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22 fevereiro 2012

Rios Tietê e Pinheiros têm tipos de poluição diferentes, mostra estudo

Alexandre Gonçalves - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Os Rios Tietê e Pinheiros possuem perfis de poluição distintos e mereceriam planos de despoluição que refletissem essas diferenças. É o que mostra a análise mais minuciosa já realizada até hoje sobre a qualidade dos dois cursos d’água que cortam a maior metrópole da América Latina.

O trabalho mostrou também que o principal problema para os dois rios não é a poluição difusa - que vem dos dejetos levados ao leito pela chuva, uma responsabilidade da Prefeitura -, mas o esgoto doméstico e industrial, cuja coleta, na maioria das cidades da Grande São Paulo, caberia à Sabesp, empresa mista que tem como principal acionista o governo estadual.

"A concentração de hidrocarbonetos na água (algo que pode ser creditado à omissão da Prefeitura) é ínfima quando comparada à presença de substâncias oriundas do esgoto (que deveria ser tratado pela Sabesp)", pondera o promotor e coautor do estudo, José Eduardo Lutti, do Ministério Público de São Paulo (MPE). Ao todo, 33 bairros ainda despejam parte do seu esgoto no Tietê.

Diferenças. O estudo, que rendeu a publicação de um artigo na última edição dos Anais da Academia Brasileira de Ciências, revelou seis substâncias que só foram encontradas nas águas do Pinheiros. Todas são compostos orgânicos. Duas delas atuam como pesticidas: o Aldrin-Dieldrin e o 4,4-DDD. Como o rio não atravessa áreas agrícolas, autores sugerem que tais produtos são usados nas margens para diminuir a infestação de mosquitos que infernizam vizinhos do curso d’água.

Outra exclusividade digna de nota no Pinheiros é o hexaclorobutadieno, um composto cancerígeno eliminado por fábricas que utilizam ácido clorídrico nos seus processos industriais.

MATÉRIA COMPLETA:

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,rios-tiete-e-pinheiros-tem-tipos-de-poluicao-diferentes-mostra-estudo,834594,0.htm

28 novembro 2011

A mídia e o vazamento de petróleo

REDE GLOBO & CHEVRON

Por Fábio de Oliveira Ribeiro em 22/11/2011 na edição 669


O vazamento de petróleo na plataforma da Chevron no litoral do Rio de Janeiro ganhou lentamente da mídia televisada. Quando do vazamento da BP nos EUA a cobertura televisiva foi imediata. No caso da Rede Globo aquele incidente da BP foi coberto de maneira intensa, diária e em tempo real através de seu correspondente nos EUA. Desta vez, entretanto, as redes de TV brasileiras foram a reboque dos jornais e provedores de internet.

Se não estou enganado, o Jornal da Band começou a noticiar o vazamento em 17/11/2011. Em 18/11/2011, o Jornal da Band retomou a questão de maneira mais detalhada e mostrou como a Chevron tenta minimizar a amplitude do vazamento, lamentou a falta de rapidez das autoridades e o valor ínfimo da multa que pode ser aplicado à infratora (segundo a Band, a multa pode equivale a pouco mais de 50 minutos de arrecadação da Chevron no mundo).

Mas o que mais chamou a atenção nesta edição do Jornal da Band foi a referência que seu âncora fez ao estranho relacionamento entre a Chevron e uma certa rede de TV que foi a única convidada para uma entrevista coletiva e a única escolhida para sobrevoar a mancha de petróleo dentro de um helicóptero da empresa. É evidente que Ricardo Boechat estava se referindo a Rede Globo, que tem sido privilegiada pela Chevron. O por que disto é ignorado.

As regras da Constituição

A Chevron é uma empresa privada, mas como não é nacional sua atuação no Brasil submete-se a regras especiais, como o art. 172, da CF/88:

“Art. 172 A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros.”

Em se tratando de uma empresa petrolífera, está também sujeita à regra do art. 176 também da CF/88:

“Art. 176 As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra.

