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22 fevereiro 2012

Governo quer que beneficiários do Bolsa Família virem empresários

BRASÍLIA - Até o fim do mandato da presidente Dilma Rousseff, o governo quer transformar 400 mil pessoas dependentes do Bolsa Família em empresários. A estratégia para criar uma porta de saída para o programa de complementação de renda é usar a Lei do microempreendedor individual. Até agora, o governo identificou 103 mil pessoas que - espontaneamente - se formalizaram para prestar algum tipo de serviço.

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A estimativa conservadora é que esses novos empresários já movimentem R$ 1,8 bilhão na economia por ano. No entanto, o principal obstáculo para o sucesso da iniciativa é o medo de quem depende do dinheiro do governo tem de perder seu sustento.

- Eles cortam à toa o benefício - diz Maria de Fátima Lopes da Silva, que reclama ainda mais: - Se olharem que você tem máquina de lavar ou cartão de crédito, já querem cortar o benefício. Pobre também não pode ter TV.

Ela já se formalizou e pretende trocar o programa por uma renda maior no futuro gerada pelo próprio negócio, mas admite que perder esse dinheiro seria um grande problema familiar.

MATÉRIA COMPLETA:

http://br.noticias.yahoo.com/governo-quer-benefici%C3%A1rios-bolsa-fam%C3%ADlia-virem-empres%C3%A1rios-103852302.html

20 dezembro 2011

12 empreendedores com menos de 30 anos que podem mudar o mundo

Conheça quem são as figuras mais inovadoras com menos de 30 anos que estão reinventando o mundo, segundo a Forbes


Rego Korosi/Creative Commons

Menino segurando uma lampada ideia

São Paulo – Pela primeira vez, a revista americana Forbes divulgou uma lista com pessoas muito inovadoras com menos de 30 anos. Durante quase um ano, foram escolhidos 360 nomes que representam a inovação em diversas áreas. Segundo a publicação, osempreendedores escolhidos estão reinventando o mundo e não esperando que alguém o faça.

As categorias elegidas foram Arte e Design, Energia, Entretenimento, Finanças, Comida e Bebida, Lei e Política, Mídia, Música, Mercado Imobiliário, Ciência e Inovação, Mídias sociais e Tecnologia. Entre tantos nomes inovadores e conhecidos - como Mark Zuckerberg e Lady Gaga -, a Forbes elegeu dez personalidades como destaques de jovens empreendedores que podem transformar suas áreas e o mundo.

Entretenimento: Donald Glover

Donald Glover

Donald Glover, 28 anos, é ator, músico e escritor. Ele ficou conhecido como o personagem Troy Barnes, da série Community, da NBC.

Mas estourou mesmo com um disco de hip-hop. Em Camp, Glover usa o codinome de Childish Gambino.


Energia: Danielle Fong

Danielle Fong, 24 anos, é co-fundadora da LightSail Energy. Depois de largar a escola duas vezes, Danielle passou a se dedicar a um sistema de armazenamento de energia que pode mudar o mercado. Ela largou um programa de PhD em Princeton, aos 17 anos, para se dedicar à startup.

Arte e design: Joseph Altuzarra

Joseph Altuzarra

Joseph Altuzarra, 28 anos, é o diretor criativo da Altuzarra, linha de roupas com seu nome.

Depois de passar por grifes como Marc Jacobs and Givenchy, o jovem revolucionou a moda feminina com peças inesperadas e ganhou a fama de novo Tom Ford. Sua coleção de outono esgotou em 24 horas no site Net-a-Porter.

Comida e bebida: Jill Donenfeld

Aos 27 anos, Jill Donenfeld é uma das fundadoras do The Culinistas, um time de chefs que cozinha na casa dos clientes. Por 300 dólares, mais os ingredientes, a equipe de Jill prepara oito refeições personalizadas que duram uma semana. Ela está sendo chamada de Martha Stewart da nova geração.

