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18 novembro 2011

Falta de energia para linha 4 do metrô de SP e afeta outras linhas

Panes elétricas, super-lotação ... enfim, o Metrô não é mais o mesmo. O meio de transporte que chegou a ser quase unanimidade entre os paulistanos está cada dia mais parecido aos demais meios de transporte.
Uma vez me alegaram que se tratava de um "problema de demanda"... Nossa! Verdade, o que essa gentinha pensa que é para andar de metrô, não é verdade? Também poderiam deixar de procurar os hospitais, as escolas públicas, postos de saúde... Todos "nossos" problemas seriam resolvidos!


http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1008391-falta-de-energia-para-linha-4-do-metro-de-sp-e-afeta-outras-linhas.shtml

DE SÃO PAULO

Uma falta de energia afetou a linha 4-amarela do metrô de São Paulo na manhã desta sexta-feira.

Com os trens parados, houve acúmulo de passageiros nas estações.

Outras linhas do metrô também foram afetadas pela paralisação da linha 4-amarela, segundo o Metrô.

Nas linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha, os trens circularam com velocidade reduzida das 6h24 às 6h37.

Mais cedo, por volta das 6h10, uma falha de equipamento na linha 2-verde já provocava velocidade reduzida nesta linha. Segundo o Metrô, o problema foi resolvido 6h33.

10 novembro 2011

Metrô começa segunda fase da Linha 4-Amarela


Por Samantha Maia | Valor

SÃO PAULO – O Metrô de São Paulo abriu nesta quinta-feira os envelopes da concorrência internacional para as obras da segunda fase da Linha 4-amarela, que incluem a construção das estações Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis e Morumbi, além de um terminal de ônibus ao lado da futura Estação Vila Sônia. Segundo o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, no entanto, o nome do vencedor somente deverá ser divulgado daqui a um mês, após análise técnica.

“A Linha 4 pela primeira vez deu uma característica de rede para o Metrô, e agora vamos finalizá-la”, diz Avelleda, que participou nessa quinta-feira do evento Negócios nos Trilhos, em São Paulo. A licitação foi aberta em setembro. Nem o presidente do Metrô nem a assessoria de imprensa souberam informar o valor do investimento até o momento.

Uma segunda licitação será realizada no dia 1º de dezembro, com abertura das propostas para a construção da estação final Vila Sônia e extensão da linha em 1,5 km de túnel. Já para a implantação de sistemas está prevista licitação específica, ainda não definida. O investimento total para a conclusão da Linha 4 –Amarela, considerando as duas licitações lançadas, mais a parte de sistemas, será de R$ 1,8 bilhão.

Hoje a linha está em operação da Estação Luz, no centro da capital paulista, até a Estação Butantã, zona Oeste, com seis estações abertas. A segunda fase, com as outras cinco estações, deve ficar pronta em 2014.

(Samantha Maia | Valor)

01 novembro 2011

Secretário de Transportes de SP diz que linha 4 tem "situação mais caótica" do metrô, mas dá nota 7,5


Janaina Garcia

Do UOL Notícias
Em São Paulo


Desorganização do metrô de São Paulo prejudica usuários

Foto 38 de 50 - Usuários se apertam para tentar embarcar em trem da linha 1-azul, na estação Sé, sentido Jabaquara, na manhã de sexta-feira (28). Desorganização "rouba" até 30% do tempo de viagem do usuário de metrô em São Paulo Mais Rodrigo Paiva/UOL

Anunciada como a “linha da integração”, a linha 4-amarela do metrô de São Paulo até ajuda o usuário a poupar tempo em comparação ao percurso que seria feito de carro ou ônibus. Ainda assim, uma coleção de problemas de fluxo e transferência de passageiros também fez a via ser classificada pelo próprio governo de São Paulo em uma pouco atrativa “situação mais caótica” dentro do sistema metroviário.

A avaliação foi feita pelo secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, na entrevista concedida ao UOL Notícias sobre a série de reportagens que será publicada esta semana. Durante cinco dias, três repórteres acompanharam o dia-a-dia do usuário dentro e fora dos horários de pico em todas as linhas do sistema.

