20 maio 2013

Os maiores roubos da história do futebol do BR

Flamengo nas cabeças, o Corinthians só leva a fama!

http://forum.outerspace.terra.com.br/index.php?threads/os-maiores-roubos-da-hist%C3%B3ria-do-futebol-do-br.200165/


Flamengo x Atlético MG - 80 (Brasileiro)
No Maracanã o Flamengo tinha que ganhar de qualquer jeito. Mas o Galo e seu craque Reinaldo não queriam deixar! A caça ao craque atleticano foi implacável, e quando ele fez o segundo gol já estava mancando de tanto apanhar com a conivência do juíz (tendo o jogador Júnior "sugerido" que ele abandonasse o jogo).
Apesar das pancadas em Reinaldo, os expulsos foram os jogadores atleticanos (Palhinha, Chicão e - o próprio - Reinaldo).

Grêmio x Flamengo - 82 - (Brasileiro)
O Tricolor gaúcho buscava o gol do empate - e do título - quando o centroavante Baltazar cabeceou no alto do gol flamenguista. Para impedir o gol, Andrade meteu a mão na pelota. Pênalti? Não para o juizão Oscar Scolfaro, que mandou o jogo seguir dizendo que o toque foi do goleiro Raul. Mas, o arqueiro estava caído na hora do lance...

Santos x Botafogo - 95 (Brasileiro)
Com gol de Túlio impedido, o Fogão saiu na frente. O Santos empatou em outro erro do juiz: o lateral Capixaba ajeitou com a mão e tocou para Marcelo Passos marcar. Pra ser campeão, o Peixe precisava de mais um gol. E conseguiu no finalzinho, com Camanducaia. Mas, em tarde "inspirada", Márcio Resende anulou, alegando impedimento.

Flamengo x Atlético/MG - 81 (Libertadores)
O Flamengo na década de 80 só não foi mais ajudado porque era impossível. Novamente neste jogo o juiz José Roberto Wright expulsou o craque Reinaldo sem este ter feito nada. Depois disso a roubalheira deslanchou de vez e o juiz começou a expulsar jogadores do Atlético. O jogo foi paralisado por falta de jogadores do time de Minas.

Santos x Portuguesa - 73 (Paulista)
Na decisão por pênaltis, o Peixe converteu duas das três primeiras cobranças. A Lusa errou as três, mas ainda podia empatar, certo? Não para o juiz Armando Marques, que encerrou as cobranças e declarou o Santos campeão. Para "consertar" a lambança, a Federação Paulista decidiu dividir o título entre as duas equipes.

Portuguesa x Corinthians - 98 (Paulista)
Os três primeiros gols da partida nasceram em jogadas duvidosas. Mas a maior sacanagem veio nos acréscimos do segundo tempo: o zagueiro César, da Lusa, interceptou uma bola com o peito em sua grande área, mas o juizão Castrilli viu toque de mão e marcou pênalti. Gol! O Timão, que jogava pelo empate, foi à final.

Palmeiras x São Paulo - 71 (Paulista)
Precisando da vitória para levar o caneco, o Verdão partiu pro ataque. Depois de muita insistência, Leivinha cabeceou um balaço certeiro na meta tricolor aos 22 minutos do segundo tempo. Era o gol do empate, mas o juiz Armando Marques viu toque de mão do atacante e anulou o tento alviverde.

Corinthians x Inter - 05 (Brasileirão)
Márcio Rezende de Freitas ignorou o pênalti marcado pelo goleiro Fábio Costa no atacante Tinga. Ainda por cima, expulsou o jogador do Inter por ?simular? o lance. Com isso, o jogo terminou empatado em 1 a 1 e o Corinthians se aproximou mais da conquista do título. Estranhamente, este foi o último jogo apitado por Márcio como árbitro da Fifa.

Santos x Milan - 63 (Intercontinental)
No Maracanã lotado, sob forte chuva, os santistas enfiaram a botina nos milaneses, sob o olhar complacente do juiz.
Anos depois, Almir Albuquerque, o Pernambuquinho, em seu livro ‘Eu e o Futebol’, confessou ter jogado dopado contra o Milan.


Se for old. Coloquem aí os roubos do Cruzeiro neste campeonato de 2010
[coolface]

Três “erros” históricos a favor do Flamengo

http://blogdoodir.com.br/2010/09/tres-erros-historicos-a-favor-do-flamengo/


Antes que digam que é implicância de santista, pesquisei a esmo (nem é preciso pesquisar muito) três reportagens que mostram erros históricos favoráveis ao Flamengo, que viveu sua fase áurea um pouco por conta de Zico e muito mais devido às arbitragens escandalosas a seu favor.
Como o Sport foi roubado em 1982
Na terceira fase do Campeonato Brasileiro de 1982 o Flamengo jogou o mata-mata com o Sport. Depois de vencer no Maracanã por 2 a 0, o time carioca só seria eliminado se perdesse por dois gols de diferença no Recife. E perdia por 2 a 1 quando sofreu o terceiro gol, legítimo – anulado pelo árbitro Oscar Scolfaro (guarde bem esse nome). A alegação é de que a bola tinha saída antes. Veja que absurdo:
Pobre Grêmio. Era futebol ou basquete?
Grêmio e Flamengo se classificaram para a final do mesmo Brasileiro de 1982. No primeiro jogo da decisão, no Maracanã, houve um empate de 0 a 0. Na partida de volta, no Olímpico, o Flamengo vencia por 1 a 0 quando Andrade tirou com a mão uma bola que entrava no gol carioca, e seria o empate. O árbitro diz que não viu a “cortada” de Andrade. Detalhe: o juiz era o mesmo Oscar Scolfaro que tinha roubado o Sport em Recife.
Quando Wright depenou o Galo sem dó
Por falar em favorecimentos ao Flamengo, vamos ao jogo lendário perpetrado por José Roberto Wright, árbitro reconhecidamente rubro-negro, que na Libertadores de 1981 expulsou cinco jogadores do Atlético Mineiro (foram cinco mesmo e não três, como diz o locutor) e deu a vitória ao time carioca sem que este precisasse marcar um gol. O Flamengo seguiu firme na competição e acabou conquistando o seu único título na Libertadores.

