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09 dezembro 2011

Aeroportos brasileiros terão internet ilimitada e gratuita, promete Infraero

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades%2caeroportos-brasileiros-terao-internet-ilimitada-e-gratuita-promete-infraero%2c808053%2c0.htm

Prazo máximo para medida é março; Congonhas, Guarulhos, Galeão e Brasília já oferecem 15 min

Nataly Costa - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Hoje restrita a apenas 15 minutos antes do embarque, a internet sem fio gratuita nos aeroportos agora vai ser ilimitada. A decisão é da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que tem 20 dias para contratar uma ou mais empresas de telefonia que vão prestar o serviço. A estatal garante que todos estarão conectados a partir do começo do ano que vem - março é o mês limite para a medida entrar em vigor.


Tasso Marcelo/AE2012. Espera por embarque com internet grátisA decisão vai valer nos aeroportos de São Paulo (Cumbica, Congonhas, Viracopos e Campo de Marte), Rio de Janeiro (Galeão, Santos Dumont e Jacarepaguá), Belo Horizonte (Confins e Pampulha), Brasília, Manaus, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Natal, Salvador e Cuiabá. Hoje, os 15 minutos de internet gratuita são restritos apenas a Cumbica, Congonhas, Galeão e Brasília.

Uma regra imposta pela Infraero é que a internet gratuita só pode ser usada a partir do aeroporto de origem, ou seja: se uma pessoa viaja de Congonhas para Porto Alegre, por exemplo, só terá direito a usar a internet no aeroporto paulista. Na volta, se quiser, pode pagar por mais tempo de conexão.

Tecnologia. A internet livre não vai ficar disponível no aeroporto inteiro - somente na área de embarque, depois do raio X. Para que o passageiro consiga se conectar à rede, duas alternativas estão sendo estudadas. A primeira é deixar o processo funcionando como é hoje: com o cartão de embarque na mão, o passageiro vai ao balcão de informações da Infraero e pega um cartãozinho com uma senha e um passo a passo de como se conectar.

O problema desse sistema é que o passageiro precisa lembrar de pegar o cartão de acesso com antecedência. Uma vez na sala de embarque e sem senha, perde a chance de se conectar enquanto espera o voo.

A segunda alternativa é negociar com as empresas o desenvolvimento de um aplicativo específico que o usuário possa baixar em vários equipamentos - computador, tablet ou smartphone - e, com ele, fazer login e senha para entrar na internet.

Cobrança. Até julho, a conexão à internet era paga em qualquer aeroporto. A presidente Dilma Rousseff exigiu e a Infraero lançou um programa-piloto de wireless gratuita nos 15 minutos pré-embarque, que começou a valer durante as férias - e continuou em São Paulo, Rio e Brasília quando julho chegou ao fim. "Agora, estamos na segunda fase do projeto, que é ofertar internet gratuita e ilimitada para os usuários dos principais aeroportos do País", diz Claiton Resende Faria, superintendente de Negócios Comerciais da Infraero.

Faria afirma que as empresas vão oferecer internet gratuita em troca de publicidade - nos aeroportos e no equipamento do passageiro. "A empresa vai poder ter um ponto de publicidade no terminal onde oferecer a internet, e sua marca também vai aparecer quando o usuário efetuar a conexão, no dispositivo que ele estiver usando", diz o superintendente. É algo já muito usado por empresas que patrocinam aplicativos para iPad. Ao clicar no aplicativo, uma propaganda "pula" na tela e desaparece em questão de segundos.

27 novembro 2011

Vizinhos de Cumbica terão de sair até dezembro de 2012


AE - Agência Estado

A vista do Jardim Novo Portugal, bairro na periferia de Guarulhos, é atualmente a de um grande canteiro de obras: o Aeroporto de Cumbica, localizado a menos de 300 metros das casas. De um lado, corre a terraplenagem do futuro terceiro terminal de passageiros. De outro, a reforma das pistas de decolagem e taxiamento.

