http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2011/10/01/apesar-do-plano-brasil-maior-brasil-ainda-nao-incentiva-a-inovacao-diz-iedi/
O Plano Brasil Maior (PBM) adota medidas de redução do custo tributário da indústria em um momento de dificuldades do setor, mas ainda não facilita o investimento, a inovação e a exportação como fazem outros países, conforme avalia o Iedi em sua análise do setor industrial.
Para a entidade, o plano do governo federal traz ainda contribuições pioneiras, como a desoneração da folha e a instituição de um ressarcimento de até 3% das exportações por tributos não recuperados pelos exportadores.
“A nosso ver, uma política industrial pode prever incentivos mais amplos, desde que reservados para premiar os esforços de investir e inovar não só da indústria, mas de todos os setores da economia, e para promover o florescimento das atividades industriais que nos conduzirão ao futuro. Áreas de sustentabilidade e de novas tecnologias estão entre as atividades para as quais o incentivo fiscal pode ser fundamental”, diz a análise do Iedi.
A entidade ainda ressalta três lacunas no plano: o horizonte curto, a deficiência na governança da política industrial e a falta de foco na produtividade.
“Desde que estabeleçamos corretamente o perfil e a estrutura da indústria que se deseja para o Brasil, melhoremos a governança do PBM e concedamos prioridade ao avanço da produtividade industrial, a indústria brasileira responderá à altura os desafios que a necessidade de um maior desenvolvimento econômico e social coloca para todos os setores econômicos do país”, diz o Iedi.
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19 dezembro 2011
Pré-sal pode aprofundar quadro de desindustrialização no Brasil, diz Iedi
http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2011/12/19/pre-sal-pode-aprofundar-quadro-de-desindustrializacao-no-brasil-diz-iedi/
A enorme riqueza gerada pelo pré-sal poderá agravar o quadro de desindustrialização da economia brasileira, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
Para o Iedi, o modelo atual da economia brasileira está baseada no forte consumo, com investimentos “para o gasto”, com dinâmica exportadora modesta e restrita ao setor primário, e “altamente” importadora.
“Decididamente não é o melhor modelo de desenvolvimento”, diz.
O instituto alerta que o pré-sal pode aprofundar esse quadro, estimulando as exportações dos setores básicos e sustentando o consumo.
O Iedi diz que, com o foco no consumo, o setor de serviços se beneficia. Os resultados já são observados no próprio PIB, com serviços liderando crescimento de 8,8%.
“No entanto, é na indústria que o descompasso aparece nitidamente. Seu PIB desde a crise só cresceu 2,8%, graças à extrativa mineral (+10,7%), construção civil (+11,2%) e serviços industriais como eletricidade (+12,6%).”
O instituto defende predomínio do investimento sobre o consumo e um equilíbrio entre importações e exportações.
“Assim como é decisivo preservar o dinamismo do setor primário e reposicionar de forma radical o balanço entre indústria e serviços, redinamizando o primeiro desses setores”, completa.
A enorme riqueza gerada pelo pré-sal poderá agravar o quadro de desindustrialização da economia brasileira, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
Para o Iedi, o modelo atual da economia brasileira está baseada no forte consumo, com investimentos “para o gasto”, com dinâmica exportadora modesta e restrita ao setor primário, e “altamente” importadora.
“Decididamente não é o melhor modelo de desenvolvimento”, diz.
O instituto alerta que o pré-sal pode aprofundar esse quadro, estimulando as exportações dos setores básicos e sustentando o consumo.
O Iedi diz que, com o foco no consumo, o setor de serviços se beneficia. Os resultados já são observados no próprio PIB, com serviços liderando crescimento de 8,8%.
“No entanto, é na indústria que o descompasso aparece nitidamente. Seu PIB desde a crise só cresceu 2,8%, graças à extrativa mineral (+10,7%), construção civil (+11,2%) e serviços industriais como eletricidade (+12,6%).”
O instituto defende predomínio do investimento sobre o consumo e um equilíbrio entre importações e exportações.
“Assim como é decisivo preservar o dinamismo do setor primário e reposicionar de forma radical o balanço entre indústria e serviços, redinamizando o primeiro desses setores”, completa.
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