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26 dezembro 2011

Internet gratuita nos aeroportos poderá ser obrigatória

E por que não a Infraero, hein?!

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2224/11, do deputado Hugo Motta (PMDB-PB), que torna obrigatória a oferta de acesso gratuito à internet pelas empresas aéreas no interior de terminais aeroportuários. A medida beneficiará os aeroportos das cidades com mais de 500 mil habitantes e a velocidade mínima da conexão será de dois Mbps. As informações são daAgência Câmara de Notícias.

Cartazes serão afixados no aeroporto em locais visíveis, como nas áreas de embarque e desembarque, com a informação da disponibilidade de conexão sem fio gratuita à internet. Pelo descumprimento da medida, as empresas aéreas poderão ter que pagar multas de R$ 10 mil, cobradas em dobro em caso de reincidência.

Hugo Motta ressaltou que é necessário estabelecer meios para que seja ofertado acesso gratuito à internet nos maiores aeroportos do País. "Uma forma eficiente, que representa gasto zero para o contribuinte, é a imposição de obrigatoriedade, às empresas aéreas, de oferta de acesso irrestrito à internet sem fio nos principais aeroportos do País", afirmou. Na avaliação do parlamentar, a medida representará apenas um gasto ínfimo para as empresas aéreas.

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http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5533343-EI12884,00-Internet+gratuita+nos+aeroportos+podera+ser+obrigatoria.html

22 dezembro 2011

Como criar páginas de empresas no Facebook


As páginas do Facebook foram criadas para que proprietários ou representantes oficiais de empresas, grupos musicais, comércios locais e outras entidades tenham um canal de comunicação dentro da rede social. O usuário que ser torna fã dessas páginas (chamadas de Fan Pages) recebem atualizações e podem interagir com o conteúdo publicado.

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http://tecnologia.ig.com.br/dicas/internet/como+criar+paginas+de+empresas+no+facebook/n1597112146348.html

Como integrar Facebook e Twitter


Facebook e Twitter estão entre os serviços mais populares entre usuários de redes sociais. E um mecanismo de vinculação permite que textos publicados no perfil do Twitter sejam compartilhados também no Facebook. Veja a seguir como vincular seu perfil do Facebook ao Twitter.

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Como evitar e-mails indesejáveis no Facebook


Por padrão, o Facebook envia por e-mail notificações de novas amizades e publicações no mural do usuário. Mas o número de e-mails pode aumentar bastante, caso o internauta participe de grupos ou tenha uma foto muito comentada.

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15 dezembro 2011

Agitadores políticos se profissionalizam na internet

Especialistas em mobilização são contratados para estabelecer conexões entre cidadãos e políticos, mas negam vínculo com partidos
Nara Alves, iG São Paulo

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/agitadores-politicos-se-profissionalizam-na-internet/n1597406433060.html

Eles são jovens, politicamente engajados, vidrados em internet e em novas tecnologias. Em vez de curtir, eles “like”. Em vez de vibrar, eles “vibe”. Adotam termos em inglês sem tradução exata para o português como “crowdsourcing”, “coworking” e “accountability”. Dizem sonhar com uma sociedade envolvida nas questões políticas e, cada vez mais, passam a ser contratados, com salários competitivos, para promover causas, projetos e mudança social. Mas negam qualquer tipo de vínculo com partidos políticos e se autointitulam independentes.

Grande parte desses novos profissionais iniciou a carreira como voluntário, em passeatas contra a corrupção ou em mutirões para coleta de assinaturas. Há pouco mais de um ano, contudo, passaram a receber dinheiro pelos serviços prestados. O salário ainda não supera o que poderiam ganhar em grandes agências de publicidade ou em consultorias, mas eles garantem que os resultados positivos compensam. E dizem que isso é o mais importante.

Os serviços prestados pelos chamados "empreendedores sociais" incluem tarefas similares às executadas em uma campanha política eleitoral, como a produção de conteúdo para sites, elaboração de estratégia de divulgação, criação de layout, desenvolvimento de plataformas, coleta de assinaturas e gerenciamento de eventos. Entre uma atividade e outra, saem às ruas para promover debates e estender faixas com a propaganda da causa. A diferença é que as causas, até agora, não têm vínculo direto com partidos, coligações ou candidatos.

