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28 novembro 2011

Corinthians diz que vai publicar gastos semanais do Itaquerão no site oficial


  • Sanchez: "vou publicar gasto de cada prego e cada saco de cimento".

    Sanchez: "vou publicar gasto de cada prego e cada saco de cimento".

A 15 dias de deixar o cargo de presidente do Corinthians, Andrés Sanchez tem um plano digital para impedir qualquer suspeita sobre os custos do Itaquerão: o cartola quer publicar todas as planilhas com as despesas da obra, item por item, do preçco do prego até o do saco de cimento utilizado na construção.

“Já falei com o pessoal da Odebrecht e, nos próximos dias, esses custos serão publicados no site do Corinthians. Com isso, quero evitar qualquer comentário maldoso sobre a construção da arena”, explicou Sanchez, um pouco antes durante palestra realizada no Museu do Futebol, em São Paulo. "Vou publicar o preço de tudo, de prego a cimento", disse o dirigente.

A assessoria da construtora não confirmou a publicação das planilhas, mas deixou claro que “se o presidente do clube mencionou isso publicamente, alguma conversa pode ter ocorrido”.

As obras do Itaquerão, segundo a assessoria, chegaram a 18 % de sua conclusão, prevista para 2013. Até agora, nenhum pedido de financiamento foi feito ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES).

O banco estatal financia reformas e construção das arenas para Copa 2014. O pedido deve ser encaminhado até 31 de dezembro de 2011.

A assessoria do BNDES explicou que o pedido pode ser encaminhado até o dia 31 de dezembro e o contrato de financiamento (até R$ 400 milhões) pode ser assinado em 2012. Os engenheiros da Odebrecht já trabalham com a possibilidade de o empréstimo ser liberado em abril do próximo ano. O maior empecilho na relação do banco com a construtora parece ser o oferecimento das garantias reais.

O protocolo do BNDES estabelece que as garantias devam ser de 130 % do valor contratado para empresas que não operam na Bolsa de Valores de São Paulo. Clubes de futebol não podem assinar empréstimos junto ao BNDES.

Há dois meses, a construtora foi obrigada a pedir empréstimo no mercado financeiro normal para tocar as obras do Itaquerão, no valor de R$ 200 milhões.

31 outubro 2011

Ainda sem dinheiro do BNDES, Odebrecht pede R$ 200 milhões no mercado para tocar Itaquerão



Festa pela confirmação do Itaquerão como abertura da Copa, mas dinheiro está curto

Festa pela confirmação do Itaquerão como abertura da Copa, mas dinheiro está curto

http://esporte.uol.com.br/futebol/copa-2014/ultimas-noticias/2011/10/20/ainda-sem-dinheiro-do-bndes-odebrecht-pede-r-200-milhoes-no-mercado-para-tocar-itaquerao.htm

Roberto Pereira de Souza

Em São PauloApesar dos primeiros fogos que ecoaram no Itaquerão nesta quinta-feira, após o anúncio de que a arena abrirá a Copa do Mundo 2014, nem tudo é motivo de festa para a construtora Odebrecht. O núcleo financeiro que cuida da arena precisou ir ao mercado financeiro para conseguir um empréstimo de R$ 200 milhões.



A medida não é vista como emergencial dentro da construtora, mas o fato é que o trabalho no Itaquerão consumiu R$ 24 milhões em cinco meses e as negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não foram tão simples como se imaginava em um primeiro momento. Sem caixa para o Itaquerão, a construtora pediu um empréstimo em nome próprio para alavancar as obras nos próximos meses.

Oficialmente, o BNDES abriu uma carteira de crédito para construção ou reformas de estádios para a Copa 2014, no limite máximo de R$ 400 milhões/sede. Três sedes ainda não entraram em contato com o banco estatal: São Paulo, Porto Alegre e Brasília (os dois primeiros são particulares).

A assessoria do BNDES confirmou ontem que o dinheiro “reservado” ao Corinthians ainda não foi pedido. Tecnicamente, o banco poderia ter feito um empréstimo-ponte à Odebrecht que seria deduzido do valor limite (R$ 400 milhões).

“Mas essa operação não foi feita pelo BNDES. Já fizemos isso com o consórcio que toca a obra da arena pernambucana (a Odebrecht faz parte do consórcio). Para a arena corintiana, nada foi pedido, nem uma carta-consulta foi enviada”, explicou a assessoria do banco.

O prazo final para a retirada desse dinheiro junto ao banco estatal é 31 de dezembro de 2011.

Junto com a terraplenagem da área de 200 mil metros quadrados, teve início também a construção de outro projeto de engenharia: a financeira.