07 maio 2013

Detalhes arquitetônicos da Arena Corinthians



http://blogdosilvinho.wordpress.com/2013/05/04/detalhes-arquitetonicos-da-arena-corinthians/

Detalhes arquitetônicos da Arena Corinthians

Publicado no Blog “Gol de Arquitetura: Clique no link para postagem original:
ARQ!TOUR e a visita ao estádio do Corinthians
Um dos mais completos relatos da arquitetura da nossa Meca.
Vale a pena a leitura.




http://blogdosilvinho.wordpress.com/2013/05/04/detalhes-arquitetonicos-da-arena-corinthians/

Detalhes arquitetônicos da Arena Corinthians

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Um dos mais completos relatos da arquitetura da nossa Meca.
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Detalhes arquitetônicos da Arena Corinthians


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Detalhes arquitetônicos da Arena Corinthians

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ARQ!TOUR e a visita ao estádio do Corinthians
Um dos mais completos relatos da arquitetura da nossa Meca.
Vale a pena a leitura.



Concepção
Conforme o arquiteto, Aníbal Coutinho, a diretriz para início do projeto foi colocar arquibancadas nas laterais principais do campo, considerados os melhores lados, e esplanadas atrás das linhas de fundo. Para dar uma integração do estádio, foram projetadas atrás dos gols arquibancadas inferiores, unindo os blocos.
No nível da arquibancada inferior, há uma série de elevadores e sistemas de distribuição de comida e retirada de lixo para que este serviço seja feito o tempo todo sem se comunicar com o público.
A intenção era que o estádio se destacasse pela forma, mas que não fosse no formato de pneu, segundo o autor.
Localização
Localizado em um terreno que tem um desnível de 44m da parte mais alta até a Av. Radial Leste, o arquiteto bolou uma solução já meio óbvia, em deixar tudo no mesmo nível, a cota 790, fazendo uso de esplanadas capazes de abrigar todo o público do estádio na saída e entrada dos jogos e usando estacionamentos e um centro de convenções para alcançar a cota para tal objetivo.
Características
O arquiteto destaca a característica dos estádios atuais a serem quentes, já que aumenta-se cada vez mais o número de equipamentos no seu entorno (equipamentos de infra-estrutura e serviços) – nota-se pelas freqüentes exigências de apoio feita pela FIFA.
Por este motivo a esplanada, deixando livre as laterais na parte de maior ventilação, deve refrescar o equipamento. O estádio passou por um túnel de vento, na Alemanha (responsáveis pela cobertura – Werner Sobek), experiência de conforto ambiental feito em laboratório, para analisar o fluxo e resistência da cobertura. Verificou-se que haverá uma espécie de turbilhamento do ar para ventilar melhor o estádio.
Segurança
A intenção era achar uma solução segura capaz de conseguir esvaziar o estádio totalmente em até 8 minutos. Para isso, a esplanada e acesso em nível era fundamental.
Uma das características interessantes em relação à segurança, ao mesmo tempo que à acessibilidade, é que o estádio fornecerá chips, para os que assim desejarem, e que tiverem mobilidade reduzida, para que, em caso de pânico e dificuldades, estes acionem o dispositivo, transmitindo a localização exata do torcedor para que este seja resgatado imediatamente.
O estádio para o Corinthians, fora da Copa, deve abrigar 48mil torcedores, até existe uma proposta de expansão futura caso seja interessante, mas não deve chegar à quantidade de torcedores que o estádio terá para a Copa, com o auxílio das arquibancadas móveis que serão patrocinadas pela Ambev, como divulgado esta semana.
A segurança também está relacionada ao comportamento do público e para evitar o vandalismo e agressividade, o estádio adotou a técnica de dar mais conforto aos torcedores através do condicionamento do ar (a gás) nos corredores, banheiros e demais ambientes fechados do estádio.
 Acima, detalhe interno do banheiro, todo com sensores. Abaixo, acesso aos sanitário com pastilhas palito atlas.
 

Para esvaziamento do estádio, não entraram no cálculo duas aberturas que dão acesso ao campo, mas que podem colaborar com a saída de torcedores, acessando o campo como rota de fuga. Essas abertura são para bombeiros e ambulâncias e são bem grandes para entrar todo tipo de equipamento.
O acesso às arquibancadas me deixaram de certa forma em dúvida quanto à inteligência do sistema. Embora o arquiteto mencione funcionar, não entendo o porque de recolher o público por várias abertura pequenas e direcioná-las totalmente para 4 acessos principais. Acredito que seria mais fácil dispersar mais ainda esse público.
Melhor do mundo
A arena se propõe a ser a melhor do mundo em iluminação, melhor campo e melhores vestiários. Em relação ao vestiário, como o clube ainda não divulgou, o arquiteto também não pode dar mais informações.
Sobre o gramado podemos dizer que é o melhor porque pode usar grama de inverno o tempo todo, pois foi adotado um sistema que resfria as raízes, que são do tipo axial. Pelo nosso clima, teríamos que usar dois tipos de grama, um para inverno e outro para verão. A FIFA sugere e o estádio adotou o sistema de extração da água a vácuo.
Tudo o que foi adotado em relação ao gramado colaborará com um número reduzido de lesões, com o rolamento mais rápido da bola e também deve ajudar na economia de gastos com a manutenção de gramado.
A intenção de não realizar eventos musicais como mega shows no estádio também é para garantir a qualidade desse gramado, servindo de referência para o mundo todo.
A iluminação também é realizada pela OSRAM e oferece o que tem de melhor em iluminação HD e 3D, o que deve dar ao telespectador uma qualidade de transmissão impressionante. Para isso, o estádio contará com a maior quantidade de câmeras de um estádio.
Cobertura
A estrutura treliçada em aço que se pode ver hoje no estádio tem uma altura de cerca de 11-13m por 77,5m de comprimento, e que será disfarçada com a cobertura externa e interna feita por membranas. A estrutura fica mais delgada/esbelta tanto para trás das arquibancadas como para frente.
O desenho da estrutura foi desenhado para jogar o som da torcida para dentro do estádio, fazendo com que ela participe mais ainda e influencie mais nas partidas.
Se observarmos a cobertura, notamos que um do lados é menor que o outro. Um deles tem 26 treliças na cobertura e o outro, 22. A cobertura receberá dois tipos de membrana, interna e externa, com teflon, e na parte superior receberá steel deck com um isolante regularizado acima para não deixar a estrutura facetada.
Das treliças até o vão da cobertura, podemos notar uma série de aberturas que tem a intenção de suavizar a sombra no campo para melhorar a transmissão televisiva, amenizando o contraste entre sombra e sol no campo.  Essa característica, imagino eu, que possa ajudar a dar melhor insolação ao gramado.
Acima o estádio visto da Av. Radial leste, abaixo o que já está montado da cobertura. Um módulo sobe, em média, a cada 10 dias.
 

