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01 novembro 2011

Chiclete pode detectar malária

Gabriela Portilho


Eu quero um de malária e um de doença de Chagas, por favor.
Nada de agulhas ou hospitais. Cientistas da Universidade da California, em Los Angeles, estão desenvolvendo um chiclete que detecta a presença da malária – atualmente feita através do exame de sangue.
A ideia é incorporar nanopartículas magnéticas na goma de mascar que só são ativadas pela presença de anticorpos presentes na saliva do paciente doente. Depois de mascado por alguns minutos, o chiclete é colocado sobre uma tira de papel onde a proteína da malária combina-se com as nanopartículas da goma gerando uma listra fina. Se ela não aparecer, é sinal de que o paciente não está contaminado. A pesquisa ainda está em desenvolvimento, mas os cientistas já procuram identificar outras proteínas presentes na saliva humana que auxiliem no diagnóstico de mais doenças.
Haja chiclete!

29 outubro 2011

Mortes por malária caíram 20% na última década, diz OMS



Criança sofre com malária no Sudão do Sul (Getty)

Maioria dos atingidos pela malária na África é de crianças com menos de cinco anos

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que o número de mortes por malária caiu em 20% no mundo todo na última década.

O novo relatório afirma que um terço dos 108 países em que a malária era endêmica estão no caminho da erradicação da doença dentro de dez anos.

E, segundo especialistas, se os países continuarem a cumprir as metas de erradicação, mais três milhões de vida poderão ser salvas até 2015.

No entanto, o documento afirma que, na região das Américas, apenas quatro países, Brasil, Colômbia, Haiti e Peru, foram os responsáveis por 90% dos 526 mil casos de malária registrados em 2009.

Robert Newman, diretor do Programa Mundial de Malária da OMS, disse que os dados gerais comprovam a eficácia dos programas de combate à doença.

"Melhor diagnóstico, exames e vigilância forneceram um quadro mais claro de onde estamos e mostraram que há países eliminando a malária em todas as regiões endêmicas do mundo", disse Newman em uma conferência internacional sobre a doença em Seattle, Estados Unidos.

"Sabemos que podemos salvar vidas com as ferramentas que temos hoje", acrescentou.

Em 2009, 781 mil pessoas morreram devido à malária. A doença transmitida por mosquito tem maior incidência na região da África subsaariana, onde ocorreram 85% das mortes por malária, a maioria de crianças abaixo de cinco anos.

Em 2000, 985 mil pessoas morreram da doença.

Desde 2007, doença foi erradicada de três países: Marrocos, Turcomenistão e Armênia.

Avanços na América

O relatório destacou alguns países na região das Américas, afirmando que a transmissão da malária ocorre em 23 países e territórios da região, com quase 20% da população total exposta a algum grau de risco.

Quatro destes países, Argentina, El Salvador, México e Paraguai, já entraram na fase de eliminação ou pré-eliminação da doença. Os casos relatados na região tiveram uma grande queda, de 1,18 milhão de casos em 2000 para 526 mil em 2009.

O relatório da OMS afirma ainda que Brasil, Colômbia, Haiti e Peru são os responsáveis por 90% dos casos em 2009.

O documento da OMS ainda cita Brasil, Colômbia e Guiana como os três países que tiveram as menores reduções dos números casos confirmados de malária, entre 25% e 50%, entre 2000 e 2009.

Mas, a OMS elogia as iniciativas brasileiras, afirmando que o "Brasil estendeu muito a disponibilidade de diagnóstico e tratamento através de uma rede de mais de 40 mil funcionários de saúde que alcançam residências individualmente".

A OMS destacou ainda os 11 países da região onde ocorreram reduções de mais de 50% no número de casos relatados entre 2000 e 2009: Argentina, Belize, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Paraguai, Bolívia e Suriname.

Erradicação global

A OMS lançou uma campanha de erradicação global da malária em 1955, que conseguiu eliminar a doença em 16 países e territórios.

Mas, depois de duas décadas, a organização decidiu se concentrar em um objetivo menos ambicioso, de controlar a malária. Até 1987 outros oito países foram declarados livres da malária.

Nos últimos anos, o interesse na erradicação da malária ressurgiu como um objetivo de longo prazo.

A OMS estima que a malária causa perdas econômicas significativas e pode diminuir o Produto Interno Bruto em até 1,3% em países com altos níveis de transmissão.

Nos países mais afetados pela doença, a malária é responsável por até 40% dos gastos de saúde pública, 30% a 50% das internações e até 60% das visitas de pacientes a clínicas.