Apesar de admitir os problemas de fluxo e transferência identificados pela equipe de reportagem, com mais ênfase, na linha 4, Fernandes afirmou que a superlotação nela deve durar ainda “pelo menos mais três ou quatro anos”. É esse o prazo necessário, diz o secretário, às obras de expansão da linha 5-lilás, que prometem aliviar o fluxo ao reordenar passageiros da zona sul da cidade.

Só a linha 4 responde por um fluxo de quase 500 mil passageiros/dia dentro do total de 7 milhões de pessoas transportadas diariamente pelos sistemas de metrô e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

“A linha 4 é, de fato, a situação mais caótica que nós vivemos; é realmente uma situação crítica. Mas conseguimos fazer com que, mesmo próximo dos 500 mil usuários, o quadro se estabilizasse”, disse. “Porque as medidas operacionais foram evoluindo”, define.

Para o secretário, a integralização de horário das estações --que operavam até as 15h, depois até as 21h e só então, há um mês, até meia-noite --gerou uma “reacomodação de fluxo”, sobretudo, na estação Paulista.

“Há uma acomodação melhor à medida em que tanto técnicos quanto população vão aprendendo sobre o sistema. A expectativa é que quando a linha 5 estiver toda pronta, muitas pessoas que hoje descem na estação Santo Amaro ou as que vêm do Grajaú (zona sul), e vêm direto para Pinheiros e pegam a linha 4, usem apenas a linha 5”.

As obras da linha 5 foram atrasadas em mais de dois anos devido a questionamentos judiciais feitos pelo Ministério Público e foram retomadas há cerca de dois meses.

"Estação Paulista não foi mal projetada"

A estação Paulista, onde os problemas da linha 4 são mais notados, faz a transferência com a Consolação, na linha 2, e responde, com 100 mil usuários/dia, por mais de um quinto de todo o fluxo na linha 4. Nessa transferência, em horários de pico, esteiras rolantes chegam a ser desligadas para evitar que o excesso de passageiros provoque acidentes diante da dificuldade de escoamento para as plataformas.

Fernandes diz, contudo, que não houve problema de projeção no tamanho da estação. “Teria sido mal desenhada se fizéssemos o dobro de espaço, por exemplo, e esse espaço ficasse ocioso após a linha 5 pronta. E as duas linhas foram programadas para saírem juntas”, afirmou.

Para amenizar o problema na transferência, Fernandes adiantou que devem ficar prontos em março ou abril do ano que vem os projetos para saídas extraordinárias nessa ligação. A ideia é que, através delas, o usuário tenha acesso mais rápido às plataformas e evite as esteiras –desligadas pela Via Quatro, ainda que constantes de contrato, com a anuência da secretaria.

“Todas as medidas em curso [tais como desligamento de esteiras] estão sendo tomadas para lidar com essa sobrecarga; há lotação excessiva, há dificuldades, mas o metrô ainda é uma opção que as pessoas acham melhor que um ônibus ou mesmo sob duas rodas”.

Indagado sobre que nota ele dá ao sistema de metrô na capital, o secretário pensou um pouco e respondeu: “Um sete e meio”. Mas fez questão de ‘corrigir’: “Para alguns itens, eu dou dez, tais como limpeza e segurança interna”, apontou. E para o conforto? “Um sete e meio, sem dúvida”.

Feitas para agilizar, esteiras rolantes são desligadas em horários de pico no metrô de São Paulo



Fernando Mendonça
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Desorganização do metrô de São Paulo prejudica usuários

Foto 9 de 50 - Esteira rolante entre a interligação da linha 2-verde para a linha 4-amarela desligada na noite de quinta-feira (27). Desorganização "rouba" até 30% do tempo de viagem do usuário de metrô em São Paulo Mais Rodrigo Paiva/UOL

A estação Paulista da linha amarela do metrô de São Paulo tem seis esteiras rolantes para atender aos usuários, que, ali, podem trocar de estação e de linha –da amarela para a verde e vice-versa. Nos dias úteis, porém, nos horários de maior movimento, parte das esteiras é desligada.

Durante cinco dias de uma semana útil, de 17 a 21 de outubro, dois jornalistas do UOL Notícias percorreram as esteiras instaladas no trajeto de 300 metros que separam as estações Consolação e Paulista, em horários diferentes, para saber como andavam (ou não) os passageiros. Verificou-se que em nenhum dos cinco dias todas as esteiras estavam em operação simultaneamente.

