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01 março 2012

1977 Aborto Elétrico Punk Nacional 1a Geração

"Todos os dias quando acordo de manhã
Não tenho mais o tempo do dia que passou
Mas tenho muito tempo"
[Renato Russo, Aborto Elétrico]

Lembra uma certa música, não?! Rs... É isso aí, mesmo os grandes versos merecem ser reciclados. Até porque o autor de ambos é o mesmo...

27 dezembro 2011

Van Halen anuncia turnê de reunião com Dave Lee Roth

Sinceramente? Sempre preferi o Sammy Hagar!

RIO - Encabeçados por Dave Lee Roth, os irmãos Van Halen voltarão ao palcos, de onde estão afastados desde 2008. Apesar de não confirmar datas, a banda fará uma turnê em 2012, anunciada por meio de três vídeos publicados em seu site oficial.

Segundo os vídeos, os ingressos para os shows começam a ser vendidos em 10 de janeiro de 2012. Mais informações sobre a turnê devem ser divulgadas nos próximos dias. Além da turnê, o Van Halen planeja um novo disco de inéditos, o primeiro com Dave Lee Roth nos vocais em 27 anos.

A formação atual conta com Lee Roth, os irmãos Eddie (guitarra) e Alex Van Halen (bateria) e Wolfgang Van Halen, filho de Eddie, no baixo.

MATÉRIA COMPLETA:

http://br.omg.yahoo.com/noticias/van-halen-anuncia-turn%C3%AA-reuni%C3%A3o-dave-lee-roth-200819075.html

13 dezembro 2011

Shows de Chico Buarque têm 30 mil ingressos vendidos


AE - Agência Estado
Em apenas dois dias, Chico Buarque vendeu 30 mil ingressos para seus shows que serão realizados no Rio (em janeiro) e em São Paulo (em março). O público reclamou dos preços nas redes sociais (de R$ 120 a R$ 320), mas correu à internet e às bilheterias e pontos de venda no fim de semana. A venda antecipada também foi bastante procurada. Alguns setores já estão esgotados em determinados dias. Para São Paulo, é possível comprar na internet nos sites www.hsbcbrasil.com.br e www.ingressorapido.com.br; no Rio, neste último e no www.vivorio.com.br. São quatro semanas em cada cidade, de quinta-feira a domingo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

22 novembro 2011

Lobão convoca boicote de bandas brasileiras ao Lollapalooza


RIO - A primeira edição do Lollapalooza no Brasil já começa envolvida em uma polêmica, mesmo antes de anunciar suas atrações. O cantor Lobão publicou um vídeo neste fim de semana convocando as bandas nacionais a promoverem um boicote ao festival, marcado para 7 e 8 de abril, em São Paulo. Citando uma lei que obriga os festivais a terem bandas locais, Lobão pede que os brasileiros não aceitem convites do Lollapalooza ou quaisquer outros festivais que os coloquem em segundo plano.


"Não podia imaginar que o critério do festival de escolha dos artistas seja de 10h da manhã às 15h da tarde só os brasileiros. Independente de você ter 30 anos de estrada, ter cinquenta hits... se é brasileiro você vai virar preliminar", critica o autor de "Decadence avec Elegance", "Eu não entendo porque não poderíamos ter um festival misturado, o que seria muito mais bonito e mais justo".

Lobão afirma que foi convidado para o Lollapalooza, mas não aceitou participar e aproveita o vídeo para soltar os bichos também contra os outros grandes festivais que aconteceram este ano no Brasil.

"O achincalhe que é o Rock in Rio para o artista brasileiro. O achincalhe que é para o artista brasileiro o SWU, que, diga-se de passagem, eu também recusei, mas achei por bem ficar calado para ver o que ia acontecer. Agora, quando vem um festival com o porte e o prestígio do Lollapalooza, com nossos heróis (...) é inadimíssivel esses nosso heróis se tranformarem em algozes. O pior é que o Lollapalooza é de um músico, o Perry Farrel, que é um cara legal, de uma banda sensacional (o Jane's Addiction)."

