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05 novembro 2011

'Irã perto de sofrer ataque', diz presidente de Israel

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ira-perto-de-sofrer-ataque-diz-presidente-de-israel,794742,0.htm

Peres diz que ofensiva é hipótese mais provável do que a diplomacia para resolver impasse sobre programa nuclear


estadão.com.br
JERUSALÉM - O presidente de Israel, Shimon Peres, disse nesta sexta-feira, 4, que a comunidade internacional "está mais perto de chegar a uma solução militar para o impasse sobre o programa nuclear do Irã do que diplomática". Num tom de ameaça incomum para o presidente e Nobel da Paz, a declaração, feita a um canal de TV israelense, foi recebida com surpresa.

Peres disse que os líderes mundiais deveriam "cumprir as promessas" de conter o Irã "a qualquer custo". "Há um longo menu (de opções) sobre o que pode ser feito", disse.

Na quarta-feira, a agência Associated Press divulgou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tenta persuadir seu gabinete a usar a força militar para tentar conter o programa nuclear iraniano. No dia seguinte, o jornal britânico The Guardian noticiou que Londres se prepara para enviar navios de guerra ao Golfo Pérsico para dar apoio a uma ofensiva contra Teerã.

Suspeita

Israel, EUA e Grã-Bretanha, entre outros países, suspeitam que o objetivo do Irã é desenvolver a bomba atômica. Mas os aiatolás negam e asseguram que o programa nuclear iraniano é pacífico e busca produzir energia. Negociações diplomáticas e sanções econômicas aplicadas contra o país não foram suficientes para persuadir Teerã a abrir mão de suas ambições atômicas.


Na França, o presidente Nicolas Sarkozy disse que a "obsessão" do Irã em obter material nuclear fere as leis internacionais. Questionado sobre uma possível intervenção militar no país, Sarkozy reiterou que a comunidade internacional deve manter foco nas sanções, mas acrescentou que, se houver uma ameaça à existência de Israel, "a França não ficará de braços cruzados".

Em uma clara provocação, o principal negociador da questão nuclear de Teerã, Saeed Jalili, declarou na sexta que pretende denunciar os EUA na ONU por "ações terroristas" contra o Irã – como o assassinato de cientistas nucleares iranianos.

Segundo Jalili, o Ministério das Relações Exteriores apresentará ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, documentos que comprovariam as acusações. "Os EUA estão empregando o terrorismo para promover seus objetivos", disse Jalili, em um comício em Teerã. Ele citou a morte de três cientistas nucleares iranianos, que foram baleados. "Nós vamos processar os EUA".

Poder

O comitê de eleições do Irã baniu três partidos reformistas das eleições parlamentares, agendadas para março. Dois deles foram proscritos após protestos contra o resultado das eleições de 2009, que garantiu um segundo mandato ao presidente Mahmoud Ahmadinejad.

"O ministro do Interior considera tais partidos dissolvidos e, com suas licenças revogadas, eles não têm permissão para participar das próximas eleições", disse ontem o chefe do comitê eleitoral, Soulat Mortazavi. Os partidos são: Frente de Participação Islâmica, Organização Revolução Islâmica Mujaheddin e o Movimento Livre do Irã.

Com AP e Reuters

23 setembro 2011

Proposta de suspensão de novas usinas nucleares será discutida em audiência pública

COMISSÕES / INFRAESTRUTURA
http://www.senado.gov.br/noticias/proposta-de-suspensao-de-novas-usinas-nucleares-sera-discutida-em-audiencia-publica.aspx

As medidas que o Brasil deve adotar em relação à utilização da energia nuclear serão discutidas em audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), com a participação de outras comissões. O debate visa instruir projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que propõe a suspensão por 30 anos da construção de novas usinas nucleares no país.

A proposta (PLS 405/11) estava na pauta da comissão desta quinta-feira (22) e foi retirada para que os senadores discutam melhor o assunto, avaliando a necessidade da suspensão e o prazo adequado para duração dessa medida. O relator da proposta, senador Roberto Requião (PMDB-PR), apresentou voto pela aprovação da matéria, que terá decisão terminativaDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. da CI.

