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29 novembro 2011

Laptop conectado à web sem fio afeta esperma


Aí lascou-se!! Tô ferrado!!


Durante o levantamento, pesquisadores argentinos analisaram as amostras de sêmen de 29 homens saudáveis

Um teste mostrou que um quarto dos espermatozoides morre quando está em contato com um notebook conectado à internet / Foto: Celaltener/SXCUm teste mostrou que um quarto dos espermatozoides morre quando está em contato com um notebook conectado à internetFoto: Celaltener/SXC

Cientistas argentinos concluíram uma pesquisa que revela que laptops conectados à internet sem fio podem afetar os espermas dos homens. O relatório foi publicado na revista "Fertility and Sterility".

Durante o levantamento, os pesquisadores analisaram as amostras de sêmen de 29 homens saudáveis e perceberam que a quantidade de espermatozoides que sobreviveram quando colocados em contato com o computador era menor do que os expostos a outras condições, sob a mesma temperatura.

Um teste mostrou que um quarto dos espermatozoides morre quando está em contato com um notebook conectado à internet. O mesmo teste feito em outros ambientes mostrou a morte de 14% dos espermas.

O causador desta modificação genética seria, segundo a pesquisa, a radiação eletromagnética gerada durante a comunicação sem fio.

Nenhum estudo analisou, até o momento, se o uso de laptop tem qualquer influência sobre os resultados de fertilidade ou gravidez.

05 outubro 2011

Paternidade baixa níveis de testosterona, diz estudo

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110913_pais_testosterona_is.shtml


Cientistas descobriram que depois que os homens se tornam pais, seus níveis de testosterona caem, indicando que eles são biologicamente programados para cuidar de seus bebês.

A queda na quantidade de hormônio masculino faria com que os homens se tornassem mais ligados à família, segundo os pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.

Notícias relacionadasHomens produzem mais hormônios com nascimento do filho, diz estudoBanho de sol aumenta libido masculina, sugere estudoLicença paternidade poderá durar até 6 meses na Grã-BretanhaTópicos relacionadosCiênciaO estudo publicado na revista científica The Proceedings of the National Academy of Sciences acompanhou 624 homens, nas Filipinas, antes e depois de eles se tornarem pais e descobriu que logo após o nascimento do bebê, seus níveis de testosterona caíam substancialmente.

Apesar de os níveis de testosterona - hormônio normalmente associado ao desejo sexual masculino - baixarem naturalmente com a idade, a queda nos homens que se tornaram pais foi mais do que o dobro daquela verificada nos homens sem filhos.

Cooperação

Pais de bebês recém-nascidos, com menos de um mês de idade, apresentaram níveis especialmente baixos do hormônio.

Quedas maiores também foram verificadas naqueles que passavam mais de três horas por dia brincando, alimentando, dando banho, vestindo ou lendo para seus filhos.

"Criar crianças é um trabalho tão grande que, por necessidade, requer cooperação e nosso estudo mostra que os pais são biologicamente programados para oferecer ajuda com esta função", disse o líder da pesquisa, Christopher Kusawa.

"A paternidade e as exigências de se ter um recém-nascido em casa tornam necessários muitos ajustes emocionais, psicológicos e físicos. Nossa pesquisa indica que a biologia de um homem pode mudar substancialmente para atender estas demandas."

Evolução

"Criar crianças é um trabalho tão grande que, por necessidade, requer cooperação e nosso estudo mostra que os pais são biologicamente programados para oferecer ajuda com esta função."

Christopher Kusawa, líder do estudo
Os pesquisadores também acreditam que os níveis mais baixos de testosterona podem proteger contra certas doenças crônicas, o que poderia explicar, em parte, por que homens casados e com filhos são, em geral, mais saudáveis que homens solteiros da mesma idade.

O professor Allan Pacey, da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, disse que a descoberta é fascinante.

"Os níveis de testosterona em homens geralmente não variam muito. Eles podem diminuir vagarosamente como parte do processo de envelhecimento ou em resposta a alguma doença ou tratamento médico, mas observar mudanças drásticas em resposta à vida familiar é muito interessante", disse ele.

"As observações podem fazer algum sentido evolutivo, se aceitarmos a ideia de que homens com níveis mais baixos de testosterona têm maior probabilidade de manter um relacionamento monogâmico com sua parceira e de cuidar de seus filhos. No entanto, seria importante checar de forma irrefutável que há uma ligação entre níveis de testosterona e comportamento."

