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30 março 2012

'Maior erro' de Einstein na verdade está certo, diz estudo

A Teoria da Relatividade de Albert Einstein é "incrivelmente precisa", segundo um estudo publicado nesta sexta-feira, que ressalta os acertos dos cálculos do físico alemão na hora de explicar a expansão do Universo. A pesquisa afirma que Einstein acertou inclusive na constante cosmológica, uma força que atuaria no universo e que o físico acrescentou à Teoria da Relatividade Geral, mas depois se arrependeu e chamou de seu "maior erro".

Saiba o que é energia e matéria escura e mais sobre astronomia

Esta conclusão surge de uma pesquisa feita por uma equipe de físicos da Universidade de Portsmouth (sul da Inglaterra) e do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, da Alemanha, cujos resultados foram anunciados nesta sexta-feira em um encontro nacional de astronomia na Universidade de Manchester (Inglaterra).

Assim, a expansão do Universo poderia ser explicada mediante a teoria de Einstein e a constante cosmológica, uma combinação que representa a resposta "mais simples" para este fenômeno, segundo os especialistas. Os pesquisadores se centraram no período compreendido entre 5 bilhões e 6 bilhões de anos atrás, quando o Universo tinha quase a metade da idade de agora, e realizaram medições com uma precisão "extraordinária".

MATÉRIA COMPLETA:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5694550-EI301,00-Maior+erro+de+Einstein+na+verdade+esta+certo+diz+estudo.html


'Maior erro' de Einstein na verdade está certo, diz estudo

A Teoria da Relatividade de Albert Einstein é "incrivelmente precisa", segundo um estudo publicado nesta sexta-feira, que ressalta os acertos dos cálculos do físico alemão na hora de explicar a expansão do Universo. A pesquisa afirma que Einstein acertou inclusive na constante cosmológica, uma força que atuaria no universo e que o físico acrescentou à Teoria da Relatividade Geral, mas depois se arrependeu e chamou de seu "maior erro".

Saiba o que é energia e matéria escura e mais sobre astronomia

Esta conclusão surge de uma pesquisa feita por uma equipe de físicos da Universidade de Portsmouth (sul da Inglaterra) e do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, da Alemanha, cujos resultados foram anunciados nesta sexta-feira em um encontro nacional de astronomia na Universidade de Manchester (Inglaterra).

Assim, a expansão do Universo poderia ser explicada mediante a teoria de Einstein e a constante cosmológica, uma combinação que representa a resposta "mais simples" para este fenômeno, segundo os especialistas. Os pesquisadores se centraram no período compreendido entre 5 bilhões e 6 bilhões de anos atrás, quando o Universo tinha quase a metade da idade de agora, e realizaram medições com uma precisão "extraordinária".

MATÉRIA COMPLETA:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5694550-EI301,00-Maior+erro+de+Einstein+na+verdade+esta+certo+diz+estudo.html


01 dezembro 2011

Eclipse em Belo Monte

Afora as questões ambientais, me lembro há uns 10 anos de um estudo da própria UNICAMP de que a usina operaria em média com 16% da capacidade. A pergunta a se fazer é se tamanho impacto ambiental compensaria um retorno tão pequeno. Gastar bilhões para construir uma usina no meio da floresta Amazônica para gerar energia para o Centro-Sul é no mínimo discutível.

Seguramente os alunos de engenharia da UNICAMP, classe que conheço razoavelmente bem, e, muito menos, aos esclarecidos astros globais não têm conhecimento disso. Talvez nem eu já que o debate invés de esclarecer à população, acaba disperso no voluntarismo ou patriotada repentinos, além, é claro, do oportunismo de alguns de nossos políticos e empreiteiras.
Achei esse texto do Yahoo muito interessante. Ele não trata de questões técnicas, mas reflete sobre a densidade dos argumentos de ambos os lados:


Dúvida e desinformação rondam o projeto de Belo Monte, da viabilidade econômica aos impactos socioambientais. Porém, algo é certo: a usina será construída, com ou sem topless de Maitê Proença. Mas o protesto dos atores da Globo não é vão.