Mídias sociais: Kevin Systrom

Kevin Systrom

Ele revolucionou a forma como as pessoas compartilham fotos quando criou o Instagram. Em 15 meses, o aplicativo de Kevin Systrom, 28 anos, já tinha 15 milhões de usuários.

Disponível apenas nos aparelhos da Apple, o app permite que os usuários adicionem efeitos à imagem e compartilhem nas redes sociais.


Finanças: Vlad Khandros

Aos 24 anos, Vlad Khandros é diretor de estrutura de mercado do UBS. Um prodígio em finanças, Khandros aprendeu o que eram taxas de juros aos seis anos e, desde os 17, trabalha em Wall Street. O jovem usou a tecnologia para reescrever as regras de mercado e é uma influente fonte na área hoje.

Mídia: Pete Cashmore

Pete Cashmore

Pete Cashmore, 26 anos, é CEO e um dos fundadores do Mashable, um dos sites de negócios digitais mais respeitados dos Estados Unidos.

Segundo a publicação, todos os meses, o site recebe 20 milhões de usuários únicos e é um dos mais linkados em outras páginas da América.

Mercado imobiliário: Blair Brandt

Com 23 anos, Blair Brandt é CEO da The Next Step Realty, que conecta universitários que acabaram de mudar de cidade e donos de imóveis dispostos a alugar. A imobiliária ajuda estudantes de 350 universidades nos Estados Unidos e na Europa.

Ciência: Daniela Witten

Aos 27 anos, Daniela Witten é professora-assistente na Universidade de Washington. Ela desenvolve pesquisas na área de inteligência artificial para descobrir como os genes reagem em doenças.

Música: Mac Miller

Mac Miller

O jovem músico de 19 anos estourou com suas rimas, teve mais de 200 milhões de visitas em suas vídeos no YouTube e fez mais de 200 apresentações ao vivo neste ano.

Seu álbum, lançado em novembro, ganhou rapidamente o topo das paradas nos Estados Unidos.

Tecnologia: Jeff Hammerbacher

Com 29 anos, Jeff Hammerbacher é co-fundador e cientista-chefe do Cloudera, um banco de dados na nuvem. Hammerbacher estava entre os primeiros funcionários do Facebook.

A startup, criada em 2008, ensina como empresários podem tirar informações relevantes de grandes volumes de dados.

Leis e política: Ronan Farrow

Ronan Farrow

Ronan Farrow é o único filho biológico de Woody Allen e Mia Farrow.

O jovem de 24 anos é um ativista pelos direitos humanos e conselheiro de Hillary Clinton no programa de questões sobre a juventude global do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

15 dezembro 2011

'É a mercantilização do querer um mundo melhor', diz ativista

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/e-a-mercantilizacao-do-querer-um-mundo-melhor-diz-ativista/n1597407792296.html

O empreendedorismo social, que une negócios e ativismo político, enfrenta críticas de quem crê que todo negócio deve ser social
Nara Alves, iG São Paulo

Os ativistas políticos do século 21 encontraram na internet uma nova maneira de atuar. Negando vínculos com partidos e com a premissa de atuar de maneira independente, eles mobilizam voluntários interessados em promover transformação social. Muitos desses jovens agitadores políticos, que antes trabalhavam movidos à paixão, passaram a ser contratados por empresas especializadas no que ficou conhecido como "empreendedorismo social". Enquanto o chamado “empreendedorismo social” se transforma cada vez mais em uma carreira rentável, no entanto, há quem rejeite este rótulo.

É o caso da jornalista e ativista Daniela B. Silva, de 25 anos, sócia da Esfera, uma empresa que promove a transparência de dados na gestão pública. “Esse conceito de empreendedor social é a mercantilização do querer um mundo melhor”, diz. Para ela, todas as empresas deveriam responder ao interesse público. “Não dá para dividir empresas más e empresas boazinhas. Esse nome faz essas atividades virarem um certo mercado paralelo”, afirma. “Mas o jeito como você chama as coisas importa menos do que o que está sendo feito”, completa.