16 setembro 2011

Falar no celular ou ter filhos? Eis a questão

http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/celular-prejudica-a-fertilidade-do-homem/

Que o celular é, cada vez mais, um aparelho multifacetado, todo mundo já sabe. Hoje em dia, ele, além de fazer ligações, acessa a internet, tira fotos, prepara o seu almoço (ok, isso ainda não)… Mas que ajuda a controlar a natalidade do planeta é novidade.

Vasectomia? Que nada. Se você não quer ter filhos, é só abusar do celular. Ok, não é tão simples assim. Mas um estudo feito por pesquisadores de Cleveland e Nova Orleans, nos EUA, e médicos de Mumbai, na Índia, constatou que o uso do aparelho está ligado à diminuição da fertilidade dos homens.

Depois de testarem 361 voluntários que visitaram uma clínica de fertilidade, os especialistas viram que o esperma daqueles que passavam mais de quatro horas por dia falando no celular era 25% mais fraco do que o dos que nunca usaram o aparelho.

A hipótese do estudo é que a radiação eletromagnética e o calor emitidos pelo celular danifiquem as células produtoras do esperma. Ai.

05 abril 2011

Mulher do futuro será menor, mais gordinha e mais fértil, diz estudo

da New Scientist

As mulheres do futuro serão levemente mais baixas e rechonchudas, terão corações saudáveis e um tempo reprodutivo mais extenso. Estas mudanças são previstas a partir de extensas provas para documentar que o processo evolutivo ainda atua sobre os humanos.

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Os avanços médicos significam que muitas pessoas cujas mortes ocorreriam durante a juventude agora vivem até a terceira idade. Isso leva a uma crença de que a seleção natural não afeta seres humanos e que estes, portanto, pararam de evoluir.

Divulgação

Mulheres do futuro serão levemente mais baixas e rechonchudas, terão corações saudáveis e um tempo reprodutivo mais extenso

Mulheres do futuro serão levemente mais baixas e rechonchudas, terão corações saudáveis e um tempo reprodutivo mais extenso

"Isso é simplesmente falso", disse Stephen Stearns, biólogo evolucionista da Universidade de Yale. Ele afirma que, embora as diferenças na sobrevivência já não possam mais selecionar aqueles com maior aptidão e seus genes, as diferenças na reprodução ainda podem. A questão é se mulheres que têm mais crianças possuem esses traços distintivos, que elas repassariam aos seus descendentes.

Para desvendar a questão, Stearns e seus colegas trabalharam com dados do Framingham Heart Study, que trazia o histórico médico de mais de 14 mil residentes da cidade de Framingham, Massachusetts, desde 1948 --que englobam três gerações em algumas famílias.

Passando adiante

A equipe estudou 2.238 mulheres que haviam passado da menopausa, e então cruzaram os dados com as respectivas vidas reprodutivas. Para este grupo, a equipe de Stearns testou a altura, peso, pressão arterial, colesterol e outras características correlacionadas com o número de crianças a que elas deram à luz. Eles controlaram alterações devido a fatores sociais e culturais, para calcular o quão forte é a seleção natural para moldar estas características fisiológicas.

E é muito, segundo se confirmou. Mulheres mais baixas e gordas tendem a ter mais filhos, em média, do que outras, mais altas e magras. Mulheres cujos colesterol e pressão eram baixos também tinham mais filhos, e --não surpreendentemente-- tiveram seu primeiro na juventude e entraram na menopausa mais tarde. A surpresa foi que estas características foram passadas para suas filhas que, por sua vez, também tiveram mais crianças.

Caso a tendência persista por dez gerações, calcula Stearns, a mulher média em 2409 será 2 cm mais baixa e 1 kg mais pesada do que ela é atualmente. Ela dará à luz o seu primeiro filho cinco meses mais cedo e entrará na menopausa dez meses mais tarde, em relação à média atual.

Decodificação de cultura

É difícil dizer o que direciona para estas características, e discernir se elas estão sendo disseminadas por genes de mulheres, mas, pelo fato de Stearns controlar muitos dos fatores sociais e culturais, é provável que isso tenha resultado em um documento genético, em vez de um trabalho acerca de evolução cultural.

Não é o primeiro estudo concluindo que a seleção natural está "operando" nos humanos atualmente; a diferença é que muitos dos trabalhos anteriores foram concluídos de diferenças geográficas nas frequências de genes, e não de avaliações diretas do sucesso reprodutivo. Isso deixa o estudo de Stearn como, talvez, a mais detalhada medição da evolução humana atual.

"É interessante que o quadro biológico subjacente ainda é detectado sob a cultura", diz ele. Análises a longo prazo de outros conjunto de dados médicos pode jogar mais luzes sobre a interação entre genética e cultura.