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27 dezembro 2011

Van Halen anuncia turnê de reunião com Dave Lee Roth

Sinceramente? Sempre preferi o Sammy Hagar!

RIO - Encabeçados por Dave Lee Roth, os irmãos Van Halen voltarão ao palcos, de onde estão afastados desde 2008. Apesar de não confirmar datas, a banda fará uma turnê em 2012, anunciada por meio de três vídeos publicados em seu site oficial.

Segundo os vídeos, os ingressos para os shows começam a ser vendidos em 10 de janeiro de 2012. Mais informações sobre a turnê devem ser divulgadas nos próximos dias. Além da turnê, o Van Halen planeja um novo disco de inéditos, o primeiro com Dave Lee Roth nos vocais em 27 anos.

A formação atual conta com Lee Roth, os irmãos Eddie (guitarra) e Alex Van Halen (bateria) e Wolfgang Van Halen, filho de Eddie, no baixo.

MATÉRIA COMPLETA:

http://br.omg.yahoo.com/noticias/van-halen-anuncia-turn%C3%AA-reuni%C3%A3o-dave-lee-roth-200819075.html

22 novembro 2011

Lobão convoca boicote de bandas brasileiras ao Lollapalooza


RIO - A primeira edição do Lollapalooza no Brasil já começa envolvida em uma polêmica, mesmo antes de anunciar suas atrações. O cantor Lobão publicou um vídeo neste fim de semana convocando as bandas nacionais a promoverem um boicote ao festival, marcado para 7 e 8 de abril, em São Paulo. Citando uma lei que obriga os festivais a terem bandas locais, Lobão pede que os brasileiros não aceitem convites do Lollapalooza ou quaisquer outros festivais que os coloquem em segundo plano.


"Não podia imaginar que o critério do festival de escolha dos artistas seja de 10h da manhã às 15h da tarde só os brasileiros. Independente de você ter 30 anos de estrada, ter cinquenta hits... se é brasileiro você vai virar preliminar", critica o autor de "Decadence avec Elegance", "Eu não entendo porque não poderíamos ter um festival misturado, o que seria muito mais bonito e mais justo".

Lobão afirma que foi convidado para o Lollapalooza, mas não aceitou participar e aproveita o vídeo para soltar os bichos também contra os outros grandes festivais que aconteceram este ano no Brasil.

"O achincalhe que é o Rock in Rio para o artista brasileiro. O achincalhe que é para o artista brasileiro o SWU, que, diga-se de passagem, eu também recusei, mas achei por bem ficar calado para ver o que ia acontecer. Agora, quando vem um festival com o porte e o prestígio do Lollapalooza, com nossos heróis (...) é inadimíssivel esses nosso heróis se tranformarem em algozes. O pior é que o Lollapalooza é de um músico, o Perry Farrel, que é um cara legal, de uma banda sensacional (o Jane's Addiction)."

As críticas quanto a pouca valorização dos artistas nacionais em grandes festivais são antigas. Desde o primeiro Rock in Rio muitos reclamam de som mais baixo, equipamentos de qualidade inferior e pouco tempo de apresentação. João Gordo, vocalista do Ratos de Porão, criticou duramente o Rock in Rio após sua apresentação no Palco Sunset, em setembro. Ele classificou a produção de "mabembe" e disse que "o público dá valor para as bandas nacionais, mas os promotores não". No SWU, uma disputa entre roadies do Ultraje a Rigor e Peter Gabriel terminou em troca de socos.

As atrações da edição brasileira do Lollapalooza serão anunciadas nesta segunda-feira. A versão chilena do festival, que acontece em 31 de março e 1º de abril, já está fechada e terá Foo Fighters, Björk e Arctic Monkeys como grandes atrações, além de várias bandas do cenário independente, como MGMT, TV on the Radio, Thievery Corporation, Band of Horses, Cage the Elephant, Gogol Bordello e Friendly Fires.