§ 1º A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais a que se refere ocaput deste artigo somente poderão ser efetuados mediante autorização ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no país, na forma da lei, que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras indígenas.”

O tratamento dado ao petróleo tem regra própria inscrita na CF/88:

“Art. 177. Constituem monopólio da União:

I – a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos;

II-..........................

III-.........................

IV-........................

V-.........................

§ 1º A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das atividades previstas nos incisos I a IV deste artigo observadas as condições estabelecidas em lei.”

Privilégios na cobertura

A Chevron foi autorizada a explorar aquele campo de petróleo. Mas em razão de sua atividade e das limitações constitucionais e legais, a Chevron tem obrigações para com o Brasil e os brasileiros. Não me parece que possa escolher que rede de TV vai fazer a cobertura do desastre ambiental a que deu causa.

A Rede Globo, por um outro lado, também tem obrigações para com o Brasil e os brasileiros. Afinal, a empresa é privada mas consoante o art. 223, da CF/88, explora uma banda de transmissão pública:

“Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal.”

Quando recebeu o convite exclusivo da Chevron para sobrevoar a mancha de petróleo no mar, a Rede Globo deveria declinar. Afinal, o desastre afeta o Brasil e os brasileiros e não me parece que uma rede de TV (que utiliza banda pública de transmissão de imagens e sons mediante autorização estatal) possa exigir ou deva aceitar privilégios na cobertura de um desastre desta magnitude.

Relações especiais?

Em 18/11/2011, o Jornal Nacional levou as imagens da catástrofe. Os jornalistas da Rede Globo sobrevoaram a mancha de petróleo no helicóptero da Chevron e entrevistaram um norte-americano que trabalha para a empresa. Portanto, ficou evidente que a Rede Globo aceitou sem reservas o privilégio que lhe concedido pela Chevron e, desta forma, confirmou as suspeitas levantadas pouco antes pelo Ricardo Boechat no Jornal da Band. Qual é a relação perigosa entre a Rede Globo e a Chevron que nem uma nem outra quer revelar?

O Jornal da Band de 18/11/2011 enfatizou que o petróleo continua vazando e que mancha de petróleo vai aumentar. No Jornal Nacional do mesmo dia foi dito que o vazamento foi quase estancado e que a mancha está diminuindo. A contradição na cobertura global é evidente. Afinal, se o petróleo continua vazando, a mancha tende a aumentar e não a diminuir. O Jornal Nacional fez esta concessão lógica à Chevron em retribuição ao privilégio que recebeu da companhia?

O Jornal Nacional noticiou o protesto do Greenpeace em frente a sede da Chevron com imagens. Mas não fez qualquer referência à atitude da companhia logo depois que o protesto acabou. Entretanto, as imagens da limpeza da calçada da sede da Chevron pelos seus funcionários também estão na internethttp://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2011/11/18/chevron-mostra-eficiencia-para-limpar-mancha-de-oleo-na-calcada/. Mais uma concessão da Rede Globo à Chevron em razão das relações especiais entre ambas?

***

[Fábio de Oliveira Ribeiro é advogado, Osasco, SP]

26 novembro 2011

Água em São Paulo melhora; ar e praias pioram


AE - Agência Estado

O ar da Grande São Paulo e a balneabilidade das praias pioraram em 2010 em comparação com 2009, mas a qualidade da água consumida no Estado melhorou. Essas são algumas das conclusões do Painel da Qualidade Ambiental, estudo que analisa a evolução de 21 índices, divulgado ontem pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Do total de índices, 10 apresentaram melhora, 9 pioraram e 2 se mantiveram inalterados. Um dos principais vilões do meio ambiente continua sendo a poluição do ar na Grande São Paulo. O ozônio e a poeira conhecida como material particulado, emitida especialmente pela queima de combustíveis de veículos, foram mais presentes em 2010 do que em 2009. O número de microgramas por metro cúbico de material particulado subiu de 32 para 37 - o índice considerado saudável pela Organização Mundial da Saúde, no entanto, é muito mais baixo, de até 20.

