19 abril 2011

Pesquisador diz que data da Páscoa pode ser modificada

Por Nia Williams | Reuters – seg, 18 de abr de 2011 11:37 BRT

LONDRES (Reuters Life!) - A Última Ceia ocorreu numa quarta-feira -- um dia antes do que se pensava -- e a data para a Páscoa agora pode ser modificada, segundo um cientista da Universidade de Cambridge que está buscando resolver as contradições mais persistentes da Bíblia.

Cristãos estabeleceram a última refeição de Jesus na Quinta-feira Santa há séculos, mas graças a uma redescoberta do antigo calendário judaico, o professor Colin Humphreys sugere outra interpretação.

"Eu estava intrigado com as histórias bíblicas sobre a última semana de Jesus, nas quais ninguém consegue encontrar nenhuma menção de quarta-feira. É chamado de um dia perdido", disse Humphreys à Reuters. "Mas isso parecia ser tão improvável: afinal de contas Jesus era um homem muito ocupado."

Suas descobertas ajudam a explicar a inconsistência misteriosa entre os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, que disseram que a Última Ceia coincidiu com a Páscoa Judaica e o de João, que disse que a refeição ocorreu antes do dia sagrado judaico que comemora o Êxodo do Egito.

A pesquisa de Humphreys sugere que Jesus, Mateus, Marcos e Lucas estavam usando o calendário pré-exílico, do tempo de Moisés e que conta o primeiro dia do mês a partir do final do antigo ciclo lunar, enquanto João estava se referindo ao calendário oficial judaico.

"Foi um erro extremamente curioso para qualquer um fazer porque para o povo judeu, a Páscoa Judaica era uma refeição muito importante", disse Humphreys, um cientista na área de metalurgia e materiais, e cristão.

Com a ajuda de um astrônomo, Humphreys reconstruiu o calendário pré-exílico e colocou a Páscoa Judaica no ano 33 d.C, amplamente aceito como a data da crucificação de Jesus, na quarta-feira, 1o de abril.

Isto significa que se os cristãos modernos quiserem estabelecer uma data para a Páscoa com base nos cálculos de Humphreys, que ele investiga desde 1983, o Dia da Páscoa seria no primeiro domingo de abril.

http://br.noticias.yahoo.com/pesquisador-diz-que-data-da-p%c3%a1scoa-pode-ser-20110418-073728-902.html

18 abril 2011

ESTATUTO DO DESARMAMENTO

Oportunismo político

Medo e paranóia

Por Alberto Dines em 18/4/2011

Reproduzido do Diário de S.Paulo, 17/4/2011

O senador José Sarney exibiu a sua obsolescência ao propor logo após a matança em Realengo a realização de um plebiscito para aprovar a proibição do comércio de armas de fogo. Demagogia barata, oportunismo governista, comodismo típico do parlamentar mais interessado em produzir novas leis do que em fiscalizar o cumprimento das antigas.

Sarney detesta Hugo Chávez – é um dos seus raros atributos – mas acabou adotando-o como modelo ao propor nova consulta popular sobre um tema que já fora levado ao escrutínio da sociedade, com resultados lamentáveis. Queria "passar a limpo" o referendo de 2005 (que lamentavelmente não aprovou a interdição do comércio de armas de fogo) sem perceber que uma rigorosa fiscalização sobre o Estatuto do Desarmamento (aprovado em seguida) evitaria ou reduziria drasticamente os 50 mil fuzilamentos/ano que enlutam nossa sociedade.

Nova moléstia

A chacina do Realengo exige menos demagogia e mais eficácia. Exige, sobretudo, uma atitude mais humanitária para desativar o nível de violência. Impedido de comprar os dois revólveres, recarregadores e a farta munição que utilizou, Wellington de Oliveira poderia cometer crimes ainda mais bárbaros. Sofria de distúrbios mentais, seu comportamento antissocial já chamara a atenção de familiares e professores tanto que iniciara um tratamento, logo descontinuado. Este é o ponto que escapa a legisladores robotizados como Sarney.

Sem a ajuda terapêutica aquele estranho adolescente tornou-se um doente mental. Tratado, facilmente perderia os medos e se integraria à sociedade. Maltratado, converteu-se num marginal. Não era um idiota, ao contrário: articulado, escrevia razoavelmente (melhor até que muitos acadêmicos), seu interesse por questões subjetivas e espirituais, devidamente amparado, poderia levá-lo para caminhos opostos. Estava desempregado por opção e em função da própria patologia, não sabia integrar-se, conviver.

O autorretrato em vídeo exibido pela televisão na quarta-feira (13/4) nos oferece a aberrante imagem de um monstro moral. O doente abandonado e jamais medicado estava em estado terminal: aquela falsa mansidão era o sintoma mais evidente de uma brutal desorganização psíquica. Aparentava tranqüilidade, estava tomado pelo pânico. Só o dedo no gatilho poderia acalmá-lo.

A fantasia de vítima foi o recurso encontrado para legitimar o ódio contra si mesmo. Por isso inventou uma "causa" para morrer. Por isso, apresentou-se para si e para o mundo como um heróico guerrilheiro que se infiltra no território inimigo e procura interagir com o adversário (este é o vocabulário da demência e não de um suposto fanatismo religioso).

O bullying que teria sofrido na escola é invenção posterior, recente, estratagema oportunista, construção da própria enfermidade. Como o hipocondríaco que inventa doenças, nosso serial-killer inventou uma nova moléstia. Para vingar-se das gozações das meninas bastaria ser feliz. Não tentou, não conseguiria.

Para ser cumprido

Alma em frangalhos, fragmentada pela fragmentação da internet, um ser digitalizado, recortado e colado com as migalhas do mundo pontocom. Com as duas mães sequer teve oportunidade de conceber o chamado "romance familiar" que, geralmente, costura e estrutura uma família.

Wellington Oliveira não é filho da miséria ou da fome, é filho de uma sociedade que não sabe lidar com a doença, não sabe diagnosticá-la, tratá-la e, muito menos, curá-la. Qualquer um pode contaminar-se com a Aids, basta descuidar-se. O psicopata não mora ao lado (título de um best-seller), a psicopatia está em cada ser humano, facilmente acionável em situações-limite, estresse, ameaças. E solidão.

O Estatuto do Desarmamento está aí para ser aperfeiçoado e rigorosamente cumprido. É um instrumento fundamental para a nação perder o medo e, em seguida, isolar a paranóia.

ESTATUTO DO DESARMAMENTO

Oportunismo político

Medo e paranóia

Por Alberto Dines em 18/4/2011

Reproduzido do Diário de S.Paulo, 17/4/2011

O senador José Sarney exibiu a sua obsolescência ao propor logo após a matança em Realengo a realização de um plebiscito para aprovar a proibição do comércio de armas de fogo. Demagogia barata, oportunismo governista, comodismo típico do parlamentar mais interessado em produzir novas leis do que em fiscalizar o cumprimento das antigas.

Sarney detesta Hugo Chávez – é um dos seus raros atributos – mas acabou adotando-o como modelo ao propor nova consulta popular sobre um tema que já fora levado ao escrutínio da sociedade, com resultados lamentáveis. Queria "passar a limpo" o referendo de 2005 (que lamentavelmente não aprovou a interdição do comércio de armas de fogo) sem perceber que uma rigorosa fiscalização sobre o Estatuto do Desarmamento (aprovado em seguida) evitaria ou reduziria drasticamente os 50 mil fuzilamentos/ano que enlutam nossa sociedade.

Nova moléstia

A chacina do Realengo exige menos demagogia e mais eficácia. Exige, sobretudo, uma atitude mais humanitária para desativar o nível de violência. Impedido de comprar os dois revólveres, recarregadores e a farta munição que utilizou, Wellington de Oliveira poderia cometer crimes ainda mais bárbaros. Sofria de distúrbios mentais, seu comportamento antissocial já chamara a atenção de familiares e professores tanto que iniciara um tratamento, logo descontinuado. Este é o ponto que escapa a legisladores robotizados como Sarney.

Sem a ajuda terapêutica aquele estranho adolescente tornou-se um doente mental. Tratado, facilmente perderia os medos e se integraria à sociedade. Maltratado, converteu-se num marginal. Não era um idiota, ao contrário: articulado, escrevia razoavelmente (melhor até que muitos acadêmicos), seu interesse por questões subjetivas e espirituais, devidamente amparado, poderia levá-lo para caminhos opostos. Estava desempregado por opção e em função da própria patologia, não sabia integrar-se, conviver.

O autorretrato em vídeo exibido pela televisão na quarta-feira (13/4) nos oferece a aberrante imagem de um monstro moral. O doente abandonado e jamais medicado estava em estado terminal: aquela falsa mansidão era o sintoma mais evidente de uma brutal desorganização psíquica. Aparentava tranqüilidade, estava tomado pelo pânico. Só o dedo no gatilho poderia acalmá-lo.

A fantasia de vítima foi o recurso encontrado para legitimar o ódio contra si mesmo. Por isso inventou uma "causa" para morrer. Por isso, apresentou-se para si e para o mundo como um heróico guerrilheiro que se infiltra no território inimigo e procura interagir com o adversário (este é o vocabulário da demência e não de um suposto fanatismo religioso).

