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13 dezembro 2011

Edifícios verdes ainda são minoria no Brasil


Flávia Villela*

Rio de Janeiro – O Brasil está em quarto lugar entre 120 países com maior número de empreendimentos que podem receber o Selo Verde, nome pelo qual é conhecido o Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), um protocolo de avaliação e certificação internacional de edifícios ecologicamente sustentáveis. Mesmo assim, apenas 1% do que é construído no país se encaixa no conceito de sustentabilidade ambiental.

Exemplo de empreendimento com selo verde. Foto: Green Building Council

De acordo com o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Green Building Council (GBC) Brasil, Felipe Faria, o país está à frente de nações como Canadá e Índia em número de certificados verdes e a demanda de mercado por construções sustentáveis não para de crescer. Mas os desafios nessa área ainda são grandes, segundo Fábio, sobretudo devido ao preconceito e à falta de informação.

“Os custos operacionais da edificação são baixos e, para os governos, é muito mais fácil investir em eficiência energética do que em aumento de produção de energia. Muitos ainda acham que os custos são maiores, mas, em muitos casos, sai mais barato investir em projetos verdes. Investir em eficiência energética e uso racional de água vale muito a pena”.

O executivo da GBC Brasil participou nesta segunda-feira 12 do 13º Encontro de Energia do Rio de Janeiro (Enerj) e falou sobre as vantagens de investir em edifícios verdes e a situação do Brasil nesse setor. Ele destacou o avanço das indústrias de materiais de construção, que estão investindo muito e rapidamente em produtos de baixo impacto ambiental.

“São produtos que não existiam há cinco ou seis anos, como tintas e vernizes com baixos compostos orgânicos voláteis, ligas de alumínio com 80% de reciclagem, enfim, produtos que hoje são padrão. Hoje não falta tecnologia, o importante é ter bons projetos”.

No Rio de Janeiro, o aumento do número de empreendimentos com eficiência energética e baixo impacto ambiental está associado a incentivos fiscais e leis municipais. De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, Jorge Luiz Arraes, até o momento, mais de 160 mil metros quadrados (m²) de projetos ambientalmente sustentáveis já foram aprovados na região portuária, que passa por um processo de revitalização para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016.

“São entre 13 e 15 prédios que estão seguindo todas as regras urbanísticas e ambientais da prefeitura. A legislação obriga que novos empreendimentos na área portuária obedeçam a parâmetros específicos como economia de consumo de água e reaproveitamento da água da chuva, uso de aquecimento solar, acesso facilitado para bicicletas, materiais com certificação ambiental, entre outros”.

Os empreendimentos fazem parte do projeto Porto Maravilha, da prefeitura, que abrange 5 milhões de m² de uma das áreas mais degradadas do centro da cidade, que é a zona portuária. Além de diversas intervenções sociais e ambientais, o projeto prevê o plantio de 15 mil árvores e a ampliação da área verde, que hoje ocupa apenas 2,5% da região, para 10%.

Edifícios verdes ainda são minoria no Brasil


Flávia Villela*

Rio de Janeiro – O Brasil está em quarto lugar entre 120 países com maior número de empreendimentos que podem receber o Selo Verde, nome pelo qual é conhecido o Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), um protocolo de avaliação e certificação internacional de edifícios ecologicamente sustentáveis. Mesmo assim, apenas 1% do que é construído no país se encaixa no conceito de sustentabilidade ambiental.

Exemplo de empreendimento com selo verde. Foto: Green Building Council

De acordo com o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Green Building Council (GBC) Brasil, Felipe Faria, o país está à frente de nações como Canadá e Índia em número de certificados verdes e a demanda de mercado por construções sustentáveis não para de crescer. Mas os desafios nessa área ainda são grandes, segundo Fábio, sobretudo devido ao preconceito e à falta de informação.

“Os custos operacionais da edificação são baixos e, para os governos, é muito mais fácil investir em eficiência energética do que em aumento de produção de energia. Muitos ainda acham que os custos são maiores, mas, em muitos casos, sai mais barato investir em projetos verdes. Investir em eficiência energética e uso racional de água vale muito a pena”.