Sustentabilidade
Anibal falou que são muitas as posturas adotadas para uma sustentabilidade do estádio e que seria necessária uma palestra somente sobre isso para tratar o assunto. No entanto, mencionou que haverá um painel fotovoltaico entre as folhas de vidro das aberturas da cobertura que gerará certa energia. Além disso, haverá turbinas eólicas no estacionamento e painéis fotovoltaicos nos muros do estádio, considerados os maiores do Brasil.
Muro
Telões
Como o arquiteto falou, o Corinthians não é um time que tem uma torcida, mas uma torcida que tem um time. Por este motivo, no que prometem ser o maior telão do mundo, na sua fachada, será transmitida somente imagens de torcedores durante os jogos e não a partida em tempo real. Interagindo com a cidade. Ao mesmo tempo em que é interessante, perde a oportunidade que já mencionei antes de democratizar o esporte já que cada vez está mais elitizado. Com uma esplanada dessas e com uma torcida gigante, o Corinthians não perderia nada em transmitir ao vivo os jogos para quem ficasse sem ingresso ou para quem não pudesse pagar pelos mesmos.
Sobre os telões menores, para que estiver dentro, a OSRAM, responsável pela iluminação também, disponibilizará um telão bem grande, desmontável, já que é formado por vários telões menores, e que terá qualidade HD 3d. Para o Corinthians, eles ficarão no topo das arquibancadas atrás dos gols, para a copa, com as arquibancadas móveis, eles serão reduzidos e estarão sobre a arquibancada desmontável.
 
Camarotes
As áreas mais Vips estarão todas juntas para facilitar acesso pelo estacionamento e, conforme o próprio autor, tem uma série de áreas Vips dentro de outras mais Vips e mais Vips, e mais Vips, onde o mais vip acessa todas enquanto o menos vip acessa somente um pedaço.
 Acima as fileiras de camarotes e ao funo delas, os restaurantes e salões de festas que serão envidraçados.
Abaixo, o camarote com mezanino
Torcida Organizada
Embora durante a copa do mundo o estádio tenha todos os assentos numerados, para o Corinthians posteriormente a arquibancada atrás do gol, para a torcida organizada, terá suas cadeiras retiradas, a pedido da própria torcida que quer assistir ao jogo em pé.
Apesar de ser uma realidade, acredito que não seja uma postura inteligente já que tem relação com a segurança do público limitar diretamente com os assentos a quantidade de pessoas nas arquibancadas. No entanto, outros estádios famosos fazem a mesma coisa para as organizadas.
As cadeiras serão em longarinas (aquelas unidas pela mesma base metálica) e encaixáveis.
Acessibilidade
Tive a oportunidade de perguntar sobre as providências tomadas para garantir uma melhor acessibilidade para um deficiente físico ou para pessoas com mobilidade reduzida (como idosos, grávidas, etc.) e o arquiteto respondeu o seguinte: Tudo o que você pensar tem em dobro.
Fui mais específica e perguntei sobre a queixa comum de cadeirantes sobre ter somente direito a um acompanhante ao lado da vaga destinada a eles. A resposta foi que como as cadeiras são encaixadas, será possível levar mais acompanhantes, o quanto quiserem. Ao mesmo tempo que isso parece sensacional, me bateu uma sensação de que não é verdade, espero estar errada. Tal postura seria muito boa, mas conhecendo o Brasil, imagino que a quantidade mínima de vagas para deficientes nem sempre seria respeitada já que seria possível colocar um ou mais assentos normais nos espaços destinados a eles. Veremos se é isso tudo.
Segundo o arquiteto, os locais para deficientes ficaram em áreas onde os ingressos são mais caros – acredito que no topo das arquibancadas inferiores, ou seja, com acesso em nível.
Abaixo: corredores e acesso para a arquibancada entre os sanitários.

Equipamentos
O estádio contará com restaurantes e salões de festas nos cantos do estádio, envidraçados para o campo, na altura dos camarotes. Haverão camarotes normais e camarotes com mezanino, aproveitando a altura disponível e terá parte em balanço sobre a arquibancada inferior.  Para o Corinthians, haverá uma série de vestiários e um campo interno para treinamento com área de manutenção do gramado próximo às entradas para o mesmo.
Valorização da marca Corinthians
O vidro da fachada é opaco, com pequeniníssima transparência, somente o suficiente para que a camada de LEDs atrás, colocados com um núcleo de 9LEDs a 28cm um do outro, seja suficiente para projetar na fachada. O vidro está sendo curvado na Itália, local de fabricação da marca suíça, e em uma das fachadas terá uma depressão que simbolizará o logotipo do Corinthians sugando essa fachada.
A importância do vidro branco é que ele não esverdeie a fachada, por motivos óbvios. A qualidade do vidro é superior e são curvados para os arquitetos Frank Gehry e Renzo Piano. Inclusive, Coutinho menciona ter curvado a fachada do Corinthians pelo mesmo programa do Frank Gehry – imagino que seja o Microstation TriForma, me corrijam se alguém souber o correto.
Lembrando que para a Copa do Mundo, nenhum escudo, logotipo ou marcas poderão estar em qualquer área do estádio.
Em uma das fachadas  menores há um revestimento cerâmico, da marca Levantina, com 5mm de espessura.
 Nas fotos é possível observar a depressão do vidro e um espelho d’água, originado no projeto inicial que serve para retardar alguma invasão.
Abaixo, a fachada que receberá a cerâmica de 5mm
 