O bullying que teria sofrido na escola é invenção posterior, recente, estratagema oportunista, construção da própria enfermidade. Como o hipocondríaco que inventa doenças, nosso serial-killer inventou uma nova moléstia. Para vingar-se das gozações das meninas bastaria ser feliz. Não tentou, não conseguiria.

Para ser cumprido

Alma em frangalhos, fragmentada pela fragmentação da internet, um ser digitalizado, recortado e colado com as migalhas do mundo pontocom. Com as duas mães sequer teve oportunidade de conceber o chamado "romance familiar" que, geralmente, costura e estrutura uma família.

Wellington Oliveira não é filho da miséria ou da fome, é filho de uma sociedade que não sabe lidar com a doença, não sabe diagnosticá-la, tratá-la e, muito menos, curá-la. Qualquer um pode contaminar-se com a Aids, basta descuidar-se. O psicopata não mora ao lado (título de um best-seller), a psicopatia está em cada ser humano, facilmente acionável em situações-limite, estresse, ameaças. E solidão.

O Estatuto do Desarmamento está aí para ser aperfeiçoado e rigorosamente cumprido. É um instrumento fundamental para a nação perder o medo e, em seguida, isolar a paranóia.

USP começa a testar de programa de empréstimo de bicicletas

DE SÃO PAULO

Começa no dia 4 de maio a fase de testes do programa de empréstimo de bicicletas para alunos, professores e funcionários da USP (Universidade de São Paulo) na Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo.

Os testes do Pedalusp, como foi batizado o sistema, devem seguir até novembro em duas estações: no prédios do Biênio e da Mecânica da Escola Politécnica. Inicialmente, serão quatro bicicletas disponíveis.

O projeto foi elaborado pelos engenheiros Maurício Massao Soares Matsumoto e Mauricio Serrano Goy Villar. Por um ano, a colaboração de empresas, eles desenvolveram o mecanismo de reconhecimento dos cartões de identificação e as travas das bicicletas interligadas ao sistema.

O objetivo da fase de testes é desenvolver o programa para ser ampliado em larga escala. A meta é chegar a dez estações e cem bicicletas.

FUNCIONAMENTO

O sistema será composto de estações automáticas distribuídas pela Cidade Universitária, que vão armazenar as bicicletas e disponibilizá-las aos usuários a qualquer hora do dia.

Para usarem a primeira vez, os usuários precisarão se cadastrar na central de operações do Pedalusp usando o cartão de identificação da USP.

Com o cartão e uma senha, digitada no terminal de atendimento da estação, o usuário poderá retirar a bicicleta. O uso será gratuito, desde que a devolução seja feita em qualquer estação dentro do tempo permitido.

Na fase de testes, o empréstimos será de até 20 minutos --quem passar do tempo será punido com suspensão do sistema.

A ideia surgiu quando Matsumoto e Villar estudaram na França. A observação dos sistemas de compartilhamento de bicicleta implantados nas cidades de Paris, Marselha e Lyon inspirou os então estudantes a desenvolverem o sistema, que foi tema de seu trabalho de conclusão de curso.

Após a formatura, os engenheiros apresentaram o sistema à Cocesp (Coordenadoria do Campus da Capital), que deu apoiou institucional e financeiro para o projeto.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/904477-usp-comeca-a-testar-de-programa-de-emprestimo-de-bicicletas.shtml

LEITURAS DA FOLHA: Tentações do jornalismo marrom

LEITURAS DA FOLHA
Tentações do jornalismo marrom

Por Luciano Martins Costa em 18/4/2011

Comentário para o programa radiofônico do OI, 19/4/2011

Os leitores da Folha de S.Paulo foram "brindados", na edição de sábado (16/4), com a visão do assassino que matou doze crianças numa escola do Rio de Janeiro, na qual ele faz mira e aponta o revólver calibre 38 diretamente para a câmera. A imagem, que ilustrava um texto curto noticiando o encerramento das investigações policiais sobre o massacre, causou impacto entre leitores, alguns dos quais manifestaram sua indignação em mensagens à Redação.

Dias antes, a imagem do assassino apontando a arma para sua própria cabeça, exibida no portal Terra, também, havia produzido protestos. Alguns leitores se declararam nauseados com o que consideram excesso na exposição do criminoso.

Há quem considere que a exposição de sua imagem, em posição de poder e autocontrole, pode estimular outros psicopatas a romper seu isolamento e resolver "acertar contas" com o mundo.

Tudo liberado?

Independentemente, porém, de interpretações ou de afirmações mais ou menos científicas sobre o que se passa na cabeça de pessoas doentes, é possível estabelecer um debate sobre critérios jornalísticos.

A rigor, que função informativa tem a imagem do assassino ensaiando diante de uma câmera, com a barba grande, o olhar frio por trás da mira? Em que sentido essa fotografia, exposta na primeira página de um jornal que pretende ser levado a sério, contribui para ajudar a entender o episódio? Ou será que a Folha de S.Paulo abandonou de vez a distinção entre o que se costumava chamar de "imprensa marrom" e "grande imprensa"?

A julgar pelo comentário da ombudsman do jornal paulista, Suzana Singer, publicado do domingo (17/4), é questão de medir o grau de "sensacionalismo" da escolha editorial. Ela diz que "são desagradáveis" as fotos do assassino colocando o leitor sob a mira do revólver. Mesmo assim, na sua opinião, "é melhor ter a opção de virar a página rapidamente do que nem ter essa opção".

Epa! Então, está tudo liberado. Vamos publicar fotos pornográficas e escabrosas na primeira página, pois o leitor tem ainda a opção de virar a página rapidamente.

Ou assinar outro jornal.


http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=637IMQ011

Biquini Cavadão - Meu Reino / Quanto Tempo Demora Um Mês

Pesquisa aponta que 15% dos brasileiros são obesos

Equipe AE - 18/04/2011 - 17:36

Pesquisa do Ministério da Saúde revela que os brasileiros acima do peso no País já são quase metade da população (48,1%) e os obesos já somam 15%. Conforme o estudo, essa proporção, há cinco anos, era de 42,7% e 11,4%, respectivamente. Para o ministério, o Brasil segue uma tendência mundial de aumento da obesidade por conta de uma alimentação inadequada aliada ao sedentarismo.

Os dados fazem parte da pesquisa anual Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que no ano passado entrevistou 54.339 adultos nas 27 capitais do País. A proporção de homens acima do peso passou de 47,2% em 2006 para 52,1% no ano passado. Já entre as mulheres, o crescimento foi de 38,5% para 44,3%.

De acordo com coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, Deborah Malta, a obesidade é "um reflexo do baixo consumo de alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras e do uso em excesso de produtos industrializados com elevado teor de calorias, como gorduras e açúcares, além de baixos níveis de atividade física".




http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/noticias/brasil/pesquisa-aponta-que-15-dos-brasileiros-s-o-obesos-1.268091

http://www.abeso.org.br/pdf/Obesidade%20no%20Brasil%20VIGITEL%202009%20POF2008_09%20%20II.pdf

Governo anuncia criação de rede nacional para recolhimento de armas

SÃO PAULO - O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anunciou nesta segunda-feira, 18, a criação de uma rede nacional para o recolhimento de armas de fogo no Brasil. A rede será implementada a partir do dia 6 de maio, mesma data do lançamento da Campanha do Desarmamento, e tem o objetivo de reduzir a violência e a criminalidade no País.

Veja também:
linkRio lidera apreensão de armas

Haverá postos cadastrados para o recebimento das armas, sejam elas registradas ou não. A ideia é que o recolhimento seja feito pelas polícias civil, militar, federal e guardas municipais, além de ONGs e igrejas, e que o serviço esteja presente em todo o território nacional.

Segundo Barreto, a arma será destruída na frente de quem a entregar, mas o método ainda não foi definido. A intenção é garantir que o objeto não volta às ruas.

Cada cidadão poderá receber entre R$ 100,00 e R$ 300,00 por arma devolvida. Cerca de 10 milhões de reais serão destinados à iniciativa. A campanha não tem prazo para terminar e o esforço de criação da rede e recolhimento das armas será mantido durante todo o ano.

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,governo-anuncia-criacao-de-rede-nacional-para-recolhimento-de-armas,708040,0.htm

O Vaticano no purgatório

Joseph Ratzinger já teve dias melhores. Ele pastoreava em terreno bem menos lodoso quando ainda não era Bento XVI, mas prefeito da temível Congregação para a Doutrina da Fé, a mais antiga e polêmica das 9 congregações católicas – organização que, a despeito da sua renovação, herdou o pesadíssimo passado de torturas, perseguições e barbarismos da “Sacra Inquisição”.

Tanto quanto os 83 anos de idade de Raztinger, completados no último dia 16, o venerável cargo tem custado profundos dissabores ao papa, sobretudo nos últimos anos. Cenário bem diferente do existente logo após a morte do seu antecessor, o polonês Karol Wojtyła, quando a autoridade moral de Bento XVI era inquestionável.

Não que os postos de líder religioso mais importante do mundo e chefe do menor Estado do planeta, o Vaticano, pesem em suas costas. Autoritário e autossuficiente, o homem não é dado a fraquejos. É que a coleção de gravíssimos pecados de muitos dos seus pastores, dele próprio e da cúpula da Igreja Católica têm provocado enormes baixas na mais numerosa legião de fiéis do mundo. Pior: tem colocado em xeque sua autoridade moral.

