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19 outubro 2011

Economista prevê que Brasil vai sustentar ritmo de crescimento




















PEDRO SOARES

Apesar da crise europeia e da freada da economia mundial, o Brasil ainda vai sustentar um bom ritmo de crescimento em 2012, sustentado pelo aumento do salário mínimo e pela redução da taxa de juros em curso, avalia o economista Luiz Gustavo Cherman, do banco Itaú.

A previsão do banco é de um crescimento de 3,7% para o PIB de 2012, acima dos 3,2% estimados para este ano.

Exportação brasileira é recorde e supera marca de US$ 200 bi no ano

Para Cherman, o reajuste real da ordem de 13% do salário mínimo em 2012 e os juros menores vão sustentar o consumo e o investimento de modo a "segurar a economia", apesar da crise. Isso, diz, se a Europa conseguir evitar uma moratória grega e a quebra de bancos.

Cherman ressalta, porém, que o país crescerá abaixo do seu potencial _de 4,5% a 5%. Com o crescimento menor prevista para 2011 e 2012, avalia, o desemprego tende a subir do patamar de 6% neste ano para o de 7% em 2012.

Segundo o economista, o ritmo de crescimento ainda razoável da economia em 2012 e o avanço do consumo, entretanto, vão manter a inflação "num patamar desconfortável".

A previsão do Itaú é que o IPCA feche o ano que vem em 5,6% --taxa superior ao centro da meta do governo, de 4,5%. Para 2011, a estimativa é de 6,5%.

Cherman disse ainda que é "consenso" no mercado que o Copom vá reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual na reunião desta quarta-feira.

14 setembro 2011

Crescimento econômico estimula doméstica a mudar de emprego


Júlia Dias Carneiro

Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

Leila Ramos Barbosa. Foto: Júlia Dias Carneiro/BBC Brasil

A ex-doméstica carioca Leila Ramos Barbosa, investiu nos estudos e atualmente é técnica de enfermagem.

O crescimento econômico brasileiro vem estimulando a migração de empregadas domésticas para outros setores da economia, como empresas de telemarketing, supermercados ou clínicas hospitalares.

Nas seis principais metrópoles do país, onde mais de 1,6 milhão desempenham serviços domésticos, a tendência tem sido de queda consecutiva no número de empregados no setor desde setembro, aponta o economista Rodrigo Leandro de Moura, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) com a possível migração para outros setores. Nos últimos 12 meses, após alguns anos de sobe-desce, as estatísticas mostram que a categoria perdeu 81 mil pessoas, a maioria em empregos sem carteira assinada.

“Ao longo da última década, houve um encolhimento do setor informal da economia, e acredito que as domésticas também estejam seguindo este caminho. É provável que outros setores estejam ‘roubando’ essas trabalhadoras, que estão procurando emprego com carteira assinada”, analisa.

Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), relaciona o fenômeno ao fato de o Brasil estar perto do pleno emprego e assistindo à ampliação do chamado 'apagão de mão-de-obra', mas com características bem específicas.

Enquanto a expressão costuma ser usada para designar a falta de mão-de-obra qualificada, neste caso, diz Neri, é o mercado de trabalho das categorias de base que está pressionado. "No fundo, temos um apagão de mão-de-obra não qualificada. Está faltando peão de obra, agricultor, garçom, empregada. Não há sinais na base de haver uma reserva de mercado e os salários estão sendo pressionados", diz.

Fuga da nova geração

Com maior escolaridade, renda e desejo de ingressar no mercado de trabalho formal, sobretudo mulheres mais novas têm buscado empregos em outras áreas. É o que indica, por um lado, a redução do percentual de jovens entre empregadas domésticas, e, por outro, o aumento da idade média das domésticas em atividade, hoje de 39 anos.

De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o contingente de mulheres jovens de 18 a 24 anos empregadas no setor caiu pela metade entre 1999 e 2009, passando de 21,7% para 11,1%. Já as mulheres de 30 a 44 anos passaram a representar 42,5% das trabalhadoras do setor, contra 37% em 1999.

“Estamos vendo um envelhecimento da categoria. As mais jovens, em função do aumento da escolaridade, vão se deslocar para outras ocupações”, diz Luana Pinheiro, pesquisadora do Ipea. “O trabalho doméstico é um trabalho precário, de baixa qualidade. Se a pessoa tem a possibilidade de se ocupar em outros lugares com a sua qualificação, é evidente que vai optar por isso.”

