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19 dezembro 2011

Cerveja preferida de Homer Simpson chega a SP; saiba onde provar a Duff


A cerveja preferida de Homer Simpson já está à venda em alguns bares de São Paulo. A Duff existia apenas no "Simpsons" até 2007, quando passou a ser produzida e vendida na Europa. Neste ano, a bebida chegou ao Brasil.

Confira onde beber a Duff (em versão "long neck" de 355 ml), fora da Taberna do Moe:


Preferida de Homer Simpson (foto), cerveja Duff chega ao Brasil e está disponível em alguns bares
Preferida de Homer Simpson (foto), cerveja Duff chega ao Brasil e está disponível em alguns bares

Bierboxx - R$ 9,90
O bar oferece uma carta com 200 rótulos, em média. São marcas de diversas partes do mundo, que variam semanalmente, de acordo com a disponibilidade, divididas em clara, escura, de trigo e outras características.
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Empório Alto dos Pinheiros - R$ 10
O empório na zona oeste apresenta cervejas nacionais e importadas, além de carta de vinhos variada. Também há boas opções no cardápio, como a polenta com molho gorgonzola (R$ 29).

Empório Alto de Pinheiros - r. Vupabussu, 305, Alto de Pinheiros, zona oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3031-4328. Dom. a qui.: 12h às 24h; sex. e sáb.: 12h à 1h.

Cervejaria Ô Fiô - R$ 11
Com uma carta com cerca de 240 rótulos de cervejas especiais de mais de 16 países, o bar recebe um público entre 30 e 40 anos. Para acompanhar as bebidas, há porções e sanduíches sem surpresas, como o Toinho --filé à parmegiana com maionese ao pesto na ciabatta. Aos sábados, a feijoada pode ser saboreada com chorinho e samba de raiz ao vivo.
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Empório Liberdade - R$ 9,90
O empório abriga boa carta de vinhos e de cervejas na região central de São Paulo.

Empório Liberdade - r. Tomás Gonzaga, 28, Liberdade, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3208-0158.

Ludus Luderia - R$ 9,20
O bar --que abriga ainda espaço para café e sala de jogos-- possui monitores para ajudar os visitantes a escolherem entre os diversos jogos de tabuleiro disponíveis na casa. No cardápio figuram sanduíches, petiscos, sobremesas e bebidas variadas.
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Manifesto Rock Bar - R$ 13,90
Três sócios argentinos tocam o bar, que desde 1994 recebe fãs de rock pesado para apresentações de rock, hard rock e heavy metal, de quarta a domingo.
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Mr. Beer (Pacaembu) - R$ 12
Presente em vários shoppings de São Paulo, o bar é bom para a happy hour depois das compras ou do trabalho.

Espaço Gourmet Mr. Beer - r. Traipu, 204, Pacaembu, zona oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3297-0001. Seg. a sex.: 10h às 22h. Sáb.: 9h às 22h. Dom.: 10h às 18h.

St. John - R$ 10
Pub de estilo irlandês na região do Tatuapé. Tem espaço para lançamento de dardos e mesa de bilhar. Entre as cervejas especiais, predominam as inglesas e irlandesas. Marcas como Erdinger, Heineken e Guinness são encontradas nas chopeiras.
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Wall Street Bar - R$ 9,90
A casa exibe telão com as cotações dos preços das bebidas, como nos painéis do mercado financeiro, onde os valores em alta ou em baixa oscilam conforme a procura. A arquitetura e a decoração são outros destaques do local.
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18 novembro 2011

Cerveja de "Os Simpsons" chega ao Brasil com apelo premium

R$ 7,90?! D'oh!!! Kkkkk

http://economia.ig.com.br/cerveja-de-os-simpsons-chega-ao-brasil-com-apelo-premium/n1597372552064.html

Cerveja de "Os Simpsons" chega ao Brasil com apelo premium
Marca Duff será distribuída em 30 bares e restaurantes de São Paulo a partir do fim do mês
Pedro Carvalho, São Paulo 17/11/2011 17:32
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Marca Duff será distribuída em 30 bares e restaurantes de São Paulo a partir do fim do mês Seu nome

A cerveja Duff, criada na ficção pela série "Os Simpsons", começa a ser vendida em 30 bares e restaurantes de São Paulo no fim de novembro, com preço a partir de R$ 7,90. A marca, que não pertence à rede de televisão americana Fox, foi lançada através de uma parceria entre a cervejaria belga Haacht Brewery e o empresário mexicano Rodrigo Contreras. Ela já é distribuida em mais de dez países da Europa, além de Chile, Paraguai e Colômbia. No Brasil, será fabricada pela cervejaria catarinense Saint Beer.