Nada mais compreensível. As ovelhas estão se cansando de saberem que um número nada desprezível de homens de batina possuem estatura moral comparável à dos mais abjetos marginais – adjetivo leve, se quisermos aplicá-lo aos padres que, protegidos do mundo pelas paredes das paróquias, dedicam-se ao abominável prazer de abusar sexualmente de crianças e adolescentes. Mais ainda quando sabem que Bento XVI tem dirigido olhares tímidos e míopes a estes casos, temendo as explosivas reações que, naturalmente, deles decorrem.

Ingresso neste tema em plena semana da Páscoa – uma das mais sagradas para os cristãos – na intenção de fomentar um debate sobre a posição da Igreja Católica neste mundo mais e mais pragmático e exigente. Posição cada vez menos influente, inclusive no Brasil, pátria das chuteiras e das batinas, onde o número de cidadãos declarados católicos está caindo – 125 milhões de pessoas (73,8% da população) em 2000, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados sobre o número de adeptos das religiões em 2010 só devem ser divulgados pelo IBGE em dezembro, mas o Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais estima que o número de católicos brasileiros tenha sofrido redução de 65% nestes dez anos.

Vozes opostas emanam da Santa Sé, claro. Os dados do Anuário Pontifício, levados a público em fevereiro pelo próprio Bento XVI, garantem que cada vez mais seres humanos se definem como católicos, incluindo os brasileiros.

É claro que o papa não é o único responsável por este declínio do número de seguidores da Igreja, que há séculos já sofrem com o excesso de formalismo da sua liturgia e a oratória empolada de boa parte dos padres. Mas Bento XVI é certamente o principal artífice da evasão de fiéis porque é sua a missão de definir as diretrizes para a condução do rebanho de católicos no planeta e, acima de qualquer coisa, dar o exemplo de ética, dignidade e moralidade, que lhe faltam face aos padres pedófilos.

A postura ultraconservadora do velho Raztinger (anacronismo exposto diante de temas como o casamento entre homossexuais, o uso da camisinha e o celibato dos padres) também tem feito sua parte para afastar cada vez mais gente da sua Igreja, colocando-a nos braços dos pastores evangélicos e seu discurso popular, sedutor e messiânico.

A Igreja Católica precisa se reciclar, ampliando os espaços de novas correntes doutrinárias, como a Teologia da Libertação ou mesmo o Movimento da Renovação Carismática. Acima de tudo, porém, precisa ouvir as massas e devolver ao rebanho a alegria de ser católico. O Vaticano dá sinais de que já está no purgatório. Depende de Bento XVI e seus asseclas de batina, agora, decidir se este estágio de purgação os levará aos céus ou a destino bem diferente.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-vaticano-no-purgatorio

Colaborador da ditadura argentina é professor em universidade brasileira

Por Milton Ribeiro*

Trata-se de Jorge Eduardo Vior, que trabalhou para o ditador argentino Eduardo Massera no diário Convicción. Atualmente, ele trabalha como professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) que atua no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, ministrando aulas relacionadas a Direitos Humanos.

O que impressiona é que Vior é o único professor concursado não-brasileiro que foi nomeado sem que as autoridades da universidade investigassem seus antecedentes. Na Argentina, como ex-colaborador da ditadura militar da Argentina, ele foi, inclusive, levado a julgamento por uma banca acadêmica.

Durante a XX Cúpula Social do Mercosul, realizada em dezembro passado, Vior foi reconhecido por organizações sociais argentinas que participaram do encontro regional. Estas pediram sua retirada imediata de um painel sobre o tema “Migração e Direitos Humanos”, coordenado exatamente por Vior, para a perplexidade e indignação dos presentes.

Não é a primeira vez que Vior tenta se infiltrar em uma universidade na tentativa de apagar seu passado: em janeiro de 2010 um grupo de professores da Universidade Nacional de Río Negro (sul da Argentina) solicitou ao vice-reitor Roberto Martínez que procedesse a um processo administrativo acadêmico contra o professor Eduardo Vior, após a divulgação, através do portal Río Negro online, de que Vior escrevera por quatro anos para o jornal Convicción, pertencente ao genocída e ex-chefe da Marinha durante a última ditadura militar, Eduardo Emilio Massera.

Em meados de 1978, Massera, membro da junta militar que representava a Marinha, lançou o matutino Convicción com uma tiragem diária de 20.000 exemplares durante cinco anos (até o final de 1983) com três finalidades: “lavar” suas mãos, unificar as forças armadas para uma anistia futura e criar um clima propício para o projeto político chamado “Almirante Zero”.

Vior, depois de escrever por dois anos para o diário golpista permaneceu na Alemanha entre 1980 e 2004, realizando estudos em Educação em vinculada aos Direitos Humanos no Instituto de Ciência Política da Universidade de Magdeburg. Ao mesmo tempo, seguiu trabalhando por mais dois anos no periódico, até seu fechamento.

Ao voltar para a Argentina em 2004, tornou-se professor na Universidade Nacional de La Matanza, onde foi forçado a renunciar por presumida extorsão com a finalidade de se apoderar de um programa de pesquisa.

Em 2009, ingressou na Universidade Nacional de Río Negro, onde sofreu processo administrativo e foi identificado como colaborador de Massera. Ele também atuou como professor da Northeastern University. Em sua incrível carreira na área dos Direitos Humanos, conseguiu ingressar no espaço político de intelectuais argentinos Carta Abierta, de onde foi rapidamente expulso.

Em seu curriculum vitae, que hoje ostenta o cargo de professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, o denunciado omite seu trabalho como redator.

Com informações do Rebelion e do Movimento de Justiça e Direitos Humanos/Brasil.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/colaborador-da-ditadura-argentina-e-professor-em-universidade-brasileira

Jornalismo e economia uma combinação perigosa

Paulo Daniel 16 de abril de 2011 às 11:33h

Por Paulo Daniel*

Para alguns, economia pode ser uma ciência de difícil compreensão, ainda mais quando se usa o economês, ao relatar ou comentar um processo econômico, este, em sua maioria, é realizado por jornalistas, mas pouquíssimos, com raríssimas exceções, procuram fazer uma análise mais detalhada e criteriosa e, também, por que não dizer, relativamente mais acessível.

Ao comentar sobre a crise européia, a única justificativa que se tem, são os altos gastos do governo, como a previdência, saúde, educação etc., mas esquecem-se de relatar o alto grau de financeirização da economia européia.

Ou no caso brasileiro, nos faz parecer que o único remédio para a inflação é o aumento dos juros, ou então, os gastos do governo precisam ser reduzidos, mas jamais afirmam qual gasto é o mais alto, ou onde cortariam, sem contar que; não diferenciam os tipos de inflações e se realmente vivemos um surto inflacionário. O contexto internacional é completamente escanteado do noticiário, quando o fazem, é de maneira errática.

Ao falar de orçamento público, é uma tragédia, tentam comparar um orçamento familiar ou de uma empresa, com o público, são ambientes e peças diferentes, por uma razão muito simples, o Estado tem o poder de emitir moeda e títulos públicos, ou seja, tem a capacidade de auto-financiar, evidentemente, haverá conseqüências, mas não se pode negar jamais essa solução.

Neste sentido, é importante lembrar que a economia não possui um único pensamento, e, por isso, o tecnicismo puro é inexistente. É mais do que necessário levar em conta as relações sociais e de classe, a história e a política. Não que a economia seja uma ciência menor, é justamente o contrário, é por conta da economia que os interesses afloram, divergem e comungam.

Ao emitir uma opinião, os veículos de comunicação têm uma determinada opção política e social e isto é importante e necessário, mas seria de relevante importância e honestidade, se afirmassem de que lado estão, para que os ouvintes, os(as) leitores(as), ou telespectadores saibam suas causas e conseqüências de um determinado pensamento econômico e jornalístico.

Portanto, ao se encontrarem, o jornalismo e a economia, atrelado a política, podem fazer estragos incomensuráveis em uma determinada sociedade. Por exemplo, no Brasil, a quem interessa propagar que existe um surto inflacionário?

Desde 1999, com a introdução da política de metas de inflação, em nenhum momento atingiu-se o centro da meta, algo tão desejado pelos governos e, em particular, pelo Banco Central. Façamos a seguinte constatação: Em 2001 a meta de inflação, conforme resolução do Banco Central era de 4% a.a., mas atingiu 7,67%a.a. praticamente o dobro, no ano seguinte; em 2002, a meta inflacionária foi audaciosa, ou porque não dizer, irresponsável, era de 3,5% a.a. e bateu a casa dos dois dígitos, com 12,53%a.a. 3,6 vezes maior do que o almejado.

Nesses dois momentos, pelo menos grande parte da mídia, nunca se falou em surto inflacionário, ou até mesmo, em riscos de volta da inflação como se fala atualmente, um reflexo claro de que há lado nessa história, não há isenção da notícia ou da análise econômica. Isso não quer dizer que vivemos um período de não inflação, mas é importante constatar que atualmente a inflação é um fenômeno global. Para citar os BRICs, na Rússia há uma projeção de 9%a.a, na Índia 7%a.a, na China 5%a.a e no Brasil poderemos chegar a 6%a.a.