“Elas são desligadas por segurança”, afirmou um agente do metrô que acompanhava o movimento dos passageiros entre duas esteiras e pediu para não ser identificado.

“Quando o movimento ‘bomba’, se as esteiras estiverem ligadas as pessoas acabam se atropelando lá no final.” Lá no final significa o começo da escada rolante, onde passageiros costumam se aglomerar antes de descer.

Em nome da segurança dos usuários, todas as manhãs em que o UOL Notícias esteve na estação Paulista as duas esteiras rolantes para quem seguia da linha verde (Consolação) para a amarela (Paulista) estavam desligadas.

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  • Diogo Leite/Você Manda UOL

    Foto enviada por Diogo Leite mostra aglomeração antes dos bloqueios da estação Faria Lima (linha 4)

Também nos cinco dias, no final da tarde, não funcionou pelo menos uma das quatro esteiras que deveriam levar os usuários da linha amarela para a verde.

A informação do agente sobre segurança é endossada pela ViaQuatro, concessionária responsável pela gestão das estações da linha amarela. Nos horários de maior movimento as esteiras são mesmo desativadas para não haver tumulto entre os usuários, informou a empresa.

As seis esteiras rolantes da estação Paulista têm 40 metros de extensão cada uma e deslizam à velocidade de 2,2 km/h, inferior à média da caminhada de uma pessoa, que é de 4 km/h. Segundo o Metrô, a capacidade máxima das esteiras é de 20 mil usuários por hora.

O fluxo na estação Paulista é de cerca de 4.900 passageiros por hora. Por esse número, médio, não haveria necessidade de desligá-las.

“Sempre é assim, as esteiras não funcionam, um dia a escada rolante sobe, no outro desce, isso aqui é uma bagunça”, disse o securitário Álvaro Lima de Araújo, 32, que havia embarcado na estação Vila Mariana (linha azul), trocado para a linha verde na estação Paraíso e acabara de caminhar pela esteira –parada– rumo à estação Paulista (linha amarela), de onde seguiria para a Butantã.

Segundo a ViaQuatro, para melhorar a fluidez dos deslocamentos dos usuários no trecho de conexão entre as duas estações, o sentido das escadas rolantes é alterado de acordo com o fluxo de passageiros ao longo do dia, e isso ocorre várias vezes.

Sempre é assim, as
esteiras não funcionam, um
dia a escada rolante sobe,
no outro desce, isso aqui é
uma bagunça

“Essa estação parece filme de guerra, com aqueles guardas gritando pra que lado ir, pra não correr, pra fazer isso, não fazer aquilo, é uma m...”, afirmou Araújo, admitindo, porém, que a culpa não é dos 'guardas'. “Quem projetou essa estação deveria voltar para a faculdade”, disse.

Os 'guardas' citados por Araújo são os 14 agentes de segurança que se distribuem durante o trajeto dos passageiros para orientá-los e evitar que sigam por caminhos errados dentro da estação Paulista.

Alguns desses agentes usam megafone para falar à multidão de passageiros. Nem todos aprovam, como é o caso do securitário.

Essa estação (Paulista) parece filme de guerra, com aqueles guardas gritando pra que lado ir, pra não correr, pra fazer isso, não fazer aquilo,
é uma m...

Linha lilás

O Metrô de São Paulo, responsável pelas especificações das estações, informou que não houve erro de projeto na passagem da estação Consolação para a estação Paulista, dimensionada para operar em conjunto com a futura estação Chácara Klabin da linha lilás.

Segundo a companhia, ocorre que o primeiro trecho da linha amarela (entre o Butantã e a Luz) foi concluído antes do prolongamento da linha lilás (entre o Largo Treze e a Chácara Klabin), cujas obras estão em andamento.

Com a conclusão dessa linha, diz o Metrô, os usuários da região sul de São Paulo poderão deslocar-se direto para a estação Santa Cruz (linha azul) ou para a Chácara Klabin (linha verde), equilibrando, assim, a rede.

O trecho inicial da linha lilás foi entregue há nove anos e vai do Capão Redondo ao Largo Treze. O segundo trecho, em obras, ligará o Largo Treze às estações Santa Cruz (linha azul) e Chácara Klabin (linha verde). Isso, porém, daqui a três anos, em 2014. Até lá, as esteiras da estação Paulista continuarão sendo desligadas.