"O trabalho doméstico é um trabalho precário, de baixa qualidade. Se a pessoa tem a possibilidade de se ocupar em outros lugares com a sua qualificação, é evidente que vai optar por isso."

Luana Pinheiro, pesquisadora do Ipea

Bárbara Baptista durante sua formatura em biotecnologia. Foto: Gisela Camara

Filha de doméstica, Bárbara Baptista se formou em biotecnologia e faz mestrado em imunologia

Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular - instituto de pesquisas e consultoria em São Paulo - diz que a categoria perde trabalhadoras de duas formas: há tanto as domésticas que conseguem migrar para outras carreiras após alguns anos na profissão quanto pessoas que, pelo perfil sócio-econômico, seriam historicamente levadas ao trabalho doméstico, mas que já entram no mercado de trabalho por outros caminhos.

A história da carioca Bárbara José Antunes Baptista, de 24 anos, é um exemplo bem-sucedido dessa mudança de rumo. O investimento da mãe, que trabalhou como doméstica até falecer em 2005, na educação da filha rendeu frutos. Formada em biotecnologia, a jovem faz hoje mestrado em imunologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"Eu não segui a profissão da minha mãe, mas isso porque ela me deu muito apoio e uma direção para que eu buscasse uma profissão que pudesse me dar um retorno melhor na vida, e melhores condições financeiras", diz Bárbara.

“A nova geração foge do emprego doméstico”, reitera Meirelles. “Não é pelo salário, é pela perspectiva de crescimento. Com o emprego formal, podem até ganhar menos quando se conta na ponta do lápis, mas passam a ter benefícios, a segurança da carteira assinada e, principalmente, perspectiva de crescimento profissional.”

Para ele, a mudança se dá, sobretudo, pela democratização do ensino. Entre 2002 e 2011, a pesquisa do Data Popular mostra que a proporção de trabalhadoras com ensino médio completo quase dobrou (passando de 12,7% para 23,3%).

“Com uma renda maior, elas estão investindo em educação, e ao investir em educação elas deixam de ser domésticas”, diz Meirelles.

A renda da categoria teve aumento acima da média entre 2002 e 2011. Enquanto o brasileiro médio teve aumento de 25% no período, no caso das domésticas, o incremento foi de 43,5%. A categoria movimenta hoje R$ 43 bilhões com o dinheiro do próprio salário, um salto de 66% em relação a 2002 (quando a renda somava R$ 25,9 bilhões).

A educação foi o caminho da carioca Leila Ramos Barbosa para deixar o serviço doméstico em busca de ascensão profissional.

Filha de uma família destroçada após o abandono da mãe e o alcoolismo do pai na infância, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, ela começou a trabalhar como empregada doméstica aos 13 anos. Depois de já ter sobrevivido de restos de feira livre catados nas ruas e rejeitado a escolha de amigas da adolescência que seguiram o caminho da prostituição, Leila voltou para a escola aos 17 anos para completar o ensino fundamental e médio. Hoje é técnica de enfermagem. "Eu não me envergonho de ter trabalhado em casa de família, mas eu tinha um sonho, o sonho de melhorar."

CliqueAssista o vídeo com o depoimento de Leila Ramos Barbosa.

Serviço de luxo

Para Rodrigo Leandro de Moura o Brasil pode estar caminhando para uma realidade mais próxima à dos países ricos. O serviço doméstico, outrora amplamente acessível à classe média, pode vir a se tornar um "serviço de luxo", considera.

Na semana passada, o ministro da Economia, Guido Mantega, afirmou em Londres que as empregadas domésticas são uma parte subutilizada do mercado de trabalho no Brasil, e começam a preencher empregos gerados pelo aquecimento da economia no país.

“As empregadas domésticas são algo que quase não existe mais nos países avançados, e é uma reserva de trabalho que o Brasil tem”, disse.

01 setembro 2011

Brasil vira o jogo

A decisão do Copom de reduzir (em 0,50 ponto) para 12% a taxa básica de juros surpreendeu. É um marco na política monetária.

Seus vetores:

1) Há uma janela de oportunidade para o Brasil.

O mundo rico pratica hoje taxas de juro negativas ou próximas de zero. Está endividado como nunca e tem pela frente anos de crescimento muito baixo.