“Eu queria fazer um serviço voluntário, mas não me agradava a ideia de ficar numa creche brincando com uma criança por três horas. Queria fazer alguma coisa que mudasse mais as coisas”, diz Henrique Parra.

O estudante de Ciências Sociais Henrique Parra Filho, de 22 anos, recebeu em 2011 cerca de R$ 1.500 ao mês para trabalhar no Cidade Democrática, uma plataforma de participação política desenvolvida pelo Instituto Seva. O dinheiro do Instituto vem da venda de oficinas e cursos de webcidadania solicitados por prefeituras e organizações não-governamentais. “O Cidade Democrática é uma plataforma aberta de crowdsourcing (modelo de produção coletivo e aberto), inteligência coletiva voltada para achar soluções para a cidade”, explica. Antes disso, seu trabalho era voluntário.

Ao mesmo tempo, Henrique Parra mantém seu trabalho voluntário em Jundiaí e é sócio da consultoria Enzima, voltada para políticas públicas. A diferença entre sua atividade no Cidade Democrática e na Enzima é clara: “É o mesmo paradigma, mas na Enzima é negócio”. E a empresa está em expansão. Nesta semana, os sócios mudaram a sede para uma sala maior, na Avenida Faria Lima, zona oeste de São Paulo

"A estratégia de mobilização é similar ao engajamento em torno de marcas. É preciso proposta clara, as pessoas têm de se sentir donas daquilo, fornecer informações e criar evangelistas. Ah! E tem que ser divertido", diz Pablo Ribeiro.

"É bom ter o apoio de partidos. O problema é quando querem usar o movimento para alavancar políticos. Isso aconteceu no ano passado com o Movimento Voto Distrital", conta o publicitário Pablo Ribeiro, de 25 anos, uma das lideranças da ação que defende o voto distrital - maior nó da reforma política e uma das principais bandeiras do PSDB. Segundo o publicitário, em 2010, o partido chegou a divulgar o movimento na televisão. "Eles diziam 'assine o nosso manifesto'", lembra. Ele garante, contudo, que eles não têm vínculo nem são financiados pela sigla.

"Sempre é difícil quando envolve política, por mais que a proposta seja neutra. É difícil também conseguir financiamento, já que as marcas não querem se linkar a isso", afirma Pablo Ribeiro. Dos projetos dos quais ele já participou, grande parte é financiada por iniciativas de empresários que desejam investir em uma causa. Por isso, nem sempre é possível receber tanto quanto poderia ganhar em uma grande empresa. "Deixei de trabalhar na Thompson (agência publicitária), onde eu poderia ganhar R$ 4,5 mil por mês, para ganhar menos da metade, R$ 2 mil, no projeto 'Eu Me Lembro' (voltado para incentivar a memória eleitoral), da Webcitizen", calcula.

"As pessoas contratadas estavam no mercado. A média dos salários é a do mercado. Mas teve gente que veio por menos.”, diz Fernando Barreto.

Maior empresa do ramo no Brasil, com 15 funcionários fixos e diversos voluntários, a Webcitizen, do publicitário mineiro Fernando Barreto, é especialista em aproximar cidadãos entre si, de seus governos e da iniciativa privada, usando principalmente a internet. “Existe um gap de falta de confiança entre governo e cidadão. Nosso propósito é fazer essa ponte. (...) Vimos que ajudar o governo a falar com o cidadão e empresas era um possível mercado”, conta. Entre os clientes da Webcitizen estão o governo de Minas Gerais e a Embaixada Britânica.

A empresa atende governos, mas o empresário garante que não se envolve com partidos. Mas o mesmo não vale necessariamente para seus funcionários tanto na sede em São Paulo como na filial, em Belo Horizonte. “Ser de um partido político não é um critério eliminatório, mas também não é um critério de procura. A gente entende que o processo democrático precisa de um upgrade. Não envolvemos a empresa com partido político”, afirma.

Um dos projetos do qual Fernando Barreto mais se orgulha é o Vote na Web, patrocinado pela própria empresa, que traduz projetos da Câmara e do Senado para que pessoas leigas consigam entender. Por causa dele, a Webcitizen foi convidada para o Gov 2.0, em Washington, nos EUA. “Por aconselhamento da ONU, estamos abrindo uma fundação chamada Webcitizens, para que eles possam nos ajudar”, diz.