Discutida há pelo menos 20 anos, a remoção de 594 famílias agora tem prazo para ocorrer: um ano, até dezembro de 2012. É a data-limite negociada entre a prefeitura de Guarulhos e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Desde a época em que a construção de uma terceira pista para o aeroporto era só uma possibilidade e o terceiro terminal um plano distante, as famílias vivem entre a expectativa e o medo da retirada. Agora que as obras em Cumbica começaram de fato, a iminência de mudanças ronda o dia a dia dos moradores, toma conta da conversa entre vizinhos, vira motivo de especulações. Tudo isso enquanto se assiste à expansão do aeroporto avançando a cada dia na direção das casas.

Lá os riscos são grandes, para moradores e para o aeroporto. A falta de saneamento na região, por exemplo, é apontada como principal atrativo de urubus, um perigo na aviação - e ameaça sempre presente em Cumbica. A área onde fica o bairro já foi declarada de utilidade pública em um decreto da presidente Dilma Rousseff em junho deste ano. O governo federal afirmou que a retirada das famílias deveria ser feita "amigável ou judicialmente". A Infraero diz que a fase agora é de negociação com o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal e a prefeitura de Guarulhos para estabelecer a questão do reassentamento das famílias que optarem por receber outro imóvel em vez de indenização. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

26 novembro 2011

Presidente da CPTM diz que trem até o aeroporto de Cumbica só depois da Copa


A linha de trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que vai chegar até o aeroporto internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, não ajudará no serviço de transporte da capital paulista durante a Copa que será realizada no Brasil. De acordo com o presidente da companhia, Mario Bandeiras, a linha 13-Jade deverá ficar pronta só no fim de 2014.


Com custo estimado em R$ 1,2 bilhão – incluindo a aquisição de oito trens -, a linha vai fazer a ligação entre a estação Engenheiro Goulart, na zona leste, e Cumbica, passando por uma estação que será construída no parque Cecap Zezinho Magalhães.

No dia 1º de novembro, foi aberto um edital para elaboração dos projetos. Dentro de um ano será publicado o edital de construção da linha, que deverá ficar pronta em 24 meses.

Bandeira disse ainda que a linha deverá operar com dez carros de oito vagões cada um, a intervalos de seis minutos. Questionado se o ramal não fará falta durante a Copa, ele disse que, nesse caso, uma linha de trem seria insuficiente.

- O próprio aeroporto de Guarulhos já é um gargalo. Mas não é só isso. Construir uma obra dessas em menos de dois anos é inviável. Seria uma promessa falsa.



Inauguração

Mario Bandeira participou na manhã desta segunda-feira (18), ao lado do governador Geraldo Alckmin, da cerimônia de entrega das novas instalações da estação Baueri, na linha 8-Diamente.

Na ocasião, também foram entregues os primeiros três trens com salão contínuo (sem divisores). Até o fim do ano, eles já devem operar comercialmente. O governador também anunciou novas extensões nas linhas da CPTM. Além da construção da linha 13-Jade, a linha 9-Esmeralda será expandida até Varginha. As linhas 8, 7 e 11 também receberão novas estações, respectivamente Domingos de Moraes, Jaraguá e Poá.





Fonte: R7

09 novembro 2011

Conheça os dez aeroportos mais odiados do mundo

Quem votou nessa enquete nunca fez conexão em Brasília??


Guarulhos ocupa a 10ª posição em ranking feito pela CNN. Longas filas e desorganização são os principais problemas. Você concorda?

iG São Paulo

Foto: Getty ImagesAmpliar

Longas filas e desorganização são problemas comuns dos aeroportos mais odiados do mundo

Os aeroportos mais odiados do mundo não são, necessariamente, os piores. Mas longas filas, desorganização, banheiros sujos, funcionários rudes e práticas como ter de tirar os sapatos para passar nos controles de segurança são suficientes para causar ira entre os passageiros.

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Segundo levantamento feito pela CNN, o aeroporto de Guarulhos aparece na décima posição entre os mais odiados do mundo, graças às filas de duas horas para passar nos controles de imigração, mudanças não anunciadas de portão de embarque e preços exorbitantes cobrados por lanches e bebidas – isso dentro de um prédio antigo que possui número insuficiente de funcionários. Os atrasos também contribuem para Guarulhos entrar no ranking: apenas 41% dos voos saem no horário e só 59% chegam na hora programada.