Para Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, o aumento da frota - São Paulo já supera os 7 milhões de veículos - e do trânsito, que deixa os motores funcionando mais tempo, tem relação direta com essa piora na qualidade do ar.

A balneabilidade também piorou. Ficaram limpas durante todo o ano de 2010 30% das praias - em 2009, haviam sido 34%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

18 novembro 2011

Brasil não tem plano de reação para grandes vazamentos de petróleo


Projeto nacional, que havia sido reavivado em 2010, está 'quase concluído', segundo Ministério do Meio Ambiente

BBC Brasil


Foto: Divulgação

Navios de apoio usando barreiras para recolhimento do óleo na Bacia de Campos, no dia 13 de novembro

O derramamento de petróleo em curso na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, pôs em evidência a ausência de um plano nacional para conter vazamentos de grandes proporções.

Em 2010, após o derramamento de óleo no Golfo do México – o maior do tipo já ocorrido na costa dos Estados Unidos –, o governo brasileiro prometeu avançar na criação do Plano Nacional de Contingência para Derramamento de Óleo, que preparasse a resposta emergencial do país a casos de vazamentos.

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À época, representantes do Ministério do Meio Ambiente disseram, segundo a Agência Câmara, que pretendiam entregar um projeto ao Congresso Nacional ainda em meados de 2010.

Mais de um ano depois, porém, não há nenhum plano nacional em vigor para guiar a resposta ao vazamento em curso desde a semana passada no Campo de Frade, explorado pela multinacional Chevron.

Segundo a assessoria do Ministério do Meio Ambiente, o projeto está "quase concluído" e dependendo apenas de ajustes técnicos, no momento analisados pelo Ministério de Minas e Energia. Até o final de novembro deverá ser encaminhado para a Casa Civil. Só depois começaria a tramitar no Congresso. O teor do projeto não foi informado.

"Quando houve o vazamento no Golfo do México, o governo brasileiro se preocupou bastante, por causa (da exploração) do pré-sal. O ministério disse que (o derramamento) era algo raro, mas vemos que não é", disse à BBC Brasil Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de clima e energia da ONG ambientalista Greenpeace.

"Sabemos que foi feito um grupo de trabalho entre cinco ministérios (para a elaboração do Plano de Contingência), mas nada mais foi tornado público. A ideia ficou só pairando no ar."

Para Alessandra Magrini, professora de planejamento energético da Coppe-UFRJ, "é claro que o vazamento é de responsabilidade da empresa, mas o Estado tem que estar preparado para intervir imediatamente em caso de emergências, do ponto de vista logístico e de gestão".

Daí a importância, segundo ela, do Plano de Contingência, que, em sua opinião, deveria levar em conta, por exemplo, o tipo de barreira a ser usado para conter o óleo, o uso ou não de produtos dispersantes e a logística para chegar ao local do vazamento.

O Plano Nacional de Contingência é previsto pela lei 9.966, de 2000, que também prevê a criação de planos individuais emergenciais a serem feitos por entidades exploradoras de portos e operadores de plataformas.

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Volume vazado
Em nota, a Chevron afirmou que conta com um plano aprovado pelo governo brasileiro e que está "mantendo os órgãos governamentais informados sobre todos os (...) passos na operação (de contenção do vazamento) e trabalhando em conjunto com todos (Agência Nacional de Petróleo, Ibama, Marinha)".

Segundo a empresa, "o poço já foi selado e o óleo no fundo do oceano reduziu-se a um gotejamento ocasional".

"Continuamos monitorando a mancha de óleo, que dissipou-se significativamente", diz a nota.

O total vazado até agora seria de cerca de 650 barris. A empresa estima que o volume de óleo na superfície do oceano seja inferior a 65 barris, número que foi questionado, segundo o jornal O Globo, por especialistas e pela própria ANP. O jornal levantou temores de que o volume vazado possa ser até 23 vezes superior a isso.