Uma sociedade se desenvolve não somente só, com uma única opinião, mas sim, com suas divergências e convergências, para tanto, é mais do que urgente jornalistas e economistas ao comentarem um processo econômico, tenham no mínimo a honestidade de dizerem que pensamento econômico estão inseridos. Informação é poder! Por isso, pode-se desejar compartilhar ou concentrar de acordo com os interesses estabelecidos.

*Publicado originalmente em Além da Economia.
Paulo Daniel

Paulo Daniel, economista, mestre em economia política pela PUC-SP, professor de economia e editor do Blog Além de economia.

http://www.cartacapital.com.br/economia/jornalismo-e-economia-uma-combinacao-perigosa

Limpeza correta do órgão sexual previne câncer e amputação

Coisa séria! Juliana Crem O assunto é pouco abordado e é um problema de saúde pública: todos os anos, cerca de mil homens têm seus pênis amputados por causa do câncer, segundo dados do Sistema Único de Saúde (SUS). "O câncer de pênis é muito frequente nos países subdesenvolvidos. Falta de higiene, fimose e associação com o vírus HPV aumentam o risco de desenvolver a doença", contou Gustavo Guimarães, oncologista e diretor do núcleo de urologia do Hospital A.C. Camargo, de São Paulo (SP). Ana Teresa Teles, psicóloga do Recife (PE), estudou casos de amputação peniana no Hospital de Câncer do Pernambuco e constatou que a doença não é muito abordada sequer na literatura. "Estava preparando um projeto e foi difícil encontrar fundamentação teórica para poder escrevê-lo", disse, "acho que a saúde masculina não é muito trabalhada. Não há tantas campanhas como para as mulheres. Isso mudou depois de 2009, quando a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) começou a divulgar sobre o câncer de próstata, por exemplo. Conheço homens que só souberam que estavam doentes porque foram o médico depois de a família ver a campanha e pressionar para procurarem um médico", contou. Água e sabão O pênis produz uma substância esbranquiçada e gordurosa, chamada esmegma, para limpar e lubrificar o órgão genital. Todavia, é preciso higienizar adequadamente o membro para remover o esmegma, evitando a proliferação de bactérias e infecções. Um dos fatores que mais atrapalha os homens na correta limpeza do pênis é a presença da fimose, quando o prepúcio não se descola totalmente da glande, prejudicando a higienização. E essa higienização não requer grandes firulas. "Apenas água e sabão são suficientes", explicou Guimarães. Mas, muitos homens sequer sabem disso, pois como destacou a psicóloga, muitos pacientes, principalmente os que vivem no campo diziam "eu me lavo", mas não sabiam que é preciso remover o esmegma. A média de idade dos homens que sofrem precisam amputar o membro por causa do câncer é entre 60 e 70 anos, sendo que a maioria vive no Norte e no Nordeste do Brasil e são de baixa renda. Todavia, os jovens não estão livres do mal: "temos pacientes de 30 a 40 anos aqui no hospital", disse Guimarães. "Encontrei pacientes que não eram tão velhos e também que viviam em áreas urbanas e bairros nobres", contou Ana Teresa. O câncer de pênis Considerada um mistério para a medicina, o câncer de pênis é bastante agressivo e não tem, necessariamente, uma ligação com DSTs, como o de colo de útero, causado pelo HPV. A amputação, parcial ou total, é um dos últimos recursos usados pelos médicos para salvar a vida do paciente. Dependendo do estágio da doença, até mesmo os membros inferiores acabam sendo amputados. Mas, Guimarães lembrou que o mal pode ser tratado sem a amputação quando descoberto no início. Para tanto, é necessário que o homem procure e converse com seu urologista, que é o profissional indicado para o diagnóstico, "toda vez que aparecer uma ferida, principalmente indolor, e se o homem tem fimose, então devem procurar o médico. Feridas e úlceras podem ser uma DST, mas quando não cicatrizam, podem ser câncer". "Esta não é uma doença com mortalidade rápida. O homem sofre muito e demoram para procurar ajuda por vergonha de mostrar o pênis, medo do diagnóstico, medo da consequência, agravando ainda mais o problema", destacou o médico do Hospital A.C. Camargo, especializado no tratamento de câncer. Ação e reação "A reação dos homens quando sabem que precisarão amputar o pênis é terrível! Este diagnóstico acaba sendo mais forte para eles do que o do câncer ou da possibilidade de morrer. Eles encaram como a morte de sua sexualidade e de sua função como homem. Muitos escondem de toda a família, dividindo a amputação apenas com a esposa", lembrou Ana Teresa, destacando que não é possível colocar implantes, levando muitos pacientes a quadros ainda mais depressivos. A psicóloga destacou que a notícia do câncer atinge não só o homem, como toda a sua família e muitas mulheres também se angustiam com o drama do marido que, muitas vezes, além da amputação do órgão sexual precisa passar por outras cirurgias. "Toda doença afeta o aspecto emocional, que pode acelerar consideravelmente a cura ou a piora. Por isso o papel do psicólogo é tão importante para que o paciente aceite a doença e saiba lidar com ela da melhor maneira possível. Toda moléstia requer tratamento e acompanhamento. Alguém com diabetes, por exemplo, vai precisar aceitar a doença para tratá-la e conviver com ela. O mesmo acontece com o homem que teve seu pênis amputado por causa de um câncer." Solução do problema A circuncisão para remoção do prepúcio é uma das formas de prevenir o câncer peniano e, consequentemente, a possível amputação. Apesar de a glande ficar exposta, a circuncisão acaba protegendo a saúde masculina: "há estudos que mostram que diminui o risco de contrair DSTs e até o HIV, mas, logicamente a proteção não é 100%. A camisinha ainda é mais eficaz", disse Guimarães. Não há idade para a realização da cirurgia de fimose, portanto, mesmo homens adultos podem procurar o médico para a realização do procedimento."Não sei porque não é feita em todos os homens", desabafou Ana Teresa. A limpeza correta durante o banho, após relações sexuais e a masturbação é essencial para prevenir este mal e manter a saúde sexual em ordem. Outra forma de prevenir o câncer de pênis é por meio da conscientização não só dos homens, mas também das mulheres. "As mães, em especial, são o agente multiplicador. Elas que vão ensinar seus filhos a como higienizar corretamente as partes íntimas, prevenindo lesões que podem avançar para o câncer, além de ensinar a procurar o médico, sem pudores", sugeriu Ana Teresa. Terra http://vidaeestilo.terra.com.br/homem/interna/0,,OI5081716-EI12827,00-Limpeza+correta+do+orgao+sexual+previne+cancer+e+amputacao.html

Carta de John Lennon xingando Paul McCartney vai a leilão

DA BBC BRASIL

Uma carta assinada por John Lennon cheia de ofensas a Paul McCartney e sua então mulher, Linda, vai a leilão nos Estados Unidos em maio, e a expectativa é de que alcance o equivalente a R$ 100 mil. O documento, datado de 1971, é uma resposta de Lennon a uma carta dirigida a ele e assinada por Linda, e trata dos bastidores da separação dos Beatles e do tratamento dado pelos integrantes da banda e pelo casal McCartney a Yoko Ono. No texto, o ex-beatle afirma: ''Estava me perguntando que fã dos Beatles irritadiça e de meia idade a tinha escrito. Resisti em olhar a última página para descobrir. (...) Que diabos, foi Linda!''. Lennon afirma ainda: ''Eu espero que você perceba as merdas que vocês e os 'meus amigos gentis e altruístas' lançaram sobre mim e sobre Yoko desde que nós estamos juntos. Por vezes pode ter sido um pouco mais sutil ou será que eu deveria dizer mais 'classe média', mas não com frequência. Nós dois superamos isso algumas vezes e perdoamos vocês dois. Portanto, é o mínimo que vocês podem fazer por nós, pessoas tão nobres''.
O Beatle comenta ainda as restrições que teve ao título entregue pela rainha Elizabeth 2ª aos Beatles, que ele acabou devolvendo em 1969, em protesto contra a política externa britânica. ''Quando indagado sobre o que eu achava a respeito do MBE (Member of the Order of the British Empire, Membro da Ordem do Império Britânico, como o título é chamado), eu lhes disse da melhor maneira que eu pude, pelo que eu me recordo. E eu me recordo de sentir um certo constrangimento''. ''Não tenho vergonha dos Beatles (eu comecei isso tudo), mas sim de algumas das merdas que a gente teve que aguentar para torná-los tão grandes. Pensei que todos nos sentíssemos da mesma maneira com pequenas variações - obviamente estava errado". MUDAMOS O MUNDO Lennon comenta ainda o papel dos Beatles no cenário artístico mundial e ironiza uma suposta presunção do antigo parceiro em relação à visão dele sobre a dimensão da banda. ''Você realmente acha que a maior parte da arte atual surgiu por causa dos Beatles? Não acredito que você seja tão maluco, Paul. Você acredita nisso? Quando parar de acreditar, talvez você acorde! Nós não dizíamos sempre que éramos parte do movimento e não o movimento todo? Claro, nós mudamos o mundo. Mas tente seguir em frente. SALTE DO DISCO DE OURO E VOE!'' Ele conclui comentando a sua saída da banda e a decisão de não ter declarado publicamente que estava deixando o grupo. ''Por fim, sobre não ter dito para ninguém que eu havia deixado os Beatles - Paul e (o empresário Allen) Klein passaram o dia me dizendo que era melhor eu não dizer nada a ninguém - Pedindo que eu não dissesse nada porque iria 'ferir os Beatles' (...). Portanto, ponha isso na sua pequena mente pervertida, Sra. McCartney, os babacas me pediram para ficar calado. Ao se despedir, ele ainda faz mais um ataque à mulher de McCartney, lembrando da cisão que se criou na banda sobre quem seria o nome certo para empresariar o grupo. Lennon, Ringo Starr e George Harrison optaram pelo americano Allen Klein, ao passo que Paul acabou sendo preterido ao defender que seu sogro administrasse os negócios dos Beatles. ''Claro, o aspecto financeiro é importante - para todos nós - especialmente após todas as merdinhas que surgiram com a sua insana família/sogros e DEUS TE AJUDE A ESCAPAR, PAUL - vejo você em dois anos - espero que você tenha escapado até lá''. Ele assina a carta com os dizeres ''apesar de tudo, amor a vocês dois, de nós dois''. http://www1.folha.uol.com.br/bbc/904053-carta-de-john-lennon-xingando-paul-mccartney-vai-a-leilao.shtml