Na lista também estão aeroportos na Austrália, Nepal, Quênia, Filipinas, Honduras, Inglaterra e dois nos Estados Unidos. Mas o mais odiado de todos é o aeroporto francês Paris-Charles de Gaulle. Falta de sinalização e painéis de informação, longas filas, banheiros sujos, máquinas para escanear bagagens quebradas, tudo contribui para irritar os passageiros. "Esperar uma conexão aqui é como estar sob custódia", disse um viajante citado pela CNN.

Confira as fotos dos aeroportos mais odiados do mundo:

1- Aeroporto Paris-Charles de Gaulle, Paris, França - Foto: Getty Images
10/10

20 outubro 2011

Cumbica abre 'puxadinho' para 1 mi de passageiros nesta quarta

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/cumbica+abre+puxadinho+para+1+mi+de+passageiros+nesta+quarta/n1597186781727.html

Nova estrutura tem 1,2 mil metros quadrados e seis portões de embarque remotos - nos quais passageiros pegam ônibus até aviões


Sob ameaça de embargo das obras dos novos terminais remotos, o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, inaugura nesta quarta-feira um Módulo Operacional Provisório - o chamado "puxadinho" - que vai ampliar a capacidade do aeroporto em mais 1 milhão de passageiros. Atualmente, Cumbica tem estrutura para 20,5 milhões de pessoas e já recebe 30% mais que isso.

Números da própria Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) mostram que o aeroporto vai fechar o ano com 31 milhões de passageiros. O novo puxadinho tem 1,2 mil metros quadrados e seis portões de embarque remotos - nos quais passageiros pegam ônibus até aviões. A obra custou R$ 2,8 milhões.

As próximas obras de infraestrutura previstas para Cumbica, porém, estão na mira da Justiça Federal. A Procuradoria da República pediu a imediata paralisação das obras dos "puxadões", os terminais remotos de 24 mil metros quadrados que vão ocupar a antiga área dos galpões de carga da Vasp e da Transbrasil.

A justificativa é que o contrato da obra foi feito sem licitação pela Infraero, ao preço de R$ 85,75 milhões, com previsão de entrega da primeira parte em dezembro. A Procuradoria quer agora que o contrato com a Delta - construtora escolhida para fazer a obra - seja anulado e a estatal abra um processo de concorrência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

28 setembro 2011

Finalmente o trem da CPTM chegará até o aeroporto de Guarulhos

por raquelrolnik

No final do mês passado, a Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo anunciou que estenderá o trem da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos) até Guarulhos, incluindo o aeroporto de Cumbica. Finalmente uma decisão sensata sobre o assunto, infelizmente com pouca repercussão na mídia.

O novo trem sairá do Brás e chegará a Cumbica em 23 minutos. As obras deverão ficar prontas até 2014. Por muito tempo o governo do Estado hesitou em levar a rede da CPTM até o aeroporto de Guarulhos.

A ideia inicial era que o trem da CPTM chegasse apenas até a região do Cecap Zezinho Magalhães e que um outro trem – o chamado expresso aeroporto – fizesse a ligação até Cumbica, com um serviço diferenciado, mais confortável, saindo da estação da Luz direto para o aeroporto.

O projeto seria feito através de uma PPP (parceria público-privada) e teria uma tarifa bem salgada, na época estimada em torno de R$ 35,00, bem mais cara que os R$ 2,90 do trem da CPTM. Com esse valor, portanto, o expresso aeroporto não atenderia em absoluto nem a população de Guarulhos nem mesmo os trabalhadores do aeroporto que se deslocam diariamente entre as duas cidades.

Com o anúncio do projeto do trem-bala pelo governo federal, que também faria uma ligação direta entre São Paulo e Cumbica, partindo da estação da Luz, a ideia do expresso aeroporto ficou inviabilizada e foi engavetada. O fato é que, até agora, a própria viabilidade do trem-bala permanece incerta.

Mas o mais importante é que tenhamos o trem comum para a cidade de Guarulhos, que tem mais de 1 milhão de habitantes, e o aeroporto de Cumbica, onde trabalham mais de 28 mil pessoas, inserindo a cidade no sistema de transporte coletivo de massas, já que os trens estão ligados à rede de metrô.