Os astros globais conseguiram evidenciar um eclipse político com a crítica a Belo Monte: tucanalhas epetralhas, como uns e outros gostam de se chamar internet afora, logo se alinharam na reação ao tal movimento Gota D`Água. Apesar dos instantes de vergonha alheia e exagero, este é o maior mérito do vídeo. A união de governistas e oposicionistas em torno do projeto de Belo Monte diz muito sobre o estado das coisas num momento em que a pujança econômica ressuscita a ideologia nacional-desenvolvimentista dos anos 1950. O “agora vai” está de volta.

O vídeo dos globais também mostra o quanto essa ideia é difusa. Em resposta aos atores, alunos de engenharia da Unicamp gravaram uma paródia em defesa de Belo Monte. Se a marca dos artistas é o voluntarismo, a dos futuros engenheiros é a patriotada. A crítica a Belo Monte é ruim, mas a réplica não só compartilha a vergonha alheia como é pior: o Brasil pode pagar a conta (bem cara, de R$ 30 bilhões) com dinheiro do bolso, a floresta já vem sendo desmatada mesmo e por aí vão os estudantes. Se vale a dica, o colega Lúcio Flávio Pinto conhece como poucos o projeto de Belo Monte e já reuniu aqui no Yahoo! uma série de textos que ajudam a esclarecer questões nebulosas em torno da hidrelétrica.

Belo Monte, assim como a votação do Código “Agrícola” (florestal virou ironia), demonstra uma sintonia fina entre o poder político e o poder econômico, em um discurso desenvolvimentista que dá a liga no círculo de alianças e impõe uma visão de futuro que seduz segmentos das classes médias. A usina vai sair do papel e começar a barrar o rio Xingu, fato. Resta saber como será erguida, o que virá depois. Belo Monte pode ser só a cabecinha.

Há questões pontuais que carecem de resposta convincente do governo, como medidas de compensação para os indígenas afetados pela usina, que poderão ficar em maior situação de vulnerabilidade, principalmente com a chegada dos operários. Mas o momento cobra reflexão mais profunda, e sem voluntarismo, sobre novas possibilidades para um país que se pretende desenvolvido. Só se chega lá com uma sociedade mais igualitária, solidária e menos consumista. Quem topa?


17 novembro 2011

Folhas artificiais ajudarão na energia do planeta


No futuro essa técnica vai estar mais presente


A folha artificial é provavelmente mais viável como solução global do que as tecnologias limpas
A folha artificial é provavelmente mais viável como solução global do que as tecnologias limpas

A produção de energia é um hoje um dos grandes problemas globais, e uma atitude natural como a fotossíntese é, para James Barber, professor do Imperial College London, muito eficiente para gerar mais energia limpa. E parece que os pesquisadores e cientistas descobriram outra técnica que pode ajudar: folhas artificiais. O recurso da folha artificial é uma tecnologia que absorveria energia solar, armazenando-a em bombas químicas e produzindo combustível. "Talvez produza metanol ou metano. Mas o importante é que teremos um combustível de alta densidade, como o petróleo, que tem uma quantidade incrível de energia armazenada em um pequeno barril", disse. Segundo Barber essa técnica é a melhor solução em longo prazo. A quantidade de consumo atualmente em todo o território terrestre, por ano, chega a 14 terawatts de energia, sendo que a maior parte é proveniente de combustíveis fósseis como petróleo (4,5 terawatts), gás (2,7 terawatts) e carvão (2,9 terawatts). "Como sabemos, isso é insustentável. Estamos queimando combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial e chegamos a emitir carbono em uma concentração de 360 partes por milhão (ppm). Por isso que para o pesquisador a solução para o problema energético está na folha. "Não consigo ver nenhuma outra alternativa em longo prazo. Em curto prazo, provavelmente continuaremos queimando petróleo, carvão e gás. É rezar para que nada mais dramático aconteça com o clima. A médio prazo, deveremos usar biocombustíveis, mas nem todos os países poderão se valer dessas tecnologias", disse. Segundo o cientista, a folha artificial é provavelmente mais viável como solução global do que as tecnologias limpas com uso de fusão nuclear. "Isso é algo difícil demais para se fazer. Não dá para comparar com a viabilidade da folha artificial, cuja tecnologia já existe", ressaltou. "Posso produzir uma amanhã mesmo, usando um aparelho de produção de energia fotovoltaica, combinado com eletrodos de platina, alimentando o equipamento com energia solar, fazendo oxigênio e hidrogênio. Não é um sonho. É uma questão de otimização e de barateamento de produção", encerra ele. De acordo com o tutor do Portal Educação, biólogo Carlos Lehn, criar artifícios físicos e biológicos ajuda na preservação e manutenção da vida na Terra. "Mais do que nunca o desenvolvimento de fontes alternativas de produção de energia é necessário, visto que ainda dependemos muito de fontes de energia não renováveis em curto prazo", encerra.