As críticas quanto a pouca valorização dos artistas nacionais em grandes festivais são antigas. Desde o primeiro Rock in Rio muitos reclamam de som mais baixo, equipamentos de qualidade inferior e pouco tempo de apresentação. João Gordo, vocalista do Ratos de Porão, criticou duramente o Rock in Rio após sua apresentação no Palco Sunset, em setembro. Ele classificou a produção de "mabembe" e disse que "o público dá valor para as bandas nacionais, mas os promotores não". No SWU, uma disputa entre roadies do Ultraje a Rigor e Peter Gabriel terminou em troca de socos.

As atrações da edição brasileira do Lollapalooza serão anunciadas nesta segunda-feira. A versão chilena do festival, que acontece em 31 de março e 1º de abril, já está fechada e terá Foo Fighters, Björk e Arctic Monkeys como grandes atrações, além de várias bandas do cenário independente, como MGMT, TV on the Radio, Thievery Corporation, Band of Horses, Cage the Elephant, Gogol Bordello e Friendly Fires.

18 novembro 2011

R.E.M. lança coletânea de despedida com 40 músicas

http://br.omg.yahoo.com/noticias/r-e-m--lan%C3%A7a-colet%C3%A2nea-de-despedida-com-40-m%C3%BAsicas.html


EFE – 20 horas atrás
....
Os norte-americanos do R.E.M se despedem do público com a coletânea "R.E.M. Part Lies, Part Heart, Part Truth, Part Garbage, 1982-2011", uma retrospectiva de mais de 30 anos de carreira com 40 músicas, e que inclui três novas faixas, lançada na terça-feira (15).

11 novembro 2011

Black Sabbath anuncia volta com formação original


Confirmação foi dada no site oficial do grupo

LUCIANO BORBOREMA com estadão.com.br

A banda Black Sabbath acaba de anunciar oficialmente seu retorno aos palcos. No site oficial, a banda postou um vídeo anunciando que a formação será a original, que um novo disco virá após 33 anos e que haverá uma turnê mundial. A Billboard diz que o novo disco será gravado em estúdio e que a turnê será grande e ocorrerá em 2012.


Formação original do Black Sabbath. (Divulgação)

O retorno já era esperado. Há cerca de dois meses, Ozzy e Iommi revelaram que tinham escrito novas músicas juntos. “Nós estamos realmente ansiosos por isso e eu acho que as coisas que escrevemos são realmente boas”, disse o guitarrista que ainda falou que as faixas lembram as coisas antigas do grupo.

Iommi ainda contou que reunião do grupo foi mantida em segredo. E apesar do pessimismo de Ozzy, um dos problemas do retorno da banda seria a saúde do baterista Bill Ward. "Ele não estava 100%. Tinha uma operação há poucos meses, por isso vamos ver como vai ficar".

No começo do ano, em entrevista à revista norte-americana Rolling Stone, Geezer Butler descartou qualquer reunião entre os integrantes originais do grupo. “Eu gostaria de deixar claro, em justificativa a rumores e boatos, que definitivamente não haverá nenhuma reunião entre os quatro membros originais do Black Sabbath. Seja para gravar um álbum ou turnê”, disse Butler.

Apesar disso, semanas antes, Ozzy revelava em entrevista à rádio BBC, que a banda estava no estágio das conversas sobre a gravação de um novo álbum. “O problema é que se fizermos algo abaixo do nosso último trabalho, vai ser um grande anticlímax”, tinha falado Ozzy.

Desde quando Ozzy deixou a banda em 1979, o grupo chegou a fazer outros projetos. O último trabalho do Black Sabbath foi gravado no ano de 2005. No vocal estava Ronnie James Dio sob o nome Heaven ans Hell. A banda chegou a sair em turnê entre 2006 a 2010, e o projeto acabou quando Dio morreu em maio de 2010.

06 novembro 2011

Após quatro anos longe dos palcos, Chico Buarque inicia turnê em Belo Horizonte


À vontade, cantor e compositor deu amostra do show do álbum "Chico" no Palácio das Artes

Denise Motta, iG Minas Gerais


Depois de longa temporada afastado dos palcos, Chico Buarque abre a sua nova turnê em Belo Horizonte, neste sábado (05). A última vez foi com as composições de “Carioca”, em 2006. Os ingressos dos quatro primeiros dias para ver e ouvir o disco “Chico” foram disputados e se esgotaram rapidamente, o que levou o artista a criar data extra de apresentação no Palácio das Artes (mais 1.690 entradas, na próxima quarta-feira).