Isenção Fiscal
Já mencionei há certo tempo e agora esclareço um pouco mais. Qualquer investimento em algumas regiões propostas pela prefeitura de São Paulo, recebe um benefício fiscal com relação ao valor investido. Em outras palavras, como a prefeitura quer que a iniciativa privada invista em algumas localizações estratégicas (ao invés dela usar dinheiro público para isso, como pavimentação, sinalização, iluminação e fomentação do comércio), ela dá benefícios em valor para quem investiu para usar somente no pagamento de imposta. Conforme o que o engenheiro responsável pela obra da arena, Antonio Ganoli, a cada um real investido pelo Corinthians, a Prefeitura libera o clube de pagar 60 centavos em pagamentos de impostos futuros. Isso não é um benefício ao Corinthians e nem mesmo festa vinda com a Copa, mas um benefício disponível para todo cidadão e empresa que queria investir em uma dessas regiões que estão no plano urbano da cidade.
 O efeito noturno e diurno do estádio são interessantes o que pode marcá-lo como cartão postal.

 Acesso aos vestiários
Campo em pó já demarcado
 Suporte
Ponto de partida da construção do estádio
Viga jacaré para apoio das peças da arquibancada
 Encaise das estruturas pré-moldadas para quem não conhece
 Avisos de segurança por todo o estádio, que ainda não teve nenhum acidente grave ou fatal.
Degraus intermediários, boa parte já instalada, mas ainda em desenvolvimento.
 Arquibancada inferior
Escadarias

29 abril 2013

Arquitetos criam usina que converte calor do oceano em energia. Veja vídeo!




Arquitetos criam usina que converte calor do oceano em energia. Veja vídeo!




Converter o calor e o movimento dos oceanos em energia elétrica – essa é a função das usinas termais oceânicas, que já estão em fase de implantação no Pacífico, tanto na região
do Havaí quanto na costa do Japão.

Veja vídeo:



Os arquitetos da companhia Lockheed Martinforam chamados para desenvolver o projeto da maior usina deste tipo mundo, a ser construída no litoral da China.

Cada usina de 100 megawatt é capaz de produzir anualmente a mesma quantidade de energia criada por 1,3 milhão de barris de petróleo, reduzindo a emissão de carbono em 500 mil toneladas por ano, e economizando um valor superior a 130 milhões de dólares no mesmo período.





14 abril 2013

O próximo supermaterial que vai mudar o mundo é cultivado, não produzido

MATÉRIA COMPLETA:
http://www.iengenharia.org.br/site/noticias/exibe/id_sessao/4/id_noticia/7467/O-pr%C3%B3ximo-supermaterial-que-vai-mudar-o-mundo-%C3%A9-cultivado,-n%C3%A3o-produzido



A nanocelulose está prestes a ser o material resistente como kevlar, superleve e comedor de gás do efeito estufa do futuro. E a melhor parte? É feito de nada além de algas. 

Já sendo anunciado como “material maravilhoso” por cientistas envolvidos, a nanocelulose foi mostrada na semana passada durante o Encontro e Exposição Nacional da Sociedade Americana de Química, uma reunião com as maiores sociedades científicas do mundo. R. Malcolm Brown JR., que está envolvido com o desenvolvimento do material há 40 anos, está bastante feliz com o progresso recente: 

Se conseguirmos completar os passos finais, vamos ter concluído uma das potencialmente mais importantes transformações na agricultura da história. Vamos ter plantas produzindo nanocelulose abundantemente e com baixo custo. Pode se tornar a matéria-prima para produção sustentável de biocombustíveis e muitos outros produtos. Quando produzem a nanocelulose, as algas absorvem o dióxido de carbono, o principal gás do efeito estufa associado ao aquecimento global. 

A celulose, em sua forma macro, é uma das coisas mais abundantes no planeta. É disso que a casca da árvore é feito. Ela é a fibra da sua tigela de cereais. Mas assim como muitas outras coisas, a celulose é uma fera diferente na escala sub-nanométrica. Lembra alguma coisa? Quando a nanocelulose é refinada da forma certa – em cadeias de longos polímeros ou cristalizada – ela pode ser colocada em uso em armaduras leves, biocombustível, novas telas finas, e até substitutos para órgãos em transplantes. A coisa tem potencial sério. 

Inicialmente, a produção de nanocelulose envolvia grandes tanques de criação de bactérias, o que exige coisas como comida. Mas avanços recentes ajudaram a preparar uma nova forma de produção: algas azuis, que diferentemente de bactérias normais, podem produzir a própria comida do sol, e detonar gases do efeito estufa no processo. Você não poderia pedir mais do que isso. 

Até agora, cientistas conseguiram fazer as algas produzirem polímeros, ou grandes cadeias de celulose, e estão trabalhando para criar coisas mais completas. As operações ainda estão saindo de amostras de laboratórios para lugares abertos. A pesquisa com nanocelulose já dura décadas, mas Brown, que participa desde o começo, considera este passo “uma das descobertas mais importantes da biologia das plantas”. Parece que temos muita coisa por vir.

17 março 2013

Candidatura de São Paulo EXPO 2020 "Masterplan"

10 tecnologias que podem salvar a economia mundial

http://www.iengenharia.org.br/site/noticias/exibe/id_sessao/4/id_noticia/7402/10-tecnologias-que-podem-salvar-a-economia-mundial

Revolução Industrial 2.0 

O Fórum Econômico Mundial anunciou sua lista das 10 principais tendências tecnológicas que prometem decolar e levar junto a quase paralisada economia mundial. 

