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02 abril 2011

Governo tenta conter preço de alimentos

02 de abril de 2011 | 8h 06

BRASÍLIA - Agencia Estado

EDNA SIMÃO - Com a disparada dos preços das commodities no mercado internacional, o governo federal mudou de estratégia e intensificou este ano a realização de leilões de alimentos. A preocupação principal é o milho, cujo valor está pressionado desde outubro do ano passado. O milho é utilizado como comida para animais e, portanto, influencia diretamente os preços das carnes bovina, suína e de frango.

O objetivo dos leilões de estoques do governo é segurar os preços, impedindo pressões adicionais na inflação. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão ligado ao Ministério da Agricultura, mostram que a quantidade de toneladas de alimentos leiloados no primeiro trimestre já ultrapassou de longe os números de 2010. Nos três primeiros meses de 2011, foram ofertados 3,713 milhões de toneladas de alimentos, e 2,112 milhões de toneladas foram vendidas, resultando em negócios de R$ 751,812 milhões.

Em relação a 2010, houve um aumento de 69% no volume de toneladas ofertadas e de 161,7% no que foi negociado. No primeiro trimestre de 2011, essas operações renderam R$ 751,812 milhões, alta de 152% na comparação com todo o ano passado. Praticamente tudo do que foi leiloado neste ano é milho. Foram ofertados 3,695 milhões de toneladas de milho e 2,111 milhões foram negociadas, o que rendeu R$ 750,193 milhões ao governo. As informações são do jornal
O Estado de S. Paulo.

28 março 2011

Mercado eleva previsão para a inflação e reduz para PIB

DE SÃO PAULO

O mercado elevou pela terceira vez consecutiva a previsão para a inflação oficial, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), deste ano, que foi de 5,88%, para 6,00%. Na semana passada, a previsão tinha passado de 5,82%, para 5,88%.

Para 2012, a projeção também foi elevada de 4,80% para 4,91%, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira.

A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano foi reduzida de 4,03% para 4,00% (quinta redução consecutiva) e, para 2012, passou de 4,40% para 4,30%.

Já a expectativa do mercado para a taxa básica de juros (Selic) foi reduzida de 12,50% para 12,25% ao ano, respectivamente. Para 2012, permanece em 11,25%

A estimativa para o dólar ficou em R$ 1,70 ao final de 2011 e, para 2012, em R$ 1,75.