Frank Bischoff, sommelier do Empório Liberdade: "desce mais redonda que as comuns"
"Na Europa e no resto da América Latina, ela é uma cerveja de apelo popular, mas aqui será posicionada como marca premium, porque será feita com malte puro e lúpulo importado", explica Conrado Kaczynski, sócio da distribuidora oficial Duff Brasil.

A primeira distribuição levará ao mercado mil caixas de 24 unidades, mas há planos para que esse volume chegue a cinco mil caixas por lote. "A distribuição será feita sempre em lugares que já trabalham com cervejas premium. Ela não será vendida em supermercados", explica Kaczynski. Alguns e-commerces especializados também venderão Duff no Brasil.

Um primeiro lote comemorativo, com setenta caixas, esgotou-se rapidamente ontem e hoje no Empório Liberdade, em São Paulo, onde foi feito o lançamento da cerveja. Elas traziam um "selo de colecionador", dizendo que eram as primeiras unidades brasileiras, e custavam por R$ 12,50. Quando o lote regular chegar, em cerca de 15 dias, o preço será R$ 7,90. "É uma cerveja com sabor mais suave, que desce mais redonda que as comuns", explica Frank Bischoff, sommelier do Empório.

Quando a reportagem chegou ao Empório, todos os seis clientes na fila do caixa compravam Duff. Durante a entrevista com o sommelier, o telefone da loja não parava de tocar – eram sempre clientes atrás da Duff. "Além de bares e restaurantes, ela precisa ser vendida em empórios também, porque é onde o consumidor de marcas premium se encontra", acredia Bischoff.

17 novembro 2011

Cerveja diminui em 31% os riscos de doença no coração, aponta estudo




http://blogs.estadao.com.br/radar-pop/cerveja-diminui-em-31-os-riscos-de-doenca-no-coracao-aponta-estudo/

Boa notícia para quem curte uma cervejinha. Uma pesquisa da Fondazione di Ricerca e Cura, na Itália, aponta que beber cerveja com moderação diminui os riscos de problemas cardíacos em 31%. Estudos anteriores já haviam mostrado que o vinho tinha as mesmas propriedades.

Os pesquisadores reuniram diversos estudos feitos no último ano sobre o assunto. Ao todo, os dados observaram o comportamento de 200 mil pessoas que bebem e os efeitos em seus corações.

Exagerar na gelada, entretanto, tem efeito contrário. “Quando o consumo aumenta, você vê que as vantagens desaparecem, até que o risco fica maior”, explica uma das cientistas, Simona Costanzo.

Via io9

10 novembro 2011

Bamberg e Bierland levam prata na Alemanha; Eisenbahn é líder no Brasil


Por Roberto Fonseca

Foram anunciados, lá na Alemanha, os vencedores da edição deste ano do European Beer Star, uma das competições cervejeiras mais conceituadas do mundo (para este blogueiro, fica atrás apenas da World Beer Cup, nos Estados Unidos). O Brasil conseguiu duas medalhas por lá, com a Bamberg Altbier, de Votorantim (SP) e a Bierland Vienna, de Blumenau (SC). A receita da Bamberg passou por algumas alterações desde sua primeira edição, e a deste ano, de fato, é a melhor delas, com a levedura mais sutil em relação aos demais elementos da cerveja. A Bierland Vienna, por sua vez, foi uma das primeiras receitas (após a Pale Ale, que também passou por mudanças) da fase nova e mais ousada da cervejaria catarinense, que inclui uma imperial stout e uma belgian strong ale.

“É sempre muito bom ganhar uma medalha no European Beer Star, pois é uma competição dentro da Bavária, é como jogar fora de casa, competindo com estilos de cerveja que estão lá há séculos”, afirmou o cervejeiro e um dos donos da Bamberg, Alexandre Bazzo. Ele diz estar estudando a inclusão da Altbier, hoje sazonal, na linha fixa da marca. Ela já ganhou bronze este ano no Australian International Beer Awards.

Aproveito o post, ainda que de forma tardia, para noticiar que a Eisenbahn, de Blumenau (SC), ganhou recentemente três prêmios de “melhor cerveja das Américas” – Pale Ale, Weizenbier e Rauchbier – no World Beer Awards, ligado à revista Beers of the World (a Baden Baden Bock também foi premiada).

