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22 fevereiro 2012

Rios Tietê e Pinheiros têm tipos de poluição diferentes, mostra estudo

Alexandre Gonçalves - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Os Rios Tietê e Pinheiros possuem perfis de poluição distintos e mereceriam planos de despoluição que refletissem essas diferenças. É o que mostra a análise mais minuciosa já realizada até hoje sobre a qualidade dos dois cursos d’água que cortam a maior metrópole da América Latina.

O trabalho mostrou também que o principal problema para os dois rios não é a poluição difusa - que vem dos dejetos levados ao leito pela chuva, uma responsabilidade da Prefeitura -, mas o esgoto doméstico e industrial, cuja coleta, na maioria das cidades da Grande São Paulo, caberia à Sabesp, empresa mista que tem como principal acionista o governo estadual.

"A concentração de hidrocarbonetos na água (algo que pode ser creditado à omissão da Prefeitura) é ínfima quando comparada à presença de substâncias oriundas do esgoto (que deveria ser tratado pela Sabesp)", pondera o promotor e coautor do estudo, José Eduardo Lutti, do Ministério Público de São Paulo (MPE). Ao todo, 33 bairros ainda despejam parte do seu esgoto no Tietê.

Diferenças. O estudo, que rendeu a publicação de um artigo na última edição dos Anais da Academia Brasileira de Ciências, revelou seis substâncias que só foram encontradas nas águas do Pinheiros. Todas são compostos orgânicos. Duas delas atuam como pesticidas: o Aldrin-Dieldrin e o 4,4-DDD. Como o rio não atravessa áreas agrícolas, autores sugerem que tais produtos são usados nas margens para diminuir a infestação de mosquitos que infernizam vizinhos do curso d’água.

Outra exclusividade digna de nota no Pinheiros é o hexaclorobutadieno, um composto cancerígeno eliminado por fábricas que utilizam ácido clorídrico nos seus processos industriais.

MATÉRIA COMPLETA:

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,rios-tiete-e-pinheiros-tem-tipos-de-poluicao-diferentes-mostra-estudo,834594,0.htm

17 novembro 2011

Cetesb multa USP Leste por falta de licença ambiental

Multa foi lavrada por conta de ampliação das instalações sem licença.

Instituição também foi advertida sobre sistema de extração de gás metano


A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) lavrou na quarta-feira (9) uma multa no valor de R$ 500 à Escola de Artes, Ciências e Humanidade da Universidade de São Paulo (USP Leste), por estar funcionando e ter ampliado as instalações da unidade sem possuir licença de operação.

De acordo com o auto de infração, a entidade deverá regularizar-se perante a Cetesb, solicitando a licença, sob pena de aplicação das demais sanções legais. A USP Leste também recebeu da Cetesb um auto de advertência com a exigência de implantar sistema de extração de gás do subsolo contaminado por gás metano.

A USP terá que fazer uma investigação detalhada e apresentar planos de contingência e de monitoramento da área do empreendimento e relatório contendo cronograma para implantação de medidas de intervenção.

Representantes da instituição não foram localizados pelo G1 para comentar o assunto.