Para Leandra Gonçalves, do Greenpeace, o derramamento já pode ser considerado "de altas proporções", ainda que não seja tão grande quanto o que afetou a Baía de Guanabara, em 2000, ou o do Golfo do México, em 2010.

26 setembro 2011

Ar do Rio de Janeiro é mais poluído que o de São Paulo, segundo OMS

Essa para mim é novidade! Quem diria?!

Estudo da Organização Mundial de Saúde avaliou a poluição do ar de mais de mil cidades em 91 países

iG São Paulo


Foto: Getty Images

Congestionamento em São Paulo: apesar do número de carros, poluição da cidade ainda é melhor que a do Rio de Janeiro

Um relatório sobre qualidade do ar divulgado nesta segunda-feira (26) pela Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que a poluição atmosférica em grandes cidades está chegando a níveis tão altos que pode prejudicar seriamente a saúde de seus moradores. A avaliação inclui dados de 1100 cidades em 91 países, incluindo capitais.

A cidade do Rio de Janeiro está em 144º lugar entre as mais poluídas, com uma taxa média anual de 64 microgramas de poluição por metro cúbico de ar, três vezes acima dos níveis recomendados pela organização e superando cidades como Tijuana, no México, Bangkok, na Tailândia e Beirute, no Líbano.

Outras cidades brasileiras no ranking são Cubatão, com 48 microgramas, Campinas, com 39, e finalmente a capital do estado São Paulo, com 38 microgramas de poluição por metro cúbico de ar, que ocupa o 268º lugar entre as mais poluídas.

Apesar da média de poluição do ar da capital paulista estar na mesma faixa de outras capitais como Buenos Aires e Paris, ainda é o dobro do máximo recomendado pela OMS, que é de 20 microgramas por metro cúbico de ar. Entre as cidades brasileiras presentes no relatório, apenas Belo Horizonte e a região do Pontal do Paranapanema tinham poluição atmosférica abaixo da taxa dos 20 microgramas por metro cúbico.

A OMS estudou a presença de micropartículas de poluição chamadas PM10, que têm diâmetro de 10 micrômetros ou menos. Esse tipo de partícula pode penetrar nos órgãos do corpo e entrar na corrente sanguínea, causando doenças cardíacas, câncer de pulmão, asma e infecções respiratórias. De acordo com a instituição, 1,34 milhão de mortes foram causadas pela poluição atmosférica em 2008, e mais de um milhão delas poderiam ter sido evitadas, caso os países seguissem suas diretrizes.

17 agosto 2011

Bactérias podem limpar águas poluídas

Segundo cientistas, as bactérias transgênicas 'Escherichia coli' podem limpar águas poluídas com mercúrio

Da AFP noticias@band.com.br
Bactérias transgênicas que suportam altas doses de mercúrio poderiam sanear seu entorno, facilitando a limpeza de áreas contaminadas com este metal, afirmam cientistas da Universidade Interamericana do Porto Rico.

Segundo o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), anualmente, a indústria química e a mineração vertem 6.000 toneladas de mercúrio no ambiente. Esse metal, que pode entrar na cadeia alimentar, é muito tóxico, sobretudo na forma de metilmercúrio, para humanos e animais.

Oscar Ruiz e seus colegas da Universidade Interamericana do Porto Rico consideram que as bactérias transgênicas que criaram são "uma alternativa" às custosas técnicas de descontaminação adotadas atualmente.

Capazes de proliferar em uma solução contendo 24 vezes a dose mortal de mercúrio para bactérias não resistentes, as cepas transgênicas conseguiram absorver em cinco dias 80% do mercúrio contido no líquido, segundo estudo publicado em Londres pela BMC Biotechnology, revista científica que pode ser consultada gratuitamente na internet.

As bactérias 'Escherichia coli' se tornaram resistentes a altas concentrações de mercúrio, graças à inserção de um gene que permite a elas produzir metalotioneína, proteína que desempenha um papel de desintoxicação no organismo de ratos.

