31 outubro 2011
Promotor que fará ação contra Enem tentou anulá-lo no ano passado
iG São Paulo
O promotor Federal no Ceará, Oscar Filho, que promete ação contra o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) trava disputa com o Ministério da Educação desde o ano passado – quando perdeu três empreitadas. Dessa vez, diante da denúncia de que o Colégio Christus aplicou, na semana passada, um simulado com questões idênticas as do exame ele avisou que vai brigar novamente.
A princípio falou em pedir a anulação do processo todo e, no começo da noite, refez o discurso para solicitar a invalidez das nove questões usadas antes da prova. Em 2010, Oscar Filho também tentou anular o exame.
Em novembro, logo após o exame ser aplicado com problemas de impressão em um lote e de troca do cabeçalho do gabarito, ele pediu a anulação do processo. Teve êxito na primeira instância e o gabarito oficial chegou a ser bloqueado pela Justiça, mas a decisão foi derrubada pelo Ministério da Educação em seguida, que, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) comprovou que poderia aplicar outra prova apenas aos prejudicados.
Em janeiro, quando o Sistema de Seleção Unificado (Sisu) para as universidades federais foi aberto, ele pediu novamente que as inscrições fossem impedidas. Neste caso, o argumento era que muitos estudantes reclamavam da nota obtida e não havia como conferi-la já que não se sabe quanto vale cada questão. Mais uma vez, a Justiça deu ganho de causa para o Ministério da Educação, desta vez para não atrasar o processo de matrícula nas universidades.
A terceira tentativa de Filho foi permitir que os candidatos tivessem direito a recurso. O Ministério da Educação ganhou novamente, alegando que nenhum vestibular o permitia, mas dessa vez houve um ganho parcial do promotor. Depois de meses de recursos judiciais, o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, responsável pela aplicação do Enem, fez um acordo com o Ministério Público para que edições futuras permitissem aos candidatos visualizar a correção que foi feita de sua prova.
09 agosto 2011
"País quer brasileiros nas melhores universidades do mundo"
Presidente Dilma Rousseff cobra a participação de empresários em programa que concede bolsas de estudo no exterior
Agência Brasil | 08/08/2011 09:38
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (8) que, por meio do programa Ciência sem Fronteiras, quer que estudantes brasileiros tenham acesso às melhores universidades do mundo. Em seu programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que, até 2014, o governo pretende conceder75 mil bolsas de graduação e pós-doutorado no exterior.
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“O Ciência sem Fronteiras é um programa que dá aos estudantes e pesquisadores brasileiros a oportunidade de aperfeiçoar seu conhecimento fora do país, de pesquisar e de criar, além de estudar lá fora”, disse. Dilma cobrou a participação de empresários brasileiros na tentativa de alcançar a meta de 100 mil bolsas de estudo.
De acordo com a presidenta, serão priorizadas áreas ligadas às ciências exatas, como engenharias, matemática, física, biologia, ciência da computação, ciências médicas e todas as áreas tecnológicas. Segundo ela, tais áreas são consideradas fundamentais para a economia do país e para dar maior competitividade à indústria brasileira.
Dilma explicou que a seleção dos bolsistas vai ser feita levando em consideração o desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – quem atingir o mínimo de 600 pontos poderá concorrer às bolsas de estudo no exterior. Atualmente, 124 mil alunos alcançaram essa pontuação.
Também poderão ser selecionados estudantes premiados em olimpíadas científicas como a Olimpíada da Matemática, além de alunos envolvidos em iniciação científica. “O importante é que, nesse programa de bolsas de estudo no exterior, os estudantes que não teriam recursos para estudar no exterior estarão entre os selecionados para frequentar as melhores universidades do mundo”, afirmou.