O executivo da GBC Brasil participou nesta segunda-feira 12 do 13º Encontro de Energia do Rio de Janeiro (Enerj) e falou sobre as vantagens de investir em edifícios verdes e a situação do Brasil nesse setor. Ele destacou o avanço das indústrias de materiais de construção, que estão investindo muito e rapidamente em produtos de baixo impacto ambiental.

“São produtos que não existiam há cinco ou seis anos, como tintas e vernizes com baixos compostos orgânicos voláteis, ligas de alumínio com 80% de reciclagem, enfim, produtos que hoje são padrão. Hoje não falta tecnologia, o importante é ter bons projetos”.

No Rio de Janeiro, o aumento do número de empreendimentos com eficiência energética e baixo impacto ambiental está associado a incentivos fiscais e leis municipais. De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, Jorge Luiz Arraes, até o momento, mais de 160 mil metros quadrados (m²) de projetos ambientalmente sustentáveis já foram aprovados na região portuária, que passa por um processo de revitalização para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016.

“São entre 13 e 15 prédios que estão seguindo todas as regras urbanísticas e ambientais da prefeitura. A legislação obriga que novos empreendimentos na área portuária obedeçam a parâmetros específicos como economia de consumo de água e reaproveitamento da água da chuva, uso de aquecimento solar, acesso facilitado para bicicletas, materiais com certificação ambiental, entre outros”.

Os empreendimentos fazem parte do projeto Porto Maravilha, da prefeitura, que abrange 5 milhões de m² de uma das áreas mais degradadas do centro da cidade, que é a zona portuária. Além de diversas intervenções sociais e ambientais, o projeto prevê o plantio de 15 mil árvores e a ampliação da área verde, que hoje ocupa apenas 2,5% da região, para 10%.

01 dezembro 2011

Rio de Janeiro

Esse é o complemento de uma publicação de alguns meses atrás.
Uma vista panorâmica e absurdamente linda do Rio de Janeiro a partir do Cristo Redentor, destacando pontos como a praia do Arpoador, as UPPs, a PUC no Leblon etc. Vale a pena conferir!:

http://multimedia.odiaonline.net/cristo/cristo-gigapixel/index.html

23 novembro 2011

Foco de UPPs do Rio deveria ser área comandada por milícias, dizem analistas

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/11/23/upps-nao-encerram-trafico-nas-comunidades-e-deveriam-ser-implantadsa-na-zona-oeste-do-rio-defendem-especialistas.jhtm

As UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) já implantadas pelas forças de segurança do Rio de Janeiro devem ajudar a diminuir a violência nas localidades abrangidas, mas estão longe de por um fim ao tráfico --além de não contemplarem a região com as maiores taxas de homicídio e de presença de milícias da capital fluminense: a zona oeste.

A avaliação foi feita por pesquisadores em violência de duas das maiores universidades do Rio, a Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e a Federal (UFRJ).

Para o pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência da Uerj, Inácio Cano, as 19 UPPs já instaladas pelo governo nas zonas norte (onde estão 11 delas) e sul auxiliarão no combate à violência, ainda que, avaliou, “o tráfico vá continuar nas áreas pacificadas”.

“As UPPs seriam muito válidas em áreas realmente violentas, como zona oeste e Baixada Fluminense, onde os níveis de violência são mais altos que as regiões que receberam as unidades. Para tipos de criminalidade mais baixos, a UPP não compensa”, destacou.

Na avaliação de Cano, outra meta que precisa ser buscada pelo Estado é a “redução da letalidade policial no conjunto”. “Nossa realidade não é só a Rocinha, mas uma velha realidade”, resumiu.

"Tráfico por delivery, com agenda"
O coordenador do departamento de Sociologia da UFRJ, Michel Misse, também apontou a necessidade de UPPs na zona oeste, onde, segundo ele, o apelo turístico é menos forte que a zona norte –ali está, por exemplo, o estádio do Maracanã –e na zona sul, áreas mais visadas para as Olimpíadas de 2016 e a Copa de 2014.