Trata-se, segundo os cientistas, do "primeiro estudo" que prova que a metalotioneína "garante uma resistência ao mercúrio e permite sua acumulação na bactéria", que o absorve.

O mercúrio recuperado pelas bactérias nas áreas contaminadas poderia ser utilizado em novas aplicações industriais, segundo a equipe de cientistas.

As bactérias transgênicas demonstraram, no estudo, ser capazes de extrair mercúrio de um líquido, de forma que "a primeira e principal aplicação poderia ser recuperar o mercúrio na água e em outros líquidos", explicou Ruiz em e-mail à AFP.

Não se descarta seu uso a longo prazo para a descontaminação.

"Temos ideias de como poderia funcionar", afirmou Ruiz, convencido de que seria mais barato que os sistemas atuais.

01 agosto 2011

Poluição dentro de casa pode ser pior que na rua em São Paulo

Ambientes internos de dez pontos da capital apresentaram partículas inaláveis em índices até 392% superiores ao recomendado pela OMS

Engana-se o paulistano que pensa que, ao entrar em casa, no escritório ou em um consultório se livra da poluição: paredes e janelas não conseguem deixar o ar saudável. Com um aparelho do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade de São Paulo (USP), a reportagem visitou ambientes internos de dez pontos da capital paulista e constatou a presença de partículas inaláveis em índices até 392% superiores ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Poeira fina formada em até 80% pela queima de combustíveis, esse material particulado é um dos principais poluentes da cidade, onde a frota de veículos já supera os 7 milhões. As partículas ficam em suspensão no ar - especialmente em dias secos e frios - e circulam normalmente em ambientes internos, o que colabora para a sensação de que um piso que acabou de ser limpo, por exemplo, fique imediatamente sujo. Além disso, penetram pelo nariz e chegam ao pulmão e ao sangue, aumentando o risco de doenças.

Foto: AE

Camada de poluição é visível na cidade de São Paulo na manhã do último dia 28. O tempo seco dificulta a dispersão dos poluentes na atmosfera

O pior resultado encontrado foi na Avenida República do Líbano, em Moema, na zona sul - bem ao lado do Parque do Ibirapuera, mas perto de vias com grande circulação de veículos. Em um consultório médico, o medidor apontou 123 microgramas de partículas por metro cúbico, quase quatro vezes mais do que as 25 consideradas ideais pela OMS para medição de 24 horas - ou 392% acima do ideal.

No local, apenas uma janela entreaberta facilitava a entrada de poluentes do exterior, onde a medição mostrou ar pior - 162 microgramas. O problema se repetiu em apartamentos residenciais. Já em duas medições internas, os resultados foram do que o das vias. Caso de um escritório da própria Faculdade de Medicina da USP, mais poluído do que o ar na Avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste.

Para o professor Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, os índices achados pelo Estado são absurdos para uma cidade como São Paulo. “Avenidas de Nova York e Boston não são tão poluídas quanto ambientes internos aqui”, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/poluicao+dentro+de+casa+pode+ser+pior+que+na+rua+em+sao+paulo/n1597111129878.html

20 maio 2011

Plenário aprova projeto para recuperar margens do Tietê

Comissões - CAE
Edição de quarta-feira 18 de maio de 2011
Plenário aprova projeto para recuperar margens do Tietê

Senadores acolhem pedido de empréstimo do estado de São Paulo junto ao BID. Famílias serão reassentadas porque área que hoje ocupam tem risco de inundação

Governo de São Paulo tem o programa Várzeas do Tietê, que pretende recuperar as margens degradadas do rio
O Plenário aprovou o Projeto de Resolução do Senado (PRS) 19/11, que havia passado de manhã pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O texto permite ao estado de São Paulo tomar US$ 115,7 milhões emprestados junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para obras de recuperação das margens do rio Tietê, próximo à Barragem da Penha, com o reassentamento de 500 famílias que vivem no local.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) informou que os recursos serão utilizados para aumentar a faixa de proteção na margem do Tietê, sujeita a inundação, razão pela qual serão retiradas as 500 famílias. A área será ocupada por ciclovias, uma estrada parque e equipamentos culturais e esportivos, completou o parlamentar.

