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20 setembro 2011

Estudo mostra que cerveja hidrata igual à água após prática esportiva


Segundo análise, reação do corpo à ingestão de ambos os líquidos é semelhante; pesquisadores, porém, esclarecem que o consumo da bebida alcoólica deve ser em quantidade moderada

BRUXELAS - Um estudo apresentado nesta terça-feira, 20, em Bruxelas comprova que o consumo moderado de cerveja após exercícios físicos é tão eficaz quanto a água para a hidratação, segundo especialistas médicos.
Conclusão é de que uma quantidade moderada de cerveja 'não prejudica a hidratação após o exercício' - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Conclusão é de que uma quantidade moderada de cerveja 'não prejudica a hidratação após o exercício'

Esta é uma das conclusões apresentadas no "VI Simpósio Europeu de Cerveja e Saúde", onde participaram especialistas em medicina, nutrição e alimentação da União Europeia.


O pesquisador Manuel Castillo, da Universidade de Granada, expôs os resultados de um estudo que consistiu em medir a reação do corpo à ingestão de água ou cerveja após a realização de esforço físico intenso. "Realizamos o estudo para comprovar se o costume de tomar cerveja depois do exercício era recomendável", explicou Castillo.


A conclusão foi de que uma quantidade moderada de cerveja "não prejudica a hidratação após o exercício". Tomar cerveja seria "a mesma coisa que tomar água", por isso é recomendado o consumo da bebida fermentada a todas as pessoas que não tenham nenhuma contraindicação.


"Não foi encontrado nenhum efeito negativo que pudesse ser atribuído à ingestão de cerveja em comparação com a ingestão de água", disse Castillo, que também afirmou que durante as conferências será apresentado outro estudo que descarta que exista "qualquer relação" entre o consumo da bebida e a tendência a desenvolver "barriga de chopp".

O médico Ramón Estruch, do Hospital Clínico de Barcelona, afirmou que os resultados dos estudos mostram que o consumo moderado de cerveja "ajuda na prevenção de acidentes cardiovasculares, graças aos efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios das artérias". Além disso, proporciona proteção contra fatores de risco cardiovascular, como diabetes, melhora a pressão arterial, regula o colesterol e previne a arterioesclerose, segundo a pesquisa.


Estruch informou que atualmente estão sendo feitas pesquisas para determinar se os benefícios da cerveja com álcool são maiores que os da cerveja "sem", embora haja indícios de que a primeira tem efeitos mais positivos. De qualquer forma, Estruch ressaltou a importância de "consumir a cerveja dentro de um padrão de alimentação saudável, preferencialmente a dieta mediterrânea".

Maria Teresa Fernandez Aguilar, pesquisadora da Agência da Saúde de Valência, informou sobre os efeitos benéficos da cerveja sem álcool para as mães lactantes. Ela citou o estudo que demonstrou que crianças amamentadas por mães que consumiram duas cervejas sem álcool durante a lactação têm menos possibilidades padecer de doenças como câncer e arteriosclerose, devido à transmissão dos componentes antioxidantes de bebida.


"Os resultados nos surpreenderam", afirmou Maria Fernandez, acrescentando que a cerveja sem álcool seria mais recomendável que outras bebidas gasosas com base química.

28 março 2011

Estudo mostra relação entre crescimento do cérebro e amamentação

Tempo de gravidez também influencia desenvolvimento cerebral em bebês

28 de março de 2011 | 19h 58
estadão.com.br

SÃO PAULO - O crescimento cerebral em bebês está diretamente ligado à energia "investida" pela mãe. É o que diz um estudo publicado nesta segunda-feira, 28, realizado com 128 espécies de mamíferos, incluindo seres humanos. Os resultados mostram que o desenvolvimento do cérebro tem forte relação com a duração da gravidez e com o tempo de amamentação.

Paulo Vitor/AE - 3/8/2010
Paulo Vitor/AE - 3/8/2010
Estudo foi realizado com 128 espécies de mamíferos, incluindo seres humanos

Segundo a pesquisa da Universidade de Durham, no Reino Unido, quanto mais longo o período de gravidez e de amamentação, maior é o crescimento do cérebro. Os pesquisadores afirmam que os resultados reforçam a hipótese de que a amamentação é crucial para o desenvolvimento cerebral dos recém nascidos.

Publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa ajuda a explicar porque os humanos, que amamentam seus bebês por até três anos, têm um período tão longo de dependência, necessário para garantir o crescimento do cérebro, que tem em média 1300cm³.

Em comparação, espécies como os veados, que têm aproximadamente o mesmo peso corporal dos seres humanos, têm um período de gravidez de sete meses e amamentam por até seis meses, resultando em cérebros de apenas 220cm³, cerca de seis vezes menor do que o cérebro humano. Agora, mais pesquisas serão necessárias para determinar exatamente como as mudanças nas fases de crescimento pré e pós-natal afetam a estrutura do cérebro.