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31 dezembro 2011

Salário de vereador sobe até 62% em seis capitais do país


As Câmaras Municipais de ao menos seis capitais brasileiras aprovaram reajustes de até 62% nos contracheques dos vereadores, informa reportagem de Sílvia Freire e Felipe Luchete, publicada na Folha deste sábado (aíntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O objetivo da antecipação, programada apenas para o fim de 2012, é evitar o desgaste político de votar aumento salarial em ano de eleições municipais. Com isso, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Maceió terão, a partir de janeiro de 2013, incremento da folha de pagamento dos vereadores.

No Rio de Janeiro, apesar de a lei estabelecer que o reajuste só pode entrar em vigor na legislatura seguinte, os vereadores já estão recebendo o aumento de 62%. Em São Paulo e em outras duas capitais, Porto Alegre e Goiânia, os vereadores também aprovaram ao longo deste ano outros reajustes, já em vigor --de 22,7%, 20,7% e 14,73%, respectivamente.

Leia mais na edição deste sábado, que já está nas bancas.

MATÉRIA COMPLETA:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1028230-salario-de-vereador-sobe-ate-62-em-seis-capitais-do-pais.shtml

22 dezembro 2011

VEREADOR DE BH DIZ TER VERGONHA DE SEU SALÁRIO



O presidente da Câmara Muncipal de Belo Horizonte, Léo Burguês (PSDB), é alvo da campanha promovida na internet para o prefeito Márcio Lacerda (PSB) vetar o aumento de 60% no salário dos vereadores.

Se o reajuste for aprovado, o salário passará de R$ 9 mil para R$ 15 mil em 2013.

Mas os vereadores também usam a internet para se defender dos ataques. Só que estão postando vídeos capazes de aumentar ainda mais a indignação do eleitor. Num deles, o vereador Henrique Braga (PSDB) afirma que tem vergonha de seu salário atual.

MATÉRIA COMPLETA:

http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/12/22/vereador-de-belo-horizonte-diz-que-tem-vergonha-de-seu-salario/

26 outubro 2011

Qual o custo de um vereador?


Gabriel Bonis

Em Araraquara, por exemplo, cidade de 208 mil habitantes, o custo mensal por vereador é de 10.458,63 reais

A aprovação em 2009 da Emenda 58 garantiu a criação de 24 faixas populacionais que definem o número de vereadores por cidade. Segundo um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado no início de outubro deste ano, 2.153 municípios estão qualificados a rever a quantidade de representantes na Câmara Municipal. Entre os 1.857 participantes do levantamento, metade já abriu mais vagas e mais de 61% da outra parcela pretende fazer o mesmo.

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As novas faixas criadas variam entre o máximo de nove vereadores nas cidades com até 15 mil habitantes a 55 nos municípios com mais de 8 milhões de pessoas. Sendo assim, o número máximo possível de vagas para as eleições de 2012 é 59.764 – 7.710 a mais que em 2008 – e os estados com maior adesão são São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Ceará, e Rio Grande do Sul.

A escolha pelo aumento da bancada é uma opção da Câmara Municipal, mas capitais como Salvador e Porto Alegre mantiveram o mesmo número de integrantes. Por outro lado, Florianópolis e Maceió ampliaram seus quadros, enquanto São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte já dispõem da quantidade máxima permitida em suas faixas populacionais – diferentemente da maioria das cidades de médio e pequeno porte aptas para a revisão, faixa que concentra a maior adesão à mudança a partir de 2013.

Mesmo considerando que, geralmente, nestes locais a discussão e votação de projetos acontece em um longos intervalos de tempo. Um possível indicativo de falta de debate político ou temas de interesse público a serem transformados em lei. Enquanto a cidade de São Paulo realiza ao menos três sessões ordinárias por semana, Araraquara, no interior do estado, tem apenas uma. Há registros de cidades em que as mesmas ocorrem a cada 15 dias.

Com esse nível de adesão ao debate de projetos, a justificativa de que o aumento de vereadores traria maior representatividade tem pouco sentido. Por outro lado, a medida elevaria substancialmente os custos de administração e já enfrenta resistência em diversas regiões do País. Caso de Novo Hamburgo, interior do Rio Grande do Sul, que inicialmente aprovou a proposta, mas desistiu após a pressão popular.