Com isso, atualizando o duelo pelo título de cervejaria mais premiada do Brasil pesquisado pelo blog, a Eisenbahn ampliou sua vantagem sobre a Bamberg. Hoje, a catarinense tem 30 medalhas e prêmios de “melhor da categoria”, contra 22 da concorrente de Votorantim. Veja como estava a classificação antes do European Beer Star e do World Beer Awards aqui. No duelo pela cerveja mais premiada, a Eisenbahn Dunkel tem oito medalhas e premiações, contra sete da Bamberg Rauchbier.

Parabéns às cervejarias premiadas nessas competições. Que outras consigam sucesso nas próximas disputas.

29 outubro 2011

Cerveja feita em casa


Infográfico mostra o preparo da versão caseira da bebida, que ganha cada vez mais adeptos e resgata hábito secular

Marina Fuentes, especial para o iG São Paulo | 21/10/2010 22:49

Recentemente, a cervejaria Petrópolis divulgou, junto com o lançamento de um novo rótulo, uma pesquisa sobre o crescimento das cervejas especiais no Brasil: 20% contra 4% do mercado das cervejas comuns. O interesse pelos produtos artesanais e de microcervejarias, que oferecem mais personalidade e tipos da bebida, cria um outro foco de atenção que corre em paralelo, o das cervejas caseiras.

Sem pesquisas e números oficiais para endossar, o aumento dos chamados ‘home brewers’ é notado pela movimentação dentro do universo cervejeiro. Em sites, redes sociais, confrarias e associações, é sensível o interesse cada vez maior do consumidor da cerveja premium de experimentar a sua própria produção ou degustar a de outros cervejeiros amadores.

Bom termômetro, a criação de uma associação voltada à cultura da cerveja caseira confirma o crescimento do nicho. A iniciativa partiu de uma comunidade da rede social Orkut, que foi ganhando mais adeptos e tornou-se oficial. A primeira a ser fundada, no Rio de Janeiro, cunhou a sigla Acerva (Associação de Cervejeiros Artesanais). Logo, São Paulo e outros sete estados seguiram o exemplo e aderiram ao nome. Cada Acerva funciona de maneira autônoma, algumas cobram mensalidade, outras não e cada uma tem seu estatuto. Mas o objetivo e as ações de todas são semelhantes: realizar cursos, promover encontros, produções coletivas e degustações.

“Começamos a abrir alguns encontros também para aqueles que ainda não produzem cerveja caseira, mas têm interesse no assunto. É uma forma de as pessoas conhecerem essa atividade”, conta Philip Zanello, um dos diretores da Acerva paulista.

O engenheiro Jaime Pereira Filho, proprietário do bar paulistano Píer 1327, localizado na Vila Mariana, está espantado com o brusco aumento da procura pelo curso de cerveja caseira que ministra no bar há pouco mais de dois anos. “É um curso rápido, que ensina todo o processo em duas aulas. Eu costumava ter uma turma por mês, agora é diário e há uma fila de espera de três meses para os interessados”, comenta. Um desses alunos foi o fotografo Leo Feltran, que registrou a sua produção caseira para ilustrar essa matéria.

Ainda que tenha ares de novidade, a produção das cervejas no quintal de casa é algo muito antigo, vem dos mosteiros seculares que já fabricavam a bebida bem antes de serem criadas as primeiras grandes cervejarias. Na Idade Media, cabia aos padres e às mulheres este preparo, que era parte da dieta cotidiana de proletários e burgueses.

Foto: Leo FeltranAmpliar

Malte: cerveja varia de acordo com os tipos e as proporções de maltes usados na receita

Hobby levado a sério

Quem é “convertido” ao universo da cerveja caseira leva a diversão a sério. Se produzir uma cerveja básica é questão de saber seguir a receita (veja o infográfico acima), criar bebidas com características peculiares e estabelecer algum padrão torna-se um grande desafio. Para quem quer seguir a lei de pureza alemã, que só permite o uso dos ingredientes básicos na composição (água, malte de cevada, lúpulo e fermento), é possível variar o resultado de acordo com o tipo de malte e lúpulo usado, além das quantidades utilizadas, que vão definir um sabor mais adocicado ou mais amargo, mais tostado ou mais frutado, entre outras características sensoriais.

Para quem quer dar um passo além, vale adicionar quase tudo à mistura, de anis à rapadura. “Um dos diretores da Acerva paulista criou uma cerveja com funghi seco e achei que ficou bem interessante. Recentemente eu fiz uma com chocolate que em cada tiragem recebia um outro componente para combinar: extrato de coco, amêndoas ou framboesa”, diz Zanello ao lembrar de rótulos inventivos. Tanta criatividade precisa ser deixada de lado nos concursos que começaram a fazer parte do calendário cervejeiro, onde só alguns estilos podem concorrer. A restrição facilita o trabalho dos jurados de comparar produtos semelhantes.