Na véspera de ser recebido pelos fãs, Chico se exibiu à imprensa em breve ensaio de 20 minutos. No repertório, três músicas: “Querido Diário”, "Sob Medida" e “Anos Dourados”. Perante público de aproximadamente 50 pessoas, o compositor e cantor revelou não somente as músicas, mas também parte do cenário do palco multicolorido, com obras do artista plástico Cândido Portinari.

Foto: AE

Chico Buarque nesta sexta-feira, durante ensaio em Belo Horizonte

Durante sua sólida trajetória artística, o cantor lançou 40 discos, mas subir aos palcos nunca foi uma rotina. Nos últimos 36 anos, esta é só a sexta turnê. Os jornalistas e assessores presentes estavam ansiosos para ver Chico Buarque no palco – afinal, a aparição é rara.

“Como o disco é menos orquestrado do que os anteriores, a participação do conjunto foi maior. Criamos arranjos com menos elementos, o que acabará se refletindo no palco. Chico não se preocupa em fazer shows pirotécnicos, pois o repertório dele basta. A sua filosofia se baseia na linearidade, onde cada novo espetáculo é continuação do anterior”, resume o maestro, arranjador e violonista Luiz Cláudio Ramos, companheiro de jornada do artista desde a peça “Calabar”, de 1973.

Vídeo: assista a um trecho do ensaio

O ensaio estava marcado para começar às 20h, mas houve atraso de quarenta minutos. Dez minutos antes de ele surgir no palco, uma grande tela do pintor Cândido Portinari invadiu a cena: “O Circo”. E, quando Chico apareceu, foi possível ouvir comentários entre os jornalistas que explicam em parte o motivo de os ingressos terem se esgotado rapidamente: “Chegou a entidade” e “Isso aqui não é trabalho. Isso aqui é só prazer”.

Além de “O Circo”, no cenário há, ainda, “O Bloco Carnavalesco”, também de Portinari, e “A Mulher Nua”, de Oscar Niemeyer. Também faz parte do espetáculo a escultura móvel de uma Fita de Möbius. “A escultura é baseada num grande enigma matemático que representa a continuidade da vida”, explica o produtor-geral Helio Eichbauer.

Vestido de preto, o cantor e compositor parecia bem à vontade no palco, enturmado com os colegas de longa data: João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e vocais), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros). Assovios e gargalhadas deram o tom do entrosamento.

Resultado de uma seleção entre mais de 400 composições, “Chico” chegou às lojas há quatro meses, em julho, e já alcançou a marca de 80 mil cópias vendidas. Os fãs vão conferi-lo ao vivo a partir deste sábado, no Palácio das Artes. As apresentações, que vão de 5 a 9 deste mês, têm duração prevista de 90 minutos, com dez canções de sua carreira que teve início na década de 1960. De Belo Horizonte, Chico Buarque segue para Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Confira.

Marisa Monte lança CD sobre “ a experiência de aproveitar a vida”