17 abril 2011

Após 15 anos, dois únicos condenados pelo massacre de Eldorado dos Carajás continuam soltos

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Um dos fatos mais trágicos da história brasileira pós-ditadura militar, o massacre de Eldorado dos Carajás, completa 15 anos neste domingo (17). O episódio, que jamais será apagado da memória das vítimas e dos envolvidos, ainda não foi superado judicialmente. No total, 19 sem-terra foram mortos e mais de 70 ficaram feridos em uma operação truculenta e atabalhoada, ordenada pelo governo do Pará e executada pela Polícia Militar.

CRONOLOGIA DO MASSACRE

  • 5.mar.96 - Fazenda Macaxeira, em Curionópolis (PA), é ocupada por mais de 1.200 famílias de sem-terra

    16.abr.96 – Grupo de 1.100 sem-terra, em marcha para Belém, obstrui a rodovia PA-150, em Eldorado dos Carajás (PA)

    17.abr.96 – Dia do massacre. Às 17h, operação da polícia para desobstruir a rodovia, ordenada pelo governador Almir Gabriel (PSDB), termina com a morte de 19 sem-terra. Outros 70 são feridos

    8.mai.96 – Perícia judicial divulga laudo no qual conclui que os sem-terra foram mortos com tiros à queima-roupa, pelas costas ou na cabeça, e com golpes de machado e facão

    09.jun.96 - Coordenado pelo coronel João Paulo Vieira, Inquérito Policial Militar indicia 156 PMs e inocenta Almir Gabriel. No segundo mandato do governador, Vieira é nomeado chefe da Casa Militar

    12.jun.96 – MP denuncia 155 PMs à auditoria militar (um motorista foi excluído do processo)

    16.ago.96 - Processo chega à Justiça comum. O juiz de Curionópolis, Laércio de Almeida Larêdo, aceita denúncia contra 155 PMs, um civil e três sem-terra

    25.out.96 - O processo é desmembrado em dois. A acusação de homicídio contra os 155 PMs fica na Justiça comum. A de lesões corporais vai para a Justiça Militar

    06.mai.97 - Dois novos juízes assumem o caso --Otávio Marcelino Maciel, na Justiça comum, e Raimundo Holanda, na Justiça Militar

    12.nov.97 – Maciel manda 153 PMs a júri popular por homicídio doloso; também são acusados um suposto pistoleiro e três sem-terra

    16.ago.99 – Tribunal do Júri absolve os três oficiais da PM envolvidos no caso --coronel Mário Colares Pantoja, major José Maria Pereira de Oliveira e capitão Raimundo José Almendra Lameira

    Abr.2000 – Tribunal de Justiça do Pará anula julgamento. Juiz Ronaldo Valle solicita o afastamento do caso. Maioria dos juízes consultados pelo TJ rejeita presidir o julgamento

    Jun.2001 – Novo julgamento, presidido pela juíza Eva do Amaral Coelho, é adiado após o MST contestar a retirada da perícia feita por Ricardo Molina do processo. O laudo apontava que os PMs dispararam primeiro contra os sem-terra

    Mai/jun.2002 – Julgamento é retomado; dos três oficiais acusados, coronel Pantoja e major Oliveira são condenados a 228 e 154 anos de prisão, respectivamente, com o benefício de recorrerem em liberdade. O júri inocentou os demais envolvidos

    Set/out.2005 – STF concede habeas corpus ao coronel Pantoja e, posteriormente, estende a decisão ao major Oliveira

    Ago.2009 – STJ nega recursos da defesa que pediam a anulação da condenação

    Situação atual: o STJ rejeitou todos os recursos da defesa, que apresentou também pedido de habeas corpus no STF para anular a condenação dos réus. Não há previsão para acontecer o julgamento no Supremo. Se o tribunal mantiver as decisões anteriores, o coronel Pantoja e o major Oliveira serão mandados para a prisão

Dos 154 policiais denunciados pelo Ministério Público, no que ficou conhecido como o maior julgamento da história do Brasil, apenas dois foram condenados a pena máxima por homicídio doloso: o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira. Ambos aguardam em liberdade o fim do processo por força de um habeas corpus concedido pelo ministro Cezar Peluso, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 2005.

Os recursos apresentados no STJ (Superior Tribunal de Justiça) foram todos rejeitados --o último deles na quinta-feira (14). Ainda resta ser julgado um recurso da defesa no STF que pede a anulação da sentença contra ambos. A condenação dos dois oficiais ocorreu no Tribunal do Júri seis anos depois do massacre, após um processo tão tumultuado quanto a operação policial em Carajás (veja a cronologia ao lado).

O promotor Marco Aurélio Nascimento, um dos representantes do MP que atuaram no caso, vê no processo de Carajás mais um exemplo de desprestígio dos órgãos de primeira instância da Justiça. “As decisões [em primeira instância] não são cumpridas, e as pessoas ficam recorrendo. No Brasil há uma infinidade de recursos. Os processos nunca se encerram”, afirma.

Relembre o episódio

O massacre ocorreu em 17 de abril de 1996, por volta das 17h, quando cerca de 1.100 sem-terra ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) interditavam a rodovia PA-150, na altura da curva do “S”, em Eldorado dos Carajás (a 754 km de Belém). Os manifestantes marchavam rumo à capital paraense para exigir a desapropriação da fazenda Macaxeira, em Curionópolis (PA), ocupada por 1.500 famílias havia 11 dias.

Do gabinete do governador Almir Gabriel (PSDB) partiu a ordem para “desobstruir” a via; o secretário de Segurança Pública, Paulo Sette Câmara, reforçou a orientação e autorizou o uso da força policial para tirar os manifestantes da rodovia. Pantoja disse, em seu depoimento no Tribunal do Júri, que tentou argumentar com seus superiores para que a tropa de choque fosse chamada para a operação, já que seus comandados não teriam condições para cumprir a ordem, mas teve o pedido rejeitado.

Orientado a seguir com a desobstrução, o coronel partiu de Marabá com policiais munidos de armamentos pesados. No lado oposto da PA-150, a partir de Parauapebas, vieram os comandados de Oliveira, também fortemente armados. Na curva do "S", onde a multidão se aglomerava, os PMs utilizaram bombas de gás lacrimogêneo para liberar a rodovia.

Os sem-terra revidaram atirando pedras e paus contra os policiais. Em seguida, alguns PMs passaram a disparar com armas de fogo em direção aos manifestantes. Apesar dos tiros, a maioria das mortes não ocorreu no momento do enfrentamento, mas alguns instantes depois, quando os trabalhadores já estavam rendidos, segundo a perícia.

Analistas comentam massacre de Eldorado e divergem sobre MST

Os peritos constataram que a maior parte dos crimes teve características de execução, algumas delas com requintes de crueldade. A apuração dos crimes foi prejudicada porque os corpos foram retirados da cena do crime pelos policiais . Além dos 19 mortos, cerca de 70 trabalhadores sofreram ferimentos graves e mutilações resultantes do uso de armas brancas pelos policiais. “Foi uma demonstração clara da violência do latifúndio e da polícia contra a luta dos trabalhadores pela terra”, analisa a historiadora e professora da USP Universidade de São Paulo), Zilda Iokói.

Dois promotores que defenderam a tese de que o MP deveria investigar a responsabilidade do governador e do secretário foram afastados pelo então Procurador-Geral de Justiça, Manoel Santino, nomeado secretário Especial de Governo no segundo mandato de Almir Gabriel.

O coronel João Paulo Vieira, encarregado do Inquérito Policial Militar, eximiu a cúpula do governo das responsabilidades e foi nomeado chefe da Casa Militar no governo posterior do tucano. Outro inquérito para apurar o papel do governo no episódio, instaurado por determinação do STJ, foi arquivado após pedido da Procuradoria-Geral da República.

A história de Andrelina de Souza Araújo

  • 20.abr.1996 - Jorge Araújo/Folhapress

    O fotógrafo Jorge Araújo, da Folhapress, recebeu o prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos pela foto acima, um dos retratos-símbolos do massacre.

    Na imagem, a sem-terra Andrelina de Souza Araújo está com o filho Róbson no colo. Ela chorava a morte do marido João Rodrigues de Araújo, assassinado no massacre de Eldorado dos Carajás aos 48 anos. Na época, Andrelina tinha 42 anos, e a criança, 3. Além do garoto, João Rodrigues deixou órfãos outros seis filhos.