Segundo a entidade, essas tecnologias poderão ajudar a alcançar um crescimento econômico sustentável nas próximas décadas, conforme continuam a crescer a população global e, por decorrência, as demandas materiais sobre o meio ambiente. 

A seleção das tecnologias levou em conta a possibilidade de avanços no desenvolvimento industrial e econômico, e a possibilidade de implantação industrial a curto e médio prazo. 


A Coreia do Sul começou a testar trens alimentados por eletricidade sem fios. [Imagem: KAIST
 Veículos Elétricos Online (OLEV) 
Tecnologias de eletricidade sem fio já conseguem fornecer eletricidade para veículos em movimento. 

Na próxima geração de carros elétricos, conjuntos de bobinas de captação sob o assoalho do veículo vão receber a energia remotamente através de um campo eletromagnético de transmissão gerado por cabos instalados sob a estrada. 

A corrente elétrica sem fios também recarrega uma bateria utilizada para alimentar o veículo quando ele está fora das redes de suprimento ou circulando por vias que ainda não contam com a infraestrutura. 

Como a eletricidade é fornecida externamente, esses veículos precisam de uma bateria com apenas um quinto da capacidade da bateria de um carro elétrico atual. 

Os sistemas de eletricidade sem fios já podem alcançar uma eficiência de transmissão de mais de 80%. 

Veículos online elétricos já estão em testes de estrada em Seul, na Coreia do Sul. 

Impressão 3-D e fabricação remota
A impressão tridimensional permite a criação de estruturas sólidas a partir de um arquivo CAD de computador, potencialmente revolucionando a economia industrial se os objetos puderem ser impressos remotamente. 

O processo envolve camadas de material que são depositadas umas sobre as outras para criar virtualmente qualquer tipo de objeto. 

Projetos assistidos por computador são "fatiados" em modelos de impressão, permitindo que objetos criados virtualmente sejam usados como modelos para reproduções reais feitas de plástico, ligas metálicas ou outros materiais. 

O recurso de impressão 3-D de objetos também é conhecido como fabricação aditiva, tendo nascido para a criação de protótipos, mas está rapidamente se transformando em uma técnica de fabricação em larga escala. 



A impressão 3D promete nada menos do que a quarta revolução industrial, a era das máquinas livres. [Imagem: Pearce/Science]
Materiais com autocura 
Uma das características básicas dos organismos vivos é a sua capacidade inerente para reparar danos físicos - cicatrizar-se e curar-se de ferimentos, por exemplo. 

Uma tendência crescente no biomimetismo é a criação de materiais estruturais não-vivos que também têm a capacidade de curar-se quando cortados, rasgados ou quebrados. 

Materiais que se consertam sozinhos podem reparar danos sem intervenção humana externa, o que poderá dar vida mais longa aos bens manufaturados e reduzir a demanda por matérias-primas. 

Outro potencial é o de melhorar a segurança inerente dos materiais utilizados na construção civil ou carros e aviões. 



Materiais autocicatrizantes prometem ajudar a cuidar melhor da saúde e a proteger prédios e aviões. [Imagem: UIUC]
Purificação de água energeticamente eficiente
A escassez de água é um problema ecológico crescente em muitas partes do mundo, devido principalmente a demandas concorrentes da agricultura, das cidades e outros usos humanos. 

Enquanto os sistemas de água doce estão sobre-utilizados ou exauridos, a dessalinização da água do mar oferece uma fonte quase ilimitada de água. 

Mas hoje isso tem um custo considerável de energia - principalmente de combustíveis fósseis - para alimentar os sistemas de evaporação ou osmose reversa. 

Tecnologias emergentes oferecem o potencial para a dessalinização e a purificação de águas residuais significativamente mais eficientes em termos de energia, potencialmente reduzindo o consumo de energia em 50% ou mais. 

Técnicas como a osmose reversa também podem ter sua eficiência melhorada pela utilização de calor residual de termelétricas ou calor renovável, produzido por energia termossolar ou geotérmica. 


Novas tecnologias de microfiltragem podem viabilizar a dessalinização da água do mar a baixo custo. [Imagem: Damien Quémener]
Conversão e uso de dióxido de carbono (CO2)
As longamente esperadas tecnologias para a captura e sequestro de dióxido de carbono ainda estão por demonstrar-se comercialmente viáveis, mesmo na escala de uma única estação geradora de energia. 

Novas tecnologias que convertem o CO2 indesejável em produtos vendáveis podem potencialmente resolver tanto as deficiências econômicas quanto energéticas das estratégias convencionais de captura e sequestro de dióxido de carbono. 

Uma das abordagens mais promissoras usa bactérias fotossintéticas geneticamente modificadas para transformar resíduos de CO2 em combustíveis líquidos ou produtos químicos de baixo custo usando sistemas conversores modulares alimentados por energia solar. 

Sistemas individuais desse tipo prometem cobrir centenas de hectares nos próximos dois anos. 

Sendo de 10 a 100 vezes mais produtivos por unidade de área de terra, estes sistemas resolvem uma das principais limitações ambientais dos biocombustíveis gerados a partir de matérias-primas agrícolas ou de algas, e poderão fornecer combustíveis de baixo teor de carbono para automóveis, aviões ou outros grandes usuários de combustíveis líquidos. 



Vários estudos já demonstraram a possibilidade de usar a energia solar para transforma CO2 em combustível para carros. [Imagem: UCLA]
Nutrição saudável em nível molecular 
Mesmo em países desenvolvidos, milhões de pessoas sofrem de desnutrição, devido à deficiência de nutrientes em suas dietas. 

Técnicas genômicas modernas podem determinar ao nível de sequência genética a grande variedade de proteínas naturais que são importantes para a dieta humana. 

As proteínas identificadas podem ter vantagens sobre os suplementos proteicos tradicionais na medida que podem fornecer uma maior percentagem de aminoácidos essenciais, e têm melhor solubilidade, sabor, textura e características nutricionais. 