Na última quinta-feira pela manhã, a cantora Marisa Monte deu entrevista coletiva virtual para falar de seu aguardado disco “O que você quer saber de verdade” (Phonomotor/EMI Music). O oitavo álbum da carreira de Marisa chega às lojas e prateleiras virtuais de 28 países a partir desta semana após um hiato de cinco anos – seus últimos trabalhos autorais foram Universo ao Meu Redor e Infinito Particular, lançados simultaneamente em 2006.
É a primeira vez que Marisa usa a internet de forma tão abrangente. O hotsite www.marisamonte.com.br vem servindo como fonte oficial de informação sobre o novo trabalho desde o final de agosto.
Foi através da página que ela liberou, em streaming, a canção inédita Ainda Bem, que já ultrapassou a marca de 1,2 milhões de acessos (incluindo as exibições do clipe da música no Youtube – em que a cantora aparece dançando com o lutador Anderson Silva, atual campeão mundial dos pesos médios do UFC). Alguns dias antes do lançamento oficial do novo trabalho, o site disponibilizou para download gratuito - durante quatro dias – a faixa-título do CD, O que você quer saber de verdade, além de um vídeo com a canção. “É uma maneira muito legal de dar oportunidades iguais para todo mundo.
Há muito tempo que sonho com isso. Acho que a internet traz a possibilidade de falar com muito mais gente. Espero que a imprensa possa viver este novo momento junto comigo. Conciliar esses desejos é um esforço. Porque faço música e comunicação, também o que vocês (jornalistas) fazem, exatamente o que é mais afetado pela tecnologia hoje”, explicou Marisa Monte.
Registrado a partir de sessões no estúdio caseiro da cantora e compositora, O que você quer saber de verdade foi produzido pela artista e coproduzido pelo grande amigo e músico Dadi. O disco traz composições de Marisa com alguns de seus velhos companheiros, como Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e o próprio Dadi, além do dueto com o ex-Los Hermanos Rodrigo Amarante, na canção O que se quer, primeira parceria da dupla.
Dona de três Grammy Latinos e nove milhões de álbuns vendidos, reverencia alguns de seus artistas preferidos, com as releituras de Descalço no parque, de Jorge Ben Jor, e Lencinho querido (El Panuelito), versão em português para o tango de Juan de Dios Filiberto e Gabino Coria Penaloza, sucesso na voz de Dalva de Oliveira nos anos 50. Nesta canção, Marisa conta com a participação do grupo argentino Cafe de los Maestros. “Sempre gostei de música antiga brasileira. Eu era uma adolescente diferente porque gostava de fuçar disco da avó e do pai. Essa música eu conheço desde essa época, de 15 ou 16 anos, quando eu ouvia Dalva, Lupicínio Rodrigues, Francisco Alves, repertório com o qual entrei em contato muito jovem”, revelou.
A cantora ainda encontra espaço no disco para revelar um novo talento da MPB, o compositor André Carvalho, de quem regravou Nada Tudo. O disco conta com a participação de músicos tarimbados, de diferentes escolas, como o multiinstrumentista argentino Gustavo Santaolalla, vencedor de dois Oscar; o power trio do Nação Zumbi – Pupillo, Dengue e Lucio Maia –; e os tecladistas americanos Thomas Bartlett (Doveman e Antony and the Johnsons) e Money Mark (Beastie Boys). Somam-se a eles os conjuntos de cordas com arranjos dos maestros Greg Cohen e Miguel Atwood-Ferguson, ambos dos EUA. Com gravações no Rio de Janeiro, São Paulo, Nova York e Los Angeles, o CD foi mixado por Patrick Dillett (conhecido por seus trabalhos com a própria Marisa, David Byrne, Laurie Anderson e Mary J. Blige), com exceção da música O que se quer, finalizada por Mario Caldato (produtor de Beastie Boys e Björk).
Sobre o processo de escolha do novo repertório, ela disse que fez pensando em um álbum que tem como formato o CD. “É um grupo de canções agrupadas, formato herdado do LP, que pra mim não mudou ainda. Acho legal que possa daqui a um tempo lançar uma música ou outra, e não esperar tantos anos pra lançar um grupo de canções. Ao mesmo tempo, é legal ter um grupo de canções que têm um conceito”, declarou, acrescentando que não pensou em fazer um álbum popular, mas em se comunicar com as pessoas.
“Se alguma coisa me diz algo, acho que tem a possibilidade de acontecer o mesmo para os outros. Então procuro escolher as canções que se comunicam melhor comigo. Algumas músicas falam de amor, mas não é esse o ponto de ligação (entre as canções). Acho que ele é um disco solar, que busca falar sobre a experiência de aproveitar a vida”, contou.

05 novembro 2011

Show memorável encerra passagem de Pearl Jam por SP

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,show-memoravel-encerra-passagem-de-pearl-jam-por-sp,794916,0.htm

Que ódio por ter perdido esse show!!!