"Por que passeata tem mais credibilidade do que Facebook? Nossos pais iam às ruas. Era essa a forma como eles se mostravam. Agora, talvez não seja mais passeata", questiona Beatriz Dalla Costa Pedreira.

Assim como a Webcitizen, outras empresas estão ingressando nesse segmento. Inspirada no uso das redes sociais na campanha de Barack Obama nos Estados Unidos, a cientista social Beatriz Dalla Costa Pedreira, de 25 anos, pretende criar, em 2012, uma área voltada exclusivamente para mobilização no Instituto Tellus, que incentiva a elaboração de políticas públicas por parte de cidadãos. “Estou indo lá para fazer uma startup”, explica. “Startup” é o termo em inglês usado para designar uma nova empresa que procura fazer dinheiro como uma ideia diferente.

Participe do Prêmio iG Startups de apoio à inovação e ao empreendedorismo digital

A ideia inicial da startup de Beatriz é cobrar por hora de projeto. “É como uma consultoria. Você precisa ter um pool de consultores, mas a gente ainda não tem um mapeamento dessas pessoas. Agora é que está se criando uma rede”, afirma. Até lançar a startup, Beatriz Pedreira segue como voluntária no movimento Voto Distrital. “Chegamos ao voto distrital porque queríamos melhorar a relação entre o eleitor e o seu político. (...) O accountability (algo como prestação de contas) é muito maior”, defende.


“Estou montando uma instituição que visa reunir jovens para discutir políticas públicas para poderem atuar. Uma incubadora de ideias, que traga soluções práticas para comunidades carentes, para apresentar para a Câmara Municipal”, diz Geraldo Milet.

Há três anos, quando deixou Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, Geraldo Milet queria ser político. Hoje, aos 20 anos, o estudante de Políticas Públicas da USP Leste pensa em lançar um projeto de engajamento para comunidades no Catarse, um site de financiamento coletivo.

Para elaborar o projeto, Geraldo Milet conta com sua experiência no núcleo de empreendedorismo social que existe há pouco mais de um ano na USP. “Eu fui o primeiro diretor no núcleo e trouxe iniciativas para dentro da USP Leste. (...) A última ação que a gente realizou foi TedX”, conta. TED é uma sigla mundial criada em 1984 que corresponde a Tecnologia, Entretenimento e Design. Os TED são conferências realizadas em diversos países para debater ideias que merecem ser espalhadas. O TEDx é a conferência TED organizada de maneira independente.

Na USP Leste, Geraldo e outras quatro pessoas do núcleo de empreendedorismo social desenvolveram o sistema Oasis, uma solução disponível para download no Portal do Software Público Brasileiro, para controlar a gestão de contratos de serviços de tecnologia da informação. Além disso, por 32 dias, ele realizou com 60 jovens de todo o mundo uma “ação de empoderamento” na comunidade Pantanal, em Santos, no litoral paulista. Após a ação, a própria comunidade criou uma microempresa e reformou um clube onde acontecem aulas de capoeira, costura e outros cursos.

“Ser empreendedor social no Brasil não é fácil, principalmente por causa da legislação. Ainda não podemos registrar organizações híbridas no Brasil, que combinem for-profit e not-profit, buscando ou não o lucro”, diz João Scarpelini

Morando em Londres para cursar graduação em Regeneração Comunitária na universidade de Middlesex, o estudante João Felipe Scarpelini, de 25 anos, recebe de R$ 4 mil a R$ 10 mil por mês para trabalhar como empreendedor social em diversos projetos e como consultor da ONU. Na última semana, esteve na Turquia para o uma reunião do Fundo de População da ONU e em Nova York para reuniões preparatórias para a Rio+20. O salário, explica ele, não é compatível com o que ganha um empreendedor social no Brasil, mas dá para pagar as contas na capital inglesa, onde o custo de vida é alto.

“Coordeno um coletivo de jovens empreendedores sociais chamado Change Mob e trabalhamos apoiando e empoderando organizações, movimentos, governos, empresas e indivíduos que de alguma forma querem fazer a diferença, sejam eles da Grécia ou o Banco Mundial”, conta. Ao comparar sua experiência no Brasil e no exterior, João Scarpelini afirma que um dos principais problemas no País é a legislação brasileira, que obriga empresas a escolher, no momento do registro, se buscará lucro ou se será uma organização social, tendo acesso a inúmeras formas de financiamento.