O custo benefício de um vereador pode ser calculado levando em conta algumas variáveis, como a presença nas sessões ordinárias e extraordinárias, às quais devem oficialmente comparecer. Porém, a conta fica mais complicada ao analisar que o mesmo não vale para outros eventos da Casa ou até para o expediente no gabinete. Não há uma jornada de trabalho determinada.

Visto que a maioria das cidades a revisar o número de vereadores são do interior do País,CartaCapital escolheu aleatoriamente três municípios desta parte do Brasil para um levantamento do impacto econômico da adoção da medida. Os locais escolhidos possuem porte médio e estão nos estados com maior adesão à proposta.

Para ilustrar o cenário de custo-benefício, foram comparados o valor dos salários dos vereadores, a quantidade de horas trabalhadas pelos mesmos em 2005, de acordo com levantamento publicado no início deste ano pela ONG contra a corrupção Transparência Municipal, baseado em dados da Interlegis – Comunidade Virtual do Poder Legislativo, e a frequência das sessões ordinárias.

Disparidade

Em Araraquara, cidade paulista de cerca de 208 mil habitantes, a Câmara Municipal vai passar de 13 para 18 vereadores em 2013, abaixo dos 21 permitidos por lei.

O município realiza apenas uma sessão ordinária por semana e os dados da Transparência mostram que os vereadores da cidade trabalharam, em média, apenas 32 horas mensais em 2005. Uma quantidade inferior a uma semana da jornada de um indivíduo registrado no regime de 8 horas diárias da CLT, ou 160 horas por mês.

Na cidade, cada vereador recebe 5.043,73 reais por mês (sem direito a benefícios) e tem garantido dois assessores de gabinete com salário de 1.684,13 reais mensais cada, além de um assessor legislativo por 2.046,64 reais por mês. Logo, o custo mensal por vereador é de 10.458,63 reais.

Em uma comparação simples, considerando o salário de 2011 dos vereadores da cidade e as horas trabalhadas por mês em 2005, eles recebem o equivalente a 157,61 reais por hora. A hora de um empregado com o salário mínimo de 545,00 reais custa 3,4 reais, em uma jornada cinco vezes mais longa.

A Câmara Municipal de Araraquara informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os cinco vereadores novos representarão um acréscimo de 2 milhões de reais por ano às despesas da Casa. A previsão inclui a reforma do prédio para abrigar os gabinetes extras, mas deixa de fora um possível aumento salarial para a próxima legislatura a ser debatido em 2012.

Em Caxias do Sul, a segunda maior cidade do Rio Grande do Sul, com cerca de 440 mil habitantes, aumentou em seis o número de vereadores a partir de 2013. Agora serão 23, o máximo permitido.

Os vereadores caxienses recebem um subsídio de 7.607,06 (sem 13º salário e outros benefícios). Segundo a Transparência Municipal, os representantes trabalharam 32 horas mensais, em média, em 2005. Uma proporção de 232,72 reais recebidos por hora, para comparecer a três sessões ordinárias por semana.

Cada vereador tem direito a dois assessores políticos com salários de 2.725,10 reais por mês cada. Logo, o aumento de seis vereadores resultaria em um gasto mensal de 78.343,56 reais, apenas em subsídios.

Além disso, a Câmara construiu um prédio anexo para os novos gabinetes, ao custo de 1.804.858,00 reais. Na cidade também deve ser discutido um aumento no salário da próxima legislatura.

No interior da Bahia, em Vitória da Conquista, cidade de cerca de 310 mil habitantes, a Câmara passará de 17 para o máximo de 21 vereadores a partir de 2013. Com um orçamento de 6 milhões de reais para 2011, o órgão paga 8.849,00 reais (sem benefícios) aos seus vereadores.

A média mensal de horas trabalhadas foi de 48 em 2005, pelo valor de 737,41 reais, quase o dobro da quantia paga nas cidades anteriores juntas. Além disso, há apenas duas sessões ordinárias semanais.

Cada gabinete tem uma verba de 7 mil reais, logo, o aumento das vagas representaria 95.094 reais extras por mês aos cofres públicos. Ainda existe um projeto para a construção de um quarto andar na Câmara, no qual ficariam os gabinetes novos. Porém, sem estimativas de gastos.