RICARDO GOZZI - Agência Estado
A banda norte-americana de rock Pearl Jam encerrou sua passagem por São Paulo em 2011 esbanjando energia, versatilidade e maturidade no show da noite desta sexta-feira (4) no Estádio do Morumbi. Em uma apresentação honesta e direta, a banda entregou ao público um repertório de quase 30 músicas e poucas repetições em relação à noite de quinta-feira, mas nem por isso carente de surpresas e canções essenciais que duas décadas de estrada inevitavelmente transformaram em clássicos.



O Pearl Jam subiu ao palco às 21h17 com a poderosa "Go", que abre "Vs.", o segundo disco da banda, lançado em 1993. Como se o público já não estivesse animado o bastante com a esperada passagem da banda pela cidade depois de seis anos de ausência, "Do the Evolution" despejou ainda mais eletricidade na nublada noite paulistana.


Do primeiro ao último minuto das mais de duas horas de show, o Pearl Jam demonstrou que maturidade e rock''n''roll não apenas podem caminhar lado a lado, como são capazes de abrilhantar ainda mais a atuação de uma banda no auge da forma. Os norte-americanos tiveram habilidade e bom gosto ao inserir baladas como "Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town" e "Black" no meio de petardos furiosos.


Depois da primeira parada, ao apresentar "Inside Job", o vocalista Eddie Vedder disse considerar a cidade de São Paulo uma parte da música. Vedder contou que o guitarrista Mike McCready mostrou a música pela primeira vez para ele quando a banda estava hospedada na capital paulista durante sua passagem pelo Brasil em 2005. "Inside Job" faz parte do álbum "Pearl Jam", lançado no ano seguinte.


Uma das marcas da atual turnê do Pearl Jam é o proveito que a banda consegue tirar de seu vasto repertório. Com dezenas e dezenas de canções mais do que ensaiadas, o Pearl Jam pode se dar ao luxo de apresentar um show a cada noite repetindo apenas o que há de mais essencial em seu trabalho.


Foram 25 músicas tocadas na quinta-feira e 29 na sexta. De todas elas, apenas nove canções foram incluídas nas duas apresentações, e isso incluiu clássicos como "Alive", "Evenflow" e "Betterman". Se o público da primeira noite foi contemplado com "Corduroy", "Daughter" e "Porch", o da sexta-feira ouviu "Given to Fly", "Once" e "Jeremy".


E as surpresas não se limitaram às músicas de autoria da banda. Quando o show já caminhava para o fim, o Pearl Jam tocou a balada sessentista "Last Kiss", de Wayne Cochran, e apresentou uma versão memorável de "Baba O''Riley", do The Who.


Não é qualquer banda que dispõe de um repertório da envergadura do Pearl Jam, mas, até mesmo entre as que têm, são poucas as que ousam se aproveitar da situação.


Para encerrar, depois de mais de duas horas de show e quando talvez já não se esperasse mais nenhuma surpresa, ou já não se soubesse mais o que esperar, o Pearl Jam fechou a noite com "Yellow Ledbetter" e mandou os paulistanos - e também quem veio de fora para ver o show - de volta pra casa com o queixo caído.


Agora o Pearl Jam segue para shows no Rio de Janeiro, em Curitiba e em Porto Alegre antes de deixar o Brasil com destino à Argentina.

29 outubro 2011

Nova geração de músicos argentinos desponta tocando ritmos brasileiros



Marcia Carmo
Banda Mão na Roda

Integrantes do 'Mão na Roda', que lançou um CD com choros

Uma nova geração de músicos argentinos tem despontado na mídia local tocando e cantando choros, frevo, samba de raiz, maxixe e outros ritmos brasileiros.

Eles são músicos profissionais, que estudaram nos conservatórios locais e formaram bandas como A Saidera, Mistura e Manda, Mão na Roda e Malandragem.

Se antes eles tocavam apenas em lugares pequenos e afastados de Buenos Aires, agora se apresentam nos principais teatros da capital, como o Alvear, e participam de festivais, como o que acontece nos próximos dias na Província de Mendoza. Eles também fizeram parte das comemorações do mês do Brasil na Argentina, com um show na embaixada brasileira em Buenos Aires, em setembro.

