro contra o Internacional, em Campo Grande. A carga para o jogo no estádio Parque do Sabiá é de 53 mil ingressos e até a noite de quinta-feira mais de 15 mil já haviam sido vendidos. Do montante à disposição às torcidas, 40 mil são destinados aos corintianos, que até contam com pontos de venda em São Paulo.

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O presidente do América-MG, Marcus Salum, é alvo de críticas dos rivais do Corinthians ao título brasileiro por dar a chance de o time paulista atuar “em casa”. Ele defende-se argumentando que precisa “pagar suas contas” e que tem tido prejuízo ao jogar em Sete Lagoas, já que Belo Horizonte não tem estádios disponíveis.

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“Em Sete Lagoas estamos tomando prejuízo de 20, 30 mil reais por jogo para jogar para mil, duas mil pessoas em média. Cria-se uma polêmica como se a gente estivesse favorecendo o Corinthians, mas isso não é verdade”, disse Salum à "ESPN Brasil".

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De acordo com um cálculo simples feito pelo iG, se os 40 mil ingressos cedidos aos corintianos forem adquiridos pelos preços da entrada inteira, o América vai faturar só neste jogo R$ 1.161.360,00. O valor é representativo levando-se em conta que o América faturou em 16 jogos como mandante R$ 796.920,00.

“O ganho financeiro nesse jogo não vai ser nada perto do que já perdi. Eu li que a Portuguesa recebeu R$ 13 milhões para jogar a Série B e eu ganhei R$ 8 milhões na Série A. Se eu não me virar eu não pago minhas contas. E o América é um time que paga em dia”, defendeu-se.

Comparação de renda e público de Corinthians e América-MG em 16 rodadas como mandante

RendaPúblico
Total arrecadado pelo Corinthians: R$ 15.356.854,00Público total do Corinthians: 451.368
Total arrecadado pelo América: R$ 796.920,00Público total do América: 47.889
Média arrecadada pelo Corinthians por jogo: R$ 959.803,00Média do Corinthians: 28.210
Média arrecadada pelo América por jogo: R$ 49.808,00Média do América: 2.993
Corinthians fatura 19 vezes mais que o AméricaE leva 9 vezes mais torcida
Footstats

O América fez 14 partidas em Sete Lagoas. Venceu quatro, empatou sete e perdeu três. Entre as vitórias, as únicas do time no Brasileiro, estão duas goleadas sobre o Vasco (4 a 1) e o Fluminense (3 a 0). Quando jogou fora de lá como mandante perdeu para o Santos em Uberlândia (2 a 1) e para o Internacional em Campo Grande (4 a 2).

“Se o América estivesse na ponta da tabela, brigando em cima, com público bom todo jogo, eu continuaria em Sete Lagoas, mas não é o caso. Temos parceria com a prefeitura de Uberlândia, que é onde a gente vai fazer pré-temporada ano que vem”, argumenta Salum. “Jogar contra a torcida já é coisa da nossa rotina, não vejo motivo para tanta polêmica”.

24 outubro 2011

Taxação de grandes fortunas volta a ser debatida no Brasil

http://www1.folha.uol.com.br/poder/995531-taxacao-de-grandes-fortunas-volta-a-ser-debatida-no-brasil.shtml

MARIANA CARNEIRO
DE SÃO PAULO

A taxação de grandes fortunas voltou a ser debatida no Brasil, na esteira de iniciativas semelhantes propostas nos Estados Unidos e na Europa neste ano.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) propôs a criação de um novo imposto para tirar dos ricos mais dinheiro para financiar o sistema de saúde pública do país.

Na Câmara, onde já havia 11 projetos de lei sobre o assunto, apareceu mais um, que cria novo tributo para pessoas com patrimônios de valor superior a R$ 2 milhões.

Os empresários rejeitam a ideia sob o argumento de que ela poderia prejudicar a atividade econômica criando distorções e levando para os cofres do governo recursos que poderiam ser melhor investidos pelas empresas.

"Um país tem que ser competitivo também na carga tributária", diz o presidente do grupo Gerdau, Jorge Gerdau. "Fazer mais impostos sem analisar o cenário mundial de competitividade seria irresponsável."

Os ricos pagam mais impostos no Brasil que nos EUA e na China, mas menos que em vizinhos mais pobres como o Peru e o Equador, segundo levantamento da consultoria tributária KPMG.

O estudo estima que os brasileiros com renda mensal superior a R$ 45 mil recolham cerca de 38,5% em impostos. Os chineses ricos pagam 36,5% e os americanos, 29,8%, segundo a KPMG.