Esse cenário ocorre mesmo com a diminuição dos repasses às câmaras, também aprovado na Emenda. Com a mudança, Araraquara e Vitória da Conquista podem perder até 15% e Caxias do Sul, 17%, de seus orçamentos para 2013. Porém, as cidades com mais habitantes e, consequentemente, mais vereadores, enfrentarão maiores cortes. São Paulo, por exemplo, pode ter uma redução de até 30% nos repasses, hoje em 431.064.192,36 de reais por ano.

Na capital paulista, os vereadores ganham 15 mil reais e trabalharam em média mais de 160 horas por mês, recebendo 93,75 reais a cada 60 minutos de jornada, abaixo das médias acima. Contudo o custo de gabinete é exponencialmente mais elevado: são 18 assessores parlamentares para cada vereador, com uma verba mensal de 84.407,60 reais para mantê-los e ainda 16.359,48 reais para despesas gerais.

24 outubro 2011

Vereador de Taubaté gera revolta em rede social

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/994538-vereador-de-taubate-gera-revolta-em-rede-social.shtml

DOUGLAS LISBOA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Hospedado em um hotel quatro estrelas no Nordeste, onde participa de um encontro do Legislativo, o vereador Rodson Lima (PP), de Taubaté (134 Km de SP), escreveu no Facebook que tem uma vida de "príncipe" e gerou revolta entre seus seguidores na rede social.

Lima se vangloriou de estar hospedado em um hotel de frente para o mar no Nordeste, deixando claro que "essa vida de luxo" é paga com dinheiro público. Os comentários foram feitos num grupo de discussão criado para debater as eleições municipais do ano que vem.

"Eu tô conversando com você na janela e tem uma piscina de 40 metros com cachoeira, é brincadeira?", escreveu. "Agradeço ao povo por ter me dado essa vida de príncipe."

Em entrevista à Folha, Lima confirmou os comentários feitos na internet e disse que tentava apenas agradecer ao povo de Taubaté por ter pago sua estadia. "Sou um homem de origem humilde, o povo está me tratando como um príncipe, isso aqui para mim é o Palácio de Buckingham", disse, referindo-se à residência oficial da rainha da Inglaterra.

O vereador participa desde quarta-feira (19) de um encontro de representantes do Poder Legislativo de várias cidades do país, em Aracaju (SE). O evento termina amanhã.

Para o presidente da OAB em Taubaté, Aluisio de Fátima Nobre Jesus, a declaração é "de uma desfaçatez sem tamanho. Esse cidadão chegou a dizer uma vez que achava a vida de vereador tão boa que gostaria de pôr os filhos em seu lugar".

Em 2005, o vereador organizou o enterro simbólico da Velhinha de Taubaté, personagem criada pelo escritor Luís Fernando Veríssimo, que entrou para o folclore político nacional por representar a crença na palavra de todos os políticos e governos brasileiros.

Sob pressão, [algumas] Câmaras rejeitam novas vagas

http://www1.folha.uol.com.br/poder/995110-sob-pressao-camaras-rejeitam-novas-vagas.shtml

ARARIPE CASTILHO
DE RIBEIRÃO PRETO (SP)
FELIPE BÄCHTOLD
DE PORTO ALEGRE

Abaixo-assinados, correntes na internet e outras formas de mobilização popular têm levado algumas cidades a rejeitar o aumento do número de vereadores, na contramão da tendência nacional de inchaço das Câmaras.

Os municípios têm até a metade de 2012 para decidir se aumentam o número de vagas nos Legislativos, com base no crescimento da população e numa emenda constitucional aprovada em 2009.

A Confederação Nacional dos Municípios divulgou estudo em que constatou que a maioria das cidades ou já aumentou suas vagas ou tem projeto para isso.

Mas identificou também uma minoria que rema na direção oposta.

De quase 2.000 municípios que têm condição de ampliar seus Legislativos, metade já havia modificado a lei para ampliar as vagas.

Na outra metade, 62% falam em uma alteração na Câmara até a data-limite de 30 de junho de 2012.

Por outro lado, das 2.153 cidades que podem ampliar as Câmaras, ao menos 356 já definiram que não farão isso.