João Scarpelini acredita que a nova carreira no Brasil tende a crescer entre os jovens porque não há no mercado de trabalho hoje muitas oportunidades que fujam do modelo e da estrutura de empresa convencional. “Fui voluntário dos 13 aos 17 anos. Desde então, meu ativismo virou profissão e sou pago para trabalhar. (...) Claro que eu ainda sou voluntario em vários projetos. Eu conheço a realidade das organizações de juventude, então, aproveito que tenho meu salário, que dá para pagar as contas tranquilo, para dedicar todo meu tempo extra pra projetos e idéias que são boas, mas que não teriam recursos pra começar”, diz.

09 dezembro 2011

Aeroportos brasileiros terão internet ilimitada e gratuita, promete Infraero

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades%2caeroportos-brasileiros-terao-internet-ilimitada-e-gratuita-promete-infraero%2c808053%2c0.htm

Prazo máximo para medida é março; Congonhas, Guarulhos, Galeão e Brasília já oferecem 15 min

Nataly Costa - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Hoje restrita a apenas 15 minutos antes do embarque, a internet sem fio gratuita nos aeroportos agora vai ser ilimitada. A decisão é da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que tem 20 dias para contratar uma ou mais empresas de telefonia que vão prestar o serviço. A estatal garante que todos estarão conectados a partir do começo do ano que vem - março é o mês limite para a medida entrar em vigor.


Tasso Marcelo/AE2012. Espera por embarque com internet grátisA decisão vai valer nos aeroportos de São Paulo (Cumbica, Congonhas, Viracopos e Campo de Marte), Rio de Janeiro (Galeão, Santos Dumont e Jacarepaguá), Belo Horizonte (Confins e Pampulha), Brasília, Manaus, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Natal, Salvador e Cuiabá. Hoje, os 15 minutos de internet gratuita são restritos apenas a Cumbica, Congonhas, Galeão e Brasília.

Uma regra imposta pela Infraero é que a internet gratuita só pode ser usada a partir do aeroporto de origem, ou seja: se uma pessoa viaja de Congonhas para Porto Alegre, por exemplo, só terá direito a usar a internet no aeroporto paulista. Na volta, se quiser, pode pagar por mais tempo de conexão.

Tecnologia. A internet livre não vai ficar disponível no aeroporto inteiro - somente na área de embarque, depois do raio X. Para que o passageiro consiga se conectar à rede, duas alternativas estão sendo estudadas. A primeira é deixar o processo funcionando como é hoje: com o cartão de embarque na mão, o passageiro vai ao balcão de informações da Infraero e pega um cartãozinho com uma senha e um passo a passo de como se conectar.

O problema desse sistema é que o passageiro precisa lembrar de pegar o cartão de acesso com antecedência. Uma vez na sala de embarque e sem senha, perde a chance de se conectar enquanto espera o voo.

A segunda alternativa é negociar com as empresas o desenvolvimento de um aplicativo específico que o usuário possa baixar em vários equipamentos - computador, tablet ou smartphone - e, com ele, fazer login e senha para entrar na internet.

Cobrança. Até julho, a conexão à internet era paga em qualquer aeroporto. A presidente Dilma Rousseff exigiu e a Infraero lançou um programa-piloto de wireless gratuita nos 15 minutos pré-embarque, que começou a valer durante as férias - e continuou em São Paulo, Rio e Brasília quando julho chegou ao fim. "Agora, estamos na segunda fase do projeto, que é ofertar internet gratuita e ilimitada para os usuários dos principais aeroportos do País", diz Claiton Resende Faria, superintendente de Negócios Comerciais da Infraero.

Faria afirma que as empresas vão oferecer internet gratuita em troca de publicidade - nos aeroportos e no equipamento do passageiro. "A empresa vai poder ter um ponto de publicidade no terminal onde oferecer a internet, e sua marca também vai aparecer quando o usuário efetuar a conexão, no dispositivo que ele estiver usando", diz o superintendente. É algo já muito usado por empresas que patrocinam aplicativos para iPad. Ao clicar no aplicativo, uma propaganda "pula" na tela e desaparece em questão de segundos.

