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19 dezembro 2011

Prefeitura lança plano antienchente, mas obras só sairão depois do verão

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,prefeitura-lanca-plano-antienchente-mas-obras-so-sairao-depois-do-verao,812713,0.htm

Primeira fase prevê 31 ações de microdrenagem em oito regiões; lista inclui construção de bocas de lobo, galerias e muros de contenção


Adriana Ferraz e Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Considerado essencial para reduzir o número de ruas da capital que sofrem com alagamentos crônicos, o investimento em obras de microdrenagem ficou para o último ano da gestão Gilberto Kassab (PSD). Mas o novo plano antienchente da Prefeitura, obtido com exclusividade pelo ‘Estado’, só deve trazer benefícios à cidade no verão de 2013. Até lá, as 130 vias mapeadas como críticas continuarão sob risco de encher.

Veja lista de obras previstas

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,primeira-fase-do-programa-de-reducao-de-alagamentos-lista-de-enderecos,812698,0.htm

A primeira fase do Programa de Redução de Alagamentos (PRA) lista 31 intervenções em oito regiões com histórico de enchentes: Lapa e Jaguaré, na zona oeste, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, Itaquera, Vila Formosa e Mooca, na leste, e Capela do Socorro, na sul. O conjunto de obras tem custo estimado de R$ 50 milhões e inclui construção de galerias pluviais, bocas de lobo e muros de contenção em margens de córregos.


Elaborado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), o programa não prevê intervenções que exigem remoção e remanejamento de moradores. Nem obras maiores, como canalização de córregos, que já são feitas em paralelo pela gestão. A primeira fase será licitada em janeiro e tem prazo de 6 meses de execução. A estimativa é investir R$ 130 milhões em serviços de microdrenagem.


O mapeamento priorizou ruas e avenidas com alagamentos reincidentes ao longo de mais de dez anos. Ele foi obtido a partir do cruzamento de informações registradas pelas subprefeituras e pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). As intervenções têm tamanhos e custos variados - vão de R$ 200 mil a R$ 7 milhões.


Mas a própria Prefeitura admite que os investimentos não resolverão por completo o problema das enchentes. Quando prontas, as obras devem reduzir a frequência com que as vias selecionadas alagam e até o tempo em que ficam cheias, mas não impedir que a enchente ocorra. “Se uma rua ficava alagada por meia hora, depois da obra ficará cheia por 5 minutos e talvez dê para passar”, diz o superintendente substituto de obras da Siurb, Gilberto Ulanin.


A intenção, segundo o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras, Elton Santa Fé Zacharias, é pelo menos minimizar transtornos enfrentados por moradores das vias identificadas no programa. “O PRA pretende remover alguns pontos críticos e reincidentes de alagamento”, diz.


Drenagem. A execução de pequenas obras de drenagem vai contra a política adotada nos últimos dez anos para combater enchentes em São Paulo. Nesse período, a verba municipal foi empenhada em grandes obras, como a construção de piscinões e canalização de córregos. O Estado também seguiu a tendência - só o aprofundamento da calha do Rio Tietê para evitar seu transbordamento em dias de chuva custou R$ 3 bilhões.


Mas, segundo especialistas, os altos investimentos foram consumidos pelo constante processo de impermeabilização da cidade. A criação de avenidas ou faixas de tráfego (como as novas pistas da Marginal do Tietê) e o boom imobiliário determinam o prazo de validade das obras, cada vez mais curto. Só neste ano, por exemplo, o Tietê, mesmo com a calha mais funda, transbordou três vezes.


Em algumas ruas de bairro, porém, pequenas intervenções podem funcionar. A implantação de uma simples boca de lobo ajuda a dar vazão à água acumulada das chuvas. O mesmo resultado é obtido com a ampliação de uma galeria pluvial já defasada. Nos dois casos, porém, a boa drenagem depende da manutenção dos equipamentos, que não podem estar sujos.

19 abril 2011

19-Abril-11: Recife tem um verdadeiro dia de Veneza

Simplesmente um absurdo um bairro como Boa Viagem testemunhar cenas como essas. E que fique claro que isso se repetiu por toda a cidade!
Surpreendente como o Poder Público pode ser incompetente a ponto de fazer vistas grossas para uma situação dessas?
Muitos serão cínicos a ponto de alegar que se trata de uma chuva muito além do normal para a época, tentando fazer de uma meia-verdade justificativa para o descaso da situação urbana dessa linda capital.
Na verdade, quem testemunha o dia-a-dia dessa metrópole, sabe que qualquer chuva de intensidade média é capaz de causar transtornos suficientes para prejudicar muita gente. Não há galerias pluviais que atendam a vazão de chuva e, as que existem, estão sempre entupidas pois não há coleta de lixo eficiente nem tampouco lixeiras nas ruas. A população, verdade seja dita, colabora para piorar a situação jogando o lixo no chão. Caminhões de concreto a serviços dos contáveis espigões que brotam todos os dias despejam suas sobras nos bueiros... enfim, um caos total agravado pela falta de fiscalização.
Também haverá quem diga que não há recursos para investir em macro-drenagem e saneamento básico (notem pelas fotos que o rio que virou a minha rua não é de água, mas de esgoto). Gostaria de lembrar que esse é um dos estados que mais crescem no país. Claro que anos de descaso não serão recuperados do dia para a noite, mas o fato é que não se vê nenhum esforço sério para isso.
Enfim, fica o desabafo de quem fugiu de SP pensando que não iria se deparar mais com essas coisas, mas passo a crer que o futuro de Recife não será muito diferente, se não for pior. Melhor comprar uma gôndola para ir ao trabalho...