Mas a distribuição da carga tributária é desequilibrada no Brasil, segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que leva em consideração também impostos que incidem sobre o consumo, e não apenas sobre a renda.

O economista do Ipea Sergei Soares calcula que os impostos ficaram com quase um terço da renda dos 10% mais pobres em 2009. Entre os 10% mais ricos do país, o gasto foi de um quinto da renda.

A ideia de que a taxação de grandes fortunas pode ser uma resposta aos problemas enfrentados pelos EUA e pela Europa foi lançada neste ano pelo bilionário investidor americano Warren Buffett, que revelou que sua secretária paga proporcionalmente menos imposto do que ele.

O presidente dos EUA, Barack Obama, propôs ao Congresso americano a criação de um novo imposto para taxar os ricos. Outros países fizeram o mesmo, como a Espanha e a França.

"O problema do Brasil é tirar dinheiro de alguém que aplica bem e dar para o governo, que aplica mal", diz o presidente do conselho de administração da Brasil Foods, Luiz Fernando Furlan.
Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva defenderam a ideia em momentos diferentes, mas a proposta nunca foi para frente.

Estudos feitos pela Receita Federal no governo FHC sugeriram que a taxação de grandes fortunas teria condições de arrecadar cerca de R$ 3,5 bilhões por ano, o equivalente a 0,4% do que o governo recolheu no ano passado.

Uma dificuldade é definir um limite para estabelecer quem é rico e será taxado sem que isso acabe dando a famílias de classe média o mesmo tratamento tributário dispensado aos milionários.

"Muitos imóveis nas grandes cidades já valem mais do que R$ 1 milhão", afirma o ex-secretário da Receita Everardo Maciel. "Muita gente poderia ser tributada sem saber o porquê".

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que não há intenção do governo de colocar o assunto em debate. "Momento de crise econômica não é hora de discutir criação de impostos."

24 setembro 2011

Mais pobres comem poucas verduras; ricos bebem mais cerveja, diz IBGE


Júlia Dias Carneiro
Mercado público em Paris. AFP

Dados são de pesquisa que apura o que a população brasileira come e bebe no dia-a-dia

Brasileiros de menor renda comem menos frutas e verduras do que a população de maior renda, enquanto esta consome mais cerveja, pizza, refrigerantes e salgadinhos do que os segmentos mais pobres, segundo aponta levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE.

Os dados são da pesquisa de Consumo Alimentar Pessoal no Brasil, realizada pela primeira vez pelo IBGE, para estimar o que a população come e bebe no cotidiano.

Os resultados, parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, indicaram como a diferença de renda influi sobre a dieta de ricos e pobres.

Entre os 25% de brasileiros com menor renda per capita (R$ 241), produtos naturais como arroz, feijão, farinha de mandioca e preparações à base de milho são mais ingeridos que entre os mais ricos, mas frutas e verduras têm participação menor.

Nesta faixa, por exemplo, apenas 8,9% dos brasileiros tiveram salada crua no cardápio nos dias da pesquisa, número que pulou para 23,7% na faixa de maior renda.

Renda

O consumo de frutas e verduras aumenta conforme a renda, assim como o de produtos como leite desnatado e queijo. No caso do último, o consumo é mais do que cinco vezes maior entre os 25% mais ricos.

Nesta faixa mais alta de renda (com R$ 1.089 de renda per capita), porém, também há forte presença de alimentos considerados marcadores negativos da qualidade da dieta.

Entre os mais ricos, 31,2% tomaram refrigerantes nos dias em que foi realizada a pesquisa (contra 14,4% dos mais pobres); 18,4% comeram salgadinhos fritos e assados (contra 8,6%); e 5,6% tomaram cerveja (contra 1,3%).

No geral, o consumo de cerveja e bebidas destiladas é cinco vezes maior entre homens do que entre mulheres.

A base para a estimativa foi um levantamento de todo o consumo individual de brasileiros de 10 ou mais anos de idade durante dois dias aleatórios. Eles listaram tudo o que efetivamente comeram e beberam, do chocolate ao cafezinho, em casa ou fora.

O café é a bebida mais consumida pelo brasileiro, que toma, em média, mais de 200ml do produto por dia – o equivalente a uma xícara grande.

Carências e excessos

O consumo médio revelou carências e excessos em larga escala. Quantidades excessivas de gordura são ingeridas por 82% da população, e de açúcar, por 61%. Já em relação ao sódio, mais de 70% das pessoas consomem mais sódio do que o tolerável, confirmando o alto consumo de sal, o vilão da hipertensão.