O desafio agora é lutar para que os trens da CPTM – que hoje funcionam com intervalos de 6 minutos, superlotados e lentos – alcancem um melhor padrão de qualidade e conforto sem que para isso seja preciso inventar um negócio milionário. Alguns trechos que já passaram por reformas mostram que é possível melhorar o desempenho e o conforto dos trens dessa rede.

Leia mais sobre este assunto na Folha Online.

20 setembro 2011

Em conselho, Alckmin afirma que 3º aeroporto será prioridade


Para o governador de SP, Viracopos, de Campinas, é uma alternativa muito distante da capital
Wladimir D’Andrade - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A construção de um terceiro aeroporto na região metropolitana de São Paulo será um dos primeiros projetos a ser discutido no recém-criado grupo para o desenvolvimento de políticas conjuntas entre os 39 municípios que fazem parte do território, disse nesta terça-feira, 20, o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Após cerimônia de posse do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo, realizada na capital paulista, Alckmin afirmou que, apesar da sua importância, o Aeroporto de Viracopos é uma opção muito distante da capital do Estado - fica na cidade de Campinas, a 96 quilômetros. "Temos de pensar num terceiro aeroporto para a região metropolitana. Viracopos é uma boa alternativa, mas fica mais distante", disse, sem dar detalhes sobre onde esse novo terminal poderia ser construído.

Veja também: link Justiça libera retomada de obras no aeroporto de Guarulhos link Cinco aeroportos não iniciaram obras para Copa de 2014 link Aeroporto de Florianópolis terá novo terminal até 2013

Apesar de sugerir a construção de outro aeroporto, Alckmin não especificou onde seria - Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE
Apesar de sugerir a construção de outro aeroporto, Alckmin não especificou onde seria

A iniciativa do terceiro aeroporto deve se juntar na pauta do conselho à criação do bilhete único metropolitano (que interligará Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e Metrô), de projetos de saneamento básico, destino do lixo dos municípios da região e poluição ambiental. O conselho deve se reunir em até dez dias para elaborar um regimento interno e discutir a criação de uma agência de desenvolvimento e de um fundo para a região metropolitana. O grupo deverá eleger também um presidente, cargo interinamente ocupado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Enquanto a agência de desenvolvimento não sair do papel, as funções da Secretaria Executiva do conselho ficam a cargo da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. (Emplasa).

"É difícil hoje a execução de um projeto de apenas uma cidade, já que elas estão todas 'conurbadas'", disse o governador, em entrevista coletiva. "Somos a terceira maior metrópole do mundo e enfrentamos problemas que extravasam o limite de uma cidade, e precisamos enfrentá-los de maneira regional." O prefeito de São Paulo, durante seu discurso na cerimônia de posse do conselho, fez afirmações no mesmo sentido. "Atualmente somos cerca de 20 milhões de habitantes vivendo em uma única mancha urbana", afirmou Kassab. "Pensando como um grupo, podemos chegar a soluções mais criativas", completou.

A região metropolitana de São Paulo é formada por 39 municípios divididos em cinco sub-regiões. Ela foi reorganizada em 16 de junho deste ano por meio do Projeto de Lei Complementar nº 1.139. Seu Produto Interno Bruto (PIB) corresponde a 57% do total das riquezas do Estado e a 18,8% do País, somando R$ 572,2 bilhões. "Teremos a partir de hoje uma mesa comum onde sentarão todos os prefeitos junto com o governo de São Paulo", disse o secretário estadual de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido.

Suprapartidário. Na entrevista coletiva, Alckmin rechaçou a hipótese de o conselho servir como uma tentativa do governo do PSDB de ampliar sua influência em uma área de intensa disputa de voto com o PT. "A gente não pode enxergar no projeto uma questão partidária", disse o governador, ao destacar que o PLC 1.139 foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa paulista. "A participação aqui é totalmente suprapartidária, é uma questão de políticas públicas para a metrópole."