“Há que se combater as milícias na zona oeste, muito mais sérias e mais perigosas para o Estado de Direito do que os cinturões que se fecharam com as unidades das duas regiões. A taxa de homicídios é muito maior na zona oeste, e onde os agentes públicos atuando em milícias também são em volume sabidamente maior”, apontou.

Misse salienta que o problema não é de solução rápida --“é algo que se consolidou em 30 anos”, observou.

“O que se quer com as UPPs atuais é impedir que traficantes controlem as comunidades por meio de armas, mas o tráfico vai continuar de outra maneira –não sei se tão visível, mas com agenda e delivery, que é o que já acontece”, disse.

Na opinião do estudioso, um meio mais efetivo de as UPPs já implantadas surtirem efeito a médio e longo prazos é pela aproximação entre policiais e comunidade. “Tem que ser uma polícia que se aproxime dos moradores, que ganhe o respeito deles. É isso que vai garantir que se faça um trabalho nessas áreas; uma polícia que os defenda, não que os ataque –mas, para isso, não pode ceder à corrupção e tem que ser aliada de políticas para a juventude”, concluiu.

As próximas UPPs estudadas pelo Estado deverão ser implantadas na Maré e em Manguinhos, ambas localizadas na zona norte do Rio.

Ocupações na Rocinha: 1988 x 2011
Os dois pesquisadores também analisaram a última ocupação da Rocinha em comparação com a de 1988. Naquela, a ação contra o tráfico resultou em uma forte ação armada da polícia e na morte do principal traficante da comunidade, Robson da Silva, o Buzunga.

Na época, a polícia ocupou a favela perto das 4h do dia 1º de junho, em 155 homens e armas pesadas, helicópteros e cães. Menos de 50 pessoas foram presas, boa parte liberada no mesmo dia. As drogas apreendidas somaram pouco mais de 20 kg de maconha e menos de 100 papelotes de cocaína, além de armas.

Além da morte de Buzunga, a operação em 1988 ainda prendeu de Eliseu de Freitas, conhecido como Cabo Eliseu, ex-PM acusado de servir como segurança dos traficantes.

Na ocupação atual, para instalação da 19ª UPP da cidade, o então chefe do tráfico na Rocinha, Antônio Bonfim Lopes, o Nem, foi preso dias antes da ação policial ao tentar fugir da favela dentro do porta-malas de um Corolla preto. Na operação, que aconteceu também nas favelas vizinhas do Vidigal e da Chácara do Céu, não houve tiros e mais de 120 armas --a maior parte, fuzis --foram apreendidas, assim como mais de 350 kg de drogas, 23 mil munições, 148 explosivos e 510 carregadores.

“A política em 1988 era fortemente repressiva; a ideia do então governador Moreira Franco era acabar com a violência em seis meses. E não só não acabou, como ainda as taxas de homicídio chegaram aos níveis mais altos”, disse Michel Misse, da UFRJ. “Agora, o que se quer é impedir que traficantes controlem, através das armas, o território, e há um projeto que busca a integração com uma política social –desde 1999 a preocupação vem nesse sentido”, afirmou.

Para Inácio Cano, da UERJ, a operação atual teve "planejamento". “Ainda que na ação em Antares tenha havido quatro mortes, na ocupação da Rocinha não houve nada do tipo; houve planejamento. Ainda assim, como o tráfico continua mesmo nas áreas pacificadas, o desafio é reduzir a letalidade policial. Porque o inimigo não é tão poderoso assim”.

31 outubro 2011

Ficha limpa até quando?

Insuficiente ou não, acho uma boa iniciativa.

Edgard Catoira

28 de outubro de 2011 às 10:30h

“À mulher de Cesar não basta ser honesta; tem de parecer honesta”. A frase, bem conhecida, é de César, não o Maia, mas o Julio. Do Maia, ex-prefeito do Rio, certamente não se tem conhecimento de qualquer frase que entrará para a história dos grandes personagens da humanidade, como o Julio.

Mas o início deste texto está ligado ao sucessor de Cesar, o Maia: Eduardo, o Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro, que acaba de editar o decreto, o 34629, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira, dia 20, exigindo ficha limpa para todos os integrantes do seu governo.