    Hoje, Andrelina está com 57 anos e recebe uma pensão mensal de aproximadamente um salário mínimo. Divide um lote com oito familiares --entre filhos e netos-- às margens de um rio, perto de Eldorado dos Carajás. Durante o inverno, com a cheia do rio, ela e a família deixam o lote e se alojam na casa de outro filho. “Lá no lote não tem nada. Não tem estrada, não tem nem vicinal. No inverno eu saio para não morrer afogada”, disse à reportagem.

    Além de Róbson, que é solteiro, moram no lote de Andrelina os filhos Roberval, viúvo, com dois filhos; e Alcilene, mãe de três crianças, que também moram com a avó; completa a lista de moradores do lote a neta Lauricélia, mãe da filha caçula de Andrelina, que, segundo ela, “caiu no mundo”. “Ela tem 12 anos. É a minha companheirinha.”

A reportagem do UOL Notícias procurou o coronel Pantoja, mas, segundo seu advogado de defesa, ele não aceita dar entrevistas pois é um homem “reservado” e se tornou “um pouco depressivo” após o massacre. “Pantoja nunca teve um perfil violento. Houve uma enorme ineficiência na investigação dos fatos e depois tentaram responsabilizá-lo”, afirmou o advogado Roberto Lauria. “Ele nem armado estava. O que houve foi um conflito de sem-terras e PMs. A acusação se esquece disso”, diz.

O major Oliveira não quis atender a reportagem. Já o ex-governador Almir Gabriel não foi localizado.

Carajás hoje

Boa parte dos sobreviventes e testemunhas do massacre vive hoje no Assentamento 17 de Abril, que fica na fazenda Macaxeira, a mesma ocupada em abril de 1996. Segundo o MST, cerca de 6.000 pessoas moram no local, “uma das maiores agrovilas do país”. Um dos assentados é Josimar Pereira de Freitas, 46, sobrevivente do massacre, hoje uma das lideranças dos sem-terra na região.

Freitas nasceu no Tocantins e chegou à região de Eldorado dos Carajás em 1992. Foi baleado na perna durante a operação policial. “Todo dia do ano a gente tem alguma lembrança do massacre. É muito forte para todos. O 17 de abril é um momento de emoção, mas também de felicidade, por tudo o que a gente conquistou. É claro que ficamos tristes pelos colegas que tombaram”, afirmou.

O militante conversou com a reportagem por telefone após ter sido recebido pelo secretário-chefe da Casa Civil do Pará, Zenaldo Coutinho. Ele e outros 32 sem-terra foram até Belém para se reunir com o governo para discutir demandas das famílias dos sobreviventes do massacre.

A comitiva encaminhou uma pauta de reivindicações que inclui tratamento médico especial para vítimas que ficaram com sequelas e revisão do valor das pensões pagas às viúvas e filhos dos mortos --que, segundo os sem-terra, não foram reajustadas, apesar do aumento do salário mínimo. Além das pensões, boa parte das famílias das vítimas recebeu R$ 20 mil de indenização.

Para o cientista político Bruno Konder Comparato, pesquisador de temas como movimentos sociais e direitos humanos, o massacre “foi um marco na história da luta pela terra no Brasil”. “Carajás colocou a questão da reforma agrária na agenda política do país. O dia do massacre passou a ser relembrado como o dia da luta pela terra. No plano internacional, as imagens do massacre foram veiculadas no mundo inteiro, e o governo federal não pôde mais ignorar as reivindicações dos movimentos de luta pela terra, em especial do MST”, afirma.

Pará, (ainda) terra sem-lei

Na avaliação do líder do MST no sul paraense, após o massacre a violência no campo diminuiu no Estado. “O massacre divulgou a impunidade na nossa região. Antes a polícia só vinha para matar mesmo. Hoje a gente se sente mais seguro, mas agimos sempre com cautela para evitar uma nova tragédia”, diz Josimar Pereira de Freitas.

Os dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), porém, contradizem a afirmação de Freitas. Entre 1996 e 2009, o Pará foi o campeão no número de mortes resultantes de conflitos pela terra. Das 521 mortes registradas no período em todo o país, 213 (40,9%), ocorreram no Estado, como mostra o gráfico a seguir.

O Pará também é detentor de outro recorde negativo, causador de um impacto direto na violência no campo: é o Estado brasileiro com a maior quantidade de terras griladas -- propriedades obtidas de modo irregular, por meio da falsificação de documentos cartoriais.

Se fossem considerados os registros em cartório, o território do Pará teria 490 milhões de hectares, o que representa mais de três vezes o tamanho real do Estado, segundo o Tribunal de Justiça. A discrepância é causada pela superposição de propriedades nos registros. “A reforma agrária só existe com pressão, com ocupação. Se a gente quer terra, tem que lutar”, finaliza Freitas.

http://noticias.uol.com.br/politica/2011/04/17/apos-15-anos-dois-unicos-condenados-pelo-massacre-de-eldorado-dos-carajas-continuam-soltos.jhtm

Após 15 anos, dois únicos condenados pelo massacre de Eldorado dos Carajás continuam soltos

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Um dos fatos mais trágicos da história brasileira pós-ditadura militar, o massacre de Eldorado dos Carajás, completa 15 anos neste domingo (17). O episódio, que jamais será apagado da memória das vítimas e dos envolvidos, ainda não foi superado judicialmente. No total, 19 sem-terra foram mortos e mais de 70 ficaram feridos em uma operação truculenta e atabalhoada, ordenada pelo governo do Pará e executada pela Polícia Militar.

CRONOLOGIA DO MASSACRE

  • 5.mar.96 - Fazenda Macaxeira, em Curionópolis (PA), é ocupada por mais de 1.200 famílias de sem-terra

    16.abr.96 – Grupo de 1.100 sem-terra, em marcha para Belém, obstrui a rodovia PA-150, em Eldorado dos Carajás (PA)

    17.abr.96 – Dia do massacre. Às 17h, operação da polícia para desobstruir a rodovia, ordenada pelo governador Almir Gabriel (PSDB), termina com a morte de 19 sem-terra. Outros 70 são feridos

    8.mai.96 – Perícia judicial divulga laudo no qual conclui que os sem-terra foram mortos com tiros à queima-roupa, pelas costas ou na cabeça, e com golpes de machado e facão

    09.jun.96 - Coordenado pelo coronel João Paulo Vieira, Inquérito Policial Militar indicia 156 PMs e inocenta Almir Gabriel. No segundo mandato do governador, Vieira é nomeado chefe da Casa Militar

    12.jun.96 – MP denuncia 155 PMs à auditoria militar (um motorista foi excluído do processo)

    16.ago.96 - Processo chega à Justiça comum. O juiz de Curionópolis, Laércio de Almeida Larêdo, aceita denúncia contra 155 PMs, um civil e três sem-terra

    25.out.96 - O processo é desmembrado em dois. A acusação de homicídio contra os 155 PMs fica na Justiça comum. A de lesões corporais vai para a Justiça Militar

    06.mai.97 - Dois novos juízes assumem o caso --Otávio Marcelino Maciel, na Justiça comum, e Raimundo Holanda, na Justiça Militar

    12.nov.97 – Maciel manda 153 PMs a júri popular por homicídio doloso; também são acusados um suposto pistoleiro e três sem-terra

    16.ago.99 – Tribunal do Júri absolve os três oficiais da PM envolvidos no caso --coronel Mário Colares Pantoja, major José Maria Pereira de Oliveira e capitão Raimundo José Almendra Lameira

    Abr.2000 – Tribunal de Justiça do Pará anula julgamento. Juiz Ronaldo Valle solicita o afastamento do caso. Maioria dos juízes consultados pelo TJ rejeita presidir o julgamento

    Jun.2001 – Novo julgamento, presidido pela juíza Eva do Amaral Coelho, é adiado após o MST contestar a retirada da perícia feita por Ricardo Molina do processo. O laudo apontava que os PMs dispararam primeiro contra os sem-terra

    Mai/jun.2002 – Julgamento é retomado; dos três oficiais acusados, coronel Pantoja e major Oliveira são condenados a 228 e 154 anos de prisão, respectivamente, com o benefício de recorrerem em liberdade. O júri inocentou os demais envolvidos

    Set/out.2005 – STF concede habeas corpus ao coronel Pantoja e, posteriormente, estende a decisão ao major Oliveira

    Ago.2009 – STJ nega recursos da defesa que pediam a anulação da condenação

    Situação atual: o STJ rejeitou todos os recursos da defesa, que apresentou também pedido de habeas corpus no STF para anular a condenação dos réus. Não há previsão para acontecer o julgamento no Supremo. Se o tribunal mantiver as decisões anteriores, o coronel Pantoja e o major Oliveira serão mandados para a prisão

Dos 154 policiais denunciados pelo Ministério Público, no que ficou conhecido como o maior julgamento da história do Brasil, apenas dois foram condenados a pena máxima por homicídio doloso: o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira. Ambos aguardam em liberdade o fim do processo por força de um habeas corpus concedido pelo ministro Cezar Peluso, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 2005.