A produção em larga escala de proteínas alimentares puras para o ser humano, com base na aplicação da biotecnologia para nutrição molecular, pode oferecer benefícios à saúde, como melhor desenvolvimento muscular, gestão do diabetes ou redução da obesidade. 



A Biotecnologia está começando a criar as biofábricas do futuro. [Imagem: Wayne R.Curtis/PSU]

Sensoriamento remoto 
O uso cada vez mais generalizado de sensores que permitem respostas passivas a estímulos externos vai continuar a mudar a nossa forma de responder ao ambiente, em especial na área da saúde. 

Exemplos incluem sensores que monitoram continuamente a função corporal - como frequência cardíaca, oxigenação do sangue e níveis de açúcar no sangue - e, se necessário, desencadear uma resposta médica, como o fornecimento de insulina. 

Os avanços dependem da comunicação sem fio entre dispositivos - nós das redes de sensores -, tecnologias de sensoriamento com baixo consumo de energia e, eventualmente captação ativa de energia, através dos chamados nanogeradores. 

Outro exemplo inclui a comunicação veículo-a-veículo para melhorar a segurança nas ruas e estradas. 



Tecidos ciborgues misturam biológico e eletrônico. [Imagem: Tian et al./Nature Materials]
Aplicação precisa de medicamentos por engenharia em nanoescala 
Fármacos que podem ser aplicados com precisão em nível molecular no interior ou em torno de uma célula doente oferecem oportunidades sem precedentes para tratamentos mais eficazes, ao mesmo tempo reduzindo os efeitos colaterais indesejados. 

Nanopartículas funcionalizadas, que aderem ao tecido doente, permitem a aplicação em microescala de potentes compostos terapêuticos. 

Isso minimizando o impacto do remédio sobre os tecidos saudáveis. 

Essas nanopartículas funcionais estão começando a avançar rumos aos testes clínicos. 

Depois de quase uma década de pesquisa, estas novas abordagens estão finalmente mostrando sinais de utilidade clínica. 




Cientistas mais ousados trabalham com a possibilidade de que nanofábricas produzam medicamentos dentro do próprio corpo humano. [Imagem: Avi Schroeder]
Eletrônica e fotovoltaicos orgânicos
A eletrônica orgânica baseia-se na utilização de materiais orgânicos, tais como polímeros, para criar circuitos e dispositivos eletrônicos. 

Esses circuitos eletrônicos orgânicos podem ser fabricados por impressão e normalmente são finos, flexíveis e até transparentes. 

Em contraste com os semicondutores tradicionais à base de silício, que são fabricados com técnicas caras de fotolitografia, a eletrônica orgânica pode ser impressa usando processos de baixo custo, similares à impressão a jato de tinta. 

Isso torna os produtos extremamente baratos em comparação com os dispositivos eletrônicos tradicionais, tanto em termos de custo por aparelho, quanto do capital necessário para produzi-los. 

Embora atualmente a eletrônica orgânica não se encontre em condições de competir com o silício em termos de velocidade e densidade, ela tem o potencial para proporcionar uma vantagem significativa em termos de custo e versatilidade. 

Coletores solares fotovoltaicos impressos, por exemplo, custando muito menos do que as células solares de silício, podem acelerar a transição para as energias renováveis. 



Circuitos eletrônicos biodegradáveis já funcionam como curativos eletrônicos, mas logo poderão se dissolver no corpo humano. [Imagem: Fiorenzo Omenetto/Tufts University]
Quarta geração de reatores nucleares e reciclagem de resíduos
Os reatores nucleares atuais usam apenas 1% da energia potencial disponível no urânio, deixando o resto radioativamente contaminado como lixo nuclear. 

O desafio de lidar com os resíduos nucleares limita seriamente o apelo desta tecnologia de geração de energia. 

A reciclagem do urânio-238 em um novo material físsil caracteriza o que está sendo chamado de Nuclear 2.0. 

A promessa é de estender em séculos a vida útil dos recursos de urânio já minerados, ao mesmo tempo reduzindo drasticamente o volume e a toxicidade do lixo nuclear, cuja radioatividade vai cair abaixo do nível do minério de urânio original em uma escala de tempo de séculos, e não mais de milênios, como é hoje. 

Tecnologias de quarta geração, incluindo reatores rápidos resfriados por metal líquido, estão sendo implantados em vários países e já são oferecidos por empresas fabricantes de equipamentos de engenharia nuclear. 

06 março 2013

Porto Maravilha (2)


Reestruturação urbana avança por onde a cidade começou




http://www.oempreiteiro.com.br/Publicacoes/12611/Reestruturacao_urbana_avanca__por_onde_a_cidade_comecou.aspx



Serão R$ 7,6 bilhões aplicados em 5 milhões de m² na zona portuária. No traçado há construção de túneis, um deles com função estrutural, a demolição da Perimetral e intervenção para preservar o Palacete D. João VI, de 1912, sede,  a partir de março, do Museu de Arte do Rio (MAR)


Nildo Carlos Oliveira - Rio de Janeiro (RJ)

As intervenções ocorrem em área situada nos limites das quatro mais importantes avenidas centrais - Francisco Bicalho, Rodrigues Alves, Rio Branco e Presidente Vargas – que se interconectam com a avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Ponte Rio-Niterói, além de situar-se perto do Aeroporto Internacional Tom Jobim, de dois terminais rodoviários e de estações de trem e metrô.


Há décadas degradada e abandonada pelo poder público, a zona portuária tem sua visão, a partir do mar, obliterada por um desses monstrengos de concreto e aço que constituíram, para alguns, no começo dos anos 1970, solução viária eficiente: o Elevado da Perimetral, que liga o bairro do Caju à Praça XV. 

Com a demolição parcial da Perimetral (da Rodoviária Novo Rio ao Mosteiro de São Bento) poderá haver, segundo o projeto do Porto Maravilha, um reencontro da cidade - naquela região - com uma nova estética urbana. Antigos prédios históricos, como o palacete referido, avultarão no cenário. E, com eles, ganhará visibilidade o perfil de edificações modernas, uma delas já em fase de construção, o Museu do Amanhã, projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava.