Todos os assessores diretos do prefeito Eduardo Paes têm até o final do ano para comprovar que são “ficha limpa”. Do contrário, serão banidos. Foto: Antonio Cruz/ABR
Não só as mulheres, mas também os homens de Paes, enfim, todos seus assessores diretos, têm até o final do ano para comprovar que são “ficha limpa”. Do contrário, serão banidos.

A iniciativa é positiva, mas será que impedirá que a Prefeitura do Rio fique imune a “maracutaias” (célebre expressão cunhada pelo ex-presidente Lula)?

Será que integrantes do primeiro escalão da Prefeitura carioca, acusados de circular em campanhas eleitorais com milicianos da Zona Oeste da cidade, serão afastados?

Será que os convênios olímpicos serão executados com lisura? Os cofres da Prefeitura do Rio nunca estiveram tão cheios…

Sejamos otimistas e esperemos que sim. A faxina contra os maus feitos, por todo Brasil, não pode ser mal feita.

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Um caminho democrático para sair da crise?
Investigação termina em pizza

De qualquer forma, sejamos otimistas e esperemos que sim. O problema é que Orlando Silva, o cantor das multidões, digo, o ex-Ministro do Esporte, tem ficha limpa. Pedro Novais, defenestrado da pasta do Turismo por irregularidades, tinha ficha limpa. Alfredo Nascimento, ex dos Transportes, ainda tem a ficha limpa. O ex-ministro Palocci também tem a ficha limpa. E aí, como fica?

“Sabemos que os integrantes do PCdoB, se não forem muito atentos, verão sua bandeira perder a foice e o martelo para dar lugar à marreta e ao pé de cabra. E todos os demais? O que esperar?”, se pergunta este raposão velho da política brasileira.

A chave talvez seja o segundo requisito exigido por Cesar, o Julio: “precisam parecer honestas.” Os personagens citados acima tinham boa reputação?

Dizem que não…

27 outubro 2011

Não há sinal de queda no preço dos imóveis, diz Ibope

http://economia.ig.com.br/financas/casapropria/nao-ha-sinal-de-queda-no-preco-dos-imoveis-diz-ibope/n1597325773468.html

Rio de Janeiro e Recife registraram as maiores altas nos últimos seis meses, com valorização média de 18%

Danielle Assalve, iG Sâo Paulo


Mesmo com a crise econômica, os preços dos imóveis seguem em firme tendência de alta no Brasil. Segundo pesquisa divulgada pelo Ibope Inteligência nesta terça-feira, apartamentos novos e usados nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife registraram expressiva valorização nos últimos seis meses.

Foto: AEAmpliar

Preços dos imóveis seguem em firme tendência de alta no Brasil, diz Ibope

“Os preços mantêm uma tendência altista exagerada que tem sido observada desde 2009. Não há nenhum sinal de desaceleração no médio prazo”, diz Antônio Carlos Ruótolo, diretor de geonegócios do Ibope Inteligência.

VEJA TAMBÉM:
Saiba como realizar o sonho da casa própria

As maiores altas foram verificadas nas cidades do Rio de Janeiro e Recife, ambas com crescimento de 18% no preço dos apartamentos novos entre abril e outubro deste ano – considerando a média dos imóveis nos bairros comparáveis. No Rio de Janeiro, o preço do metro quadrado vale, em média, R$ 4.656, enquanto em Recife o valor é de R$ 4.020.

Já o preço dos apartamentos usados nas duas capitais subiu ainda mais que o dos imóveis novos. Em Recife, os imóveis usados registraram alta de 20% no período, para um valor médio de R$ 3.066 por metro quadrado. No Rio, a alta foi de 19%, com o metro quadrado valendo R$ 5.047.

Segundo Ruótolo, o fato do preço médio dos imóveis usados subir mais que o dos novos é “uma indicação de anomalia no mercado, algo atípico e temporário”. No caso de Recife, o diretor do Ibope acredita que o movimento tem relação com o crescimento da cidade, puxado pelo complexo industrial portuário de Suape, que resultou em um aumento inesperado da demanda por imóveis. Como o número de lançamentos não tem acompanhado o movimento, cresce a procura por apartamentos usados.

