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31 março 2011
Biocombustíveis: Brasil, Argentina e Colômbia lideram produção no continente
Brasil, Argentina e Colômbia são os únicos países latino-americanos a figurarem entre os principais produtores de bioetanol e biodiesel do mundo, segundo um estudo entregue nesta terça-feira pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). Segundo o organismo das Nações Unidas, os biocombustíveis podem ser elaborados com uma ampla gama de produtos agrícolas e florestais, e precisou que desde 2000 sua produção no mundo cresceu a um ritmo anual de 10%, totalizando 90,187 bilhões de litros em 2009. Desse total, 82% corresponde a bioetanol e 18% a biodiesel, especifica o documento regional sobre economia dos biocombustíveis. O Brasil é o segundo produtor de bioetanol do mundo, com 33,2% de participação no mercado, atrás dos Estados Unidos, responsáveis por 54,7% da produção mundial, segundo dados de 2009. A Colômbia, no entanto, figura no décimo lugar entre os países produtores, com 0,4%. A Argentina, por sua parte, é o segundo produtor mundial de biodiesel, com 13,1% do mercado, também depois dos Estados Unidos, que lideram com 14,3%. O Brasil fica em quinto lugar, com 9,7% de participação, acrescenta o estudo da Cepal. A pesquisa aborda as políticas e regulações dos países em relação aos biocombustíveis, às oportunidades e aos riscos associados, e os vínculos com o ambiente e a segurança alimentar. "Hoje em dia a grande maioria dos países do mundo, incluindo os da América Latina e do Caribe, possuem algum tipo de política ou instrumento para favorecer seu desenvolvimento", precisa o documento. No entanto, antes de embarcar na produção, os Governos devem realizar análises profundas sobre seu potencial e identificar os possíveis impactos ambientais e sociais, assim como os vínculos com a segurança alimentar, adverte o estudo.
07 novembro 2010
Microalga de esgoto pode virar biodiesel
Microalga de esgoto pode virar biodiesel
Quando ainda era estudante de graduação, ele conseguiu produzir biodiesel a partir de algas usadas para tratar esgoto numa estação da cidade de Palmas. Elas seriam lançadas num córrego nas proximidades.
A ideia lhe rendeu o 3º lugar numa das categorias do prêmio Jovem Cientista, um dos mais importantes do país na área, e R$ 7.000 no bolso.
As microalgas são produtoras de lipídeos (moléculas de gorduras), substâncias comumente utilizadas na obtenção de biodiesel. "Ao todo, 16% da composição dessas algas é óleo", conta.
Disso, já se sabia. Mas o processo de extração do óleo dessas algas microscópicas foi uma novidade.
Elas foram coletadas e submetidas a uma mistura de solventes orgânicos para que o seu óleo se separasse. O que resta de água é evaporado e, então, o biodiesel pode ser produzido.
O processo ficou bem mais barato do que aqueles que precisam cultivar as microalgas e necessitam de equipamentos como centrifugadoras, tanques e reatores para produzir o biodiesel.
"Há pouca literatura nacional, e a maioria das hipóteses pesquisadas teve o uso de metodologias estrangeiras para produzir biodiesel de algas", explica Cardoso.
QUALIDADE VEGETAL
Além de mais barato, e de usar aquilo que seria jogado fora, o biodiesel das microalgas é uma alternativa ao óleo vegetal. Atualmente, 80% da produção brasileira de biodiesel vêm do óleo de soja (cuja demanda é grande e cresce 3,6% ao ano).
A qualidade do óleo das algas para produção de combustível, para Cardoso, é semelhante à dos vegetais.
"Ainda é possível obter outros produtos, como o etanol, biogás e hidrogênio, a partir dessas microalgas", afirma o engenheiro ambiental. Ele seguiu com essa linha de pesquisa no mestrado.
"Meu trabalho é uma oportunidade de mostrar que na região Norte temos bons pesquisadores, professores e instituições", diz Cardoso.
O prêmio será entregue a ele e aos demais contemplados no dia 17 de novembro. Depois disso, o pesquisador espera que alguma empresa se anime a trazer sua ideia para o mercado.
Técnica de estudante de graduação é barata e produz óleo com qualidade dos vegetais
SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO
Quando ainda era estudante de graduação, ele conseguiu produzir biodiesel a partir de algas usadas para tratar esgoto numa estação da cidade de Palmas. Elas seriam lançadas num córrego nas proximidades.
A ideia lhe rendeu o 3º lugar numa das categorias do prêmio Jovem Cientista, um dos mais importantes do país na área, e R$ 7.000 no bolso.
As microalgas são produtoras de lipídeos (moléculas de gorduras), substâncias comumente utilizadas na obtenção de biodiesel. "Ao todo, 16% da composição dessas algas é óleo", conta.
Disso, já se sabia. Mas o processo de extração do óleo dessas algas microscópicas foi uma novidade.
Elas foram coletadas e submetidas a uma mistura de solventes orgânicos para que o seu óleo se separasse. O que resta de água é evaporado e, então, o biodiesel pode ser produzido.
O processo ficou bem mais barato do que aqueles que precisam cultivar as microalgas e necessitam de equipamentos como centrifugadoras, tanques e reatores para produzir o biodiesel.
"Há pouca literatura nacional, e a maioria das hipóteses pesquisadas teve o uso de metodologias estrangeiras para produzir biodiesel de algas", explica Cardoso.
QUALIDADE VEGETAL
Além de mais barato, e de usar aquilo que seria jogado fora, o biodiesel das microalgas é uma alternativa ao óleo vegetal. Atualmente, 80% da produção brasileira de biodiesel vêm do óleo de soja (cuja demanda é grande e cresce 3,6% ao ano).
A qualidade do óleo das algas para produção de combustível, para Cardoso, é semelhante à dos vegetais.
"Ainda é possível obter outros produtos, como o etanol, biogás e hidrogênio, a partir dessas microalgas", afirma o engenheiro ambiental. Ele seguiu com essa linha de pesquisa no mestrado.
"Meu trabalho é uma oportunidade de mostrar que na região Norte temos bons pesquisadores, professores e instituições", diz Cardoso.
O prêmio será entregue a ele e aos demais contemplados no dia 17 de novembro. Depois disso, o pesquisador espera que alguma empresa se anime a trazer sua ideia para o mercado.
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