Os recursos apresentados no STJ (Superior Tribunal de Justiça) foram todos rejeitados --o último deles na quinta-feira (14). Ainda resta ser julgado um recurso da defesa no STF que pede a anulação da sentença contra ambos. A condenação dos dois oficiais ocorreu no Tribunal do Júri seis anos depois do massacre, após um processo tão tumultuado quanto a operação policial em Carajás (veja a cronologia ao lado).

O promotor Marco Aurélio Nascimento, um dos representantes do MP que atuaram no caso, vê no processo de Carajás mais um exemplo de desprestígio dos órgãos de primeira instância da Justiça. “As decisões [em primeira instância] não são cumpridas, e as pessoas ficam recorrendo. No Brasil há uma infinidade de recursos. Os processos nunca se encerram”, afirma.

Relembre o episódio

O massacre ocorreu em 17 de abril de 1996, por volta das 17h, quando cerca de 1.100 sem-terra ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) interditavam a rodovia PA-150, na altura da curva do “S”, em Eldorado dos Carajás (a 754 km de Belém). Os manifestantes marchavam rumo à capital paraense para exigir a desapropriação da fazenda Macaxeira, em Curionópolis (PA), ocupada por 1.500 famílias havia 11 dias.

Do gabinete do governador Almir Gabriel (PSDB) partiu a ordem para “desobstruir” a via; o secretário de Segurança Pública, Paulo Sette Câmara, reforçou a orientação e autorizou o uso da força policial para tirar os manifestantes da rodovia. Pantoja disse, em seu depoimento no Tribunal do Júri, que tentou argumentar com seus superiores para que a tropa de choque fosse chamada para a operação, já que seus comandados não teriam condições para cumprir a ordem, mas teve o pedido rejeitado.

Orientado a seguir com a desobstrução, o coronel partiu de Marabá com policiais munidos de armamentos pesados. No lado oposto da PA-150, a partir de Parauapebas, vieram os comandados de Oliveira, também fortemente armados. Na curva do "S", onde a multidão se aglomerava, os PMs utilizaram bombas de gás lacrimogêneo para liberar a rodovia.

Os sem-terra revidaram atirando pedras e paus contra os policiais. Em seguida, alguns PMs passaram a disparar com armas de fogo em direção aos manifestantes. Apesar dos tiros, a maioria das mortes não ocorreu no momento do enfrentamento, mas alguns instantes depois, quando os trabalhadores já estavam rendidos, segundo a perícia.

Analistas comentam massacre de Eldorado e divergem sobre MST

Os peritos constataram que a maior parte dos crimes teve características de execução, algumas delas com requintes de crueldade. A apuração dos crimes foi prejudicada porque os corpos foram retirados da cena do crime pelos policiais . Além dos 19 mortos, cerca de 70 trabalhadores sofreram ferimentos graves e mutilações resultantes do uso de armas brancas pelos policiais. “Foi uma demonstração clara da violência do latifúndio e da polícia contra a luta dos trabalhadores pela terra”, analisa a historiadora e professora da USP Universidade de São Paulo), Zilda Iokói.

Dois promotores que defenderam a tese de que o MP deveria investigar a responsabilidade do governador e do secretário foram afastados pelo então Procurador-Geral de Justiça, Manoel Santino, nomeado secretário Especial de Governo no segundo mandato de Almir Gabriel.

O coronel João Paulo Vieira, encarregado do Inquérito Policial Militar, eximiu a cúpula do governo das responsabilidades e foi nomeado chefe da Casa Militar no governo posterior do tucano. Outro inquérito para apurar o papel do governo no episódio, instaurado por determinação do STJ, foi arquivado após pedido da Procuradoria-Geral da República.

A história de Andrelina de Souza Araújo

  • 20.abr.1996 - Jorge Araújo/Folhapress

    O fotógrafo Jorge Araújo, da Folhapress, recebeu o prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos pela foto acima, um dos retratos-símbolos do massacre.

    Na imagem, a sem-terra Andrelina de Souza Araújo está com o filho Róbson no colo. Ela chorava a morte do marido João Rodrigues de Araújo, assassinado no massacre de Eldorado dos Carajás aos 48 anos. Na época, Andrelina tinha 42 anos, e a criança, 3. Além do garoto, João Rodrigues deixou órfãos outros seis filhos.

    Hoje, Andrelina está com 57 anos e recebe uma pensão mensal de aproximadamente um salário mínimo. Divide um lote com oito familiares --entre filhos e netos-- às margens de um rio, perto de Eldorado dos Carajás. Durante o inverno, com a cheia do rio, ela e a família deixam o lote e se alojam na casa de outro filho. “Lá no lote não tem nada. Não tem estrada, não tem nem vicinal. No inverno eu saio para não morrer afogada”, disse à reportagem.

    Além de Róbson, que é solteiro, moram no lote de Andrelina os filhos Roberval, viúvo, com dois filhos; e Alcilene, mãe de três crianças, que também moram com a avó; completa a lista de moradores do lote a neta Lauricélia, mãe da filha caçula de Andrelina, que, segundo ela, “caiu no mundo”. “Ela tem 12 anos. É a minha companheirinha.”

A reportagem do UOL Notícias procurou o coronel Pantoja, mas, segundo seu advogado de defesa, ele não aceita dar entrevistas pois é um homem “reservado” e se tornou “um pouco depressivo” após o massacre. “Pantoja nunca teve um perfil violento. Houve uma enorme ineficiência na investigação dos fatos e depois tentaram responsabilizá-lo”, afirmou o advogado Roberto Lauria. “Ele nem armado estava. O que houve foi um conflito de sem-terras e PMs. A acusação se esquece disso”, diz.

O major Oliveira não quis atender a reportagem. Já o ex-governador Almir Gabriel não foi localizado.

Carajás hoje

Boa parte dos sobreviventes e testemunhas do massacre vive hoje no Assentamento 17 de Abril, que fica na fazenda Macaxeira, a mesma ocupada em abril de 1996. Segundo o MST, cerca de 6.000 pessoas moram no local, “uma das maiores agrovilas do país”. Um dos assentados é Josimar Pereira de Freitas, 46, sobrevivente do massacre, hoje uma das lideranças dos sem-terra na região.

Freitas nasceu no Tocantins e chegou à região de Eldorado dos Carajás em 1992. Foi baleado na perna durante a operação policial. “Todo dia do ano a gente tem alguma lembrança do massacre. É muito forte para todos. O 17 de abril é um momento de emoção, mas também de felicidade, por tudo o que a gente conquistou. É claro que ficamos tristes pelos colegas que tombaram”, afirmou.

O militante conversou com a reportagem por telefone após ter sido recebido pelo secretário-chefe da Casa Civil do Pará, Zenaldo Coutinho. Ele e outros 32 sem-terra foram até Belém para se reunir com o governo para discutir demandas das famílias dos sobreviventes do massacre.

A comitiva encaminhou uma pauta de reivindicações que inclui tratamento médico especial para vítimas que ficaram com sequelas e revisão do valor das pensões pagas às viúvas e filhos dos mortos --que, segundo os sem-terra, não foram reajustadas, apesar do aumento do salário mínimo. Além das pensões, boa parte das famílias das vítimas recebeu R$ 20 mil de indenização.

Para o cientista político Bruno Konder Comparato, pesquisador de temas como movimentos sociais e direitos humanos, o massacre “foi um marco na história da luta pela terra no Brasil”. “Carajás colocou a questão da reforma agrária na agenda política do país. O dia do massacre passou a ser relembrado como o dia da luta pela terra. No plano internacional, as imagens do massacre foram veiculadas no mundo inteiro, e o governo federal não pôde mais ignorar as reivindicações dos movimentos de luta pela terra, em especial do MST”, afirma.

Pará, (ainda) terra sem-lei

Na avaliação do líder do MST no sul paraense, após o massacre a violência no campo diminuiu no Estado. “O massacre divulgou a impunidade na nossa região. Antes a polícia só vinha para matar mesmo. Hoje a gente se sente mais seguro, mas agimos sempre com cautela para evitar uma nova tragédia”, diz Josimar Pereira de Freitas.

Os dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), porém, contradizem a afirmação de Freitas. Entre 1996 e 2009, o Pará foi o campeão no número de mortes resultantes de conflitos pela terra. Das 521 mortes registradas no período em todo o país, 213 (40,9%), ocorreram no Estado, como mostra o gráfico a seguir.

O Pará também é detentor de outro recorde negativo, causador de um impacto direto na violência no campo: é o Estado brasileiro com a maior quantidade de terras griladas -- propriedades obtidas de modo irregular, por meio da falsificação de documentos cartoriais.

Se fossem considerados os registros em cartório, o território do Pará teria 490 milhões de hectares, o que representa mais de três vezes o tamanho real do Estado, segundo o Tribunal de Justiça. A discrepância é causada pela superposição de propriedades nos registros. “A reforma agrária só existe com pressão, com ocupação. Se a gente quer terra, tem que lutar”, finaliza Freitas.

http://noticias.uol.com.br/politica/2011/04/17/apos-15-anos-dois-unicos-condenados-pelo-massacre-de-eldorado-dos-carajas-continuam-soltos.jhtm

Prognósticos sobre os vencedores da temporada regular da NBA

NBA | 17:46

THE WINNER IS…

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Está muito na cara o que vai acontecer em relação aos prêmios dos melhores da temporada. Por isso, não vou perder muito tempo com blábláblás.