Mesmo com uma inflação anual roçando em 6,5%, o Brasil ainda paga os maiores juros do mundo (5,5% ao ano, no mínimo, descontando a inflação). Portanto, não faltará capital estrangeiro ao Brasil. Produtivo, atrás de lucros e crescimento; ou especulativo, atrás de juros.

2) Antes do corte, o governo elevou de R$ 50 bilhões para R$ 60 bilhões a economia adicional prometida neste ano para pagar juros da dívida interna.

Dilma mudou da água para o vinho. Antes de virar presidente, considerou "rudimentar" plano da equipe de Lula de zerar o déficit público do Brasil em alguns anos. Agora, suas últimas declarações vão neste caminho;

3) Há uma constatação geral no mercado, diante de um mundo atolado em dívidas, de que serão premiados por investidores (e capital) países que forem responsáveis do ponto de vista fiscal (mantendo equilíbrio entre receita e gastos).

O Brasil, com uma das menores taxas de poupança do mundo, parece agora tentar se posicionar para receber esse dinheiro de fora para mudar de patamar.

Além do inferido acima, a ata da reunião do Copom diz também que os riscos de inflação são cada vez menores diante do desaquecimento no mundo rico. É uma aposta, mas factível. Os países desenvolvidos devem comprar menos, diminuindo pressões sobre preços.

Abaixo, a íntegra da ata. Uma redação menos rococó viria a calhar:

"O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 12,50% a.a. Reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração, consubstanciada, por exemplo, em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos. O Comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante.

"Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários. O Comitê entende que a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da atividade doméstica, que já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal.

"Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.

"O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária."

03 maio 2011

IBGE: produção alcança patamar histórico em março

A produção industrial brasileira alcançou em março o patamar mais elevado desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1991, informou hoje o instituto. A produção já havia mostrado expansão de 2,0% em fevereiro ante janeiro e crescimento de 0,3% em janeiro ante dezembro do ano passado. Em março, a produção cresceu 0,5% em relação a fevereiro.


O aumento no ritmo de atividade em março ante fevereiro foi observado em 13 dos 27 setores pesquisados, com destaque para Material Eletrônico e Equipamento de Comunicações (10,1%), que anulou a perda de 3,1% vista no mês anterior. Outros setores também mostraram aumento de ritmo, como Máquinas e Equipamentos (1,8%), Calçados e Artigos de Couro (9,2%), Outros Equipamentos de Transporte (3,6%), Produtos de Metal (2,5%) e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (2,9%).


A principal pressão negativa veio do setor de Alimentos (baixa de 3,9%), seguido por Equipamentos Médico-Hospitalares, Ópticos e Outros (recuo de 9,2%), Indústrias Extrativas (recuo de 1,9%), Perfumaria, Sabões e Produtos de Limpeza (queda de 6,0%) e Bebidas (baixa de 2,8%).

Por categorias de uso, os números da produção industrial mostraram queda de 0,2% para os bens intermediários em março ante fevereiro e recuo de 0,4% em relação a março de 2010. Já os bens de consumo registraram expansão de 1,2% em março ante fevereiro, ao mesmo tempo em que recuaram 4,1% na comparação com março de 2010.

Dentro da categoria de bens de consumo, os duráveis mostraram alta de 4,1% em março ante fevereiro e queda de 5,2% na comparação com março de 2010. Já os semiduráveis e não duráveis indicaram alta de 1,0% em março ante fevereiro e queda de 3,7% ante março de 2010. A produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) cresceu 3,4% em março ante fevereiro, mas registrou recuo de 0,1% ante março de 2010.

Trimestre

A comparação trimestral da produção industrial mostra que o setor prossegue em expansão, com alta de 1,3% ante o trimestre imediatamente anterior, informou o IBGE. "A indústria sai de um comportamento praticamente estável nos últimos trimestres no ano anterior para alta em todos os setores nos três primeiros meses de 2011", disse o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Luiz Macedo.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o índice da indústria havia registrado recuo de 0,4% no terceiro trimestre de 2010 ante o segundo e ficado estável no quarto trimestre do ano passado ante o terceiro. No primeiro trimestre de 2011, todas as categorias de uso registraram alta, com destaque para produção de bens de consumo duráveis, que teve expansão de 5,7%, e produção de bens de capital, com alta de 5,1%. Os resultados do trimestre anterior foram mais modestos, com altas de 2,2% e 0,6%, respectivamente.