E outras mudanças ocorrerão naquela área: empreendimentos imobiliários de porte, residenciais e corporativos irão se encaixando na nova paisagem, a exemplo de dois edifícios de alto padrão, que somam 222.472 m² de área construída. Anunciados pela Tishman Speyer, o primeiro deles é o Port Corporate Tower, em construção nas proximidades do prédio do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. O segundo, projetado pelo escritório do inglês Norman Foster, será construído na avenida Rodrigues Alves.

As obras em andamento na zona portuária resultam de uma das maiores parcerias público-privadas (PPP) já assinadas no País. O contrato foi firmado entre a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) e a concessionária vencedora de licitação pública Porto Novo S.A., formada pela Construtora Norberto Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia. Elas constituíram o consórcio construtor Porto Rio. Pelo contrato, as intervenções deverão estar concluídas até 2016, ano da Olimpíada. Mas a concessionária continuará a prestar serviços de manutenção e conservação de vias públicas pelos próximos 15 anos.

Atualmente, além de procurar colocar em prática novos padrões urbanísticos na região do porto, a concessionária vem eliminando a fiação aérea e instalando uma rede subterrânea; implementando ainda, no subsolo, 122 km de redes de água potável; executando 36,5 km de redes de drenagem e 11 km de galerias; construindo 84 km de redes de esgotos e 26 km de redes de gás e instalando os dutos para cabeamento da rede de fibra óptica.

Nesse conjunto de obras, em que a cidade redescobre as suas origens, sobressaem aquelas, estruturantes, que vão compor um novo sistema viário para resolver o tráfego congestionado que passa ou tangencia a zona portuária. E é por ali que a engenharia é solicitada a empregar técnicas capazes de preservar o passado, na construção de caminhos novos.

O poço, o túnel e os prédios antigos

O engenheiro Ricardo Bueno, da Odebrecht Infraestrutura, diretor de contrato do Porto Rio, diz que faz parte do programa de obras o novo sistema viário que será constituído pela Via Binário do Porto e pela Via Expressa;  a requalificação geral da zona portuária e a demolição de trecho da Perimetral.


Ricardo Bueno, diretor de contrato

“As obras que não fazem parte de nosso escopo, mas que são significativas para a região e para a cidade como um todo, são as do VLT (Veículo Leve sobre Trilho). Esse sistema de transporte, associado aos demais disponíveis - trem, metrô e ônibus - facilitará a circulação dos moradores e trabalhadores, o que inibirá, naturalmente, o uso do veículo particular”, afirma o engenheiro.

Na Via Binário está sendo construído o túnel da Saúde, que atravessa 70 m do morro da Saúde, e o túnel do Binário, que terá 1.100 m de extensão. Ele começa na rua 1º de Março, passa por baixo do morro de São Bento e emerge nas proximidades da avenida Barão de Tefé,  seguindo, então, o traçado da antiga Via Trilhos. As obras da Via Binário, que terá 3,5 km de extensão, deverão ficar prontas este ano.



A Via Expressa terá 4 km de extensão e, nela, haverá um túnel de 1.540 m de comprimento. Ele parte das proximidades da avenida Presidente Vargas e volta à superfície na altura do Armazém 6 do Cais do Porto. A Via Expressa continua sobre o traçado da avenida Rodrigues Alves. O trânsito local será distribuído pela Via Binário do Porto.

O novo sistema viário, assim constituído, poderá aumentar em 40% a capacidade para atendimento do tráfego local, substituindo a função Perimetral, que atualmente, além de ser um obstáculo ao crescimento urbano e econômico na área, está saturada e deficiente. Com a nova solução viária, a capacidade de tráfego nas duas vias será da ordem de 10.500 veículos/hora até 2015. 

Para a construção da Via Binário, e tendo-se em conta as questões da geologia local, a contiguidade com as fundações de edificações históricas importantes que não poderiam ser afetadas, a proximidade com a vizinhança que ali reside e trabalha, e a necessidade da utilização de explosivos nas escavações de túneis, o consórcio precisou estudar e utilizar procedimentos especiais, continuamente monitorados. Além das dificuldades impostas por essas limitações, sobrevinha outra: em razão do trânsito caótico no sistema viário atual, foi preciso distribuir os serviços em 22 canteiros compactos onde se movimentam, em espaços exíguos, máquinas e trabalhadores.

O diretor do contrato informa que boa parte do trecho por onde foi construído o Elevado da Perimetral se estende à beira-mar, sobre área aterrada. Trata-se de aterro formado basicamente de sedimento marinho, ao longo dos anos, no século passado. O traçado do túnel avançaria originalmente por esse aterro.

Com base nas sondagens realizadas na fase da elaboração do projeto, o consórcio construtor decidiu mudar o traçado, desviando-o do aterro sedimentar para a área onde há afloramento rochoso. O engenheiro Fernando Rebouças Stucchi, da EGT Engenharia, que, com a empresa Engecorps Engenheiros Consultores, elaborou o cálculo das “obras estruturantes”, costuma dizer que, naquele trecho, “há vários Pães de Açúcar enterrados”.

Para escavar o túnel da Via Binário do Porto foi executado um poço de acesso na Praça Mauá, com 27 m de diâmetro, 38 m de profundidade na cota mais inferior e 35 m no patamar geral. É a partir dali que está sendo escavado o túnel rodoviário de 14 m de largura, 8 m de altura e 1.100 m de extensão. O poço, contudo, teve outra finalidade: evitar que as fundações do Palacete Dom João VI e do prédio da Polícia Federal, ambos contíguos à obra, fossem afetadas.


O poço de serviço, para abertura do túnel a partir da Praça Mauá, foi provido de paredes-diafragma

O Palacete Dom João VI possui fundações executadas com estacas de madeira e o outro prédio, fundações executadas com estacas metálicas.

Ricardo Bueno informa que, quando da escavação do poço de acesso na Praça Mauá, um dos pré-requisitos da engenharia era evitar o rebaixamento do lençol freático. Não se poderia deixar que a água e o oxigênio afetassem as estacas de madeira. Esse material, quando só na água, não apodrece e, quando somente em terreno seco, também não. Mas a conjunção dos dois fatores seria danosa para as fundações.