25 novembro 2011

Projeto zera tributos sobre internet



Objetivo da medida é reduzir o preço dos serviços de TV a cabo e internet


Em análise na Câmara, o Projeto de Lei 1398/11, do deputado Marcos Montes (PSD-MG), reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a importação e a receita bruta de venda no mercado interno de serviços de TV a cabo, de internet banda larga e de softwares. O benefício fiscal aplica-se apenas a serviços prestados ou a produtos vendidos para instituições de ensino básico e técnico profissionalizante.

De acordo com o autor, é inegável a importância das novas tecnologias da informação no processo de ensino e aprendizagem. “O objetivo da medida é reduzir o preço desses serviços, o que melhorará a qualidade de vida de uma imensa parcela da população brasileira, especialmente a mais pobre”, afirmou.

17 novembro 2011

O que a internet está fazendo com nossos cérebros

Carr: A tecnologia pode obstruir o aprendizado, a memória e talvez a empatia. Foto: John Todd/AFP

Quando Nicholas Carr escreveu The Shallows: What the internet is doing to our brains (A Geração Superficial: O que a internet está fazendo com o nosso cérebro), o iPad ainda era apenas uma boa promessa, o Google Wave aparecia como um provável sucesso e os e-books ainda não tinham decolado. Hoje, o Google aposentou o serviço, o iPad é sucesso no mundo todo e as vendas de e-books estouraram nos Estados Unidos. Nesta entrevista, Carr diz como os novos avanços tecnológicos e da internet continuam oferecendo riscos aos nossos cérebros.
Carta na Escola: A maneira como a web é organizada estimula um sistema de recompensas que sugere que somos explorados pelos sites em suas brigas por audiência e retorno comercial. Seria o caso de algum controle legal ou de regulação a respeito do que se pode fazer na rede? Precisamos de proteção? Isso não implicaria censura da liberdade de expressão?
Nicholas Carr: É difícil dizer o quanto de nossos hábitos online resultam de pressões comerciais e o quanto é um reflexo de nossas próprias escolhas. Em outras palavras, nós podemos estar escolhendo ser superficiais. Não estou seguro a respeito de o controle governamental ou das regulações na forma como usamos a rede ser algo aconselhável. Se quisermos mudar nossos hábitos, isso realmente depende de nós, como indivíduos e como sociedade.

CE: A invenção e a proliferação da escrita e da leitura não são uma história fácil, nem mesmo natural, como o senhor reforça. Seria justo imaginar que o futuro da leitura e da escrita será determinado apenas pela facilidade dos usuários na utilização de ferramentas tecnológicas? Não temos espaço para mais esforços cognitivos?
NC: Nossa tendência é usar tecnologias para facilitar nossa vida, não para dificultar e, com os computadores em rede, esse desejo por conveniência está tendo uma enorme influência sobre nossas vidas intelectuais, assim como em nas físicas. Acho que existem evidências de que essa tal facilidade pode obstruir nosso aprendizado e nossa memória, e talvez até mesmo nossa disposição para a empatia.
CE: Quando o senhor publicou seu livro, em 2010, os livros eletrônicos representavam apenas 35% do total das vendas da Amazon. Agora, esse número já ultrapassa o de vendas de obras impressas. Procuramos por mais narrativas longas, ao mesmo tempo que gostamos da experiência dos aparelhos eletrônicos?
NC: As primeiras versões de leitores digitais, como o Kindle original, faziam um bom trabalho na replicação da experiência de um livro impresso. Mas, como já estamos vendo nas versões recentes de aparelhos como o iPad e o Nook, mais e mais opções e funcionalidades estão sendo incorporadas – e, ao mesmo tempo, oferecendo mais distrações aos leitores. Acredito que, no longo prazo, livros digitais tendem a ser lidos de maneira mais superficial, mais distraída do que os livros impressos.

CE: Com a web 2.0, as redes sociais e as ferramentas de curadoria e seleção de conteúdos, parece que caminhamos para uma relação mais atuante na rede e que nos leva a escolher nossas leituras. No entanto, diminuímos a quantidade de conteúdos diferentes a que somos expostos. Corremos o risco de perder a dimensão da rede e de ficar presos em um mesmo grupo?
NC: Sim, acho que estamos vendo essa mudança para uma rede mais controlada, mais “personalizada”. Essa é uma tendência muito similar ao que vimos com outros meios de comunicação no passado, como o rádio, e parece ser o resultado da comercialização. Certamente, há o risco de que acabaremos sendo expostos apenas ao que nos é familiar e assim reforçaremos as nossas próprias idiossincrasias. Nós nos tornaríamos mais limitados, em vez de mais amplos em nossas perspectivas.