No Rio de Janeiro, Ruótolo acredita que a alta dos preços de usados tem relação com a carência de lançamentos e de terrenos para construir, em especial na área sul. “O Rio está crescendo para a periferia, em regiões como Zona Oeste, Bangu. E a classe média em geral prefere morar em outros lugares, o que aumenta a transação de usados em certas áreas da cidade.”

Em São Paulo e Porto Alegre, os preços dos imóveis novos e usados também registraram forte valorização – embora dentro de padrões mais estáveis. Os apartamentos novos ficaram, em média, 14% mais caros em São Paulo, com valor de R$ 6.030 por metro quadrado – maior valor entre as quatro cidades pesquisadas. Em Porto Alegre, houve alta de 11% nos últimos seis meses, para R$R$ 4.567 o metro quadrado.

No caso das residências usadas, São Paulo registrou alta de 11%, para R$ 4.554 por metro quadrado, enquanto Porto Alegre teve valorização de 8%, para R$ 2.998.

Considerando a média de todos os imóveis em outubro, o metro quadrado custa, em média, R$ 6.019 em São Paulo, R$ 6 mil no Rio de Janeiro, R$ 4.501 em Porto Alegre e R$ 4.074 em Recife. Já o metro quadrado dos apartamentos usados vale, em outubro, R$ 4.979 em São Paulo, R$ 5.106 no Rio de Janeiro, R$ 2.922 em Porto Alegre e R$ 3.066 em Recife.

Crescimento anual segue forte

Na avaliação de Ruótolo, os resultados da pesquisa mostram que o mercado imobiliário segue aquecido – embora os preços tenham até diminuído em poucos bairros. Considerando a variação de preços desde 2009, quando teve início a pesquisa do Ibope, os imóveis novos ficaram, em média, 85% mais caros em São Paulo nos últimos dois anos e, em 2011, registram crescem em ritmo anual a uma taxa de 28%.

No Rio de Janeiro, os preços subiram 79% desde 2009 e apontam crescimento anualizado de 34% em 2011. Em Porto Alegre, a pesquisa mostra alta de 63% nos últimos dois anos e ritmo de crescimento anual de 22%. O levantamento do Ibope em Recife começou a ser feito em abril, portanto o único dado disponível é a alta média anualizada de 36% em 2011.

Para o diretor do Ibope, fatores como forte queda do desemprego no País, reajustes salariais e financiamento abundante têm levado muitos a realizar o sonho de comprar a casa própria. “Os preços estão altos, em patamares que não são sustentáveis no longo prazo, mas não vemos até agora nenhum sinal de acomodação do mercado, apesar da crise”, diz Ruótolo.

Saiba mais:

03 outubro 2011

Poder de compra de brasileiro cai em ranking global apesar do avanço dos salários

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110817_cidades_custo_pu.shtml

São Paulo (Foto: Reuters)

São Paulo está entre as cidades mais caras do mundo

Um relatório do banco suíço UBS avaliando o custo de vida em 73 cidades do mundo indicou que o poder de compra dos habitantes de Rio e São Paulo vem caindo nos últimos cinco anos, apesar do avanço dos salários.

A valorização do real, o aquecimento da atividade econômica e a inflação fizeram com que o custo de vida nas duas megacidades brasileiras, que há cinco anos equivalia a pouco mais da metade do de Nova York, chegasse a 74% e 69% do da metrópole americana, indica a pesquisa.

Entre 2006 e 2011, o nível de salários de São Paulo passou de 24% para 39% do nível nova-iorquino, enquanto o do Rio aumentou de 19% para 34% na mesma comparação.

Mas este avanço não foi suficiente para evitar que as duas metrópoles brasileiras caíssem no ranking do banco do poder de compra doméstico.

Em 2006, São Paulo e Rio ocupavam, respectivamente, as posições número 42 e 52 do ranking de poder de compra nos países analisados pelo UBS.