Técnicos da Odebrecht sairam a campo para conseguir parceiros de múltiplas tarefas. Tarefa 1: um banco que faça a intermediação do empréstimo junto ao BNDES, cobrando taxas mais baratas. Tarefa 2: que esse banco aceite as garantias reais oferecidas pela Odebrecht para fechar a operação de emprésitmo de R$ 400 milhões. Tarefa 3: que o Corinthians aceite ser sócio minoritário nessa complexa operação até quitar toda a dívida junto ao banco. O clube deverá ter receita para pagar juro e o principal da dívida, totalizando cerca de R$ 740 milhões em 14 anos.

Pela engenharia financeira construída para retirar o dinheiro do BNDES e comercializar os títulos municipais da Prefeitura no valor máximo de R$ 320 milhões, a construtora e o banco intermediário seriam os responsáveis pelo estádio. O prazo para o fechamento da operação expira em 71 dias.

05 setembro 2011

Odebrecht ganha a área do terminal do trem-bala



DE BRASÍLIA


Hoje na FolhaA Odebrecht ganhou do governo do Rio de Janeiro, sem custos, o direito de administrar até 2048 toda a área da Estação Barão de Mauá, onde está previsto o terminal do trem-bala na cidade, informa reportagem de Dimmi Amorapara a Folha.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O prazo pelo qual a Odebrecht tem o direito de explorar comercialmente um prédio da estação e seu entorno, que somam quase 200 mil metros quadrados, é quase o mesmo da concessão do trem de alta velocidade.

O projeto, orçado em R$ 38 bilhões, é a maior obra pública em gestação no país.

Quem vencer o leilão do trem-bala terá que negociar com a Odebrecht para utilizar a área.

A Secretaria de Transportes do Rio informou que, ao devolver os imóveis para a Supervia, tinha a "intenção de atender questões relacionadas ao equilíbrio econômico-financeiro" do contrato.

A Supervia, operadora de trens urbanos controlada pela Odebrecht, deixou de usar a Estação Barão de Mauá como terminal de trens em 2004. A partir de então, a estação ficou fechada.

A Odebrecht não se pronunciou.

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress


01 setembro 2011

Corinthians instala primeiras colunas do estádio de Itaquera

http://esportes.terra.com.br/noticias/0,,OI5325901-EI2011,00-Corinthians+instala+primeiras+colunas+do+estadio+de+Itaquera.html

Um ano após o anúncio oficial da construção do estádio do Corinthians, foram instaladas as três primeiras colunas, das 500 previstas, no terreno de Itaquera, zona leste de São Paulo. O evento desta quinta-feira teve a participação do presidente Andrés Sanchez.

A oficialização da parceria com a empreiteira Odebrecht para a construção da arena foi anunciada em 1 de setembro de 2010, dia do centenário do clube. Esta noite, haverá um show de comemoração dos 101 anos no estádio do Anhembi. A celebração para a torcida está marcada para o sábado, em frente ao terreno do estádio, com público previsto de 15 mil pessoas e a partir das 11h (Brasília).

Na última quarta-feira, o time venceu o Grêmio por 3 a 2 no estádio Pacaembu e manteve a liderança do Campeonato Brasileiro. "É importante presentear a torcida. Esse resultado veio para esquecermos o último jogo e nos dá confiança para o segundo turno", exaltou o lateral esquerdo Ramon, que marcou seu primeiro gol com a camisa alvinegra.

O Timão vinha de duas derrotas seguidas, para Figueirense e Palmeiras. Com 40 pontos, dois de vantagem para o segundo colocado Vasco, a equipe volta a campo no domingo para enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira, às 16h (Brasília).

29 agosto 2011

Banco do Brasil aceita garantias da Odebrecht e deve financiar construção do Fielzão, diz jornal

http://esportes.r7.com/futebol/noticias/banco-do-brasil-aceita-garantias-da-odebrecht-e-deve-financiar-construcao-do-fielzao-diz-jornal-20110823.html

Banco não aceita negociar com times de futebol, mas foi convencido pela construtora
Do R7

Fielzão 700 larg.Djalma Vassão/Gazeta Press

Obras do Fielzão ainda estão na primeira etapa, de terraplanagem; estádio deve abrir a Copa do Mundo de 2014




O Banco do Brasil aceitou as garantias oferecidas pela Odebrecht e vai liberar o dinheiro para a construção do Fielzão, o novo estádio do Corinthians que deve ser palco da abertura da Copa do Mundo de 2014, no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) pelo jornal Folha de S.Paulo, na coluna da jornalista Mônica Bergamo. Segundo a nota, a construtora, que é sócia do Corinthians na empresa responsável pela construção do estádio, terá a obrigação de garantir o pagamento.

A verba sairá do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mas precisa passar por um banco comercial antes de chegar ao cliente final. O problema é que o Banco do Brasil tem como política não negociar com clubes de futebol.

Além disso, o Corinthians não teria garantias reais a oferecer, apenas receitas futuras, como os "naming rights" (o nome oficial do estádio) e as rendas dos jogos que forem disputados com mando do clube, o que só deve ocorrer a partir de 2015.