Força humana é convertida em energia elétrica nas academias


O projeto foi apresentado na feira portuguesa



Todos os aparelhos de fitness possuem geração de energia própria
Todos os aparelhos de fitness possuem geração de energia própria

Entrar em forma não é apenas por benefício próprio. Agora, toda a energia gasta nas academias, em horas de suor, pode ser convertida para gerar energia elétrica necessária para manter o prédio.

O Projeto é realizado por uma academia sustentável. Todos os aparelhos de fitness possuem geração de energia própria e os pisos da sala de aulas têm dispositivo de absorção de energia. Chamado de ENERGYM, o projeto foi apresentado durante a feira portuguesa de tendências em decoração e design.

Tudo foi desenvolvido para otimizar o sistema de alimentação de energia do local. Que conta ainda com a área da piscina de raias flutuantes com geradores hidráulicos e abas laterais de ondas, que permitem o ganho de energia cinética. Além, é claro, dos painéis solares no telhado para captação de energia sustentável.

“A sustentabilidade está realmente fazendo transformações e utilizando a criatividade, o que mostra o projeto da academia sustentável que reverte o esforço físico em energia elétrica”, completa a tutora do Portal Educação Bruna Morais.


Fonte: Assessoria de Imprensa

23 setembro 2011

Proposta de suspensão de novas usinas nucleares será discutida em audiência pública

COMISSÕES / INFRAESTRUTURA
http://www.senado.gov.br/noticias/proposta-de-suspensao-de-novas-usinas-nucleares-sera-discutida-em-audiencia-publica.aspx

As medidas que o Brasil deve adotar em relação à utilização da energia nuclear serão discutidas em audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), com a participação de outras comissões. O debate visa instruir projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que propõe a suspensão por 30 anos da construção de novas usinas nucleares no país.

A proposta (PLS 405/11) estava na pauta da comissão desta quinta-feira (22) e foi retirada para que os senadores discutam melhor o assunto, avaliando a necessidade da suspensão e o prazo adequado para duração dessa medida. O relator da proposta, senador Roberto Requião (PMDB-PR), apresentou voto pela aprovação da matéria, que terá decisão terminativaDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. da CI.

Requião observou que o Brasil possui outras fontes alternativas de energia limpa e que não precisa investir em energia nuclear. Apesar dos progressivos aperfeiçoamentos da tecnologia, avaliou, a utilização da energia nuclear, também uma energia limpa, ainda se apresenta como uma fonte insegura. Eventual acidente com usinas nucleares, ressaltou o senador, além das perdas humanas, inutiliza recursos naturais e causa prejuízos às gerações futuras.

Apesar de defender a suspensão da construção de novas usinas nucleares no país, Requião considera importante a continuação de pesquisas na área.