01 novembro 2011

Internautas usam doença para atacar Lula

Apesar da solidariedade de eleitores e políticos de todos os partidos a Lula, o anúncio do câncer virou mote para uma onda de ataques ao ex-presidente na internet.

Os críticos usam o anonimato para debochar do estado de saúde do petista em redes sociais e em comentários em sites de notícias.

Em meio à massa de manifestações de apoio, há internautas que tentam culpar Lula pelo câncer --que pode ter sua causa no fumo-- e defendem que ele se trate no SUS (Sistema Único de Saúde).

Diante do tom agressivo de alguns leitores, a Folha.com chegou a suspender temporariamente os comentários em reportagens publicadas no fim de semana.

O colunista Gilberto Dimenstein, que escreveu sobre o câncer de Lula no sábado, virou alvo do mesmo tipo de comentários e protestou com novo texto no dia seguinte.

"Foi uma enxurrada de ataques desrespeitosos, desumanos, raivosos, mostrando prazer com a tragédia de um ser humano", afirmou ele.

"Minha suspeita é que a interatividade democrática da internet é, de um lado, um avanço do jornalismo, e, de outro, uma porta direta para o esgoto do ressentimento e da ignorância", disse.

Muitos internautas também protestaram nas redes sociais contra os ataques, e a assessoria de Lula informou que tem tentado poupá-lo, evitando mostrar as mensagens em tom desrespeitoso.

Um dos e-mails mais enviados reproduz discurso do ex-presidente ao inaugurar uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), em 2010.

"Vou ser muito breve, porque estou com a garganta não muito boa e não quero ser o primeiro paciente desta UPA. (...) Ela está tão bem organizada, ela está tão bem estruturada, que dá até vontade de a gente ficar doente para ser atendido aqui", diz ele.

Na versão que circulava ontem, a primeira parte foi cortada, induzindo o internauta a acreditar que o petista queria ser internado na UPA.

Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tais manifestações podem ser "uma espécie de recalque".

Após debate sobre o Judiciário em seu instituto, FHC afirmou que considera as iniciativas um equívoco, disse que não as endossa e manifestou solidariedade a Lula, desejando que ele se "restabeleça prontamente".

03 agosto 2011

Faculdades americanas se unem para criar redes de alta velocidade

Grande iniciativa! Com um pouco de visão dos nossos governantes, medida semelhante poderia ser utilizada em áreas centrais decadentes de nossas grandes cidades como a região entre a Barra Funda e Brás em São Paulo ou o entorno da zona portuária de Recife por exemplo.

Objetivo é atrair empresas de alta tecnologia para regiões próximas a universidades

Um colizão de 28 universidades americanas decidiu apoiar um plano para construir redes de altíssima velocidade - com serviço de internet centenas de vezes mais rápido do que aquele que é oferecido comercialmente- nas comunidades em torno das instituições participantes.

Foto: The New York TimesAmpliar

Universidade do Arizona é uma das 28 que formam coalizão por redes rápidas

O projeto, chamado GigU, foi anunciado oficialmente na quarta-feira, dia 27, e tem por objetivo atrair novas empresas de alta tecnologia em áreas como saúde, energia e telecomunicações para as regiões perto das universidades, muitas das quais ficam no Centro-Oeste ou fora das grandes cidades. Essas zonas funcionariam como pólos para a construção de uma nova geração de redes mais rápidas que poderiam tornar os Estados Unidos mais competitivos internacionalmente.

Por enquanto, o plano ainda está em andamento, com as universidades oferecendo negócios e pedindo soluções a empresas de telecomunicações, corporações e organizações sem fins lucrativos. As instituições envolvidas incluem a Universidade do Estado de Arizona, a Universidade Case Western Reserve, a Universidade Howard, a Universidade Duke, a Universidade de Michigan, a Universidade de Washington e a Universidade de Chicago.

''Nós não estamos pedindo dinheiro do governo'', disse Blair Levin, do Instituto Aspen, que está dirigindo o projeto. "Acreditamos que a abordagem correta é obter fundo para as redes no setor privado".

Através da oferta de conexões de um Gigabit de rede – velocidade suficiente para baixar filmes em alta definição em menos de um minuto – não apenas para pesquisadores científicos e engenheiros, mas para as casas e os negócios em torno das universidades, o grupo pretende criar um ecossistema digital que irá atrair novas empresas, ideias e modelos educacionais.