30 abril 2011

Concessão de aeroportos pode atrasar

Editais prometidos pelo ministro Antonio Palocci para os ‘próximos dias’ vão tratar de contratação de consultorias, e não de modelo de privatização

29 de abril de 2011 | 23h 00

Marta Salomon, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A concessão de aeroportos do País à iniciativa privada vai demorar mais tempo do que o previsto inicialmente pelo ministro Antonio Palocci (Casa Civil). A anunciada privatização de parte da infraestrutura aeroportuária ainda está longe de ter o modelo definido pelo governo, apurou o Estado, e poderá não ficar restrita às obras e operação de terminais de passageiros. Uma das alternativas em estudo prevê a privatização de estrutura operada atualmente pela Infraero.

Os editais prometidos por Palocci para "os próximos dias" vão tratar inicialmente da contratação de consultores encarregados de preparar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental dos novos negócios. O estudo é apenas uma preliminar da abertura dos novos aeroportos à iniciativa privada.

Pronto os estudos, provavelmente a serem contratados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as propostas de edital para as futuras concessões passarão por aval no governo e serão submetidas à análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

Trata-se de uma corrida contra o tempo. O governo apresentou a privatização como alternativa à conclusão de obras bilionárias em aeroportos das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. A iniciativa privada assumiria parte dos investimentos estimados em R$ 5,2 bilhões.

Em troca, faturaria com tarifas aeroportuárias e a exploração comercial dos espaços dos aeroportos.

Comparação. A medida de comparação é o aeroporto São Gonçalo do Amarante, em Natal, primeiro exemplo de concessão à iniciativa privada dos terminais de passageiros de aeroportos no Brasil. A decisão de abrir o negócio à iniciativa privada foi tomada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2008.

Os resultados dos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental só foram entregues pelo BNDES à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em agosto do ano passado.

Dois meses depois, chegaram ao TCU, que analisou a proposta e reajustou em 1.297% - para R$ 51,7 milhões - o valor do lance mínimo para os interessados em construir o terminal de passageiros e operar o aeroporto internacional de Natal.

Mais de três anos depois do anúncio de que o aeroporto de São Gonçalo do Amarante seria objeto de concessão à iniciativa privada, o edital ainda não foi lançado.

O leilão tampouco tem data marcada. Por mais que as novas concessões sigam rito acelerado, previsto pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, não há como queimar a etapa dos estudos prévios e definição dos modelos de negócio.

Na segunda-feira que vem a presidente Dilma Rousseff vai se reunir com o ministro Wagner Bittencourt, da Secretaria de Aviação Civil, para acertar detalhes do processo. Essa reunião ocorreria ontem, mas foi adiada.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,concessao-de-aeroportos-pode-atrasar,64951,0.htm

25 março 2011

Terminal de Guarulhos pode ser construído por PPP

25 de março de 2011 | 9h 24
BRASÍLIA - O novo presidente da Infraero, Gustavo do Vale, assumiu o cargo ontem dizendo que a construção do terceiro terminal de passageiros do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, poderá ser feita por Parceria Público Privada (PPP). A obra para construção do terceiro terminal é estimada em R$ 716 milhões. A previsão de conclusão é novembro de 2013.


Vale disse que uma empresa será contratada para montar todo o projeto. Somente a partir daí ele vai defender a iniciativa dentro do governo, ou melhor, na recém-criada Secretaria Nacional de Aviação. "A empresa privada vai construir o terminal e depois poderá explorar", afirmou Vale.

Mas o novo presidente já tem o aval do Executivo para implementar a abertura de capital da Infraero. Esse projeto vem sendo falado há anos, como forma de dar um fôlego a mais para a empresa, mas não saiu do papel. "A abertura de capital é um projeto de governo, não da Infraero", destacou.

Segundo o novo presidente da empresa, o processo pode levar algo em torno de três anos. Para defender a ideia, ele citou as experiências bem-sucedidas do Banco do Brasil e da Petrobras, cuja possibilidade de privatização chegou a ser debatida em processos eleitorais. "Mas não ouvi em nenhum momento no governo que a privatização estivesse no radar para o futuro da Infraero", ressaltou Vale, que como diretor do Banco Central (BC) liderou o processo de privatização de várias instituições financeiras estatais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.