23 novembro 2011
Construção civil está no centro de investimentos em infraestrutura
É preciso avançar na produtividade de toda a cadeia produtiva
A construção civil está no centro dos investimentos realizados no país em infraestrutura, inclusive em função dos eventos esportivos mundiais, como a Copa FIFA 2014 e as Olimpíadas de 2016. O setor tem grandes empresas brasileiras com capacidade técnica internacional, mas é preciso avançar na produtividade de toda a cadeia produtiva, o que inclui micro e pequenos negócios.
A avaliação é do diretor-ténico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, durante o encontro nacional de coordenadores e gestores da carteira de projetos da construção civil, promovido pelo Sebrae, em Brasília. O objetivo é traçar estratégias de atuação junto à cadeia produtiva do setor que também engloba os segmentos oleiro cerâmico, pedras e rochas ornamentais.
"Não teremos grandes empresas extremamente competitivas se, na sua cadeia produtiva, persistirem problemas de produtividade, competitividade e qualidade de produtos e serviços", disse Carlos Alberto. O evento também reúne integrantes de órgãos públicos federais e representantes de entidades empresariais da área.
O diretor-técnico do Sebrae lembrou que a construção civil é um mercado que passa por grandes transformações, o que exige mais eficiência e melhorias em sustentabilidade e inovação. Por isso, a importância de uma definição de estratégias junto com parceiros. "As complexidades serão superadas e as oportunidades serão mais bem aproveitadas pelo setor dessa forma, com políticas públicas e parcerias daqueles que organizam o segmento".
No encontro, o representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Otávio Bezerra, destacou a necessidade de micro e pequenas empresas se prepararem para aproveitar grandes investimentos na área. "O Brasil precisa de um grande programa de capacitação da cadeia da construção civil", afirmou.
Marcos explicou que a construção civil vive momento de alta expansão puxada principalmente pelo crédito imobiliário, que passou de R$ 2 bilhões em 2003 para R$ 70 bilhões em 2010. Também citou projeções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que apontam investimentos de R$ 475 bilhões no setor até 2013.
Plano Brasil Maior
Segundo ele, os recursos fazem parte do Plano Brasil Maior, que engloba a nova política industrial do país. "Está prevista a modernização das normas técnicas exigidas, implantação da interoperabilidade técnica e aumento do uso da tecnologia da informação para ampliar a produtividade do setor".
Também participaram dos debates nesta segunda-feira (21) representantes do Ministério das Cidades. À tarde, os debates incluem painéis sobre "Inovação e Sustentabilidade" e "Mercado e Encadeamento Produtivo".
Fonte: Agência Sebrae
30 julho 2011
SP terá de reciclar pelo menos 10% de seu entulho
A Prefeitura de São Paulo vai finalmente começar a reciclar o entulho de obras e da construção civil. Orçado em R$ 88,4 milhões, um novo contrato colocado ontem em consulta pública vai dobrar o volume de resíduos sólidos retirado das ruas da cidade e de obras públicas.
A medida do governo municipal visa a acabar com os atuais contratos emergenciais de 2006, de R$ 30 milhões por ano, e atende à Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada no ano passado, ao implementar as centrais de triagem e reciclagem nos aterros. Ainda não há prazo definido para a licitação.
Hoje as quatro empresas responsáveis pelo serviço recebem até 78 mil toneladas de resíduos sólidos recolhidos mensalmente por empresas de caçamba credenciadas, dos 42 ecopontos e de obras dos governos municipal e estadual - todo o volume é hoje enterrado em aterros localizados na capital, o que é condenado por ambientalistas, principalmente pelo alto valor agregado desse tipo de material.
"O entulho reciclado é melhor para a construção civil do que a própria matéria-prima, porque ele já possui cimento e dá mais liga. É um absurdo São Paulo não ter esse serviço até hoje", disse Nina Orlow, integrante do Grupo de Trabalho de Meio Ambiente da Rede Nossa São Paulo. Com o novo contrato, serão levadas para os aterros até 156 mil toneladas de entulhos por mês.
O edital determina que pelo menos 10% de todo o entulho seja reciclado, mas a expectativa é de que a empresa vencedora acabe reciclando bem mais do que isso, por causa dos lucros que pode retirar com a venda dos materiais. Os recicláveis que não forem reutilizados deverão ser aterrados de maneira que, futuramente, possam ser retirados e levados às centrais de reciclagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.http://www.estadao.com.br/noticias/geral,sp-tera-de-reciclar-pelo-menos-10-de-seu-entulho,738854,0.htm