A solução adotada foi a escavação do poço com a consequente execução de parede-diafragma, trabalho em que o consórcio utilizou uma hidrofresa alemã, dotada de um bit de escavação em rocha. As paredes-diafragma garantem a estanqueidade do poço e, consequentemente, a integridade das estacas de madeira. Contudo, conforme lembra Fernando Rebouças Stucchi, havia também o problema das estacas metálicas da edificação que abriga as instalações da Polícia Federal. Elas estão fincadas na rocha e, portanto, no processo de escavação do túnel, poderiam ser seccionadas.

Para preservar as estacas metálicas aventaram-se várias ideias. Uma delas seria a execução de uma subfundação para a transferência das cargas. Tal possibilidade foi analisada, mas, nesse interim, surgiu outra, mais simples: caso o túnel fosse executado com a maior profundidade, não seria preciso mexer nas estacas. O inconveniente consistia no seguinte: quanto mais fundo um túnel, mais comprido ele pode ficar e, quanto mais comprido, mais caro pode custar. Ocorre que tal solução contou com o apoio dos técnicos do consórcio construtor e está sendo levada adiante.   

Um questionamento suscitado no começo das escavações dizia respeito ao uso da hidrofresa. Indagava-se: por que não o shield, comprovadamente eficiente nas escavações de túneis do metrô? E Ricardo Bueno responde: “O shield é viável quanto se tem em conta exatamente isso –túnel metroviário, com diâmetro específico para a passagem simultânea de dois trens. Mas o que nós estamos construindo é túnel rodoviário, com seção própria. Pela extensão e pelo diâmetro, o shield ali não seria recomendável”.

O processo em curso é perfuração, desmonte com explosivos, carregamento e transporte do material escavado para a área do bota-fora, a fim de ser posteriormente britado e utilizado em pavimentação. Em outros trechos, em solo, está sendo usado o método NTAM (New Austrian Tunneling Method) ou o sistema cut and cover invertido: faz-se a laje superior e, em seguida, escava-se por baixo. 

O sistema de escavação, com o uso de explosivos, tanto no túnel da Saúde quanto no túnel do Binário do Porto, exigiu cuidados especiais por conta do desconforto que tais operações provocam na população local. Por isso, há um sistema de alerta por meio de sirenes. Depois, o operador e controladores de tráfego procedem ao bloqueio temporário no trânsito nas vias do entorno para veículos e pedestres. A detonação segue um rito planejado, controlado e seguro, segundo Ricardo Bueno.


O túnel da Saúde constitui engenhosa solução estrutural para suportar a extremidade da pedreira antiga sobre a qual se encontram fundações de condomínios

O túnel estrutural


O túnel da Saúde encaixa-se ao final de uma pedreira explorada no século passado para a compactação do aterro da região portuária. Havia até um dique, ali perto, de propriedade do Lloyd Brasileiro, inaugurado em 1911 e que foi aterrado com material oriundo dessa pedreira. Na década de 1980 a Caixa Econômica Federal favoreceu a construção de nove torres residenciais no morro. De modo que a área da pedreira não poderia sofrer alterações, sob pena de ocasionar problemas ambientais ou prejudicar aquelas torres. Contudo, a Via Binário do Porto teria de passar por ali. E passa, mas deixando espaço para a passagem, também, do VLT.


Desenhos esquemáticos do túnel mostram a localização dos emboques e a passagem do VLT

Mas como fazer o túnel, sem que isso implicasse quaisquer problemas estruturais? A solução foi a construção da obra com seção transversal e revestimento primário, executado durante a escavação. Pode-se afirmar que são, a rigor, dois túneis laterais (“side-drifts”) nos quais está incorporado o túnel central, para o VLT, conforme esclarece o engenheiro Marcelo Wainberg, também da EGT Engenharia.

Na fase da execução dessa passagem de 70 m sob o morro da Saúde foi necessária a instalação de tirantes que atravessam o maciço. Eles proporcionaram segurança na escavação. E houve aplicação de concreto projetado para evitar deslizamentos.

O túnel tem função estrutural. Devido à exígua cobertura de rocha e solo residual, e do empuxo desequilibrado na direção transversal, não há quase trabalho de arqueamento de carga no terreno. As camadas de solo e rocha acima do que os calculistas chamam da “geratriz superior” acabam pesando sobre a estrutura sem transportar carga transversalmente. O empuxo transversal desequilibrado gera flexões significativas na estrutura. O túnel, portanto, é uma peça estrutural, encaixada na formação rochosa da antiga pedreira – mais uma solução aparentemente simples, mas original, que resolveu uma série de problemas até econômicos e sociais.

A demolição da Perimetral

No dia 4 deste mês foi efetuada a operação para a remoção da primeira viga do Elevado da Perimetral, parte importante das obras do projeto Porto Maravilha. A peça metálica, de 40 m de extensão e 22 t, é a primeira dentre as 1.008 do gênero que serão retiradas dali e levadas para área selecionada para receber as vigas e os fragmentos da estrutura de concreto.

Ricardo Bueno explica que não há um método específico para o processo de demolição. Ali, todas as opções são válidas. A Perimetral não tem uma estrutura técnica única ao longo de sua extensão. Há pilares centrais, balanços com vigas metálicas, pórticos biapoiados num pilar, dois apoios e vigas centrais e trechos em caixão perdido. “Portanto, não temos uma receita única para colocar aquilo no chão”, diz o engenheiro.

Cada pedaço do elevado requer uma técnica diferente na desmontagem e na fragmentação da estrutura de concreto, um trabalho moroso, cuidadoso, que requer avaliações prévias para interferência no tráfego – sobretudo porque trechos do elevado continuarão em operação. De qualquer modo, o calendário é implacável. E 2016, ano da Olimpíada, não está longe.



 


terça-feira, 5 de março de 2013
Fonte: Padrão