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25 novembro 2011

Juiz justifica 60 dias de férias por 'cansaço mental'


FELIPE RECONDO - Agência Estado

Para justificar os 60 dias de férias, além de um calendário próprio de feriados, o desembargador Fernando Tourinho Neto, que ocupa uma das vagas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e é vice-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), alegou "cansaço mental" para rebater a proposta da Corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, de reduzir de 60 para 30 dias as férias dos magistrados.

"É inacreditável que uma juíza de carreira brilhante (...) tenha tais ideias, sabendo, de ciência própria, que o cansaço mental do magistrado, sua preocupação diuturna para bem decidir, a falta de recursos materiais para bem desempenhar sua função, exijam um descanso maior, anualmente, para eliminar o cansaço cerebral", protestou Tourinho Neto. Para ele, a ministra pode, ao defender propostas como essa, tentar "agradar o povão" ou "agradar a imprensa, falada e escrita".

Na mesma nota, em nome dos "magistrados brasileiros, indignados", Tourinho Neto tenta justificar o pedido de aumento de salário para os juízes. Ele argumenta que os salários estão corroídos pela inflação e não acompanham os preços "de aparelhos domésticos, de imóveis, de veículos, de lazer".

28 março 2011

Juízes federais decidem fazer paralisação de um dia em abril

É mole?! Realmente eles devem ganhar muito pouco.

FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

Os juízes filiados à Ajufe (Associação dos Juízes Federais) decidiram fazer um dia de paralisação em 27 de abril.

A Ajufe realizou uma consulta pela internet com 767 magistrados federais e 74% deles decidiram pela paralisação de um dia.

Cerca de 17% dos juízes votaram pela continuidade de negociações com o Legislativo e 9% pela greve por tempo indeterminado.

Os magistrados reivindicam a revisão do teto constitucional de salários do funcionalismo público, o cumprimento de decisão do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) quer a equipara os regimes jurídicos do Ministério Público Federal e da magistratura.

A categoria também pede mais segurança, especialmente para os juízes que cuidam de casos relativos a organizações criminosas.