"Seria um celeiro criativo para a comunidade de pesquisa e também para os moradores", disse Lev Gonick, CIO da Case Western, em Cleveland.

No ano passado, a Case Western implementou um programa piloto em uma área de vários quarteirões perto do campus, disse ele. A Zona Case Connected oferece um gigabite de rede de fibra óptica para 104 casas ao lado da universidade. Em três meses de sua inauguração, disse Gonick, três startups se mudaram para o bairro.

"Acreditamos que uma pequena quantidade de investimento pode render grandes lucros para a economia americana e para a nossa sociedade", disse ele.

As instituições membro da GigU vêm principalmente da região central – de Estados como Indiana, Kentucky, Missouri, Montana e Virgínia – onde podem potencialmente ter um grande impacto sobre as comunidades de médio porte do país. As maiores universidades já têm acesso a redes de maior velocidade.

As faculdades estão se preparando para falar com grandes empresas de telecomunicações sobre maneiras de atrair novos empreendimentos para seus bairros através de uma computação super rápida. Depois, elas vão buscar propostas de negócios para a construção das redes, “não daqui a décadas, mas nos próximos anos", disse o grupo em um comunicado.

Embora os Estados Unidos tenham sido pioneiros nas redes de computadores da década de 1960 até os anos 1990, nos últimos anos o país tem ficado para trás na implantação e aperfeiçoamento da tecnologia de rede. Um estudo recente feito pelo Fórum Econômico Mundial concluiu que, embora os Estados Unidos fiquem em quinto lugar na “prontidão” de sua rede – um índice adotado para comparar o acesso dos países na era digital – ele fica em 30 na largura de banda disponível para a população.

Em 2010, antes de ingressar no Instituto Aspen, um think-tank de política (instituto de pesquisa e estratégia), Levin foi diretor de pessoal do Plano de Banda Larga Nacional da Comissão Federal de Comunicações, que visa a tornar a internet de alta velocidade disponível em todos os Estados Unidos. Depois de deixar a agência e conversar com pesquisadores de universidades de todo o país, ele passou a acreditar que os Estados Unidos precisavam encontrar uma estratégia para melhorar continuamente a qualidade de sua tecnologia de internet.

"É a diferença entre vê-la como uma corrida versus a criação de um ecossistema em constante evolução que melhore as nossas redes", disse Levin.

A comunidade de pesquisa deve ainda combater o ceticismo sobre o que alguns técnicos chamam de mentalidade "construa e eles virão". Alguns técnicos dizem que assim que redes mais rápidas sejam implementadas, novos usos vão surgir para elas que não podem ser previstos hoje. Outros argumentam que a alta resolução de vídeo é a única aplicação atual para as redes de velocidade mais alta.

"O conceito é louvável, mas precisamos saber qual é o propósito", disse Michael Kleeman, um designer de rede de computadores e estrategista de política de telecomunicações da Universidade da Califórnia, em San Diego.

* Por John Markoff

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/faculdades+americanas+se+unem+para+criar+redes+de+alta+velocidade/n1597107222757.html

07 abril 2011

YouTube será reformulado para concorrer com televisão


O Google, gigante de buscas dono do Youtube, deve investir até US$ 100 milhões para gerar conteúdo para o site. Objetivo é criar uma audiência estável
Agência EFE

A gigante Google já começou a trabalhar num projeto para reformular o portal do YouTube com o objetivo de transformá-lo em uma plataforma televisiva na rede com uma programação própria, informou nesta quinta-feira (7) o The Wall Street Journal.

A intenção da Google é criar 20 canais de conteúdos exclusivos com qualidade profissional por meio do portal, divididos em temas como arte e esportes, com várias horas de programação semanal e com o objetivo de criar uma audiência estável e vender espaço publicitário.

Segundo fontes do jornal americano, os diretores do YouTube querem que as pessoas criem o hábito de assistir ao site da mesma forma que costumam assistir à programação da televisão. A reforma do site de vídeos prevê um investimento de US$ 100 milhões para a produção de conteúdos de baixo custo projetados especificamente para o formato do YouTube.

A decisão da Google chega em um momento que os serviços de vídeos em streaming (sem download) através da internet crescem com força e estão mudando a maneira dos espectadores acompanharem seus programas preferidos.