- Deixemos que os países que têm tecnologia e precisam desta energia financiem as pesquisas e corram os riscos. O Brasil tem muitas outras fontes alternativas e não precisa correr esse risco - disse o senador.

O autor da proposta disse reconhecer que a energia nuclear é uma energia limpa e eficiente. Afirmou ser importante, no entanto, a moratória até que haja garantia de que não haverá riscos com sua utilização.

Angra 3

Após o acidente de Fukushima, no Japão, observou o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), os países estão reavaliando a utilização deste tipo de energia. Ele criticou a omissão do governo brasileiro, ao não emitir declaração sobre o assunto expondo as medidas de segurança a serem tomadas no país.

- Continuamos construindo Angra 3 como se nada tivesse acontecido, disse Flexa Ribeiro.

Na avaliação do senador Walter Pinheiro (PT-BA), o Brasil precisa adotar uma política para a área energética. Ele disse que países europeus estão desativando suas usinas, porém continuam com a pesquisa e vendem usinas prontas, inclusive para o Brasil.

Essa opinião é compartilhada pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Para ele, apenas a decisão de não construir mais usinas, não basta. Segundo o parlamentar, é preciso também discutir o tratamento a ser dado às já existentes.

10 agosto 2011

Energia para indústria no Brasil é a 4ª mais cara do mundo

TATIANA FREITAS

DE SÃO PAULO

A indústria brasileira paga a quarta conta de energia mais cara do mundo, o que afeta a sua competitividade.

A tarifa de consumo industrial, de R$ 329 por MWh na média nacional, fica atrás apenas de Itália, Turquia e República Tcheca, segundo estudo inédito da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

A tarifa média dos 27 países que participaram do levantamento foi calculada em R$ 215,50 por MWh. O preço brasileiro, portanto, é 53% superior à média mundial.

Considerando a média dos Brics [R$ 140,70 o MWh], a tarifa brasileira é 134% maior. A indústria nacional também paga 131% a mais do que a média de seus principais parceiros comerciais [EUA, Argentina, China e Alemanha], de R$ 142,20 o MWh.

"Sob qualquer ótica, estamos muito acima do razoável em termos de competitividade", afirma Cristiano Prado, gerente de competitividade e investimentos da Firjan.

O trabalho reforça o alto peso de encargos e impostos sobre o custo total Ðeles representam 48,6% da tarifa.

Mas os custos de geração, transmissão e distribuição, o chamado GTD, também têm forte influência no total.

Segundo o estudo, só o custo de GTD no Brasil, de R$ 165,50 por MWh, supera a tarifa de competidores como China e Argentina, apesar da vantagem hídrica brasileira.

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

CARO NA PARTIDA

O alto valor do GTD esquenta o debate sobre a renovação das concessões do setor elétrico que começam a vencer em 2015.

A indústria, liderada pela Fiesp, defende novas licitações, apostando em preços mais baixos após novos leilões. "A tendência natural é o preço despencar", diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Segundo ele, será possível reduzir a tarifa de R$ 90 o MWh [média cobrada hoje pela geração nas usinas com renovação prestes a vencer] para R$ 20 o MWh, pois os investimentos na construção dos empreendimentos já foram amortizados e restarão apenas custos operacionais.

"O impacto será grande, pois 30% da geração, 40% da distribuição e 80% da transmissão devem vencer a partir de 2015", afirma.

A Fiesp entrou com representação no TCU (Tribunal de Contas da União) solicitando intervenção para que sejam tomadas providências para a realização de novos leilões.

"Se o GTD não cair 35%, estaremos fora do jogo da competitividade industrial", diz Prado, da Fierj.

A possibilidade de nova licitação é descartada pelas empresas de energia.

"O processo tende a ser de renovação com onerosidade", diz o presidente da ABCE (Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica), José Simões Neto.

A Abradee (associação de distribuidores) diz que os novos leilões não teriam impacto nas tarifas de distribuição, já revistas a cada cinco anos.