Daniela é uma das 50 pessoas que integram a Casa da Cultura Digital, um aglomerado de indivíduos e organizações ligadas à cultura digital que dividem o mesmo espaço em uma vila na Barra Funda, na capital paulista, desde julho de 2009. “Cada empresa trabalha com uma coisa diferente. A gente trabalha com fundações, organizações e com o governo. Dividimos o aluguel e a faxina”, explica. Ali, compartilham informações e desenvolvem projetos sociais colaborativos.

Um desses projetos é o Ônibus Hacker, viabilizado financeiramente por meio de doações de 464 pessoas, que contribuíram com valores entre R$ 10 e R$ 5 mil, totalizando R$ 58.593. O dinheiro foi arrecadado através do site de financiamento coletivo Catarse. Além da compra de um ônibus, o dinheiro foi usado na reforma do veículo, na compra de equipamentos, como webcam, 3G e GPS, e em despesa de viagem. Mas quem participa delas - advogados, jornalistas, programadores, artistas, gestores públicos e designers - não recebe nada.

Com o ônibus, esses profissionais percorrerão diversas cidades do País promovendo oficinas de programação, audiovisual, produção de informação e elaboração de projetos de lei. O objetivo é promover a participação da comunidade no debate de ideias sobre transparência, legislação, dados abertos e, como eles mesmos reforçam, autonomia. Na última semana, estiveram no Rio de Janeiro participando do Fórum de Cultura Digital. A próxima parada deverá ser em Januário, no norte de Minas Gerais, que teve sete prefeitos nos últimos quatro anos. “Eles têm um projeto muito bacana de jornalismo cidadão, o Amigos de Januário. Esse pessoal sinalizou que rola pagar a gasolina”, conta Daniela.

Microbolsa Hacker

Outra empresa presente na Casa da Cultura Digital é a Cardume, do webdesigner Miguel Peixe, de 20 anos. A Cardume foi criada para ser uma plataforma que reúna artistas e outros profissionais em torno de redes e grupos de trabalho. A empresa ganhou do coletivo Transparência Hacker - da qual Daniel B. Silva também faz parte - uma microbolsa de R$ 2 mil para iniciar um projeto de tradução da legislação do Brasil.

Batizado de "Leigos", o projeto pretende criar uma plataforma para que indivíduos possam, de maneira colaborativa, reescrever o "juridiquês" da legislação em português claro e acessível aos brasileiros.

"Estamos agora pensando em como fazer. Vamos formar um grupo para discutir isso porque a Legislação pode ser ambígua. Alguém de esquerda pode interpretar de uma maneira e alguém da direita, de outra", explica.

A bolsa é um "pontapé inicial" para que o "Leigos" possa sair do papel. Mas o projeto terá de ser sustentado com recursos dos próprios voluntários. Responsável pela iniciativa, a Cardume também deverá contribuir. "Nossa renda varia muito, mas fica numa média de R$ 10 mil para mim e minha irmã (sócia da Cardume). A expectativa para 2012 é de crescimento. Conseguindo novos projetos na Cardume, a gente consegue pagar os projetos sociais", afirma Miguel Peixe.


file://conserteseupc.intelus.com.br/

11 novembro 2011

Como erguer uma empresa do zero, duas vezes

Nascida como oficina de bicicleta, a Fischer foi destruída por uma enchente, renasceu e hoje fatura R$ 300 milhões

Daniel Cardoso, especial para o iG



Os trajes e o entorno já não são os mesmos. Mas a ascensão social pouco fez para mudar a rotina de trabalho de Ingo Fischer. Aos 67 anos, o empresário ainda se diz orgulhoso de manter hábitos criados há 50 anos. Acorda cedo, por volta das 6 horas e, às 7h30, inicia uma vistoria completa na empresa que fundou e preside, a Irmãos Fischer.






É o que considera o segredo para manter saudável uma indústria que começou como uma acanhada oficina de bicicletas, em Brusque (SC), e se transformou em uma potencia regional, dona de fábricas de eletrodomésticos, equipamentos leves de construção civil e, claro, bicicletas -- ainda que, para isso, tenha sido forçada a renascer, após uma das maiores enchetes da história do estado. No ano passado, a Irmãos Fischer faturou mais de R$ 300 milhões.