O saxofonista Emiliano Álvarez, de 35 anos, disse à BBC Brasil que é claro o novo interesse pela música "não comercial" brasileira.

"O axé, por exemplo, sempre faz sucesso por ser mais comercial. Mas agora percebo interesse crescente aqui por outros estilos que não são tão conhecidos do grande público, como o choro", disse.

Álvarez é um dos fundadores da orquestra A Saidera, fundada há cerca de dois anos. "Samba, baião e choros são os estilos musicais da nossa orquestra”, contou. Ele disse ainda que gosta tanto de Pixinguinha, Ari Barroso e Cartola que pode ouvi-los "sem parar".

O músico conta que foi num conservatório de Buenos Aires, onde entrou aos 13 anos, que conheceu os colegas com os quais integra a banda, que tem 18 integrantes. "Foi um começo lento, mas conseguimos arranjos de músicos do Hermeto Pascoal, compramos outros e fomos aprendendo desenvolvendo o estilo juntos."

Férias no Brasil

Ele afirmou que passou a se interessar pela música brasileira a partir de shows na capital argentina de músicos como Egberto Gismonti e que a sua lista de referências musicais inclui Ney Matogrosso, Marisa Monte, Chico Buarque, Toninho Horta e Djavan.

"Somente há pouco tempo viajei de férias para o Brasil. Viajo mais para estudar a música brasileira do que de férias", disse.

Banda Saideira

Músicos do grupo ‘A Saidera’, que foi inspirada na orquestra de Curitiba

Álvarez conta que ele e outros colegas de banda fizeram cursos e workshops em Curitiba com músicos e professores locais, e que A Saideira é inspirada a na Orquestra À Base de Sopros, conhecida banda da capital paranaense.

Já Sebastián Luna, deficiente visual, toca cavaquinho na banda Mão na Roda, que lançou no ano passado um CD de choros, com a participação do arranjador brasileiro Rogério Souza.

E por que o nome "Mão na Roda"? "Porque significa uma forma de ajudar e porque a palavra roda também está ligada à roda de samba", conta o músico Sebastián Pérez, de 30 anos, toca violão, é arranjador e compositor do grupo. "Não temos nada parecido com essa expressão em espanhol."

Amor à primeira vista

A banda é formada por quatro músicos, que tocam pandeiro, violão de sete cordas, flauta, cavaquinho e bandolim. "Nos conhecemos num conservatório de música e tínhamos interesse pela música brasileira. Mas conhecíamos, principalmente, a bossa nova e não o choro. Quando conheci os choros de Pernambuco, achei que era o caminho. Foi amor a primeira vista", disse Pérez.

Eles também viajaram para os cursos de música em Curitiba. "Meus pais ouviam João Gilberto e desde adolescente me interesso pela música brasileira. Mas o choro agora nos abre muitas portas. Estamos compondo choros e frevos e transformamos um tango, El Choclo, em maxixe (a música que pode ser ouvida no player acima)."

O também músico Gabriel Trucco, do grupo Mistura e Manda disse que os atraiu a "linguagem riquíssima" de músicas de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e de Paulinho da Viola. "Sempre ouvimos muita MPB na Argentina. Mas quando ouvimos estes músicos vimos que podíamos explorar, aprender e crescer".

O Mistura e Manda tem sete anos e o nome, contou Trucco, é o título de um choro do compositor Nelson Alves. "No início deste ano lançamos o CD Choro Vivo, que inclui choros tradicionais e contemporâneos", disse.

28 outubro 2011

Marisa Monte libera download gratuito de música de novo disco

http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/marisa-monte-libera-download-gratuito-de-musica-de-novo-disco/n1597329591105.html

"O Que Você Quer Saber de Verdade" chega às lojas na segunda-feira, dia 31

iG São Paulo 27/10/2011 13:04


"O Que Você Quer Saber de Verdade", faixa título do novo CD de Marisa Monte, está disponível para download gratuito no site oficial da cantora. Para baixar, é necessário fazer um cadastro. O disco será lançado na segunda-feira (31), mas já está em pré-venda no site.