11 novembro 2011

Black Sabbath anuncia volta com formação original


Confirmação foi dada no site oficial do grupo

LUCIANO BORBOREMA com estadão.com.br

A banda Black Sabbath acaba de anunciar oficialmente seu retorno aos palcos. No site oficial, a banda postou um vídeo anunciando que a formação será a original, que um novo disco virá após 33 anos e que haverá uma turnê mundial. A Billboard diz que o novo disco será gravado em estúdio e que a turnê será grande e ocorrerá em 2012.


Formação original do Black Sabbath. (Divulgação)

O retorno já era esperado. Há cerca de dois meses, Ozzy e Iommi revelaram que tinham escrito novas músicas juntos. “Nós estamos realmente ansiosos por isso e eu acho que as coisas que escrevemos são realmente boas”, disse o guitarrista que ainda falou que as faixas lembram as coisas antigas do grupo.

Iommi ainda contou que reunião do grupo foi mantida em segredo. E apesar do pessimismo de Ozzy, um dos problemas do retorno da banda seria a saúde do baterista Bill Ward. "Ele não estava 100%. Tinha uma operação há poucos meses, por isso vamos ver como vai ficar".

No começo do ano, em entrevista à revista norte-americana Rolling Stone, Geezer Butler descartou qualquer reunião entre os integrantes originais do grupo. “Eu gostaria de deixar claro, em justificativa a rumores e boatos, que definitivamente não haverá nenhuma reunião entre os quatro membros originais do Black Sabbath. Seja para gravar um álbum ou turnê”, disse Butler.

Apesar disso, semanas antes, Ozzy revelava em entrevista à rádio BBC, que a banda estava no estágio das conversas sobre a gravação de um novo álbum. “O problema é que se fizermos algo abaixo do nosso último trabalho, vai ser um grande anticlímax”, tinha falado Ozzy.

Desde quando Ozzy deixou a banda em 1979, o grupo chegou a fazer outros projetos. O último trabalho do Black Sabbath foi gravado no ano de 2005. No vocal estava Ronnie James Dio sob o nome Heaven ans Hell. A banda chegou a sair em turnê entre 2006 a 2010, e o projeto acabou quando Dio morreu em maio de 2010.

30 setembro 2011

Tributo à Legião Urbana transforma Rock in Rio em um coro único

Artistas como Herbert Vianna e Dinho Ouro Preto prestaram homenagens a Renato Russo
Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro 29/09/2011 20:31

http://ultimosegundo.ig.com.br/rockinrio/tributo-a-legiao-urbana-transforma-rock-in-rio-em-um-coro-unico/n1597249502320.html


Tão difícil quanto explicar a vitalidade da Legião Urbana 15 anos depois da morte de seu vocalista e principal poeta-compositor, é tentar entender como o próprio Renato Russo consegue se manter em diálogo com diferentes gerações – incluindo aí a atual, que não chegou a ver no palco o trio, também composto por Marcelo Bonfá e Dado Villas Boas.

Um tributo à Legião abriu o palco principal do Rock in Rio na noite desta quinta-feira (29). Acompanhados da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), os músicos se revezaram no palco cantando alguns dos clássicos que não saem da memória – e da boca – do público. Coube a Rogério Flausino abrir as apresentações, com “Há Tempos”. Imitando Renato nos gestos, mãos na cintura e até com os passinhos descompassados, o líder do Jota Quest emendou também “Quase Sem Querer”.


Herbert Vianna e Dado Villas Boas em show no Rock in Rio - Foto: Vivian Fernandez1/4

O público cantou junto em todos os momentos. Toni Platão veio em seguida com a melosa “Quando o sol bater na janela do seu quarto”. A cada pequeno intervalo, gritos de “uhu, é Legião, uhu, é Legião”.

Veio então Pitty, visivelmente perdida na primeira parte de “Índios”. Não sabia se puxada mais no grave ou no agudo. O grave exagerado de sua voz não foi acompanhado pelo público que parecia não se importar com o descompasso. Não estavam todos ali assistindo a um show, mas fazendo parte dele. Foi exatamente isso que entendeu Dinho Ouro Preto, ao subir no local para cantar “Por Enquanto”. “Nem precisa ter gente aqui em cima. Vocês sabem todas as letras. Vocês fazem o show”, disse ele.