Foto: DivulgaçãoAmpliar

Ingo Fischer na linha de produção da Irmãos Fischer: indústria começou como uma oficina de bicicletas, em Brusque (SC)

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A rotina atual vem dos tempos de fundação da empresa. Mas a ética do trabalho e a doutrina protestante típica das colônias germânicas do interior de Santa Catarina foram incutidas no empresário desde os primeiros anos de vida. Ingo nasceu em uma propriedade rural de Brusque, falava só alemão em casa e precisou dedicar muito tempo à lida no campo. Ajudava na lavoura, a cuidar das vacas leiteiras, suínos, aves e de outros animais que circulavam no pequeno sítio, de onde provinha o sustento da família.

O trabalho diário e pesado, no entanto, não o afastou da educação, ainda que, sem recursos para pagar as aulas, o patriarca, Arthur Fischer, tivesse que picar lenha para abastecer a cozinha das irmãs mantenedoras do colégio em que estudavam os filhos. “Chegados aos 14 anos, todos nós éramos encaminhados para um emprego na cidade, o que muitas vezes cumpríamos ao lado dos afazeres de casa e do campo, ou mesmo frequentando a escola à noite”, lembra Ingo, referindo-se também aos oito irmãos.

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Nessa idade, o garoto parecia fadado a seguir o mesmo caminho de pelos adolescentes de Brusque. Foi contratado por uma grande indústria têxtil da região como auxiliar carregador de espulas (pequenos cones onde são enrolados os fios usados em tecelagens), cargo que preparava os mais novos para o posto de operários. Mas Ingo logo percebeu que não queria essa vida, ansiava por algo a mais. Largou o emprego, em apenas três meses, e foi trabalhar em uma oficina de bicicletas, paixão que surgira pouco antes, quando ganhou uma do pai para ir trabalhar na fábrica.

Foto: Divulgação

Oficina de bicicleta de Ingo Fischer, em Brusque, a origem da empresa.

Ao aprender o novo oficio, surgiu a veia empreendedora que foi colocada em prática poucos anos depois. “Aluguei uma sala num prédio antigo perto do centro, munido apenas de um compressor de ar, um aparelho de regular raios da roda, uma morsa e um conjunto de chaves. Era abril de 1961, eu tinha apenas 17 anos”, conta.

Primeiro cliente

O primeiro cliente demorou três dias para aparecer. Mas veio com uma bicicleta do mesmo modelo da que Ingo tinha e com o qual estava familiarizado. “Era uma Dürrkopp, como a minha. Foi a chance de mostrar tudo o que eu sabia fazer, o meu teste de qualidade”, diz.

Em pouco tempo, a propaganda boca a boca se espalhou e a oficina recém-inaugurada se tornou “a mais procurada de Brusque”. Um dos truques para o sucesso era pintar nas bicicletas o brasão do clube de futebol preferido pelo cliente.

Nessa época, os irmãos e alguns amigos começaram a ajudar na oficina nas horas vagas. Um dos irmãos, o Nivert, que sabia fabricar calhas e pias de aço abandonou o emprego, em 1966, e se associou a Ingo. Foi o surgimento da empresa Irmãos Fischer Ltda. Juntos puderam estender os serviços para consertos de vários tipos de eletrodomésticos, como fornos elétricos e até mesmo fabricar produtos, como pias de inox e baldes.

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“E enquanto crescia nosso movimento, íamos nos aprofundando na pesquisa e no conhecimento técnico, ao mesmo tempo adquirindo gradativamente equipamento maior e mais apropriado”, afirma Ingo.
Apesar do começo difícil, pela falta de capital de giro, bastou somente um ano para que a dupla produzisse o próprio forno elétrico – que até hoje é o carro chefe da empresa. A aceitação foi imediata. A necessidade de dar conta da demanda, no entanto, levou os Fischer a um obstáculo inerente aos empreendedores: a falta de crédito.