MVP – À exceção do Reirom, que acha que o melhor jogador do campeonato será Zach Randolph, alguém tem dúvida de que Derrick Rose será eleito? Creio que não. O que D-Rose fez pelo Chicago o credencia amplamente a ganhar o troféu. Conduziu o time em quadra na melhor campanha entre todos os participantes do campeonato, algo que não ocorria desde os tempos de Michael Jordan. D-Rose transformou o Bulls de um figurante a um time que vai brigar pelo título. Dwight Howard, que surge como seu maior concorrente, tem números pessoais excelentes, mas não conseguiu fazer pelo Orlando o que D-Rose, repito, fez pelo Bulls. The winner is… Derrick Rose.

Coach of the Year – Alguém tem dúvida de que Tom Thibodeau vai ganhar? Nunca, em toda a história da NBA, um técnico novato terminou a fase de classificação em primeiro lugar. E Thibodeau ainda quebrou o recorde que era de Phil Jackson com a melhor performance de um técnico novato. Gregg Popovich e Doug Collins correm por fora. Dos dois, dou mais méritos a Collins, que está remontando o Philadelphia. Pop fez esse San Antonio, é verdade, mas isso foi no passado. Assim como D-Rose, Thibodeau é responsável por este salto magnífico que o Chicago deu nesta temporada. The winner is… Tom Thibodeau.

Melhor Defensor – O que Dwight Howard defendeu nesta temporada foi algo de assombroso. Jogou sozinho no garrafão do Orlando, principalmente depois que a franquia abriu mão de Marcin Gortat e deixou-o órfão. Mas ele provou que realmente é um super-homem. Aguentou o rojão calado e calado (se bem que usou muito os cotovelos, é verdade) construiu sua reputação nesta temporada. The winner is… Dwight Howard.

Sexto Homem – Bom, quem me conhece sabe da minha predileção pelo jogo de Lamar Odom. Na minha opinião, ele deveria ter sido eleito na temporada passada, quando Jason Terry ficou com o galardão. Mas desta não passa. Lamar tem sido um dos vértices do triângulo do Lakers, ao lado de Kobe e Gasol. Glen “Baleinha” Davis também jogou muito bem esta temporada, mas não dá. The winner is… Lamar Odom.

Most Improved Player – Esta também é uma barbada: Kevin Love. Alguém discute? Esta nem preciso gastar saliva. The winner is… Kevin Love.

Rookie of the Year – Outra barbada: Blake Griffin. Eu me iludi em um determinado momento do campeonato achando que Landry Fields, por ser do New York Knicks, time de mídia e camisa, poderia ficar com o troféu. Santa ingenuidade! Impossível! The winner is… Blake Griffin.

TIMES

Aqui a gente pode ter discordâncias — mas não creio que serão muitas.

A seleção do campeonato, pra mim, é esta:
Derrick Rose
Kobe Bryant
LeBron James
Dirk Nowitzki
Dwight Howard

A seleção dos melhores defensores:
Rajon Rondo
Ronnie Brewer
LeBron James
? (alguém me ajuda? Mas não me venham com Kevin Garnett, por favor)
Dwight Howard

Seleção dos Rookies
John Wall
Gary Neal
Landry Fields
Blake Griffin
DeMarcus Cousins

Autor: Fábio Sormani

Elis Regina - Como Nossos Pais

Brasil terá vacina da dengue antes de vencer falta de saneamento, diz secretário

Agência Brasil Zoom Vacina contra dengue deve ficar pronta em cinco anos

Vacina contra dengue deve ficar pronta em cinco anos
Da Redação, com Agência Brasil
cidades@eband.com.br

Cientistas esperam que a população brasileira possa, daqui a cinco anos, ser imunizada contra os quatro tipos de vírus da dengue. O prazo para resolver o problema epidemiológico é bem inferior ao tempo de que o país precisa para universalizar o saneamento básico, apontado como uma das causas para a prevalência da dengue. Segundo o governo federal, apenas em 2030, todos os brasileiros terão água encanada e rede coletora de esgoto em suas casas.

“Um dos problemas da dengue e outras doenças negligenciadas é que elas cresceram onde não há infraestrutura adequada. As pessoas têm que armazenar água, as prefeituras não conseguem recolher o lixo. Isso vai levar anos, talvez décadas para que a gente consiga resolver completamente”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

“Muitas dessas doenças negligenciadas são de pessoas negligenciadas”, assinala Barbosa, ao lembrar da incidência de tuberculose, hanseníase e de doenças parasitárias entre as pessoas que vivem em domicílios com pouco espaço e muitos moradores. “São pessoas que vivem em condições insalubres”, acrescenta, ao dizer que o tratamento médico gratuito não é suficiente para melhorar a vida das pessoas.

Desenvolvimento

Na avaliação do secretário, a situação social torna a pesquisa em saúde ainda mais importante. Barbosa lembra que a pesquisa pode oferecer boas ferramentas de prevenção e controle de doenças. “Quando olhamos o panorama de doenças tropicais negligenciadas, as que persistem são aquelas em que as ferramentas disponíveis não são as melhores. E, por isso, o desenvolvimento científico e tecnológico é muito importante.”

“O desafio é desenvolver estratégias capazes de aumentar o acesso à saúde. Para isso, a gente também precisa de pesquisa operacional para ver qual a melhor estratégia para ver a maneira daquela população ser alcançada”.

Um quarto da pesquisa científica feita no Brasil é na área de saúde, o que torna o país referência mundial. “Temos desde pesquisas para buscar a modificação genética do mosquito da dengue até pesquisa para infectá-lo com um microrganismo que não faz mal para as pessoas e reduz a capacidade dele de se infestar com vírus da dengue”, diz o secretário de Vigilância em Saúde.

Segundo Barbosa, o país faz pesquisa básica, desenvolve ferramentas para atendimento à população, cria kits de diagnóstico, produz novos medicamentos e participa de testes e pesquisas operacionais para avaliar e implementar estratégias de imunização. “O Brasil tem um papel importante no campo da pesquisa de doenças tropicais. O país está procurando desenvolver sua vacina e está ajudando a testar a vacina que não é produzida aqui, mas, seguramente, será muito útil para o programa brasileiro de controle da dengue”, atesta Barbosa.

A pesquisa mais adiantada envolve o Núcleo de Doenças Infectocontagiosas da Universidade Federal do Espírito Santo, que participa dos testes clínicos de uma vacina desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur em 11 países tropicais. Além dessa pesquisa, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro; e o Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, trabalham na produção de vacinas em parceria com laboratórios internacionais.

Redatora: Bárbara Forte

Fritura pode fazer bem ao coração, diz pesquisa

Dá para entender?

Fritura pode fazer bem ao coração, diz pesquisa

Cincinnati (EUA) - Parece a receita para se ter um enfarto, mas comer fritura seguida de um prato de dounuts pode, realmente, fazer bem ao coração. Uma pesquisa da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, sugere que o estranho tratamento, de alguma forma, aumenta o músculo cardíaco, reduzindo a quantidade de danos causados por um ataque cardíaco, diz o jornal Daily Mail.

Aqueles que gostam do fast-food ficarão felizes em saber que existe uma possibilidade de alimentos como batatas fritas, bacon e donuts, fornecerem a melhor proteção.

Os investigadores americanos alimentaram ratos com uma dieta baseada em banha e outra normal, por períodos de 24 horas a seis semanas, e depois analisaram a resposta de cada grupo durante um ataque cardíaco. Os primeiros testes mostram que os ratos alimentados com comidas gordurosas tiveram enfartos mais leves.

Outro episódio também chamou a atenção: os animais que estavam na dieta de banha há apenas 24 horas tiveram ataques cardíacos 70% mais leves que os da dieta normal.

Não está claro como porções de gordura ajudam o coração, mas pode ser através do aumento da quantidade de energia disponível para o músculo do órgão, o que auxilia o processo de cicatrização.

Aécio Neves se recusa a fazer teste do bafômetro e tem carteira apreendida

Domingo, 17 de abril de 2011 - 12h18 Última atualização, 17/04/2011 - 12h18
Foto: Cleones Ribeiro Zoom Aécio Neves tinha saído da casa de amigos e voltava para a residência dele

Aécio Neves tinha saído da casa de amigos e voltava para a residência dele

Da Redação, com Band News FM

brasil@eband.com.br

O senador Aécio Neves, do PSDB-MG, teve a carteira de habilitação apreendida por estar com o documento vencido e por se recusar a fazer o teste do bafômetro em uma Operação da Lei Seca no Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro.

Aécio foi parado na blitz na madrugada deste domingo, segundo a Secretaria estadual de Governo. O político foi multado, mas não teve o carro apreendido, já que apresentou um condutor habilitado, e foi liberado.

A assessoria de imprensa do tucano informou que ele não sabia que a carteira de habilitação estava vencida. Aécio Neves tinha saído da casa de amigos e voltava para a residência dele, no Leblon, com a namorada.

A recusa do teste de bafômetro é considerada uma infração gravíssima, representa sete pontos na carteira e vale multa de R$ 957. Dirigir com a carteira de habilitação vencida também é uma infração gravíssima com multa de R$ 191,54.

Redatora: Bárbara Forte

http://www.band.com.br/jornalismo/brasil/conteudo.asp?id=100000422074