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19 novembro 2011

Estação de trem em Londres deve se tornar maior 'ponte solar' do mundo


Blackfriars, construída em 1886, está sendo reformada e receberá 4,4 mil painéis solares que gerarão 900 mil KWh por ano

BBC Brasil


Foto: solarcentury.co.uk

Nova estação de Blackfriars terá 4,4 mil painéis solares em seu telhado

selo

Uma estação de trem construída sobre o rio Tâmisa, em Londres, está prestes a se tornar a maior "ponte solar" do mundo, com a instalação de 4,4 mil painéis solares em seu telhado.

A ponte de Blackfriars, construída em 1886, tem 281 metros de comprimento e serve de fundação para a estação de trem de mesmo nome, que está sendo reformada.

Seu novo telhado, que será adicionado à estrutura original da ponte, terá mais de 6 mil m² de painéis solares, criando o maior sistema de captação de energia do sol em Londres.

Foto: solarcentury.co.ukAmpliar

A instalação dos painéis solares em Blackfriars deve terminar em 2012

A previsão é que os painéis solares, que começaram a ser instalados em outubro, gerem em torno de 900 mil kWh por ano, fornecendo 50% da energia consumida pela estação e reduzindo as emissões de gás carbônico em cerca de 511 toneladas anuais.

Além dos painéis solares, outras medidas de economia de energia adotadas na nova estação incluem sistemas para coleta de água da chuva e o uso de "canos solares" para aproveitar a luz natural.

"A ponte férrea vitoriana em Blackfriars é parte da história de nosso sistema ferroviário. Construída na 'idade do vapor', nós estamos a atualizando com uma tecnologia solar do século 21 para criar uma estação icônica para a cidade", diz o diretor do projeto, Lindsay Vamplew.

A obra de instalação dos painéis solares em Blackfriars deve terminar em 2012. Além dela, a única "ponte solar" conhecida no mundo é a ponte de Kurilpa, em Brisbane, na Austrália, construída em 2009.

25 março 2011

Dan Epstein, projetista de Londres 2012, alerta Rio para legado

Jornal do Brasil

O Rio de Janeiro precisa pensar o que quer ganhar com os Jogos Olímpicos de 2016. Esse foi o mote que o diretor de sustentabilidade e regeneração urbana dos Jogos de Londres 2012, Dan Epstein, deixou claro em sua palestra nesta quinta à tarde, em um hotel de Manaus, no II Fórum Internacional de Sustentabilidade. Clareza, aliás, foi uma palavra-chave para Epstein. Para ele, os organizadores dos Jogos do Rio deveriam fundar um instituto para pensar a cidade com o evento, como lidar com isso e o que a capital pode herdar da experiência.

- Olhamos os outros exemplos, como legado, economia, administração. Em Atenas, por exemplo, houve empresários, ambientalistas e políticos. - Tentamos transformar a cidade (Londres) num centro urbano sustentável. A cidade olímpica é do tamanho de Veneza, e teremos oito quilômetros de hidrovia no rio (Tamisa), numa área que estava degradada.


Dan Epstein participa do II Fórum Internacional de Sustentabilidade, em ManausEpstein atua hoje como um projetista sócio-ambiental da futura cidade olímpica. Lembrou a área degradada da periferia de Londres que está em transformação – antes havia lixão a céu aberto, ferro velho imenso. E apresentou números: “Tivemos que demolir 240 prédios, e reciclamos a maior parte do material, limpamos o rio e criamos em novas construções”.

Trânsito

Se há uma preocupação do projetista sobre a organização dos Jogos do ano que vem é o trânsito de pessoas em Londres e na “cidade olímpica”. Ele destacou a implantação de um sistema modal de energia limpa e eficiente.

- Temos ônibus e trens com energia limpa. Não queremos que os visitantes usem carro em Londres. O parque olímpico nem tem estacionamento. Vamos criar ciclovias e queremos que isso continue para longo prazo

Embora não tenha citado explicitamente, a mensagem foi um recado claro para a organização do projeto olímpico do Rio 2016, que tem privilegiado desde já os BRTs – Bus Rapid Transit, em que a prefeitura implanta faixas seletivas para ônibus em toda a capital fluminense. O Rio, neste sentido, vai na contramão do projeto sustentável de Londres, que, ao usar trens, ciclovias e ônibus com energia limpa, inibe a emissão de CO2, tão em voga no debate mundial.

Epstein ainda expandiu esse conceito para as construções:

- Quando você constrói, tem que pensar no carbono que está emitindo, tem que pensar na energia renovável. Realmente é importante construir prédios leves, com baixa emissão carbono - finalizou.