Em 2011, as duas cidades caíram para os lugares número 54 e 58.

Custo de vida

O relatório Preços e Salários leva em conta uma cesta de 122 produtos e serviços variados, como moradia, alimentação, transporte (público e privado, incluindo manutenção de veículos), roupas, artigos domésticos e até corte de cabelo.

Os cálculos relativos a 2011 foram realizados com base nos preços de 2009, ajustados de acordo com a inflação, o crescimento do PIB e as taxa de câmbio. Um novo levantamento de preços será feito para o relatório do ano que vem.

Segundo o estudo, assim como vem ocorrendo no Brasil, a valorização das moedas nacionais frente ao dólar tem encarecido os custos de vida em várias cidades do mundo, em particular australianas e suíças.

As cidades mais caras para se viver, por ordem no ranking, são Oslo, Zurique, Genebra, Copenhague, Estocolmo, Tóquio, Sydney e Helsinque.

São Paulo e Rio ficaram, respectivamente, nas posições 19 e 26 das cidades mais caras do ranking do banco UBS.

Na semana passada, a consultoria Mercer divulgou seu ranking de custo de vida, no qual São Paulo aparece como a 10ª cidade mais cara do planeta (subindo 11 posições em um ano), enquanto o Rio ocupa o 12º lugar, subindo 17.

Poder de compra de brasileiro cai em ranking global apesar do avanço dos salários

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110817_cidades_custo_pu.shtml

São Paulo (Foto: Reuters)

São Paulo está entre as cidades mais caras do mundo

Um relatório do banco suíço UBS avaliando o custo de vida em 73 cidades do mundo indicou que o poder de compra dos habitantes de Rio e São Paulo vem caindo nos últimos cinco anos, apesar do avanço dos salários.

A valorização do real, o aquecimento da atividade econômica e a inflação fizeram com que o custo de vida nas duas megacidades brasileiras, que há cinco anos equivalia a pouco mais da metade do de Nova York, chegasse a 74% e 69% do da metrópole americana, indica a pesquisa.

Entre 2006 e 2011, o nível de salários de São Paulo passou de 24% para 39% do nível nova-iorquino, enquanto o do Rio aumentou de 19% para 34% na mesma comparação.

Mas este avanço não foi suficiente para evitar que as duas metrópoles brasileiras caíssem no ranking do banco do poder de compra doméstico.

Em 2006, São Paulo e Rio ocupavam, respectivamente, as posições número 42 e 52 do ranking de poder de compra nos países analisados pelo UBS.

Em 2011, as duas cidades caíram para os lugares número 54 e 58.

Custo de vida

O relatório Preços e Salários leva em conta uma cesta de 122 produtos e serviços variados, como moradia, alimentação, transporte (público e privado, incluindo manutenção de veículos), roupas, artigos domésticos e até corte de cabelo.

Os cálculos relativos a 2011 foram realizados com base nos preços de 2009, ajustados de acordo com a inflação, o crescimento do PIB e as taxa de câmbio. Um novo levantamento de preços será feito para o relatório do ano que vem.

Segundo o estudo, assim como vem ocorrendo no Brasil, a valorização das moedas nacionais frente ao dólar tem encarecido os custos de vida em várias cidades do mundo, em particular australianas e suíças.

As cidades mais caras para se viver, por ordem no ranking, são Oslo, Zurique, Genebra, Copenhague, Estocolmo, Tóquio, Sydney e Helsinque.

São Paulo e Rio ficaram, respectivamente, nas posições 19 e 26 das cidades mais caras do ranking do banco UBS.

Na semana passada, a consultoria Mercer divulgou seu ranking de custo de vida, no qual São Paulo aparece como a 10ª cidade mais cara do planeta (subindo 11 posições em um ano), enquanto o Rio ocupa o 12º lugar, subindo 17.

26 setembro 2011

Ar do Rio de Janeiro é mais poluído que o de São Paulo, segundo OMS

Essa para mim é novidade! Quem diria?!