TARIFA ELEVA PREÇO AO CONSUMIDOR

A energia elétrica representa, em média, 10% do custo total da indústria, segundo a Fierj (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

Quanto mais altos os custos, maior será o preço dos produtos vendidos ao consumidor final.

Para não ter prejuízo, a indústria repassa seus custos para o consumidor, o que mais perde na cadeia.

Além de pagar pela alta tarifa industrial no preço dos bens adquiridos, ele também arca com uma das tarifas residenciais mais elevadas do mundo.

16 abril 2011

De Chernobyl a Chorrochó

João Carlos Mazella/ Ag. JCMazella/Reprodução
Usina nuclear na região do rio São Francisco é monumento à loucura, diz Janio Ferreira Soares
Usina nuclear na região do rio São Francisco é "monumento à loucura", diz Janio Ferreira Soares

Janio Ferreira Soares
De Paulo Afonso (BA)

Quando no início dos anos 80 circulou a notícia de que o Raso da Catarina poderia abrigar o lixo atômico produzido pela Usina Nuclear de Angra dos Reis, poucas pessoas da região ficaram sabendo, já que na época as informações chegadas por aqui eram basicamente sonoras e tão esparsas como as gotas que insistem em cair de nossas magras nuvens, ora para verdejar o marrom da paisagem, ora para renovar a fé dos sertanejos que só carecem de um leve sereno para arar o solo, enterrar as sementes e sonhar com a fartura que nunca vem.

Em seguida, como na Triste Partida - genial poesia de Patativa de Assaré que Luiz Gonzaga imortalizou com sua voz de serenar vaqueiros e tanger boiadas -, setembro passou, outubro e novembro, e o boato foi perdendo força até retornar por meio de uma assustadora rede de comunicação, que faz chegar aos confins do sertão desde a foto da tatuagem no cóccix da atriz, até essa nova investida de instalar na região não mais os resíduos radioativos, mas a própria Usina Nuclear, dessa vez até com um GPS dedo-duro indicando Rodelas e Chorrochó como os locais apropriados para a construção desse monumento à loucura.

Quanto a Rodelas, terra do bravo escritor João Justiniano, não sei, mas dizem que a escolha de Chorrochó se deu pela sua semelhança fonética com Chernobyl, e que até anda rolando uma disputa silenciosa entre os grandes estúdios para ver quem se antecipa à tragédia e começa a rodar o já clássico "De Chernobyl a Chorrochó", cuja idéia é transformar o sertão num imenso apocalipse com centenas de pebas e preás fosforescentes lançando raios esverdeados sob a noite do sertão, que então será invadido por Lady Gaga - que fará uma seriema cibernética que vira uma avestruz de quatro patas por conta da radiação -, e por Bono Vox, que disfarçado de tatu-bola tenta convencer alguns calangos a dar um abraço simbólico na catinga, mas é abatido por cangaceiros zumbis que durante o escalpo, gritam: "agora só falta o Sting!".

Brincadeiras à parte, que Santo Antônio da Glória e São Francisco nos protejam.


Janio Ferreira Soares é secretário de Turismo e Cultura de Paulo Afonso (BA).

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5079934-EI6578,00-De+Chernobyl+a+Chorrocho.html

Sem terremotos, encostas e rota de fuga são os perigos em Angra

Sem terremotos, encostas e rota de fuga são os perigos em Angra
16 de abril de 2011 • 09h31 • atualizado às 09h39

Os reatores das usinas de Angra 1 e 2 trabalham a 100% de sua capacidade. Foto: Felipe de Souza/Futura Press

Os reatores das usinas de Angra 1 e 2 trabalham a 100% de sua capacidade
Foto: Felipe de Souza/Futura Press

Luís Bulcão Pinheiro
Direto de Angra dos Reis

Após o acidente nuclear no Japão, antecedido por tremores de 9 graus na escala Richter e um tsunami devastador, as atenções brasileiras se voltam para as usinas nucleares de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. A comparação leva à consequente pergunta: poderia a tragédia japonesa - a primeira causada por um desastre natural - se repetir no Rio de Janeiro?