Para comprar o primeiro galpão, de 795 metros quadrados, solicitaram um financiamento junto ao Fundo de Desenvolvimento de Santa Catarina (Fundesc). Mas tiveram o pedido negado. O analista do fundo temia que os irmãos não pudessem honrar o empréstimo. Nessa hora, ser de uma cidade pequena voltou a virar uma grande vantagem. O gerente da agência local do Banco do Brasil local soube da demanda e ofereceu um crédito de 12,5 milhões de cruzeiros, amortizados em cinco anos.

Lucro no mar, tristeza no rio

Graças à nova fábrica, os irmãos puderam atender uma demanda que explodiu logo em seguida. Preocupado com a higiene dos tablados de madeira usados pela indústria pesqueira de Itajaí para manipular pescados, o Departamento de Saúde Pública do Ministério da Agricultura local buscava um fornecedor de pias de inox. Os irmãos iniciaram o fornecimento em grande escala e acharam no mar um cliente ainda maior. Muitas empresas precisavam de máquinas para processamento de pescado e a Fischer desenvolveu esse maquinário não só para o estado, mas para todo o Brasil.

“Foi um verdadeiro salto no desenvolvimento, que nos levou a estender a produção também a máquinas para abatedouros de aves, suínos e bovinos, fornecendo-as a praticamente todos os grandes frigoríficos do país, de Rio Grande (no Rio Grande do Sul) até Manaus”, afirma Ingo.

A empresa entrou em uma espiral de intenso crescimento. Dedicou-se exclusivamente à fabricação de produtos em série e começou a adquirir várias indústrias à beira da falência, que produziam carrinhos de mão, betoneiras e até artigos em borracha. O parque fabril se expandiu. Os irmãos ainda compraram terrenos e galpões na vizinhança e construíram um pavilhão industrial com mais de 20 mil metros quadrados.

Com a forte expansão, veio também muita mão de obra. A empresa se estruturou. Organizou um setor de vendas, aumentando ainda mais o número de clientes. Já no final dos anos de 1970, abriu uma filial em São Paulo, que ainda é um importante apoio na distribuição dos produtos Fischer, e, em 1972, absorveu outros três irmãos, Edemar, Norival e Egon, encarregados dos setores de vendas, metal-mecânica e almoxarifado.

A euforia, porém, sofreu um revés violento. Em 1984, o Vale do Itajaí, região de Brusque, foi assolado por uma grande enchente. As águas atingiram em cheio a fábrica, causando perda de máquinas, instalações, estoque, matéria-prima e produtos. A Fischer ficou seriamente comprometida e o faturamento desabou. “Conhecemos então uma grande solidariedade, tanto por parte dos nossos colaboradores, quanto de fornecedores, de clientes e do próprio poder público estadual”, conta Ingo.

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Foto: DivulgaçãoAmpliar

Complexo de fábricas da Irmãos Fischer construído após a enchente de 1984.

As instituições financeiras, por exemplo, se sensibilizaram com a situação na cidade e adiaram os prazos de pagamento assumidos pela Fischer. Os clientes também participaram. Entenderam os atrasos e seguiram confiando na fábrica. Diante do quadro desolador da destruição, a decisão foi mudar a sede da empresa para um terreno mais elevado, protegido dos humores do Rio Itajaí-Açu. Foram construídos vários pavilhões e dada largada a novas linhas de produtos. A Fischer se reergueu após um ano.

Depois do flagelo, nem sequer uma das maiores crises econômicas da história abala o ânimo de Ingo. Enquanto a Europa faz as contas do prejuízo, as Irmãos Fischer prevê fechar 2011 com um crescimento de mais de 20%. Sucesso que espanta para longe qualquer plano de aposentadoria. Hoje, casado há 42 anos com Elfrida, pai de duas filhas e um filho, avô de dois netos e cinco netas, Ingo afirma que, com saúde, seguirá levantando todos os dias às 6 horas para vistoriar a fábrica.