Requião observou que o Brasil possui outras fontes alternativas de energia limpa e que não precisa investir em energia nuclear. Apesar dos progressivos aperfeiçoamentos da tecnologia, avaliou, a utilização da energia nuclear, também uma energia limpa, ainda se apresenta como uma fonte insegura. Eventual acidente com usinas nucleares, ressaltou o senador, além das perdas humanas, inutiliza recursos naturais e causa prejuízos às gerações futuras.

Apesar de defender a suspensão da construção de novas usinas nucleares no país, Requião considera importante a continuação de pesquisas na área.

- Deixemos que os países que têm tecnologia e precisam desta energia financiem as pesquisas e corram os riscos. O Brasil tem muitas outras fontes alternativas e não precisa correr esse risco - disse o senador.

O autor da proposta disse reconhecer que a energia nuclear é uma energia limpa e eficiente. Afirmou ser importante, no entanto, a moratória até que haja garantia de que não haverá riscos com sua utilização.

Angra 3

Após o acidente de Fukushima, no Japão, observou o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), os países estão reavaliando a utilização deste tipo de energia. Ele criticou a omissão do governo brasileiro, ao não emitir declaração sobre o assunto expondo as medidas de segurança a serem tomadas no país.

- Continuamos construindo Angra 3 como se nada tivesse acontecido, disse Flexa Ribeiro.

Na avaliação do senador Walter Pinheiro (PT-BA), o Brasil precisa adotar uma política para a área energética. Ele disse que países europeus estão desativando suas usinas, porém continuam com a pesquisa e vendem usinas prontas, inclusive para o Brasil.

Essa opinião é compartilhada pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Para ele, apenas a decisão de não construir mais usinas, não basta. Segundo o parlamentar, é preciso também discutir o tratamento a ser dado às já existentes.

01 abril 2011

Usina nuclear acidentada no Japão oferece salário de R$ 8.000 por dia

Operadora está recrutando trabalhadores para tentar conter radiação pós-tsunami

25.03.2011/Jiji Press/AFP25.03.2011/Jiji Press/AFP

Exército japonês escolta funcionários expostos a altos níveis de radiação na usina de Fukushima



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Na tentativa de controlar a crise nuclear na usina de Fukushima, que foi gravemente danificada pelo terremoto seguido de tsunami de 11 de março no Japão, a Tepco (companhia de energia elétrica de Tóquio) está à procura de operários dispostos a chegar cada vez mais perto da radiação que continua a sair da usina.

Os trabalhadores estariam recebendo ofertas de adicionais de insalubridade de até R$ 8.143 por dia (o equivalente a US$ 5.000 diários) para trabalhar nos reatores danificados. Esse valor é oferecido por uma fração de dia, já que os turnos de trabalho na usina estão sendo drasticamente restritos por causa da radioatividade no local.

Um funcionário da Tepco disse nesta semana que a empresa procura “saltadores” – operários dispostos a “saltar” para dentro de áreas altamente radioativas para cumprir tarefas no mínimo de tempo e sair correndo o mais rápido possível.

Às vezes um saltador pode fazer corridas múltiplas, se a dosagem radiativa cumulativa se mantém dentro de limites aceitáveis, embora o “aceitável” possa ser aberto a interpretações em ocasiões de alto risco público.

Em casos de vazamentos extremos, a radiação pode ser tão intensa que o saltador só poderá fazer uma investida desse tipo em toda sua vida, sob o risco de sofrer consequencias graves pela exposição aos altos níveis de radioatividade.

Há três semanas, os reatores da usina nuclear Fukushima, situada 240 km ao norte de Tóquio, se tornaram caldeirões explosivos de hidrogênio, vapor radioativo e água contaminada que aparentemente vazou para o oceano, onde nos últimos dias foram encontrados níveis de iodo com índices de radioatividade milhares de vezes acima do limite normal.

Trabalhadores temem ficar doentes

A Tepco disse que 18 funcionários e três empregados autônomos foram expostos a 100 milisieverts de radiação na sexta-feira (1º). A dose média para uma pessoa que trabalha em uma usina nuclear é de 50 milisieverts ao longo de cinco anos.

Na semana passada, dois operários que trabalharam no reator 3 foram hospitalizados com ferimentos depois de seus pés terem sido expostos a quantidades entre 170 e 180 milisieverts, segundo a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU).

A empresa de energia de Tóquio anunciou nesta semana que vai fechar permanentemente pelo menos quatro dos seis reatores da usina. Mas primeiro ela precisa estabilizar e resfriar o combustível das centrais nucleares.