Conheça o sistema nuclear do Brasil

Segundo Leonam dos Santos Guimarães, representante da Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas, as chances praticamente inexistem. "O Brasil está situado sobre o centro de uma placa tectônica e não em um encontro de placas como o Japão. A probabilidade de um terremoto daquela magnitude aqui é quase nula. Além disso, as placas do oceano Atlântico se afastam e não provocam tsunamis, como ocorre com os movimentos das placas sob o Japão", explica. E, ainda assim, ele garante que as usinas são projetadas para resistir a um terremoto de 7 graus, magnitude jamais registrada no Brasil, e a ondas de até 4 m.

Além disso, Angra tem um sistema de reatores diferente dos de Fukushima. A água que move as turbinas dos reatores brasileiros é pressurizada (PWR), e a usada nos equipamentos japoneses, vaporizada. Isso significa que, em Angra, a água não entra em contato direto com o reator e fica armazenada em um circuito interno, capaz de se autorrefrigerar caso os equipamentos de emergência falhem.

Apesar de as usinas de Angra não se localizarem sobre placas tectônicas, elas estão junto a encostas, que podem deslizar. Em 1985, uma parte da encosta próxima cedeu, soterrando o laboratório de radioecologia e quase fechando as bombas que despejam a água usada no resfriamento dos circuitos fechados de Angra 1. Se o fechamento total ocorresse, poderia ter havido superaquecimento do reator. Desde então, as encostas próximas à usina passaram a ser monitoradas e a receber obras de contenção. O paredão de rochas onde se situam os depósitos de rejeitos de baixa e média atividade está protegido por redes e cabos de aço.

Perigo
Para Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia do Greenpeace no Brasil, o perigo da energia nuclear é subestimado. "A possibilidade é sempre colocada como pequena. Mas a verdade é que todas as vezes que foi dito que o risco era minúsculo, acidentes aconteceram de forma muito mais frequente do que se previa", afirma.

Baitelo alerta que os danos de um eventual acidente nuclear podem ser muito mais graves e permanentes do que acidentes em outros tipos de usinas: "o acidente nuclear tem a perversidade de se ter que abrir mão da área afetada. As pessoas não podem retornar. Foi o que aconteceu em Chernobyl, uma cidade fantasma até hoje. Para a utilização da energia nuclear precisaríamos ter mais certeza de que o risco se aproxima de zero, pois, no caso de um acidente, os efeitos são irreversíveis".

O Greenpeace critica também o posicionamento das usinas nucleares em Angra. Para Baitelo, apesar de a área não sofrer com abalos sísmicos e ser próxima à fonte abundante de água necessária para o resfriamento dos reatores, outros aspectos foram ignorados. "Em termos geológicos, a região é inadequada. É sujeita a deslizamentos frequentes, como vimos no início de 2010. As usinas têm impactos em uma área turística densamente povoada", afirma.

Segundo o ativista, o plano de evacuação também não foi bem elaborado: "é difícil de garantir a evacuação da população que depende de uma estrada frequentemente interrompida por deslizamentos e queda de pedras. Por mais que se tenha alternativas por ar e mar, a maioria dependeria da (rodovia) Rio-Santos para sair".

Foi justamente a instabilidade das encostas da Rio-Santos a principal preocupação dos integrantes da Comissão Temporária Externa do Senado. Eles estiveram neste mês nas usinas e afirmaram a rodovia não oferece segurança como rota de escape para a população em caso de acidente nuclear. "Não há uma outra rota para evacuar a população que não seja pela BR-101. E ela vive constantemente sendo interrompida pelos desmoronamentos", disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Em março, em uma audiência pública promovida em conjunto pelas Comissões de Defesa do Meio Ambiente e de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o prefeito da cidade, Tuca Jordão (PSDB), declarou que o município do litoral sul fluminense não está preparado para enfrentar um vazamento nuclear. "A gente está muito preocupado e focado na logística e na infraestrutura que a cidade de Angra dos Reis tem", afirmou.