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Herbert Vianna veio com “Será?”. Depois, todos juntos, entoaram “Pais e Filhos”, que para uns é hino e para outros uma das músicas mais enjoadas da MPB. A plateia cantou o refrão a plenos pulmões, jogando os braços para um lado e para o outro. Vestidos com a camisa que leva o rosto do filho de Cissa Guimarães, exatamente como fez o Red Hot Chili Peppers no sábado passado. Rafael Mascarenhas foi morto em um atropelamento no Rio, no ano passado. Só Pitty preferiu manter sua camiseta preta.

No fim, ninguém parecia satisfeito. O público queria mais. Tarefa difícil é saciar os fãs órfãos de Renato, tendo na memória outros tantos sucessos ainda hoje tão atuais. Cadê “Faroeste Caboclo”, cadê “Eduardo e Mônica", cadê “Daniel na Cova dos Leões”...? Vem de uma das letras de Renato, cantada na ocasião por Bonfá, a resposta para esse vazio. “Esse é o nosso mundo / O que é demais nunca é o bastante...”

Set list:
"Há Tempos"
"Quase Sem Querer"
"Quando o Sol Bater na Janela do seu Quarto"
"Índios"
"Teatro dos Vampiros"
"Será?"
"Por Enquanto"
"Pais e Filhos"
"Será?" (bis)

26 setembro 2011

Metallica faz show mais longo do Rock in Rio e público pede mais


Banda traz repertório recheado de clássicos e faz o melhor show do primeiro fim de semana de festival

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro

Sim, o Metallica também se baseia em clássicos do passado, como outros grandes nomes que tocaram e tocarão neste Rock in Rio. Mas pelo bom senso. O câncer nominado “Load” e “Reload” foi praticamente extirpado do repertório, sobrou uma bela cicatriz, “Fuel”, e o resto, o bom. Com um setlist irretocável e um James Hetfield muito bem treinado na arte de conduzir mais de uma centena de milhares de pessoas, a banda que provavelmente é a mais bem sucedida do gênero na história mostrou o motivo de ninguém arredar pé da Cidade do Rock mesmo após o fim da apresentação. Foram 2h10 de histeria coletiva, o show com maior duração até o momento.

Acesse o especial Rock in Rio

James Hetfield durante o show do Metallica no Rock in Rio - Foto: Photo Rio News

A atração principal do terceiro dia de Rock in Rio começou como manda o roteiro que vem de anos atrás. “Ecstasy of gold”, de Enio Morricone, com cenas do filme “The good, the bad and the ugly (Três homens em conflito)” e a pancada “Creeping death”, do “Ride the Lightining”. Gritos de “die (morra)” e os chifres de dedos para o alto. “For whom the bell tolls”, veio na sequência, com Kirk Hammett já arregaçando os trastes.

“Vocês estão se sentindo bem? Nós nos sentimos melhor. Queremos que vocês se sintam como nós. Esse é o desafio”, disse Hetfield antes de tacar combustível na plateia com a única música do disco “Reload” tocada na noite, seguida da faixa que dá nome ao segundo álbum do grupo, “Ride the lightning”. Hammett emendou uma base sozinho e logo começou a rabiscar o braço da guitarra (usou de Les Paul a Jackson).

Falha no som da guitarra de Hetfield
A primeira balada do dia provocou gritos das mulheres, berros dos marmanjos e fez muita gente achar que tinha uma guitarra nas mãos. Foi quando Hetfield mostrou que tem um jogo de cintura ímpar em cima do palco. Houve uma grave falha de som em "Fade to black" que durou alguns segundos. Após a parte lenta da música, uma paradinha programada para voltar com peso total. Mas a guitarra do vocalista voltou limpa, sem distorção. “Tão pesado...”, disse Hetfield rindo, já depois de terminar a música. “Normalmente é, mas vocês entenderam a ideia”, brincou. Ganhou a plateia.