A empresa vem tentando desesperadamente encharcar os bastões de combustível com jatos de água e agora precisa limpar as piscinas de resfriamento contaminadas com radiação nos pisos inferiores.

Operário rejeita emprego após apelo da mulher

Indagado na última segunda-feira (28) sobre como a água contaminada poderá ser bombeada para fora e quanto tempo isso levará, um representante da Tepco respondeu que seria necessário o trabalho de alguém disposto a enfrentar situações de extremo perigo, aproximando-se dos reatores danificados.

- A bomba poderia ser ligada a partir de um gerador independente. Tudo o que alguém teria que fazer seria levar uma ponta da bomba até a água, jogá-la lá dentro e correr para fora.

Traduzindo: procuram-se saltadores.

Em entrevista à revista japonesa Weekly Post, um funcionário da Tepco da cidade de Iwaki, a 40 km de Fukushima, disse ter sido oferecido um pagamento diário de R$ 4.000, o equivalente a US$ 2.500 ou 200 mil ienes. O operário, que não quis ter o nome revelado, disse que recusou a proposta por causa dos apelos da mulher.

A relutância dos operários em entrar na usina danificada destaca um dos dilemas básicos da Tepco: ela não consegue pessoas que cheguem suficientemente perto para verificar se os esforços para resfriar os bastões de combustível estão funcionando, nem mesmo para confirmar quais são os problemas exatos que estão ocorrendo.

A maioria dos esforços da empresa tem sido de jogar água sobre os bastões de combustível expostos, numa tentativa de reduzir sua temperatura e restringir as emissões tóxicas.

28 março 2011

"Os Simpsons" é censurado na Alemanha após acidente nuclear no Japão

Lá como cá, tá cheio de idiotas censurando as coisas:

DA FRANCE PRESSE, EM BERLIM

Os episódios da série de animação "Os Simpsons" que mencionam acidentes nucleares serão excluídos da programação na Alemanha após a tragédia no Japão.

"Estamos verificando todos os episódios e não exibiremos nenhum que possa provocar controvérsia", declarou Stella Rodger, porta-voz do canal privado Pro7, que exibe a série americana.

"Os Simpsons", sátira do modo de vida americano, tem como protagonista uma família na qual o pai, Homer, personagem totalmente irresponsável, trabalha como diretor de segurança em uma central nuclear.

Em alguns episódios, resíduos nucleares vazam para um jardim de infância, os encanamentos de resfriamento da central são perfurados e ratos mutantes ganham um aspecto luminoso.

"Com certeza não podemos mudar completamente o conteúdo da série", reconheceu a porta-voz.

Em protestos recentes no país, a imagem do senhor Burns, dono da usina nuclear, foi usada.


Divulgação
Personagem da série animada "Os Simpsons", que foi censurada na Alemanha após acidente nuclear
Personagem da série animada "Os Simpsons", que foi censurada na Alemanha após acidente nuclear

"Os Simpsons" é censurado na Alemanha após acidente nuclear no Japão

Lá como cá, tá cheio de idiotas
DA FRANCE PRESSE, EM BERLIM

Os episódios da série de animação "Os Simpsons" que mencionam acidentes nucleares serão excluídos da programação na Alemanha após a tragédia no Japão.

"Estamos verificando todos os episódios e não exibiremos nenhum que possa provocar controvérsia", declarou Stella Rodger, porta-voz do canal privado Pro7, que exibe a série americana.

"Os Simpsons", sátira do modo de vida americano, tem como protagonista uma família na qual o pai, Homer, personagem totalmente irresponsável, trabalha como diretor de segurança em uma central nuclear.

Em alguns episódios, resíduos nucleares vazam para um jardim de infância, os encanamentos de resfriamento da central são perfurados e ratos mutantes ganham um aspecto luminoso.

"Com certeza não podemos mudar completamente o conteúdo da série", reconheceu a porta-voz.

Em protestos recentes no país, a imagem do senhor Burns, dono da usina nuclear, foi usada.


Divulgação
Personagem da série animada "Os Simpsons", que foi censurada na Alemanha após acidente nuclear
Personagem da série animada "Os Simpsons", que foi censurada na Alemanha após acidente nuclear