O prefeito disse ainda que as pessoas já estão tão condicionadas ao treinamento periódico que não dão mais atenção à sirene. O último aconteceu em 2009 e teve a participação de apenas 60 moradores. Ele sugeriu que o plano de evacuação faça parte da grade curricular de escolas a partir de 2012. "Para que as nossas crianças e jovens entendam o que é uma usina nuclear, entendam o que é preciso em um plano de evacuação, aonde eles precisam ir, qual é o ponto de encontro. Isso é muito vago", justificou.

Apesar das críticas, quem convive com a radioatividade diariamente diz não ter medo da usina. "A gente treina para lidar com qualquer tipo de situação. A confiança é total. Minha família mora aqui do lado", diz André Batalha, um dos operadores do Centro de Controle de Angra 2.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5078256-EI306,00-Sem+terremotos+encostas+e+rota+de+fuga+sao+os+perigos+em+Angra.html

Sem terremotos, encostas e rota de fuga são os perigos em Angra

Sem terremotos, encostas e rota de fuga são os perigos em Angra
16 de abril de 2011 • 09h31 • atualizado às 09h39

Os reatores das usinas de Angra 1 e 2 trabalham a 100% de sua capacidade. Foto: Felipe de Souza/Futura Press

Os reatores das usinas de Angra 1 e 2 trabalham a 100% de sua capacidade
Foto: Felipe de Souza/Futura Press

Luís Bulcão Pinheiro
Direto de Angra dos Reis

Após o acidente nuclear no Japão, antecedido por tremores de 9 graus na escala Richter e um tsunami devastador, as atenções brasileiras se voltam para as usinas nucleares de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. A comparação leva à consequente pergunta: poderia a tragédia japonesa - a primeira causada por um desastre natural - se repetir no Rio de Janeiro?

Conheça o sistema nuclear do Brasil

Segundo Leonam dos Santos Guimarães, representante da Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas, as chances praticamente inexistem. "O Brasil está situado sobre o centro de uma placa tectônica e não em um encontro de placas como o Japão. A probabilidade de um terremoto daquela magnitude aqui é quase nula. Além disso, as placas do oceano Atlântico se afastam e não provocam tsunamis, como ocorre com os movimentos das placas sob o Japão", explica. E, ainda assim, ele garante que as usinas são projetadas para resistir a um terremoto de 7 graus, magnitude jamais registrada no Brasil, e a ondas de até 4 m.

Além disso, Angra tem um sistema de reatores diferente dos de Fukushima. A água que move as turbinas dos reatores brasileiros é pressurizada (PWR), e a usada nos equipamentos japoneses, vaporizada. Isso significa que, em Angra, a água não entra em contato direto com o reator e fica armazenada em um circuito interno, capaz de se autorrefrigerar caso os equipamentos de emergência falhem.

Apesar de as usinas de Angra não se localizarem sobre placas tectônicas, elas estão junto a encostas, que podem deslizar. Em 1985, uma parte da encosta próxima cedeu, soterrando o laboratório de radioecologia e quase fechando as bombas que despejam a água usada no resfriamento dos circuitos fechados de Angra 1. Se o fechamento total ocorresse, poderia ter havido superaquecimento do reator. Desde então, as encostas próximas à usina passaram a ser monitoradas e a receber obras de contenção. O paredão de rochas onde se situam os depósitos de rejeitos de baixa e média atividade está protegido por redes e cabos de aço.

Perigo
Para Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia do Greenpeace no Brasil, o perigo da energia nuclear é subestimado. "A possibilidade é sempre colocada como pequena. Mas a verdade é que todas as vezes que foi dito que o risco era minúsculo, acidentes aconteceram de forma muito mais frequente do que se previa", afirma.