Aloysio Nunes informou que outros US$ 84 milhões em recursos próprios do governo de São Paulo serão usados no projeto. Ele agradeceu aos senadores Delcídio do Amaral (PT-MS), presidente da CAE, pelas rápidas tramitação e votação do empréstimo, e a Cyro Miranda (PSDB-GO), relator.

Reflorestamento

Em seu relatório, Cyro Miranda ressalta que o custo efetivo do empréstimo destinado a financiar o programa Várzeas do Tietê será da ordem de 5,97% ao ano e que o valor total dos investimentos no programa está estimado em US$ 199,78 milhões, aí incluída a contrapartida estadual.

O parlamentar também destacou a importância do programa, que tem como objetivo geral contribuir para a recuperação das várzeas da bacia do alto Tietê, em São Paulo. Informou ainda que estão previstas várias obras e o reflorestamento de 125 hectares ao longo das margens do rio.
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Senador(es) Relacionado(s):
Aloysio Nunes Ferreira
Cyro Miranda
Delcídio do Amaral

20 abril 2011

São Paulo aumenta em 58% a emissão de gás carbônico

Foto: Ayrton Vignola/AE Zoom O transporte é o maior responsável pelas emissões de gás carbônico

O transporte é o maior responsável pelas emissões de gás carbônico
Da Agência Brasil
cidades@eband.com.br

O estado de São Paulo tem, desde 2009, uma das leis mais ambiciosas para o combate ao aquecimento global. A legislação prevê que as emissões de gases causadores de efeito estufa caiam em 20% até 2020 comparados aos níveis de 2005.

Cumpri-la, porém, é um desafio.O próprio governo paulista já prevê que a quantidade de dióxido de carbono (CO2) emitida no estado vá crescer pelo menos 55% de 2005 a 2020. Até 2035, as emissões devem mais que dobrar.

Essas estimativas constam do estudo Matriz Energética do Estado de São Paulo – 2035, da Secretaria de Energia estadual. Nele, as contas mais otimistas indicam que 85 milhões de toneladas de CO2 serão jogadas na atmosfera por atividades desenvolvidas no estado em 2020.

Em 2005, eram cerca de 55 milhões de toneladas –30 milhões de toneladas a menos. Já em 2035, serão mais de 120 milhões de toneladas de CO2 emitidas no estado. Isso representa um incremento de cerca de 120% na comparação com as emissões de 2005.

Esses números foram apresentados na primeira reunião do Conselho Estadual de Política Energética do Estado de São Paulo, ocorrida no final do mês passado. Os dados já levam em consideração todas as políticas públicas estaduais anunciadas para redução das emissões de CO2.

O Pitu (Plano Integrado de Transportes Urbanos 2005 a 2025), que prevê a maior utilização do transporte coletivo, por exemplo, já foi considerado na estimativa. Também foram levados em conta os ganhos de produtividade da indústria e da agricultura, assim como a redução do uso de combustíveis fósseis como a gasolina e o diesel.

Para o pesquisador do Nipe (Núcleo Interdisciplinar de Planejamento) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Sérgio Valdir Balay, os resultados do estudo mostram a urgência de novas políticas para redução das emissões.

Segundo ele, caso o estado queira mesmo cumprir a lei, terá de tomar medidas “ousadas” e “mexer com o hábito das pessoas”.“Precisaríamos reduzir o uso dos automóveis, já que o transporte é o maior responsável pelas emissões. As grandes empresas e o próprio Poder Público também teriam que reduzir suas emissões”, disse Balay, em entrevista à Agência Brasil.

O pesquisador afirmou que a meta de 20% de queda das emissões ainda é factível, mas parece ter sido estipulada sem os critérios necessários. “Os políticos adoram tomar decisões sem fazer um planejamento técnico”, criticou. “O que aconteceu [com as metas] foi isso.”

http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=100000423320