O vocalista então enalteceu as demais bandas da noite no festival, com menção especial paraLemmy Kilmister, líder do Motörhead. “Estamos muito gratos por tocar com todos, especialmente o padrinho do heavy metal, Lemmy”. Foi então a primeira vez que o Metallica colocou o seu último lançamento de estúdio, “Death magnetic”, à prova. O público cantou quase toda a letra de “Cyanide”, seguida de “All nightmare long”. Foi a vez então do solo de Robert Trujillo, o baixista que substituiu Jason Newsted e deu um novo sopro de vida ao Metallica. No dedo, imita liquidificador batendo gelo.

“Estão cansados? Ou estão apenas se aquecendo? Estão com vontade de cantar?”, indagou Hetfield, que então passou a entoar o longo refrão de um dos maiores sucessos do “Black Album” com o público cantando cada sílaba. Mas só da primeira parte. Na segunda, muita gente tropeçou. “Sad but true”.

Homenagem a Cliff Burton
O que viria depois faria qualquer fã de Metallica, ainda que já tivesse assistido a dezenas de shows do grupo, delirar. A sequência da nata do disco “Master of puppets”: “Welcome home (sanitarium)” e a instrumental “Orion” vieram primeiro. A faixa que dá nome ao disco, porém, só viria após um sucesso ainda maior. A introdução para “One”, uma das melodias mais conhecidas do heavy metal, de “And justice for all...”, foi cantada por cada um dos presentes e teve pirotecnia pesada, com bombas no palco, fogos de artifício e muito barulho. Lars Ulrich, como de costume, destruiu a bateria.

Ainda coube homenagem a Cliff Burton, o membro do grupo que morreu em 27 de setembro de 1986, em acidente com o ônibus da banda na Suécia. “Você está conosco em espírito e no nosso coração, Cliff”, disse Hetfield em referência ao baixista original do Metallica. No fim, a banda recebeu uma bandeira com o rosto de Burton, trazida por fãs.

Mas o maior coro da noite, como já era de se esperar, foi na balada “Nothing else matters”, lançada depois da pancada “Blackened” e de Trujillo solar desafinando o baixo ao vivo, a ponto de fazer tremer os woofers do sistema de som do festival. Hammett ainda chegou a tocar rapidamente “Samba de uma nota só”, saiu rindo.

Foto: Vicente SedaAmpliar

Fãs entregaram ao Metallica bandeira em homenagem ao baixista original, Cliff Burton, cuja morte completará 25 anos nesta terça

Metallica para e público não sai
O fim da primeira parte da apresentação seria apoteótico. Com o público ainda anestesiado pela balada anterior, os primeiros acordes de “Enter Sandman” fizeram explodir a Cidade do Rock. O pedido de bis foi ensurdecedor. E a banda não demorou a voltar, com a única troca de camisas do show por motivo de “nhaca”.

“Vocês esperaram muito tempo por nós, e nós esperamos muito tempo por vocês, Rio. Vamos tocar algo que nos inspirou a tocar”, avisou Hetfield para soltar “Am I evil?” do Diamond Head. Em seguida, outro petardo de fazer morto se revirar no túmulo. “Whiplash” fez rodinhas de pancada se abrirem mais uma vez. Tudo na brincadeira. Não houve confusão.

O Metallica parou de novo. E o público não desistiu. Gritos insistentes, incessantes, clamavam por “Seek and destroy”, o maior clássico do primeiro disco da banda, "Kill'em all". Hetfield pediu que todos os holofotes fossem direcionados à plateia, que recebeu bolas pretas para brincar. Passou a fingir que guardaria a guitarra, respondendo a cada urro do público. “Mais uma? Para vocês, é claro!”, disse o mestre de cerimônias. “Mas vocês têm de cantar alto, quero a última gota de energia. Seek and destroy!”. Foi o fim da noite perfeita para quem se veste de preto e balança o cabelo.

Confira o setlist completo do show do Metallica:

Creeping death
For whom the bell tolls
Fuel
Ride the lightning
Fade to black
Cyanide
All nightmare long
Sad but true
Welcome home (sanitarium)
Orion
One
Master of puppets
Blackened
Nothing else matters
Enter Sandman

Bis
Am I evil?
Whiplash
Seek and destroy