Sites como o Netflix nos Estados Unidos, que oferece uma videoteca por uma assinatura de baixo custo, assim como Amazon.com e Hulu.com são exemplos de modelos de negócio que estão explorando com sucesso o conceito de televisão pela internet como concorrência com as tradicionais televisões a cabo e por satélite.

JL

05 abril 2011

Internet lenta e cara

O Estado de S.Paulo
Cara, lenta, com cobertura geográfica desigual e deficiente e com metas de expansão muito tímidas em comparação com as necessidades do País e a situação e os planos de outros países. Estas são as características do sistema brasileiro de internet de banda larga constatadas por um estudo que a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apresentou há dias ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e ao presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg.


O ministro Paulo Bernardo concordou que os preços da banda larga no Brasil são altos, mas observou que o governo está concluindo um acordo com as operadoras com o objetivo de reduzir os preços e melhorar a velocidade de conexão. Para a população de baixa renda, a melhora poderá vir "nos próximos meses", segundo o ministro.

O governo, de fato, está executando dois planos para melhorar, baratear e ampliar os serviços de internet no País, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU). Em 2014, deverão estar atendidos com serviços de conexão em banda larga 50% dos domicílios brasileiros, todas as micro e pequenas empresas e todos os órgãos públicos. Até lá, deverão estar em operação pelo menos 100 mil telecentros. Até 2024, as escolas, bibliotecas e unidades de saúde deverão ter conexão à velocidade de 1 megabyte por segundo (Mbps, medida da velocidade de transmissão de dados). Não foi definida a velocidade mínima para o atendimento a domicílios e empresas nesse prazo.

É importante para as empresas que atuam no setor, para as demais empresas, que dependem de conexão rápida e confiável com a internet, e para os cidadãos em geral conhecer as metas oficiais para os próximos anos. Mas, no caso da banda larga, as metas são pouco ambiciosas se comparadas com as de outros países e levando-se em conta as necessidades futuras do País.

Para 2014, a Alemanha prevê o atendimento de 75% dos domicílios com acesso à velocidade de 50 Mbps e a Austrália, 90% dos domicílios com 100 Mbps, por rede de fibra ótica.

A velocidade de acesso no Brasil é muito inferior à média atual e às metas programadas para o futuro próximo em muitos outros países. No Brasil, como mostrou o estudo da Firjan, o serviço mais simples oferece velocidade de download de 150 Kbps (kilobyte por segundo, um milésimo de Mbps), cerca de cinco vezes menor do que a velocidade mínima considerada como banda larga nos EUA. No Japão, a velocidade mínima é de 12 Mbps, 80 vezes superior à brasileira; na França, de 8 Mbps, 53 vezes maior; na Itália, de 7 Mbps, 45 vezes mais rápida; e no Uruguai, de 3 Mbps, 20 vezes.

Além de lento, o serviço brasileiro é muito caro. Aqui, a conexão à velocidade de 1 Mbps custa, em média, R$ 70,85 por mês, o equivalente a US$ 42,80. Esse serviço custa US$ 9,30 na Alemanha, US$ 12,40 em Taiwan, US$ 28,60 no Canadá e US$ 40 nos Estados Unidos. Surpreendentemente, embora seja mais caro do que na Alemanha, no Chile e em Taiwan, o serviço de banda larga de 10 Mbps no Brasil, que custa em média US$ 63,60, é mais barato do que em países como Rússia, China e México.

O estudo da Firjan constatou também grandes disparidades regionais de preços e serviços. No Amapá, a banda larga de 1 Mbps, velocidade mínima para uma microempresa, custa R$ 429,90, seis vezes a média nacional, por causa das dificuldades de conexão. A internet de 100 Mbps, considerada a mais rápida e mais adequada à grandes empresas, só existe em 13 Estados.

A tributação é apontada como um dos principais responsáveis pelo alto custo. Estima-se que, do valor da assinatura mensal, os tributos representem 40% (no Japão, correspondem a 5% e na Argentina, a 27%). O ministro Paulo Bernardo previu que, com o corte de tributos federais, a banda larga popular poderá custar R$ 35. Se os Estados reduzirem o ICMS, o valor poderá ficar abaixo de R$ 30 por mês. É uma medida elogiável, mas ainda insuficiente, diante do custo da banda larga no País.