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18 novembro 2011

Operários param obra da Refinaria Premium

Há que se tomar certo cuidado sobre a veracidade de muitos fatos que a Imprensa relata sobre os tais maus tratos a trabalhadores do PAC. Ainda hoje me lembro da balbúrdia que muitos fizeram sobre as condições dos funcionários da hidrelétrica de Sto Antônio e, quando se foi ver, até ar-condicionado no quarto era dado aos funcionários. Na refinaria de Recife aconteceu o mesmo. Há muito motivação política nisso tudo.
Porém, isso não quer dizer que não possa haver verdade no que vem se noticiando sobre a refinaria do Maranhão, de qualquer forma, vale o registro da matéria abaixo:

http://colunas.imirante.com/platb/danielmatos/2011/09/14/operarios-param-obra-da-refinaria-premium/

por daniel matos

Canteiro de obras da Refinaria Premium I

Centenas de operários fizeram uma mobilizaçaõ no início da manhã de hoje, no canteiro de obras da Refinaria Premium I, em Bacabeira. Os trabalhadores cruzaram os braços por cerca de meia hora para protestar contra atos supostamente abusivos que estariam sendo cometidos pela direção do Consórcio Galvão-Serveng-Fidens, responsável pela execução do projeto, que atualmente está na fase de terraplenagem..

Uma das queixas é quanto a diferença entre o valor do salário registrado em carteira e o que é pago na prática. Segundo os operários, o contrato prevê um vencimento de R$ 1.400,00 para motoristas de caçambas, mas estes recebem apenas R$ 1.200,00 a cada mês. Outra reclamação refere-se à qualidade da comida servida aos trabalhadores.

“As refeições são transportadas de São Luís a Bacabeira todos os dias e durante a viagem ficam expostas ao calor por um longo período. Com isso, a comida perde a qualidade. Muitos colegas já passaram mal após ingerir esses alimentos”, comentou um motorista, que preferiu não se identificar por teremer represálias. Ele revelou ainda que grande parte dos trabalhadores passou a recusar as quentinhas servidas pelo consórcio e prefere comer em restaurantes instalados nos arredores do canteiro de obras.

Transporte

Outro motivo de insatisfação dos operários foi a suspensão do transporte que era oferecido pelo consórcio Galvão-Serveng-Fidens. Sem o serviço, os operários estão sendo obrigados a cobrir do próprio bolso as despesas com locomoção. “Estamos pagando para trabalhar. Todos os dias temos que pagar passagens de van para ir ao canteiro de obras e voltar para casa”, queixou-se o motorista.

O furto de uma motocicleta pertencente a um operário, dentro do canteiro de obras, e a suposta recusa do consórcio em arcar com o prejuízo também deixou os trabalhadores indignados. O fato foi comunicado à direção da obra, que respondeu que não se responsabilizaria pelo ocorrido.

Diante dos transtornos causados pela mobilização, um dos engenheiros responsáveis pela construção do empreendimento decidiu conversar com os operários. Após ouvir as reivindicações, ele prometeu avaliar as reivindicações. Procurado, o diretor do projeto da Refinaria Premium, Fabiano Eterovick, informou que uma cláusula do contrato firmado coma Petrobras impede o consórcio de emitir qualquer declaração sobre fatos relacionados à rotina da obra.

Os trabalhadores ameaçam fazer uma greve geral caso suas reivindicações não sejam atendidas.

01 novembro 2011

Novas refinarias da Petrobrás trarão margem de lucro maior, afirma Gabrielli

Quatro novas refinarias vão agregar 1,3 milhão de barris de petróleo por dia até 2020


Agência Estado

SÃO PAULO - As quatro novas refinarias que a Petrobrás planeja construir vão agregar em torno de 1,3 milhão de barris de petróleo por dia (bpd) em capacidade de refino até 2020. A afirmação é do presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, que hoje apresenta projetos de refino em Cingapura, no evento Downstream Asia 2011, que faz parte da Semana Internacional de Energia do país. Para 2020, a produção nacional de petróleo prevista é de 4,9 milhões de bpd.

"As novas refinarias serão muito mais eficientes e trarão uma margem de lucro maior do que as instalações mais antigas, fortalecendo assim o desenvolvimento da Petrobrás como uma companhia integrada de petróleo", disse Gabrielli, segundo comunicado sobre sua apresentação no evento.

O executivo admitiu que apesar de o Brasil ter aumentado a sua produção de petróleo bruto, enfrenta déficit de produtos derivados, tais como diesel, GLP e nafta. Em termos de consumo de petróleo, Gabrielli informou que em 2010 houve crescimento de 2,1%, contra uma queda de 0,04% em países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).