Por outro lado, na dieta do brasileiro há carência de fibras, cálcio e vitaminas. Na população de 19 a 59 anos, o consumo diário insuficiente de cálcio atinge 83% dos homens e 90% das mulheres. Já entre as pessoas com 60 anos ou mais, a carência da vitamina E atingiu 100% para ambos os sexos, e a falta de vitamina D chegou a 99%.

Entre os adolescentes (10 a 19 anos), faixa etária em que os problemas do excesso de peso e da obesidade vêm se agravando, os hábitos corroboram a tendência. Quase 50% fizeram uma refeição ou um lanche fora de casa no dia da pesquisa.

Entre os itens mais consumidos na rua, eles citaram batata frita, pizza, refrigerantes e salgadinhos fritos, assados ou industrializados.

Segundo a pesquisa, 40% dos brasileiros comem fora de casa em algum momento do dia, mas aqui, também, a frequência cresce com a renda. Enquanto na faixa mais pobre o hábito apareceu entre 32% das pessoas, entre os mais ricos o hábito foi reportado por mais de metade dos pesquisados.

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24 agosto 2011

Previdência para jovens é produto em alta no mercado

Segmento avançou 20% no primeiro semestre deste ano com relação ao mesmo período do ano passado


Marília Almeida, do Jornal da Tarde
SÃO PAULO - Cada vez mais, pais interessados em fazer um ‘pé de meia’ para os filhos têm aderido aos planos de previdência privada. Essa modalidade de investimento registrou no primeiro semestre deste ano avanço de 21,4% ante o mesmo período de 2010, aumento maior do que o do segmento empresarial (21,26%), por exemplo. E o custo para garantir recursos para o futuro dos pequenos parte de R$ 25 por mês.

Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), nos primeiros seis meses deste ano, o valor total das parcelas pagas passou de R$ 663 milhões para R$ 805 milhões no período, ou 3,23% do total do mercado. Dinheiro esse que os pais aplicam para assegurarem o pagamento da faculdade dos filhos, para ajudar na compra de um imóvel ou até fazer intercâmbio cultural.

São dois tipos de planos existentes no mercado: o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). A escolha por um ou outro vai depender se quem contrata faz a declaração do Imposto de Renda no modelo completo ou simplificado.

"No PGBL, é possível abater o Imposto de Renda, limitado a 12% da renda", diz Osvaldo Nascimento, vice-presidente da Fenaprevi.

Caso quem contrata já tenha obtido essa vantagem tributária no seu próprio plano de previdência privada e utilizado o limite de dedução de 12% ou faça a declaração de modo simplificado, deve preferir o VGBL, cujo imposto incide apenas sobre o ganho no momento do resgate.

Quanto mais cedo os pais começarem a investir, melhor. "Caso deixe os recursos aplicados durante 20 anos, ele pode se beneficiar de vantagens tributárias, como a tabela regressiva do Imposto de Renda. Quanto mais tempo deixar o dinheiro aplicado, menos imposto vai pagar. Em dez anos, por exemplo, passará a pagar 10% de IR", explica Álvaro Modernell, educador financeiro e sócio-fundador da Mais Ativos.

A outra forma de tributação - a tabela progressiva - é indicada apenas para quem vai resgatar o dinheiro aplicado no curto prazo.

Na hora de escolher o plano, é possível também escolher se seu rendimento será baseado apenas em aplicações em renda fixa ou também se irá incluir renda variável, que pode representar até 49% do total. O ideal é que seja composto de 30% a 40% de aplicações em renda variável.

"Essa porcentagem (de 30% a 40%) permite ganhos maiores. Caso o plano tenha apenas como base a renda fixa, pode render em torno de 10% ao ano, com a taxa básica de juros (Selic) em 12%. Caso agregue renda variável, em um período de dez anos esse rendimento pode dobrar. Deve-se olhar no longo prazo, pois em determinado ano a renda variável pode significar um rendimento negativo ", diz Nascimento, numa referência ao momento atual da Bolsa de Valores, que acumula perdas este ano.

A composição de renda fixa ou mista torna seu rendimento semelhante a fundos desse tipo no mercado, e maior do que o da caderneta de poupança, cujo ganho médio é de 6% ao ano.

Como a aplicação geralmente é de longo prazo, na hora de escolher é recomendável optar por uma instituição financeira sólida e que cobre taxas menores. Apesar dos produtos disponíveis no mercado oferecerem a possibilidade de pagamento em parcelas menores, Nascimento recomenda que ela seja de R$ 100 por mês. "Com este montante, é possível formar poupança significativa."

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,previdencia-para-jovens-e-produto-em-alta-no-mercado,81373,0.htm