Um desses campeonatos ocorreu em julho, promovido pela Acerva Paulista e pela microcervejaria Bamberg, de Votorantim, interior de São Paulo. Na ocasião, 31 cervejeiros caseiros do estado competiram com suas receitas, restritas ao estilo inglês conhecido como ESB. Um juri de treze experts deu as notas que sagraram Guilherme Alberici Di Santi campeão. O prêmio? Ter sua cerveja produzida pela Bamberg durante um ano.

A Eisenbahn é outra que homenageia a produção caseira: pelo terceiro ano, o melhor mestre cervejeiro amador, segundo competição organizada pela microcervejaria, ganha uma linha especial produzida na fábrica. Em 2010, o rótulo São Sebá, uma Belgian Dubbel criada pelo paranaense Sandro Singer, chega ao mercado em novembro em uma série limitada de 3.000 garrafas.

Para além da diversão, o sucesso obtido com um rótulo caseiro pode significar uma mudança do hobby para uma possível profissão. O designer gaúcho Maurício Gonçalves vive exatamente essa situação. Ele e o irmão Lúcio começaram a produzir cerveja caseira por diversão no ano passado, mas a bebida foi fazendo sucesso com amigos, ganhou rótulo e caiu no boca a boca dos cervejeiros.

Hoje, o rótulo Goyoaga Euskal Garagardo (nome basco em homenagem às origens da família), uma pilsen sem clarificantes e não pasteurizada, é produzida de duas a cinco vezes por semana e vendida em bares da Cidade Baixa, região boêmia de Porto Alegre. “Já fornecemos até para um evento de lançamento de livro em junho deste ano, quando foram consumidos 60 litros”, conta Mauricio orgulhoso.

Foto: Leo FeltranAmpliar

Lúpulo: é responsável por conservar e definir o nível de amargor da cerveja

Para começar

Quem quer se aventurar pelo mundo das cervejas caseiras deve ter algum conhecimento e estrutura. O mais indicado é acompanhar o trabalho de algum conhecido que faça a cerveja para ver se a atividade realmente lhe atrai – é preciso lembrar que produzir cerveja caseira requer tempo, dedicação e investimento. Não se trata só de beber. Em seguida, um curso rápido dá a base necessária que só o tempo – leia-se erros e acertos – vão aprimorar a técnica de “mestre cervejeiro”.

Mas, para produzir sua própria cerveja é preciso montar uma nanocervejaria em casa. Jaime Pereira diz que o kit básico tem custo aproximado de 500 reais e ocupa o mesmo espaço que um botijão de gás. O “maquinário” consiste de duas panelas grandes de alumínio, uma balança, uma colher grande de polipropileno, um termômetro culinário, uma peneira, um fermentador (um balde hermeticamente fechado com saída de válvula e uma torneira para engarrafar), mangueiras de transferência, um densimetro, um dispositivo para fechar garrafas e um moedor de cereais.

Montada a “fábrica”, é preciso buscar os insumos, não tão fáceis de serem encontrados em todo o Brasil. “Não há lojas que vendam malte e lúpulo em São Paulo, por exemplo. Mas há fornecedores do Rio Grande do Sul que distribuem os produtos via internet”, sugere Jaime. O estado é onde a cultura da cerveja caseira se nota mais presente, certamente pela influência da comunidade alemã na região.

A dificuldade de encontrar malte, fermento e lúpulo não significa o custo alto do produto. “Gasta-se cerca de 50 reais em matéria prima para produzir 20 litros de cerveja caseira”, estima Jaime. Além de divertida, a produção é a forma de consumir uma cerveja não-pasteurizada, que permanece em transformação“. Os microorganismos ficam vivos na garrafa e continuam em ação. A cerveja fica maturando e vai mudar de características a cada semana que ficar armazenada”, conta Jaime.