Além do empréstimo do BNDES, o clube receberá R$ 499 milhões em incentivos fiscais para a construção do Fielzão. Desse valor, R$ 420 milhões vêm da prefeitura de São Paulo, por meio de um projeto de desenvolvimento da zona leste, e o restante de isenções concedidas a todas as 12 cidades que receberão a Copa.

O custo do estádio é estimado em R$ 820 milhões, além de R$ 46 milhões para a colocação de arquibancadas móveis que ampliarão a capacidade para 68 mil torcedores, garantindo a possibilidade de receber a partida de abertura - a Fifa exige um estádio com no mínimo 65 mil lugares, e esse valor será pago pelo governo do Estado de São Paulo. O Corinthians usará o estádio com capacidade para 48 mil pessoas.

06 abril 2011

Empresa abre porta de saída do Bolsa Família

Parceria entre a construtora Odebrecht e o governo federal já treinou 8,3 mil beneficiários do programa de transferência de renda

Gustavo Poloni, enviado especial a Porto Velho | 21/05/2010 05:55

Em outubro do ano passado, Laudinéia Queiroz matriculou-se no Acreditar, programa de capacitação profissional da construtora Odebrecht. Depois de quatro meses desempregada, queria trabalhar como zeladora na construção da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, em Porto Velho. Aos 30 anos, a ex-doméstica se formou e disputou a vaga com 40 candidatos. Para ganhar o emprego, valeu-se de um diferencial inusitado: uma carteirinha do Bolsa Família. A vantagem de Laudinéia no processo seletivo surgiu de um acordo assinado no início do ano passado entre a Odebrecht e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).De acordo com ele, os beneficiários do programa de transferência de renda têm prioridade para fazer matrícula em cursos profissionalizantes e na contratação de novos funcionários. Pouco mais de um ano depois de entrar em vigor, a parceria foi levada para nove obras da Odebrecht e já formou mais de 8,3 mil beneficiários do Bolsa Família, sendo que mil deles foram contratados pela construtora. Agora, o governo federal quer usar o projeto como modelo a ser replicado em outras empresas, como a Vale e a CSN. “A iniciativa é boa”, disse Marcelo Neri, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Alguns chamam de porta de saída do Bolsa Família, mas prefiro falar em porta de entrada para o mercado de trabalho”.

Foto: Gleice Mere Ampliar

Ao lado da família, a zeladora Laudinéia posa no portão de casa: benefício do Bolsa Família pode ir para uma pessoa mais necessitada

Laudinéia não é a única funcionária da construção da usina de Santo Antônio a usar o Bolsa Família para entrar no mercado de trabalho. Das 28 mil pessoas que passaram pelo Acreditar em Porto Velho, cerca de 10% recebem algum tipo de complemento de renda do governo federal. Destes, 545 foram contratados. Apesar de representar apenas 5% do total dos funcionários da obra, a contratação acarreta numa mudança radical na vida dessas pessoas. Laudinéia é uma delas. Há cinco anos, recorreu ao Bolsa Família para complementar os R$ 700 que o marido ganhava como instalador de outdoor nas ruas de Porto Velho. O dinheiro do bico não era suficiente para colocar comida na mesa, comprar roupas para a família e pagar a educação dos três filhos. O benefício de R$ 130 ajudou a melhorar as coisas, mas não era suficiente. “Foi um período difícil”, afirmou. Desde que foi contratada para trabalhar na obra, em janeiro, a zeladora não depende mais do benefício. Além do salário de R$ 888, Laudinéia tem plano de saúde e ganha uma cesta básica da empresa. Com o dinheiro extra, quer reformar a casa de apenas um quarto e garantir uma educação melhor para os filhos. “Meu benefício já pode ser usado por outra pessoa mais necessitada”, disse.

O programa que o governo federal pretende replicar em outras empresas começou a ser desenhado há quatro anos, quando a Odebrecht passou a estudar o mercado de trabalho de Porto Velho. O objetivo era saber se, entre os 300 mil habitantes, havia mão de obra para executar a obra. O estudo revelou o oposto: 10% da população não tinha emprego, nenhuma qualificação e a região nunca havia tido experiência com construção civil pesada. Sem ninguém para capacitá-los, a Odebrecht viu-se obrigada a criar o Acreditar. “Nosso negócio não é educação, é construção”, afirmou Antonio Cardilli, responsável administrativo e financeiro da Odebrecht. “Mas a alternativa ao Acreditar era trazer gente de fora do Estado para trabalhar na obra”. Com investimento total de R$ 30 milhões, as primeiras turmas do programa chegaram às salas de aula no início de 2008. Pouco depois, o projeto despertou a atenção de Patrus Ananis, então ministro do Desenvolvimento Social. Numa conversa com Marcelo Odebrecht, diretor-presidente da construtora, Ananias sugeriu uma parceria. “Ficou acertado que onde quer que a empresa tenha uma obra, vai criar um projeto de capacitação e priorizar os beneficiários do Bolsa Família”, disse Cardilli.

