29 setembro 2011

Estudo aponta que 30% dos casos de câncer na região da cabeça e pescoço estão relacionados ao HPV


Da Agência Brasil
Em São Paulo

Um levantamento do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) apontou que cerca de 30% dos pacientes operados com câncer na região da cabeça e pescoço desenvolveram a doença por estarem infectados pelo papiloma vírus humano (HPV). O vírus é transmitido por meio de relações sexuais e está frequentemente associado a outros tipos de tumores, como o de colo de útero, vulva, vagina, ânus e pênis.

O estudo reforça o panorama de que as mulheres são mais afetadas pelo HPV. Segundo os dados levantados, 70% dos pacientes diagnosticados com tumores de garganta, boca e amídala, conhecidos como cânceres de cabeça e pescoço, são mulheres. “A predominância de mulheres se deve a um comportamento social de não prevenção no sexo oral”, explicou o médico cirurgião do Icesp, Marco Aurélio Kulcsar.

Apesar da menor incidência dos tumores em homens, Kulscar salienta que o efeito do vírus em ambos os sexos é o mesmo. Uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), feita em parceria com o Instituto de Virologia da Fiocruz, constatou que 75% dos diagnósticos de câncer de pênis estão associados à presença do HPV.

Segundo o cirurgião, a prevenção é a melhor solução. Quanto mais cedo o vírus for detectado, mais chances existem de evitar qualquer tipo de câncer. “Ao perceber a presença de verrugas, manchas, dor, demora na cicatrização, nódulo no pescoço ou mudanças na voz, deve-se procurar um médico. Os exames ginecológicos preventivos também são um ponto importante, principalmente para evitar o câncer de colo de útero”, disse.

O HPV tem mais de mais 100 variações, porém, quatro delas são mais nocivas e chegam a ser responsáveis por 80% dos casos de tumores no colo do útero. Para estas variações já existe vacina, porém, ela ainda não faz parte do calendário oficial determinado pelo Ministério da Saúde.

O levantamento do Icesp apontou também que os tumores de cabeça e pescoço relacionados ao HPV são menos agressivos, com melhores respostas ao tratamento do que os de outras origens, porém, quando associados ao tabagismo, tornam-se mais letais. A análise considerou os casos diagnosticados nos últimos dois anos e avaliou 1,2 mil pacientes. Tumores na região cerebral não se encaixam nas estatísticas.

Estádio do Corinthians tem 52% da terraplanagem pronta



Estádio do Corinthians, em Itaquera, será uma das sedes da Copa de 2014. Foto: Fernando Borges/Terra

Estádio do Corinthians, em Itaquera, será uma das sedes da Copa de 2014
Foto: Fernando Borges/Terra

Quase cinco meses depois do início das obras do Estádio do Corinthians em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, a terraplanagem do terreno alcançou 52% do total, segundo a construtora Odebrecht.

Os trabalhos começaram no dia 31 de maio, e o nivelamento perdurará até o final da edificação, previsto para dezembro de 2013. Até o momento, 765 estacas, 160 blocos de concreto e 20 pilares foram instalados. O setor leste, onde foram colocadas as colunas, é o mais adiantado. Nesta região será erguida uma das arquibancadas.

Uma fábrica de pré-moldados também está sendo preparada para otimizar os afazeres no terreno. Com 510 operários no local e 90 equipamentos, a construção atingiu 12% do total.

A partir de novembro, a construtora deve aumentar o número de operários e iniciar o segundo turno, noturno, de trabalho no futuro estádio do Corinthians, candidato à sediar cerimônia abertura da Copa de 2014. O anúncio da cidade responsável pelo pontapé inicial será em outubro.

O Corinthians garante que os gastos com nova casa não passarão de R$ 820 milhões. Neste orçamento, no entanto, não estão contabilizados cerca de R$ 50 milhões, custo dos 20 mil assentos temporários que serão bancados pelo governo estadual para atingir o número mínimo de lugares necessários para o jogo inaugural. Além disso, o clube terá que pagar cerca de R$ 30 milhões para remover os dutos da Petrobras que passam pelo subsolo do terreno.

Dos R$ 820 milhões, R$ 400 milhões serão financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e R$ 420 milhões pela Prefeitura por meio de incentivos fiscais viabilizados pelos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) na Zona Leste (leia mais ao lado).

Educação no trabalho

Combina direitinho com a vida de peão de obra! ;)

28 setembro 2011

Brasil tem 1 milhão de alunos a menos na rede pública a cada ano


Desde 2004, total de matrículas caiu 7,9 milhões, só creches e ensino integral têm aumento
Texto:

Dados preliminares do Censo Escolar 2011 apontam nova queda no número de matrículas em escolas públicas em comparação com o ano passado. Há sete anos o número de estudantes só cai. Em 2004, eram 49,2 milhões, agora são 41,3 milhões em toda a educação básica. Apenas as creches aumentaram o atendimento, enquanto houve redução em pré-escola, ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Queda de alunos no Brasil

Números de matrículas caiu em quase todas as etapas

Censo Escolar 2011

Em parte, a redução de matrículas se dá por conta do envelhecimento da população e a diminuição de crianças em idade escolar. Com menos pessoas para atender, algumas redes começam a ampliar o atendimento em tempo integral. Nas primeiras séries do ensino fundamental, em que há 520 mil alunos a menos em comparação a 2010, o total de estudantes em período integral aumentou 222 mil e alcançou 1 milhão. Isso significa que, a cada 13,7 matriculados nesta etapa um já passa o dia todo na escola.

Nos anos finais do fundamental, do 6º ao 9º ano, a redução foi de 349 mil alunos, apesar dos 101 mil a mais em tempo integral. No ensino médio,etapa que tem a maior taxa de abandono dos alunos, o problema persiste e a queda de matrículas foi de 82 mil.

Mesmo a Educação de Jovens e Adultos (EJA), que seria responsável por reduzir a taxa de analfabetismo no País – uma das altas do mundo com 1 analfabeto a cada 10 pessoas com mais de 15 anos de idade – teve redução de alunos. Eram 3,6 milhões em 2010 e apenas 3,4 estão matriculados em 2011.

Aumento em creches é abaixo da meta

Entre as creches, foram criadas 114 mil novas vagas, aumentando o total de 1,3 milhão para 1,4 milhão. O ritmo de crescimento é insuficiente para atingir a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020 que está em votação no Congresso.

O documento repete a meta não cumprida do PNE anterior de atender 50% das crianças de 0 a 3 anos. Para isso, seria necessário ter 5 milhões de vagas em creches, ou seja, aumentar, no mínimo, 350 mil alunos a cada ano.

Os municípios e estados responsáveis pelos dados ainda podem corrigir a tabela, em caso de erros.