"A causa para a aceleração foi a manutenção das demandas das famílias, do mercado de trabalho e das demandas por crédito, que acabam influenciando principalmente os bens de consumo", explicou Macedo.


http://br.finance.yahoo.com/news/IBGE-produ%C3%A7%C3%A3o-alcan%C3%A7a-patamar-estado-1794165496.html?x=0

IBGE: produção alcança patamar histórico em março

A produção industrial brasileira alcançou em março o patamar mais elevado desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1991, informou hoje o instituto. A produção já havia mostrado expansão de 2,0% em fevereiro ante janeiro e crescimento de 0,3% em janeiro ante dezembro do ano passado. Em março, a produção cresceu 0,5% em relação a fevereiro.


O aumento no ritmo de atividade em março ante fevereiro foi observado em 13 dos 27 setores pesquisados, com destaque para Material Eletrônico e Equipamento de Comunicações (10,1%), que anulou a perda de 3,1% vista no mês anterior. Outros setores também mostraram aumento de ritmo, como Máquinas e Equipamentos (1,8%), Calçados e Artigos de Couro (9,2%), Outros Equipamentos de Transporte (3,6%), Produtos de Metal (2,5%) e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (2,9%).


A principal pressão negativa veio do setor de Alimentos (baixa de 3,9%), seguido por Equipamentos Médico-Hospitalares, Ópticos e Outros (recuo de 9,2%), Indústrias Extrativas (recuo de 1,9%), Perfumaria, Sabões e Produtos de Limpeza (queda de 6,0%) e Bebidas (baixa de 2,8%).

Por categorias de uso, os números da produção industrial mostraram queda de 0,2% para os bens intermediários em março ante fevereiro e recuo de 0,4% em relação a março de 2010. Já os bens de consumo registraram expansão de 1,2% em março ante fevereiro, ao mesmo tempo em que recuaram 4,1% na comparação com março de 2010.

Dentro da categoria de bens de consumo, os duráveis mostraram alta de 4,1% em março ante fevereiro e queda de 5,2% na comparação com março de 2010. Já os semiduráveis e não duráveis indicaram alta de 1,0% em março ante fevereiro e queda de 3,7% ante março de 2010. A produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) cresceu 3,4% em março ante fevereiro, mas registrou recuo de 0,1% ante março de 2010.

Trimestre

A comparação trimestral da produção industrial mostra que o setor prossegue em expansão, com alta de 1,3% ante o trimestre imediatamente anterior, informou o IBGE. "A indústria sai de um comportamento praticamente estável nos últimos trimestres no ano anterior para alta em todos os setores nos três primeiros meses de 2011", disse o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Luiz Macedo.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o índice da indústria havia registrado recuo de 0,4% no terceiro trimestre de 2010 ante o segundo e ficado estável no quarto trimestre do ano passado ante o terceiro. No primeiro trimestre de 2011, todas as categorias de uso registraram alta, com destaque para produção de bens de consumo duráveis, que teve expansão de 5,7%, e produção de bens de capital, com alta de 5,1%. Os resultados do trimestre anterior foram mais modestos, com altas de 2,2% e 0,6%, respectivamente.

"A causa para a aceleração foi a manutenção das demandas das famílias, do mercado de trabalho e das demandas por crédito, que acabam influenciando principalmente os bens de consumo", explicou Macedo.


http://br.finance.yahoo.com/news/IBGE-produ%C3%A7%C3%A3o-alcan%C3%A7a-patamar-estado-1794165496.html?x=0

28 março 2011

Mercado eleva previsão para a inflação e reduz para PIB

DE SÃO PAULO

O mercado elevou pela terceira vez consecutiva a previsão para a inflação oficial, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), deste ano, que foi de 5,88%, para 6,00%. Na semana passada, a previsão tinha passado de 5,82%, para 5,88%.

Para 2012, a projeção também foi elevada de 4,80% para 4,91%, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira.

A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano foi reduzida de 4,03% para 4,00% (quinta redução consecutiva) e, para 2012, passou de 4,40% para 4,30%.

Já a expectativa do mercado para a taxa básica de juros (Selic) foi reduzida de 12,50% para 12,25% ao ano, respectivamente. Para 2012, permanece em 11,25%

A estimativa para o dólar ficou em R$ 1,70 ao final de 2011 e, para 2012, em R$ 1,75.