A faixa título também ganhou um clipe, o segundo do álbum - o primeiro, "Ainda Bem", tem a participação do lutador do UFC Anderson Silva. No site oficial, além dos dois clipes, é possível escutar trechos de todas as 14 músicas de "O Que Você Quer Saber de Verdade".

O disco será o primeiro trabalho inédito de Marisa desde 2006, quando ela lançou os álbuns "Infinito Particular" e "Universo ao meu Redor".

Com uma estratégia semelhante à utilizada por Chico Buarque no lançamento de seu último CD, o site especial de Marisa é o principal meio de comunicação com os fãs e a imprensa sobre o álbum.

Na parte de baixo da página há os links para as redes sociais oficiais de Marisa e um link para o Formspring da cantora, onde ela responde algumas questões sobre "O Que Você Quer Saber de Verdade". Lá, ela revela que o disco foi gravado durante seis meses no Rio de Janeiro, Los Angeles, Nova York e Buenos Aires.

“Isso é tudo muito novo, e não só para mim", afirmou Marisa, em texto divulgado por sua assessoria de imprensa. "Por eu estar fazendo esse lançamento de uma forma que eu nunca fiz, através do meu site, em um canal de comunicação muito direto, isso me obriga a produzir muito mais conteúdo.”

09 setembro 2011

Marisa Monte divulga trechos em vídeo de novo trabalho; assista

http://musica.uol.com.br/ultnot/2011/09/09/em-estudio-marisa-monte-adianta-trechos-de-novo-trabalho-em-video-assista.jhtm
  • A cantora Marisa Monte em show em Madri, Espanha (13/09/2006)

    A cantora Marisa Monte em show em Madri, Espanha (13/09/2006)

Pouco se sabe sobre o novo trabalho de Marisa Monte, que deve chegar às lojas até o final do ano, mas três vídeos com pouco mais de 1 minutos, publicados no site da cantora, dão uma dimensão do que esperar.

Marisa Monte mostra teaser de novo trabalho

O mais novo dos clipes, divulgado esta semana, mostra a cantora em estúdio em Nova York fazendo alongamentos e gravando acompanhada do sanfoneiro Waldonys e do produtor e engenheiro de som Patrick Dillett, que trabalhou com Marisa em "Memórias, Crônicas e Declarações de Amor" (2001), e já assinou trabalhos de Bebel Gilberto, David Byrne, Mary J. Blige e Arto Lindsay, entre outros.
Os outros vídeos, todos sem títulos, trazem cenas de arranjos de cordas e de Marisa conversando em inglês com Dillett. Um quarto clipe estreará em breve na página marisamonte.uol.com.br.
Por meio de um questionário em seu site, Marisa adiantou que o cantor norte-americano Devendra Banhart não participará de seu novo trabalho. "Acho que você deve estar perguntando porque acabei de gravar com ele e com o Rodrigo Amarante a faixa 'Nu Com a Minha Música', do Caetano Veloso, para o projeto "Red Hot&Rio2". Que, aliás, já saiu no Brasil e eu recomendo", escreveu ela.
A maior parte das gravações do novo álbum aconteceu no Rio de Janeiro em um período de cerca de seis meses. "Durante esse tempo, eu passei por São Paulo, Nova York e Los Angeles. Levei sempre comigo o HD do projeto e fui gravando com músicos locais. Apenas uma canção foi gravada em Buenos Aires", disse ela.
O disco foi mixado em maio, em Nova York, em grande parte com Dillett e com Mario Caldato. Os últimos trabalhos de estúdio de Marisa Monte foram os álbuns "Infinito Particular" e "Universo ao Meu Redor", lançados juntos em 2006.
No mês passado, durante o festival Telefônica Sonidos 2011 em São Paulo, Marisa Monte dividiu o palco com a cantora Julieta Venegas, que nasceu nos Estados Unidos e foi criada no México.

Festival de Música Latina

Foto 74 de 104 - Com apresentações de músicas latinas o evento "Telefônica Sonidos 2011" traz shows de Jaques Morelenbaum e Omar Sosa, Chucho Valdés e Hamilton de Hollanda e Marisa Monte e Julieta Venegas em São Paulo Mais Shin Shikuma/UOL