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01 setembro 2011

Corinthians amplia a vantagem na liderança como marca mais valiosa

01/09/2011 18h48 - Atualizado em 01/09/2011 19h06

Timão é o que mais cresce em números absolutos em relação a 2010. Fla toma segundo lugar do São Paulo. Vasco e Santos são as potências para 2012

Por Fred GomesRio de Janeiro

Em estudo divulgado pela empresa de consultoria BDO RCS, o Corinthians consolidou a liderança como maior marca dentre os grandes clubes brasileiros. A do Timão cresceu em 16% em relação aos números de 2010 e está avaliada em R$ 867 milhões. O segundo colocado é o Flamengo (R$ 689,5 milhões).

Amir Somoggi, um dos responsáveis pelo estudo, lista razões que fazem do Alvinegro Paulista, mesmo inferior em relação ao Flamengo em número de torcedores, o "campeão" quando o assunto é marca esportiva.

- O que puxou o Corinthians foi o crescimento do seu faturamento. Embora não tenha a maior torcida do Brasil, o Corinthians tem uma grande concentração de torcedores numa faixa de pessoas que recebe entre cinco e dez salários mínimos. Além disso, o Corinthians tem mais torcida do que o Flamengo no Sudeste. O Corinthians, por exemplo, teve receita de R$ 212 milhões ao longo de 2010 e o Flamengo apenas de R$ 128 milhões - explicou, por telefone.

grafico valores das marcas dos clubes 2 (Foto: arte esporte)

Líder do ranking em 2009, o Flamengo caiu para o terceiro lugar em 2010 e assumiu a vice-liderança em 2011. Somoggi acredita que os rubro-negros só reassumirão a ponta caso aprendam a explorar seu maior patrimônio.

- Se o Flamengo souber explorar bem a massa de torcedores que tem espalhada pelo país, passa o Corinthians. O Corinthians tem melhores contratos, patrocinadores e uma bilheteria maior. Por isso, o Fla precisa explorar o potencial de sua torcida - analisou.

Peixe e Vasco em alta

Se o Flamengo souber explorar bem a massa de torcedores que tem espalhada pelo país, passa o Corinthians"
Amir Somoggi, um dos responsáveis pelo estudo

Outros dados interessantes se referem aos alvinegros Santos e Botafogo, que dominaram o futebol nacional nos anos 60. Os paulistas apresentaram a maior subida percentual de 2010 para 2011: 49% - sua marca foi elevada de R$ 153,3 milhões para R$ 227,9 milhões. Já o clube de General Severiano, lanterna nos últimos dois estudos, segue estagnado na 12ª colocação. Sua marca só teve uma elevação de R$ 800 mil (entre 2010 e 2011). Somoggi explica ambos os fenômenos.

- O Santos tem grandes chances de superar o Internacional, estabelecendo assim nas quatro primeiras colocações os grandes de São Paulo mais o Flamengo. Mas isso também depende do crescimento do Inter. O Botafogo tem pouca torcida pelo Brasil proporcionalmente aos outros 11. Faturou apenas R$ 52 milhões em receitas no ano 2010. Além disso, o patrocínio era de R$ 5 milhões no ano passado, dez vezes a menos do que o Corinthians. Sua marca é proporcional ao que gera - explicou.

Além do Peixe, o Vasco é apontado como outro clube com potencial para crescer muito no ranking que envolve os 12 maiores país. O título da Copa do Brasil é visto por Somoggi como um combustível para isso.

- O Vasco tem um potencial gigantesco. Acredito que o título da Copa do Brasil o ajudará muito. O Fluminense, por exemplo, cresceu substancialmente após ser campeão brasileiro - disse.

Por fim, Somoggi ainda projetou que a disputa pela maior marca seguirá por muito tempo entre Corinthians, Flamengo e São Paulo, os três primeiros do levantamento. É válido destacar, porém, que o São Paulo, líder em 2004, cresceu muito pouco em 2011, tendo seu marca ampliada em relação à temporada passada em apenas R$ 4,4 milhões.

- O Palmeiras (quarto colocado) fica bem afastado em relação a esses três. A briga vai continuar entre Corinthians, Flamengo e São Paulo - decretou.

16 agosto 2011

Corinthians e Flamengo ampliarão distância financeira

16/08/2011 - 07h15


Pegar a tabela do Brasileiro e ver Corinthians e Flamengo na ponta de cima, como acontece hoje, pode se tornar algo bem mais comum nas próximas temporadas. Pelo menos, dinheiro não vai faltar para que isso aconteça.

O novo contrato de TV (2012-2015) com a Globo aumentou a receita de todos os clubes, mas Corinthians e Flamengo, que já recebiam valores superiores aos outros, distanciaram-se mais ainda.

A diferença das quantias pagas às duas equipes para seus adversários, na maioria dos casos, chega a dobrar.

Para se ter uma ideia, em 2011, pelo atual contrato, o Corinthians receberá cerca de R$ 41 milhões, e o São Paulo, perto de R$ 36 milhões.

No próximo ano, quando o novo contrato passará a valer, entrarão nos cofres do Parque São Jorge ao menos R$ 100 milhões. E, no do clube Morumbi, R$ 85 milhões.

A diferença entre as receitas de TV dos dois clubes, que era de R$ 5 milhões, triplicou, passando para R$ 15 milhões.

Rafael Andrade/Folhapress
Lance do jogo entre Flamengo e Corinthians pelo Campeonato Brasileiro
Lance do jogo entre Flamengo e Corinthians pelo Campeonato Brasileiro

"É natural que isso aconteça. Pensa quanto pode ser cobrado de um patrocinador em um jogo do Corinthians ou em um jogo de outro clube. Se eu fosse dirigente de outro clube, talvez reclamaria. Mas, como sou do Corinthians, acho justo", afirma Roberto de Andrade, diretor de futebol do clube alvinegro.

"Se investíamos 20% da receita de TV no futebol, poderemos continuar com esse percentual, ou até aumentar, e teremos mais jogadores de qualidade", projeta ele.

Já contando com o aumento de receitas, o Corinthians chegou fazer proposta de R$ 90 milhões para ter Tevez.

"R$ 85 milhões é uma projeção pessimista do São Paulo. E R$ 100 milhões para o Corinthians é otimista", rebate Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo.

Ele considera que a receita que seu clube terá com pay--per-view, que é variável, pode reduzir esse abismo.

Na comparação com o Palmeiras, o isolamento do Corinthians é maior. Entrarão no caixa do Parque Antarctica, neste ano, R$ 34 milhões. E, pelo próximo acordo, R$ 82 milhões --diferença de R$ 18 milhões para o arquirrival.

No Rio, o abismo do Flamengo para os rivais tem cenário ainda mais gritante. Para o Vasco, a diferença de receitas de direitos de TV, que hoje é de R$ R$ 13 milhões, chegará a R$ 25 milhões.

"A gente vale quanto pesa. Minha marca vale mais, então eu ganho mais", argumenta o vice-presidente do Flamengo, Hélio Ferraz.

O Fluminense verá também o Flamengo mais distante. Serão R$ 43 milhões de diferença de receitas. Pelo contrato vigente, ela é de aproximadamente R$ 20 milhões.

Editoria de Arte/Folhapress