A Folha ouviu 15 dessas cidades. Em cinco delas, a pressão popular já fez os vereadores desistirem do aumento.

Em Franca (SP) e Maringá (PR), a população lotou o plenário das Câmaras contra o aumento das vagas --nos dois casos, de 15 para 23. Os parlamentares recuaram.

"O aumento não representaria maior eficiência e geraria um gasto de R$ 5 milhões a mais", disse o presidente da Associação Comercial, Adilson Emir dos Santos.

Em São José do Rio Preto (SP), pressionados também pela imprensa, os vereadores engavetaram o projeto, que previa 23 vagas (ante 17).

Em Jaraguá do Sul (SC), o movimento começou com o empresariado, e aos poucos, associações de bairro e estudantes também aderiram.

Outdoors foram espalhados pela cidade criticando o fato de os vereadores trabalharem só cinco horas semanais. Deu resultado, contou o presidente da associação empresarial, Durval Marcatto Júnior. "Constrangeu os vereadores", afirmou. Em julho, o aumento foi rejeitado.

Em Novo Hamburgo (RS), a Câmara decidiu na semana passada continuar com 14 vereadores. Um abaixo-assinado obteve 8.000 adesões, e os eleitores lotaram a Casa. Vereadores disseram que mudaram de voto pela pressão.

Já a Câmara de Presidente Prudente (SP) aprovou um aumento, mas menor: a pressão fez o Legislativo ampliar as vagas de 13 para 19, e não para 21, como tinha direito.
Há casos ainda de municípios que ainda não resolveran o impasse --como Santa Maria (RS) e Joinville (SC).

27 setembro 2011

Vereador tenta barrar pesquisa por seu nome no Google




É mole?!?!?! A desfaçatez anda tão grande que é capaz dele conseguir

http://www1.folha.uol.com.br/poder/981288-vereador-tenta-barrar-pesquisa-por-seu-nome-no-google.shtml

Preocupado com o que internautas podem encontrar ao digitar seu nome no Google, o vereador de Porto Alegre Mauro Zacher (PDT) tenta, na Justiça, impedir que o site apresente resultados para a busca.

Segundo o vereador, o sistema do buscador tem causado danos à sua honra por trazer "notícias supostamente falsas e tendenciosas a seu respeito".

Divulgação
Mauro Zacher barrar pesquisa por seu nome no Google
Mauro Zacher barrar pesquisa por seu nome no Google

No entanto, o pedido foi negado pela juíza da 1ª Vara Cível de Porto Alegre, Anaísa Accorsi Peruffo. A decisão liminar é do dia 13 de setembro.

Para a juíza, uma decisão contra o Google não tem efeito prático. "Ainda que as informações exibidas fossem efetivamente bloqueadas, o acesso poderia ser facilmente realizado por meio de outros sites de busca", diz Peruffo.

Ela ainda lembra que as notícias também podem ser acessadas diretamente nos sites onde foram publicadas.

"De qualquer forma, independentemente dessa constatação, não se verificam fundamentos suficientemente contundentes para impedir a divulgação de dados vinculados ao autor", completa.

Outro argumento da juíza contra o pedido é a liberdade de expressão. "Desde que obedecidos critérios de razoabilidade, é inviável que se impeça o acesso às manifestações do pensamento."

Peruffo afirma ainda que não se pode falar em violação de privacidade, neste caso, porque se trata de alguém que exerce um cargo público.

"Os órgãos de comunicação, é verdade, não estão obrigados a apurar, em todos os casos, a veracidade dos fatos antes de torná-los públicos. Se tal lhes fosse exigido, a coletividade ficaria privada do direito à informação, que deve ser contemporânea às ocorrências", diz.

PROCESSOS

Uma busca por seu nome mostra que, no mês passado, o vereador foi intimado pela Justiça gaúcha a pagar uma dívida com a PUC do Rio Grande do Sul, que acumulou quando foi estudante do curso de Ciências Econômicas. Zacher foi presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da universidade.

Ele também aparece como um dos intimados pela Justiça em um inquérito que apura supostas irregularidades do ProJovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens). O nome do vereador também aparece relacionado com acusações da CPI da Juventude.

O vereador, segundo a assessoria, disse que apenas vai esperar que a juíza analise o mérito da questão.