Estudo da Organização Mundial de Saúde avaliou a poluição do ar de mais de mil cidades em 91 países

iG São Paulo


Foto: Getty Images

Congestionamento em São Paulo: apesar do número de carros, poluição da cidade ainda é melhor que a do Rio de Janeiro

Um relatório sobre qualidade do ar divulgado nesta segunda-feira (26) pela Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que a poluição atmosférica em grandes cidades está chegando a níveis tão altos que pode prejudicar seriamente a saúde de seus moradores. A avaliação inclui dados de 1100 cidades em 91 países, incluindo capitais.

A cidade do Rio de Janeiro está em 144º lugar entre as mais poluídas, com uma taxa média anual de 64 microgramas de poluição por metro cúbico de ar, três vezes acima dos níveis recomendados pela organização e superando cidades como Tijuana, no México, Bangkok, na Tailândia e Beirute, no Líbano.

Outras cidades brasileiras no ranking são Cubatão, com 48 microgramas, Campinas, com 39, e finalmente a capital do estado São Paulo, com 38 microgramas de poluição por metro cúbico de ar, que ocupa o 268º lugar entre as mais poluídas.

Apesar da média de poluição do ar da capital paulista estar na mesma faixa de outras capitais como Buenos Aires e Paris, ainda é o dobro do máximo recomendado pela OMS, que é de 20 microgramas por metro cúbico de ar. Entre as cidades brasileiras presentes no relatório, apenas Belo Horizonte e a região do Pontal do Paranapanema tinham poluição atmosférica abaixo da taxa dos 20 microgramas por metro cúbico.

A OMS estudou a presença de micropartículas de poluição chamadas PM10, que têm diâmetro de 10 micrômetros ou menos. Esse tipo de partícula pode penetrar nos órgãos do corpo e entrar na corrente sanguínea, causando doenças cardíacas, câncer de pulmão, asma e infecções respiratórias. De acordo com a instituição, 1,34 milhão de mortes foram causadas pela poluição atmosférica em 2008, e mais de um milhão delas poderiam ter sido evitadas, caso os países seguissem suas diretrizes.

01 setembro 2011

Governos de SP, RJ e ES querem acordo no Senado sobre pré-sal

31/08/2011 - 16h07

ANA CAROLINA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA

http://www1.folha.uol.com.br/poder/968224-governos-de-sp-rj-e-es-querem-acordo-no-senado-sobre-pre-sal.shtml


Os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo pediram nesta quarta-feira (31), em audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, que os parlamentares entrem em um acordo em relação à distribuição dos royalties do pré-sal.

O projeto de lei que trata de royalties está tramitando na Câmara. O projeto inicial ganhou emendas na Câmara e no Senado, sofreu veto do presidente Lula e voltou para o Congresso.

É a última questão pendente do marco regulatório do pré-sal. Sem a regra definida, o governo não abrirá licitação para blocos do pré-sal.

Os três governadores ameaçaram ir ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso o Senado não chegue a um acordo.

"Um ambiente de votação que leva a uma derrubada do veto vai colocar, nessa casa, derrotados e vitoriosos. Na política, esse é o pior ambiente", declarou Renato Casagrande, governador do Espírito Santo.

Para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin a indefinição do Congresso em relação ao veto é ruim, pois o governo fica impedido de fazer novas rodadas de leilão para a camada pré-sal.

"A indefinição prejudica a todos, pois posterga novas licitações", afirmou Alckmin.

Já o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, apresentou uma proposta que irá beneficiar os estados produtores e não produtores de petróleo. Pelo projeto, seria criado um fundo a ser distribuído para Estados e municípios não produtores. Os recursos para esse fundo vão ser destinados pela União.

"Para o período de transição, seria estabelecido um valor a ser distribuído entre os demais Estados e municípios, negociado com a União, e a identificação de fontes de recurso para viabilizá-lo até que a parte não licitada do pré-sal comece a produção", afirmou Cabral.

Em sua proposta, Cabral também pediu que não sejam alteradas as regras dos campos já licitados sob o regime de concessão, incluindo os do pré-sal e do pós-sal.

"Além do principio de preservação dos contratos, há que se considerar que uma alteração nos campos licitados traria graves conseqüências imediatas para as finanças públicas dos Estados produtores", disse o governador do Rio de Janeiro.