Receita básica da cerveja caseira
Fonte: Jaime Pereira Filho. Fone: (11) 2597-7231

Ingredientes
- 35 litros de água mineral de boa procedência
- 6 quilos de malte claro e escuro
- 20 gramas de lúpulo
- 11,5 gramas de fermento

Confira o modo de preparo no infográfico acima


Links para consulta:
www.acervapaulista.com.br
www.cervejaartesanal.com.br
www.weconsultoria.com.br

O chope perfeito em nove passos

Aprenda a tirar o chope perfeito e descubra se o garçom está tapeando você

Renan Silva, iG São Paulo


Foto: David Santos Jr./Foto ArenaAmpliar

O copo, o ângulo, a higiene. Tudo faz diferença na hora de tirar o chope

Refrescante do começo ao fim, macio em todos os goles. O sabor? Aí, depende. A variedade é grande e vai além do fato de o líquido ser claro ou escuro. O que se pode cravar é que o chope perfeito é notado no primeiro gole. Para descobrir se a bebida sagrada do fim de expediente é servida com excelência, olho no garçom. O amigo de gravata borboleta deve seguir nove passos para servi-la de maneira equilibrada, com a dose exata de espuma e sem bolhas. É o que revela o americano Chris Meyers, campeão mundial de tiradores de chope em 2010, abaixo:

1. A escolha do copo

Esqueça o copo tulipa. Deixe de lado também a caneca do seu último Oktoberfest. É o cálice que irá garantir a qualidade do líquido. Sim, o cálice. Seu formato arredondado e levemente fechado na boca vai ressaltar o sabor, o aroma, a cor e a espuma do chope.

2. A limpeza do copo

Chope é coisa séria. Logo, higiene é fundamental. Certifique-se se o copo chegou até você livre de resíduos, inclusive sem marca de dedos. O ideal é que ele seja lavado com detergente neutro e seque naturalmente. Antes de receber o líquido, o cálice deve ser colocado em água gelada, para ficar na mesma temperatura do chope.

Clique aqui e conheça a representante do Brasil e o vencedor do campeonato 2011

3. O sacrifício

Preste atenção se o bartender jogou fora o primeiro jato da chopeira, ele não deve ser servido. E não é apenas uma questão de temperatura: o líquido parado estraga o sabor. Geralmente quando o chope está amargo demais é por que não houve o sacrifício. Como dizem os garçons, tem que fazer sangrar.

Foto: Renan SilvaAmpliar

O copo certo para o chope perfeito

4. O ângulo certo

Na hora de tirar o chope, o copo deve ficar inclinado em um ângulo de 45 graus. Isso nunca foi lenda, macete ou capricho. A explicação: quando a bebida atinge o cálice nessa posição e começa a circular, é criada a proporção ideal entre a espuma e líquido.

Clique aqui e confira a galeria de fotos com os noves passos do chope perfeito

5. A coroa

Pode parecer radical, mas se você gosta de chope com pouca espuma, você não gosta de chope. Mais do que um colarinho, o chope perfeito merece uma coroa, e de, no mínimos, dois dedos. Para fazê-la, basta botar o cálice em posição vertical quando ele estiver preenchido até a metade. A coroa evita que o líquido entre em contato com o ar, preservando seu sabor, aroma e temperatura. Uma coisa legal é experimentar a espuma como ela se fosse um sorvete. Faça isso e veja como o leve amargor e a textura cremosa proporcionam um bom gole.

6. O frescor e a torneira

Para minimizar os respingos, a torneira deve ser fechada rapidamente e o cálice retirado. Nada de mover o copo para cima e para baixo e tocar a torneira. Se fizer assim, esqueça o frescor.


7. Os excessos

Hora de retirar o excesso de espuma -- sem dúvida, a etapa mais charmosa de todo o processo. O truque é passar uma espátula especial, inclinada num ângulo de 45 graus, sobre o cálice apoiado no balcão e retirar as bolhas maiores. Isso fará o creme durar por mais tempo e dará ao chope uma sobrevida em sabor, aroma e temperatura. Depois de retirar o excesso de espuma, a espátula deve ser mergulhada em um copo com água limpa.

8. O pente fino

Agora é a vez do pente fino. Com o copo em mãos, deve-se analisar se há bolhas grandes demais e se a espuma mede, pelo menos, dois centímetros. Pode parecer perfeccionismo, mas há alguns bares onde isso é medido com régua. Batidas com o cálice na mesa, mania de alguns garçons, são desnecessárias.

Leia também: Chope em casa, sem apuros

9. O serviço

O momento é de mostrar destreza. O cálice deve ser mergulhado em água para retirar os resíduos externos, e o colarinho não pode cair no recipiente. E atenção: segurar o corpo do copo é um erro crasso, comum em alguns bares. Além de não ser higiênico, o calor das mãos rouba a temperatura gelada do chope.

Com o cálice em mãos, cheire o líquido antes de beber e tente perceber as propriedades do malte, que variam de acordo com o tipo de chope. Aprecie com (alguma) moderação.