Obra da usina de Santo Antônio, no rio Madeira: 5% dos 10 mil funcionários saíram do programa de transferência de renda
Foto: Gleice Mere

Obra da usina de Santo Antônio, no rio Madeira: 5% dos 10 mil funcionários saíram do programa de transferência de renda

Encostada no batente da porta da casa de madeira numa área de invasão na zona leste de Porto Velho, Kellen da Costa Veiga, 29 anos, não vê a hora de fazer parte dessa lista de pessoas que mudaram radicalmente de vida. Se conseguir, vai realizar um sonho antigo: ter a carteira de trabalho assinada pela primeira vez. Nascida em Manicoré, no Amazonas, cidade de 46 mil habitantes entre Manaus e Porto Velho, ela se mudou para a capital de Rondônia há 10 anos para acompanhar a família. Separada e desempregada, cobra R$ 12 para fazer a unha das mulheres da vizinhança. “Num mês de bastante movimento, consigo tirar R$ 400”, disse ela. Para ajudar a criar os três filhos, recebe do governo mais R$ 134 do Bolsa Família. Kellen se inscreveu duas vezes no Acreditar antes de ser chamada para fazer o curso básico, em meados de abril deste ano. Se for contratada, já sabe o que fazer com o salário de R$ 650 mais benefícios: vai melhorar a casa de um cômodo onde vive e tentar dar uma educação melhor para os filhos. “Quero poder dar a eles a chance de completar a escola, coisa que nunca consegui”, disse Kellen. “É uma oportunidade para que eles nunca precisem entrar no Bolsa Família”.

Foto: Gleice Mere Ampliar

Depois de se inscrever duas vezes no Acreditar, Kellen foi chamada para fazer o curso: salário de R$ 650 para sair do Bolsa Família

Criado em 2004 pelo governo Lula, o Bolsa Família sempre foi cercado de controvérsia. Para alguns especialistas, ele é imprescindível para a sobrevivência de 12,5 milhões de famílias em situação de pobreza (renda per capital menor do que R$ 140 por mês) ou extrema pobreza (renda per capital menor do que R$ 70 por mês). “Ele garante um direito fundamental, constitucional, que é o direito à alimentação”, disse ao iG Patrus Ananias, ex-ministro do Desenvolvimento Social, antes de se licenciar do cargo no final de abril. Além disso, o programa de transferência de renda ajudou a aumentar o poder de consumo de regiões, como o Nordeste -- todos os meses, o programa despeja cerca de R$ 10 bilhões no mercado em todo o Brasil. Esse é o lado bom do programa. O ruim é que ele sempre foi criticado pelo caráter assistencialista – para parafrasear o presidente Lula, o Bolsa Família dá o peixe, mas não ensina a pescar. Ou seja, não oferece aos seus beneficiários uma porta de saída do ciclo vicioso da pobreza. “Parcerias como o Acreditar vão ajudar as pessoas a atravessar as pesadas portas do mercado de trabalho”, disse ao iG Ronaldo Coutinho Garcia, secretário do MDS. “Estamos conversando com empresas como a Vale e a CSN para criar algo parecido”. Procuradas pela reportagem, Vale e CSN confirmaram o interesse no projeto, mas disseram que ele ainda encontra-se em estágio inicial.

Essa não é a primeira vez que a iniciativa privada cria um projeto de capacitação que atende os beneficiários do Bolsa Família. Em 2008, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic) criou o Programa Próximo Passo, cujo objetivo é capacitar 185 mil pessoas em 240 municípios brasileiros para trabalhar nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. A diferença para o programa da Odebrecht? O investimento de R$ 115 milhões será feito pelo Ministério do Trabalho. Até hoje, já foram capacitados 45 mil pessoas e, nos próximos meses, deve chegar a 60 mil. “É um projeto bom para todo mundo: para a pessoa que tem uma oportunidade de se inserir no mercado de trabalho, para o governo que cria a porta de saída para o Bolsa Família, para as empresas que contratam mão de obra qualificada, para aumentar a renda das pessoas”, disse ao iG José Carlos Martins, vice-presidente do Cbic. Os beneficiários do Bolsa Família não deixam o programa assim que assinam o contrato e a carteira de trabalho. Como a maior parte desses projetos de capacitação é voltado para a construção civil, que vive de fases de obras, o governo estendeu por dois anos o período de concessão até que o beneficiário mostre que estabilizou a vida profissional. Para quem já esperou tanto tempo para sair da pobreza, a porta de saída para o programa de transferência está logo ali.