29 julho 2011

Morador do Alemão deu um chute no peito de militar, diz denúncia

O lado B das UPPs...

Suspeitos usaram enxada, tijolo e até blocos de cimento para atacar tropas do Exército

Mario Hugo Monken, iG Rio de Janeiro | 29/07/2011 12:48

As denúncias feitas pelo Ministério Público Militar contra moradores dos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, revelam que eles também chegaram a agredir fisicamente as tropas da Força de Pacificação e usaram objetos como enxada, tijolo e até blocos de cimento para atacar as tropas do Exército.

Segundo um levantamento feito pelo iG no site do Superior Tribunal Militar (STM), ao menos 49 pessoas foram denunciadas pela Procuradoria Militar pelos crimes de desacato, desobediência, resistência ou ameaça aos integrantes da Força de Pacificação do Exército, crimes previstos no Código de Processo Penal Militar (CPPM).

No dia 8 de junho, uma patrulha do 37º Batalhão de Infantaria Leve abordou quatro suspeitos de tráfico de drogas em um bar. Um dos revistados se negou a colocar as mãos na parede, puxou do bolso o telefone celular e a carteira de identidade. Disse que era trabalhador e que iria chamar o seu advogado. Os militares pediram para que ele desligasse o aparelho.

O morador chamou outras pessoas para ajudá-lo. Segundo a denúncia, quando era levado para dentro da viatura, o suspeito deu um chute no peito de um dos militares e subiu no teto do carro do Exército. A tropa, então, teve que intervir. Um spray de pimenta foi usado e um tiro de bala de borracha foi disparado e atingiu o homem na perna. Ele acabou recebendo voz de prisão.

No dia 18 de maio, um morador desacatou militares na Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro. Consta na denúncia que a tropa ordenou que ele parasse. No entanto, o mesmo reagiu e pegou uma enxada para agredir os integrantes do Exército.

Um dos militares, então, acionou sua arma com munição não letal. De acordo com a denúncia, o morador largou a enxada, pegou dois blocos de cimento e atirou um deles na direção da tropa, atingindo um militar. Foi dada voz de prisão ao suspeito que, mesmo assim, teria dado chutes nos integrantes do Exército e ainda tentou tomar um fuzil.

Tentativa de atropelamento

No dia 15 de janeiro, militares patrulhavam a Estrada Vicente de Carvalho, perto da casa de shows Olimpo, quando foram desacatados por transeuntes que, segundo consta em denúncia da Procuradoria da Justiça Militar, estavam obstruindo a passagem da viatura.

A tropa insistiu para que eles deixassem o local, mas os suspeitos se recusaram. Além de terem xingado os militares, um deles ameaçou arremessar um tijolo nos integrantes do Exército. Um militar, então, reagiu e atirou spray de pimenta para contê-lo.

Em outro caso ocorrido no dia 22 de abril e que resultou em denúncia, os militares faziam patrulhamento na esquina das ruas Joaquim de Queirós com Bulhufa, no Alemão, e pediram para que um motociclista parasse. Ele estava com duas pessoas na garupa. Consta nos autos que ele furou o bloqueio e jogou a motocicleta na direção de um militar na tentativa de atropelá-lo.

O suspeito foi perseguido e acabou derrapando com a moto. Foi detido e autuado por constrangimento ilegal e desafio para duelo.

Militar foi agarrado e jogado no chão

No dia 19 de junho, na Rua Aristóteles Ferreira, na comunidade Nova Brasília, no Alemão, militares pediram para que um morador parasse para ser revistado. Consta na denúncia que ele se negou e gritou: "Vocês não têm direito, vocês não mandam em mim".

A tropa tentou imobilizá-lo, mas o morador reagiu. Os autos revelam que, ao receber voz de prisão, ele empurrou um militar. Quando era colocado dentro da viatura, o suspeito agarrou um integrante do Exército, o derrubou no chão e tentou fugir. Os militares tiveram que usar spray de pimenta e munições não-letais para contê-lo.

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