Baitelo alerta que os danos de um eventual acidente nuclear podem ser muito mais graves e permanentes do que acidentes em outros tipos de usinas: "o acidente nuclear tem a perversidade de se ter que abrir mão da área afetada. As pessoas não podem retornar. Foi o que aconteceu em Chernobyl, uma cidade fantasma até hoje. Para a utilização da energia nuclear precisaríamos ter mais certeza de que o risco se aproxima de zero, pois, no caso de um acidente, os efeitos são irreversíveis".

O Greenpeace critica também o posicionamento das usinas nucleares em Angra. Para Baitelo, apesar de a área não sofrer com abalos sísmicos e ser próxima à fonte abundante de água necessária para o resfriamento dos reatores, outros aspectos foram ignorados. "Em termos geológicos, a região é inadequada. É sujeita a deslizamentos frequentes, como vimos no início de 2010. As usinas têm impactos em uma área turística densamente povoada", afirma.

Segundo o ativista, o plano de evacuação também não foi bem elaborado: "é difícil de garantir a evacuação da população que depende de uma estrada frequentemente interrompida por deslizamentos e queda de pedras. Por mais que se tenha alternativas por ar e mar, a maioria dependeria da (rodovia) Rio-Santos para sair".

Foi justamente a instabilidade das encostas da Rio-Santos a principal preocupação dos integrantes da Comissão Temporária Externa do Senado. Eles estiveram neste mês nas usinas e afirmaram a rodovia não oferece segurança como rota de escape para a população em caso de acidente nuclear. "Não há uma outra rota para evacuar a população que não seja pela BR-101. E ela vive constantemente sendo interrompida pelos desmoronamentos", disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Em março, em uma audiência pública promovida em conjunto pelas Comissões de Defesa do Meio Ambiente e de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o prefeito da cidade, Tuca Jordão (PSDB), declarou que o município do litoral sul fluminense não está preparado para enfrentar um vazamento nuclear. "A gente está muito preocupado e focado na logística e na infraestrutura que a cidade de Angra dos Reis tem", afirmou.

O prefeito disse ainda que as pessoas já estão tão condicionadas ao treinamento periódico que não dão mais atenção à sirene. O último aconteceu em 2009 e teve a participação de apenas 60 moradores. Ele sugeriu que o plano de evacuação faça parte da grade curricular de escolas a partir de 2012. "Para que as nossas crianças e jovens entendam o que é uma usina nuclear, entendam o que é preciso em um plano de evacuação, aonde eles precisam ir, qual é o ponto de encontro. Isso é muito vago", justificou.

Apesar das críticas, quem convive com a radioatividade diariamente diz não ter medo da usina. "A gente treina para lidar com qualquer tipo de situação. A confiança é total. Minha família mora aqui do lado", diz André Batalha, um dos operadores do Centro de Controle de Angra 2.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5078256-EI306,00-Sem+terremotos+encostas+e+rota+de+fuga+sao+os+perigos+em+Angra.html

02 abril 2011

Bill Gates investe em tecnologia para pequenas usinas

The New York Times - O Estado de S.Paulo

Numa conferência sobre energia limpa realizada em janeiro em Washington, Jon M. Huntsman Jr., então embaixador dos EUA na China, disse que tinha recentemente se reunido com Bill Gates naquele país. Gates é conhecido por investir num novo tipo de reator, parte de uma nova classe chamada de "pequenos reatores modulares", projetados para oferecer um custo mais baixo, operar em usinas menores e atender a necessidades que estejam na casa das centenas de megawatts, e não dos milhares de megawatts.

Gates investe em parceria com Nathan P. Myhrvold, ex-diretor de tecnologia da Microsoft, numa empresa chamada TerraPower, que desenvolveu o projeto de um modelo chamado "reator de onda viajante". Durante a maior parte do seu funcionamento, o reator produz seu próprio combustível. Isso significa que um país poderia desfrutar da energia nuclear sem ter de se importar com as usinas de enriquecimento, que são um dos caminhos para as armas nucleares.